Star Trek: Discovery | Atriz Sonequa Martin-Green de The Walking Dead será a protagonista da nova série

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Sonequa Martin-Green, que vive Sasha em The Walking Dead, entrou para o elenco de Star Trek: Discovery onde viverá a protagonista da nova série de TV da clássica franquia.

A informação é da Variety e não há mais detalhes sobre sua personagem, mas fontes do site garantem que a atriz não deixará o seriado da AMC, tocando os dois papéis ao mesmo tempo.

Ela se junta à Doug Jones (O Labirinto do FaunoHellboy), Anthony Rapp (Uma Mente Brilhante) e Michelle Yeoh (Marco PoloO Tigre e o Dragão) no elenco: Jones será o tenente Saru, um oficial de ciência de uma raça alienígena inédita; Já Rapp será o tenente Stamets, outro oficial de ciência e especialista em fungos. Por fim, Yeoh viverá Georgiou, a capitã da nave Shenzhou.

Os nomes da tropa Klingon, os antagonistas, também foram revelados recentemente: hris Obi (Doctor Who) será T’Kuvma, um líder que procura a união dos povos; Mary Chieffo será L’Rell, comandante de batalha da nave Klingon; Shazad Latif (Penny Dreadful) viverá Kol, um comandante.

No Brasil, o programa será transmitido pela Netflix, que adquiriu os direitos de transmissão das séries passadas de Jornada nas Estrelas e pode colocá-las no catálogo ainda neste ano.

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The 100 | CW divulga trailer da quarta temporada da série

A CW divulgou nesta quarta-feira o trailer da quarta temporada de The 100 O vídeo relembra as ameaças feitas por A.L.I.E (Erica Cerra) no final da temporada anterior, antes de mostrar novas tensões entre os personagens. Com ares cada vez mais apocalípticos, os sobreviventes precisam combater uma nova ameaça.

A série tem Eliza Taylor como Clarke, Paige Turco como Dr. Abby Griffin, Bob Morley como Bellamy, Marie Avgeropoulos como Octavia, Devon Bostick como Jasper, Lindsey Morgan como Raven, Ricky Whittle como Lincoln, Christopher Larkin como Monty, Richard Harmon como Murphy, com Isaiah Washington como Chancellor Jaha e Henry Ian Cusick como Marcus Kane.
A quarta temporada da série estreia nos Estados Unidos no dia 1º de fevereiro de 2017.

Série de suspense ‘The Oa’ produzida por Brad Pitt estreia no Netflix

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The OA / Instagram
A série original Netflix The OA, que estreará na próxima sexta-feira, 16 de dezembro, vem dos visionários Brit Marling e Zal Batmanglij (Sound of My Voice, The East), que criaram e escreveram juntos esta alucinante odisseia em oito capítulos.

A série começa com uma jovem cega, em torno de seus vinte anos, Prairie Johnson (Brit Marling), que desapareceu, mas que volta à casa na qual cresceu, com a visão recuperada. Alguns a consideram um milagre, outros um mistério perigoso, mas Prairie se recusa a falar sobre seus sete anos desaparecida com seus pais e com o FBI.

Estão também no elenco Emory Cohen (Brooklin, O Lugar Onde Tudo Termina), Scott Wilson (The Walking Dead, Retratos de Família), Phyllis Smith (The Office), Jason Isaacs (Harry Potter, Corações de Ferro, Dig), Alice Krige (Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato, Terror em Silent Hill), Patrick Gibson (The Tudors), Brendan Meyer (Mr. Young, O Hóspede) e em sua estreia, Ian Alexander e Brandon Perea.

Marling é a protagonista da série e Batmanglij dirige todos os episódios. Brad Pitt, Dede Gardner, Jeremy Kleiner e Sarah Esberg, da Plan B (produtora indicada ao Oscar por 12 Anos de Escravidão) e Michael Sugar, da Anonymous Content (True Detective, The Knick) são os produtores executivos da séries junto a Marling e Batmanglij. The OA é uma produção da Netflix.

