Série ‘An African City’ retrata mulheres da elite de Gana

17036190.jpegO elenco da série “An African City”


Fernanda Ezabella, De Vancouver

Cansada de ver as mesmas notícias sobre pobreza, fome e guerra na África, a ganense Nicole Amarteifio resolveu contar sua própria narrativa, inspirada em sua musa Carrie Bradshaw, a fashionista nova-iorquina de “Sex and the City”.

O resultado é o seriado on-line “An African City”, que se passa em Acra, capital de Gana, uma cidade com bem menos glamour que Nova York, mas que pode ser tão interessante quanto.

Também há menos Manolo Blahniks (sapatos femininos de luxo do estilista espanhol homônimo), mas há muita moda local deslumbrante, além de sexo, romance e questões sociais muitas vezes mais próximas do Brasil do que EUA.

“Estava vendo meu seriado favorito e comecei a pensar no que poderia fazer para que meu país não fosse tratado apenas pelos temas recorrentes de fome e guerra. E fiquei confusa: por que estou pensando em coisas tão sérias?”, contou Nicole. “Carrie era a resposta.”

As cinco protagonistas de “An African City” são africanas que cresceram em países ocidentais e resolveram voltar para suas raízes, solteiras, ricas e com carreiras de sucesso. É algo parecido com Nicole, que se mudou para Londres aos três meses de idade e para os EUA seis anos depois, onde morou até os 15.

 

DRINQUES X TABUS
A narradora é Nana Yaa (MaameYaa Boafo), formada em jornalismo pela Columbia University (NY). Ela diz que voltou para Acra porque seu pai virou ministro da Energia do país, embora, no fundo, tenha ido atrás de seu grande amor, Segun, com quem namorou por sete anos e está prestes a se casar com outra.

Logo na chegada, entre drinques com as amigas, Nana fica sabendo dos problemas que enfrentará: racionamento de água, contas de luz absurdas e empregadas domésticas que roubam sutiãs.

O cenário amoroso é desanimador, já que camisinha é assunto tabu. Em um episódio, um pretendente mal consegue abrir o pacotinho. “Gosto de fazer comentário social, eu vivo em Gana e observo as pessoas. O que vejo me inspira a escrever”, disse Nicole, em um evento em Vancouver, no Canadá.

A turma de Nana lembra a dinâmica de Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte. A nigeriana-ganesa Sade, que cresceu no Texas e se formou na Harvard Business School, é a mais sexual. Não vê problema em sair com casados que lhe dão presentes extravagantes ou em subornar um agente da alfândega para liberar seu vibrador.

Há também a virgem, religiosa e vegetariana Ngozi, que se rebela na igreja por causa de um retrato de Jesus parecido com Brad Pitt, a advogada divorciada Makena e a empreendedora Zainab, que sofre com as burocracias para manter seu negócio.

MENOS AFRICANO?
Nicole foi criticada por focar a elite de Gana e não representar a verdadeira mulher africana, mas ela contra ataca: “O que é autêntico africano? Quem mora lá fora é menos africano? A batalha não deve ser entre nós. Temos o mesmo objetivo. Todas as histórias precisam ser válidas.”

“Não podemos mais tolerar a narrativa singular da África de fome e pobreza. Existem coisas tristes no continente e existem coisas que brilham. No meio delas, há essas mulheres e homens que namoram.”

Os dez primeiros episódios estão de graça no YouTube e foram pagos do bolso de Nicole, cujo sucesso a levou à lista dos 25 africanos mais promissores de 2015 do jornal “The Financial Times”.
Atualmente no ar, a segunda temporada foi paga por patrocinadores e comprada por dois canais de TV. É preciso ser assinante no site da série.

AN AFRICAN CITY
PRIMEIRA TEMPORADA
ONDE youtube.com/user/AnAfricanCity, grátis
SEGUNDA TEMPORADA
ONDE anafricancity.vhx.tv, US$ 20

Experimentação narrativa é o forte de ‘Legion’

1486328305512.jpgMemória ou delírio. Do hospício para o espaço.


