Justiça Jovem: Outsiders ganha data de estreia no DC Universe

Série animada continuará trama das temporadas anteriores

Foi divulgado que a nova temporada de Justiça Jovem: Outsiders será lançada em 4 de janeiro no DC Universe. A revelação foi feita no teaser acima (via Deadline).

A animação inédita continuará a história da série original, mostrando uma equipe de jovens heróis. O novo ano mostrará o grupo combatendo o tráfico de meta-humanos e tentando evitar uma guerra genética em escala global e galáctica. Vale ressaltar que novos capítulos eram prometidos desde 2016.

Por enquanto não há data de estreia da animação no Brasil, ou para a chegada do streaming DC Universe. [Camila Sousa]

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Série inglesa Segurança em Jogo sobre terrorismo e política vira sucesso no Netflix

Terrorismo, política, intriga e altíssima tensão – além do ótimo elenco – fizeram desta série da BBC/Netflix o maior sucesso inglês da última década
Por Isabela Boscov

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 (Netflix/Divulgação)


Se os primeiros 20 minutos não convencerem você, temos aí um caso perdido: eu não tenho argumentos melhores do que esta escalada ininterrupta de tensão para demonstrar que Segurança em Jogo (no original, Bodyguard) é um casamento perfeito de intriga, suspense e melodrama, capaz de jogar para a galera ao mesmo tempo em que esmiúça questões prementes da geopolítica. Começa na lata: no trem rumo a Londres com os dois filhos pequenos, o veterano do Afeganistão David Budd (Richard Madden, o Robb Stark de Game of Thrones, numa atuação criteriosamente discreta) e atual membro das forças de segurança da polícia percebe uma movimentação estranha e decide interferir – atitude que, ao final desses 20 minutos que transcorrem em tempo real, terá feito dele um herói dentro do alto escalão da polícia. E só dentro dele, já que, por razões várias, a identidade dele não pode ser conhecida além desse círculo. Como prêmio, Budd é destacado para ser o segurança pessoal da ministra do Interior, Julia Montague (a sempre impecável Keeley Hawes). Julia é linha-dura em matéria de segurança: foi defensora ardorosa da ação militar do Reino Unido no Iraque e no Afeganistão e está propondo um ato parlamentar que vai ampliar muito o poder do Estado para vigiar os cidadãos. Budd, um dos muitos combatentes que voltaram da guerra cheios de ressentimento, está portanto disposto a detestar Julia – que facilita as coisas, tratando-o como uma bisca. Mas…

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 (Netflix/Divulgação)

Se há uma coisa de que o criador e roteirista-chefe Jed Mercurio manja, é dessa palavrinha, “mas”. Suspeita-se que Julia Montague esteja articulando para ganhar a liderança do Partido Conservador e o cargo do primeiro-ministro; ela tem aliados enigmáticos, e inimigos saindo de todos os cantos. Budd, que, apesar das discordâncias políticas com sua protegida, é um cumpridor escrupuloso do dever, começa a registrar coisas que não se encaixam aqui e ali – e, quando essas coisas literalmente explodem em um atentado medonho nas ruas de Londres e ele novamente tem uma atitude decisiva, guarda-costas e ministra se veem repentinamente no mesmo barco. Ou não? (A química entre Richard Madden e Keeley Hawes é intensa mas também volátil, o que deixa o caminho aberto para várias possibilidades.) Mercurio coloca em cena um sem-número de suspeitos plausíveis – entre os quais o próprio Budd – e então multiplica esse contingente com uma reviravolta absolutamente drástica entre o terceiro e o quarto episódios (são seis).

