Inteligência artificial permite a Pinterest reduzir em até 88% a presença de conteúdos de autoflagelação

Plataforma também removeu termos relacionados de busca e passou a oferecer central de suporte entre seus serviços
Por Matheus Fiore

Reception…

Mesmo que autoflagelo e depressão não sejam uma novidade, são tópicos que nunca estiveram em tanta evidência quanto estão hoje. Isso reflete não só nos índices de suicídio e crescimento de pessoas com transtornos psicossomáticos, mas também no conteúdo visto nas redes sociais.

Pinterest, rede social focada no compartilhamento de fotos, é uma das plataformas que mais tinha conteúdo de autoflagelo. A empresa, porém, afirma que reduziu esse conteúdo em 88% apenas com uso de inteligência artificial.

A empresa tem utilizado técnicas de aprendizado autônomo em softwares para identificar e automaticamente ocultar conteúdos que mostrem ou incitem autoflagelo. Com a tecnologia, o Pinterest consegue remover conteúdo do tipo três vezes mais rápido do que conseguia anteriormente.

Em adição ao uso do software, a empresa também está fazendo uma limpa em sua plataforma, removendo 4.600 termos e frases de busca relacionados a autoflagelo. Agora, se um usuário pesquisar pelos conteúdos removidos, será redirecionado para uma página que oferece apoio e privacidade para que a pessoa lide com a questão.

A medida é importante pois conteúdos do tipo acabam se retroalimentando e incitando outras pessoas a cometer autoflagelo. O fato de a empresa oferecer um canal de suporte também é essencial, pois garante que o assunto não vire tabu, apenas não seja incentivado ou romantizado pela comunidade.

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Modo noturno chegou no Instagram; veja como ativar no iPhone

Sistema pode ser ativado nas configurações do iOS 13

Instagram lançou modo noturno 

O Instagram, na atualização para iOS 13, disponibilizou o modo noturno para os seus usuários. A mudança foi feita para suavizar a rolagem no Feed e do uso do Stories, pois elimina as bordas brancas da rede social. Além disso, o visual preto ajuda na economia de bateria e traz mais conforto em ambientes escuros.  

O modo noturno está disponível para o iOS 13 na versão 114.0 do app do Instagram. No caso do sistema do Google, o modo noturno estará disponível em celulares com Android 10 – o sistema ainda não está disponível para a maioria dos celulares no País; apenas a linha Pixel, do Google, já pode ser atualizada. 

Para ativar o modo noturno no iPhone é preciso ir até os ajustes do iOS e acessar a opção “Tela e Brilho”. Ao visualizar as opções de tema do sistema, selecione a opção “Escura” e toda a aparência do iOS será trocada. Depois disso, abra o Instagram e veja se o modo foi ativado. Caso queira desativar o tema, volte a configuração do iOS e ative a aparência clara do sistema. 

Depois do Instagram, Facebook também retira número de curtidas das postagens

Testes começam hoje, mas por enquanto só na Austrália
Soraia Alves

Como era de se esperar, o Facebook está seguindo os passos do Instagram e retirando o número de curtidas das postagens. O teste começa hoje na Austrália.

Um porta-voz do Facebook disse que a empresa está começando os testes para melhorar a experiência do usuário na plataforma: “Estamos executando um teste limitado em que as contagens de curtidas, reações e visualizações de vídeos são privadas no Facebook. Reuniremos comentários para entender se essa mudança melhorará as experiências das pessoas”, diz o comunicado.

A chefe de política australiana do Facebook, Mia Garlick, disse que a empresa deu esse passo com base no feedback de especialistas em saúde mental: “Certamente, uma grande parte da motivação para isso é baseada no feedback de pesquisadores do bem-estar. Tivemos comentários positivos de especialistas em saúde mental, e há evidências de que, se você pode ver a contagem de outras pessoas, isso pode afetar o como você está interagindo na plataforma”, explica.

Com a mudança, o Facebook espera encorajar “as pessoas [a] interagirem entre si de maneiras construtivas”, em vez de se concentrar na validação que recebem na forma de curtidas e reações.

Em abril, o Instagram, que é de propriedade do Facebook, iniciou um teste para ocultar curtidas de postagens no Canadá. No final de julho, o projeto estendeu para mais 6 países: Austrália, Brasil, Irlanda, Itália, Japão e Nova Zelândia.

