Android Oreo é o nome da nova versão do sistema do Google

‘Seguro, rápido, poderoso e mais doce do que nunca’: sistema operacional pode rodar dois aplicativos ao mesmo tempo

oreoO Google anunciou nesta segunda-feira, 21, o nome da nova versão do seu sistema operacional para dispositivos móveis: Android Oreo, também conhecida como Android 8.0.

Apresentado oficialmente em maio, durante a conferência de desenvolvedores Google I/O, o sistema já tem uma versão beta disponível e era conhecido anteriormente como Android O. O anúncio foi feito pela internet, em um evento transmitido em Nova York.

Com o novo nome, o Google volta a seguir a tradição de dar nomes de doces às diferentes versões do seu sistema operacional – as últimas foram Nougat, Marshmallow, Lollipop, Kit Kat, Jelly Bean e Ice Cream Sandwich.

Os primeiros aparelhos a receberem a atualização para o sistema, ainda sem data prevista, serão os smartphones do próprio Google – o Pixel e o Nexus. A empresa divulgou ainda que aparelhos de empresas como Essential, Sony, Samsung, LG, HTC, Lenovo e Huawei devem receber atualizações ou lançar aparelhos com o novo sistema “até o final de 2017”.

Funções. Entre as principais novidades do Android O, a mais interessante é a Picture in Picture, que vai permitir que os usuários usem dois aplicativos ao mesmo tempo, com a tela dividida – em um visual parecido com o que acontece hoje no aplicativo do YouTube no Android, quando um usuário assiste um vídeo enquanto procura por outros conteúdos.

A ferramenta de seleção de texto também vai ficar mais esperta: com ajuda de inteligência artificial, o smartphone será capaz de prever o que o usuário quer fazer com um determinado excerto. Se for um número de telefone, por exemplo, o Android vai sugerir uma ligação telefônica – hoje, o usuário pode apenas copiar, cortar, selecionar e pesquisar um trecho determinado. O mesmo vale para um endereço (que apontará para o Google Maps) ou para um endereço de e-mail (para o Gmail).

Uma ferramenta importante de segurança é o Google Play Protect, que vai analisar, na hora do download, se um aplicativo ameaça a segurança do aparelho e dos dados do usuário. Além disso, o novo Android Oreo promete que terá uso mais eficiente de bateria e memória com aplicativos que rodam em segundo plano.

Nova função do WhatsApp ‘empresta’ recurso do Facebook

Novo recurso deixa usuários enviarem mensagens apenas com texto, como ‘preciso de café!’, de forma semelhante ao que existe na rede social

branPara personalizar o texto, de forma parecida ao que acontece no Facebook, é possível escolher uma fonte específica, cor de plano de fundo e até mesmo incluir links na publicação


O WhatsApp anunciou nesta segunda-feira, 21, que está “pegando emprestado” uma função do Facebook: a partir de uma nova atualização, já disponível para Android e iOS, os usuários vão poder publicar mensagens no Status, função de mensagens efêmeras do aplicativo, usando apenas texto.

“Agora, você não precisa se preocupar em ilustrar as atualizações quando quiser compartilhar com a sua família e amigos”, diz a empresa, em nota enviada à imprensa nesta segunda-feira.

Para personalizar o texto, de forma parecida ao que acontece no Facebook, é possível escolher uma fonte específica, cor de plano de fundo e até mesmo incluir links na publicação – útil para, por exemplo, avisar os amigos qual é o endereço do bar na hora de se encontrar.

Hoje, o WhatsApp Status tem 250 milhões de usuários diários no mundo todo – o mesmo vale para o Instagram Stories, que permite o envio de mensagens efêmeras na rede social de fotos. Já o WhatsApp tem 1,3 bilhão de usuários mensalmente ativos globalmente.

Outra novidade é que, com a atualização, os usuários do WhatsApp Web, serviço que permite que as mensagens do aplicativo sejam enviadas pela tela do computador, também poderão ter acesso às publicações do WhatsApp Status.

