Startup VExpenses que analisa despesas de funcionários recebe aporte de R$ 2 milhões

VExpenses controla gastos de 20 mil empregados de 500 empresas, poupando 88% do tempo antes usado para registrar, checar e reembolsar despesas corporativas
Por Mariana Fonseca

Escritório da VExpenses: startup recebeu aporte semente da companhia de assessoria financeira FG/A investimentos (VExpenses/Divulgação)

Quando empresas crescem, novos problemas surgem — como conferir os gastos de seus funcionários em encontros ou viagens corporativas. Apenas nos Estados Unidos, companhias perdem 1,9 bilhão de dólares com fraudes nessas despesas. Por aqui, o aplicativo VExpenses recebeu dois milhões de reais para devolver o tempo e dinheiro gastos pelas empresas de médio e grande porte em checagem, registro e reembolso das despesas corporativas.

O investimento, realizado pela companhia de assessoria financeira FG/A Investimentos, servirá para triplicar a base ativa de clientes da VExpenses. A startup atende 500 companhias e possui atualmente 20 mil funcionários ativos em seu app. Nos últimos 12 meses, teve receita superior a um milhão de reais.

Despesas pelo celular

Criada em 2016, a VExpenses surgiu da experiência dos consultores financeiros Bruno Pain e Thiago Campaz com viagens corporativas. Os funcionários perdiam um dia de trabalho para fazer um relatório de despesas no mês, deixando de ser produtivos, enquanto a empresa enfrenta dificuldades para checar os gastos de todos os funcionários.

“Tínhamos um monte de notas a serem reembolsadas a cada fechamento de mês. Ficamos nos perguntando por que não poderíamos mandar na hora para o administrativo, usando nosso celular como um scanner”, conta Campaz.

Os dois consultores se uniram a Káliman Borges e Leandro Gonçalves, que tinham uma casa de desenvolvimento, para criar a solução. Com a resposta ao protótipo do que seria a VExpenses, os quatro largaram suas ocupações para se dedicar ao aplicativo.

Thiago Campaz, da VExpenses
Thiago Campaz, da VExpenses (VExpenses/Divulgação)

O VExpenses automatiza a prestação de contas dos funcionários das empresas atendidas. Com o smartphone, funcionários tiram fotos de recibos dos gastos com alimentação, estacionamento, hospedagem, quilômetros percorridos por automóvel e passagens. O aplicativo se encarrega de identificar informações como estabelecimento e valor e cruza os dados com os parâmetros definidos pela empresa, como limite de gastos por categoria, coibindo fraudes.

Se aprovados, os recibos são lançados automaticamente no sistema financeiro da companhia. Ela pode analisar as transações e verificar os gastos médios por categoria e por áreas, definindo novos parâmetros de despesas corporativas. Segundo Campaz, o VExpenses poupa 88% do tempo que seria gasto no registro, checagem e reembolso desses gastos.

Telas do aplicativo da VExpenses
Telas do aplicativo da VExpenses (VExpenses/Divulgação)

A startup atua em seis países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia e México. Apenas em solo brasileiro, está em 18 estados. São 500 empresas atendidas, geralmente de porte médio e grande, com 20 mil funcionários ativos. A VExpenses cobra uma taxa fixa mensal de 14 reais por cada usuário que realmente usou o aplicativo no mês.

Investimento e expansão

O investimento semente de dois milhões de reais é o primeiro aporte externo da VExpenses. Os recursos serão usados para marketing, das estratégias digitais à participação em eventos corporativos.

Nos últimos 12 meses, a VExpenses teve uma receita anual superior a um milhão de reais. Para 2019, a startup espera triplicar sua base ativa de clientes. Os anos de recessão econômica ensinou às empresas que ser mais eficiente é uma necessidade — e startups como a VExpenses estão aproveitando a mudança de hábitos para deslancharem.