Sarah Jessica Parker fala sobre a série ‘Divorce’

sarah-a23f7bab3e90e616964d53929d86654bComo Carrie, a célebre personagem de Sex and the City, a americana Sarah Jessica Parker viveu situações improváveis enquanto corria atrás do amor verdadeiro em Nova York – encontrado no encantador sr. Big. Uma década depois, a atriz está preparada para deixar a colunista de 37 anos de lado (ao menos temporariamente). No lugar dela entra Frances, 40 e poucos anos, dois filhos, que vive no subúrbio nova-iorquino e, em vez de iniciar um casamento, quer terminar. Em Divorce, nova série da HBO, a personagem principal pede a separação após se envolver com outro homem. Bem-humorada e muito elegante em um vestido preto e branco bordado do estilista Giambattista Valli, Parker, 51 anos, encontrou com CLAUDIA em um hotel em Los Angeles para falar da nova empreitada.

Em 2017, você completa duas décadas de casada (com o também ator Matthew Broderick). Já sua personagem, com dez anos de casamento, vive uma relação em que os dois se odeiam. Como lidou com essa dualidade?
Eu, pessoalmente, não consigo entender como um casal chega a esse ponto, mas sei que é uma situação real para muita gente. A raiva é uma maneira de demonstrar mágoa, frustração… E também de apontar para o outro que você se sente incompreendida e diminuída, desconfortos normais para quem está passando por um divórcio.

O que a atraiu na série?
Poder mostrar como a separação afeta as pessoas em torno do casal – desde os advogados, que viram parasitas; até os amigos, que se sentem no direito de falar mal do seu ex. Para Frances, o grande desafio é dar a notícia aos filhos sem que eles se julguem responsáveis. Ela se culpa por expô-los a essa situação e quer ser a melhor mãe possível, mas, de repente, precisa criar um sistema de apoio com a família e os amigos e lidar com questões inéditas, como discutir separação de bens. Só de imaginar, fico aterrorizada.

Fala-se muito sobre aumentar a presença das mulheres na indústria do entretenimento. Você, como produtora da série, tem essa preocupação?
Chamamos nomes diferentes para dirigir os episódios e queremos  mais mulheres nessa função na próxima temporada. Acho importante ter vozes diversificadas – não só em termos de gênero mas de estilo de vida e histórico pessoal. Quanto mais você se expõe a outros pontos de vista, melhor é como artista, política, mãe, professora…

Frances encerra de uma vez sua relação com Carrie?
Nunca colocamos um fim definitivo em Sex and the City.  Só estamos decidindo qual história contar e o melhor momento para isso. [Mariane Morisawa]

Black Mirror – 3ª temporada | Crítica

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Após o especial no Natal de 2014, a queridinha da internet Black Mirror retorna, agora de casa nova, com produção e transmissão pela Netflix no lugar da emissora britânica Channel 4. Com maior investimento e duas vezes mais episódios do que nos anos anteriores, será que a antologia conseguiu levar a essência das suas perturbadas narrativas ao catálogo do serviço?

Cada capítulo traz uma história com personagens e ambientação inéditos, abordando de forma exagerada algum aspecto da tecnologia moderna em um período não especificado, geralmente com uma reviravolta capaz de fazer chorar ou, pelo menos, pensar bastante sobre a forma que utilizamos computadores, celulares e outros dispositivos modernos. São pequenos filmes que não compartilham nada entre si, a não ser o desprezo por determinadas atitudes do ser humano, seja no meio em que habita ou com as pessoas que se relaciona – e a tecnologia evidencia justamente esse comportamento desprezível.