Hollywood e Apple querem criar serviço de aluguel de filmes que ainda estão nos cinemas

Estúdios esperam compensar a queda nas vendas de Blu-Ray e se libertar das redes de cinema

Sem título.pngNão é segredo que a indústria da pirataria, que cada dia se parece mais com uma comunidade, é eficaz. Apenas alguns dias após a estréia dos filmes mais esperados do ano, e às vezes até antes, é possível encontrar centenas de links que disponibilizam os títulos com qualidade HD. A aposta dos grandes estúdios de cinema, é transformar esse cenário oferecendo o serviço de aluguel digital para filmes que estrearam há apenas algumas semanas. Para isso eles pretendem contar com a ajuda da Apple e da Comcast, o maior conglomerado de mídia do mundo.

Além de driblar a pirataria, o movimento também pretende assegurar o futuro da distribuição de conteúdo cinematográfico, já que as vendas de DVD e Blu-Ray permanecem em queda livre, e libertar os estúdios de Hollywood das redes de cinema, pendendo a balança de poder para o lado de empresas como Warner Bros, Universal Pictures e DreamWorks Animation, que poderiam disponibilizar seus filmes para download, ignorando as salas de cinema, caso os acordos não sejam vantajosos. Quem não pareceu muito animada com a ideia, foi a Walt Disney Studios que já anunciou a criação do seu próprio serviço de streaming.

Para uma transição pacífica, os principais estúdios de Hollywood pretendem ceder participação na receita dos aluguéis para as redes de cinema. Essas por sua vez, exigem um compromisso de no mínimo 10 anos sobre a participação de lucros, o que os estúdios obviamente recusaram. Como retrospecto desses acontecimentos, as principais redes americanas de cinema como Cinemark, AMCRegal Entertainment sofreram queda de até 8,4% nas suas ações da bolsa, na última sexta-feira.

Outro fator que parece dificultar o surgimento desse serviço, apelidado de PVOD (Premium Video on Demand ou Serviço Premium de Filmes sob Demanda), é o preço, algo em torno de US$ 30 a US$ 50 por filme, valor nada atrativo.

Mas de uma forma ou de outra, algo é certo. A transformação da indústria do entretenimento audiovisual é inevitável.

E se tiverem boa memória, vão se lembrar que não faz muito tempo, a indústria fonográfica e a Apple, que na última semana anunciou investimento de 1 bilhão de dólares em conteúdo original,  estavam exatamente na mesma situação, foi quando o mundo presenciou o surgimento do iTunes e da venda de músicas por centavos de dólar.

A previsão é que o serviço seja lançado nos próximos 12 meses, mas as negociações parecem intermináveis. No entanto, o que se pode afirmar com absoluta certeza, é que a indústria do cinema como conhecemos, nunca mais será a mesma. []

Apple escondeu página em seu site para contratar engenheiro destinado à sua equipe de servidores web “críticos”

Sem título.pngPense numa forma inteligente de filtrar possíveis candidatos a uma vaga que requer um conhecimento técnico bastante profundo. Que tal simplesmente esconder a página que anuncia tal vaga, de forma que apenas os “espertos” consigam descobri-la?

Foi isso que a Apple fez recentemente, tal como descobriu Zack Whittaker — editor de segurança da ZDNet e da CBS. Ele divulgou no Twitter uma screenshot da página, que estava hospedada nesta URL mas já foi retirada do ar.

Como pode-se observar, a vaga é mesmo para alguém com bastante experiência. Um engenheiro formado ou pós-graduado em Ciência da Computação que tenha experiência em gerenciamento de servidores web de altíssima capacidade — provavelmente relacionados ao iCloud, ao Apple Music e/ou às lojas online da Maçã.

