E os melhores exercícios a partir dos 40 são…

Não é matemática: a idade também influencia na escolha de sua rotina de exercícios
Por ANA MORALES| VOGUE INTERNACIONAL

(Foto: César Segarra/Los 7dias)

“A idade é carregada no coração e na mente”. Concordamos totalmente com essa afirmação. Mas também é verdade que há certas rotinas que devem se adequar à nossa idade cronológica, contida no nosso documento, embora ela pouco ou nada tenha a ver com aquela do nosso coração e espírito.

Quando se fala em boa forma, é justo e necessário adaptar nossa rotina de exercícios e treinos à nossa idade (além das condições físicas que temos, é claro). Isso não significa que os exercícios são proibidos, mas alguns podem ser mais apropriados para as mudanças que ocorrem no nosso corpo em todos os momentos rotinas.

O fato de nos concentramos em treinos mais eficazes depois dos 40 não é uma questão puramente aleatória. Amamos essa fase da vida, mas a verdade é que ela é marcada por muitas mudanças físicas. “Normalmente, após 40 anos, se nós não cuidamos da alimentação, o corpo começa a perder músculo e ganhar gordura. Isto acontece devido à sarcopenia, que é a perda de massa e força na musculatura esquelética, como bíceps, tríceps e quadríceps, próprias do envelhecimento e que nas mulheres é mais acentuada.
Estima-se que no caso de pessoas sedentárias, o sistema muscular perca em torno de 3 a 5% da massa muscular a cada década”, explica Roberto Crespo, personal trainer da Zagros Sports.

Por tudo isso, atividade física e boa nutrição tornam-se ainda mais importantes depois de 40 anos, explica Crespo, que também observa que o sistema neuromuscular começa a mudar, o que também pode explicar a perda da flexibilidade.
Além disso, embora não seja uma tranformação dramática, a partir desta idade, como disse Juan Ruiz López, diretor do Centro de Formação Pessoal JRL, começa-se a notar também mudanças e desequilíbrios hormonais nos níveis de estrogênio e progesterona.
Embora o especialista insista que não são alterações muito pronunciadas, a partir dos 40 elas podem começar a serem notadas. A partir dessa idade também, é conveniente adaptar a rotina ao que virá depois. E isso significa escolher um treino e esportes adequados à osteoporose freqüente que pode aparecer depois dos anos 50.

HIIT baseado em exercícios funcionais
Temos falado muito do HIIT (High Intensity Interval Training), que embora seja o treinamento perfeito para praticar aos 20 e 30 anos, também é aos 40. Porém, adaptado às necessidades e condições da idade. Roberto Crespo insiste na eficácia dos exercícios intervalados de alta intensidade para ganhar força e massa muscular. “Com o treino de alta intensidade, aumentamos a produção dos hormônios de crescimento, evitando a resistência à insulina e tornando isso capaz de controlar o peso melhor e de forma saudável”, explica o especialista, que também chama atenção para que essa rotina do HIIT seja baseada em exercícios funcionais. Ou seja, “exercícios que imitam os movimentos corriqueiros do dia a dia. Com eles, você perceberá um melhor funcionamento do seu corpo quando se trata de subir escadas, entrar e sair do carro ou levantar do sofá”.

Pesos, pesos, pesos
Embora Juan Ruiz López insista que não há exercícios diferentes a partir dos 40 – “pode-se realizar os mesmos movimentos, mas deve-se controlar sua intensidade, para que o corpo não seja tão requisitado e termine por não suportar a carga”, diz ele – a partir dos 40 também é fortemente recomendado o treinamento de força, porque “o aumento da massa muscular nos ajudará a acelerar o metabolismo: quanto maior massa muscular, maior o metabolismo basal”, explica o personal trainer. “Além disso, o treinamento com pesos também nos ajudará a prevenir a osteoporose”.

