Netflix cancela série ‘Demolidor’ após três temporadas

Essa é a terceira série da Marvel a ser descontinuada pelo serviço de streaming

Três temporadas de ‘Demolidor’ permanecem no catálogo da Netflix. Foto: Netflix/Divulgação

Após Luke Cage e Punho de Ferro, mais uma série original da Netflix em parceria com a Marvel foi cancelada. Desta vez, os fãs de Demolidor dão adeus à série após três temporadas na plataforma de streaming.

Segundo comunicado oficial divulgado ao site DeadlineDemolidor não voltará para uma quarta temporada na Netflix: “Nós estamos muito orgulhosos da último temporada da série e, apesar de ser doloroso aos fãs, nós achamos melhor encerrar esse capítulo no auge”, declarou o porta-voz.

No entanto, apesar de a série ser descontinuada, as três temporadas permanecerão disponíveis na plataforma.

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Maisie Williams, a Arya Stark de Game of Thrones, é confirmada na CCXP18

Atriz estará no painel do seriado da HBO ao lado de showrunners e John Bradley

O painel de Game of Thrones continua crescendo! A HBO confirmou que trará Maisie Williams, a Arya Stark, para a CCXP18. Assim como os showrunnersDavid Benioff e D.B. Weiss e o ator John Bradley (Samwell Tarly), Williams estará no painel que acontece em 6 de dezembro, às 18h30.

Britânica, Maisie Williams atua em Game of Thrones desde seus 14 anos de idade, praticamente crescendo junto com o épico da HBO onde vive Arya Stark, terceira filha dos Stark de Winterfell que torna-se uma impiedosa e altamente treinada assassina, jurando vingança contra aqueles que feriram sua família. Desde então, a atriz também passou por séries de peso, como Doctor Who, e filmes como Mary Shelley (2017) e Os Novos Mutantes (2019).

Além do painel, a HBO contará também uma ativação dedicada à série, que promete transportar fãs para o mundo de Westeros através de experiências únicas e atividades imersivas. 

Diretor Park Chan-wook de Oldboy se aventura na TV com romance de espionagem

Park Chan-wook deixa cinema e comanda thriller de John le Carré
Roslyn Sulcas, The New York Times

Alexander Skarsgård as Becker, Florence Pugh as Charlie Ross – The Little Drumer Girl _ Season 1, Episode 3 – Photo Credit: Jonathan Olley/AMC/Ink Factory

LONDRES – Há uma maleta de couro em um quarto escuro. Uma mulher corre sobre um calçamento de pedras com botas de salto alto. Uma criança brinca de jogar a bola contra a parede. São momentos aparentemente banais, sem qualquer relação entre si, mas o incessante tique-taque do relógio e os rápidos vislumbres do tempo em vários relógios e mostradores digitais – 8:19, 8:20, 8:29 – deixam claro: algo de ruim irá acontecer.

Nestes instantes iniciais de tensão de “The Little Drummer Girl”, uma nova minissérie na AMC, uma rede americana a cabo, o diretor sul-coreano Park Chan-wook usa um tom de ameaça e de paranoia fabricada, um detalhe perfeito do período e a sensação visceral vívida, que percorre a narrativa em seis partes do salão dos espelhos de John le Carré centrada em torno do conflito israelense-palestino, no final dos anos 70.

Esta é a segunda incursão recente no universo de Le Carré, nascido David Cornwell, de seus filhos Simon e Stephen Cornwell – uma continuação de sua minissérie de sucesso, “The Night Manager”, que foi exibida pela BBC e pela AMC em 2016.

Essa série foi interpretada por Hugh Laurie e Tom Hiddleston.

Desta vez, a grande jogada dos Cornwell foi segurar Park, renomado diretor de cinema de arte conhecido por filmes como a violenta fantasia de vingança, “Oldboy”, e o suspense erótico “A Criada”, que nunca trabalhara para a TV antes.

O elenco inclui Alexander Skarsgard (“Big Little Lies”), Michael Shannon (“A forma da Água”) e Florence Pugh, relativamente desconhecida (“Lady Macbeth”), no papel central como a jovem atriz britânica Charmian Ross, conhecida como Charlie.