A Apple descrevia a vaga como “crítica”, no sentido de a pessoa trabalhar com exabytes de dados (1EB = 1.000PB = 1.000.000TB = 1.000.000.000GB) distribuídos por “dezenas de milhares” de servidores com “milhões” de discos. Que tal? 😬

Bem, a página já saiu do ar mas nada impede que você aí, se tiver interesse na vaga e considera-se apto a ela (ou conhecer alguém que se enquadre nisso), envie um email com o seu currículo para blob-recruiting@group.apple.com. Boa sorte! [MacMagazine]
VIA MACRUMORS

Android Oreo: Google pode ter a revelado a novidade sem querer

Oreo ou Octopus, novo Android será lançado no dia 21 de agosto

Sem título.png90.jpgParece que o Google vazou, sem querer, o nome do novo Android: Oreo. Certeza mesmo é a data de lançamento do novo sistema, marcado para o dia 21 de agosto.

A empresa postou um vídeo no Google+ para anunciar essa data de lançamento, e o nome do arquivo era “GoogleOreo_Teaser_0817_noDroids (1).mp4”. Exatamente por isso surgiu a especulação sobre o Google Oreo.

Logo depois do upload, parece que a empresa percebeu o erro e removeu o post. Em seguida, foi feito um novo post, agora com o nome de “Octopus Teaser.mp4”. Nesse caso, o Google estaria acabando com a tradição de “Android doce”.

Pode ter sido um erro ou uma pegadinha? Pode. E só saberemos o real nome do novo Android O no dia 21. []

Mercado de assistentes virtuais deve crescer 130% nos EUA

Procura por smart speaker tem aumentado no país. No Brasil, nenhum dispositivo ainda foi lançado oficialmente.

Sem título.jpg90.jpgAssistentes virtuais Amazon Echo, Apple HomePod e Google Home


Se no Brasil o mercado de caixas smarts é praticamente inexistente, nos Estados Unidos está de vento em popa. Relatório da Adobe Digital Insights (ADI) mostra um crescimento na procura por dispositivos do tipo, encabeçado pelo Google Home e o Amazon Echo Dot.

De acordo com a ADI, a explosão da procura pelas smart speakers se deu entre novembro e dezembro de 2016.  O período registrou 39% mais vendas do que a mesma época do ano anterior. A expectativa é que este ano o mercado de assistente virtual cresça cerca de 130%.

O aumento nas vendas coincidiu com o lançamento do Google Home. No período, o dispositivo da gigante de Mountain View chegou a vender mais unidades do que o Amazon Echo Dot. No primeiro trimestre de 2017, no entanto, o Echo Dot reassumiu a liderança, com o Google Home ficando em segundo lugar à frente do Amazon Echo, um modelo mais caro da empresa de Jeff Bezos.

A disputa entra as caixas smart deve aumentar até o fim deste ano. A chegada de outros aparelhos como o Apple HomePod (Siri) e do Harman Kardon Invoker (Cortana) vai jogar mais lenha na fogueira. Hoje a Amazon controla mais de 80% do mercado, de acordo com pesquisa da Edison Research.

Experiência
Apesar do aumento na procura, muitos usuários ainda estão insatisfeitos com a tecnologia. De acordo com o relatório da ADI, 37% acha a experiência com as assistentes virtuais insatisfatória. O número é baixo se compararmos com o iPhone, por exemplo, com mais de 80% de satisfação dos seus clientes, de acordo com pesquisa da ACSI.

“O baixo índice de satisfação mostra que os assistentes de voz precisam ser mais bem aproveitados pelas marcas e não há como eliminar a análise de dados nesse processo. É uma tecnologia disruptiva para o mercado, assim como foram os smartphones há alguns anos”, aponta Grosso.

A pesquisa da ADI analisou 14,3 bilhões de visitas em ecommerce, entre maio de 2016 e 2017, além de entrevista com 397 consumidores.

