Os Simpsons é renovada para as temporadas 33 e 34

Série está garantida até 2023

Agora parte da DisneyOs Simpsons foi renovada para as temporadas 33 e 34, garantindo a exibição de episódios inéditos até 2023 (via Deadline). Com isso, a série baterá novamente o recorde de produção mais longeva da TV, ultrapassando os 750 episódios.

A renovação dupla de Os Simpsons chega após a renovação de duas outras produções animadas no ano passado: Uma Família da Pesada para as temporadas 19 e 20 e Bob’s Burgers para os anos 12 e 13.

Exibida pela Fox desde 1989, Os Simpsons conta a história da família do título, formada por Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie. A produção de Matt Groening ficou conhecida pelo tom satírico em relação à classe média americana e também por fazer algumas “previsões”, como a invasão ao Capitólio americano e a nota de R$200 no Brasil.

Por estar há tanto tempo no ar, Os Simpsons também faz parte da cultura pop e já recriou alguns momentos icônicos em seu traço, como o episódio inspirado no MCU, a paródia de Stranger Things e o show do Queen no Live Aid.

A série também foi alvo de polêmicas, começando com o lançamento do documentário The Problem With Apu, no qual o comediante Hari Kondabolu discute a representação de pessoas vindas do sul da Ásia na TV a partir do personagem Apu. 

Após a controvérsia, os criadores resolveram trocar o dublador original de Apu e anunciaram recentemente que personagens negros não serão mais dublados por atores brancos.

Apple TV+ terá série de contos feministas com Nicole Kidman

Das criadoras de “GLOW”, a série terá também Cynthia Erivo, Merritt Wever e Alison Brie

CREDIT:STEVEN CHEE @STEVENCHEE @DLM_AU

Mais um dia, mais uma novidade para o Apple TV+ — e hoje com um dos nomes mais reverenciados de Hollywood: a Maçã anunciou o sinal verde para a produção da série “Roar”, que terá ninguém menos que Nicole Kidman (vencedora do Oscar por “As Horas”) no elenco.

A série antológica, baseada num livro de crônicas homônimo escrito por Cecilia Ahern, terá oito episódios de meia-hora, cada um deles desafiando gêneros e contando uma crônica feminista a partir do ponto de vista de uma mulher.

Além de Kidman, o elenco da série contará também com Cynthia Erivo (“Harriet”), Merritt Wever (“Nurse Jackie”) e Alison Brie (“Entre Realidades”).

As showrunners e criadoras da produção são Liz Flahive e Carly Mensch, de “GLOW” — “Roar”, inclusive, é o primeiro fruto de um acordo de prioridade de longo prazo assinado por Flahive e Mensch com a Apple. Kidman também será produtora executiva, bem como Ahern.

A Apple prometeu divulgar mais nomes do elenco de “Roar” num futuro próximo, então ficaremos de olho. Promissor! {MacMagazine]

Netflix confirma segunda temporada da série ‘Cidade Invisível’

História se passará em outra região do Brasil, não mais no Rio de Janeiro, e os novos personagens ainda não foram divulgados
Bárbara Correa, O Estado de S.Paulo

Foto: NETFLIX

Netflix anunciou nesta terça-feira, 2, que a série Cidade Invisível terá uma segunda temporada. A notícia foi compartilhada nas redes sociais da plataforma, em um vídeo estrelado por Marcos Pigossi, o protagonista. 

Segundo comunicado enviado à imprensa, a nova temporada da produção nacional irá retratar outra região do Brasil, não mais o Rio de Janeiro. Os novos personagens que irão habitá-la, no entanto, são segredo. O elenco ainda não está confirmado, mas trará novidades.  

Cidade Invisível foi sucesso de público e crítica e chegou a ficar na lista do top 10 das atrações mais vistas do serviço de streaming em mais de 40 países. A trama conta a história de um fiscal ambiental (Pigossi) que busca descobrir os reais motivos da morte de sua esposa – que parecem estar ligados diretamente ao surgimento do boto rosa na praia.

Nessa investigação, ele acaba se deparando com seres mitológicos do folclore brasileiro, como Cuca, que é interpretada por Alessandra Negrini, Saci Pererê, Iara e Curupira; e corre contra o tempo para salvar sua família de uma maldição.  