Com a Netflix isso não foi diferente, exceto que os temas agora parecem mais atuais do que nunca. Enquanto as temporadas anteriores lidaram com “pautas frias”, os novos episódios parecem ter sido escolhidos direto das notícias de portais e revistas: nostalgia oitentista, romance através da tecnologia, carência de atenção em redes sociais, xenofobia, vigilância, comentários ofensivos e por ai vai. Nenhum deles é de fato aprofundado mas, dado o momento em que vivemos, onde não é preciso muito esforço para se deparar com um dos casos citados acima, a pontualidade só torna tudo mais assustador. Mas vamos por partes:

“Fracassado”

O terceiro ano já começa em uma nota alta ao apresentar Lacie (Bryce Dallas Howard), uma mulher aparentemente comum que chega ao ápice de perder sua própria personalidade para agradar todos ao seu redor em um mundo onde tudo que importa é a quantidade de “likes” que você tem. Escrito pela dupla de Parks and Recreations Rashida Jones e Michael Schur, “Fracassado” é um comentário sarcástico e caricato sobre a forma que utilizamos redes sociais que, infelizmente, consegue ser altamente relacionável: é possível ver um pouco de Lacie nos seus amigos, família e até mesmo em si, e causar esse tipo de reflexão é o que Black Mirror faz de melhor.

“Versão de Testes”

Mesmo com a excelente direção de Dan Trachtenberg (Rua Cloverfield, 10), o segundo episódio já não se sai tão bem. “Versão de Teste” acompanha um aventureiro que viaja o mundo para esquecer dramas familiares que acaba se envolvendo com um estúdio de desenvolvimento de jogos liderando por um excêntrico diretor asiático. É uma trama sobre realidade virtual que faz inúmeras referências à cultura gamer, seja na mansão cheia de horrores à todo canto, no personagem claramente inspirado pelo criador de Metal Gear Solid Hideo Kojima ou até mesmo em um easter egg de Bioshock – completo com “Would You Kindly?” e tudo.

Ainda sim, “Versão de Teste” não só se afasta demais da fórmula da antologia como também falha em contar uma história minimamente interessante que parece existir apenas para que o criadorCharlie Brooker – veterano do jornalismo de games – pudesse voltar a escrever sobre jogos. Por sorte, o carisma de Wyatt Russell segura tranquilamente pelos 45 minutos de duração.

“Cala a Boca e Dança”

Toda temporada é conhecida por seus capítulos de maior impacto: a primeira chocou com “Quinze Milhões de Méritos”, já a segunda apresentou o pesadíssimo “Urso Branco”. “Cala a Boca e Dança” é o equivalente de ambos para a terceira, mostrando um garoto que é coagido a atos desumanos na tentativa de preservar sua identidade após ser gravado em um momento íntimo por hackers através de sua webcam. É uma jornada sufocante que torna-se cada vez pior ao encontramos novos personagem e descobrirmos qual podre eles estão querendo evitar que o mundo descubra. Mesmo tendo seus momentos cômicos –  muito deles entregues pela participação do excelente Jerome Flynn (Bronn em Game of Thrones) – é um daqueles episódios em que você termina se perguntando o que faria se estivesse na situação do protagonista, algo que fica ainda mais complicado ao se tratar de um enredo totalmente plausível no mundo real. Você provavelmente cobrirá a sua webcam com fita adesiva após assistí-lo.

“San Junipero”

Para compensar a tensão do anterior, “San Junipero” é um dos episódios mais leves da antologia, porém isso não o faz menos interessante. Ambientado em uma cidade de praia no ano de 1987, acompanhamos a novata Yorkie (Mackenzie Davies, de Halt and Catch Fire) explorando a homônima San Junipero ao lado de uma carismática garota chamada Kelly (Gugu Mbatha-Raw, de Doctor Who). A ótima seleção de músicas complementada por uma estética regada à neon criam um prato cheio para qualquer fanático oitentista ao mesmo tempo em que se diferencia do restante da série, sendo o capítulo mais marcante visualmente. Apesar das eventuais pirações tecnológicas, é uma história de amor contemporânea que carrega o título de primeiro final realmente feliz da série.