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Avaliada em R$ 1,5 bi, Loft quer revolução na habitação

Fundada em 2018, startup atrai fundos do Vale ao usar tecnologia para dar eficiência a reforma e venda de imóveis usados
Por Bruno Capelas – O Estado de S.Paulo

À frente da Loft, Hagenbuch, Vianna e Pencz tem com meta vender R$ 2 bilhões este ano

Toda startup que sonha ser grande precisa resolver bem a dor de um mercado – e o mundo dos imóveis usados está cheio delas. Para quem quer se desfazer de um apartamento, a baixa liquidez e a demora para conseguir compradores pode ser um tormento. Para quem está em busca de um lar, é difícil ter certeza das condições do local. Além disso, determinar um preço justo por um imóvel é uma incógnita – há incertezas demais para saber se alguém está levando vantagem. Para os fundadores da Loft, porém, esses são problemas com dias contados: fundada em agosto de 2018 e avaliada em R$ 1,5 bilhão, a startup paulista quer revolucionar o setor imobiliário. 

Instalados em quatro andares de escritórios na rua Augusta, os 135 funcionários da empresa usam tecnologia para dar novo gás a um negócio antigo: comprar, reformar e vender apartamentos. Antes de abrir operações em um bairro, a Loft levanta todas as matrículas de imóveis da região. Depois, insere as informações em um banco inteligente para saber, com precisão, qual seria o preço justo a ser oferecido, à vista, para quem deseja vender seu imóvel. 

Na hora da reforma, a empresa trabalha com padronização e eficiência de custos – tem uma linha de parceiros predeterminados nos materiais e busca sincronizar obras próximas; se possível, até nos mesmos edifícios. 

É uma tática que Mate Pencz e Florian Hagenbuch, os dois presidentes executivos da Loft, conhecem há tempos: foi a estratégia que usaram para fazer da Printi, sua primeira startup, uma das principais gráficas do País, com faturamento acima de R$ 100 milhões ao ano. Com a reforma, claro, a empresa busca aumentar o valor dos imóveis que vende. “Vamos dar um selo de garantia a um apartamento usado”, diz Pencz. 

Para o comprador também há vantagens: o custo da reforma, que costuma ser desembolsado a curto prazo, acaba embutido no valor e pode ser incluído num financiamento – a Loft trabalha com parceiros tradicionais, em linha com o mercado. 

Para Guilherme Fowler, professor de empreendedorismo do Insper, a empresa precisa consolidar sua marca no mercado para que a ideia dê certo. “A reforma não é como eles ganham dinheiro, mas sim como tornam palpável, para o consumidor, que estão reduzindo a assimetria de informações do setor”, diz. 

Bairro a bairro 

Por enquanto, a Loft está em quatro bairros de São Paulo – Itaim, Jardim Paulistano, Jardins e Vila Nova Conceição. O valor mínimo dos imóveis, que dificilmente são menores que 70m², está na casa de R$ 1 milhão. É uma tática que replica, com casas, o que a Tesla fez com os carros elétricos: vender modelos de luxo para provar o negócio e, assim, ganhar escala. “São bairros com oferta limitada, alta demanda e valor estável – mais simples para quem busca testar um modelo de negócios”, afirma Alberto Ajzental, professor s da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Até o fim do ano, o plano da startup é de chegar a 12 bairros, em vizinhanças como Paraíso e Perdizes – a metragem mínima e o preço também devem cair, respectivamente, para 30 m² e R$ 500 mil, acredita a empresa. Até lá, a Loft também planeja triplicar sua execução – hoje, consegue fazer cem reformas simultâneas. Nesta temporada, estima gerar cerca de R$ 2 bilhões em valor geral de vendas. Tem ainda 90 vagas abertas – a meta é fechar 2019 com até 300 pessoas. 

Em 2020, a Loft quer chegar a outras capitais, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, bem como metrópoles latinas como Cidade do México. “Temos um negócio global, mas que está sendo construído a partir do Brasil”, diz Pencz. Para fazer isso, ele e Florian recrutaram outros cinco cofundadores, com experiências prévias nos mercados financeiro e imobiliário – caso de João Vianna, que tocava a Maison São Paulo, startup de perfil parecido com o da Loft, mas restrita aos Jardins.