Exercicios para depoisdos 40_2 (Foto:  César Segarra/Los 7dias)
(Foto: César Segarra/Los 7dias)

Alongamentos Dinâmicos
Os alongamentos em movimento são outra proposta do expert Zagros, que insiste que eles devem ser obrigatórios para evitar rigidez nas articulações, trabalhar o sistema neuromuscular, a flexibilidade e o equilíbrio. Yoga e Pilates também são altamente recomendados, pois ajudam a melhorar dores nas articulações e nas costas.

A importância das flexões de braço
Embora as alterações hormonais possam causar acúmulo de gordura em áreas como quadris e barriga, há uma área no corpo da mulher especialmente perceptível ao longo do tempo a partir desta idade: os braços, que devido à perda de massa muscular, ficam flácidos.
Mesmo que a recomendação de especialistas para ganhar tônus seja fazer exercícios em um nível geral, sem focar em um músculo em particular, se os braços nos interessam, podemos adicionar à nossa rotina uma série de movimentos que funcionam bem para tríceps e bíceps. Ou seja, as flexões de braço clássicas serão muito eficazes, sempre.

Spinning ou Body Pump?
Se você não sabe em qual aula da academia entrar, o treinador Crespo confirma que tanto o body pump quanto o spinning são excelentes alternativas e algumas das aulas coletivas mais procuradas nessa idade. Com o body pump, é exercitada especificamente a força de cada grupo muscular. Já o spinning é o mais indicado para quem quer trabalhar cardio e também perder peso.

E se eu começar a correr?
Se aos 40 anos você estiver viciada em correr, parabéns! É altamente recomendável continuar praticando. Se não estiver, esse pode ser um bom momento para começar. O preparador Juan Ruiz López nos explica que, “para prevenir a osteoporose, seria aconselhável praticar esportes de alto impacto como a corrida. Assim, favorecemos a deposição de cálcio nos ossos e aumentamos a densidade mineral óssea”. Naturalmente, o especialista chama a atenção para a necessidade de se começar aos poucos, devagar e de maneira controlada.

Anúncios

Cresce alerta para automutilação entre crianças e adolescentes no Brasil

Feridas emocionais já mobilizam governo, escolas, consultórios e até faculdades em planos de intervenções e ações preventivas
Júlia Marques, Impresso

A dor dela era se achar tão inferior que não merecia carinho de ninguém’, diz mãe de menina que se automutilava Foto: Felipe Barduchi/Estadão

SÃO PAULO – “O que está doendo tanto em você para fazer isso?” Foi o que a aposentada Maria, de 40 anos, perguntou para Bárbara (nomes fictícios) quando viu cortes no braços da filha, de 11. “A dor dela era se achar tão inferior que não merecia carinho de ninguém.” Cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes, as automutilações trazem à tona feridas emocionais de meninos e meninas e mobilizam escolas em planos de intervenções e ações preventivas.

Depois de terapia e a aposta em um esporte novo, aos poucos os cortes deram lugar às cicatrizes nos braços de Bárbara, mas a menina ainda vê colegas da mesma idade que passam pelo problema. O Brasil não tem dados específicos sobre o número de jovens que se automutilam. Nos corredores dos colégios e consultórios, porém, a sensação é de aumento.

Conhecer a dimensão das lesões entre adolescentes é um dos objetivos de uma lei sancionada na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). A norma prevê que escolas passem a notificar casos de automutilação a conselhos tutelares – a ideia é que a família também seja avisada, ao mesmo tempo. “É um fenômeno. Outros países enfrentam os mesmos dilemas e, para instituir políticas públicas, precisamos de dados precisos”, disse ao Estado a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. A pasta vai articular a regulamentação da norma.

A escola é vista por autoridades e especialistas com um papel central na identificação dos casos – parte ocorre dentro das unidades e com objetos cortantes de uso cotidiano dos estudantes. Mas, em meio a uma série de outros desafios ligados à aprendizagem e falta de recursos, os colégios ainda precisam superar tabus e a falta de formação de seus profissionais para lidar com o tema.

