Crítica I Anne with an E – 2ª temporada

Série mostra com delicadeza como é difícil ser um sonhador em um mundo cheio de cinismo

unnamed.jpgQuando o primeiro ano de Anne with an E, série da Netflix em parceria com a CBC, termina, já fica claro qual é o tema da segunda temporada. Sem as amarras de começar uma história do zero e apresentar os personagens, o seriado evoluiu bastante no segundo ano mostrando principalmente a dificuldade de ser um sonhador em um mundo repleto de cinismo. Essa trama começa a ser desenvolvida com a presença dos hóspedes que estão em Green Gables e rapidamente deixam seus planos claros: eles pretendem enganar toda a cidade de Avonlea com uma “febre do ouro”, mentindo sobre a existência da riqueza na cidade e coletando dinheiro de todos para começar a “mineração”.

Nesse começo da história há um grande contraste entre os problemas da infância de Anne (Amybeth McNulty) e o perigo dos dois hóspedes. Enquanto a jovem tem dificuldades com os colegas na escola, a presença de Nate (Taras Lavren) e do Sr. Dunlop (Shane Carty) representa uma ameaça física e psicológica que causa incômodo. Mas isso serve como base para o desenvolvimento da temporada, que sempre se volta para a discussão de quem está certo: os de bom coração que são enganados, ou os cínicos que se aproveitam dessa bondade.

Por ter aceitado os hóspedes em sua casa, Marilla (Geraldine James) é uma das mais afetadas pelo golpe. Encantada pela beleza de Nate, ela se permitiu pela primeira vez confiar e ter uma experiência nova, e o resultado foi a decepção. O receio da personagem, inclusive, é representado de uma forma bem interessante logo no primeiro episódio, quando Anne e Matthew (R.H. Thomson) se divertem no mar e ela fica ali, no limite entre a praia e a água, ciente da necessidade de seguir em frente, mas ainda com medo de se arriscar.

Essa personalidade forte cria ainda mais corpo e significado quando o seriado mostra os primeiros flashbacks da infância de Marilla e Matthew. O público entende como a jovem precisou ter uma atitude dura para superar perdas na família e criar o irmão. No fim das contas, Marilla não queria ser assim, mas essa foi sua única forma de sobreviver. Ao contar essa história, Anne with an E faz um paralelo interessante sobre a perda de inocência e a descoberta da realidade como ela é. Depois de revelar como Marilla deixou de ser ingênua ainda jovem, a série mostra que o mesmo acontece com Anne e seus colegas em vários momentos. Mas se a perda da inocência da infância representa um momento doloroso, ele também abre portas para a construção de um pensamento novo e mais maduro. Depois de ter seu santuário na floresta destruído, Anne percebe como as pessoas podem ser más e como é preciso ser forte para enfrentar tudo isso e continuar de cabeça erguida.

Um novo mundo à frente
Mas depois de episódios tão densos, a segunda temporada de Anne with an E tem um momento glorioso em seu sétimo episódio, com a festa dada por Josephine Barry (Deborah Grover). Depois de se tornar amiga de Anne no primeiro ano, a “Tia Jo” chama as crianças de Avonlea para uma grande celebração em Charlottetown. Lá, Anne, Cole (Cory Gruter-Andrew) e Diana (Dalila Bela) percebem o lado positivo da vastidão do mundo e as várias possibilidades que existem nele. Cole, por exemplo, vê homens vestidos de mulheres e começa finalmente a entender quem é e o que deseja para a vida. Já Anne conhece mulheres parecidas com ela, com um gosto especial pela literatura e a vontade de sempre aprender algo novo. Ao se depararem com isso, as crianças entendem pela primeira vez que existe sim um lugar para elas no mundo. As pessoas sempre querem encontrar os seus iguais e, não importa o quão diferente você seja, existem algum cantinho do mundo com pessoas que podem te compreender e te aceitar.

Mas se os dois ficam maravilhados com o novo, Diana se assusta com todas essas possibilidades. Criada para ser uma boa esposa e guardiã de sua casa, ela fica perdida ao ser questionada sobre uma carreira e sente estranheza ao ver o modo de vida daquelas pessoas. É curioso perceber como o discurso conservador de uma menina do século 19 é bastante semelhante a muitos diálogos que acontecem no mundo atualmente. Ao mostrar isso, a série retrata como é perigoso para uma sociedade inteira retroceder em discussões tão importantes.

Um dos problemas da 2ª temporada é a edição, que fica confusa em cenas com mais ação. Em uma sequência do terceiro episódio, por exemplo, é difícil entender o deslocamento dos personagens e há a impressão de que alguma cena ficou faltando. O uso de efeitos visuais, principalmente para recriar o mar, é perceptível e incomoda, já que o ângulo de câmera poderia facilmente ser alterado e o trecho ficou com ares de não finalizado. Em termos narrativos, o roteiro tem algumas conveniências: Anne soluciona alguns problemas facilmente e em vários momentos fica óbvio o que acontecerá em seguida.