“É uma alegria enorme ver um produto nosso, do Brasil, chegar a tantas partes do mundo e agradar a tantas pessoas. Foi o meu primeiro projeto 100% brasileiro e eu não poderia estar mais feliz com a oportunidade de seguir contando essa história. Recebi muitos comentários, li bastante sobre o que as pessoas desejam para a continuação, e estou levando tudo em consideração para trazer ao público uma sequência bacana”, celebrou Carlos Saldanha, criador e co-produtor da série. 

O enredo é inspirado em uma história desenvolvida por Carolina Munhóz e Raphael Draccon, tendo Mirna Nogueira como roteirista-chefe. A série é dirigida por Luis Carone e Julia Jordão.

Taylor Swift critica piada sobre ela em série Ginny & Georgia da Netflix

Em suas redes sociais, cantora chamou o comentário de machista

A cantora Taylor Swift fez duras críticas ao seriado Ginny & Georgia por ter feito uma piada usando seu nome. Em uma episódio, um dos personagens diz: “por que você se importa? Você passa por homens mais rápido que a Taylor Swift”.

Nas redes sociais, Swift chamou o comentário de machista. “Ei, Ginny & Georgia! 2010 ligou e quer a sua piada preguiçosa e profundamente machista de volta. Que tal pararmos de degradar mulheres que trabalham duro ao definir essa merda como sendo ‘engraçada'”. Aliás, depois de Miss Americana, essa roupa não fica boa em você, Netflix. Feliz Mês da História das Mulheres, eu acho”, disse ela.

Miss Americana, que a cantora cita, é um documentário disponível na Netflix que narra parte da história de Swift.

Ginny & Georgia estreou no streaming no dia 24 de fevereiro e conta a história de Georgia, que leva seus filhos Ginny e Austin para uma nova cidade, em busca de uma nova vida. Mas nem tudo sai como o esperado.

Com piadas e notas oficiais, Globo de Ouro não foge do escândalo de falta de diversidade

Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood foi acusada de não ter negros entre os votantes

As apresentadores Tina Fey e Amy Poehler tentaram tratar a polêmica com humor Foto: NBCUniversal / AFP

Nem tudo foi festa na 78ª edição do Globo de Ouro, realizada na noite deste domingo. Tinha um grande elefante na sala: as acusações, feitas a partir de uma reportagem do jornal “Los Angeles Times”, de que não há jurados negros entre os 87 eleitos pela Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA) para decidir os vencedores do Globo de Ouro — veja a lista de premiados.

Ao longo dos últimos dias, a HFPA recebeu duras críticas e protestos, tanto nas ruas de Los Angeles quanto nas redes sociais. A indicada Viola Davis (por “A voz suprema do blues”), por exemplo, foi uma das que fizeram coro contra a falta de diversidade.

Na festa deste domingo, a associação se pronunciou, seja diretamente ou através de sua dupla de apresentadoras, Tina Fey e Amy Poehler. “Inclusividade é importante, e não há membro negro na HFPA”, reforçou Poehler. Eu entendo, HFPA, que talvez vocês não tenham recebido o memorando porque vocês trabalham numa espécie de McDonalds francês, mas você tem que mudar isso”.

Quando foi para falar sério, a HFPA escalou o presidente da associação, Ali Sar, e a vice, Helen Hoehne, além da ex-presidente Meher Tatna.

“Nós reconhecemos que temos nosso próprio trabalho a fazer”, começou Hoehne. “Assim como nos filmes e na televisão, a representatividade negra é vital. Nós precisamos ter jornalistas negros em nossa organização”.

Tatna seguiu: “Nós devemos garantir que todos das comunidades subrepresentadas tenham onde sentar na mesa, e faremos isso acontecer”.

“Isso significa criar um ambiente em que a diversidade entre membros seja norma, não exceção”, concluiu Sar. “Obrigado e estamos ansiosos por um futuro mais inclusivo”.

Até mesmo a homenageada da noite, Jane Fonda, cobrou a HFPA por mudanças em seu discurso de agradecimento.

Globo de Ouro premia ‘Nomadland’, ‘The Crown’ e Chadwick Boseman na pandemia

Liderada pela Netflix, cerimônia fez piada e mea-culpa após acusações de falta de diversidade

‘Nomadland’, de Chloé Zhao, ganhou dois dos mais disputados prêmios do Globo de Ouro Foto: PETER KRAMER / AFP

Hollywood deu início à temporada pandêmica de premiações neste domingo, com a entrega do Globo de Ouro, que celebra os melhores da televisão e do cinema. A primeira parte da noite foi marcada por política, com a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, a HFPA, fazendo um mea-culpa por não ter negros entre seus membros.