PASSADENA – Depois de dominar os cinemas, os super-heróis e seus vilões começaram a tomar também a televisão, com produtos mais acessíveis e leves (Agents of S.H.I.E.L.D., Supergirl) e outros mais sombrios e realistas (as parcerias da Marvel com a Netflix, como Demolidor e Luke Cage). Mas na quinta-feira, 9, às 22h30, no canal FX, estreia uma que jura ser diferente: Legion, baseada nos quadrinhos de Chris Claremont e Bill Sienkiewicz da série X-Men e comandada por Noah Hawley (Fargo). É o que promete a produtora Lauren Shuler Donner, experiente no assunto: mulher de Richard Donner (diretor dos clássicos Superman com Chistopher Reeve), que foi fundamental na explosão das adaptações dos quadrinhos para o cinema com a série de filmes X-Men. “Acredite em mim: não vai ser nada parecido com nada que você viu. É uma série revolucionária em muitos aspectos”, disse em entrevista ao Estado em Pasadena, na Califórnia.

De fato, o piloto da série em oito episódios anima, com cenas visualmente elaboradas e influências de Stanley Kubrick, Terrence Malick e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. O protagonista David Haller (Dan Stevens) está internado em um hospital psiquiátrico, diagnosticado com esquizofrenia paranoide. “Li bastante Oliver Sacks e falei com pessoas com essa condição e cuidadores também”, contou Stevens. “Muita gente não tem o diagnóstico correto e tem de viver nessa situação em que não há distinção entre o que é real e o que não é.” A chegada de Syd (Rachel Keller) muda sua perspectiva: os dois se apaixonam, mesmo que ela não permita ser tocada por ninguém. “Estando preso em um hospital psiquiátrico, é preciso ter esperança”, explicou Stevens. “No caso dele, pode ser uma falsa esperança. O amor, claro, tem poder transformativo, mas também provoca uma espécie de loucura. Para David, é ainda pior, algo a mais em uma mente já perturbada.”

A narrativa pula no tempo, mostrando David sendo interrogado depois do desaparecimento de Syd, e também no espaço, já que não dá para saber o que é memória ou delírio do personagem principal. “Temos narrativas fragmentadas, memórias dentro de memórias e um narrador em quem não dá para confiar, em um mundo de fantasia”, disse Donner. Em dado momento, ele passa a ser tratado por uma terapeuta adepta de métodos pouco convencionais, Melanie Bird (Jean Smart). Mas, na verdade, a condição de David é uma mutação. “Em X-Men, todos são incompreendidos, não se encaixam nem são tratados direito pela sociedade”, diz Donner. “David foi empurrado para o lado e colocado em um hospital. Por causa de seus poderes mutantes, disseram que era louco.”

A experimentação narrativa de Legion permite que, de repente, haja um número de dança ao estilo Bollywood. “A série tem espaço para coisas bem malucas, mudanças de estilo e gênero”, disse Dan Stevens. “É um playground de fantasia, na verdade, todos os departamentos estão brincando e testando coisas novas que nunca tinham sido feitas.” O ator, que ficou conhecido por pedir para sair de Downton Abbey, em que interpretava Matthew Crawley, acabou voltando à televisão por ter a sensação de ser algo um pouco ambicioso. A combinação de tantos elementos pode inspirar certo ceticismo, mas faz diferença a assinatura de Noah Hawley. Ele também foi recebido com desconfiança no anúncio de uma série baseada no filme Fargo (1996), dos irmãos Ethan e Joel Coen, vencedor de dois Oscars (roteiro e atriz). E Fargo, a série, tornou-se uma das melhores coisas da televisão nos últimos anos. [Mariane Morisawa]

Humans: novo vídeo mostra os bastidores da segunda temporada

humans.jpgA segunda temporada de Humans ganhou um novo vídeo pela emissora AMC que mostra os bastidores dos capítulos inéditos.

Humans, baseada no programa sueco Real Humans, é ambientada em um presente fictício em que toda família moderna quer ter um Synth – um robô altamente tecnológico com funções de uma empregada doméstica e idêntico a um ser humano real. Na esperança de tentar melhorar suas vidas, uma família estressada de classe média compra um Synth e descobre que conviver com uma máquina tem consequência que não são tão tranquilizantes como as prometidas.

A nova temporada de Humans estreia em 13 de fevereiro nos Estados Unidos.

Powerless | Equipe cria janela de kriptonita em novo trailer da comédia da DC Comics

powerless-poster.jpgPowerless, a comédia da DC Comics, ganhou um novo trailer que mostra Emily (Vanessa Hudgens) tentando entender a razão de sua equipe ter criado uma janela de kriptonita para combater o Superman – veja abaixo:

A sinopse oficial da série é a seguinte: “Em um mundo em que a humanidade precisa lidar com os danos colaterais de super-heróis e supervilões, Emily Locke (Hudgens) começa seu primeiro dia de trabalho como diretora de pesquisa e desenvolvimento da Wayne Security, uma subsidiária da Wayne Enterprises que se especializa em desenvolver produtos para que os indefesos cidadãos se sintam um pouco mais seguros. Cheia de confiança e grandes ideias, Emily rapidamente aprende que suas expectativas são muito maiores do que as de seu novo chefe (Alan Tudyk) e colegas de trabalho. Cabe a ela liderar a equipe em direção ao seu pleno potencial e à percepção de que não é preciso superpoderes para ser um herói”.