Nenhuma das grandes marcas tem previsão de lançar suas caixinhas inteligentes por aqui. O mais perto que os usuários  podem chegar da experiência é utilizando a assistente virtual do próprio smartphone ou importando algum dispositivo. Além da Siri e da Cortana, recentemente o Google Assistente também recebe comandos em português. []

Mark Zuckerberg vai tirar dois meses de licença paternidade

Bilionário deve dividir período em duas partes para ficar junto de sua esposa e segunda filha

Mark Zuckerberg CEOCofundador e presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg disse ontem que pretende tirar dois meses de licença-paternidade depois do nascimento de sua segunda filha com Priscilla Chan. A bebê deve nascer em setembro.

O bilionário norte-americano afirmou em seu perfil oficial no Facebook que irá aproveitar a opção que sua empresa dá para tirar as licenças em etapas, e não de uma única vez como fez no nascimento de sua primeira filha, chamada Max.

“Vou tirar um mês de licença para estar com Priscilla e as meninas no início, e então passaremos o mês inteiro de dezembro também com elas”, publicou o empresário na rede social, com uma foto de sua primeira filha com o cachorro de estimação da família.

“Tenho certeza de que o escritório ainda estará em pé quando eu voltar”, brincou o executivo em sua postagem na rede social.

Experiência. No Facebook, é possível tirar uma licença-paternidade de até quatro meses, sendo possível alterar o tempo necessário e, ainda, dividir o período em partes – como Zuckerberg decidiu fazer após o nascimento de sua segunda filha.

“Estudos mostram que quando os pais podem passar algum tempo com os recém-nascidos, todos da família são beneficiados”, disse Zuckerberg sobre a política adotada. [Reuters]

Tim Cook critica Trump e doará US$ 1 mi para combater preconceito

tim cookPresidente-executivo da Apple, Tim Cook;aderiu a um grupo de líderes empresariais que se manifestaram contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após ele culpar igualmente nacionalistas brancos e ativistas antiracismo pela violência no país no final de semana passado.

“Eu discordo do presidente e de outros que acreditam que há uma equivalência moral entre supremacistas brancos e nazistas e aqueles que se opõem a eles ao defender direitos humanos. Igualar os dois vai contra nossos ideais como norte-americanos”, escreveu Cook em mensagem enviada aos funcionários da Apple, na quarta-feira, e divulgada pelo site de tecnologia Recode.

Cook também afirmou na mensagem que a Apple vai doar US$ 1 milhão ao Southern Poverty Law Center e para o Anti-Defamation League.

“Independente de nossas visões políticas, precisamos nos unir neste ponto, que somos todos iguais. Como companhia, por meio de nossas ações, nossos produtos e nossa voz, sempre vamos trabalhar para garantir que todos sejam tratados igualmente e com respeito”, escreveu Cook.

A carta de Cook surgiu horas depois que Trump desmontou dois conselhos empresariais de alto padrão depois que vários presidentes de companhias renunciaram em protesto contra suas declarações sobre a violência em Charlottesville, nas quais culpou ativistas que protestavam contra o racismo da mesma forma que os supremacistas brancos pela morte de uma mulher de 32 anos.

“Houve eventos nos últimos dias que me perturbaram profundamente e eu tenho ouvido de muitas pessoas na Apple manifestações de tristeza, revolva ou confusão”, disse Cook.

“O que ocorreu em Charlottesville não tem lugar no nosso país. Ódio é um câncer e se o deixarmos impune vai destruir tudo em seu caminho. As cicatrizes dele duram por gerações. A história nos ensinou isso repetidas vezes, tanto nos Estados Unidos quanto ao redor do mundo”, acrescentou Cook. [Reuters]

Mudança nos EUA abre disputa na área de tecnologia

Sem títuloO escritório principal da Wizeline, uma startup de San Francisco, fica em Guadalajara, onde empreendimentos na área de high-tech são bem-vindos. (Rodrigo Cruz para The New York Times)


GUADALAJARA, México — Com suas reiteradas alusões aos mexicanos e à necessidade de construir um muro para contê-los, não surpreende que o presidente Donald Trump tenha feito poucas amizades no México.

Entretanto, aqui na capital do Estado de Jalisco, às vezes chamado Vale do Silício do México, as pessoas praticamente o aplaudem.