Surge a indústria do combate às fake news

Combater a disseminação de notícias falsas é uma grande oportunidade para as startups. De grandes problemas, surgem grandes soluções.
Por Camila Farani – O Estado de S. Paulo

O WhatsApp tem hoje mais de 1,5 bilhão de usuários e recentemente fez parcerias para coibir as fake news

Desde a eleição presidencial dos EUA em 2016, o termo “fake news” se tornou parte do dicionário. As notícias falsas se tornaram uma espécie de epidemia contagiosa – tudo que lemos já é associado a uma possível notícia falsa. Com a crescente ingestão de conteúdo pela internet, as redes sociais se tornaram a principal fonte de informação e propaganda em proliferação. Para o Fórum Econômico Mundial, a disseminação das fake news são um dos principais riscos globais, no mesmo patamar de mudanças climáticas, crime organizado e escassez de alimentos.

É um problema que interfere diretamente em negócios e na reputação de grandes empresas, com perda de anunciantes e fraudes com publicidade digital – a principal fonte de receita de Facebook Google. Em 2018, segundo informações da consultoria eMarketer, a Unilever – segunda maior anunciante global – ameaçou cancelar propagandas nas duas empresas se não houvesse uma política clara no combate às fake news. Da mesma forma, a Procter & Gamble, campeã mundial em anúncios, cortou US$ 100 milhões em orçamento de marketing digital. O sinal vermelho se acendeu, mas há oportunidade para novos negócios, dedicados a combater às fake news. E os gigantes estão dispostos a investir nelas. 

O Facebook uniu forças com a startup Factly, de inteligência artificial e aprendizado profundo, para realizar as operações de verificação de fatos. O mesmo vale para o WhatsApp: o app de mensagens fez uma parceria recente na Índia com uma startup local, Proto, para ajudar na classificação de mensagens enviadas ao serviço pelos usuários como verdadeiras, falsas, enganosas ou contestadas. 

A questão é que a tecnologia precisa se apoiar em empresas de mídia para codificar informações e aumentar o impacto do combate. Na semana passada, Google, Twitter, Facebook e a britânica BBC anunciaram aliança para ações de combate à desinformação. As medidas incluem um sistema de alerta precoce para eleições, educação online e melhor acesso a recursos imparciais para os leitores. 

No Brasil, a indústria das fake news também encontrou terreno fértil – hoje, estima-se que 20% do orçamento de marketing digital seja perdido com cliques falsos. Como é um tema novo, não existe regulação ou consciência sobre o tema. No futuro, a perspectiva é que esse tema seja tratado com novas soluções para o mercado de mídia, juntamente com inovações em segurança cibernética. É preciso repensar a distribuição dos conteúdos, com tecnologias que impeçam a disseminação de notícias falsas. É um papel também das grandes empresas, para construir soluções em conjunto. É uma grande oportunidade para as startups que já possuem no seu DNA uma abordagem mais multidisciplinar. De grandes problemas, surgem grandes soluções. 

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Entenda por que as redes sociais estão escondendo as ‘curtidas’ dos usuários

Facebook, Twitter, YouTube e Instagram fazem testes e deixam de exibir outros dados, como total de inscritos em canais e perfis; mudança pode ser sinal de esgotamento de modelo atual e tentativa de deixar internet mais íntima
Por Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

Para os especialistas ouvidos pelo ‘Estado’, uma nova internet vai surgir após o fim da contagem de ‘likes’, mais focada em pequenos nichos

Parecia um teste inofensivo, mas virou uma tendência que dominou a web: nos últimos meses, Twitter, Instagram, YouTube e Facebook anunciaram ou já implementaram testes para esconder números cruciais de suas plataformas – como o de curtidas em uma foto ou de inscritos em um canal popular (veja abaixo). Por trás do discurso de melhorar a experiência – e a saúde mental – dos usuários, porém, as redes sociais podem estar prestes a se deparar com o esgotamento de um modelo que moldou a internet na última década: o “like” como sinônimo de expressão online e métrica de negócios. 

Em fevereiro, o botão Curtir fez dez anos. De lá para cá, ajudou a popularizar um tipo de interação que funciona como fast- food: rápida, instantaneamente prazerosa, mas também superficial e que, em demasia, pode fazer mal. Mais do que uma forma de manifestação, a curtida virou base para um sistema de métricas para direcionamento de anúncios e incentivou o surgimento de influenciadores digitais. 