“Engenharia Reversa”

Enquanto não é de todo ruim, “Engenharia Reversa” falha em causar algum impacto no espectador. Há um comentário social sobre xenofobia e manipulação na batalha travada entre os soldados Stripes (Malachai Kirby) e Raiman (Madeline Brewer, de Orange is the New Black) com as criaturas chamadas de Baratas, mas personagens desinteressantes e uma reviravolta mediana seguida de um final decepcionante fazem a experiência ser esquecível e sem graça. Nem mesmoMichael Kelly vivendo outro “homem de governo badass” como fez em House of Cards consegue salvar o episódio.

“Odiados pela Nação”

Por fim, a terceira temporada é concluída com um especial de uma hora e meia que presta homenagem aos dramas de detetive, porém com o jeitinho da antologia ao colocar o suspeito como o líder de uma campanha de ódio que pede que as pessoas escolham as suas vítimas através de ameaças de morte via Twitter, utilizando uma hashtag especial. A investigação de Karin Parke (Kelly MacDonald), da hacker Chloe ‘Blue’ Perrine (Faye Marsay, de Game of Thrones) e de todo um departamento de crimes virtuais é tensa e muito perturbadora por se tratar de algo que, salvo os exageros, acontece com frequência, colocando em prática toda a ideia central do seriado ao refletir um comportamento da sociedade atual e mostrar como seu abuso pode levar à fins violentos.

No geral, Black Mirror entrega mais um ano satisfatório. Ter o dobro de capítulos e maior investimento permitiu que Charlie Brooker e sua equipe brincassem com diferentes temas, diretores e ambientações, o que funcionou para histórias como “San Junipero” mas não tão bem em outras como “Versão de Testes”. A pontualidade da estreia também contribui para o teor perturbador das narrativas por abordar eventos que podem ocorrer a qualquer minuto na sociedade. Dado o alcance da Netflix, esses seis episódios com certeza vão reverberar e assombrar a mente do público pelos próximos anos – pelo menos até o eventual lançamento da quarta temporada. [Arthur Eloi]
**** (Ótimo)

“A porcaria do mundo real estava alcançando a gente!”, brinca Charlie Brooker, criador de Black Mirror

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Cena do trailer da terceira temporada da série Black Mirror, produzida pela Netflix
Entre os horrores da tecnologia e as delícias de uma história bem contada (e, às vezes, o o inverso), 
Black Mirror conquistou fãs no mundo todo, ao ponto de ter sido resgatada pela Netflix depois que a série foi cancelada na Inglaterra. A série antológica (com cada episódio trazendo uma trama totalmente nova, com personagens e atores diferentes de um capítulo para o outro) de ficção especulativa ganha seis episódios a partir desta sexta, 21.

“Tem mais diversidade, porque agora que vamos fazer seis episódios [as temporadas anteriores tiveram três episódios cada uma] podemos variar os tipos de história, os aspectos visuais e até o tom. Temos vários gêneros: uma história de amor doce, uma história de guerra, brutal, uma trama de detetive, tem muito mais alcance”, conta a produtora executiva Annabel Jones. “Não somos sempre implacavelmente apavorantes”, complementa o produtor executivo e criador Charlie Brooker.

A série continua a mesma, apenas dobrou de tamanho e renovou sua verve desafiadora (“a porcaria do mundo real estava alcançando a gente!”, brinca Brooker). Mas o cerne continua o mesmo: “É sobre como é viver no nosso mundo moderno, sempre em modificação e evolução”, resume Annabel com dificuldade. “Uma seleção de histórias bizarras, inquietantes e, espero, divertidas, sobre ‘e se’”, define Brooker. “A tecnologia nunca é usada como vilã nas nossas histórias, é usada no lugar de mágica, basicamente. É sobre os dilemas humanos.”

“O que eu gosto de fazer essa série é que ela te obriga a se reinventar sempre, então, não queremos que ela vire um clichê dentro dela mesma”, reflete ele, que se recusa a se restringir diante das expectativas. “Muita gente reclamou: ‘Se a série vai para a Netflix, vai ficar toda americanizada’. Pensei: ‘Ah, é? Então vamos fazer um episódio que se passa bem na Califórnia, em 1987’!”, se diverte. [Stella Rodrigues]