A ambição fez a Loft atrair investidores de peso: já levantou duas rodadas de investimento, de US$ 18 milhões e US$ 70 milhões, respectivamente. Entre os apoiadores, estão fundos do Vale do Silício, como o Andressen Horowitz e QED, ou empreendedores do porte de Mike Krieger (cofundador do Instagram), Hugo Barra (vice-presidente do Facebook) e David Vélez (do Nubank). Além disso, a empresa tem um fundo imobiliário vinculado ao Credit Suisse Hedging Griffo (CSHG) – que pode, inclusive, receber investimentos de quem vende um apartamento para a Loft. 

Trilho urbano 

Mais do que reformar e vender imóveis, a Loft quer acompanhar as pessoas ao longo da vida. Para isso, a empresa estuda uma forma de sair do “preto ou branco” – isto é, comprar ou alugar. “Queremos que a pessoa possa escolher ser dona de um pedaço de seu imóvel, sem precisar ter o ônus de financiar 100%”, diz Pencz. 

O modelo está longe de ser fechado, mas se assemelha, segundo ele, a um ‘leasing’ de imóveis – ao fim do contrato, o usuário pode comprar 100% do apartamento ou trocar sua parte por um novo contrato em outro imóvel, mais adequado à sua fase de vida. “As pessoas sempre vão casar, ter filhos ou morrer”, diz. “O que queremos é ajudar o usuário a morar com eficiência.” Para Ajzental, da FGV-SP, é uma ideia de difícil execução. “Vai ser difícil caber no bolso do usuário a parcela de financiamento e a remuneração deles pelo capital investido.” 

Outra ideia, já mais perto de se tornar realidade, é oferecer serviços aos compradores de seus imóveis – da mudança à academia ou limpeza doméstica. “As construtoras entregam a chave e vão embora”, afirma Hagenbuch. “Para nós, a jornada começa ali.”

Para Fowler, a iniciativa mostra que a Loft quer ser um negócio de plataforma. “Se der certo, eles não só podem resolver a dor da habitação, mas de viver numa grande cidade.” 

Ações da startup de carne vegetal Beyond Meat dobram em estreia na Bolsa de Valores

Beyond Meat começou a ser negociada nesta quinta-feira, 2, na bolsa de valores Nasdaq. Durante o pregão as ações superaram a marca de 150% em valorização

Ações da Beyond Meat valorizaram quase 200% no primeiro dia de pregão
Ações da Beyond Meat valorizaram quase 200% no primeiro dia de pregão

As ações da startup de carne vegetal, Beyond Meat, mais que dobraram nesta quinta-feira, 2, no seu primeiro dia de negociações na Bolsa de Valores de Nova York. Às 15h50 (horário de Brasília) os papeis eram negociados com alta de 172,80%, valendo US$ 68,20 cada, contra os US$ 25 estimados pela empresa.

Originalmente a startup estimava que faria uma venda menor de ações e que arrecadaria apenas US$ 184 milhões no topo da faixa de preço entre US$19 e US$21. A empresa, porém, já levantou US$ 241 milhões com a oferta pública inicial de suas ações (IPO, na sigla em inglês).

De acordo com os números apresentados pela empresa, no ano passado as perdas da companhia encolheram, enquanto sua receita mais do que dobrou pelo segundo ano consecutivo. Em 2018 a startup faturou US$ 87,9 milhões, em comparação com US $ 32,6 milhões do ano anterior.

Apesar do bom resultado, Robert Lawson, consultor da indústria alimentícia disse que os investidores estão acreditando muito na Beyond Meat. Ele disse que a avaliação da empresa em seu IPO é “inteiramente razoável se tiver potencial internacional e um ótimo produto, além de capacidade de gerar receita em sua estrutura de lucros. Mas não está claro que Beyond Meat é isso.”

