Entenda por que as redes sociais estão escondendo as ‘curtidas’ dos usuários

Facebook, Twitter, YouTube e Instagram fazem testes e deixam de exibir outros dados, como total de inscritos em canais e perfis; mudança pode ser sinal de esgotamento de modelo atual e tentativa de deixar internet mais íntima
Por Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

Para os especialistas ouvidos pelo ‘Estado’, uma nova internet vai surgir após o fim da contagem de ‘likes’, mais focada em pequenos nichos

Parecia um teste inofensivo, mas virou uma tendência que dominou a web: nos últimos meses, Twitter, Instagram, YouTube e Facebook anunciaram ou já implementaram testes para esconder números cruciais de suas plataformas – como o de curtidas em uma foto ou de inscritos em um canal popular (veja abaixo). Por trás do discurso de melhorar a experiência – e a saúde mental – dos usuários, porém, as redes sociais podem estar prestes a se deparar com o esgotamento de um modelo que moldou a internet na última década: o “like” como sinônimo de expressão online e métrica de negócios. 

Em fevereiro, o botão Curtir fez dez anos. De lá para cá, ajudou a popularizar um tipo de interação que funciona como fast- food: rápida, instantaneamente prazerosa, mas também superficial e que, em demasia, pode fazer mal. Mais do que uma forma de manifestação, a curtida virou base para um sistema de métricas para direcionamento de anúncios e incentivou o surgimento de influenciadores digitais. 

O número de curtidas no Facebook passou a empilhar dados sobre hábitos e gostos, além de indicar quais conteúdos e personalidades são populares nas redes socais. Tudo isso se espraiou para outras redes – como o Instagram, comprado pelo Facebook em 2012 – e também em produtos de rivais, como o Twitter e o YouTube, do Google. Procuradas, as quatro plataformas não quiseram participar da reportagem, mas confirmaram os testes ou a intenção de fazê-los em breve. 

Do lado do usuário, nasceu a cultura de produzir conteúdo em busca de likes, em uma espécie de concurso de popularidade. Para quem não consegue criar conteúdos que “viralizam”, surgiram empresas que vendem likes – com a ajuda de “fazendas de robôs”, milhares de dispositivos prontos para curtir algo ou popularizar uma #hashtag nas redes. 

Hoje, basta abrir a carteira para ser popular – mas esse comércio gerou desequilíbrio. “O like funcionou bem até os robôs surgirem”, diz Luis Peres Neto, professor da ESPM. Para as empresas e marcas, ficou difícil determinar o que de fato fazia sucesso e o que era artificial. Para os usuários, a pressão só cresceu. 

Das plataformas citadas acima, a primeira que promove um teste amplo para remover a contagem de curtidas de suas plataformas foi o Instagram – que diz lutar justamente contra a busca desenfreada por aprovação e o custo mental que isso traz aos usuários. Há motivos para a preocupação: em 2017, a agência de saúde pública do Reino Unido considerou o app como a pior rede social para a saúde mental e o bem estar das pessoas. Hoje, usuários de sete países, incluindo o Brasil, já não veem mais quem aprecia suas fotos de comida, selfies e pôr-do-sol. 

“As curtidas ajudam a determinar quais conteúdos são distribuídos pelos algoritmos – quanto mais likes, mais uma publicação aparece”, explica Fabro Steibel, diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). “Isso gerou um ambiente tóxico, que favorece o extremismo – algo que não é benéfico para as redes sociais e seus clientes, os anunciantes.” 

Como poderá ser a internet ‘pós-like’

Para analistas, o sumiço dos números de likes pode ser um teste para o futuro das redes sociais. “Acho que as empresas querem entender se, sem os likes, poderão reverter a tendência de queda nas postagens e no número de usuários”, diz Leandro Bravo, diretor de relacionamento da agência Celebryts, que lida com influenciadores digitais. 

Na visão de Bravo, é possível que o sumiço dos likes seja até uma medida para camuflar uma possível queda na popularidade. A teoria se aplica principalmente ao Facebook, que registra quedas no engajamento dos usuários. Em abril deste ano, uma pesquisa do Datafolha mostrou que 56% dos brasileiros online tinham uma conta na rede social. Em 2017, eram 61%. 