“The Little Drummer Girl” é o raro trabalho de Le Carré construído em torno de uma protagonista: os talentos de Charlie (como sua capacidade de mentir), sua coragem e idealismo levam os israelenses a recrutá-la para infiltrar-se em um grupo terrorista palestino que planeja ataques na Europa.

A combinação de um autor coreano provocador e de uma minissérie de espionagem, uma brilhante revisitação, poderia parecer estranha. Mas Park era fã de Le Carré desde adolescente, quando leu “O espião que veio do frio”.

“O meu filme é muito sombrio, e eu diria que Le Carré influiu consideravelmente neste aspecto”, afirmou.

“The Little Drummer Girl”, publicado em 1983, só foi traduzido para o coreano por volta de 2005, ele disse, e embora a história seja ambientada em 1979, teve forte repercussão. “A Coreia é um país em que a Guerra Fria continua ainda hoje, em termos do que ocorre nos bastidores entre Norte e Sul”.

Quando Park se aproximou dos Cornwell para falar da direção de uma nova versão de “The Little Drummer Girl” – que foi um filme de pouco sucesso, estrelado por Diane Keaton, em 1984 – eles já haviam decidido que este seria seu próximo projeto para a TV. (Além disso, estão com “O espião que veio do frio” na mira.)

Depois de uma reunião, enviaram alguns roteiros ao diretor, mas sem muita esperança, porque ele ainda não havia feito nada para a TV, segundo Stephen Cornwell. Para sua surpresa, Park concordou – com a ressalva de que não mudaria a sua visão cinematográfica. E também ressaltou que somente uma pessoa poderia ser Charlie.

“Nós quase demos uma gargalhada quando ele falou ‘Florence’, porque somos grandes fãs de ‘Lady Macbeth’ e da atriz, e ela estava em primeiro lugar na nossa lista”, contou Cornwell.

Park disse que embora não pretendesse mudar sua abordagem cinematográfica para a televisão, havia uma importante diferença para ele. “O momento limite de máximo suspense para trazer de volta os espectadores na semana seguinte é importante, algo a ser desfrutado e muito diferente do que acontece com um filme normal”, afirmou. “Quanto a acompanhar a viagem de Charlie, eu quis que ela tivesse um encontro muito forte no final de cada episódio”.

Mais do que o sexo e a violência, pelos quais Park é conhecido, “The Little Drummer Girl” mostra a genialidade do diretor na composição visual e na ordem Desde os vestidos de cores primárias de Charlie às amplas panorâmicas da acrópole à noite, cada detalhe conta uma história.

“Eu quis me afastar das cores fúnebres sem graça que se imaginaria para o gênero espionagem”, ele disse. “Esta é uma história sobre uma mulher, não um militar, uma atriz, e eu queria essa vitalidade e essa vida visualmente falando”.

‘O Conto da Aia’ terá continuação, diz Margaret Atwood

‘The Testaments’ se passa 15 anos depois da cena final de ‘O Conto da Aia’, lançado originalmente como ‘The Handmaid’s Tale’, recente sucesso na televisão, e é narrada por três personagens femininas

O Conto da Aia’ terá continuação, diz Margaret Atwood Foto: Hulu

A autora canadense Margaret Atwood disse nesta quarta-feira, 28, que publicará a sequência de seu romance O Conto da Aia em 2019, levando seus leitores mais fundo em sua visão dos Estados Unidos distópico comandado por uma teocracia misógina.

Atwood afirmou que o novo livro, The Testaments, seguirá as narrativas não resolvidas no original, de 1985, investigando o “funcionamento interno” da nação fictícia de Gilead.

“Outra inspiração é o mundo onde vivemos hoje”, assinalou a famosa escritora em uma mensagem de vídeo publicada no Twitter.

“The Testaments se passa 15 anos depois da cena final de Offred (personagem principal) e é narrada por três personagens femininas”, continuou a autora no Twitter.

O novo livro será publicado em setembro de 2019.

O sucesso de O Conto da Aia tem sido amplificado pela grande popularidade da série The Handmaid’s Tale, da Hulu adaptada do romance. Foi exibida pela primeira vez em 2017, logo após os Estados Unidos assistirem a posse presidencial de Donald Trump.

O pesadelo de Atwood de um país transformado em uma sociedade totalitária, onde as mulheres são reduzidas à escravidão sexual, rapidamente se tornou uma parábola para muitos sobre a guinada política à direita e o reconhecimento nacional sobre abuso sexual.