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 (Netflix/Divulgação)

Jed Mercurio tem uma trajetória curiosa: formou-se em medicina e trabalhou em emergência hospitalar durante três anos, até se alistar na Força Aérea e, de lá, partir para a carreira de roteirista de séries como Cardiac ArrestBodies Strike Back. Ele é um craque – basta conferir outra série dele disponível na Netflix, Line of Duty, sobre uma unidade da Corregedoria, a polícia da polícia (Keeley Hawes, aliás, brilha na segunda e terceira temporadas). Como drama e como investigação, Line of Duty é muito superior a Segurança em Jogo. Mas é preciso convir que Segurança em Jogo é, no conteúdo e no formato, muito mais sexy, e fez Mercurio estourar – uma notícia excelente, já que o sucesso garante seu cacife para continuar a escrever séries soberbas, como Line of Duty, ou obsessivamente assistíveis, como Segurança em Jogo, uma dessas jornadas heroicas tão clássicas, com tanto empuxo e escritas com tanta habilidade, que qualquer inconsistência ou exagero contribui para a diversão em vez de causar irritação.

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 (Netflix/Divulgação)

Obs.: Keeley Hawes, uma dessas atrizes que parecem incapazes de errar, é casada com um dos meus atores ingleses favoritos, e a quem se pode fazer exatamente o mesmo elogio – Matthew Macfadyen, o mais irresistível de todos os Mr. Darcy (no Orgulho e Preconceito de 2005, com Keira Knightley). Eles se conheceram quando faziam uma série de espionagem que foi bem bacana nas primeiras temporadas, Spooks (exibida nos Estados Unidos como MI-5).

Star Trek: Discovery | Michelle Yeoh pode ganhar série derivada

Atriz interpretou Philippa Georgiou na nova série

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Michelle Yeoh interpretou Philippa Georgiou na série


Philippa Georgiou, interpretada por Michelle Yeoh em Star Trek Discovery, pode ganhar uma série derivada. Segundo o Deadline, ela está em negociações com a CBS para estrelar seu próprio spinoff que expandirá o universo do sci-fi.

Quando Star Trek: Discovery voltar em sua segunda temporada, a tripulação da USS Discovery estará se recuperando da descoberta de que Lorca era um viajante do Universo Espelho que manipulou todos durante toda a temporada, ao invés de um oficial da Frota Estelar.

A primeira temporada de Star Trek: Discovery já está disponível na íntegra na Netflix, que também tem todas as demais séries da franquia em seu catálogo. A segunda temporada está prevista para estrear em 17 de janeiro de 2019.

Arrowverse | Lois Lane aparece ao lado do Superman em foto do crossover

Elseworlds“, o próximo crossover do Arrowverse, teve uma nova foto divulgada que apresenta Lois Lane (Elizabeth Tulloch), que aparece ao lado do Superman (Tyler Hoechlin). Veja abaixo:

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tylerhoechlin First look! Superman e sua melhor metade, Miss Lois Lane. Veja-os no evento de crossover em dezembro!


É interessante notar que a roupa que Tulloch veste na foto é muito parecida a que Margot Kidder veste em Superman (1978), onde viveu a personagem.

Batizado como “Elseworlds”, mesmo nome do selo da DC que explorava universos alternativos e realidades paralelas, o crossover servirá para apresentação da Batwoman, que depois ganhará a sua série solo, e mostrará o Superman de roupa preta.

O crossover do Arrowverse vai ao ar entre 9 e 11 de dezembro nos EUA. No Brasil, todas as três séries envolvidas – ArrowThe Flash e Supergirl – são exibidas pelo canal pago Warner. [Arthur Eloi]

‘Homecoming’, série estrelada por Julia Roberts, é uma aula de cinema

Criada e dirigida por Sam Esmail, mesmo de Mr. Robot, produção da Amazon Studios aborda questões psicológicas e sociais do exército norte-americano
Por Paula Jacob I Fotos: Amazon Studios/ Divulgação

homecoming-amazon-002Não é novidade que Sam Esmail curte questões psicológicas, teorias da conspiração e análises de tempo e espaço. Com seu filme de estreia, Comet, e sua série magnífica na FX, Mr. Robot, ele conquistou os olhos da Amazon Studios, que cresce cada vez mais, agregando nomes de peso à sua cartela de produções disponíveis no streaming Prime Video. Com Homecoming, eles provam mais uma vez que a liberdade criativa e estética fica a cargo do diretor e roteirista. A história é contada a partir da psicóloga Heidi Bergman (Julia Roberts), contratada pela Geist, empresa por trás de uma casa de “reabilitação” e “reintegração” de membros do exército norte-americano.

