Campanha do WhatsApp destaca recurso de visualização única de fotos e vídeos

Ação criada pela AlmapBBDO quer reforçar a preocupação da plataforma com a privacidade de seus usuários
Carolina Firmino

Com o objetivo de promover a opção de “visualização única” disponível no aplicativo, o WhatsApp lançou um vídeo na segunda-feira (18), convidando as pessoas a experimentarem o recurso.

Na ação criada junto da AlmapBBDO, assistimos a um casal trocando mensagens e usando essa alternativa para trocar conteúdo sobre o momento delicado do término do relacionamento. O filme ressalta que algumas situações são tão pessoais que só devem ser vistas uma vez.

As fotos e os vídeos enviados nesse formato desaparecem após a abertura pelo destinatário. Com a ferramenta, o WhatsApp busca oferecer ainda maior controle e segurança sobre o que é compartilhado, além de reforçar seu compromisso com a privacidade dos usuários. Segundo, comunicado à imprensa, esse movimento faz parte do plano de conferir mais visibilidade à principal característica da plataforma: a privacidade.

Por isso, além de contar com ativações de influenciadores e mídias “out of home”. Além disso, a campanha estará presente nos intervalos do “Vale a Pena Ver de Novo” da Rede Globo e nas reprises de campeonatos esportivos transmitidos pela emissora, pelo SBT e TNT. Neste caso, o objetivo é contrapor esses momentos de repetição, como no caso desses dois tipos de transmissões, com funcionalidade do aplicativo que permite uma única visualização.

Instagram anuncia coautoria de posts, postagem pelo desktop e mais

Uma boa leva de novidades para a rede

Postagem de fotos e vídeos no Instagram Web
A possibilidade de publicar conteúdo no desktop será lançada na próxima quinta-feira, 21

Mais uma semana, mais uma leva de novidades para o Instagram — desta vez, focadas no ato de criar e postar conteúdos na rede.

Entre os novos recursos que chegarão ao Insta em breve (ou estão sendo testados), temos a opção de coautoria em posts, links para projetos beneficentes e — finalmente! — a opção de publicar conteúdos diretamente pelo Instagram na web.

Vamos ver tudo?

Collabs

A primeira novidade é o recurso Collabs, o qual permitirá que dois perfis sejam creditados como coautores de uma postagem ou de um vídeo no Reels. A publicação que for marcada desta forma aparecerá nos perfis dos dois usuários e no feed dos seguidores de ambos; a contagem de curtidas e os comentários serão unificados.

"Collabs", coautoria de posts no Instagram

Para iniciar uma collab, um dos usuários precisa postar o conteúdo e convidar o outro para a coautoria. Apenas após o sinal verde do outro perfil é que os dois aparecerão como coautores da foto, vídeo ou Reel.

O recurso já está sendo disponibilizado na rede e deverá chegar para todos os usuários ao longo das próximas semanas.

Postagem no desktop

Seguindo com as novidades, o Instagram enfim passará a permitir que você publique fotos e vídeos na rede diretamente de um navegador. O recurso já estava em testes desde o início do ano, e agora chegará para todos os usuários nas próximas semanas.

Várias ferramentas de terceiros já oferecem “gambiarras” para fazer a postagem no Instagram a partir de um navegador, mas o recurso nativo é muito mais flexível: você poderá, assim como no aplicativo, publicar múltiplas fotos ou vídeos de até um minuto, editar o conteúdo, adicionar tags e outros elementos diretamente do browser.

Para quem usa o Instagram na web pelo iPad, especialmente, a novidade é muito bem-vinda.

Instagram + Facebook

Atualmente, já é possível publicar seus Stories e Reels do Instagram no aplicativo do Facebook. Pois agora, segundo o TechCrunch, a empresa está testando oferecer também o recurso na direção contrária — isto é, levar suas fotos e vídeos do Facebook para o Instagram.

O recurso está sendo testado com um número pequeno de usuários que já têm suas contas do Facebook e do Instagram conectadas. Antes de postar uma foto ou vídeo no Face, essas pessoas verão uma opção de compartilhar o conteúdo também no Instagram — a opção será desligada por padrão, mas o usuário pode alterar os ajustes da rede para ter todas as suas publicações multimídia compartilhadas automaticamente nas duas plataformas.