O número de curtidas no Facebook passou a empilhar dados sobre hábitos e gostos, além de indicar quais conteúdos e personalidades são populares nas redes socais. Tudo isso se espraiou para outras redes – como o Instagram, comprado pelo Facebook em 2012 – e também em produtos de rivais, como o Twitter e o YouTube, do Google. Procuradas, as quatro plataformas não quiseram participar da reportagem, mas confirmaram os testes ou a intenção de fazê-los em breve. 

Do lado do usuário, nasceu a cultura de produzir conteúdo em busca de likes, em uma espécie de concurso de popularidade. Para quem não consegue criar conteúdos que “viralizam”, surgiram empresas que vendem likes – com a ajuda de “fazendas de robôs”, milhares de dispositivos prontos para curtir algo ou popularizar uma #hashtag nas redes. 

Hoje, basta abrir a carteira para ser popular – mas esse comércio gerou desequilíbrio. “O like funcionou bem até os robôs surgirem”, diz Luis Peres Neto, professor da ESPM. Para as empresas e marcas, ficou difícil determinar o que de fato fazia sucesso e o que era artificial. Para os usuários, a pressão só cresceu. 

Das plataformas citadas acima, a primeira que promove um teste amplo para remover a contagem de curtidas de suas plataformas foi o Instagram – que diz lutar justamente contra a busca desenfreada por aprovação e o custo mental que isso traz aos usuários. Há motivos para a preocupação: em 2017, a agência de saúde pública do Reino Unido considerou o app como a pior rede social para a saúde mental e o bem estar das pessoas. Hoje, usuários de sete países, incluindo o Brasil, já não veem mais quem aprecia suas fotos de comida, selfies e pôr-do-sol. 

“As curtidas ajudam a determinar quais conteúdos são distribuídos pelos algoritmos – quanto mais likes, mais uma publicação aparece”, explica Fabro Steibel, diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). “Isso gerou um ambiente tóxico, que favorece o extremismo – algo que não é benéfico para as redes sociais e seus clientes, os anunciantes.” 

Como poderá ser a internet ‘pós-like’

Para analistas, o sumiço dos números de likes pode ser um teste para o futuro das redes sociais. “Acho que as empresas querem entender se, sem os likes, poderão reverter a tendência de queda nas postagens e no número de usuários”, diz Leandro Bravo, diretor de relacionamento da agência Celebryts, que lida com influenciadores digitais. 

Na visão de Bravo, é possível que o sumiço dos likes seja até uma medida para camuflar uma possível queda na popularidade. A teoria se aplica principalmente ao Facebook, que registra quedas no engajamento dos usuários. Em abril deste ano, uma pesquisa do Datafolha mostrou que 56% dos brasileiros online tinham uma conta na rede social. Em 2017, eram 61%. 

Esconder o número de curtidas também pode ajudar a mascarar como seu algoritmo – uma receita cheia de temperos secretos – funciona. Sem a referência dos likes, é mais difícil perceber as mudanças da “fórmula mágica”. 

Antes de ter uma resposta definitiva, é possível imaginar que nenhum dos testes seria realizado caso as redes sociais não estivessem de olho em outras métricas de sucesso dos conteúdos.  “O ‘fim dos likes’ é um certificado de que as coisas se tornaram mais complexas do que há uma década”, diz Peres Neto. Entre os dados já usados estão comentários, compartilhamentos, engajamento, número de postagens por usuário e visualizações. “O número de visualizações passa a importar mais que o like”, diz Fábio Malini, professor da Universidade Federal do Espírito Santo. 

Malini lembra que os Stories, recurso criado pelo Snapchat e copiado pelo Instagram, já dispensa os likes e entrega o número de visualizações para o dono da conta. O Facebook acrescentou Stories em todos os seus serviços, incluindo o WhatsApp. Segundo o professor, essa aura mais intimista impulsiona a quantidade de postagens por parte dos usuários – o que ajuda a garantir a atenção de todos e o funcionamento das redes. 

A internet “pós-like”, dizem especialistas, é mais focada em pequenas comunidades do que numa multidão de conexões. É quase uma antítese da promessa de conectar todo mundo o tempo todo. Agora, será cada um na sua bolha, criada em torno de um interesse específico. “Você não precisa de mil amigos, porque só se importa com 50”, diz Steibel. “A meta das redes é que você interaja cada vez mais com esse pequeno grupo.”

O que cada rede social está fazendo

Facebook

A rede social confirmou testes internos com o fim da contagem de ‘likes’. Ainda não está disponível para os usuários. 