Esconder o número de curtidas também pode ajudar a mascarar como seu algoritmo – uma receita cheia de temperos secretos – funciona. Sem a referência dos likes, é mais difícil perceber as mudanças da “fórmula mágica”. 

Antes de ter uma resposta definitiva, é possível imaginar que nenhum dos testes seria realizado caso as redes sociais não estivessem de olho em outras métricas de sucesso dos conteúdos.  “O ‘fim dos likes’ é um certificado de que as coisas se tornaram mais complexas do que há uma década”, diz Peres Neto. Entre os dados já usados estão comentários, compartilhamentos, engajamento, número de postagens por usuário e visualizações. “O número de visualizações passa a importar mais que o like”, diz Fábio Malini, professor da Universidade Federal do Espírito Santo. 

Malini lembra que os Stories, recurso criado pelo Snapchat e copiado pelo Instagram, já dispensa os likes e entrega o número de visualizações para o dono da conta. O Facebook acrescentou Stories em todos os seus serviços, incluindo o WhatsApp. Segundo o professor, essa aura mais intimista impulsiona a quantidade de postagens por parte dos usuários – o que ajuda a garantir a atenção de todos e o funcionamento das redes. 

A internet “pós-like”, dizem especialistas, é mais focada em pequenas comunidades do que numa multidão de conexões. É quase uma antítese da promessa de conectar todo mundo o tempo todo. Agora, será cada um na sua bolha, criada em torno de um interesse específico. “Você não precisa de mil amigos, porque só se importa com 50”, diz Steibel. “A meta das redes é que você interaja cada vez mais com esse pequeno grupo.”

O que cada rede social está fazendo

Facebook

A rede social confirmou testes internos com o fim da contagem de ‘likes’. Ainda não está disponível para os usuários. 

Instagram

Em sete países, não é possível ver os ‘likes’ dos outros nas versões do app para celular. Só é possível ver os números da sua conta. Já na web, os números aparecem. 

Twitter

Desde março, o Twitter testa no app protótipo twttr um recurso que esconder o número de curtidas, retuítes e comentários. Mas a função pode nem ser lançada. 

YouTube

O YouTube deixou de mostrar o números exato de inscritos nos canais. A contagem só mostrará números aproximados: se um canal tem 6.344.700 inscritos, ele exibirá agora 6,34 milhões.

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Agora é possível flertar no Instagram usando o ‘Tinder do Facebook’

A integração do Facebook Dating com o Instagram permite que usuários flertem com seguidores da outra rede social

Facebook vai integrar o Instagram ao Dating 

A partir desta quinta-feira, 5, o ‘Tinder do Facebook’, chamado de Facebook Dating, passará a ser integrado com o Instagram. Agora, você vai poder usar o serviço de paquera do Facebook para flertar com crushes que estão na outra rede social – além disso, as publicações do Instagram poderão ser adicionadas ao perfil do usuário no Facebook Dating. 

Trata-se de mais uma aposta do Facebook para trazer diferenciais ao Facebook Dating, que chegou ao Brasil em abril deste ano oferecendo uma “aba” na rede social dedicada à paquera. 

Desde que foi lançado, o Facebook Dating tem uma lista chamada de Crush Secreto, em que o usuário seleciona as pessoas do seu ciclo de amigos que podem ser potenciais parceiros – haverá um “match” quando duas pessoas se escolherem para a lista de crush. A ideia é parecida com o que o Orkut oferecia a seus seguidores.  A integração com o Instagram permite que esse tipo de interação aconteça também com os seguidores do Instagram. 

Em comunicado à imprensa, a rede social disse que a integração com o Instagram “torna mais fácil conhecer pessoas e começar conversas com base em suas preferências e interesses, a partir de uma experiência separada dentro do aplicativo do Facebook”.

A rede social afirmou que até o fim deste ano, será possível integrar os Stories do Instagram ao perfil do Dating. 