Pesquisadora da violência nas escolas há quase 20 anos, Miriam Abramovay se assustou quando percebeu o volume de relatos sobre automutilações em um estudo em escolas públicas do Ceará e Rio Grande do Sul. Realizada em 2016 e 2017, a pesquisa incluiu o tópico pela primeira vez e ouviu grupos de jovens. “Em uma escola onde fizemos pesquisa, devolveram ao professor um ‘kit de automutilação’. Disseram que não precisavam mais, já se sentiam reconhecidos não só pela escola, como também pela sociedade.”

“Era uma catarse, eles choravam muito”, lembra Miriam, pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). “Tanto que começamos a levar caixinhas de lenço de papel”, comenta.

Professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Leila Tardivo observa, além do aumento, uma mudança no perfil. “Era mais entre mulheres acima de 20 anos, pessoas com problemas psiquiátricos. Agora, acontece em pessoas mais jovens, de 12, 13, 14 anos.” As meninas são maioria, mas a prática também ocorre entre os meninos.

Raramente há intenção de causar a morte. “Os adolescentes se machucam até para não se suicidar. Muitos dizem que a dor no braço é menor do que a tristeza”, diz Leila, que, com uma equipe da USP e pesquisadores da Universidade de Sevilha, na Espanha, participa de ações preventivas em escolas públicas de São Paulo.

Automutilação está ligada a frustrações e depressão

Para ela, o contágio pelas redes sociais – há jovens que publicam as lesões na internet e páginas que incentivam a prática – ajuda a explicar o fenômeno, mas não é a única causa. “A automutilação está ligada a frustrações, à depressão.” Os casos também podem vir após violência em casa, bullying e abandono. O tratamento inclui psicoterapia e, em geral, não dura menos de um ano.

Espaços como o ambulatório do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP se especializaram no assunto. Jovens com histórico de autolesões começaram a chegar em 2013 e não pararam mais. “Hoje, temos mais adolescentes com automutilação do que uso de drogas no ambulatório”, diz a psiquiatra do IPq Jackeline Giusti, que também tem recebido ligações de escolas em dúvida sobre como agir.

Foi depois da demanda de colégios que uma equipe do Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) passou a estudar questões emocionais e afetivas relacionadas à automutilação entre adolescentes.

Para Antônio Augusto Pinto Júnior, professor da UFF, chama a atenção o número de jovens encaminhados pelas escolas de Volta Redonda, no Rio, onde o projeto é realizado: mais de dez em cada colégio. “Que problema é esse que está acontecendo com os jovens que eles precisam usar uma conduta autoagressiva para dar conta de suas questões?”, indaga.

A interrogação também ecoa entre professores e pais – que fazem parte de uma geração em que essa prática era menos comum. “Fiquei desesperada porque nunca imaginei que existisse isso”, conta Laís, de 37 anos, alertada pelo colégio de que o filho, aos 14, estava machucando os pulsos. Após terapia e o olhar atento da mãe, as lesões cessaram.

Para Gustavo Estanislau, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda é comum que as escolas reajam diante de casos de autolesão ou com susto excessivo ou banalização. Ele defende a abertura ao diálogo e o acompanhamento profissional.

“Temos de ter cuidado para não sobrecarregar o educador, mas fortalecê-lo para identificar e fazer ao menos o primeiro movimento de encaminhar ao orientador”, diz ele, que faz parte do projeto Cuca Legal, de formação de professores.

PRESTE ATENÇÃO

1. Feridas. A automutilação tem se tornado mais comum, mas não deve ser banalizada. Ela pode indicar dificuldades emocionais. 

2. Comportamento. Fique atento a mudanças de humor e isolamento. O uso de mangas compridas no calor pode indicar uma tentativa de esconder lesões.

3. Apoio. Caso identifique a situação, acolha o adolescente, escute os motivos e evite repreendê-lo. Procure ajuda profissional. 

