15 grandes hinos LGBTQ+ da música

De Madonna a Lady Gaga e Pabllo Vittar
JULIA SABBAGA

Madonna – Vogue (Official Music Video)

O mês de junho é o marco do orgulho LGBTQ+, e para celebrar a época vamos relembrar as maiores músicas que se tornaram hinos deste movimento, desde as canções mais clássicas dos anos 80 até os hits das novas gerações. Confira:

“I’M COMING OUT” – DIANA ROSS

Escrita por Bernard Edwards e Nile Rodgers, o hit de Diana Ross de 1980 se tornou uma das canções mais icônicas da cultura LGBTQ+, basicamente, pelo seu título. Apesar da cantora usar a expressão “estou saindo” como um símbolo do fim de seu contrato com a motown, a frase foi identificada como “estou saindo do armário”, que começava a ser popularizada no início dos anos 80.

“TRUE COLORS” – CYNDI LAUPER

A triste canção “True Colors”, de Cindy Lauper, é dedicada pela cantora ao seu amigo Gregory Natal, que faleceu de AIDS pouco antes do lançamento, em 1986. Depois que a faixa se tornou uma música comumente associada ao movimento gay, Lauper também fundou o True Colors Fund, organização que auxilia jovens LGBTQ+ em situação de rua nos EUA.

“DANCING ON MY OWN” – ROBYN

A dançante e triste faixa da Robyn, “Dancing on My Own”, é um dos casos de canção que não tem nem letra nem título em relação ao movimento mas se tornou um símbolo LGBTQ+. A letra fala sobre dançar sozinho em uma balada enquanto o amor não correspondido se envolve com outra, uma história de solidão que muitos se identificaram. Em entrevista à Out, a cantora comentou a associação: “acho que é uma música sobre se expor – muito fisicamente – e se ela parece um hino gay eu aceito isso como um grande elogio”.

“WE EXIST” – ARCADE FIRE

“We Exist”, do Arcade Fire, é uma singela canção que foi aclamada por sua letra e seu clipe, que tratam sobre igualdade e auto-afirmação na comunidade LGBTQ+. “Falando como se não existíssemos, mas nós existimos. Pai, é verdade, sou diferente de você, mas me diga por que eles me tratam desse jeito”, diz a letra. O vídeo traz Andrew Garfield no papel de uma mulher transgênero.

“IT’S RAINING MEN” – THE WEATHER GIRLS

Um dos maiores hits dos anos 80, “It’s Raining Men” é um dos hinos mais memoráveis da comunidade LGBTQ+. Lançada em 1982, o hit foi composto por Paul Jabara e Paul Shaffer e foi oferecido para diversos outros ícones que recusaram a canção, como Diana Ross, Cher e Barbara Streisand. Quem aceitou foi o The Weather Girls, que acabou como uma banda de hit só, mas um hit que acabou se tornando símbolo de um movimento.

“I WANT TO BREAK FREE” – QUEEN

Freddie Mercury é um dos maiores símbolos da causa LGBTQ+, mas surpreendentemente a música do Queen que mais marcou como uma faixa de orgulho gay não é de sua composição. “I Want To Break Free”, lançada no álbum The Works de 1984, foi escrita pelo baixista John Deacon, e se tornou símbolo pela letra, que traz um pedido por libertação. A associação pouco teve a ver com o clipe da música, que traz os integrantes do Queen vestidos de mulheres, em uma paródia do seriado inglês Coronation Street.

“SISSY THAT WALK” – RUPAUL

Já falando sobre a nova geração de hinos, “Sissy That Walk”, da RuPaul, é uma das mais citadas. A faixa de 2014 imortalizou uma das frases mais usadas por RuPaul Charles nas competições de RuPaul’s Drag Race, algo como “remexe esse andar”. A música traz uma letra cheia de mensagens de empoderamento como “sou uma mulher rainha, mãe da casa de nenhuma vergonha” ou “a não ser que estejam pagando suas contas, não se importe com aqueles idiotas”.

“YOU MAKE ME FEEL (MIGHTY REAL)” – SYLVESTER

Continuando na tradição de hits disco, “You Make Me Feel (Mighty Real)”, do Sylvester, lançada em 1978, se tornou um hino em grande parte pelo próprio performer, um ícone gay conhecido por sua aparência andrógena. Sylvester se tornou um símbolo da causa por ser celebrado por sua diferença, e “You Make Me Feel (Mighty Real)”, seu maior hit, chegou a entrar para a história como uma das faixas no Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso dos EUA.