“Ele está nos ajudando muito!”, comemorou o governador Aristóteles Sandoval. “Ele nos colocou na agenda mundial”.

Como parte das iniciativas de Trump para promover o seu slogan “America first!”, ele prometeu restringir a disponibilidade de vistos especiais, amplamente usados por empresas de tecnologia para contratar talentos de todas as partes do mundo.

Os planos de Trump, juntamente com um clima que fez com que muitos imigrantes fossem vistos com desagrado, lançaram uma nuvem de incerteza sobre o setor de tecnologia dos EUA, que depende em grande parte de trabalhadores estrangeiros altamente especializados. Mas outros países — entre eles México, Canadá e China — estão animados com os boatos no governo Trump.

Nos últimos meses, governos e representantes da indústria tecnológica no exterior começaram a intensificar suas iniciativas para atrair engenheiros e empreendedores que poderiam depender do programa de vistos especiais dos Estados Unidos, conhecido como H-1B, para trabalhar ou administrar empresas nos Estados Unidos.

“Estamos vivendo uma época muito animadora”, disse Brad Duguid, ministro do Desenvolvimento Econômico de Ontário, cuja capital, Toronto, é um dos maiores centros tecnológicos do Canadá. “Embora seja uma pena que os Estados Unidos olhem mais para dentro, longe de nós não aproveitarmos o momento”.

Em junho, o Canadá criou um novo programa de vistos que facilita o recrutamento de trabalhadores estrangeiros altamente especializados pelas empresas. De acordo com o programa, o governo canadense prometeu aprovar vistos por dois anos em menos de duas semanas – trâmites extremamente rápidos em comparação com os dos Estados Unidos.

E ao contrário dos vistos H-1B dos Estados Unidos, não há limites para o número de vistos disponíveis no Canadá.

No México, os Estados onde existem centros tecnológicos regionais em grande desenvolvimento, como Jalisco, redobraram esforços para atrair talentos e investimentos, divulgando uma filosofia de abertura que nada tem a ver com o que Sandoval chama de “xenofobia” e “falta de visão global” de Trump.

Até o embaixador do México na Índia aplaudiu a medida.

“Nós nos sentiremos mais do que felizes por receber os indianos no México”, afirmou a embaixadora Melba Pría, ao jornal ‘The Indian Express’ no início deste ano, enfatizando a “facilitação para a obtenção dos vistos” que os talentos estrangeiros terão no México.

Expoentes do setor tecnológico da China também aproveitaram a oportunidade.

Entre os chineses que encabeçaram a iniciativa está Robin Li, diretor do Baidu, o maior motor de busca da China.

“Muitos empreendedores do Vale do Silício expressaram suas preocupações com a possibilidade de que essa medida afete o campo da inovação nos Estados Unidos”, afirmou Li recentemente. “Eu realmente espero que os talentos de todas as partes do mundo venham para a China”.

O presidente Emmanuel Macron, da França, tratou de escancarar uma porta um pouco diferente. Quando Trump anunciou que retiraria os Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris, Macron fez uma oferta aos americanos: “A todos os cientistas, engenheiros, empreendedores, cidadãos responsáveis que ficaram decepcionados com a decisão do presidente dos Estados Unidos, quero dizer que encontrarão na França um segundo lar”.

Na primavera passada, Trump ordenou a todas as agências federais a revisão das leis sobre a imigração a fim de acabar com o que definiu como “o roubo da prosperidade americana”.

O presidente visou em particular o programa de vistos H-1B, pelo qual o governo admite anualmente 85 mil trabalhadores estrangeiros altamente especializados, na maior parte no campo da tecnologia.

Andy Kieffer, um empreendedor americano que dirige o Agave Lab, empresa de capital de risco de Guadalajara, disse que quando estava procurando investidores no Vale do Silício, anos atrás, se decepcionou.

“Não consegui fazer ninguém se interessar pelo México”, lembra. “Eles falaram: ‘Olhe, não sei nada a respeito do México. Está fora do meu radar”.

