Rival da Netflix, Apple TV+ chega ao Brasil por R$ 10 mensais

Serviço será lançado em 1º de novembro no País e em outros 100 mercados; séries e filmes exclusivos incluem atrações com Jennifer Aniston e Jason Momoa
Por Giovanna Wolf, Bruno Capelas e Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

Apple TV+ vem para brigar pelo mercado de serviços de streaming

Apple anunciou em evento nesta terça-feira, 10, novas informações sobre seu serviço de streaming Apple TV+: o rival da Netflix chega ao Brasil em 1º de novembro, por R$ 10, em uma assinatura para a toda família (até seis pessoas). Na mesma data, a plataforma será lançada em mais de 100 países por US$ 5. A empresa anunciou também que quem comprar um iPhone, iPad, Mac ou Apple TV, tem um ano de assinatura gratuita do Apple TV+.

Três séries já tinham sido anunciadas para o Apple TV+Dickinson, com Hailee Steinfeld sobre a escritora Emily Dickinson, For All Mankind, que contará uma história sobre a corrida espacial, e a sitcom The Morning Show, que terá o trio Reese Witherspoon, Steve Carrell e Jennifer Aniston. Nesta terça, a Apple também anunciou uma série pós apocalíptica, chamada See, estrelada por Jason Momoa, o astro de Aquaman Game of Thrones

O Apple TV+ vem para brigar pelo mercado de serviços de streaming. A Disney também está na disputa: seu novo serviço de streaming, o Disney+,  custará US$ 7 mensais ou US$ 70 por ano. A plataforma terá séries e filmes exclusivos de algumas das franquias de entretenimento mais populares do mundo, numa tentativa de desafiar o domínio digital da Netflix.

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VF Corporation, empresa americana dona da Timberland, Vans e Kipling confirma suspensão de compra de couro do Brasil

VF Corporation confirmou ao ‘Estado’ que decidiu não seguir se abastecendo de couro e curtume do País até que haja segurança que os materiais usados não contribuem para o dano ambiental. Assunto causou polêmica nesta quarta e chegou a ser desmentido por entidade, antes de confirmação oficial pela empresa
Giovana Girardi e Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

 VF Corporation e suas marcas decidiram não seguir abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para seus negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em seus produtos não contribuam para o dano ambiental no país”

SÃO PAULO – A VF Corporation, empresa responsável por marcas como Timberland, The North Face, Kipling e Vans, disse em nota enviada ao Estado na noite desta quarta-feira, 28, que decidiu não seguir se “abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para os negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em nossos produtos não contribuam para o dano ambiental no País”. 

O assunto surgiu na manhã desta quarta, quando foi divulgado o conteúdo de uma carta  do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mencionando “suspensão de compras de couros a partir do Brasil de alguns dos principais importadores mundiais”. A carta dizia que a suspensão representava uma “informação devastadora”. 

Pouco tempo depois, o presidente da entidade, José Fernando Bello, disse se tratou de um “erro de pré-avaliação” da entidade. “A carta foi divulgada (pelo próprio CICB) antes da checagem com a empresa importadora”, disse Bello. “Esse importador estaria supostamente suspendendo as compras. Foi um equívoco nosso. Vamos corrigir a informação junto ao governo federal.”

Estado questionou diretamente a VF Corporation sobre o assunto, que detém 18 marcas de vestuário e calçados. A nota da empresa diz que desde 2017 busca aprimorar o abastecimento global de couro por meio de “estudos para garantir que os fornecedores de couro estejam de acordo com nossos requisitos de abastecimento responsável”.

A empresa então disse que, como um resultado detalhado desse estudo, não conseguiu “assegurar satisfatoriamente que nossos volumes mínimos de couro comprados de produtores brasileiros sigam esse compromisso”. “Sendo assim, a VF Corporation e suas marcas decidiram não seguir abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para nossos negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em nossos produtos não contribuam para o dano ambiental no país”, acrescentou.

O presidente Jair Bolsonaro havia chegado a se manifestar sobre o assunto. Pelo Twitter, ele disse: “Mais cedo, jornais publicaram que 18 marcas suspenderam a compra de couro brasileiro. Àqueles que torcem contra o país e que vergonhosamente divulgaram felizes a notícia, informo que o Centro de Indústria de Curtumes do Brasil negou tal suspensão. As exportações seguem normais.”

Antes do posicionamento da VF, o presidente do CICB havia dito que não havia intenção de os importadores boicotarem ou restringirem compras do produto brasileiro. Segundo ele, em contato com o CICB, o importador teria explicado que continuaria com os pedidos em andamento, mas que gostaria de “esclarecimento adicionais” sobre a origem e rastreabilidade do produto.