“GIRLS LIKE GIRLS” – HAYLEY KIYOKO

A americana Hayley Kiyoko é um dos grandes nomes da representatividade LGBTQ+ dos dias de hoje, e uma das suas canções mais significativas é “Girls Like Girls”, de 2015. A música traz uma letra singela sobre garotas que gostam de garotas (“tanto quanto homens”), e o vídeo chamou atenção por uma história delicada de duas garotas que se gostam. Sobre sua importância para a comunidade, Hayley falou à revista Elite Daily: “Fico feliz de colocar minhas histórias para fora porque podem ajudar gerações mais novas. Eu espero que minha música possa ajudar gerações a ganharem confiança e poderem aproveitar mais a vida”.

“GO WEST” – PET SHOP BOYS

A faixa de 1979 do Village People, “Go West”, só se tornou uma frequente presença em listas de hinos LGBTQ+ quando ganhou um cover do Pet Shop Boys, recheado de sintetizadores. A faixa ganhou uma gravação oficial em 1993, depois que o duo apresentou o cover em um show beneficente em Manchester, que arrecadou fundos para vítimas de AIDS. Apesar do título ser uma referência à colonização dos EUA, “Go West” se tornou um símbolo de uma liberação do movimento.

“INDESTRUTÍVEL” – PABLLO VITTAR

Pabllo Vittar é um dos maiores símbolos da causa LGBTQ+ atualmente, mas é sua música mais melancólica que marca a lista de hinos. “Indestrutível”, faixa do seu primeiro álbum, Vai Passar Mal, fala sobre a superação. Em seu clipe, Pabllo aproveitou a oportunidade para denunciar a violência contra jovens LGBTQ+, chamando atenção a casos de bullying e violência nas escolas.

“I WILL SURVIVE” – GLORIA GAYNOR

Lançada em 1978, o lendário hit “I Will Survive”, de Gloria Gaynor, é uma letra bem clara de empoderamento feminino, mas se tornou um símbolo pela causa LGBTQ+ por ser uma história de superação. Frases como “Eu passei tantas noites me sentindo mal por mim mesma, costumava chorar, mas agora eu ergo a cabeça e você me vê como alguém nova” ressoava muito com a comunidade que começava a se expressar mais publicamente na época.

“BORN THIS WAY” – LADY GAGA

Uma escolha bem óbvia na lista é “Born This Way”, faixa título do segundo álbum da Lady Gaga, lançado em 2011. A faixa é um hino dedicado à indivíduos que não se encaixam na norma, que ecoou principalmente na comunidade LGBTQ+ por frases como: “Independente de gay, hétero ou bi, lésbica, ou vida transgênero, eu estou no caminho certo, baby, nasci para sobreviver”. Em entrevista à EW, Elton John chamou “Born This Way” do novo hino LGBTQ+ [via Pride]: “Esta é a nova ‘I Will Survive’. É o novo hino gay”.

“YMCA” – VILLAGE PEOPLE

O Village People não poderia ficar de fora de uma lista de hinos LGBTQ+, afinal, o grupo formado nos anos 70 tinha o público gay como seu foco. A carreira do conjunto marcou com hits que também poderiam ser mencionados aqui, como “Macho Man” ou “Go West” (que entrou na lista na versão do Pet Shop Boys), mas seu hino mais memorável foi “Y.M.C.A”, lançado em 1978. Apesar de uma letra que poderia ser totalmente inocente, a faixa descreve como era divertido fazer parte da associação de jovens cristãos, o que foi entendido por muitos como um significado duplo.

“VOGUE” – MADONNA

Madonna é frequentemente citada como uma das maiores inspirações no movimento LGBTQ+, e um dos principais motivos para isso foi o lançamento de “Vogue”, em 1990. A faixa e o seu memorável clipe marcaram como propulsores do estilo de dança característico, que dominava a subcultura, ao mainstream. Apesar de críticas de apropriação cultural, já que a dança se originou em comunidades negras e latinas do Harlem, Madonna marcou a história do pop com a responsável por levar movimentos de danças geralmente associadas à comunidade LGBTQ+ ao povo geral. Até hoje, “Vogue” é considerada um dos maiores hinos do movimento.