Opção para postar fotos e vídeos do Facebook no Instagram

A “postagem dupla” contemplará fotos, vídeos ou álbuns com até dez imagens, mas não postagens apenas de texto, enquetes, GIFs ou compartilhamentos. Imagens mais altas que o permitido no feed do Instagram também não terão a opção de serem compartilhadas na rede.

Ainda não se sabe se (ou quando) o recurso será efetivado, mas ficaremos de olho.

Stories mais longos

Outro teste do Instagram — este, revelado pelo insider Alessandro Paluzzi — sugere que, em breve, usuários poderão publicar Stories mais longos na plataforma.

Atualmente, os vídeos dos Stories são limitados a 30 segundos; caso a sua gravação ultrapasse esse tempo, ela é dividida em múltiplas postagens. De acordo com a descoberta de Paluzzi, entretanto, este número poderá dobrar em breve: de 30, os usuários poderão publicar Stories de até 60 segundos sem divisão.

Como o recurso ainda está em desenvolvimento, não é possível saber quando ele chegará para os usuários. A estreia, entretanto, não deverá demorar muito.

Outras novidades

Por fim, outras novidades menores chegarão ao Instagram ao longo das próximas semanas. Será possível, por exemplo, criar campanhas de angariação de dinheiro em posts na rede — com isso, você poderá publicar fotos e vídeos com um link para a sua campanha e atrair a atenção de um público maior.

Novos recursos musicais no Reels do Instagram

Além disso, o Reels receberá dois novos recursos musicais: o Superbeat adicionará efeitos ao seu vídeo no ritmo da música, enquanto os efeitos Dynamic e 3D exibirão a letra da canção escolhida de forma mais divertida e dinâmica.

Clubhouse ganha modo de transmissão dedicado para músicas

Para proporcionar uma experiência ainda mais completa para músicos (ou basicamente qualquer pessoa que queira transmitir músicas com mais qualidade), o Clubhouse lançou recentemente um novo Modo Música (Music Mode) o qual otimiza a transmissão de músicas com alta qualidade e som estéreo.

É possível ativar a nova opção tocando nos três pontos no canto superior direito de uma sala e selecionando Qualidade de áudio » Música. Ouvintes, por outro lado, não precisam ativar nenhum recurso ou usar equipamentos especiais — basta aproveitar o áudio estéreo em seus fones de ouvido, alto-falantes ou no próprio telefone.


O Clubhouse ainda disse que o recurso Clips, lançado no começo deste mês, também suportará som estéreo — então, se você decidir salvar um trecho de uma apresentação no Modo Música, a qualidade do áudio permanecerá a mesma.

O Modo Música estará inicialmente disponível apenas no iOS, com o lançamento para Android previsto para breve.

Por fim, mas não menos importante, o Clubhouse também atualizou seu recurso de busca. A plataforma agora exibirá a barra de pesquisa “em um local mais conveniente”, no topo da tela. Além disso, usuários também podem acenar para amigos diretamente da barra de busca — um recurso que permite que você convide amigos rapidamente para uma sala de áudio ao vivo.

WhatsApp libera criptografia de ponta a ponta em backups; veja como habilitar

Ferramenta já tinha sido anunciada pelo Facebook e estava em testes com usuários da versão beta do mensageiro

Depois de ter o recurso na versão beta do app, todos os usuários poderão, agora, habilitar a ferramenta

Facebook anunciou nesta quinta-feira, 14, que a tecnologia de criptografia de ponta a ponta em backups do WhatsApp vai estar disponível a partir desta semana para os usuários. A novidade foi anunciada por Mark Zuckerberg, presidente da empresa, em sua página oficial no Facebook é uma tentativa de adicionar uma camada extra de segurança no mensageiro. 

A criptografia de ponta a ponta estava disponível apenas nas conversas individuais e em grupos no app. Essa tecnologia é capaz de ‘trancar’ os dados de um chat e codificá-los de forma que apenas quem envia e quem recebe o conteúdo possa ter acesso a ele. O sistema de backup, que conserva as conversas e os contatos do WhatsApp em nuvem, porém, ainda não possuía o recurso. 

O backup no WhatsApp, que já existe hoje sem a tecnologia de criptografia, é opcional e pode ser encontrado nas configurações do app . É uma forma de salvar dados e contatos existentes no app fora do aparelho celular em nuvem, tanto no Google Drive quanto no iCloud, da Apple. Dessa forma, eles podem ser transferidos para outro aparelho, em caso de roubo ou mesmo de atualização do dispositivo, por exemplo. 

