Príncipe Andrew perde títulos reais e militares após pressão por caso de assédio

Anúncio foi feito após um juiz de Nova York recusar um recurso apresentado pelos advogados do príncipe para que indeferisse uma denúncia de agressões sexuais apresentada por uma americana que teriam ocorrido quando ela era menor

Príncipe Andrew perde os títulos militares e reais devido a caso de abuso sexual

LONDRES – O príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II, que enfrenta um processo civil nos Estados Unidos por agressão sexual, renunciou aos seus cargos honorários à frente de regimentos militares e associações de caridade, informou o Palácio de Buckingham nesta quinta-feira, 13.

“O duque de York continuará sem desempenhar nenhuma função pública e se defenderá neste caso na qualidade de cidadão privado”, manifestou-se o palácio em um breve comunicado.  

Segundo Buckingham, Andrew não usará mais o título ‘Sua Alteza Real’ em qualquer capacidade oficial e suas outras funções serão distribuídas entre os demais membros da família real, e não voltarão para o príncipe Andrew. 

Um juiz de Nova York recusou, na quarta-feira, um recurso apresentado pelos advogados do príncipe para que indeferisse a denúncia de agressões sexuais apresentada contra seu cliente por Virginia Guiffre, uma americana que o acusa de ter abusado sexualmente dela em 2001, quando tinha 17 anos.

Guiffre é uma das vítimas de crimes sexuais do gestor financeiro americano Jeffrey Epstein, declarado culpado de pedofilia por um tribunal da Flórida e que se suicidou na prisão em Nova York, em agosto de 2019, quando aguardava um novo julgamento por tráfico e abuso de menores.

A amizade de Andrew, de 61 anos, com o americano, que defendeu em uma polêmica entrevista com a BBC em novembro de 2019, provocou um grande escândalo que o obrigou a se retirar da vida pública.

O caso de Andrew, considerado o “filho predileto” de Elizabeth II, é um dos muitos escândalos que salpicam a imagem da monarquia britânica com os quais a soberana de 95 anos tem tido que lidar.

A revogação de títulos e cargos honorários ocorre depois que 150 veteranos britânicos assinaram uma carta aberta pedindo que a rainha retirasse seus títulos militares de seu filho.

Andrew já havia sido amplamente banido da vida pública. Mas ele continuou a deter uma série de títulos militares honorários, o que gerou protestos de ex-membros dessas unidades, dadas as acusações legais que pesavam sobre ele./AFP, AP e Reuters 

Fã stalker de Kylie Jenner é preso após violar ordem de restrição

Jrue Mesgan já havia tentado entrar em mansão de empresária várias vezes e foi detido pela polícia em mais uma tentativa

Um homem obcecado por Kylie Jenner foi preso neste domingo (27) pela polícia em Los Angeles, nos Estados Unidos, após violar a ordem de restrição contra ele. O rapaz, cujo nome é Jrue Mesgan, se aproximou da mansão da empresária em Holmby Hills e acionou o portão de entrada.

A polícia foi chamada pela equipe de seguranças de Kylie. Masgan está preso sob fiança de 20 mil dólares, mais de 100 mil reais na cotação atual.

O fã já tentou entrar na mansão da empresária diversas vezes nos últimos meses. Kylie então conseguiu uma ordem de restrição contra ele.

WhatsApp lança pagamentos em criptomoedas nos EUA

Com carteira digital recém-criada, Meta não utiliza moeda anunciada em 2019

WhatsApp acelerou a entrada no setor de transferências financeiras em 2021

WhatsApp anunciou na quarta-feira, 8, que um número limitado de usuários dos Estados Unidos poderão transferir e receber pagamentos por criptomoedas, similar ao que foi implementado no Brasil em maio passado — a diferença é que, por aqui, as operações são em real, e não em moedas virtuais.