Mas nenhum desses problemas tira o grande brilho de Anne with an E, que é falar sobre temas importantes com delicadeza e pelos olhos de uma garota que está começando a descobrir o mundo. Quando a segunda temporada termina, o público tem a sensação de que perdeu um pouco da ingenuidade junto com Anne. O mundo é sim um lugar difícil, mas a recompensa para os que acreditam em um futuro melhor é a esperança, exatamente o que todos precisam para seguir em frente todos os dias. [Camila Sousa] Nota do Crítico *****

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Atriz latina Jennifer Esposito faz desabafo para denunciar racismo em Hollywood: “Perdi 5 papéis no último mês por não ser branca o suficiente”

Jennifer Esposito criticou diretores de elenco nas redes sociais por não darem a ela chance de mostrar talento

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Jennifer Esposito em ‘Blue Bloods’ (Foto: Divulgação)

A ex-estrela de ‘NCIS’ Jennifer Esposito decidiu se abrir nas redes sociais sobre suas reuniões com diretores de elenco, dizendo que no mês passado ela perdeu cinco papéis por não ser “branca o suficiente”. “Tenho uma pergunta para meus amigos atores”, ela começou em um post no Facebook. “Já foi totalmente bloqueado por diretores de elenco?”.

Em resposta aos comentários, a atriz ítalo-americana resmungou: “Não conseguir um emprego é uma coisa, mas nem mesmo ser permitido em uma sala para ter uma oportunidade é outra”. Esposito, cuja grande chance veio em 1997, quando ela se juntou ao elenco da comédia de Michael J. Fox, ‘Spin City’ por duas temporadas, acrescentou: “Não é o trabalho deles te dar pelo menos uma chance? A chance de ler antes que alguém diga que você não é a pessoa certa! Como você disse, especialmente pessoas no ramo há anos e anos”.

Ela lembrou que, quando começou como atriz, ela foi escalada para uma peça contracenando com Marisa Tomei. Esposito lembra-se de Tomei dizendo-lhe para mudar seu sobrenome. Em retrospecto, ela disse que pensa que Tomei estava “10000% certo”, já que ela tem lutado para conseguir trabalho. “No último mês me disseram que eu não era branca o suficiente para 5 projetos diferentes. Como isso ainda está acontecendo ou é permitido?”, lamentou Esposito. “Isso simplesmente não é certo”.

Atrizes do Arrowverse querem crossover feminino

Atrizes defendem episódio só com heroínas

2e48b946-5ea0-4570-a7d7-f11128ed3352-women-of-dc-hero-v6-1Em entrevista ao Bustle, as atrizes Candice Patton (Iris West, de The Flash), Caity Lotz (Canário Branco, de Legends of Tomorrow), Juliana Harkavy (Canário Negro, de Arrow), Maisie Richardson-Sellers (Vixen, de Legends of Tomorrow) e Tala Ashe (Zari Tomaz, de Legends of Tomorrow) revelaram o desejo de ter um crossover especial do Arrowverse apenas com personagens femininas.

Cada uma de nós, nas nossas séries, disse separadamente para os roteiristas: ‘vamos fazer um episódio com as meninas!'”, conta Ashe, “não apenas para ter uma noite das meninas, mas percebendo que é raro estar em uma cena onde só existem mulheres. Como é a conversa entre cinco heroínas quando não é sobre um homem? Isso seria empolgante para mim, então sim, vamos agitar esse crossover!“. E antes de qualquer crítica, Lotz rebate: “Não é que estamos tentando calar os homem ou sendo anti-homens. Mas um [time feminino] seria divertido? Sim, seria muito divertido!“.

As séries de heróis da CW têm retornos marcados para outubro nos EUA, começando com The Flash e Raio Negro (09/10), e seguindo com Supergirl(14/10), Arrow (15/10) e Legends of Tomorrow (22/10). [Natália Bridi]

Punho de Ferro | Atrizes Simone Missick e Jessica Henwick falam sobre dinâmica das Filhas do Dragão

Dupla dos quadrinhos se reunirá oficialmente na segunda temporada

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Misty Knight (Simone Missick) e Colleen Wing (Jessica Henwick)

Misty Knight e Colleen Wing unirão forças oficialmente como as Filhas do Dragão na próxima temporada de Punho de Ferro e as atrizes Simone Missick e Jessica Henwick falaram sobre o que esperar da nova nova dinâmica das duas na série.

Essas são duas mulheres que não têm muitas melhores amigas“, explicou Missick. “Eles não têm mulheres que eles chamam para fofocar sobre seus problemas de relacionamento e elas encontraram uma a outra neste momento em que passaram por um evento muito traumático juntas“.

Henwick completa dizendo que Colleen sente que precisa ajudar Misty por conta dos eventos de Os Defensores. “Colleen se sente estranhamente responsável por Misty ter perdido o braço e, em contrapartida, Misty não a vê dessa maneira. Então, na segunda temporada de Luke Season, Colleen foi ajudar Misty a tirá-la do lugar onde ela havia se afundado. Na segunda temporada de Punho de Ferro, Colleen não está certa de quem ela é e, bem, estas duas mulheres não lidam com essas situações apenas sentando, tomando vinho e chorando“.