O elenco também conta com Danny Pudi (Community), Alan Tudyk (Rogue One – Uma História Star Wars), Ron Funches (Undateable) e Christina Kirk. Ainda não há canal responsável pela transmissão da série no Brasil. Na NBC, Powerless estreia em 2 de fevereiro. [Caio Soares]

As primeiras imagens de Susan Sarandon e Jessica Lange em “Feud”

feud 2-22.jpgCapa da Entertainment sobre a série ‘Feud’ (Foto: Divulgação)


A revista “Entertainment Weekly” mostra as primeiras imagens de Susan Sarandon e Jessica Lange na pele das atrizes Bette Davis e Joan Crawford, cuja rivalidade será o foco da série “Feud”.

São duas das atrizes mais bem-sucedidas e populares da sua geração, somam anos de carreira e prémios da crítica uns atrás dos outros, e estão, atualmente, de mãos dadas no mesmo projeto televisivo. “Feud”, a nova série antológica criada por Ryan Murphy, conta com as veteranas Susan Sarandon e Jessica Lange como protagonistas, na pele de Bette Davis e Joan Crawford, respetivamente.

A trama norte-americana, cuja primeira temporada se estreia a 5 de março nos EUA, no canal FX [ainda não existe uma estação ou data definidas para Portugal], vai retratar a intensa rivalidade entre estas duas atrizes, duas das maiores divas de Hollywood durante as décadas de 30 e 40.

Em contagem decrescente para a estreia, a revista “Entertainment Weekly” revela as primeiras imagens oficiais da série de drama, nas quais surgem as duas veteranas atrizes na pele das suas personagens.

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Ryan Murphy, de resto, está a viver uma das melhores fases da sua carreira. Depois de êxitos como “Glee”, “Nip/Tuck” ou “American Horror Story”, o seu projeto “O Caso de O.J.: American Crime Story” tem arrebatado a crítica e ganhou vários prémios Emmy, no ano passado, e Globos de Ouro, na mais recente edição, este mês.

American Crime Story | Lady Gaga não será Donatella Versace na 3ª temporada, diz Ryan Murphy

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A terceira temporada de American Crime Story não terá mais Lady Gaga no papel de Donatella Versace, segundo o criador Ryan Murphy durante o TCA, apresentação das emissoras para a Associação de Críticos Televisivos dos EUA. A informação é do Hollywood Reporter.

Gianni Versace, fundador da grife Versace que produzia acessórios e perfumes, foi assassinado com dois tiros na nuca durante uma noite de 1997 em Miami. Apesar do responsável ter sido identificado como Andrew Cunanan, a polícia não soube apontar as motivações envolvidas no crime que tirou a vida do estilista de 50 anos, quinta vítima do serial killer. É possível que o seriado de Ryan Murphy (American Horror Story) procure entender tal incógnita.

A terceira temporada se chama oficialmente Versace/Cunanan: American Crime Story, terá dez episódios e será roteirizada pelo autor britânico Tom Rob Smith (London Spy). A previsão de estreia é “entre 6-7 meses após a segunda temporada“, que chega em 2018. [Arthur Eloi]

Julia Roberts vai estrelar sua primeira série de TV, Today Will Be Different

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A atriz Julia Roberts vai estrelar uma série de TV inspirada no romance Today Will Be Different, da escritora Maria Semple, mais conhecida pelo seu livro anterior, Cadê Você Bernadette?.

O livro, publicado em outubro nos EUA, conta a história de uma mulher que acorda decidida a ter o melhor dia da sua vida, mas acaba tendo que enfrentar obstáculos que sequer esperava. Semple escreverá o roteiro; ela já trabalhou na TV como produtora e roteirista de seriados como Suddenly Susan e Arrested Development.

Por enquanto não há uma emissora ligada ao projeto. A ideia da produtora Annapurna Pictures é criar uma série limitada. Julia Roberts trabalhou recentemente na TV no telefilme The Normal Heart e já participações especiais em Friends e Murphy Brown, entre outras séries.