A operação será feita pela carteira digital da Meta (empresa-mãe do FacebookInstagram e WhatsApp), a Novi, que irá utilizar a criptomoeda Pax Dollar nas transferências, de caráter instantâneo. Assim como no País, não haverá tarifas cobradas das transferências nem limites.

A Novi foi lançada no meio de outubro e, além dos Estados Unidos, está disponível na Guatemala — mas as transferências por criptomoedas não estão habilitadas nesse país.

Ainda, a carteira digital não traz a criptomoeda anunciada por Zuckerberg em 2019, a libra (e depois rebatizada de diem) — os planos da empresa quanto à moeda não estão claros a esta altura, visto a preferência da Meta pela Pax Dollar.

Lady Gaga – Vogue UK December /Vogue Italia November 2021

SMILE: Lady Gaga in Vogue UK December 2021 by Steven Meisel

In For The Kill   —   Vogue UK December /Vogue Italia November 2021   —   www.vogue.co.uk

Photography: Steven Meisel Model: Lady Gaga Styling: Edward Enninful Hair: Guido Palau Make-Up: Pat McGrath Manicure: Jin Soon Choi

SMILE: Lady Gaga in Vogue UK December 2021 by Steven Meisel
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Alexander Wang

Fleece Formal
Source:  alexanderwang.com
Published: October 2021

In this picture: Yun Xie
Credits for this picture: Alexander Wang (Designer), Joyce Ng (Photographer)

All people in this lookbook/catalog:

Alexander Wang – Designer Joyce Ng – Photographer Yun Xie – Model

In this picture: Yun Xie
Credits for this picture: Alexander Wang (Designer), Joyce Ng (Photographer)

‘Não ser mãe não faz de mim uma mulher incompleta’, afirma Ana Paula Padrão

Apresentadora disse que a vontade que teve de engravidar estava mais relacionada à pressão social do que a um desejo pessoal

Ana Paula Padrão fala da decisão de não ser mãe (Foto: Reprodução Instagram)

Ana Paula Padrão aproveitou o Dia das Crianças para refletir sobre a escolha de não ter filhos. Nesta terça-feira, 12, a apresentadora compartilhou um desabafo nas redes sociais. 

Em um texto no Instagram, ela revelou que já sofreu um aborto espontâneo. Ana explicou que atualmente entende que a vontade de engravidar estava mais relacionada à pressão social e ao relógio biológico do que a um desejo pessoal. 

“Hoje é dia das crianças e não há crianças em casa. Eu não tive filhos. E, acredite em mim, a vida sem filhos não é uma vida vazia. Até pensei em engravidar tempos atrás quando a idade soou o alerta: agora ou nunca! Algumas tentativas fracassadas me fizeram, no entanto, compreender que eu estava inventando uma frustração que não existia antes”, iniciou.

“Eu não fui uma adolescente que sempre sonhou com uma casa repleta de filhos. No início da fase adulta também não pensei muito sobre o assunto. Diziam: uma hora o desejo chega! Não chegou. No entanto, o contexto de uma relação estável e o prazo final estabelecido pela natureza me fizeram tentar. Quando desisti da história foi até com sensação de alívio”, explicou.

“Os tratamentos são intensos, provocam variações hormonais bastante severas e ainda passei pela dor profunda de perder uma gravidez na décima semana. Além dessa questão física, o mais importante é que minha cabeça não estava convencida: será que quero mesmo ser mãe ou estou sendo levada a cumprir o papel social esperado de uma mulher? Hoje penso que talvez meu corpo tenha entendido esse conflito antes da minha consciência. Tenho uma vida perfeitamente feliz sem filhos”, afirmou.

A jornalista ainda reiterou que não tem a intenção de defender que as mulheres não tenham filhos. “Estou aqui mostrando que o fato de não ser mãe não faz de mim uma mulher incompleta nem uma pessoa triste. Ao contrário. Ter tido a possibilidade de viver minhas escolhas me realiza, porque elas combinam com quem eu sempre quis ser”, declarou. 