Também nesta quarta, a maior produtora mundial de salmão, a norueguesa Mowi ASA (MOWI.OL), declarou que poderá parar de comprar soja brasileira para ser usada na sua produção se o País não coibir o desmatamento. “É importante que nós e todos que compram bens do Brasil digam claramente que a floresta tropical deve ser preservada e a situação atual é inaceitável”, disse Catarina Martins, diretora de sustentabilidade  da empresa. 

Microsoft e AT&T fazem parceria de mais de US$2 bilhões

As duas também trabalharão juntas na chamada computação de ponta para aplicações que precisam de tempos extremamente pequenos na transmissão de dados
Por Agências – Reuters

Microsoft faz acordo de US$ 2 bilhões com a AT&T

A Microsoft e a operadora americana AT&T disseram nesta quarta-feira, 17, que chegaram a um acordo sob o qual a empresa de telecomunicações irá usar o serviço de nuvem Azure da Microsoft para as suas necessidades de computação e fornecer o software Office 365 para grande parte de sua força de trabalho de 268 mil pessoas.

Sob o acordo, a Microsoft e a AT&T também trabalharão juntas na chamada computação de ponta, que verá a tecnologia da Microsoft implantada na próxima rede 5G da AT&T para aplicações que precisam de tempos extremamente pequenos na transmissão de dados, como sistemas de controle de tráfego aéreo para drones. O acordo de vários anos vale mais de US$ 2 bilhões, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.

O acordo é uma grande vitória da Microsoft, que está lutando para ganhar quota de mercado contra a Amazon Web Services, a maior provedora de serviços de nuvem pública em que os clientes executam seus aplicativos de software em centros de dados gerenciados pela fornecedora.

A AT&T continuará a gerenciar suas próprias operações de rede principais para telefones celulares e outros dispositivos. Mas John Donovan, presidente-executivo da empresa, disse à Reuters que o acordo é uma mudança fundamental para a provedora de telecomunicações colocar a “nuvem pública em primeiro lugar”, o que significa que dependerá predominantemente de centros de dados construídos por outros para alimentar o resto de seus negócios.

Para a Microsoft, a empresa também ganhará uma parceira para vender seus serviços de computação de ponta, que ajudarão desenvolvedores de software a escrever programas para situações como fábricas cujas máquinas possuem sensores para coletar dados ou lojas de varejo equipadas com sensores e câmeras para ajudar a manter os estoques atualizados.

“Nossa tradição geral de ser uma empresa de ferramentas para desenvolvedores, combinada com as capacidades de rede da AT&T, é única”, disse o presidente-executivo da Microsoft, Sayta Nadella, à Reuters.

‘The enemy within’: a série cancelada nos EUA que acaba de estrear aqui

Cena de ‘The enemy within’ (Foto: Divulgação)

A NBC americana anunciou na semana retrasada que “The enemy within” vai acabar ao fim da primeira temporada. Não que a sua audiência seja de todo ruim. Ela não é um estouro, mas o problema é a sua curva, descendente. Com esse argumento, a rede cancelou essa que seria uma forte candidata a ganhar o coração dos fãs daquelas séries que “são ruins, mas são boas”. Aqui no Brasil, entretanto, a aventura acaba de estrear na Fox Premium 2. O enredo mistura drama e espionagem e pode ser uma boa dica para quem busca o puro entretenimento.

Seguimos o passo a passo de uma equipe do FBI que se esforça para capturar um terrorista com uma longa ficha corrida de ataques pesados. Esse vilão, o russo Mikhail Tal (Lev Gorn), comanda uma rede imensa que atua dentro dos EUA. É uma organização quase impossível de rastrear. A polícia se encontra num beco sem saída, quando o chefe da equipe, o agente Keaton (Morris Chesnut), decide recorrer à ajuda de Erica Shepherd (Jennifer Carpenter). Ela é uma ex-agente da CIA e está numa cadeia de segurança máxima por traição. Mesmo enfrentando forte resistência dentro da corporação, ele leva adiante seu intento.

A trama de ação se mistura a enredos paralelos e aos pequenos dramas pessoais dos personagens. “The enemy within” tem figuras multifacetadas e seu roteiro é cheio de ambições. Apesar disso, são muitos os truques fáceis e as viradas previsíveis. Mesmo assim, a série prende a atenção, tem bons ganchos e diverte. Merecia, sim, mais uma temporada. [Patrícia Kogut]

Café vegano em Jerusalém se rebela contra ultraortodoxos

População ultrarreligiosa cresce em tamanho e influência e afeta vida cotidiana dos israelenses
Loveday Morris e Miriam Berger / THE WASHINGTON POST, O Estado de S.Paulo

Alex Dvorkin no café Bastet: luta pelo secularismo Foto: Loveday Morris / WashingtonPost

O Bastet, um café vegano e aberto aos LGBTs, com suas mesas espalhadas na calçada no centro de Jerusalém, é um oásis secular para os moradores que gostam de tomar uma bebida para relaxar numa cidade que praticamente fica imobilizada no sábado em razão do shabat. Mas, a cada semana, um grupo de ultraortodoxos desfila em frente ao café, mostrando seu desagrado com o desacato ao dia de descanso.