A atriz que vive Colleen continuou: “É como se elas lidassem com os problemas de uma maneira muito estranha, com humor e coisas que a maioria das mulheres na TV não fazem. Então eu acho que as pessoas podem gostar muito da leveza e do humor no relacionamento de Misty e Colleen em Punho de Ferro, e eu acho que é algo que os fãs vão realmente gostar”.

A nova remessa de episódios traz a bordo um novo produtor executivo, Raven Metzner (Falling SkiesSleepy Hollow). A segunda temporada de Punho de Ferro chegará à Netflix em 7 de setembro. Além de sua série solo, o personagem aparece também em Os Defensores, ambas já disponíveis na Netflix.

Watchmen, nova série da HBO, ganha teaser e previsão de estreia para 2019

Atração estava na fase de aprovação do piloto ainda

watchmen-2-serie-hbo.jpgWatchmen foi oficializada como a primeira série de super-heróis da HBO, de acordo com a Entertainment Weekly. O projeto, que ainda estava apenas na fase do piloto, recebeu uma ordem de produção para a primeira temporada, que deverá estrear em 2019. Confira aqui o pequeno teaser divulgado pelo canal anunciando a novidade.

O teaser faz referência a um diálogo muito citado da história em quadrinhos de Alan Moore, de quando Ozymandias pergunta ao Dr. Manhattan se tudo deu certo no final. Dr. Manhattan diz: “No final? Nada acaba, Adrian. Nada acaba nunca“.

O anúncio de que a série estreará no próximo ano é um pouco surpreendente já que a emissora terá também em 2019 o retorno de Game of Thrones para sua temporada final, além da volta de True Detective para a tão esperada terceira temporada e de Veep retornando após o hiato prolongado.

Watchmen, que terá Damon Lindelof (The Leftovers, Lost) como showrunner, permanece com os detalhes preservados. Até agora, a única descrição divulgada foi: “situada em uma realidade alternativa onde super-heróis são tratados como bandidos, Watchmen abraça a nostalgia da graphic novel original inovadora e segue em busca de abrir novos caminhos próprios“.

O elenco já conta com nomes como Regina King, Jeremy Irons, Don Johnson, Nelson Tim Blake, Louis Gossett Jr., Yahya Abdul-Mateen II, Adelaide Clemens, Andrew Howard, Tom Mison, Frances Fisher, Jacob Ming-Trent , Sara Vickers, Dylan Schombing, Lily Rose Smith e Adelynn Spoon. [Rafael Gonzaga]

TNT anuncia ‘The Angel of Dakness’, continuação da minissérie ‘O Alienista’

Daniel Brühl irá voltar ao papel do psiquiatra Laszlo Keizler na Nova York do século 19

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A TNT anunciou que vai produzir uma continuação da popular minissérie ‘O Alienista’ Foto: Kata Vermes/TNT/Divulgação

O canal norte-americano TNT anunciou que vai produzir a continuação da minissérie O Alienista, que no Brasil está disponível na Netflix. Sucesso de crítica e de público, a produção acompanha a história do psiquiatra Laszlo Kreizler (interpretado por Daniel Brühl), que tenta introduzir o estudo de doenças mentais nas investigações da polícia de Nova York da virada do século 19 para o 20.

Essa nova minissérie vai adaptar o livro The Angel of Darkness, continuação direta de O Alienista, ambos escritos pelo norte-americano Caleb Carr. “Não poderíamos estar mais orgulhosos das indicações que O Alienista conseguiu nesta temporada de prêmios por conta do incrível trabalho que os atores e equipe técnica fizeram em trazer à vida esse período da história”, disse Sarah Aubrey, vice-presidente de programação da TNT, em comunicado obtido pelo site Deadline.

“Nossa audiência se apaixonou por esses personagens multidimensionais e atemporais, sua jornada e dificuldades vivendo em uma época complicada. Com essa continuação vamos imergir novamente os nossos telespectadores no mundo deles para enfrentar um novo inimigo”, completou.

Luke Evans e Dakota Fanning, que completavam o elenco principal de O Alienista, também vão voltar para essa continuação. Ainda não há data de estreia prevista para The Angel of Darkness.

Punho de Ferro luta pelo que é certo em trailer da 2ª temporada

Novos episódios chegam à Netflix em setembro

Netflix divulgou o primeiro trailer da nova temporada de Punho de Ferro. A prévia revela que Danny e Davos voltarão a se enfrentar em várias ocasiões.

A nova remessa de episódios traz a bordo um novo produtor executivo, Raven Metzner (Falling SkiesSleepy Hollow). A atriz Simone Missick, a Misty Knight de Luke Cage, também está no elenco do novo ano.

A segunda temporada de Punho de Ferro chegará à Netflix em 7 de setembro. Além de sua série solo, o personagem aparece também em Os Defensores, ambas já disponíveis na Netflix.