Nova crise do Facebook deve forçar indústria da tecnologia a sair das sombras

Após falhas da rede social virem à tona, gigantes do setor devem enfrentar pressão para revelar funcionamento de seus algoritmos
Por Bruna Arimathea e Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

Nova denúncia coloca em xeque o coração do modelo de negócios do Facebook

Há algum tempo se sabe que o Facebook tem problemas – nos últimos anos, além de protagonizar o escândalo de violação de dados Cambridge Analytica, a rede social tem sido acusada de impulsionar conteúdos nocivos como discurso de ódio e desinformação. Nestas últimas semanas, porém, as falhas da empresa ficaram concretas e ganharam nova dimensão: Frances Haugen, ex-funcionária da companhia, detalhou publicamente como o Facebook repetidamente escolheu lucrar e não proteger a segurança de seus usuários. As regulações sobre gigantes de tecnologia, que já vinham sendo ensaiadas, ganharam ares de urgência. 

Frances tornou públicas pesquisas internas do Facebook que mostram negligência da empresa com a moderação de conteúdo em suas plataformas. As revelações, feitas inicialmente pelo jornal americano Wall Street Journal, indicam que o Facebook aumenta o alcance de publicações de ódio, permite a circulação de conteúdos sobre tráfico humano e de drogas, trata celebridades e políticos com regras diferenciadas e não mantém o mesmo nível de moderação em países fora dos Estados Unidos. Há também detalhes sobre o impacto do Instagram na saúde mental de crianças e adolescentes: os estudos mostram que 1 em cada 3 meninas que se sentiam mal com o próprio corpo ficavam ainda pior ao acessar o Instagram. 

Muitos desses problemas já eram apontados há anos por especialistas, mas as denúncias são impactantes: agora, há informações tangíveis, levantadas pela própria empresa, que corroboram as pesquisas. Ao mostrar os efeitos tóxicos dos algoritmos, a denúncia coloca em xeque o coração do modelo de negócios do Facebook — e, de certa forma, de toda a indústria da tecnologia do mundo atual. 

“Finalmente estamos chegando em um momento histórico em que as gigantes de tecnologia estão na fronteira de serem questionadas em seus poderes econômicos. Isso demorou muito para acontecer desde a última grande onda de pressão, marcada pelo caso antitruste da Microsoft nos anos 1990”, afirma Paulo Rená, professor de Direito no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). “Nesse cenário, esse tipo de denúncia ganha força”. 

No caso do Facebook, a ficha caiu para muita gente na última segunda-feira, quando todos os apps da companhia, incluindo WhatsApp e Instagram, sofreram um apagão por sete horas. Além de atrapalhar a comunicação entre usuários no mundo todo, a pane impactou empresas que dependem dos serviços para atender seus clientes – segundo o Facebook, 3,5 bilhões de pessoas usam os seus produtos no mundo. 

Inabalável

Valor da ação do Facebook continua crescendo apesar de quedas pontuais

Desgaste

A crise ainda se agrava pela quebra de confiança: a rede social manteve as pesquisas em sigilo e não tomou medidas suficientes para conter os problemas. “Iniciativas do Facebook como o Oversight Board [Comitê de Supervisão] sinalizam uma discussão, mas a empresa ainda tem feito muito pouco justamente porque é um modelo rentável”, diz Bruna Santos, integrante da coalizão Direitos na Rede, citando o órgão independente criado pelo Facebook em 2020 para moderação de conteúdo. 

Parece uma reprise: a falta de transparência também marcou o escândalo Cambridge Analytica, em 2018, em que foram usados indevidamente dados de 87 milhões de usuários da rede social para influenciar as eleições americanas – a empresa foi avisada do problema em 2015. Desde então, Mark Zuckerberg e sua empresa nunca conseguiram recuperar a imagem plenamente, e a nova crise deve sepultar de vez as chances disso acontecer.    