Segundo Zuckerberg, depois de ter o recurso na versão beta do app, todos os usuários poderão, agora, habilitar a ferramenta — a ativação é manual por meio das configurações e vai estar disponível para celulares iOS e Android. O recurso deve chegar aos usuários gradualmente, informou a empresa.

“Como as conversas protegidas com a criptografia de ponta a ponta ficam armazenadas nos celulares dos usuários, muitas pessoas também querem uma outra maneira de salvar e recuperar suas conversas caso percam seus aparelhos. O recurso para proteger os backups de conversas com a criptografia de ponta a ponta será disponibilizado gradualmente para os usuários com a versão mais recente do WhatsApp a partir de hoje”, afirmou Zuckerberg no post.

Para ativar a criptografia no backup basta acessar o menu “configurações”, clicar em “conversas” e depois” backups de conversas”. Em seguida, ative a instrução para habilitar a criptografia de ponta a ponta. 

Netflix divulga rankings de filmes e séries mais assistidos com base no número de horas vistas

Nas novas métricas (que seguem problemáticas), “Bridgerton” e “Bird Box” são os campeões de audiência
Pedro Strazza

Imagem: Divulgação

Desde que alterou o método de análise de audiência de sua plataforma para contar como visualização qualquer sessão de pelo menos 2 minutos, tudo que envolve sucesso na Netflix é acompanhado de certa tom de dúvida. Não ajuda que a companhia só revela dados de seus hits, mas a métrica “mínima” não desperta confiança.

Esta semana, porém, a companhia deu um passo extra na divulgação dos dados de audiência da plataforma durante a conferência Code em Los Angeles. Presente no evento na segunda-feira (27), o co-CEO Ted Sarandos revelou na ocasião dois novos rankings de mais assistidos do serviço de streaming, agora contabilizando o número de horas consumidas por conteúdo ao invés da quantidade de contas que gastaram pelo menos 2 minutos assistindo aos mesmos.

Os números sozinhos novamente não dizem muito para análise – até porque englobam de novo aqueles que assistiram até o fim e quem parou logo no começo – mas ajudam a dar alguma dimensão do nível de popularidade de alguns títulos originais da plataforma. Nas séries, por exemplo, produções como “Stranger Things”“13 Reasons Why” e “La Casa de Papel” aparecem mais que uma vez no total de horas consumidas por temporada, o que reforça a capacidade da Netflix em gerar retornos de audiência em seus seriados mais populares.

Nos números, os rankings novos são liderados no momento por “Bridgerton”, cuja primeira temporada acumulou 625 milhões de horas assistidas pela base de usuários, e “Bird Box”, que supera o atual líder em número de contas “Resgate” com 282 milhões de horas consumidas pelo público. O interessante é que ambos os líderes são lançamentos de fim de ano da Netflix, um período de férias que pelo visto é crucial para o negócio atualmente.

Para além disso, porém, é tudo muito obtuso principalmente porque a métrica de horas não leva em conta as diferentes durações de cada título. Nos filmes, por exemplo, “O Irlandês” ocupa a terceira posição com 215 milhões de horas, algo que soa natural dado o tempo maior gasto para terminar de se assistir o filme de Martin Scorsese.

Enquanto Sarandos disse no evento que as listas são parte de um esforço da empresa em “dar maior transparência ao mercado, com os talentos e todo mundo”, o executivo não confirmou se as métricas agora serão parte dos relatórios financeiros trimestrais da empresa. Você pode conferir as duas listagens abaixo:

Séries mais assistidas, com base no número de horas consumidas nos primeiros 28 dias de disponibilidade

“Bridgerton” (1° temporada): 625 milhões de horas
“La Casa de Papel” (parte 4): 619 milhões de horas
“Stranger Things 3”: 582 milhões de horas
“The Witcher” (1° temporada): 541 milhões de horas
“13 Reasons Why” (2° temporada): 496 milhões de horas
“13 Reasons Why” (1° temporada): 476 milhões de horas
“Você” (2° temporada): 457 milhões de horas
“Stranger Things 2”: 427 milhões de horas
“La Casa de Papel” (parte 3): 426 milhões de horas
“Ginny & Georgia” (1°temporada): 381 milhões de horas

Filmes mais assistidos, com base no número de horas consumidas nos primeiros 28 dias de disponibilidade