Num sábado recente, as funcionárias do café decidiram reagir, levantando suas camisetas e mostrando o sutiã, numa tentativa de afastar os manifestantes. O confronto é o reflexo de uma tensão observada em Israel hoje a respeito da real natureza do Estado, fundado por sionistas seculares, mas com uma população ultrarreligiosa que cresce em tamanho e influência.

Essa tensão ficou bem à mostra no mês passado, ao frustrar os esforços do premiê Binyamin Netanyahu para formar um novo governo e levar uma nação atônita às urnas pela segunda vez este ano. Netanyahu necessitava de duas facções concorrentes, secular e religiosa, para formar uma maioria no Parlamento e elas ficaram num impasse diante da legislação que propõe a obrigação do serviço militar pelos ultraortodoxos, como os demais judeus.

Os partidos ultrarreligiosos se opõem à medida. No entanto, Avigdor Lieberman, ex-ministro da Defesa, ultranacionalista, resiste à influência dos ultraortodoxos. As pessoas que o cercam dizem que a questão do alistamento militar se insere na sua preocupação mais abrangente com uma comunidade minoritária que recebe benefícios sociais e isenções fiscais do Estado e contribui menos do que os outros judeus que pagam impostos. Influências externas, como filmes, internet  ou conviver com israelenses seculares são desencorajadas, quando não proibidas.

Os ultraortodoxos formam uma comunidade religiosa que abrange uma série de seitas que decidiram se segregar da sociedade israelense para levar uma vida em que a observância religiosa é primordial. Na fragmentada democracia parlamentar israelense, os partidos políticos que representam os ultraortodoxos se tornaram poderosos e influentes nos últimos anos.

Para israelenses como Klil Lifshitz, jovem lésbica de 28 anos que abriu o café Bastet, há dois anos e meio, o espaço que vem diminuindo para o secularismo é preocupante.

“Eles têm cada vez mais poder”, disse ela, referindo-se aos ultraortodoxos. “Enquanto continuarem a ter poder na formação de coalizões e governos, basicamente vão ter o que desejam.”

Foi durante uma costumeira manifestação no mês passado, convocada pelos ultraortodoxos para protestar contra o que qualificam como um desacato ao sabath, quando o país hospedou o concurso Eurovisão da canção, que as garçonetes do café decidiram assumir uma posição. E disseram que seu objetivo foi proteger suas mesas e mostrar seu ponto de vista ideológico.

Desde então, eles fizeram uma pausa nos seus protestos. “É uma vitória”, disse Mira Ibrahim, uma das garçonetes que decidiu tirar a camiseta, embora a sensação de triunfo tenha sido ofuscada pela reação dura da polícia contra os manifestantes que deixou o pessoal do café incomodado. Mas, embora a equipe do café Bastet tenha vencido uma pequena luta, a batalha maior só deve se intensificar. Os ultraortodoxos, conhecidos como haredim, formam 12% da população, mas constituem o segmento de israelenses que mais cresce com as mulheres dando à luz uma média de 6,9 filhos.

Nos primeiros dias do Estado de Israel, muitos ultraortodoxos se opunham ao movimento sionista secular que criou a nação, temendo que ele eliminasse sua forma de judaísmo. Hoje seu poder é cada vez maior no Parlamento de 120 membros e recentemente conquistaram 16 assentos, para promover seus interesses.

E não são apenas eles que insistem que Israel seja governado segundo as leis religiosas. Na segunda-feira Netanyahu rejeitou apelos do seu aliado político Bezalel Smotrich, um judeu religioso – não ultraortodoxo – para o sistema judiciário de Israel ser fundamentado na lei judaica.

“Israel não será um Estado  ‘halacha’” “, disse Netanyahu no Twitter, usando o termo para a lei judaica baseada no Talmude.

Um Estado religioso é o  desejo de  Avraham Menkes, rabino ultraortodoxo, que considera o recrutamento militar uma ameaça à sua comunidade. Segundo ele, o serviço nacional tem por fim tirar os imigrantes judeus de um cadinho de culturas de todo o mundo e dar a elas uma identidade uniforme.

Menkes dirige o Comitê para salvar o Mundo do Torá, grupo que realiza protestos contra as iniciativas de alistamento dos membros da sua comunidade. Por seu ativismo foi preso dez vezes. Na parede do seu apartamento em Jerusalém está a foto de um protesto realizado há dois anos. Um grupo de manifestantes se reúne nas ruas e fica sentado de costas sendo molhados pelos canhões d’água da polícia.