Já no fim dela, a Netflix, que acumulava impressionantes 42 indicações, teve motivo para celebrar. Ela deixou emissoras como a HBO e estúdios de cinema tradicionais para trás com dez vitórias. A maioria veio com “The Crown” —foram quatro estatuetas, incluindo a de série de drama. O ator Chadwick Boseman, de “Pantera Negra”, venceu um prêmio póstumo de atuação.

A série de comédia escolhida foi “Schitt’s Creek”, enquanto a minissérie foi “O Gambito da Rainha”. Nas duas principais categorias de melhor filme, “Borat: Fita de Cinema Seguinte” saiu como a melhor comédia ou musical e “Nomadland”, como drama.

Durante a festa deste ano, como esperado, nada lembrou o glamour costumeiro do Globo de Ouro, já que a pandemia forçou que ele ocorresse de forma remota, com a maioria dos indicados acompanhando a cerimônia de suas casas.

As anfitriãs da noite, por outro lado, dispensaram as videochamadas. Tina Fey e Amy Poehler comandaram o evento de dois locais distintos. A primeira do Rockefeller Center, em Nova York, e a segunda do hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, onde a noite de gala normalmente acontece. Ambos os endereços tinham uma pequena plateia de mascarados em mesas que respeitavam o distanciamento social.

Fey e Poehler, já em seu discurso introdutório, abordaram a bomba que estourou no colo da HFPA no último fim de semana, quando uma reportagem do californiano Los Angeles Times apresentou evidências contundentes de casos de suborno e ainda denunciou a ausência de negros entre os 87 membros da associação.

“Todo mundo está, compreensivelmente, chateado com a HFPA e suas escolhas. Olha, um monte de lixo foi indicado, mas isso acontece, é o jeito deles. Mas muitos atores negros e projetos de artistas negros foram esnobados”, afirmou Poehler.

“Todos nós sabemos que premiações são estúpidas. A questão é, mesmo em coisas estúpidas, a diversidade é importante. E não há membros negros na HFPA. Eu entendo, pessoal, talvez vocês não tenham recebido o aviso, porque vocês trabalham nos fundos de um McDonald’s, mas vocês precisam mudar isso”, completou Fey.

A dupla também aproveitou o vencedor na categoria de melhor animação, “Soul”, para fazer piada com a falta de representatividade. “‘Soul’ fala sobre um homem negro cuja alma vai parar no corpo de um gato. A HFPA se identificou com o filme porque eles têm cinco membros que são gatos”, brincou.

Fey e Poehler falaram ainda dos desafios que a pandemia impôs ao parque exibidor, tirando sarro do fato de o ano passado não ter visto praticamente nenhum blockbuster chegando às telas de cinema.

História foi feita quando os vencedores começaram a ser conhecidos. Pela primeira vez em 37 anos, o troféu de melhor direção foi para uma mulher, Chloé Zhao, por “Nomadland”. A única que havia recebido a honraria antes foi Barbra Streisand, por “Yentl”, em 1984.

Zhao competia com Regina King, por “Uma Noite em Miami”, Emerald Fennel, por “Bela Vingança”, David Fincher, por “Mank”, e Aaron Sorkin, por os “Os 7 de Chicago”. Eram três as diretoras indicadas, que se somaram a uma lista enxuta de cinco mulheres que já haviam aparecido na categoria antes.

Também foi uma noite para relembrar a carreira de Chadwick Boseman, morto em agosto após uma longa batalha contra um câncer. Ele confirmou o favoritismo e levou o Globo de Ouro de melhor ator em um filme de drama, por “A Voz Suprema do Blues”. Sua mulher, Taylor Simone Ledward, aceitou o prêmio em seu lugar.

“Ele teria dito algo lindo, algo inspirador, algo que fosse amplificar aquela pequena voz dentro de todos os nós que nos diz para seguir em frente”, disse ela, às lágrimas.

Essas duas categorias foram anunciadas só na reta final do Globo de Ouro, antes, uma longa lista de vitoriosos foi anunciada. Logo no começo dela, no entanto, um problema técnico. O áudio do vencedor em melhor ator coadjuvante em filme, Daniel Kaluuya, de “Judas e o Messias Negro”, falhou. Laura Dern, que apresentava o prêmio, chegou a se desculpar e a sair do palco, mas a voz do premiado surgiu e ele voltou à tela.