“Bird Box”: 282 milhões de horas
“Resgate”: 231 milhões de horas
“O Irlandês”: 215 milhões de horas
“A Barraca do Beijo 2”: 209 milhões de horas
“Esquadrão 6”: 205 milhões de horas
“Troco em Dobro”: 197 milhões de horas
“Enola Holmes”: 190 milhões de horas
“Army of the Dead”: 187 milhões de horas
“The Old Guard”: 186 milhões de horas
“Mistério no Mediterrâneo”: 170 milhões de horas

Vale a pena comparar com os dados anteriores de audiências divulgados pela Netflix e perceber o que está e não está presente nas duas listas:

Séries mais assistidas, com base no número de contas que consumiram pelo menos 2 minutos dos episódios nos primeiros 28 dias de disponibilidade

“Bridgerton” (1° temporada): 82 milhões de contas
“Lupin” (parte 1): 76 milhões de contas
“The Witcher” (1° temporada): 67 milhões de contas
“Sex/Life” (1° temporada): 67 milhões de contas
“Stranger Things 3”: 67 milhões de contas
“La Casa de Papel” (parte 4): 65 milhões de contas
“A Máfia dos Tigres”: 64 milhões de contas
“O Gambito da Rainha”: 62 milhões de contas
“Sweet Tooth” (1° temporada): 60 milhões de contas
“Emily em Paris” (1° temporada): 58 milhões de contas

Filmes mais assistidos, com base no número de contas que consumiram pelo menos 2 minutos nos primeiros 28 dias de disponibilidade

“Resgate”: 99 milhões de contas
“Bird Box”: 89 milhões de contas
“Troco em Dobro”: 85 milhões de contas
“Esquadrão 6”: 83 milhões de contas
“Mistério no Mediterrâneo”: 83 milhões de contas
“The Old Guard”: 78 milhões de contas
“Enola Holmes”: 77 milhões de contas
“Power”: 75 milhões de contas
“Army of the Dead”: 75 milhões de contas
“Paternidade”: 74 milhões de contas

Twitter ganha vídeos com mais qualidade

Não está claro o quão melhor eles serão, no entanto
By Jay Peters@jaypeters  Sep 24, 2021, 6:14pm EDT

Illustration by Alex Castro / The Verge

A baixa qualidade de vídeo do Twitter tem sido uma frustração de longa data para os usuários da plataforma, mas na sexta-feira, a empresa compartilhou algumas notícias potencialmente promissoras: os vídeos enviados para o serviço agora “parecerão menos pixelizados para uma melhor experiência de visualização”, disse o Twitter em um tweet de sua conta de suporte.

O Twitter removeu uma etapa de pré-processamento em seu pipeline de vídeo quando você carregou, disse a empresa ao The Verge, o que pode significar que a fidelidade de um vídeo está mais próxima da versão original. Mas, além disso, não sabemos muito sobre o que está mudando, e não está claro por que a empresa está sendo tão vaga sobre o que deveria ser uma mudança que vale a pena comemorar do alto.

A pesquisadora de aplicativos Jane Manchun Wong carregou um vídeo para testar as supostas melhorias, e o vídeo resultante parece menos pixelado do que poderia ser de outra forma. (O som neste vídeo está um pouco alto, então você pode abaixar o volume antes de assisti-lo.) Mas claramente não é tão nítido quanto um vídeo de alta qualidade que você pode assistir no YouTube ou Twitch. E esta atualização se aplica apenas a vídeos recém-enviados, então os vídeos mais antigos não verão as melhorias.

Dito isso, é promissor ver que o Twitter está se esforçando para melhorar sua experiência de vídeo. E as atualizações podem estender a qualidade do vídeo anterior, já que no início desta semana, a pesquisa de Wong sugeriu que o Twitter também está trabalhando nas opções de velocidade de reprodução de vídeo.

Twitter mostrará o que seus amigos estão ouvindo no Spaces

Antes, a rede só sugeria salas as quais as pessoas que você segue estavam hospedando

Twitter está experimentando uma nova forma de tornar mais fácil encontrar Espaços (Spaces) os quais você talvez possa se interessar.

Em breve, você começará a notar Espaços de pessoas que você não segue aparecendo na aba superior do app (lá onde anteriormente moravam os Fleets). Isso porque a plataforma está experimentando expor Spaces nos quais as pessoas que você segue estão participando.