Mas nos últimos meses, afirmou, tem havido um enorme interesse entre os investidores.

No Canadá, autoridades esperam que novos vistos contribuam para dar um grande impulso ao seu setor tecnológico. Não só não há limites para os vistos como foram contratados funcionários do governo para servir de encarregados dos vistos, a fim de facilitar o processo para as companhias.

Evan Green, advogado especialista em imigração de Toronto, ajuda companhias a conseguir vistos para funcionários nos setores bancário, de seguros e no varejo.

“Essas pessoas têm opções”, disse. “Este é o melhor e o mais fabuloso dos mundos. Nós queremos essas pessoas. Isto é ótimo para o Canadá. Vamos manter a porta aberta enquanto eles a trancam ao sul da fronteira”. [Kirk Semple e Ian Austen]

Javier Hernández contribuiu para reportagem e Yang Xiong contribuiu para a pesquisa.

Fintech de crédito Just, do GuiaBolso, capta R$ 120 milhões

Empresa abriu fundo de investimentos de direito creditórios, no qual oferece a investidores a antecipação de quantias que vai receber de seus clientes

Sem título.jpg90A plataforma de crédito Just, que faz parte do aplicativo de finanças pessoais GuiaBolso, concluiu a captação de R$ 120 milhões por meio de cotas de direitos creditórios (FIDC), marcando a estreia de uma fintech local no mercado de capitais.

Os recursos serão usados para ampliar a oferta de crédito para pessoas físicas, segundo o diretor da Just, Bruno Poljokan. Criada em 2016, a Just já concedeu R$ 150 milhões em empréstimos.

As cotas do FIDC foram distribuídas junto a gestora Captalys a 12 investidores qualificados, incluindo grandes bancos no país, cujos nomes não foram revelados. Um FIDC é uma modalidade de investimento na qual uma empresa pode oferecer a investidores cotas sobre a antecipação de quantias que vai receber de seus clientes – o risco do fundo está ligado à inadimplência dos usuários da Just.

A Just já tinha levantado R$ 100 milhões no começo deste ano numa oferta restrita de crédito. “Ficou claro que há um interesse de grandes investidores por esse modelo de negócio e que muitos outros podem ocorrer no mercado nos próximos meses”, disse Poljokan à Reuters.

O anúncio reforça um movimento que tem ganho força no Brasil nos últimos anos, com um número crescente de fintechs que ofertam crédito pessoal mais barato do que os grandes bancos comerciais, baseadas em modelos matemáticos que apresentam taxas de juros equivalentes ao perfil de risco do tomador.

Segundo a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), entidade do setor, as fintechs no país devem emprestar mais de R$ 1 bilhão em 2017.

O anúncio da Just acontece no mesmo dia em que o Nubank, maior plataforma independente de cartões de crédito, anunciou a terceira extensão do financiamento de recebíveis de clientes, para R$ 455 milhões, com recursos de unidades do Goldman Sachs e do Fortress.

Histórico. Com a oferta direta de crédito, o GuiaBolso deve ampliar as fontes de receitas, hoje concentradas em comissões pagas por instituições parceiras.

Lançado em 2014, o aplicativo ‘puxa’ as movimentações bancárias de três meses dos usuários para ajudá-los a gerenciar as de finanças pessoais. Atualmente, o aplicativo tem 3,5 milhões de cadastrados.

Posteriormente, a empresa criou um sistema de pontuação de crédito a partir das informações cedidas pelos clientes, que permite que eles possam obter crédito mais barato com instituições financeiras associadas ao serviço.

“A maior parte dos casos ainda é de pessoas tentando crédito pessoal para repagar dívidas mais caras, como de cheque especial e rotativo do cartão”, disse o fundador e presidente do GuiaBolso, Thiago Alvarez.

A GuiaBolso já recebeu R$ 90 milhões em investimentos, incluindo investidores como Kaszek Ventures, Ribbit Capital e o IFC, braço do Banco Mundial. [Reuters]