A empresa tem na lista de investidores empresários e celebridades de Hollywood, incluindo o co-fundador da Microsoft, Bill Gates,  o ex-diretor executivo do McDonald’sDon Thompson, e o ator Leonardo DiCaprio. Compõe a lista ainda a empresa de capital de risco Kleiner Perkins Caufield & Byers LLC, que detém 16% da empresa, e a Evident Ventures, co-fundadora do Twitter, com 9%.

O mercado sem carne

A busca por carnes a base de plantas está em crescente movimento devido a preocupações com saúde, bem-estar animal e meio ambiente. Segundo estimativa da consultoria Nielsen, o mercado de carne vegetal cresceu 19,2% atingindo US$ 878 milhões no último ano.

 Startups como a Beyond Meat estão explorando essa demanda oferecendo versões de carne bovina e de outros animais. Outras marcas como a Impossible Foods, sediada no Vale do Silício, também colocando seus hambúrgueres sem carne em milhares de restaurantes, como os estabelecimentos do Burger King. A Nestle SA faz um Incredible Burger baseado em vegetais, que está disponível em McDonald’s da Alemanha.

O diretor executivo Ethan Brown da startup disse que a estreia na Bolsa não significa que a empresa terá de gerir conflitos entre os interesses  e tomar decisões baseadas no meio ambiente.

“Os consumidores estão procurando produtos que lhes permitam ser mais saudáveis “, disse ele em uma entrevista. “Toda vez que vendemos uma carne, estamos aumentando ao mesmo tempo nossa missão e as vendas.”

Startup Atlas Quantum e aceleradora Wow investirão em startups de blockchain e criptomoedas

Parte dos recursos utilizados nos investimentos virão dos R$ 22,5 milhões que a Atlas pagou à Wow para recomprar a participação da aceleradora na startup – a recompra foi realizada nas últimas semanas

Relação entre startup e aceleradora começou em 2017, com rodada de investimento

A startup de investimentos em moedas digitais Atlas Quantum e a aceleradora Wow anunciam que vão investir em startups com soluções de blockchain e moedas digitais: segundo as empresas, a estimativa é de que de cinco a sete empresas recebam os aportes no período dos próximos 12 meses. 

Parte dos recursos utilizados nos investimentos virão dos R$ 22,5 milhões que a Atlas pagou à Wow para recomprar a participação da aceleradora na startup – a recompra foi realizada nas últimas semanas. Hoje, a Atlas está avaliada em R$ 300 milhões. Segundo Mike Ajnsztajn, fundador do hub de inovação e aceleradora ACE, as recompras de ações de aceleradoras não são comuns no Brasil, mas são tendência no exterior. “Nos EUA, há fundos especializados em manobras desse tipo. É um movimento importante para o mercado brasileiro, pois indica entrada de capital e investimentos maiores”, diz. 

Segundo as empresas, o foco agora é encontrar companhias que atuem no setor de blockchain e criptomoedas. A princípio, a expectativa é de investir apenas em empresas brasileiras, mas startups latinas também poderão ser contempladas. 

“Queremos aproveitar a experiência da aceleradora e a marca da Atlas no setor de blockchain e criptomoedas para ajudar a fomentar outras startups do setor”, diz André Ghignatti, presidente da WOW.

Segundo Rodrigo Marques, presidente da Atlas Quantum, os investimentos ajudarão a fomentar o setor de moedas digitais no País. “Existe uma oportunidade no Brasil de criptomoedas e achamos que as ideias de startups brasileiras podem ser aplicadas em todo mundo. Queremos que mais empresas tenham acesso ao mercado que atuamos”, afirmou. 

Atualmente, a Atlas possui 23 mil clientes a maior parte deles são estrangeiros. A companhia possui escritórios no Brasil e na Argentina, mas mira em mercados da Europa e Ásia. Já a WOW possui cerca de 170 investidores, a maioria é formada por brasileiros. A aceleradora já investiu em 69 startups.