Dessa forma, se alguém que você segue estiver ouvindo (sem mesmo participar ativamente) de um Espaço de alguma outra conta, você poderá ver e talvez se interessar pelo bate-papo. Anteriormente, somente as salas de pessoas que você segue estavam hospedando apareciam na aba.

Se você não quiser que seus seguidores saibam de quais Espaços você está participando, você pode desativar isso navegando até o menu “Configurações e privacidade”, em seguida “Privacidade e segurança” e, depois, desativando a opção “permitir seguidores de ver quais Spaces você está ouvindo”. Porém, desativar essa função não esconderá a sua presença dentro da sala de áudio.

Somente neste mês, o Twitter já atualizou os Espaços com uma nova paleta de cores, adicionou a possibilidade de adicionar até 10 palestrantes na sala e há rumores de que serão implementadas novas regras e opções de reprodução à plataforma.

A novidade de hoje está sendo disponibilizada para iOS e Android, e faz parte da estratégia do Twitter de incentivar cada vez mais o descobrimento de novos Spaces — tornando mais fácil encontrar salas de áudio do seu interesse.

Jovens influencers estão estressados e esgotados

Muitas pessoas que encontraram a fama no TikTok lutam com problemas de saúde mental
Taylor Lorenz, The New York Times – Life/Style, O Estado de S.Paulo

Zach Jelks, um criador do TikTok, em casa em Los Angeles. “Eu me preocupo com minha longevidade nas redes sociais”.  Foto: Michelle Groskopf/The New York Times

Ultimamente, tem sido difícil para Jack Innanen, de 22 anos, astro do TikTok de Toronto, criar conteúdo. “Tenho a sensação de estar destampando um barril que está vazio há um ano”, disse.

Passar horas filmando, editando, fazendo o roteiro, lidar com os fãs, concluindo novos acordos e procurando atender a todas as responsabilidades decorrentes do fato de ser um criador de conteúdo de sucesso cobraram um preço. Innanen, como tantos influenciadores da Geração Z que alcançaram a fama no ano passado, está esgotado.

“Cheguei ao ponto de pensar ‘Tenho de fazer um vídeo, hoje,’ e passar o dia inteiro apavorado com todo o processo”.

Ele não é o único. “Esse aplicativo era tão divertido”, disse Sha Crow, um criador do TikTok em um vídeo de fevereiro, “e agora o seu criador preferido está deprimido”. E continuou explicando que os seus amigos lutam também com problemas de saúde mental e com o estresse da vida pública.

O vídeo viralizou, e nos comentários, dezenas de criadores expressaram a mesma sensação. 

Enquanto coletivamente as pessoas processam a devastação da pandemia, o esgotamento assola praticamente cada setor da força de trabalho. Funcionários de escritório estão deixando seus empregos espontaneamente; pais estão no limite; funcionários que trabalham por hora e do setor de serviços estão sobrecarregados; e os profissionais de saúde enfrentam a exaustão e o trauma de estar nas linhas de frente da pandemia.

Segundo um relatório divulgado recentemente pela empresa de investimentos SignallFire, mais de 50 milhões de pessoas se consideram criadoras (também conhecidas como influenciadoras), e este setor é o segmento de pequenas empresas de maior crescimento, graças em parte a um ano em que a vida migrou para o on-line e muitos se viram presos em casa ou sem trabalho. Ao longo de todo o ano de 2020, a rede social produziu uma nova geração de jovens astros.

No entanto, agora, muitos deles afirmam que chegaram a um ponto de ruptura. Em março, Charli D’Amelio, a maior estrela do TikTok, com 117 milhões de seguidores, disse que havia “perdido a paixão” de postar conteúdo. Em maio, Spencewuah, um astro de 19 anos do TikTok com cerca de 10 milhões de seguidores, anunciou que estava deixando a plataforma depois de uma discussão com fãs do BTS.

“Muitos criadores do TikTok mais velhos não postam tantas mensagens, e muitos dos mais jovens estão se esquivando”, falou Devron Harris, 20 anos, um criador do TikTok de Tampa, Flórida. “Eles simplesmente pararam de produzir conteúdo. Quando os criadores tentam falar que estão sendo assediados ou estão esgotados ou não estão sendo tratados como seres humanos, os comentários dizem: ‘Você é um influenciador, supere’”.