O roteiro cinematográfico campeão foi o de Aaron Sorkin, que escreveu “Os 7 de Chicago”. Entre os indicados de televisão, Mark Ruffalo levou a estatueta de ator em minissérie por “I Know This Much Is True” e John Boyega, a de ator coadjuvante por “Small Axe”.

Em meio aos primeiros anúncios, uma pequena pausa. Três representantes da HFPA subiram ao palco para fazer um mea-culpa e se comprometer a atacar a falta de representatividade na organização. “Nós precisamos ter jornalistas negros e estamos ansiosos para um futuro mais diverso”, disseram.

Na seção de homenagens, a atriz e ativista Jane Fonda recebeu o prêmio honorário Cecil B. DeMille por sua contribuição para o cinema. Já o produtor e roteirista Norman Lear levou o troféu Carol Burnett, seu equivalente televisivo, por uma carreira que levou às telas temas urgentes e marginalizados em séries como “Tudo em Família”.

A abertura de envelopes com os nomes vencedores continuou com a categoria de melhor atuação feminina em série de drama, para Emma Corrin, atriz revelação que viveu Lady Di em “The Crown” e desbancou a colega de elenco Olivia Colman, a rainha da produção. Josh O’Connor, que interpreta o príncipe Charles da produção, foi escolhido como o melhor ator do gênero.

“The Crown” também levou os troféus de atriz coadjuvante, para Gillian Anderson, e, claro, o cobiçado prêmio de melhor série dramática.

“Io Sì”, canção italiana de “Rosa e Momo”, garantiu um Globo de Ouro para Diane Warren, Niccolò Agliardi e a cantora Laura Pausini. Já as notas de jazz da animação “Soul” conquistaram o prêmio de trilha sonora para Jon Batiste, Trent Reznor e Atticus Ross. Ambas são destinadas apenas a produções de cinema.

Das atrizes que apareceram nos filmes de comédia ou musical, Rosamund Pike foi a preferida, por seu trabalho na trama de humor ácido “Eu Me Importo”.

Entre as comédias da TV, Jason Sudeikis foi eleito melhor ator, por “Ted Lasso”. Catherine O’Hara, melhor atriz, pela última temporada de “Schitt’s Creek”, que ainda arrematou a estatueta de série de comédia.

Um dos filmes mais elogiados da temporada, o americano “Minari”, falado majoritariamente em coreano, saiu vencedor da categoria de melhor filme em língua estrangeira. Diferentemente do que ocorre no Oscar, o Globo de Ouro não permite que esse tipo de produção concorra às suas principais estatuetas, de melhor filme de drama e de filme de comédia ou musical.

Longos minutos depois de anunciar o melhor ator em minissérie ou filme para a TV, o Globo de Ouro voltou a esse tipo de produção para coroar Anya Taylor-Joy como atriz. Ela estrelou “O Gambito da Rainha”, escolhida como a melhor minissérie da noite.

Jodie Foster ofereceu uma das maiores surpresas da noite ao abocanhar o prêmio de melhor atriz coadjuvante em cinema, por “The Mauritanian”. A principal foi Andra Day, de “The United States vs. Billie Holiday”, também pegando todos de surpresa. O escolhido como melhor ator em comédia ou musical foi Sacha Baron Cohen, por “Borat: Fita de Cinema Seguinte”.

Confira abaixo a lista completa de vencedores, em destaque .



CINEMA

Melhor filme de drama
“Meu Pai”
“Nomadland”
“Os 7 de Chicago”
“Mank”
“Bela Vingança”

Melhor filme de comédia ou musical
“Borat: Fita de Cinema Seguinte”
“Hamilton”
“Palm Springs”
“A Festa de Formatura”
“Music”

Melhor atriz (drama)
Viola Davis, “A Voz Suprema do Blues”
Vanessa Kirby, “Pieces of a Woman”
Frances McDormand, “Nomadland”
Carey Mulligan, “Bela Vingança”
Andra Day, “The United States vs. Billie Holiday”

Melhor ator (drama)
Riz Ahmed, “O Som do Silêncio”
Chadwick Boseman, “A Voz Suprema do Blues”
Anthony Hopkins, “Meu Pai”
Gary Oldman, “Mank”
Tahara Rahim, “The Mauritanian”