Conheça os projetos e saiba onde buscar ajuda: 

Centros de Atenção Psicossocial (Caps)

Lista de contatos das unidades em São Paulo:  prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/atencao_basica/

Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP

Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 

ipqhc.org.br

Projeto Cuca Legal, da Unifesp

cucalegal.org.br

Apoiar, do Instituto de Psicologia da USP

ip.usp.br/site/apoiar

Guia para diretores e professores, da Flacso

flacso.org.br/files/2018/08/Guia-Diretores

O que você precisa saber sobre depressão pós-parto

Novas recomendações podem trazer esperança para muitas mulheres
Pam Belluck, The New York Times

Mãe de sete, Captoria Porter, de Illinois, disse que só teve depressão na sexta gravidez. Foto: Nolis Anderson para The New York Times

Pela primeira vez, uma mesa de debate de saúde (Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA) recomendou uma forma de prevenir a depressão durante e após a gravidez. Esse quadro, conhecido como depressão pós-parto, afeta até uma em cada sete mulheres nos Estados Unidos, e incontáveis outras em todo o mundo. É considerada a complicação mais comum da gestação. Eis aqui um guia do que observar e como obter ajuda.

O que é a depressão pós-parto e quais são os indícios de que você ou uma pessoa querida estaria passando por algo assim?
A depressão pós-parto pode ocorrer durante a gravidez ou em qualquer momento durante o ano posterior ao parto. De acordo com a definição da mesa, pode envolver sintomas depressivos maiores ou menores com duração de pelo menos duas semanas, incluindo a falta de energia e capacidade de concentração, perturbações nos padrões de sono e alimentação, baixa autoestima e pensamentos suicidas.

Não é o mesmo que melancolia puerperal, menos severa e mais breve. A mesa disse que a “melancolia puerperal” pode ocorrer logo após o parto, incluindo sintomas como choro, irritabilidade, fadiga e ansiedade, sintomas que costumam desaparecer em 10 dias.

O risco de depressão pós-parto é maior para algumas mulheres?
Muitos fatores podem aumentar o risco de depressão durante e depois da gravidez. Um histórico pessoal ou familiar de depressão é um significativo fator de risco. Outros incluem uma série de experiências que podem produzir estresse: desgastes recentes no relacionamento ou divórcio; situações de abuso ou violência doméstica; ser mãe solteira ou na adolescência; ter uma gravidez indesejada ou não planejada.

Os fardos econômicos aumentam o risco – cerca de um terço das mulheres de baixa renda desenvolve depressão durante ou depois da gravidez. A mesa disse que toda mulher que apresentar um dos fatores de risco citados acima deve buscar orientação para evitar o quadro depressivo.

Quais são as melhores formas de atendimento e até que ponto elas funcionam?
O relatório identificou que as mulheres com acesso a uma de duas formas de atendimento tinham probabilidade 39% menor de desenvolver depressão pós-parto. Uma abordagem envolve a terapia comportamental cognitiva, que ajuda as mulheres com seus sentimentos e a expectativa de criarem ambientes saudáveis de afetuosos para seus filhos.

A outra envolve a terapia interpessoal, incluindo o desenvolvimento de habilidades de autocuidado e exercícios de interpretação de papéis para ajudar na resolução de conflitos e gestão do estresse.

E quanto a outros métodos de prevenção?
Nos 50 estudos analisados pela força-tarefa, havia indícios promissores em algumas abordagens, incluindo atividade física e três programas europeus (na Grã-Bretanha e na Holanda) que envolviam visitas domésticas de parteiras e outros profissionais de saúde. Mas os benefícios evidentes eram menos substanciais do que os da abordagem terapêutica.

A mesa identificou efeitos negativos nos dois estudos pequenos realizados com antidepressivos. Um estudo informou casos de tontura e sonolência entre mulheres que tomaram Zoloft. O outro informou que um número maior de mulheres tomando Pamelor se sentiram constipadas.

Isso não significa que os antidepressivos não servem para o tratamento da depressão em si. Mas, por enquanto, os estudos não indicam que esses remédios seriam a melhor maneira de evitar a depressão ligada à gestação antes do seu desenvolvimento.