China está a um passo de conseguir enviar pequenos satélites para a órbita

Dispositivos de até 10 quilos e semelhantes a uma caixa de sapatos poderão ser usados comercialmente a preços mais em conta

LinkSpace teve sucesso nos dois últimos testes com foguetes reaproveitados

Esta semana, a startup chinesaLinkSpace deu mais um passo para conseguir enviar pequenos satélites à órbita terrestre a preços acessíveis, criando assim um novo mercado de exploração espacial.

Em seu segundo teste bem sucedido feito no último mês, a startup usou um foguete reutilizado de 8,1 metros de altura e 1,5 tonelada chamado NewLine Baby.  O dispositivo saiu da plataforma de concreto, pairou no ar a 40 metros do solo e retornou ao lugar de horigem depois de 30 segundos.

A startup é uma das 15 companhias chinesas que estudam formas de lançar pequenos e satélites à órbita a preços acessíveis. Esses nanossatélites que costumam ter até 10 quilos e muitas vezes se assemelham a caixa de sapatos podem ser usadas em serviços de internet de alta velocidade para aeronaves e até na logística de rastreamento.

“O foco será na pesquisa científica e em alguns usos comerciais. Depois de entrar em órbita, o foco de curto prazo dos clientes certamente estará nos satélites”, disse Hu Zhenyu, presidente da LinkSpace.

Mercado internacional. Um punhado de pequenas empresas de foguetes nos Estados Unidos também está desenvolvendo dispositivos semelhantes. Uma dos maiores startups, o Rocket Lab, já colocou 25 satélites em órbita. Nenhuma empresa privada na China fez isso ainda. Desde outubro o LandSpace e o OneSpace – tentaram, mas falharam.

As empresas chinesas estão se aproximando de lançamentos baratos de diferentes maneiras. Alguns, como o OneSpace estão projetando  protótipos baratos e descartáveis. A LinkSpace quer construir foguetes reutilizáveis ​​que retornam à Terra depois de entregar sua carga útil, muito parecido com os foguetes Falcon 9 do SpaceX de Elon Musk.

“Se você é uma pequena empresa e só pode construir um foguete muito pequeno, porque é só para isso que você tem dinheiro, suas margens de lucro serão menores”, disse Macro Cáceres, analista da consultoria Aeroespacial Teal Group.  “Mas se você puder pegar esse pequeno foguete e torná-lo reutilizável, e você puder lançá-lo uma vez por semana, quatro vezes por mês, 50 vezes por ano, então com mais volume, seu lucro aumentará”, acrescentou Caceres.

Funcionários da startup chinesa LinkSpace comemoram sucesso em testes
Funcionários da startup chinesa LinkSpace comemoram sucesso em testes

Eventualmente, o LinkSpace espera cobrar até 30 milhões de yuans (US$ 4,48 milhões) por lançamento. Isso é uma fração dos US$ 25 milhões a US$ 30 milhões necessários para um lançamento em um Northrop Grumman Innovation Systems Pegasus, um foguete pequeno comumente usado atualmente. O Pegasus é lançado de uma aeronave de alta altitude e não é reutilizável.

A LinkSpace planeja conduzir testes de lançamento suborbital usando um foguete recuperável maior no primeiro semestre de 2020, atingindo altitudes de pelo menos 100 quilômetros. O primeiro lançamento orbital está previsto para acontecer em 2021. A empresa está em sua terceira rodada de captação de recursos e quer levantar até 100 milhões de yuans.

Investimento e desafios. Os financiamentos feitos em 2018 permitiu que empresas como a LinkSpace lançasse protótipos, planejando mais testes e até propondo lançamentos operacionais este ano.

No ano passado, o investimento em startups da China chegou a US$ 533 milhões, segundo um relatório da FutureAerospace.

Como as startups de lançamento espacial em outras partes do mundo, o desafio imediato para os empreendedores chineses é desenvolver um foguete seguro e confiável. Mas ainda é um negócio de alto risco, e um lançamento malsucedido pode matar uma empresa.