Desde então, manifestantes mulheres ao redor do mundo vestiram a roupa vermelha com a touca branca usada na TV pelas mulheres perseguidas de Gilead, em protestos a favor do direito ao aborto em Buenos Aires e Dublin, em comícios anti-Trump em Varsóvia, e contra a nomeação de Brett Kavanaugh para a Suprema Corte dos Estados Unidos. [AFP]

Anime ‘Cowboy Bebop’ vai virar série em live-action na Netflix

Primeiro episódio será escrito por Christopher Yost, mesmo autor de animações da Marvel

‘Cowboy Bebop’ foi criado por Shinichiro Watanabe. Foto: YouTube/Glitch Studios/Reprodução

A Netflix anunciou nesta quarta-feira, 28, que a animação Cowboy Bebop será lançada como série em live-action. Porém, a empresa não comunicou ainda a data de lançamento.

Por enquanto, foi informado que o criador do anime, Shinichiro Watanabe, será consultor da produção.

Além disso, o primeiro epidósio será escrito por Christopher Yost, conhecido como o principal escritor das séries animadas da Marvel, como Vingadores: Os Super-Heróis mais Poderosos da Terra e Thor: Ragnarok.

Kim Cattrall recusou volta em ‘Sex and the City 3’ por roteiro com flerte digital da sua personagem com adolescente

Samantha, personagem de Kim Cattrall em ‘Sex and the City’, iria receber mensagens eróticas do filho de Miranda

Kim Cattrall na pré-estréia da Royal Academy of Arts na Burlington House em 6 de junho de 2018 em Londres, Inglaterra

Acontece que não foi apenas salário e um enredo focado em Sarah Jessica Parker que fez Kim Cattrall negar participação em um terceiro filme de ‘Sex And The City’. De acordo com o portal E! News, o arco de história pretendido para a personagem de Cattrall, Samantha, que foi o responsável por acabar com as esperanças de outra sequência da franquia.

O roteiro dizia que Samantha iria receber mensagens eróticas e fotos nuas do filho de Miranda, Brady, de 14 anos, e que essa foi a gota d’água. “Kim nunca quis realmente fazer o filme”, explicou a fonte. “Foi uma combinação de pouco dinheiro e uma história ruim para Samantha. Era um roteiro ruim”. Já foi relatado anteriormente que o foco principal de um terceiro filme seria a morte súbita do personagem de Chris Noth, Mr. Big, e de como Carrie Bradshaw, personagem de Sarah Jessica Parker, lidaria com a perda de seu grande amor.

Cattrall sentiu que o filme relegou a relação de amizade entre Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte para um nível secundário de importância, enquanto Sarah Jessica Parker como Carrie teria a atenção principal. Parker, de 53 anos, confirmou no ano passado que havia um roteiro “bonito, engraçado, comovente, alegre e muito relatável”, mas que o terceiro filme não iria acontecer.

Sex and the City’ (Foto: Divulgação)

Também tem sido alegado que Cattrall há muito tempo está chateada por ela ter recebido menos dinheiro do que Parker. Em entrevista ao podcast Origins, o produtor executivo de ‘Sex And The City’, Michael Patrick King, confirmou que Sarah recebeu mais do que suas colegas porque ela era a protagonista. “A série não existiria se Sarah Jessica não fosse a estrela do show, ela é a número um”, explicou King. “Kim não estava no auge de sua carreira, Kristin era menos ainda ela em termos de notabilidade, e Cynthia era atriz de teatro e seus contratos refletiam esse status”.

Mas enquanto Nixon e Davis estavam bem com essa diferença de salário, Cattrall, que tinha uma carreira no cinema antes de se juntar ao elenco, nunca superou isso. “À medida que a série progrediu, os personagens, todos cresceram, tornaram-se uma família”, disse King. “Kristin, Cynthia e Sarah Jessica se tornaram um grupo e Kim nunca se uniu a elas”.

Os dois filmes de ‘Sex And The City’, lançados em 2008 e 2010, foram precedidos de seis temporadas da série de sucesso na HBO, que foi lançada em 1998 e terminou em 2004. A série foi baseada no romance de Candace Bushnell publicado em 1997.