A novidade é mais um passo do Facebook para concretizar um plano de Mark Zuckerberg, presidente executivo da empresa: unificar todos os apps da empresa usados para comunicação, o que inclui WhatsApp, Messenger e Instagram. A ideia é que cada usuário em um serviço possa se comunicar com usuários dos outros apps. Por exemplo, um usuário de WhatsApp mandar uma mensagem diretamente para um perfil no Instagram. 

Instagram testa novo app de mensagens para concorrer com o Snapchat

Serviço seria desvinculado do app principal do Instagram e contaria com os mesmos recursos do Direct
MACMAGAZINE

No fim de 2017, comentamos a possibilidade de o Facebook desvincular o Direct do Instagram e lançá-lo em forma de um app dedicado para mensagens. Como podemos notar, o plano não alçou voo, mas isso não significa que ele foi esquecido para sempre.

De acordo com uma publicação do The Verge, o Facebook está desenvolvendo um novo app de mensagens chamado Threads que visa promover o compartilhamento de mensagens, localização e imagens entre os usuários da rede social, batendo de frente com o Snapchat (que também oferece esses recursos).

Por oferecer funções semelhantes ao mensageiro embutido no app principal do Instagram, o Threads poderá ser visualmente igual ao que já conhecemos, podendo incluir opções para iniciar uma conversa e compartilhar Stories com os “melhores amigos” da rede social.

Também de maneira semelhante com o que já é oferecido pelo Instagram, o app Threads poderá indicar quais amigos estão online naquele momento, e quem está perto de você.

Segundo o The Verge, o novo app está sendo testado internamente no Facebook, mas alguns vazamentos dão conta de que o Threads será um serviço complementar do Instagram, ou seja, usuários poderão optar por usá-lo ou não.

Em qualquer um dos casos, a novidade pode ser como uma faca de dois gumes para o Facebook: se o app cair no gosto dos usuários, ótimo; mas se o seu uso for obrigatório, é possível que a companhia receba uma enxurrada de críticas (muitos usuários não gostam da ideia de ter que mudar de app simplesmente para trocar mensagens com alguém).

Não obstante, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, disse em março passado que “enxerga os serviços de mensagens privadas como o futuro da empresa”; assim, é bastante provável que o projeto Threads tome corpo e faça parte desse futuro.

Curtidas desaparecem do Instagram, mas a pressão social não

A minha foto em uma ilha grega vai ganhar mais curtidas do que a sua em Veneza? Para acabar com essas disputas de egos, o Instagram parou de exibir as curtidas em alguns países, pois muitos jovens lidam muito mal com a pressão social nas redes.

Imagem: iStock

“O Instagram se antecipa ao fato de que o nosso fascínio pela quantidade está diminuindo, existe uma nova forma de conceber as relações sociais”, declarou à AFP o sociólogo francês Stéphane Hugon, especialista em inovação social e tecnologias.

O Instagram, uma rede para compartilhar imagens que tem mais de um bilhão de usuários em todo o mundo, parece ter se conscientizado da “pressão” sofrida por alguns de seus usuários.

Seu chefe, Adam Mosseri, anunciou no começo de julho novas ferramentas contra o assédio, como o aparecimento de uma mensagem de advertência contra comentários de ódio, gerada por um programa de inteligência artificial.

Além disso, a rede está testando uma nova função em seis novos países (Brasil, Austrália, Itália, Irlanda, Japão e Nova Zelândia, depois do Canadá): o número total de “likes” (curtidas) não aparecem mais debaixo de cada imagem – só o autor da publicação pode vê-lo.

“Queremos que o Instagram seja um lugar onde as pessoas se sintam confortáveis para se expressar”, explicou uma encarregada do Facebook, proprietário do Instagram, para Austrália e Nova Zelândia, Mia Garlick.

“Esperamos que esta prova faça com que a pressão diminua […] para que a gente possa se dedicar a compartilhar aquilo de que gosta”.

O Instagram promove uma competição de popularidade e que as pessoas queiram se destacar sobre as demais? É o que parece acontecer na Itália, um país onde a cultura da imagem é muito presente, segundo o sociólogo Simone Carlo.