Para as mulheres que desenvolvem depressão pós-parto, qual o tratamento mais indicado?
Quem apresenta os sintomas descritos deve buscar a ajuda de um profissional da medicina. O tratamento pode envolver terapia, medicação ou ambos. O primeiro passo é saber que você não está sozinha e que há tratamento para essa condição.

Oito hábitos que deixam seu metabolismo preguiçoso – e como tirá-los da rotina

Ficar sentada por muito tempo, pular o café da manhã ou não dormir direito são alguns dos vilões clássicos

Tomar o café da manhã certo é imprescindível para manter o metabolismo funcionando ao longo do dia (Foto: divulgação / Explora)

Você já deve ter percebido que o seu metabolismo só fica mais lento conforme você envelhece. Para não agravar a situação e melhorar a performance desse processo, vale dar uma olhada na lista abaixo e conferir se você é adepto de algum hábito que está desacelerando seu metabolismo sem que você perceba.

1 – Pular o café da manhã
Comer um café da manhã nutritivo é sempre uma boa maneira de começar sua manhã. Durante o sono, seu metabolismo diminui e comer acaba sendo o toque de despertar dele, ajudando a queimar mais calorias ao longo do dia. Quando você pula a primeira refeição do dia, a mensagem que seu corpo recebe é que ele precisa conservar as calorias.

2 – Comer errado pela manhã
Também não adianta comer qualquer coisa no café da manhã. Se você pedir uma coxinha na padaria ou um pastel na feira da sua rua, vai acabar acordando com o pé esquerdo. Em vez disso, opte por alimentos com proteínas e fibras, como ovos, iogurte e frutas.

3 – Ficar sentada por muito tempo
As vezes mal percebemos, mas passamos o dia inteiro sentados. Seja na cadeira do escritório, no carro ou no sofá assistindo uma maratona no Netflix, ficar nessa mesma posição por longos períodos coloca seu corpo no modo de conservação de energia, o que significa que o seu metabolismo pode sofrer. Esse costume pode afetar diretamente a capacidade do corpo de regular o açúcar no sangue, a pressão sanguínea e o processo de quebra de gordura corporal.

4 – Não comer proteína suficiente
Componente imprescindível para manter um peso saudável, os ingredientes proteicos promovem diversas atividades boas no nosso corpo, como alimentar nossos músculos e propiciar a sensação de saciedade. Além disso, a molécula desse tipo de alimento requer mais energia para quebrar do que a dos carboidratos ou da gordura, então você acaba queimando mais calorias durante a digestão. Agora, a falta desse tipo de alimento em uma rotina alimentar pode causar problemas na construção da massa muscular.

5 – Não dormir direito
Uma noite mal dormida é o suficiente para deixar você se sentindo lento e prejudicar seu processo cognitivo. Estudos mostram também que a qualidade do sono interfere diretamente na performance do metabolismo e no equilíbrio hormonal.

6 – Não tomar bastante água
Em um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, pesquisadores descobriram que beber 500 mililitros de água (cerca de dois copos) aumenta a taxa metabólica em 30% e que esse pico dura por mais de uma hora. Portanto, beba água ao longo do dia para se manter hidratado e, de brinde, você ganha o benefício adicional de um metabolismo potencializado.

7 – Ficar estressada
Deadlines, trânsito e outros problemas ao longo do dia podem deixar uma pessoa estressada. Quando isso acontece, o corpo produz um hormônio chamado cortisol, uma espécie de esteroide que leva ao aumento do nosso apetite, nos faz desejar comfort food, diminui nosso desejo de se exercitar e reduz a qualidade do nosso sono, afetando negativamente o metabolismo.