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Novidades no tratamento de melasma

O melasma é uma mancha escura que compromete mulheres jovens, gravidas ou não, principalmente no rosto
Por Denise Steiner

(Reprodução/Getty Images)

Algumas novidades em relação ao melasma devem ser avaliadas. O tratamento do melasma, que geralmente é feito com uma combinação de substâncias clareadoras, não pode e não deve causar irritação, avermelhamento, pinicamento ou coceira na pele. Qualquer manifestação de inflamação que aconteça com o tratamento pode causar efeito rebote e piorar a mancha.

Durante o tratamento do melasma, se houver qualquer destas manifestações, as substâncias devem ser interrompidas e reavaliadas. É interessante que os cuidados estejam sempre acompanhados de um hidratante, que pode ser alternado com os clareadores para manter a pele mais equilibrada.

Nesse sentido, o ácido retinoico e o ácido glicólico podem ser usados no tratamento do melasma, mas sempre alternando com clareadores e acompanhados de filtro solar hidratante, com número de proteção maior ou igual a 50.

A pele comprometida pelo melasma é fotoenvelhecida, com importante grau de elastose. A elastose é o nome dado as destruição e modificação das fibras elásticas provocadas pela radiação ultravioleta UVA e UVB. A pele com melasma evidencia alterações cumulativas causadas pelo sol que provocam de destruição da parede dos vasos e fibras de colágeno. Portanto, o tratamento do melasma deve preconizar ações que tratem também o envelhecimento cutâneo.

Muitas vezes precisamos associar ao tratamento específico das manchas, procedimentos que tratem o fotoenvelhecimento. Por isso, podemos associar o microagulhamento e a radiofrequência que estimulam a formação de fibras de colágenos e elásticas de boa qualidade.

Outra novidade é que os vasos dilatados e fotodanificados pioram o melasma. Quando examinamos essa mancha, notamos que nas áreas mais escuras também existem vasos dilatados. Esses vasos expressam certos fatores que crescimento como o VEGF que é o fator vascular endotelial de crescimento. Esse fator de crescimento está associado a piora do melasma e, portanto, precisa ser neutralizado.

O tratamento completo e eficaz do melasma associa clareadores, ácidos, hidratantes, antioxidantes e um potente filtro solar que tenha número alto e cor. A cor protege da luz visível que também é responsável pela piora do melasma. Além disso, devemos associar o tratamento específico para a mancha, como o laser ND Yag Q-Switched, e cuidados focados nos vasos dilatados, como o dye laser ou a luz pulsada. O microagulhamento e a rádiofrequência também podem ser associados para proporcionar a melhora da elastose e do fotoenvelhecimento em geral.

Tratar o melasma significa melhorar e neutralizar os efeitos do envelhecimento cutâneo e paralelamente clarear as manchas.

O programa do Google que diagnostica câncer de pulmão ‘com mais eficiência que médicos’

O câncer de pulmão mata mais de 1,8 milhão pessoas por ano, mais do que qualquer outro tipo de tumor
Por James Gallagher – BBC Brasil

A inteligência artificial poderia melhorar a detecção de câncer em 5% (Foto: Getty Images)

Será que a Inteligência Artificial (IA) pode ser mais eficiente do que médicos no diagnóstico de câncer de pulmão?

É o que sugere um estudo recente realizado por cientistas da Universidade Northwestern, em Illinois, nos Estados Unidos, em parceria com o Google, que esperam aumentar com esta tecnologia a eficácia do diagnóstico da doença.

A identificação de tumores em estágio inicial facilitaria o tratamento do câncer.

A equipe responsável pela pesquisa afirmou que a inteligência artificial terá um papel “enorme” no futuro da medicina, mas o software ainda não está pronto para uso clínico.

O estudo se concentrou no câncer de pulmão, que mata mais pessoas (1,8 milhão por ano) do que qualquer outro tipo de tumor.

É por isso que os EUA recomendam a realização de exames para identificar a doença a pacientes considerados de alto risco devido a um longo histórico de tabagismo.

No entanto, esses exames podem resultar em biópsias invasivas para pessoas que não têm câncer, além de não conseguirem detectar alguns tumores.Como foi o estudo?

O estudo utilizou inteligência artificial para determinar se a análise de tomografias computadorizadas poderia ser aprimorada.

O primeiro passo foi treinar o software por meio de 42.290 imagens de tomografias de pulmão de quase 15 mil pacientes.

Os pesquisadores não indicaram à inteligência artificial o que procurar, apenas quais pacientes tinham câncer e quais não.