NYT - Life/Style (não usar em outras publicações).
Luis Capecchi, em casa. “Larguei tudo para seguir essa carreira nas redes sociais”.  Foto: Michelle Groskopf/The New York Times

Tudo o que sobe, desce

esgotamento afeta gerações de criadores das redes sociais. Em 2017, influenciadores do Instagram começaram a deixar a plataforma, afirmando que se sentiam deprimidos e desencorajados. “Parece que ninguém consegue se divertir mais no Instagram”, escreveu na época um contribuidor do blog This Is Glamorous.

Em 2018, Josh Ostrovsky, um criador do Instagram conhecido como The Fat Jew, que também se referiu a esgotamento, reiterou estes sentimentos. “Acabará havendo tantos influenciadores que o mercado estará saturado”, afirmou.

No mesmo ano, muitos grandes criadores do YouTube começaram a sair da plataforma, alegando problemas de saúde mental. Os seus críticos se concentraram no algoritmo do YouTube, que gostavam de vídeos mais longos e os que postavam praticamente todos os dias, um ritmo que, segundo os criadores, era muito difícil de alcançar. Os gerentes e executivos de produto do YouTube trataram das dificuldades dos criadores e prometeram uma solução.

Quando uma nova safra de jovens astros começou a conquistar audiências no TikTok no final de 2019 e início de 2020, muitos esperavam que  desta vez fosse diferente. Eles haviam crescido olhando os YouTubers falando abertamente destes problemas. “Quando se trata dos criadores da Geração Z, falamos sempre de saúde mental e dos cuidados conosco mesmos”, falou Courtney Nwokedi, 23 anos, uma estrela do YouTube de Los Angeles. “Vimos um monte de criadores falando sobre o esgotamentos no passado”.

Ainda assim, eles não estavam preparados para o trabalho desgastante de criar, manter e monetizar um público durante uma pandemia. “É muito exaustivo”, disse Jose Damas, 22 anos, um criador da TikTok de Los Angeles. “Parece que o dia não tem horas suficientes”.

Graças à página “For You” do aplicativo, gerada algoritmicamente, o TikTok gera fama mais rapidamente do que qualquer outra plataforma; é possível conseguir milhões de seguidores em questão de semanas. Mas tão rapidamente quanto os criadores subiram, eles podem cair.

A volatilidade pode ser estrondosa. “Quando as suas visualizações estão lá embaixo, isto afeta a sua estabilidade financeira e põe em risco a sua carreira”, disse Luis Capecchi, um criador do TikTok de 23 anos, de Los Angeles. “É como ser demitido de um emprego de uma hora para a outra”.

Os criadores encontram todo tipo de problemas, como bullying, assédio e discriminação. “Alguns criadores afirmam até que o seu conteúdo foi roubado, e outra pessoa viralizou com o conteúdo deles, chamando a atenção de toda a imprensa”, disse Harris. Sem falar que as comunidades de fãs e os comentaristas da internet podem ser perversos. “Você não pode simplesmente filmar o que quer filmar”, disse Harris. “Eles se divertirão se as suas visualizações caírem”.

“Eu me preocupo com a minha longevidade nas redes sociais”, disse Zach Jelks, 21 anos, um criador da TikTok de Los Angeles. “As pessoas descartam um criador porque estão cansadas dele”, acrescentou.

NYT - Life/Style (não usar em outras publicações).
Walid Mohammed mudou-se para uma casa de cinco quartos em Los Angeles com outros criadores.  Foto: Michelle Groskopf/The New York Times

‘O próximo, o próximo, o próximo’

Ninguém se beneficiou mais do boom de criadores do que a indústria de tecnologia. Depois de mais de uma década esnobando influenciadores, no ano passado, investidores famosos mudaram de ideia. Os investidores de risco do Vale do Silício agora injetam dinheiro nas startups centradas nos criadores, e as plataformas começaram a competir por talentos.

“A excessiva saturação e essa pressão para todos se tornarem criadores parece algo desonesto”, observou Innanen, “Parece  simplesmente fome de dinheiro. Eu me sinto perfeitamente descartável, o que posso até ser. Só se procura o próximo, o próximo, o próximo”.

Os criadores, por outro lado, operam sem as proteções e os benefícios tradicionais do emprego de que muitos assalariados têm direito. Alguns líderes da economia dos criadores, como Li Jin, cuja empresa de investimento investe na indústria, pediu formas de monetização mais sustentáveis para os criadores de todos os tamanhos. Mas a maioria deve defender-se por si ou correr o risco de esbarrar em acordos de gestão abusiva”.