Estreia série ‘A Amiga Genial’, baseada em Elena Ferrante

Livro da escritora italiana fala de tipos populares napolitanos e inspirou produção da HBO
James Poniewozik, The New York Times

Nova série da HBO, ‘A Amiga Genial’, é baseada nos romances napolitanos populares Foto: HBO

Em 2011, a HBO iniciou uma série baseada num conjunto de livros cuja intransigente legião de fãs tinha enormes expectativas. Game of Thrones exigiu, além da condensação de uma vasta narrativa, a visualização de magias como voos de dragões e a criação de um mundo abrangendo continentes.

A nova série da HBO, A Amiga Genial (My Brilliant Friend), baseada nos romances napolitanos muito populares de Elena Ferrante, é um desafio diferente, mas não menor. Trata-se da história de uma amizade ardente e cheia de rivalidades entre duas garotas de um subúrbio operário italiano nos anos 1950. A série é tão intimista quanto Game of Thrones é abrangente.

A primeira temporada, que estreia neste domingo, 25, às 22h, é ambientada em grande parte num prédio de apartamentos com áreas comuns, como pátios, escadas e varandas. Embora marcado pela violência, o prédio vive um drama mais interiorizado, envolvendo famílias em conflito e alianças que se formam e se desfazem. Todos vivem muito próximos e ninguém escapa de fuxicos e olhares enxeridos.

Para quem já leu os livros, a primeira temporada corresponde ao primeiro dos quatro romances napolitanos de Ferrante e se mantém próxima do original. Para quem está chegando agora, trata-se da história de Elena Greco, conhecida como Lenù, e de Rafaella Cerullo, a Lila. Elas criam uma forte amizade no primeiro ano da escola que frequentam, situada num bairro pobre e poeirento da periferia de Nápoles.

Lenù (vivida por Elisa Del Genio enquanto criança e por Margherita Mazzucco como adolescente) é estudiosa, reservada e elogiada por todos. Lila (Ludovica Nasti e Gaia Girace) é tremendamente esperta, dona de um carisma desafiador e de olhos negros proféticos e intensos. São duas garotas brilhantes vivendo numa comunidade que não sabe como tratar garotas brilhantes. 

À medida que ficam mais velhas, suas vidas também ficam mais diferentes. Os pais de Lenù a mantêm na escola. Lila, filha de um sapateiro, sai da escola, mas devora livros e aprende latim e grego, chegando sem grande esforço a um nível intelectual ao qual Lenù só chega com grande sacrifício. 

A Amiga Genial deixa sempre claro que dinheiro e pequenos privilégios mudam vidas. Quando se é pobre, aspirações podem se tornar uma carga. Por isso, quando se tem um dom, como Lila, deve-se usá-lo como instrumento para se libertar. “Para fugir desta periferia é preciso dinheiro”, anuncia ela. 

A Amiga Genial é uma coprodução internacional dirigida pelo cineasta italiano Saverio Costanzo. O roteiro foi também escrito em italiano, o que deixa aquele mundinho congestionado ainda mais imerso em si mesmo.

Ferrante tem crédito de roteirista na série e, como em seus romances, a adaptação obedece a um senso rigoroso de tempo e espaço, não havendo lugar para nostalgia ou sentimentalismo.

O desempenho das quatro atrizes nos papéis principais impressiona. Nasti e Girace fazem amadurecer a explosiva genialidade de Lila. Del Genio e Mazzucco têm atuações menos vistosas, mas igualmente complexas: Lenù é muito perceptiva e suas emoções são enigmáticas mesmo para ela.

As poucas vezes que A Amiga Genial tropeça é por excesso de fidelidade à fonte. A série mantém o formato de “narrativa moldura” – a inserção de uma nova história na história original. Uma Lenù mais velha começa a escrever a história após saber que Lila havia desaparecido. A narração sobreposta às vezes pode acabar competindo com as vozes dos personagens, como quando a adolescente Lenù vai a Nápoles com os pais e vê o mar pela primeira vez. Dá para se ver em seu rosto a mescla de medo e atração que o mar provoca, sem que seja preciso descrever isso.

No geral, A Amiga Genial mostra bem (o que não é pouco) o entrosamento da série de TV com a arte luminosa de Ferrante, a estrela por trás de tudo. Ferrante não é citada como criadora, mas A Amiga Genial destaca-se na programação da HBO entre séries dominadas por homens turbulentos. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