Em seguida, o software foi testado contra uma equipe de seis radiologistas especializados na interpretação de tomografias.

O programa foi mais eficiente do que os radiologistas ao examinar uma única tomografia computadorizada, e foi tão eficaz quanto quando havia várias tomografias para serem interpretadas.

Os resultados, publicados na revista científica Nature Medicine, mostram que a inteligência artificial poderia aumentar a detecção do câncer em 5%, e ao mesmo tempo reduzir os falsos positivos (pessoas diagnosticadas erroneamente com câncer) em 11%.

“O próximo passo é aplicá-la a pacientes em um ensaio clínico”, afirmou Mozziyar Etemadi, da Universidade Northwestern, à BBC.

Segundo Etemadi, a inteligência artificial às vezes “sinaliza um nódulo pulmonar que, em todos os aspectos, parece benigno, mas o programa acredita que não é. E eles geralmente estão certos”.

“Uma área de pesquisa científica é descobrir por quê”, acrescentou.

Etemadi afirma que, se for realizado um trabalho conjunto entre a inteligência artificial e os médicos, o resultado seria ainda mais eficaz – e a IA poderia ter um grande papel na medicina.

Rebecca Campbell, do instituto de pesquisa Cancer Research, do Reino Unido, diz que é animador ver inovações tecnológicas que possam um dia ajudar a detectar câncer de pulmão em estágio inicial.

“Do mesmo modo que aprendemos com a experiência, esses algoritmos executam uma tarefa repetidamente, e cada vez ela é ajustada um pouco para melhorar a precisão”, diz ela.

“Detectar o câncer precocemente, quando é mais provável que o tratamento seja bem-sucedido, é uma das formas mais poderosas de melhorar a sobrevivência, e o desenvolvimento de uma tecnologia que não seja invasiva poderia ter um papel importante”, completa Campbell.

“Os próximos passos serão testar essa tecnologia ainda mais para ver se ela pode ser aplicada com precisão a um grande número de pessoas”.

E os melhores exercícios a partir dos 40 são…

Não é matemática: a idade também influencia na escolha de sua rotina de exercícios
Por ANA MORALES| VOGUE INTERNACIONAL

(Foto: César Segarra/Los 7dias)

“A idade é carregada no coração e na mente”. Concordamos totalmente com essa afirmação. Mas também é verdade que há certas rotinas que devem se adequar à nossa idade cronológica, contida no nosso documento, embora ela pouco ou nada tenha a ver com aquela do nosso coração e espírito.

Quando se fala em boa forma, é justo e necessário adaptar nossa rotina de exercícios e treinos à nossa idade (além das condições físicas que temos, é claro). Isso não significa que os exercícios são proibidos, mas alguns podem ser mais apropriados para as mudanças que ocorrem no nosso corpo em todos os momentos rotinas.

O fato de nos concentramos em treinos mais eficazes depois dos 40 não é uma questão puramente aleatória. Amamos essa fase da vida, mas a verdade é que ela é marcada por muitas mudanças físicas. “Normalmente, após 40 anos, se nós não cuidamos da alimentação, o corpo começa a perder músculo e ganhar gordura. Isto acontece devido à sarcopenia, que é a perda de massa e força na musculatura esquelética, como bíceps, tríceps e quadríceps, próprias do envelhecimento e que nas mulheres é mais acentuada.
Estima-se que no caso de pessoas sedentárias, o sistema muscular perca em torno de 3 a 5% da massa muscular a cada década”, explica Roberto Crespo, personal trainer da Zagros Sports.

Por tudo isso, atividade física e boa nutrição tornam-se ainda mais importantes depois de 40 anos, explica Crespo, que também observa que o sistema neuromuscular começa a mudar, o que também pode explicar a perda da flexibilidade.
Além disso, embora não seja uma tranformação dramática, a partir desta idade, como disse Juan Ruiz López, diretor do Centro de Formação Pessoal JRL, começa-se a notar também mudanças e desequilíbrios hormonais nos níveis de estrogênio e progesterona.
Embora o especialista insista que não são alterações muito pronunciadas, a partir dos 40 elas podem começar a serem notadas. A partir dessa idade também, é conveniente adaptar a rotina ao que virá depois. E isso significa escolher um treino e esportes adequados à osteoporose freqüente que pode aparecer depois dos anos 50.