Instagram

Em sete países, não é possível ver os ‘likes’ dos outros nas versões do app para celular. Só é possível ver os números da sua conta. Já na web, os números aparecem. 

Twitter

Desde março, o Twitter testa no app protótipo twttr um recurso que esconder o número de curtidas, retuítes e comentários. Mas a função pode nem ser lançada. 

YouTube

O YouTube deixou de mostrar o números exato de inscritos nos canais. A contagem só mostrará números aproximados: se um canal tem 6.344.700 inscritos, ele exibirá agora 6,34 milhões.

Agora é possível flertar no Instagram usando o ‘Tinder do Facebook’

A integração do Facebook Dating com o Instagram permite que usuários flertem com seguidores da outra rede social

Facebook vai integrar o Instagram ao Dating 

A partir desta quinta-feira, 5, o ‘Tinder do Facebook’, chamado de Facebook Dating, passará a ser integrado com o Instagram. Agora, você vai poder usar o serviço de paquera do Facebook para flertar com crushes que estão na outra rede social – além disso, as publicações do Instagram poderão ser adicionadas ao perfil do usuário no Facebook Dating. 

Trata-se de mais uma aposta do Facebook para trazer diferenciais ao Facebook Dating, que chegou ao Brasil em abril deste ano oferecendo uma “aba” na rede social dedicada à paquera. 

Desde que foi lançado, o Facebook Dating tem uma lista chamada de Crush Secreto, em que o usuário seleciona as pessoas do seu ciclo de amigos que podem ser potenciais parceiros – haverá um “match” quando duas pessoas se escolherem para a lista de crush. A ideia é parecida com o que o Orkut oferecia a seus seguidores.  A integração com o Instagram permite que esse tipo de interação aconteça também com os seguidores do Instagram. 

Em comunicado à imprensa, a rede social disse que a integração com o Instagram “torna mais fácil conhecer pessoas e começar conversas com base em suas preferências e interesses, a partir de uma experiência separada dentro do aplicativo do Facebook”.

A rede social afirmou que até o fim deste ano, será possível integrar os Stories do Instagram ao perfil do Dating. 

A novidade é mais um passo do Facebook para concretizar um plano de Mark Zuckerberg, presidente executivo da empresa: unificar todos os apps da empresa usados para comunicação, o que inclui WhatsApp, Messenger e Instagram. A ideia é que cada usuário em um serviço possa se comunicar com usuários dos outros apps. Por exemplo, um usuário de WhatsApp mandar uma mensagem diretamente para um perfil no Instagram. 

Instagram testa novo app de mensagens para concorrer com o Snapchat

Serviço seria desvinculado do app principal do Instagram e contaria com os mesmos recursos do Direct
MACMAGAZINE

No fim de 2017, comentamos a possibilidade de o Facebook desvincular o Direct do Instagram e lançá-lo em forma de um app dedicado para mensagens. Como podemos notar, o plano não alçou voo, mas isso não significa que ele foi esquecido para sempre.

De acordo com uma publicação do The Verge, o Facebook está desenvolvendo um novo app de mensagens chamado Threads que visa promover o compartilhamento de mensagens, localização e imagens entre os usuários da rede social, batendo de frente com o Snapchat (que também oferece esses recursos).

Por oferecer funções semelhantes ao mensageiro embutido no app principal do Instagram, o Threads poderá ser visualmente igual ao que já conhecemos, podendo incluir opções para iniciar uma conversa e compartilhar Stories com os “melhores amigos” da rede social.

Também de maneira semelhante com o que já é oferecido pelo Instagram, o app Threads poderá indicar quais amigos estão online naquele momento, e quem está perto de você.

Segundo o The Verge, o novo app está sendo testado internamente no Facebook, mas alguns vazamentos dão conta de que o Threads será um serviço complementar do Instagram, ou seja, usuários poderão optar por usá-lo ou não.

Em qualquer um dos casos, a novidade pode ser como uma faca de dois gumes para o Facebook: se o app cair no gosto dos usuários, ótimo; mas se o seu uso for obrigatório, é possível que a companhia receba uma enxurrada de críticas (muitos usuários não gostam da ideia de ter que mudar de app simplesmente para trocar mensagens com alguém).

Não obstante, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, disse em março passado que “enxerga os serviços de mensagens privadas como o futuro da empresa”; assim, é bastante provável que o projeto Threads tome corpo e faça parte desse futuro.