Melhor ator (comédia ou musical)
Sacha Baron Cohen, “Borat: Fita de Cinema Seguinte”
James Corden, “A Festa de Formatura”
Lin Manuel-Miranda, “Hamilton”
Dev Patel, “A História Pessoal de David Copperfield”
Andy Samberg, “Palm Springs”

Melhor atriz (comédia ou musical)
Maria Bakalova, “Borat: Fita de Cinema Seguinte”
Kate Hudson, “Music”
Anya Taylor-Joy, “Emma”
Michelle Pfeiffer, “French Exit”
Rosamund Pike, “I Care a Lot”

Melhor ator coadjuvante
Leslie Odom, Jr., “Uma Noite em Miami”
Sacha Baron Cohen, “Os 7 de Chicago”
Daniel Kaluuya, “Judas e o Messias Negro”
Bill Murray , “On the Rocks”
Jared Leto, “Os Pequenos Vestígios”

Melhor atriz coadjuvante
Amanda Seyfried, “Mank”
Glenn Close, “Era uma Vez um Sonho”
Helena Zengel, “Relatos do Mundo”
Olivia Colman, “Meu Pai”
Jodie Foster, “The Mauritanian”

Melhor diretor
Chloé Zhao, “Nomadland”
Regina King, “Uma Noite em Miami”
David Fincher, “Mank”
Aaron Sorkin, “Os 7 de Chicago”
Emerald Fennel, “Bela Vingança”

Melhor roteiro
Aaron Sorkin, “Os 7 de Chicago”
Chloé Zhao, “Nomadland”
Florian Zeller e Christopher Hampton, “Meu Pai”
Jack Fincher, “Mank”
Emerald Fennell, “Bela Vingança”

Melhor animação
“Soul”
“Wolfwalkers”
“A Caminho da Lua”
“Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”
“Os Croods 2: Uma Nova Era”

Melhor filme em língua estrangeira
“Another Round” (Dinamarca)
“Minari” (Estados Unidos)
“Rosa e Momo” (Itália)
“La Llorona” (França e Guatemala)
“Two of Us” (França e Estados Unidos)

Melhor trilha sonora
James Newton Howard, “Relatos do Mundo”
Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste, “Soul”
Trent Reznor e Atticus Ross, “Mank”
Ludwig Göransson, “Tenet”
Alexandre Desplat, “O Céu da Meia-Noite”

Melhor canção original
“Speak Now”, “Uma Noite em Miami”
“Tigress & Tweed”, “The United States vs. Billie Holliday”
​“Fight for You”, “Judas e o Messias Negro”
“Hear My Voice”, “Os 7 de Chicago”
“Io Sì”, “Rosa e Momo”

*

TV

Melhor série de drama
“The Mandalorian” (Disney+)
“The Crown” (Netflix)
“Lovecraft Country” (HBO)
“Ozark” (Netflix)
​“Ratched” (Netflix)

Melhor série de comédia
“Emily em Paris” (Netflix)
“Ted Lasso” (Apple TV+)
“The Flight Attendant” (HBO Max)
“Schitt’s Creek” (CBC/Pop TV)
“The Great” (Hulu)

Melhor minissérie ou filme para a TV
“O Gambito da Rainha” (Netflix)
“The Undoing” (HBO Max)
“Nada Ortodoxa” (Netflix)
“Normal People” (BBC/Hulu)
“Small Axe” (BBC)

Melhor atriz (drama)
Olivia Colman, “The Crown”
Emma Corrin, “The Crown”
Laura Linney, “Ozark”
Sarah Paulson, “Ratched”
Jodie Comer, “Killing Eve”

Melhor ator (drama)
Jason Bateman, “Ozark”
Matthew Rhys, “Perry Mason”
Al Pacino, “Hunters”
Josh O’Connor, “The Crown”
Bob Odenkirk, “Better Call Saul”

Melhor atriz (comédia)
Kaley Cuoco, “The Flight Attendant”
Elle Fanning, “The Great”
Catherine O’Hara, “Schitt’s Creek”
Lily Collins, “Emily em Paris”
Jane Levy, “Zoey e a Sua Fantástica Playlist”

Melhor ator (comédia)
Don Cheadle, “Black Monday”
Jason Sudeikis, “Ted Lasso”
Ramy Youssef, “Ramy”
Eugene Levy, “Schitt’s Creek”
Nicholas Hoult, “The Great”