HIIT baseado em exercícios funcionais
Temos falado muito do HIIT (High Intensity Interval Training), que embora seja o treinamento perfeito para praticar aos 20 e 30 anos, também é aos 40. Porém, adaptado às necessidades e condições da idade. Roberto Crespo insiste na eficácia dos exercícios intervalados de alta intensidade para ganhar força e massa muscular. “Com o treino de alta intensidade, aumentamos a produção dos hormônios de crescimento, evitando a resistência à insulina e tornando isso capaz de controlar o peso melhor e de forma saudável”, explica o especialista, que também chama atenção para que essa rotina do HIIT seja baseada em exercícios funcionais. Ou seja, “exercícios que imitam os movimentos corriqueiros do dia a dia. Com eles, você perceberá um melhor funcionamento do seu corpo quando se trata de subir escadas, entrar e sair do carro ou levantar do sofá”.

Pesos, pesos, pesos
Embora Juan Ruiz López insista que não há exercícios diferentes a partir dos 40 – “pode-se realizar os mesmos movimentos, mas deve-se controlar sua intensidade, para que o corpo não seja tão requisitado e termine por não suportar a carga”, diz ele – a partir dos 40 também é fortemente recomendado o treinamento de força, porque “o aumento da massa muscular nos ajudará a acelerar o metabolismo: quanto maior massa muscular, maior o metabolismo basal”, explica o personal trainer. “Além disso, o treinamento com pesos também nos ajudará a prevenir a osteoporose”.

Exercicios para depoisdos 40_2 (Foto:  César Segarra/Los 7dias)
(Foto: César Segarra/Los 7dias)

Alongamentos Dinâmicos
Os alongamentos em movimento são outra proposta do expert Zagros, que insiste que eles devem ser obrigatórios para evitar rigidez nas articulações, trabalhar o sistema neuromuscular, a flexibilidade e o equilíbrio. Yoga e Pilates também são altamente recomendados, pois ajudam a melhorar dores nas articulações e nas costas.

A importância das flexões de braço
Embora as alterações hormonais possam causar acúmulo de gordura em áreas como quadris e barriga, há uma área no corpo da mulher especialmente perceptível ao longo do tempo a partir desta idade: os braços, que devido à perda de massa muscular, ficam flácidos.
Mesmo que a recomendação de especialistas para ganhar tônus seja fazer exercícios em um nível geral, sem focar em um músculo em particular, se os braços nos interessam, podemos adicionar à nossa rotina uma série de movimentos que funcionam bem para tríceps e bíceps. Ou seja, as flexões de braço clássicas serão muito eficazes, sempre.

Spinning ou Body Pump?
Se você não sabe em qual aula da academia entrar, o treinador Crespo confirma que tanto o body pump quanto o spinning são excelentes alternativas e algumas das aulas coletivas mais procuradas nessa idade. Com o body pump, é exercitada especificamente a força de cada grupo muscular. Já o spinning é o mais indicado para quem quer trabalhar cardio e também perder peso.

E se eu começar a correr?
Se aos 40 anos você estiver viciada em correr, parabéns! É altamente recomendável continuar praticando. Se não estiver, esse pode ser um bom momento para começar. O preparador Juan Ruiz López nos explica que, “para prevenir a osteoporose, seria aconselhável praticar esportes de alto impacto como a corrida. Assim, favorecemos a deposição de cálcio nos ossos e aumentamos a densidade mineral óssea”. Naturalmente, o especialista chama a atenção para a necessidade de se começar aos poucos, devagar e de maneira controlada.

Cresce alerta para automutilação entre crianças e adolescentes no Brasil

Feridas emocionais já mobilizam governo, escolas, consultórios e até faculdades em planos de intervenções e ações preventivas
Júlia Marques, Impresso

A dor dela era se achar tão inferior que não merecia carinho de ninguém’, diz mãe de menina que se automutilava Foto: Felipe Barduchi/Estadão

SÃO PAULO – “O que está doendo tanto em você para fazer isso?” Foi o que a aposentada Maria, de 40 anos, perguntou para Bárbara (nomes fictícios) quando viu cortes no braços da filha, de 11. “A dor dela era se achar tão inferior que não merecia carinho de ninguém.” Cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes, as automutilações trazem à tona feridas emocionais de meninos e meninas e mobilizam escolas em planos de intervenções e ações preventivas.