O Facebook tem rebatido as acusações, argumentando que as pesquisas estão sendo mal interpretadas. Em texto publicado na quarta-feira, 6, Mark Zuckerberg afirmou que os documentos internos que vieram à público precisam ser visualizados “como um todo”, e que foram retirados de contexto ao serem lidos individualmente. Sobre os estudos envolvendo adolescentes, a empresa exaltou pontos positivos da pesquisa e relativizou a importância de algumas descobertas que mostram danos causados pela plataforma – em alguns momentos, o Facebook questiona inclusive o trabalho de seus próprios pesquisadores. 

Partir para o ataque tem sido a nova estratégia adotada pela empresa. Recentemente, o jornal americano The New York Times revelou que Zuckerberg anunciou em agosto uma nova iniciativa chamada Project Amplify, que tinha como objetivo usar o feed de notícias do Facebook para mostrar às pessoas histórias positivas sobre a rede social. A ideia era promover publicações pró-Facebook – algumas delas escritas pela própria companhia. A rede social não esperava, porém, que a acusação mais forte contra a empresa nos últimos anos partiria de alguém que não apenas trabalhava lá, como também lidava diariamente com questões relacionadas à democracia e desinformação.

“O Facebook precisa vir a público dizer que errou e tomou decisões das quais se arrepende. É a única forma de seguir em frente e consertar a empresa. O primeiro passo é a honestidade”, afirmou Frances em seu depoimento. 

Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook
Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook

E agora?

Até hoje, o Facebook não sofreu nenhum grande impacto de regulação em seus negócios. Mesmo com a sequência de crises, a empresa mantém um ciclo de crescimento constante (ver gráfico abaixo). Seguindo essa trajetória, a companhia atingiu em junho US$ 1 trilhão em valor de mercado, tornando-se a companhia mais jovem nos Estados Unidos a chegar à marca. 

Durante audiência no Senado americano, a delatora do Facebook mostrou caminhos de como regular a empresa, com questionamentos que podem ser a chave para impulsionar regras mais duras para as empresas de tecnologia. Em vários momentos do depoimento, que durou quase quatro horas, Frances defendeu que o Facebook tem “salvação”, “mas não vai consertar seus próprios problemas”. 

Para ela, a transformação não acontecerá pela via mais discutida no último ano: o desmembramento do Facebook, que incorporou na última década o Instagram e o WhatsApp. “Os problemas envolvem desenhos de algoritmos e de inteligência artificial”, disse. Segundo Frances, os executivos poderiam seguir tomando decisões erradas mesmo se os apps fossem empresas separadas.

A ex-funcionária propõe que a regulação seja focada na transparência de algoritmos. As gigantes quase nunca revelam como eles funcionam: eles são hoje a “fórmula secreta” para o sucesso no mundo tecnológico. 

Para especialistas, a discussão aprofundada sobre algoritmos vista na audiência, com congressistas procurando entender o funcionamento da tecnologia, são de grande valor para o debate regulatório do setor. No entanto, eles ressaltam a importância da discussão extrapolar o Facebook daqui para frente.

“O Facebook tem o agravante de reunir vários apps. Mas outros serviços tecnológicos também funcionam com base em algoritmos e no tempo que os usuários passam na plataforma, como Twitter, YouTube, TikTok e Amazon”, afirma Rená. “Além disso, as regulações americanas devem ir além dos EUA e dialogar com interesses globais”. 

O caminho das pedras para a construção dessas novas regras está na informação. “Essa crise mostra o quanto precisamos de mais informações sobre as plataformas. Ela é um começo e não um lugar de chegada para entendermos o que acontece em uma rede social gigante”, diz Artur Pericles Monteiro, coordenador de pesquisa de liberdade de expressão do InternetLab.