Melhor atriz (minissérie ou filme para a TV)
Anya Taylor-Joy, “O Gambito da Rainha”
Shira Haas, “Nada Ortodoxa”
Nicole Kidman, “The Undoing”
Cate Blanchett, “Mrs. America”
Daisy Edgar-Jones, “Normal People”

Melhor ator (minissérie ou filme para a TV)
Ethan Hawke, “The Good Lord Bird”
Hugh Grant, “The Undoing”
Mark Ruffalo, “I Know This Much Is True”
Bryan Cranston, “Your Honor”
Jeff Daniels, “The Comey Rule”

Melhor atriz coadjuvante
Gillian Anderson, “The Crown”
Annie Murphy, “Schitt’s Creek”
Helena Bonham Carter, “The Crown”
Julia Garner, “Ozark”
Cynthia Nixon, “Racthed”

Melhor ator coadjuvante
Brendan Gleeson, “The Comey Rule”
Dan Levy, “Schitt’s Creek”
John Boyega, “Small Axe”
Donald Sutherland, “The Undoing”
Jim Parsons, “Hollywood”

‘Soulmates’ tem bons roteiros, mas falta emoção

PATRÍCIA KOGUT

Cena de ‘Soulmates’ (Foto: Divulgação)

Durante mais de uma década, a televisão buscou “o novo ‘Lost’”. A série da ABC foi fundadora de um tipo de narrativa. Ela misturava aventura com suspense, tecnologia e doses de sobrenatural. Um grupo de sobreviventes se via numa ilha da qual era impossível escapar. Talvez estivessem em uma geografia perdida, mas o mais provável é que tivessem passado para outra dimensão. Atores bonitos, paisagens lindas (a locação era o Havaí) e muitos mistérios compunham essa fórmula irresistível. Foi um fenômeno pop que deixou muita saudade quando terminou, em 2010. “Black mirror”, lançada em 2011 no Channel 4 e logo comprada pela Netflix, é o “novo ‘Lost’”. Inventou uma linguagem e conquistou legiões de fãs. Ela é copiada por outras séries que estrearam posteriormente. “Soulmates” (a tradução literal é almas gêmeas), recém-lançada pela Amazon Prime Video, se inscreve nessa categoria. É recomendada como “o novo ‘Black mirror’”. Só esse aposto já diz muito. “Soulmates” tem qualidades, mas chegou depois e não encanta pela novidade.

São seis episódios de histórias independentes com um tema comum: o encontro com a alma gêmea. É um futuro indefinido, mas a busca pelo amor romântico ainda move tudo. E falando em futuro, a ideia de que estamos em outra cronologia se estabelece em recados eventuais. Eles são menos radicais do que os de “Black mirror”. Há aparelhos de celular diferentes, assim como as telas de computador. Mas, no geral, o mundo parece familiar. Os carros são os de hoje, as aulas numa universidades, também. Uma estética de propaganda embala tudo. É uma realidade ideal, sem poluição, com casas confortáveis e paisagens verdes. Aquela noção de que o planeta não deu certo passa longe daqui. O mundo já é quase perfeito. Só falta encontrar o par ideal. Até isso soa fácil porque uma empresa, a Soul Connex, oferece os testes e busca a resposta em seu cadastro. É uma versão evoluída dos aplicativos de encontro.

O elenco é cheio de estrelas. Sarah Snook (a Shiv de “Succession”) estrela o primeiro episódio; David Costabile (o Wags de “Billions”), o segundo; a espanhola Laia Costa Bertrán está no terceiro. Por aí vai.

Cada episódio é uma fábula em torno da ideia do “felizes para sempre”. Os roteiros são bem-construídos e os desfechos trazem pequenas lições, mas elas não são necessariamente moralizantes. Menos do que os textos, incomoda a realização. É tudo muito limpinho, chapado. Falta emoção. “Soulmates” merece a sua atenção, sim, mas com o aviso: ela é um “queijo tipo gorgonzola”, uma “Black mirror” que passou pela máquina de lavar com muito amaciante.

‘Por trás de seus olhos’, série nova da Netflix, começa bem, mas logo degringola

Eve Hewson, Tom Bateman e Simona Brown em ‘Por trás de seus olhos’ (Foto: Divulgação/Netflix)

Recém-chegada à Netflix, “Por trás de seus olhos” parece promissora. É produção da Left Bank Pictures (“The crown”), e o primeiro episódio (são seis) atrai com personagens ambíguos. Trata-se de uma daquelas construções de roteiro que colocam em dúvida o caráter de todos. O enredo, de cara, garante o gancho para capturar o espectador disposto para a maratona. Daqui para a frente tem spoiler.