O talento comprovado para desenvolver esse tipo de hardware pode ser encontrado nos institutos de pesquisa estatais da China ou nas forças armadas; o governo apoia diretamente as empresas privadas, permitindo que elas sejam lançadas a partir de instalações controladas por militares.

Startup Beyond Meats de carne vegetal pode valer US$ 1 bilhão com estreia na Bolsa

Beyond Meats estima que vai levantar US$ 200 milhões com venda de ações; IPO é esperado para acontecer nos próximos meses

Beyond Meats será a primeira startup fabricante de carne de base vegetal a entrar na Bolsa

A empresa americana Beyond Meats, que faz versões de carnes vegetais, disse que espera levantar US$ 200 milhões em sua oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) prevista para os próximos meses. A companhia, conhecida por desenvolver em laboratório hambúrguer, frango e salsicha 100% vegetais, espera sair do seu primeiro dia na Bolsa valendo US$ 1 bilhão.

Com a oferta pública, a Beyond Meat será a primeira empresa que fabrica carne com base vegetal a ser a ser listada na Bolsa. Entre as rivais que devem seguir o exemplo está a startup Impossible Burger conhecida pelo seu hambúrguer que “sangra”.

A empresa disse que pretende vender 8,75 milhões de ações ordinárias por um valor médio de US$ 21 por ação. A data do IPO, no entanto, ainda não foi anunciada.

Oportunidade. A Beyond Meat mira em um mercado em ascensão nos EUA. Segundo estudo feito pela consultoria Nielsen, encomendada pela Associação Plant Based Food, os americanos gastaram US$ 670 milhões em carnes de base vegetal no primeiro semestre do ano passado.

O reflexo é visto nos ganhos da própria empresa. Quando entrou no mercado, em 2016, a companhia tinha uma receita de US$ 16,2 milhões, dois anos depois a cifra chegou a US$ 88 milhões.

Fabricar carne vegetal, porém, ainda não é um mercado que tem dado lucro. Em 2019 a Beyond fechou o ano com US$ 29,9 milhões em dívidas, no ano anterior a conta tinha ficado em US$ 30,4 milhões negativos.

Apesar disso, grandes investidores creem que a startup irá atacar em cheio o consumo de carne no mundo. Isso porque somente em 2017, os americanos gastaram US$ 270 bilhões em consumo de carne, o número chega a US$ 1,4 trilhão globalmente, segundo dados da Fitch Solutions Macro Research.

Em dois anos, a Beyond Meat já levantou US$ 122 milhões em aportes feitos por investidores como a Obvious Ventures, Kleiner Perkins , Cleveland Avenue – fundada pelo ex-executivo da McDonald’s Don Thompson, DNS Capital e do fundo de investimento de Bill Gates.

Lime vai identificar usuários bêbados que tentam alugar patinete

Startup de patinetes anunciou que está testando formas de impedir que usuários alcoolizados usem seus aparelhos

Lime está estudando formas de aumentar a segurança de seus usuários

Bêbados e patinetes não combinam, é o que pensa o presidente-executivo da Lime, Brad Bao. E para resolver isso, um time de engenheiros está desenvolvendo um sistema para detectar usuários alcoolizados e impedi-los de continuar andando de patinete.

A novidade foi dita por Bao durante uma entrevista ao site de tecnologia The Verge. O executivo disse que a segurança dos usuários era um item importante e por isso a empresa estava desenvolvendo maneiras de manter todo mundo a salvo.

“Nossos patinetes têm todos os tipos de sensores que identificam se o usuário está dirigindo em linha reta ou não, por exemplo. Nós daremos uma espécie de aviso antes de travar o dispositivo”, disse.

Segundo o executivo, a empresa ainda está realizando testes e por isso não há previsão de quando a funcionalidade estará disponível. Bao adiantou, no entanto, que a empresa descarta o uso de bafômetros para realizar os testes.

Hoje, a Lime aposta em estratégia de marketing para conscientizar seus usuários sobre itens de segurança. A companhia também já distribuiu cerca de 250 mil capacetes para os usuários.