Valeria Ledesma | Madrid Bridal Fashion Week 2021

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Conheça os projetos brasileiros para jovens negros empreendedores que ganharam a atenção de Beyoncé

A BeyGOOD, organização filantrópica da cantora norte-americana, destaca iniciativas inovadoras ao redor do mundo. No Brasil, A Infill, Kurandé e Pan-African Vision conquistaram o reconhecimento da ONG
Eduardo Manhães

Beyoncé em ação social em Houston Foto: Reprodução/BeyGood

As impressoras 3D de Lucas Lima emperraram após 2019, quando viu o negócio dar uma alavancada após ganhar popularidade na mídia. Cria do Complexo do Alemão, ele teve uma infância focada nos estudos e, formado em Engenharia Mecânica, conseguiu desenvolver os equipamentos a partir de sucata, para baratear o custo. Agora, no entanto, o projeto promete ganhar fôlego renovado com a chancela de ninguém menos do que Beyoncé. No final de julho, o jovem de 26 anos teve sua foto publicada no Instagram da BeyGOOD, organização filantrópica da cantora norte-americana. A página destaca iniciativas inovadoras ao redor do mundo.

Lucas acredita que grandes oportunidades podem surgir com a divulgação. “A rainha (Beyoncé) me notou. Eu tive o reconhecimento da mídia no meu país, mas isso não gerou nenhum investimento e a Infill (nome de sua empresa) continua funcionando dentro de um quarto. Essa publicação me dá credibilidade nos mercados nacional e internacional, que é onde eu quero chegar um dia. Pretendo estar nos Estados Unidos, África e Ásia com tecnologia 100% made in favela”, vislumbra. Ser reconhecido por um ídolo pode parecer um sonho distante para muitos fãs, mas Lima faz parte de um grupo de brasileiros que está vivendo isso de uma maneira inesperada com Beyoncé. A responsável por realizar essa conexão é IvyMcGregor, diretora da BeyGOOD, fundada em 2013. Conhecida por seu perfil determinado e detalhista, a cantora escolhe parceiros a dedo. Nesse sentido, Ivy é seu braço direito.

Em visita ao Rio, em meados de julho, Ivy conheceu algumas personalidades, como as cantoras Elza Soares e IZA, e se reuniu com Ricardo Silvestre (do Black Influence, serviço de comunicação e agenciamento de criadores de conteúdo negros) e com jovens empreendedores que participam da incubadora da Pan-African Vision. A empresa independente atua em três segmentos: comércio exterior, consultoria de diversidade e aceleração de startups, e tem à frente Priscilla Cadette, Rogério Siqueira e o economista Maiko Pinheiro. Priscilla e Rogério também são embaixadores do Conselho Pan-Africano no Brasil, entidade da União Africana que promove a integração dos países da região com a comunidade negra em diáspora.

O encontro deu frutos, como a divulgação dos projetos no site de Beyoncé, na seção “Black Parade”, que dá visibilidade a iniciativas de negros pelo mundo. Nas redes sociais, a diretora demonstrou encanto com os “brilhantes empreendedores” e classificou a incubadora como uma ideia “engenhosa e necessária”. O entusiasmo também se transformou em convite para que Priscilla, líder do projeto, ganhe mentoria exclusiva de Ivy, “uma mulher guerreira, incansável na luta pelos pretos mundo afora”, nas palavras de Elza Soares.

O programa de aceleração da Pan-African Vision é formado por quatro projetos: além da Infill, das impressoras de Lucas, há o UnicaInstancia, da dupla Gilmar Bueno e Sara Raimundo, responsável por facilitar o acesso à Justiça; o Kurandé, de Claudio Marques e Felipe Garcia, com cosméticos desenvolvidos por meio de técnicas ancestrais; e a Aya Psicologia de Douglas Vidal, que oferece atendimento psicológico a preços populares.

A chancela chega para a UnicaInstancia um ano e três meses após a criação da plataforma de lawtech (ou legaltech). O que só fez aumentar as certezas da advogada Sara Raimundo. “Beyoncé dizia que não se sentia representada à mesa (de negócios), então levantou e construiu sua própria mesa. Esta é a oportunidade de construir a minha mesa. Com ela, aprendi a importância de criar um legado e entender o impacto que podemos ter na vida das pessoas”, emociona-se.