Seguimos a ligação da secretária Louise (Simona Brown) com o psiquiatra David (Tom Bateman). Os dois se conhecem num bar e, na saída, acabam se beijando. Ele diz que é casado, o que causa um mal-estar e a sensação de arrependimento. Tudo parece se encerrar ali. Porém, no dia seguinte, a moça descobre que ele será o seu novo patrão. Veio de outra cidade assumir o consultório onde ela trabalha. Uma vez vencido um primeiro momento de constrangimento, eles combinam de esquecer o que houve em nome de um relacionamento profissional. Não dá certo: acabam se envolvendo de verdade.

Paralelamente, Louise esbarra na rua com a mulher de David, Adele (Eve Hewson). As duas acabam engatando uma amizade. Um impasse moral se estabelece. O espectador não sabe quem é bom, quem é mau. Os primeiros episódios se desenrolam bem-estruturados e convincentes, sem que o público consiga decifrar esse enigma.

Depois disso, vem um capítulo em que a ação não avança. E, em seguida, tudo desanda. O drama psicológico degringola para uma história surreal. O espectador que persevera até o fim fica decepcionado, achando que faltou uma ideia melhor dos roteiristas para encerrar a trama. Pena. [PATRÍCIA KOGUT]

Escritora Jenny Han, de ‘Para todos os garotos que já amei’, despista sobre quarto filme: ‘Nunca diga nunca’

Adaptação de ‘Agora e para sempre’, última obra de sua trilogia de sucesso, acaba de estrear na Netflix; os três livros de “Verão” vão virar série no Amazon Prime
Pedro Willmersdorf

Jenny Han, autora da trilogia ‘Para todos os garotos que já amei’, prepara nova série para a Amazon Foto: Netflix / Divulgação

Jenny Han é uma especialista em receitas de sucesso, seja diante de um fogão ou na frente do teclado. Cozinheira de mão cheia — especialmente quando o assunto é brownie, a escritora americana de 40 anos está curtindo a repercussão positiva de mais um projeto que acaba de sair do forno. Ela assina a produção executiva de “Para todos os garotos: Agora e para sempre”, filme da Netflix que encerra a adaptação de sua trilogia de livros “Para todos os garotos que já amei” (Intrínseca).

Lançado no dia 12, o longa está entre os mais vistos do serviço de streaming no Brasil. Um sucesso que se soma aos antecessores “Para todos os garotos que já amei” (2018) e “Para todos os garotos: P.S. ainda amo você” (2020), que também levam a assinatura de Jenny na produção.

Cena de 'Para todos os garotos: Agora e para sempre', com Noah Centineo no papel de Peter Kavinsky e Lana Condor interpretando a protagonista Lara Jean Foto: Katie Yu / Netflix
Cena de ‘Para todos os garotos: Agora e para sempre’, com Noah Centineo no papel de Peter Kavinsky e Lana Condor interpretando a protagonista Lara Jean Foto: Katie Yu / Netflix

Aliás, a mão firme da escritora no processo de adaptação da trilogia é fator preponderante para imprimir na tela não somente a forte personalidade da protagonista Lara Jean, como também os traços autobiográficos que Jenny Han leva para sua obra a partir das memórias de sua adolescência na Virginia (EUA).

Assim como Jenny, a personagem tem ascendência sul-coreana, adora cozinhar bolos e escrever cartas apaixonadas. No novo filme da Netflix, mais uma vez Lara é interpretada por Lana Condor, atriz americana de origem vietnamita que deu vida à mutante Jubileu no filme “X-Men: Apocalipse” (2016).

“Para todos os garotos: Agora e para sempre” narra as angústias e desejos de Lara Jean e Peter (Noah Centineo) diante de um futuro marcado pelo ingresso na faculdade e outros desafios da vida adulta.

'Agora e para sempre', livro que encerra a trilogia 'Para todos os garotos que já amei', de Jenny Han Foto: Divulgação
‘Agora e para sempre’, livro que encerra a trilogia ‘Para todos os garotos que já amei’, de Jenny Han Foto: Divulgação

Mas apesar de, teoricamente, o longa acompanhar o desfecho de Lara apresentado por Jenny em seu livro, há quem questione a autora sobre a possibilidade de um quarto filme da franquia.