8 – Deixar de fazer treinos HIIT
Exercícios de cardio são ótimos para queimar calorias de forma rápida, mas, depois de correr ou pedalar, o pico de perda de peso da atividade retorna rapidamente ao normal. Porém, quando você faz treinos HIIT (High Intensity Interval Training, termo inglês) ou de resistência, sua queima de calorias permanece elevada enquanto seus músculos se recuperam, ou seja, por um bom tempo depois do treino.

Uso de ar-condicionado requer cuidados com a hidratação para evitar problemas de saúde

No verão, utilização do aparelho pode refrescar, mas é preciso prevenir doenças respiratórias

Uso de ar condicionado no verão requer cuidados com a hidratação para evitar problemas de saúde. Foto: Pixabay

Com um calor de mais de 30ºC, é muito difícil resistir à tentação de ficar em um ambiente com um ar-condicionado e, de preferência, com uma temperatura bem baixa. O entra e sai de lugares mais frescos para outros mais quentes pode causar problemas de saúde. Mas quais as consequências do uso excessivo do ar-condicionado?

Não existe um tempo mínimo ou máximo para a exposição ao ar fresco, porém, a manutenção periódica do equipamento é recomendada. Para pessoas que já têm doenças como rinitesinusite,asma ou bronquite, o ideal é manter a hidratação. “Os problemas são pequenos e relacionados ao ressecamento das vias respiratórias, ou seja, nada muito grave se a pessoa repuser os líquidos. Mas o ar-condicionado precisa estar com a manutenção em dia”, ressalta o médico Marcelo Vivolo Aun, diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

Para fazer a hidratação adequada, é necessário ingerir uma boa quantidade de líquidos ao longo do dia e a umidificação das vias aéreas, com soro fisiológico nasal, por exemplo. Algumas pessoas pensam que os pacientes que são alérgicos não podem ficar expostos ao ar-condicionado, mas essa informação é falsa, de acordo com o médico Marcelo Vivolo Aun: “Ácaros e fungos, importantes causadores de alergias respiratórias, não sobrevivem em ambientes com ar frio e seco, que é o que ocorre pelo uso de ar-condicionado. Isso quer dizer que o aparelho pode ser benéfico no controle da quantidade desses alérgenos”.

O diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia acrescenta que, nos Estados Unidos, é recomendável que pacientes com alergias tenham ar-condicionado em casa para diminuir o contato com ácaros e fungos. “Porém, se for um aparelho não limpo adequadamente, na periodicidade correta, os dutos ficam repletos desses agentes, que podem voltar ao ambiente e serem inalados a cada novo uso”, afirma.

A periodicidade de limpeza do ar-condicionado vai depender a instrução de cada fabricante do aparelho. Em todos os casos, se houver algum desconforto respiratório, o mais aconselhado é consultar um especialista.   

Bichectomia: entenda o que é, os benefícios e os riscos da cirurgia

Cirurgia plástica retira a bola de Bichat (tecido gorduroso das bochechas) e deixa o rosto com aparência mais magra

bichectomia vem sendo muito procurada por quem quer ter um rosto com aparência mais magra, com mais ângulos.

A técnica em alta precisa ser recomendada e executada por profissionais como cirurgiões plásticos, craniofaciais e bucomaxilofaciais.

Também é fundamental que o procedimento ocorra em um ambiente cirúrgico que tenha condições de atender o paciente caso ocorra alguma complicação.

O que é bichectomia?
A bichectomia é uma cirurgia plástica para retirada da bola de Bichat – tecido gorduroso localizado na região interna das bochechas.

A bichectomia é uma cirurgia plástica para retirada da bola de Bichat – tecido gorduroso localizado na região interna das bochechas.

A cirurgia plástica envolve dois cortes dentro da boca, um de cada lado. O procedimento estético, que dura cerca de 30 minutos, pode ser feito com anestesia local.

“Para a realização da bichectomia, é realizado um corte de um centímetro, na região interna das bochechas, para a retirada da bola de Bichat, que é uma estrutura gordurosa presente entre dois músculos responsáveis pela mastigação. Como consequência, o rosto fica com um visual mais fino”, diz o cirurgião plástico Sérgio Morum.