homecoming-amazon-004Dividida em dois tempos, presente e passado (datado no primeiro semestre de 2018), a série nos coloca como parte do mistério, já que ficamos a todo momento tentando desvendar o que deu de errado na iniciativa privada envolvendo cobaias humanas. Como a protagonista sofre com perda de memória pós-traumática, os tempos da história vão se encontrando à medida que a série avança (são 10 episódios de 28 minutos cada). Além de Julia Roberts, dando uma aula de atuação em sua primeira série, Homecoming possui personagens sólidos e essenciais para a qualidade do desenvolvimento do roteiro. O investigador Thomas Carrasco (Shea Whigham) é o nosso aliado nesse misto de mistério psicológico com teoria da conspiração governamental. Ele é o olhar do espectador na série, sabemos tanto quanto ele, queremos compreender tudo quanto ele quer. É uma transferência quase que psicanalítica com a figura. Bobby Cannavale, que trabalha com Sam Esmail em Mr. Robot, é Colin Belfast. Sua energia frenética cabe como uma luva no ambíguo chefe e coordenador do programa Homecoming. O coadjuvante, Walter Cruz (Stephan James), é um dos militares pacientes de Heidi e peça-chave no mistério. Um casting e tanto.

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Cena com o corte em 16 mm (Foto: Amazon Studios/Divulgação)

O roteiro bem estruturado, claro, contribui para uma experiência cinematográfica feliz. Contudo, a aula de cinema vem também com uma equipe técnica de tirar o chapéu. As transições, que seriam tidas como kitsch nos anos 2000, flertam com a estética que consagrou Alfred Hitchcock. O uso de música clássica dramática para indicar cenas de tensão, zoom in e zoom out, a diferenciação de tempos marcada pela fotografia (no passado, em wide, no presente, em 16 mm), o melhor operador de drone dos Estados Unidos – sério, não tenho palavras para as cenas externas -, são algumas das regalias visuais que merecem ser aclamadas.

homecoming-amazon-001No cenário, tudo parece falso, parece render de projeto de arquitetura, transmitindo a sensação de falta de compreensão que temos ao longo da trama. O prédio onde o programa Homecoming fica é totalmente espelhado, com salas milimetricamente pensadas e decoradas. A paleta de cor terrosa e pastel lembra os antigos hospitais e salões de festa, dando a impressão de que aquilo pode ou não ser real. Já no tempo presente, como tudo é um grande fog mental, o cinza e o preto predominam. E o ponto de encontro entre a direção de fotografia de Tod Campbell (Mr. Robot e Boyhood) e do design de produção de Anastasia White (Mr. Robot e Moonrise Kingdom) é justamente essa plasticidade da vida. Os cenários foram pensados como recortes visuais, ou seja, a câmera passeia por todos os ângulos, inclusive o “vista de cima”, como se estivessemos brincando de The Sims com os personagens. A câmera passeia pelos ambientes em planos sequência surpreendentes – para quem viu Mr. Robot, sabe que é um recurso queridinho de Sam Esmail, que fez um episódio inteiro sem cortes na terceira temporada.

homecoming-amazon-006homecoming-amazon-005Homecoming é uma aula de como as séries de TV podem ser originais com muita qualidade não só na história, mas também na estética. Os testes, as experimentações e a mistura de técnicas cinematográficas transformam a experiência em algo muito mais imersivo e especial. Atenta, aguardando a segunda temporada.homecoming-amazon-003

Deadly Class | Série produzida pelos Irmãos Russo ganha pôster

Deadly Class, adaptação da HQ homônima pelo Syfy, ganhou um novo pôster, que mostra os assassinos reunidos

Deadly-Class-Key-Art-385x570Publicada nos Estados Unidos em 2014, a série de quadrinhos de Rick Remender e Wes Craig acompanha um adolescente chamado Marcus Lopez que entra para uma organização de assassinos, tendo que equilibrar seu treinamento letal com as pressões sociais de um jovem no final da década de 1980.