Depois de terapia e a aposta em um esporte novo, aos poucos os cortes deram lugar às cicatrizes nos braços de Bárbara, mas a menina ainda vê colegas da mesma idade que passam pelo problema. O Brasil não tem dados específicos sobre o número de jovens que se automutilam. Nos corredores dos colégios e consultórios, porém, a sensação é de aumento.

Conhecer a dimensão das lesões entre adolescentes é um dos objetivos de uma lei sancionada na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). A norma prevê que escolas passem a notificar casos de automutilação a conselhos tutelares – a ideia é que a família também seja avisada, ao mesmo tempo. “É um fenômeno. Outros países enfrentam os mesmos dilemas e, para instituir políticas públicas, precisamos de dados precisos”, disse ao Estado a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. A pasta vai articular a regulamentação da norma.

A escola é vista por autoridades e especialistas com um papel central na identificação dos casos – parte ocorre dentro das unidades e com objetos cortantes de uso cotidiano dos estudantes. Mas, em meio a uma série de outros desafios ligados à aprendizagem e falta de recursos, os colégios ainda precisam superar tabus e a falta de formação de seus profissionais para lidar com o tema.

Pesquisadora da violência nas escolas há quase 20 anos, Miriam Abramovay se assustou quando percebeu o volume de relatos sobre automutilações em um estudo em escolas públicas do Ceará e Rio Grande do Sul. Realizada em 2016 e 2017, a pesquisa incluiu o tópico pela primeira vez e ouviu grupos de jovens. “Em uma escola onde fizemos pesquisa, devolveram ao professor um ‘kit de automutilação’. Disseram que não precisavam mais, já se sentiam reconhecidos não só pela escola, como também pela sociedade.”

“Era uma catarse, eles choravam muito”, lembra Miriam, pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). “Tanto que começamos a levar caixinhas de lenço de papel”, comenta.

Professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Leila Tardivo observa, além do aumento, uma mudança no perfil. “Era mais entre mulheres acima de 20 anos, pessoas com problemas psiquiátricos. Agora, acontece em pessoas mais jovens, de 12, 13, 14 anos.” As meninas são maioria, mas a prática também ocorre entre os meninos.

Raramente há intenção de causar a morte. “Os adolescentes se machucam até para não se suicidar. Muitos dizem que a dor no braço é menor do que a tristeza”, diz Leila, que, com uma equipe da USP e pesquisadores da Universidade de Sevilha, na Espanha, participa de ações preventivas em escolas públicas de São Paulo.

Automutilação está ligada a frustrações e depressão

Para ela, o contágio pelas redes sociais – há jovens que publicam as lesões na internet e páginas que incentivam a prática – ajuda a explicar o fenômeno, mas não é a única causa. “A automutilação está ligada a frustrações, à depressão.” Os casos também podem vir após violência em casa, bullying e abandono. O tratamento inclui psicoterapia e, em geral, não dura menos de um ano.

Espaços como o ambulatório do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP se especializaram no assunto. Jovens com histórico de autolesões começaram a chegar em 2013 e não pararam mais. “Hoje, temos mais adolescentes com automutilação do que uso de drogas no ambulatório”, diz a psiquiatra do IPq Jackeline Giusti, que também tem recebido ligações de escolas em dúvida sobre como agir.

Foi depois da demanda de colégios que uma equipe do Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) passou a estudar questões emocionais e afetivas relacionadas à automutilação entre adolescentes.

Para Antônio Augusto Pinto Júnior, professor da UFF, chama a atenção o número de jovens encaminhados pelas escolas de Volta Redonda, no Rio, onde o projeto é realizado: mais de dez em cada colégio. “Que problema é esse que está acontecendo com os jovens que eles precisam usar uma conduta autoagressiva para dar conta de suas questões?”, indaga.

A interrogação também ecoa entre professores e pais – que fazem parte de uma geração em que essa prática era menos comum. “Fiquei desesperada porque nunca imaginei que existisse isso”, conta Laís, de 37 anos, alertada pelo colégio de que o filho, aos 14, estava machucando os pulsos. Após terapia e o olhar atento da mãe, as lesões cessaram.

Para Gustavo Estanislau, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda é comum que as escolas reajam diante de casos de autolesão ou com susto excessivo ou banalização. Ele defende a abertura ao diálogo e o acompanhamento profissional.

“Temos de ter cuidado para não sobrecarregar o educador, mas fortalecê-lo para identificar e fazer ao menos o primeiro movimento de encaminhar ao orientador”, diz ele, que faz parte do projeto Cuca Legal, de formação de professores.