“O seu é um trabalho totalmente autônomo, e você não pode fazer continuamente o mesmo trabalho”, disse Innanen. “Precisa evoluir e adaptar-se”.

“Tenho a sensação de que posso ser liquidado a qualquer momento por um algoritmo”, acrescentou.

“Há um aspecto muito negativo nisso tudo”, segundo Jake Browne, 30 anos, fundador da Go House, uma casa de conteúdo de Los Angeles. “Aí estão todos estes investidores e plataformas; eles precisam de criadores para criar conteúdo em uma escala maciça. Tipo, deixem cada um fazer isso e nós não temos de nos preocupar com eles. Os 10% melhores ganharão dinheiro para nós”.

Essa pressão logo parecerá familiar para mais gente que menospreza baixos salários ou um trabalho pouco confiável e prefere seguir carreira na economia dos criadores. Plataformas como Subtrack e OnlyFans surgiram para vender sonhos de empreendedorismo e independência a um maior número de pessoas, muitas das quais perderam a confiança nos setores mais tradicionais da economia.

“A indústria de influenciadores é simplesmente o ponto final lógico do individualismo americano, o que nos deixa competindo por identidade e atenção, mas nunca conseguindo o suficiente,” escreveu recentemente Rebecca Jennings.

Provavelmente, isso não mudará tão cedo. “Acho que as redes sociais foram construídas para consumir as pessoas”, disse Jelks.

Para enfrentar a depressão, muitos criadores do TikTok buscaram a terapia e coaching, ou tentaram ser mais abertos com seus fãs e amigos a respeito das próprias lutas.

“Quando estou deprimida, converso com as pessoas que estão ao meu redor”, contou Tatayanna Mitchell, 22 anos, criadora do YouTube e do TikTok de Los Angeles. “Faço posts sobre as minhas histórias e compartilho as que dizem ‘É bom conversar com as pessoas se você precisa de ajuda’”. Em setembro do ano passado, Mitchell anunciou que estava “saindo do TikTok,” referindo-se ao clima tóxico e ao assédio. Entretanto, ela voltou pouco depois. “Eu só estava triste”, contou.

“Nós nos preocupamos profundamente com o bem-estar dos nossos criadores, e levamos a sério as suas dificuldades”, escreveu um porta-voz do TikTok em um comunicado por e-mail. “Fazemos questão de compreender os seus objetivos individuais e suas experiências, e as nossas equipes continuam trabalhando para oferecer recursos, apoio e uma porta aberta para a comunicação”.

Mas mesmo as plataformas mais atenciosas não conseguem aliviar a precariedade inerente ao trabalho de criador, ou a pressão que muitos criadores colocam sobre si mesmos. “Tenho a impressão de que sou eu pessoalmente que estou falhando e talvez nunca mais consiga me recuperar quando um vídeo fracassa”, ele disse. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

WhatsApp libera transferência de histórico entre Android e iPhone para todos usuários

Até então em testes, recurso possibilita que usuário mude de aparelho e mantenha as conversas, contatos e arquivos no dispositivo
Por Guilherme Guerra – O Estado de S. Paulo

Aguardo por muitos usuários, a transferência de histórico no WhatsApp começará de iPhone para Android

Após testes para poucos usuários, o WhatsApp revelou nesta quarta-feira, 11, que está começando a liberar a transferência de histórico entre Android e iOS (e vice-versa) para todo mundo, permitindo que seja mantido o histórico de conversas, contatos e arquivos de mídia ao trocar de dispositivo.

A transferência de histórico começará primeiro para usuários Android que querem importar dados de um aparelho iPhone antigo. Posteriormente, a novidade deve chegar para iOS, ainda sem data planejada.

Os novos smartphones Samsung Galaxy dobráveis, anunciados também nesta quarta pela fabricante sul-coreana, serão os primeiros celulares da marca a receberem a novidade, junto com dispositivos Samsung que rodem Android 10 ou sistema superior.

O WhatsApp garante que a transferência de histórico não atrapalha a criptografia de ponta a ponta nas mensagens da plataforma.

“Estamos animados por poder facilitar com segurança a transferência do histórico de conversas no WhatsApp de um sistema operacional para outro, pela primeira vez. Este tem sido um dos recursos mais solicitados pelos usuários há anos e o WhatsApp trabalhou em conjunto com sistemas operacionais e fabricantes de dispositivos para resolvê-lo”, afirmou em nota o gerente de produto do WhatsApp, Sandeep Paruchuri.