Remender está produzindo o projeto ao lado dos irmãos Joe Anthony Russo, de Capitão América: Soldado Invernal e Guerra CivilVingadores: Guerra Infinita.

Produzida pela Sony Pictures Television e pela Universal Cable Productions, a data de estreia da série está marcada para 16 de janeiro. [Julia Sabbaga]

Em versão da Netflix, bruxa Sabrina é feminista

Plataforma lança ‘O Mundo Sombrio de Sabrina’, sobre a feiticeira que coleciona adaptações desde a década de 1960

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A bruxa adolescente Sabrina é vivida por Kiernan Shipka 


Empoderada e disposta a, literalmente, enfrentar o Diabo em busca de seus objetivos. Assim é a versão da Netflix para Sabrina Spellman, bruxa adolescente que coleciona adaptações para a TV e o cinema desde a década de 1960, quando surgiu em quadrinhos da Archie Comics.

Ao contrário da levíssima “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira” —estrelada por Melissa Joan Hart entre 1996 e 2003— o universo em que a protagonista vive agora é sombrio.

Satanismo, sacrifícios humanos, bruxaria e possessões por demônios são alguns dos elementos que compõem a trama.

Protagonizada por Kiernan Shipka (a Sally Draper de “Mad Men”), “O Mundo Sombrio de Sabrina” acompanha o mergulho da jovem na bruxaria enquanto tem, simultaneamente, de lidar com questões mais mundanas, como o bullying na escola.

Filha de um bruxo com uma humana, após a morte dos pais, Sabrina é criada pelas tias, Hilda (Lucy Davis) e Zelda (Miranda Otto). Ela deveria abandonar sua vida normal —incluindo o namorado, as melhores amigas e o colégio— e abraçar de vez o mundo mágico ao completar 16 anos, com direito a uma cerimônia macabra em que ela assinaria um livro cedendo sua alma ao demônio.

Inconformada com o fato de não ter poder de escolha, Sabrina toma atitudes que sacodem o universo da Igreja Negra, religião das bruxas, com suas atitudes feministas.

A abordagem questionadora também aparece na faceta humana de Sabrina, que enfrenta o diretor de seu colégio para criar um clube de apoio às estudantes do sexo feminino.

“Acho que Sabrina é um exemplo maravilhoso para as jovens. Ela luta pelo que acredita e está encontrando seu poder”, disse Kiernan Shipka, que interpreta a protagonista, em entrevista.
“Acho que a série está alinhada com o movimento #MeToo, lutando por justiça social e igualdade”, completa.

Criada e dirigida por Roberto Aguirre-Sacasa, showrunner de “Riverdale”, a série é recheada de referências ao universo dos filmes de terror e à estética de clássicos do gênero, como “O Exorcista” e “O Bebê de Rosemary”. Traz de volta, também, personagens queridos de outras adaptações, como o gato preto Salem e o namorado de Sabrina, Harvey Kinkle.

O ator e cantor Ross Lynch, protagonista de “Austin & Alley”, do Disney Channel, dá vida ao par da protagonista. Além do namoro com a bruxinha, ele enfrenta problemas familiares e traumas psicológicos.
“Eu me relaciono com o meu personagem e com o que ele está passando. O Harvey é só um garoto no colegial que lida muito com o medo” afirmou o ator. Alguns personagens foram criados especialmente para a adaptação e mostram uma preocupação a mais com a diversidade étnica e sexual.

A personagem Susie Putnam (Lachlan Watson) é não binária —conceito em que a pessoa não se define como do gênero feminino ou masculino—, enquanto o primo de Sabrina, Ambrose Spellman (Chance Perdomo) é pansexual.

Com dez episódios de cerca de uma hora cada um, a série já está confirmada para uma segunda temporada pela plataforma.