PRESTE ATENÇÃO

1. Feridas. A automutilação tem se tornado mais comum, mas não deve ser banalizada. Ela pode indicar dificuldades emocionais. 

2. Comportamento. Fique atento a mudanças de humor e isolamento. O uso de mangas compridas no calor pode indicar uma tentativa de esconder lesões.

3. Apoio. Caso identifique a situação, acolha o adolescente, escute os motivos e evite repreendê-lo. Procure ajuda profissional. 

Conheça os projetos e saiba onde buscar ajuda: 

Centros de Atenção Psicossocial (Caps)

Lista de contatos das unidades em São Paulo:  prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/atencao_basica/

Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP

Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 

ipqhc.org.br

Projeto Cuca Legal, da Unifesp

cucalegal.org.br

Apoiar, do Instituto de Psicologia da USP

ip.usp.br/site/apoiar

Guia para diretores e professores, da Flacso

flacso.org.br/files/2018/08/Guia-Diretores

O que você precisa saber sobre depressão pós-parto

Novas recomendações podem trazer esperança para muitas mulheres
Pam Belluck, The New York Times

Mãe de sete, Captoria Porter, de Illinois, disse que só teve depressão na sexta gravidez. Foto: Nolis Anderson para The New York Times

Pela primeira vez, uma mesa de debate de saúde (Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA) recomendou uma forma de prevenir a depressão durante e após a gravidez. Esse quadro, conhecido como depressão pós-parto, afeta até uma em cada sete mulheres nos Estados Unidos, e incontáveis outras em todo o mundo. É considerada a complicação mais comum da gestação. Eis aqui um guia do que observar e como obter ajuda.

O que é a depressão pós-parto e quais são os indícios de que você ou uma pessoa querida estaria passando por algo assim?
A depressão pós-parto pode ocorrer durante a gravidez ou em qualquer momento durante o ano posterior ao parto. De acordo com a definição da mesa, pode envolver sintomas depressivos maiores ou menores com duração de pelo menos duas semanas, incluindo a falta de energia e capacidade de concentração, perturbações nos padrões de sono e alimentação, baixa autoestima e pensamentos suicidas.

Não é o mesmo que melancolia puerperal, menos severa e mais breve. A mesa disse que a “melancolia puerperal” pode ocorrer logo após o parto, incluindo sintomas como choro, irritabilidade, fadiga e ansiedade, sintomas que costumam desaparecer em 10 dias.

O risco de depressão pós-parto é maior para algumas mulheres?
Muitos fatores podem aumentar o risco de depressão durante e depois da gravidez. Um histórico pessoal ou familiar de depressão é um significativo fator de risco. Outros incluem uma série de experiências que podem produzir estresse: desgastes recentes no relacionamento ou divórcio; situações de abuso ou violência doméstica; ser mãe solteira ou na adolescência; ter uma gravidez indesejada ou não planejada.

Os fardos econômicos aumentam o risco – cerca de um terço das mulheres de baixa renda desenvolve depressão durante ou depois da gravidez. A mesa disse que toda mulher que apresentar um dos fatores de risco citados acima deve buscar orientação para evitar o quadro depressivo.

Quais são as melhores formas de atendimento e até que ponto elas funcionam?
O relatório identificou que as mulheres com acesso a uma de duas formas de atendimento tinham probabilidade 39% menor de desenvolver depressão pós-parto. Uma abordagem envolve a terapia comportamental cognitiva, que ajuda as mulheres com seus sentimentos e a expectativa de criarem ambientes saudáveis de afetuosos para seus filhos.

A outra envolve a terapia interpessoal, incluindo o desenvolvimento de habilidades de autocuidado e exercícios de interpretação de papéis para ajudar na resolução de conflitos e gestão do estresse.

E quanto a outros métodos de prevenção?
Nos 50 estudos analisados pela força-tarefa, havia indícios promissores em algumas abordagens, incluindo atividade física e três programas europeus (na Grã-Bretanha e na Holanda) que envolviam visitas domésticas de parteiras e outros profissionais de saúde. Mas os benefícios evidentes eram menos substanciais do que os da abordagem terapêutica.

A mesa identificou efeitos negativos nos dois estudos pequenos realizados com antidepressivos. Um estudo informou casos de tontura e sonolência entre mulheres que tomaram Zoloft. O outro informou que um número maior de mulheres tomando Pamelor se sentiram constipadas.