— Nunca diga nunca! Não há um quarto livro à vista, mas nunca se sabe, né? — despista Jenny, em entrevista a O GLOBO por e-mail.

O que há de concreto no horizonte dela é uma nova série para a Amazon baseada em sua trilogia “Verão” (“O verão que mudou minha vida”, “Sem você não é verão” e “Sempre teremos o verão”, todos lançados no Brasil pela Intrínseca).

Trata-se de uma novidade que, não à toa, desperta uma grande expectativa nos fãs brasileiros. Com as trilogias “Para todos os garotos que já amei” e “Verão”, Jenny Han já vendeu no Brasil mais de 1 milhão de livros.

Na entrevista a seguir, ela revela não somente detalhes do projeto vindouro, como também receitas culinárias que andou experimentando durante a pandemia. E especula também sobre quais ingredientes fazem de “Para todos os garotos que já amei” um verdadeiro fenômeno de popularidade.

Já sabemos que gosta de cozinhar, principalmente bolos e brownies. Você aprendeu alguma receita nova durante a pandemia?

Comecei a me dedicar mais aos pratos asiáticos. O site de culinária do “New York Times” tem uma ótima receita de sopa tailandesa de almôndega de frango. Eu também fiz um mergulho profundo em um blog de culinária coreana chamado Maangchi e comecei a fazer ensopados coreanos.

Jenny Han continua preparando bolos, mas se dedicou à culinária asiática durante a pandemia Foto: Divulgação / Netflix
Jenny Han continua preparando bolos, mas se dedicou à culinária asiática durante a pandemia Foto: Divulgação / Netflix

Quais os passos que Lara Jean dá em “Agora e sempre”?

Chegou a hora de Lara Jean completar sua história. É a vez dela atingir grandes marcos, como formatura, baile e faculdade. Também a vemos em alguns locais novos e interessantes, como Seul e Nova York.

Na sua opinião, quais os principais motivos do sucesso da trilogia, tanto dos livros quanto dos filmes?

Acho que o público se conecta com esses personagens e com este mundo porque, em sua essência, a história é muito esperançosa e centrada em torno da família e do primeiro amor.

Quais autores e livros influenciaram você a construir seu estilo de escrita?

Um livro que se destaca é “I capture the castle” (1948), da escritora inglesa Dodie Smith, também autora de “101 dálmatas”. A primeira vez que li “I capture the castle” fiquei impressionada com a narradora atemporal e encantadora. Ela é uma adolescente que registra num diário seu processo de amadurecimento, enquanto vive a realidade decadente de sua família num castelo da década de 1930.

Você acredita que a literatura para jovens ganhou camadas com o tempo? Novas pautas foram introduzidas, como xenofobia, homofobia e racismo?

Acho que esse tipo de literatura sempre falou sobre questões desafiadoras e os adolescentes sempre foram capazes de ter essas conversas. Mas acho que finalmente vimos uma mudança no mercado editorial e em Hollywood, e há um apetite por essas histórias. Os jovens estão dispostos a lidar com questões difíceis.

Lara Jean (Lana Condor) e Peter Kavinsky (Noah Centineo): desfecho da trilogia de Jenny Han em 'Para todos os garotos: Agora e sempre' Foto: Katie Yu / Netflix
Lara Jean (Lana Condor) e Peter Kavinsky (Noah Centineo): desfecho da trilogia de Jenny Han em ‘Para todos os garotos: Agora e sempre’ Foto: Katie Yu / Netflix

Qual a força da representatividade do seu trabalho para milhões de jovens de origem asiática que leram a trilogia e agora vão assistir ao terceiro filme?PUBLICIDADE

Já ouvi de muitos leitores que “Para todos os garotos que já amei” havia sido o primeiro livro que leram ou filme que assistiram em que o personagem principal se parece com eles, o que significa muito para mim. Fico muito feliz em ver que mais e mais histórias estão sendo contadas com protagonistas de maior diversidade. E estou orgulhosa de que meus livros possam ajudar a abrir mais portas para que sejam realizados projetos com uma maior diversidade de criadores.

Que detalhes você pode dar sobre a adaptação da trilogia “Verão” em uma série da Amazon?

Estou tão empolgada que essa novidade agora finalmente pode ser divulgada! Eu tenho trabalhado nisso em segredo desde antes do primeiro filme de “Para todos os garotos” sair. Estamos fazendo uma série de oito episódios, e serei a produtora executiva.