A cirurgia plástica de bichectomia envolve dois cortes dentro da boca, um de cada lado
A cirurgia plástica de bichectomia envolve dois cortes dentro da boca, um de cada lado Foto: Lesly Juarez/ Unsplash

Qual é a função da bola de Bichat no organismo?
“A bola de Bichat é importante nos primeiros anos de vida, para ajudar na sucção e alimentação dos bebês. Na idade adulta, ela serve como uma estrutura gordurosa entre os músculos da face, porém com pouca função fisiológica”, explica o cirurgião plástico Henrique Lopes Arantes.

Em quais casos a bichectomia é indicada?
Segundo Arantes, a cirurgia é indicada para pacientes que possuem hipertrofia (aumento) das bolas de Bichat, que se machucam por morder a parte interna da bochecha ou que, por motivos estéticos, querem ter um rosto mais afinado.

Para que serve a bichectomia?
“A bichectomia é feita para fins estéticos. O cirurgião avalia o rosto do paciente, já que não é possível detectar a bola de Bichat por exames. Ele identifica onde está localizada a gordura, e a retira. Não é necessário realizar um segundo procedimento, visto que essa gordura é acumulada no rosto apenas uma vez”, afirma Morum.

O procedimento cirúrgico para retirar essa gordura da bochecha dura cerca de 30 minutos Foto: Jessica Oto/ Unsplash

Como é a recuperação da bichectomia?
O tempo de recuperação depende de cada paciente, mas em média dura 14 dias.

“No primeiro dia após a bichectomia, o paciente precisa cumprir uma dieta líquida fria ou gelada, e, no segundo, apenas dieta pastosa macia, como arroz e frango”, explica Morum.

Na primeira semana, é necessário evitar esforço físico, a ingestão de alimentos quentes, sucção ou uma mastigação vigorosa e abertura exagerada da boca. O inchaço pode ser mais evidente nos primeiros sete dias após a cirurgia.

Quais são os riscos da bichectomia?
Apesar de a bichectomia ser considerada simples, o cirurgião plástico Vitorio Maddarena ressalta que, como qualquer cirurgia, também existem alguns riscos.

Caso seja retirada muita gordura, o paciente pode perder a habilidade de sucção com a boca e com o passar dos anos o rosto pode ficar excessivamente fino.

“Quando a bichectomia não é feita corretamente, a longo prazo o rosto pode ficar mais caído. Mas isso é muito raro de acontecer. Se retirar apenas o excesso, o resultado será apenas a melhora estética”, afirma Maddarena.

Outro problema que pode acontecer durante a cirurgia é um corte acidental e errôneo de algum nervo ou músculo. “Isso pode levar a sérias complicações, como hematomas, perda de movimentos, com consequente rosto torto e fístula salivar, ou seja, a saída de saliva por lugares errados”, diz o cirurgião.

O cirurgião plástico Henrique Lopes Arantes comenta que também existe o perigo de ocorrer sangramento, infecção e outros problemas na cicatrização.

A bichectomia pode ser feita com anestesia local, mas precisa ocorrer em um ambiente cirúrgico Foto: Kyle Loftus/ Unsplash

Quais são as contraindicações do procedimento?
A intervenção cirúrgica é inadequada para pessoas que não têm a bola de Bichat com tamanho acima do normal. Também não é aconselhada para pacientes sem condições clínicas ideais. Arantes ressalta que não recomenda a bichectomia quando existe uma “expectativa irreal do resultado” do procedimento. [Marcia Marçal]

Terapias naturais e novos recursos ajudam mulheres a viver a fase da perimenopausa

Produtos à base de soja e lasers e radiofrequências são indicados
Talita Duvanel

Gwyneth Paltrow, de 46 anos, está na perimenopausa

Sinto as mudanças hormonais acontecendo: o suor, (a falta de)ânimo, uma onda de fúria sem razão.” Esse depoimento veio de ninguém menos que a atriz Gwyneth Paltrow, de 46 anos, que usou as redes sociais, há algumas semanas, para expor um momento inerente à existência de toda mulher: a perimenopausa e a menopausa. Independentemente da conta bancária, da classe social ou da etnia, ser mulher é também passar por isso, em menor ou maior grau.