“No Instagram, existem as mesmas compulsões vistas na sociedade: divertir-se, mostrar-se, receber a aprovação dos demais. São comportamentos que estão presentes desde sempre na sociedade italiana”, explicou à AFP o professor universitário milanês, especialista em relações sociais online, embora este fenômeno não seja exclusivo da Itália.

“Nos meios digitais, se dá a ideia de falar de nós mesmos, de fazê-lo para satisfazer o próprio ego”, acrescentou André Mondoux, sociólogo canadense e professor da Universidade de Quebec em Montreal (UQAM).

O mal-estar aparece quando “a atenção que recebemos diminui” e o usuário perde esse “tempo de deleite viciante”.

“Acabar com seguidores falsos”

Em 2017, um estudo da Royal Society for Public Health classificava o Instagram como a pior rede social para a saúde mental dos jovens no Reino Unido de acordo com 14 critérios, como a percepção de si próprio, a ansiedade e o assédio.

Mas, embora os “likes” desapareçam, o mesmo não ocorrerá com as fotos – às vezes retocadas e cheias de filtros – de uma falsa realidade socialmente perfeita.

Essena O’Neill, uma influenciadora australiana, denunciou em 2015 os enganos e as manipulações das fotos que publicou na rede e deu conta do mal-estar que sentiu reescrevendo todas as legendas para contar a história de cada um dos cliques.

Os sociólogos contatados pela AFP se mostraram divididos sobre os efeitos que as medidas tomadas pela plataforma podem ter.

Para Simone Carlo, deixar de se concentrar nos “likes” pode melhorar o bem-estar dos internautas, mas “ao mesmo tempo, a aprovação popular continuará disponível para quem desejar”. melhorar o bem-estar dos internautas, mas “ao mesmo tempo, a aprovação popular continuará disponível para quem desejar”.

Andre Mondoux não vê que isto vá representar uma grande mudança para o usuário médio, mas considera que a motivação da plataforma provavelmente seja combater os “falsos ‘likes'” comprados para aumentar a popularidade de alguns influenciadores.

O objetivo do Instagram é fazer frente à “economia da microinfluência”, acrescentou Laurence Allard, professora da Universidade de Lille e da de Paris 3.

“Queremos moralizar este negócio dos pequenos ‘influencers’, acabar com os seguidores falsos e com todo um conjunto de práticas e de atores relacionados a eles, mas aos quais o Instagram não é capaz de controlar”, acrescentou a socióloga, especialista em costumes no meio digital.

Assim, Allard entrevê o fim da guerra entre “influencers”, mas ao mesmo tempo prevê “uma mudança na unidade de medida da popularidade”, que poderia se basear, por exemplo, nos “emoticons em forma de coração, deixados nos comentários ou no número total de comentários”. [Universa]

Playlist “A-List: Hip-Hop” do Apple Music agora se chama “Rap Life”

É lá que você encontrará os sucessos do hip-hop
MacMagazine

De surpresa, o Apple Music renomeou hoje uma de suas listas de reprodução mais populares; agora, a playlist “A-List: Hip-Hop” se chama “Rap Life” e ganhou um novo programa na rádio Beats 1.

As novidades foram anunciadas pelo executivo do serviço de streaming da Maçã, Ebro Darden, em uma entrevista para a Billboard. Além das mudanças mais cosméticas, a iniciativa também expandirá o segmento no programa diário de Darden na rádio do serviço.

Rap não é apenas um gênero. É um modo de vida. A playlist#RapLife é onde a música vive, respira e se move. Confira hoje com o #UndertheSun de @JColeNC e @Dreamville. Adicione à sua biblioteca agora.

Mais do que músicas, o quadro também contará com discussões sobre a cultura hip-hop, como contou Darden:

A [playlist] “Rap Life” será atualizada conforme a cultura do lado de cá. Nós nos moveremos na velocidade da cultura e algumas semanas serão diárias, à medida que o novos conteúdos selecionados forem divulgados.

O gênero tem sido um dos principais focos do Apple Music à medida em que o serviço também vem ganhando reconhecimento na área; os dois últimos projetos do cantor canadense Drake (“Scorpion” e “More Life”), por exemplo, renderam mais execuções no Apple Music do que no maior concorrente da Maçã, o Spotify.