Isso não significa que os antidepressivos não servem para o tratamento da depressão em si. Mas, por enquanto, os estudos não indicam que esses remédios seriam a melhor maneira de evitar a depressão ligada à gestação antes do seu desenvolvimento.

Para as mulheres que desenvolvem depressão pós-parto, qual o tratamento mais indicado?
Quem apresenta os sintomas descritos deve buscar a ajuda de um profissional da medicina. O tratamento pode envolver terapia, medicação ou ambos. O primeiro passo é saber que você não está sozinha e que há tratamento para essa condição.

Oito hábitos que deixam seu metabolismo preguiçoso – e como tirá-los da rotina

Ficar sentada por muito tempo, pular o café da manhã ou não dormir direito são alguns dos vilões clássicos

Tomar o café da manhã certo é imprescindível para manter o metabolismo funcionando ao longo do dia (Foto: divulgação / Explora)

Você já deve ter percebido que o seu metabolismo só fica mais lento conforme você envelhece. Para não agravar a situação e melhorar a performance desse processo, vale dar uma olhada na lista abaixo e conferir se você é adepto de algum hábito que está desacelerando seu metabolismo sem que você perceba.

1 – Pular o café da manhã
Comer um café da manhã nutritivo é sempre uma boa maneira de começar sua manhã. Durante o sono, seu metabolismo diminui e comer acaba sendo o toque de despertar dele, ajudando a queimar mais calorias ao longo do dia. Quando você pula a primeira refeição do dia, a mensagem que seu corpo recebe é que ele precisa conservar as calorias.

2 – Comer errado pela manhã
Também não adianta comer qualquer coisa no café da manhã. Se você pedir uma coxinha na padaria ou um pastel na feira da sua rua, vai acabar acordando com o pé esquerdo. Em vez disso, opte por alimentos com proteínas e fibras, como ovos, iogurte e frutas.

3 – Ficar sentada por muito tempo
As vezes mal percebemos, mas passamos o dia inteiro sentados. Seja na cadeira do escritório, no carro ou no sofá assistindo uma maratona no Netflix, ficar nessa mesma posição por longos períodos coloca seu corpo no modo de conservação de energia, o que significa que o seu metabolismo pode sofrer. Esse costume pode afetar diretamente a capacidade do corpo de regular o açúcar no sangue, a pressão sanguínea e o processo de quebra de gordura corporal.

4 – Não comer proteína suficiente
Componente imprescindível para manter um peso saudável, os ingredientes proteicos promovem diversas atividades boas no nosso corpo, como alimentar nossos músculos e propiciar a sensação de saciedade. Além disso, a molécula desse tipo de alimento requer mais energia para quebrar do que a dos carboidratos ou da gordura, então você acaba queimando mais calorias durante a digestão. Agora, a falta desse tipo de alimento em uma rotina alimentar pode causar problemas na construção da massa muscular.

5 – Não dormir direito
Uma noite mal dormida é o suficiente para deixar você se sentindo lento e prejudicar seu processo cognitivo. Estudos mostram também que a qualidade do sono interfere diretamente na performance do metabolismo e no equilíbrio hormonal.

6 – Não tomar bastante água
Em um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, pesquisadores descobriram que beber 500 mililitros de água (cerca de dois copos) aumenta a taxa metabólica em 30% e que esse pico dura por mais de uma hora. Portanto, beba água ao longo do dia para se manter hidratado e, de brinde, você ganha o benefício adicional de um metabolismo potencializado.

7 – Ficar estressada
Deadlines, trânsito e outros problemas ao longo do dia podem deixar uma pessoa estressada. Quando isso acontece, o corpo produz um hormônio chamado cortisol, uma espécie de esteroide que leva ao aumento do nosso apetite, nos faz desejar comfort food, diminui nosso desejo de se exercitar e reduz a qualidade do nosso sono, afetando negativamente o metabolismo.

8 – Deixar de fazer treinos HIIT
Exercícios de cardio são ótimos para queimar calorias de forma rápida, mas, depois de correr ou pedalar, o pico de perda de peso da atividade retorna rapidamente ao normal. Porém, quando você faz treinos HIIT (High Intensity Interval Training, termo inglês) ou de resistência, sua queima de calorias permanece elevada enquanto seus músculos se recuperam, ou seja, por um bom tempo depois do treino.