O primeiro a usar a palavra “menopausa” foi o médico francês Charles Pierre Louis De Gardanne, no livro “De La Menopause: Ou De L’Age Critique Des Femmes” (em português, “Menopausa: ou a idade crítica das mulheres”), publicado originalmente em 1821. Do ponto de vista linguístico, dizem os médicos, o termo está relacionado à última menstruação, mas acabou se popularizando como sinônimo de climatério.

— A partir dos 45 anos, algumas mulheres já começam a viver a perimenopausa, ou seja, já têm sintomas provenientes da diminuição progressiva da produção de estrogênio, principal hormônio secretado pelo ovário. Elas começam a sentir as ondas de calor e a insônia, mas ainda menstruam — explica Ricardo Meirelles, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Esse é justamente o momento da vida de Gwyneth Paltrow: ela sente diariamente o aumento da temperatura corporal, que acarreta suor excessivo, a falta de disposição (muitas vezes causada pela insônia) e as alterações de humor. Há também quem perceba um crescente ressecamento da mucosa vaginal, que faz da relação sexual dolorosa e, por consequência, desinteressante.

A psicóloga R., de 50 anos, viveu as agruras da perimenopausa por cerca de três anos. Praticante de atividade física desde a adolescência, ela sentiu dificuldades em manter o ritmo de exercícios, sofreu com um suor descomunal e ainda descobriu ter osteoporose. O enfraquecimento dos ossos, aliás, é um dos sintomas da diminuição de estrogênio no corpo feminino, assim como o aparecimento de doenças cardiovasculares.

— O período da perimenopausa foi o pior. Sentia muito desânimo, não tinha vontade de fazer nada. Tenho amigas que não dormem à noite, estão deprimidas. É um momento caótico na vida da mulher. Eu sigo lutando, porque sei que o estado mental é muito importante nessa fase — diz R.

A ginecologista Flavia Tarabini, da clínica Dr. André Braz e professora da Faculdade de Medicina da UFRJ, vê com frequência no consultório a depressão como uma das consequências dessa mudança fisiológica.

— Essa é a hora em que a mulher percebe o envelhecimento, e na nossa sociedade, infelizmente, isso pode levar a quadros depressivos — diz Flavia.

A perimenopausa é a janela de tempo ideal para começar a pensar em terapia hormonal, antigamente chamada de reposição. A expressão caiu em desuso no meio médico porque a ideia não é deixar a paciente com níveis de estrogênio e progesterona iguais aos de 20 anos antes, mas usar uma quantidade que cesse os desconfortos e aumente a qualidade de vida.

— O objetivo é dar a mínima dose possível para tirar o quadro de sintomas — explica Flavia.

Ainda há, no entanto, vários mitos envolvendo a terapia. Um deles tem a ver com câncer de mama. Em décadas passadas, usava-se um tipo de estrogênio sintético que levou à observação de aumento da doença nas pacientes. Hoje, a medicação é mais parecida com os hormônios naturalmente produzidos pelo corpo, e o risco é praticamente inexistente. No caso de problemas no endométrio, eles só têm chance de aparecer se a terapia for feita sem associar a progesterona a estrógenos. Claro que mulheres com histórico de tumores não devem se submeter a esse tratamento, mas todas as outras podem conversar com os médicos sobre a qualidade de vida que possam vir a ganhar.

Pré-requisito para usar a medicação é estar disposta a sempre fazer exames de rotina, como ultrassonografias transvaginal e mamária, mamografia e análise das taxas <de gordura e de glicose no sangue.

Quem não pode ou não quer tomar remédios tem outro tipo de ajuda para minimizar os efeitos do climatério: as terapias naturais.