Portanto, é possível dizer que a mudança não passa de um esforço da gigante de Cupertino para competir mais diretamente com as listas de reprodução “Rap Caviar” (do Spotify) e “Rap Rotation” (da Amazon).

Instagram começa teste no Brasil para esconder curtidas nas fotos

Depois dos canadenses, é a vez dos brasileiros deixarem de ver os números de perfis de outros usuários; medida busca reduzir danos à saúde mental na plataforma
Por Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

Instagram vai esconder likes de brasileiros 

A partir desta quarta, 17, o Instagram inicia no Brasil um teste em sua plataforma que esconde das pessoas o número de curtidas em fotos e de visualizações em vídeos dos outros usuários. Na prática, isso significa que os usuários só terão acesso às estatísticas de suas próprias contas. O Brasil é o segundo país a participar do teste – em maio, a empresa anunciou o experimentono Canadá. 

Em comunicado, a empresa diz que não quer que as pessoas sintam que estão em uma competição dentro do Instagram. “Nossa expectativa é entender se uma mudança desse tipo poderia ajudar as pessoas a focar menos nas curtidas e mais em contar suas histórias”, diz. É uma repetição do discurso feito por Adam Mosseri, chefe do Instagram, ao anunciar os testes no Canadá.

A empresa não disse porque escolheu o Brasil para os testes. Quando decidiu pelo Canadá, o Instagram disse que era um país com uma grande base de usuários e habituado com o uso de redes sociais – e não é absurdo pensar que a descrição também se aplica ao Brasil. 

Não é possível saber também por quanto tempo o teste acontecerá ou se a mudança será parte permanente do aplicativo. “É preciso estudar ainda mais sobre como isso afeta a experiência do usuário na plataforma”, diz a empresa. Já o número de seguidores das contas continuará visível a todos. 

App é comumente acusado de afetar saúde mental

Faz sentido a vontade do Instagram de melhorar o ambiente do serviço. Há anos, o app é acusado de deteriorar a saúde mental dos usuários com imagens de um estilo de vida perfeito e inalcançável. Em 2017, um estudo da agência de saúde pública do Reino Unido considerou o Instagram a pior rede social para a saúde mental e o bem estar das pessoas.

“Nitidamente não estamos sabendo lidar com a necessidade crescente de ter a validação de terceiros para avaliar se a vida que temos é suficientemente boa e interessante. Vivemos, assim, uma era estranha na qual ocultar uma informação até então pública pode ser, de alguma maneira, benéfica”, diz Alexandre Inagaki, consultor em redes sociais.

Ainda assim, quando o teste foi anunciado no Canadá, influenciadoras brasileiras demonstraram desconforto com a mudança

No Reino Unido, quem tiver mais de 30 mil seguidores nas redes terá status de celebridade

Definição foi criada pela agência reguladora de publicidade do país

Órgão regulador de publicidade considera que ter 30 mil seguidores é o equivalente a ser uma celebridade  

No Reino Unido, pessoas que têm mais de 30 mil seguidores em redes sociais serão consideradas celebridades perante a lei. O anúncio foi feito na quinta, 4, pela Advertising Standards Authority (ASA), agência reguladora de publicidade do país. 

Pessoas que atingirem a marca terão que seguir as mesmas regras de publicidade aplicadas a personalidades conhecidas – entre elas está a proibição de anunciar remédios. 

A decisão por parte da ASA é o resultado de um caso com o perfil “ThisMamaLife”, que passou a fazer posts recomendando pílulas para dormir – a conta tinha 32 mil seguidores quando chamou a atenção dos reguladores. 

“Nós consideramos que ter mais de 30 mil seguidores indicava que ela [ThisMamaLife] possuía a atenção de um número significativo de pessoas.Considerando o quão popular ela era e o nível de atenção que ela tinha, nós consideramos que o ThisMamaLife era uma celebridade que encaixava nas regulações” escreveu a organização sobre o caso.  

A ASA determinou também que a empresa dona das pílulas, Sanofi UK, não contrate mais influenciadores digitais para promover seus produtos.