“Estou nessa foto”, disse ele, explicando que se ocultava sob o casaco preto, parte do traje tradicional ultraortodoxo. A questão do alistamento militar veio à tona em 2017 quando a Suprema Corte decidiu que isentar os radicais religiosos do serviço militar era ilegal e pediu ao Parlamento para elaborar uma nova lei, mais equitativa.  (Em Israel os homens devem prestar o serviço militar por quase três anos, e as mulheres dois anos).

As isenções para a população haredim existem desde o nascimento de Israel. Em 1949 o fundador do país, David Ben-Gurion, concedeu a isenção para 400 estudantes religiosos porque muitos estudiosos judeus morreram no Holocausto. Desde então o seu número disparou. A questão do alistamento militar tem alimentado a ira de muita gente da população em geral. O emprego entre os homens ultraortodoxos é de apenas 50%, pois muitos preferem os estudos religiosos. O governo os apoia com isenções de impostos e pagamentos de polpudos benefícios.

“Os israelenses que servem o Exército e trabalham muito para sobreviver acham que eles são parasitas e vivem do dinheiro que recebem do governo que usa os impostos que pagamos para isso”, disse Carlo Strenger, professor de filosofia e psicologia da Universidade de Tel-Aviv, que tem alertado que Israel está se destruindo pelo medo e ressentimento. Para ele, uma estrutura federativa, que ofereça aos ultraortodoxos e cidadãos árabes em Israel uma maneira de viver sem se sentirem em perigo seria a resposta.

Liberman trata como prioridade a aprovação de uma nova lei que estabelece cotas de alistamento para os ultraortodoxos e multa as escolas religiosas que não cumprirem a ordem. Aryeh Vishnevetsky, porta-voz do partido Yisrael Beitenu, de Lieberman, afirmou que o tratamento igual é uma questão de princípio. E é por isso que o partido também exigiu que os tribunais formados por rabinos ultraortodoxos  retirem seu pedido para que alguns imigrantes russos realizem testes de DNA para provar sua herança judaica.

Essas preocupações são parte da resistência às demandas dos ultraortodoxos que prejudicam a vida secular, como a exigência de fechamento dos supermercados aos sábados, afirmam os partidários de Lieberman.

Mas eles dizem que não querem mudar a maneira como os religiosos vivem suas vidas. “Não queremos transformar ninguém numa pessoa secular”, disse Vishnevetsky, acrescentando que é mais fácil para os haredim encontrarem trabalho depois de prestarem o serviço militar. Mas, na opinião de Menkes, todos os jovens haredim que são alistados perdem sua religião. Recentemente foi seu sobrinho que tirou seu quipá depois de prestar o serviço militar. “Ele foi para o Exército como um haredi e agora diz que descobriu o mundo”, disse ele.

Na loja da esquina a alguns metros da rua no bairro de Shmuel Hanavi, em Jerusalém, Haim, de 26 anos, relatou como prestou o serviço militar contra a vontade da família. Embora ainda use o quipá preto e o traje branco e preto dos haredim,  disse que agora é ateu, mas já se considerava secular mesmo antes de ir para o Exército. Segundo ele, para muitos ultraortodoxos que buscam uma saída, o Exército oferece uma.

“É uma porta de saída da comunidade. Os rabinos aqui têm medo de que as pessoas se relacionem com gente de fora. O Exército é um desses lugares, em que elas se misturam com indivíduos seculares.”

Há um ano e meio ele concluiu o serviço militar e mudou de casa por “razões econômicas”. Encontrar um emprego é difícil para os que deixam a comunidade porque sua formação se concentra em estudos religiosos. Sua família permitiu que ele retornasse para casa sob algumas condições, incluindo a maneira de se vestir.

Haim disse que muitas pessoas no seu bairro estão furiosas com Liberman. Elas o acusam de provocar uma disputa religiosa em busca de poder ou de uma vendeta pessoal contra Netanyahu. Mas depois da posição de Liberman com relação ao alistamento, ele disse que pensa em votar nele.

Embora muitos fora de Israel considerem o conflito com os palestinos a luta decisiva de Israel, Haim disse que o confronto entre esses dois mundos – o religioso e o secular – é o mais catastrófico e certamente vai se intensificar no futuro, à medida que a população ultraortodoxa cresce.

Ele prevê que Israel chegará ao momento mais crítico quando o equilíbrio entre as comunidades judaicas não mais se sustentarem e os judeus seculares começarem a deixar Israel porque se tornou um país muito repressivo. “Num determinado ponto o país vai se romper”, alertou. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO