WhatsApp, Telegram ou Signal: qual app de conversa é mais seguro?

Polêmica do WhatsApp sobre privacidade levanta o debate sobre qual serviço protege melhor os seus usuários

WhatsApp, Telegram e Signal: A verificação de login, configurações de privacidade e de segurança das mensagens são pontos de devem ser observados pelo usuário no app de mensagem 

As novas políticas de privacidade do WhatsApp deixaram muita gente confusa sobre continuar utilizando o serviço e sobre as possibilidades de migrar para outros apps de conversa. Segundo o Facebook, os novos termos querem oficializar o compartilhamento de dados entre os apps da empresa, o que não agradou muitos usuários. Nesse meio tempo, Signal e Telegram viram o número de downloads disparar e seu rival ter que ir a público explicar o porquê das mudanças neste ano.

Em termos de privacidade, qual é o app mais seguro para manter no smartphone? Existe diferença entre eles? Reunimos alguns pontos para comparar qual é o melhor app de conversa no smartphone.

Criptografia

A criptografia de ponta a ponta é um dos principais indícios de segurança e privacidade em aplicativos de conversa atualmente. Isso porque as mensagens com esse tipo de código não podem ser acessadas pela controladora do app, nem se elas quiserem descobrir o conteúdo das conversas. 

“O usuário deve olhar a política de privacidade para saber quais dados são coletados e com quem eles são compartilhados”, afirma Bruna Martins do Santos, da associação Data Privacy Brasil. “Uma dica importante é ficar atento se o aplicativo tem criptografia de ponta a ponta, que é uma ferramenta que impede que a sua comunicação seja lida ou interceptada por terceiros”.

Nesse quesito, WhatsAppTelegram Signal oferecem o recurso, mas não incluem as mesmas funcionalidades entre eles. No WhatsApp e no Signal, por exemplo, todas as mensagens são criptografadas, com a tecnologia de ponta a ponta, sem que seja necessário ativar nenhuma aba para isso. Elas já funcionam por padrão. Já no Telegram, as únicas conversas protegidas pela tecnologia são as que acontecem nos “chats secretos”, que precisam ser habilitados manualmente nas configurações. Aqui só há um derrotado: Telegram.  

Verificação

Em relação à segurança, também é importante checar os mecanismos de proteção à conta do usuário, e não só à conversa. Uma das causas de invasão desses apps são estratégias de engenharia social, que atuam com golpes para roubar dados de acesso, aqueles que pedem algum tipo de código em troca de um prêmio, por exemplo.

A verificação de dois fatores é um dos meios de garantir uma camada a mais de proteção para essas contas. O WhatsApp possui um método, que deve ser ativado nas configurações, para que o usuário cadastre uma senha de seis dígitos, que é requisitada de tempos em tempos para continuar logado no app. 

O Telegram também possui a verificação em duas etapas, assim como o WhatsApp — ela pode ser ativada nas configurações. Ao habilitar, é possível definir também uma dica, que fica salva no app para servir como lembrete caso a senha seja esquecida. 

O que faz muitas pessoas classificarem o Signal como o mais seguro é uma tecnologia que vai além da confirmação de senhas para a identificação do usuário. O app conta com um código, que pode ser QR Code ou uma sequência numérica, que é enviada por meio de outro contato já aprovado previamente. Assim, apenas o dono de ambas as contas — a do Signal e a do outro meio de contato — pode verificar a autenticidade do app. Portanto, aqui quem leva é o Signal. 

Compartilhamento e coleta de dados

O que mais causou confusão — e até certa indignação — com o anúncio do WhatsApp foi o compartilhamento de dados. A empresa afirmou aos usuários que iria compartilhar informações das contas do app de mensagem com o Facebook e que usuários que não concordassem com a condição teriam suas contas suspensas. O próprio Facebook, porém, voltou atrás e declarou que as contas poderiam continuar com os usuários, além de adiar para 15 de maio a vigência das novas políticas. Até lá, os termos continuarão os mesmos – e muita coisa ainda pode acontecer. 

Os termos que o WhatsApp planeja implementar têm foco na integração entre os apps da empresa de Mark Zuckerberg com serviços voltados para fins comerciais, como o WhatsApp Business. Para quem começou a usar o WhatsApp nos últimos quatro anos, ou aceitou os termos lá em 2016, o Facebook já está coletando e compartilhando informações entre os seus serviços — entre esses dados estão número de telefone, modelo do aparelho, tempo de uso e foto de perfil. 

O Signal e o Telegram também podem compartilhar os dados dos usuários, mas se comportam de forma distinta. Criada por um ex-funcionário do WhatsApp, o Signal exibe uma mensagem, em suas configurações, de que os únicos dados recolhidos são as informações de contato, mas que elas não são linkadas à identidade do usuário. O compartilhamento pode ser feito com autoridades da lei em casos de processo, investigação ou para evitar fraudes. Parceiros que trabalham com a empresa com serviços conectados ao app, como YouTube e Spotify, também podem receber as informações. O Signal, porém, não comercializa dados para fins publicitários. 

Já o Telegram opera diferente: dados como identificação, agenda e informações de contato podem ser acessados pelo app e conectados à identidade do usuário. Algumas informações pessoais são compartilhadas informações com outros contatos do app, desde que permitido pelo usuário — entre eles, estão nome, número de telefone e o texto de descrição preenchido pelo dono da conta. As mesmas informações podem  ser compartilhadas com as empresas que fazem parte do grupo que controla o Telegram. Autoridades também podem ter acesso a essas informações em casos de processo ou alguma ação judicial — embora a empresa afirme em seus termos que a última opção nunca foi necessária. O compartilhamento de dados não é feito com terceiros para fins publicitários.

Mesmo assim, ponto para o Signal (mas se você já vinha usando o WhatsApp, talvez seja tarde demais para se revoltar contra compartilhamento de dados). 

Como escolher?

No final das contas, cada aplicativo tem sua própria comunidade de uso — não adianta, por exemplo, baixar um app que não tenha nenhum dos seus contatos — mas a principal questão levantada pela recente mudança do WhatsApp é o quão atentos os usuários estão com a sua privacidade. 

“As pessoas estão prestando mais atenção em políticas de privacidade. Isso significa que as empresas precisam ter cautela redobrada e um esforço de comunicação mais informativo nessas mudanças, incluindo linguagem que não seja o juridiquês”, afirma  Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio). 

Assim, a solução ainda é ficar atento às letras miúdas dos termos do app e saber que nem tudo pode ser desativado dos apps. Fortalecer a segurança da conta e entender como cada aplicativo funciona também é fundamental para adaptar seus contatos e hábitos ao melhor mensageiro possível. A boa notícia é que ninguém precisa ficar sem se comunicar e que os três aplicativos citados podem ajudar nisso. 

WhatsApp bate recorde no Réveillon com 1,4 bilhão de chamadas

O fim de 2020 foi bom para o Facebook — e quando digo Facebook, me refiro a todos os serviços/redes da empresa, como WhatsAppMessengerInstagram Live e Facebook Live.

Se a utilização desses serviços nessa época do ano já aumenta naturalmente, imagine num ano completamente atípico, quando muitas famílias tiveram que passar a noite de Natal e o Réveillon fisicamente separados.

Em 2020, as pessoas recorreram à tecnologia para permanecer em contato e fazer tudo que deveria ser feito por conta do distanciamento social e da necessidade de ficar em casa, e a videochamada se tornou indiscutivelmente o recurso mais utilizado. No Facebook, vimos um aumento nas conversas por vídeo durante todo o ano no Messenger, no Instagram e no WhatsApp, e a noite passada não foi exceção. A véspera de Ano Novo é uma noite historicamente movimentada para nossos serviços, mas este ano bateu novos recordes.

Segundo a empresa, no WhatsApp foram feitas 1,4 bilhão de chamadas em áudio e vídeo no noite de Ano Novo em todo o mundo, um recorde para um único dia — as chamadas aumentaram 50% se comparadas ao mesmo período do ano passado.

No Messenger, o Réveillon quebrou o recorde de chamadas em grupo (três pessoas ou mais conversando ao mesmo tempo) nos Estados Unidos, com quase 2x mais chamadas em vídeo comparado a um dia normal; já no Instagram Live e no Facebook Live, foram 55 milhões de transmissões ao vivo.

Eles até fizeram um infográfico com os números:

Números do Facebook no Ano Novo

Você contribuiu com esses números?

VIA @WABETAINFO

Pinterest faz acordo de US$ 22,5 mi para resolver processo por discriminação de gênero

O processo foi movido por Françoise Brougher, ex-chefe de operações do Pinterest, que disse ter sido demitida após se pronunciar sobre como era tratada na empresa
Por Erin Griffith – The New York Times

Françoise Brougher, ex-chefe de operações do Pinterest, que disse ter sido demitida após se pronunciar sobre como era tratada na empresa

SÃO FRANCISCO – Na segunda-feira, 14, o Pinterest concordou em pagar US$ 22,5 milhões para resolver um processo de discriminação de gênero e retaliação movido por Françoise Brougher, sua ex-chefe de operações. É um dos maiores acordos individuais por discriminação de gênero já revelados publicamente .

Como parte do acordo, Pinterest e Françoise disseram que planejavam doar conjuntamente US$ 2,5 milhões para instituições de caridade que apoiam mulheres e minorias sub-representadas no setor de tecnologia com foco em educação, financiamento e defesa. As doações devem ser concluídas até o final do ano.

“Estou feliz pelo Pinterest ter levado isso muito a sério”, disse Françoise em uma entrevista. “Espero que seja o primeiro passo para criar um ambiente de trabalho melhor por lá.”

O acordo pode sinalizar uma mudança na forma como o Vale do Silício lida com esses processos. No passado, as empresas de tecnologia costumavam reagir, como quando a firma de capital de risco Kleiner Perkins Caufield & Byers contestou uma ação movida por uma de suas ex-investidoras, Ellen Pao, em 2012 – ela perdeu o caso. As empresas de tecnologia também têm resolvido esses processos confidencialmente.

Françoise está entre as mais proeminentes executivas de tecnologia a entrar com um processo de discriminação de gênero contra um ex-empregador. Em julho, Emily Kramer, ex-vice-presidente de marketing da Carta, processou a startup de tecnologia financeira por discriminação e retaliação. A Carta contestou as acusações.

David Lowe, advogado de Françoise disse que o acordo com o Pinterest foi importante por causa de seu tamanho, seu componente de caridade e seu anúncio público. Os veredictos de julgamento e acordos privados para casos de discriminação podem ser maiores do que os de Françoise, disse ele, mas os veredictos de julgamento podem ser apelados e resolvidos por valores menores, enquanto os acordos privados não responsabilizam as empresas da mesma forma. O acordo fornece uma compensação parcial pela perda de renda de Françoise, disse ele.

“Meu intuito era quanto a responsabilidade e mudança de conduta”, disse Françoise. “Compartilhar o acordo publicamente ajuda a aumentar a conscientização de forma mais ampla.”

O Pinterest, uma empresa de compartilhamento de imagens que servem de inspiração, está sob escrutínio há meses a respeito de como lida com seus funcionários. Em junho, duas funcionárias que haviam se demitido recentemente, Ifeoma Ozoma e Aerica Shimizu Banks, levaram à público suas experiências com comentários racistas e machistas, iniquidades de pagamento e retaliação na empresa. Outros relatos quanto a questões organizacionais no Pinterest deram mais força às suas denúncias.

Em agosto, Françoise processou o Pinterest no Tribunal Superior de São Francisco por tratamento machista. Ela ingressou na empresa em 2018 como diretora de operações e era responsável pela receita da empresa, com cerca de metade dos 2 mil funcionários subordinados a ela.

Mas, embora fosse uma executiva de alto escalão, disse Françoise, ela foi deixada de fora de reuniões importantes, recebia feedbacks distorcidos e ganhava menos do que seus colegas homens. Ela disse que foi dispensada em abril, depois de falar publicamente a respeito do tratamento dado a ela.

Junto com o processo, ela publicou um texto em um blog intitulado “The Pinterest Paradox: Cupcakes and Toxicity” [O paradoxo do Pinterest: cupcakes e toxicidade, em tradução livre], descrevendo sua experiência. Ela disse que a postagem gerou um grande apoio e relatos semelhantes de outras mulheres executivas do setor de tecnologia.

Naquela semana, mais de 200 funcionários do Pinterest apoiaram virtualmente Françoise, Ifeoma e Aerica e protestaram contra a cultura e as políticas do Pinterest. Logo depois, o Pinterest também foi atingido por ações judiciais de acionistas.

Em resposta, o Pinterest abriu uma investigação sobre sua cultura organizacional, cujos resultados não foram divulgados. Ela levou a inclusão de dois novos integrantes ao conselho de diretores, Andrea Wishom e Salaam Coleman Smith, duas executivas de mídia proeminentes que são negras e mulheres. O diretor financeiro do Pinterest, Todd Morgenfeld, que foi denunciado no processo de Françoise por comportamento discriminatório, continua na empresa.

Ela disse que estava animada pelas ações recentes do Pinterest em abordar sua cultura organizacional, incluindo a inclusão das duas novas participantes do conselho. Françoise disse que esperava que o Pinterest fizesse mais do que apenas colocá-las em seu conselho e “também ouvisse suas ideias”.

Ela acrescentou que a discriminação contra mulheres executivas seria resolvida apenas quando as mulheres “fossem mais a norma do que a exceção” em cargos executivos. Este ano, o número de empresas da Fortune 500 com CEOs do sexo feminino atingiu um recorde de 37, ou 7%.

“Quero que mais mulheres tenham voz”, disse Françoise, “mas, mais importante, quero mais mulheres na diretoria”. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

TikTok perde prazo para venda nos EUA, mas governo não vai cobrar, dizem fontes

Segundo comunicado, Departamento do Tesouro americano disse que está em conversas com a rede social para que o assunto seja resolvido rapidamente
Por Agências – Reuters

O TikTok é acusado pelos EUA de espionagem

Na última sexta-feira, 4, vencia o prazo que o governo americano deu para a chinesa Bytedance, dona do aplicativo TikTok, completar a venda das operações americanas da rede social. E o governo americano decidiu que não vai estender o prazo para a empresa asiática, mas as negociações poderão continuar, disseram duas fontes próximas ao assunto à agência de notícias Reuters

Na noite da sexta-feira, um porta-voz do Departamento do Tesouro dos EUA disse que o Comitê de Investimentos Estrangeiros nos EUA (CFIUS, na sigla em inglês) “está em conversas com a Bytedance para que a venda seja completada, bem como os passos necessários para resolver os riscos à segurança nacional”.  Nos últimos meses, o CFIUS vinha estendendo o prazo para que a chinesa vendesse sua rede social de sucesso nos EUA. 

É um passo em uma novela que tem se arrastado desde o primeiro semestre, depois que o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva proibindo que o TikTok e seu compatriota WeChat operassem nos EUA – sem apresentar provas, Trump afirmou que os dois sistemas captam dados de cidadãos americanos e os repassam ao governo chinês. Inicialmente, a data limite para a venda era de 12 de novembro, mas o TikTok ganhou duas extensão de prazos. 

Procurados pela Reuters, o Departamento de Justiça dos EUA não estava imediatamente disponível para comentar o tema. A Casa Branca não comentou. E o TikTok se recusou a comentar o tema. 

Sob pressão, a Bytedance tem negociado há meses para fechar um acordo com o Walmart e a Oracle para vender os ativos do TikTok nos EUA e criar uma nova empresa capaz de satisfazer os pedidos do governo americano. A empresa tem submetido diversas propostas para o governo americano liberar a transição – neste caso, Oracle, Walmart e os investidores americanos da Bytedance serão responsáveis por cuidar dos dados e da moderação de conteúdo da rede social nos EUA.

Spotify entra na onda e adiciona Stories em suas playlists

Empresa confirmou nesta segunda-feira, 30, que está testando o recurso de stories em algumas playlists da plataforma; novidade está disponível no Brasil

Stories do Spotify já está disponível no Brasil em algumas playlists 

Sim, os Stories também vão te acompanhar enquanto você escuta música. O Spotify anunciou nesta segunda-feira, 30, que vai testar o recurso em algumas playlists da plataforma, disponíveis já nesta semana. Apesar de não informar em que países a novidade será implementada, os Stories do Spotify já podem ser vistos no Brasil. 

O recurso ficará disponível em um ícone redondo — semelhante ao Instagram — na descrição de cada playlist e, ao clicar, vai exibir vídeos curtos com mensagens de artistas e curiosidades sobre as músicas, também semelhante a um recurso que o stream possui na reprodução de músicas. Por enquanto, o recurso pode ser visto somente em algumas playlists selecionadas. Uma das mais famosas, com músicas natalinas — chamada Christmas Hits — traz mensagens de Jennifer Lopez e Kelly Clarkson.

Ao site Engadget, a empresa afirmou que o teste não garante que a ferramenta vai ficar disponível permanentemente na plataforma e que quer observar se a novidade terá influência na experiência do consumidor da plataforma de streaming. 

“No Spotify, conduzimos rotineiramente uma série de testes em um esforço para melhorar nossa experiência do usuário”, disse um porta-voz. “Alguns desses testes acabam abrindo caminho para nossa experiência de usuário mais ampla e outros servem apenas como um aprendizado importante. Não temos mais notícias para compartilhar sobre planos futuros neste momento”.

Para checar os novos Stories do Spotify, é preciso ter a versão atualizada do aplicativo, que pode ser encontrado na App Store, da Apple e na Google Play Store, em celulares com sistema operacional Android

Instagram libera ferramenta de Guias para todos os usuários

Lançada em maio em apenas oito países e disponível só para empresas e criadores de conteúdo, funcionalidade agora está disponível globalmente

A atualização ainda deve demorar alguns dias para chegar em todas as contas, mas já está disponível no Brasil

Instagram anuncia nesta terça-feira, 17, que liberou globalmente a ferramenta de Guias para todos usuários. Introduzida em maio pela rede social, a funcionalidade estava disponível apenas em oito países e para um grupo seleto de contas, restritos a empresas e criadores de conteúdo. 

Além do Brasil, a ferramenta estava disponível nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Índia, Indonésia e Austrália. 

Com a funcionalidade, usuários poderão organizar melhor informações e publicações dentro de seus perfis, com os temas que quiserem – de restaurantes favoritos até dicas para autocuidado. 

No Brasil, a função havia sido lançada em parceria com o Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio. Nas Guias do Instituto, é possível ver conteúdos relacionados à saúde mental e física, além de informações sobre a pandemia de coronavírus

A funcionalidade estará disponível tanto para iOS como para Android. O conteúdo estará presente no perfil dos usuários e também poderá ser compartilhado pelo Instagram Stories, publicamente, ou no Direct, em mensagens privadas. 

Guias que reunirem produtos também vão aparecer no Instagram Shop, a seção de compras do Instagram. 

YouTube tem falha e está fora do ar nesta quarta-feira

Empresa admitiu que está com problemas em todo o planeta; produtores de conteúdo repercutiram assunto nas redes sociais

Hoje, 1,8 mil canais brasileiros têm mais de 1 milhão de inscritos no YouTube

YouTube, plataforma de vídeos do Google, enfrenta instabilidades na noite desta quarta-feira, 11. Segundo o site DownDetector, especializado em detectar problemas em serviços na internet, as falhas começaram por volta das 20h30 (horário de Brasília). 

A empresa admitiu o problema em sua conta oficial no Twitter. “Se você está tendo problemas para assistir vídeos, você não está sozinho. Nosso time está ciente de um problema e trabalhando em uma correção. Avisaremos aqui sobre qualquer atualização”, declarou a empresa, em publicação feita às 21h39 (horário de Brasília). As razões para a falha, porém, ainda não foram explicadas. 

WhatsApp estreia ‘vitrine’ para contas comerciais

A ideia é facilitar a vida não só dos consumidores, mas também dos empreendedores

Contas comerciais do WhatsApp estreiam ‘vitrine’ nesta terça 

WhatsApp confirmou nesta terça, 10, a chegada de uma nova ferramenta para contas comerciais: um novo ícone no chat que permitirá ao usuário ter acesso a um catálogo de produtos – ao conversar com uma confeitaria, por exemplo, ele poderá ver quais bolos estão disponíveis. 

A ideia da empresa, com essa plataforma, é facilitar a vida não só dos consumidores, mas também dos empreendedores que usam o WhatsApp. Com um catálogo que pode ser atualizado, não será preciso responder a inúmeras mensagens perguntando “qual sabor de bolo ainda está disponível?”, por exemplo. No futuro, a intenção da empresa é permitir que a ferramenta do catálogo, que já está disponível no app, mas de forma menos acessível, se transforme em uma loja completa, com pagamento feito dentro do próprio aplicativo. 

Anteriormente, os usuários precisam clicar no perfil para confirmarem se havia um catálogo disponível. Porém, nos perfis comerciais, o novo botão de compra substituirá o botão de chamada de voz. Assim, para encontrar o botão de chamada de voz, é preciso tocar no botão de chamadas para selecionar uma chamada de voz ou vídeo.

No TikTok, todo mundo é gay

Estrelas jovens heterossexuais postam vídeos insinuantes com seus amigos no aplicativo – e não é só para ter mais visualizações
Por Alex Hawgood – The New York Times

Foster Van Lear, uma personalidade do TikTok de 16 anos de Atlanta, postou vídeos de si mesmo beijando amigos na bochecha

Connor Robinson, 17 anos, britânico, estrela do TikTok com barriga de tanquinho e bochechas rosadas, conquistou um grande número de seguidores deixando os fãs com água na boca. Entre a dose diária de dancinhas sem camisa e piadas sobre seu cabelo desgrenhado, Robinson posta alguns vídeos sexualmente sugestivos que, nas suas palavras, “quebram umas barreiras”.

Num vídeo de oito segundos, com uma canção de hip-hop do The Weeknd ao fundo, ele e um colega adolescente, Elijah Finney – que se autodenomina Elijah Elliot – aparecem num quarto de hotel em Londres e parecem prestes a se lançar a uma sessão de amassos apaixonados. O vídeo termina quando Robinson é empurrado contra a parede.

Mas, por mais atrevido que seja o vídeo, os fãs não têm a ilusão de que os dois estejam vivendo os arrepios do amor gay. Robinson e Finney dizem que são heterossexuais, mas, como descobriram alguns influencers do TikTok, a ação homem-a-homem é uma maneira infalível de gerar tráfego. Postado em fevereiro, o vídeo teve mais de 2,2 milhões de visualizações e 31 mil comentários (com muitos emojis de fogo e coração).

“Geralmente, eu faço vídeos de dança engraçados e coisas do tipo, mas parece que as coisas mudaram agora”, disse Robinson de seu quarto em Cumbria, Inglaterra, que é pintado de verde floresta para se destacar no TikTok. Ele calcula que 90% de seus quase 1 milhão de seguidores sejam do sexo feminino. “As garotas se sentem atraídas quando dois tiktokers gatos com muitos seguidores mostram o lado sexual um do outro”, disse ele.

Seguidores gays e bi-curiosos do sexo masculino também são bem-vindos. “Se assistir aos meus vídeos deixa você feliz e outras coisas, beleza”, acrescentou.

Como bem sabem os seguidores das jovens estrelas masculinas do TikTok, o vídeo de sedução de Robinson no hotel vem se tornando um clichê contemporâneo. A plataforma de mídia social voltada para os jovens está repleta de vídeos que mostram rapazes aparentemente heterossexuais dormindo de conchinha, atravessando a rua de mãos dadas, compartilhando a cama, chegando perto para dar um beijo, admirando os físicos esculpidos uns dos outros e se envolvendo em inúmeras outras situações homoeróticas, com o objetivo de fazer graça e, em última análise, gerar visualizações.

A tática de se fazer passar por gay para caçar cliques não se limita aos pequenos criadores de TikTok que tentam aumentar seu público. Basta olhar para os baladeiros da Sway House, que ganharam as manchetes nacionais por darem festas lotadas e barulhentas em sua propriedade de 720 metros quadrados em Bel Air, violando as diretrizes do coronavírus em Los Angeles.

Ao percorrer os feeds de TikTok dos rapazes malhados do grupo, você começa a ter a sensação de que está testemunhando o que aconteceria se os meninos que apareciam nas capas da Tiger Beat passassem um verão desinibido em Fire Island Pines. É uma enxurrada de treinos suados e seminus, piadas sobre pênis, beijos de brincadeirinha e troca de pirulitos.

Josh Richards, 18 anos, uma das estrelas do grupo, já postou vídeos de si mesmo deixando a toalha cair na frente de seus “amigos” Jaden Hossler e Bryce Hall; fingindo beijar outro amigo, Anthony Reeves; e dando um selinho na testa de seu colega de quarto, Griffin Johnson, para a diversão de seus 22 milhões de seguidores.

A estrela do TikTok, Josh Richards, de 18 anos, postou vários vídeos brincando com seus amigos
A estrela do TikTok, Josh Richards, de 18 anos, postou vários vídeos brincando com seus amigos

Os vídeos certamente não prejudicaram sua marca. Em maio, Richards anunciou que estava deixando o Sway Boys e entrando num dos aplicativos rivais do TikTok, o Triller. Ele também apresenta dois novos podcasts muito populares e é o primeiro artista a assinar com a TalentX Records, gravadora formada pela Warner Records e pela TalentX Entertainment, uma agência de redes social.

“Esses meninos parecem um sinal dos tempos”, disse Mel Ottenberg, diretor de criação da revista Interview, que trouxe alguns dos Sway Boys em roupas íntimas na edição de setembro. “Não parecem ter medo tipo, ‘se eu ficar muito perto do meu amigo nesta foto, as pessoas vão achar que eu sou gay’. Eles são muito jovens e gostosos para se preocuparem com essas coisas”.

A diversão de ser “gay”

Uma década atrás, o contato íntimo entre dois jovens rapazes podia significar suicídio social. Mas, para os membros da Geração Z, que cresceram numa época em que o casamento entre pessoas do mesmo sexo nunca foi ilegal, ser chamado de “gay” não é mais o insulto que parecia ser tempos atrás.

Os jovens no TikTok se sentem livres para expandir o comportamento homossocial “porque surgiram numa era de declínio da homofobia cultural, mesmo que não a reconheçam como tal”, disse Eric Anderson, professor de estudos sobre masculinidade na Universidade de Winchester, na Inglaterra. Ao abraçar um lado “mais suave” da masculinidade, eles estão se rebelando contra o que Anderson chamou de “modelo antigay e antifeminino atribuído às culturas jovens das gerações anteriores”.

Mark McCormack, sociólogo da Universidade de Roehampton, de Londres, que estuda o comportamento sexual de homens jovens, acha que o declínio da homofobia é apenas um dos aspectos. Ele acredita que muitos desses influenciadores de TikTok não estão se divertindo às custas de uma identidade queer. Em vez disso, estão parodiando a noção de que “alguém ficaria desconfortável ao vê-los brincando com a ideia de ser gay”.

Em outras palavras, fingir ser gay é uma forma de rebelião e inconformismo adolescente, uma maneira de esses jovens heterossexuais manifestarem como sua geração é diferente da de seus pais, ou mesmo da geração dos millenials. Foster Van Lear, 16 anos, estudante de ensino médio de Atlanta com 500 mil seguidores, disse que os vídeos que o mostram beijando um cara na bochecha ou confessando sentimentos por seu “bróder” o fazem parecer legal e conectado.

“Na nova geração todo mundo é fluído, então os homens ficaram menos hesitantes em relação a essas coisas físicas, a mostrar emoções”, disse ele. “Seria ridículo achar que tem alguma coisa errada nisso”.

Conheça os ‘homiesexuals’

Mas não há confusão nenhuma entre a maioria dos fãs adolescentes que parecem não se cansar desses vídeos gays postados para gerar visualizações. Sempre que Robinson posta vídeos de si mesmo fazendo exercícios físicos com outro amigo, ele é inundado com comentários febris como “só eu achei isso um baita tesão?”, “meu celular até caiu aqui”, “tipo, eu nem consigo parar de ver”.

Ercan Boyraz, chefe de gerenciamento de influenciadores da Yoke Network, uma agência de marketing de mídia social de Londres, disse que a grande maioria dos comentaristas é formada por garotas. E, ao invés de se sentirem ameaçadas ou confusas com caras que ficam brincando com outros caras, elas acham tudo muito sexy. “Caras hétero sempre se sentiram atraídos por garotas flertando umas com as outras”, disse Boyraz, que já trabalhou com Robinson. “As meninas estão só pegando a mesma ideia e invertendo as posições”.

Chamemos de oportunidades iguais de objetificação. Enquanto isso, os fãs heterossexuais acham que estão vendo uma piada. E, embora não necessariamente sintam algum estímulo com esses vídeos, querem emular o tipo de amizade masculina desencanada que esses vídeos de TikTok retratam.

“Mostrar emoções com outro cara, especialmente sob a forma de piada, bota um sorriso no rosto das pessoas, uma gargalhada”, disse Foster Van Lear, que seguiu o exemplo de criadores de TikTok extremamente populares, como os caras da Sway House. Além disso, acrescentou ele, “aumenta as chances de maior engajamento do público”.

Existe até um termo para descrever homens heterossexuais que vão além do bromance e exibem sinais não sexuais de afeição física: homiesexual (algo como “amigo sexual”, em tradução literal). Uma pesquisa pela hashtag homiesexual traz mais de 40 milhões de resultados no TikTok. Existem também memes, compilações do YouTube e moletons com frases como: “Não é gay. É homiesexual”.

Queerbaiting ou clickbait – isca de cliques ou de LGBT?

Ainda assim, vídeos de homens heterossexuais pulando no colo uns dos outros ou admirando o traseiro uns dos outros só para gerar visualizações no TikTok podem parecer ofensivos, especialmente para espectadores gays.

Colton Haynes, 32 anos, ator assumidamente gay de Teen Wolf, foi ao TikTok em março para denunciar a tendência. “Para todos os caras heterossexuais que continuam aí postando esses vídeos e rindo e fazendo piada: ser gay não é piada”, disse ele. “Piada é você achar que teria seguidores ou likes sem a gente”. “Então parem de ser homofóbicos”, acrescentou ele, com um palavrão.

Mas alguns fãs gays veem a tendência como um progresso. Steven Dam, 40 anos, analista de mídia social da Art and Commerce, uma agência de talentos de Nova York, disse que, no começo, achou que esses vídeos eram homofóbicos. Mas, quanto mais seu feed de TikTok se enchia de jovens se chamando de “lindos”, disse ele, mais começou a reconhecer que havia “um novo tipo de definição de heterossexualidade para homens mais jovens”.

A popularidade desses vídeos melosos, disse ele, é “tem menos a ver com homossexualidade” e mais a ver com uma “mudança de paradigma para uma forma de masculinidade em evolução, que não tem mais vergonha de demonstrar afeto”. / TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU