Uber leva multa de US$ 650 mi por questão trabalhista nos EUA

Estado de Nova Jersey condenou a empresa por considerar motorista como parceiro independente, e não como funcionário; companhia vai recorrer

O Uber afirma que os seus motoristas são parceiros independentes

O departamento de trabalho do Estado de Nova Jersey solicitou que o aplicativo de transporte Uber pague US$ 650 milhões em impostos de seguro-desemprego e invalidez relativos aos últimos quatro anos. As autoridades afirmam que os motoristas do aplicativo são funcionários, não parceiros, e por esse motivo a empresa deve esses pagamentos. A informação é da agência de notícias Bloomberg

O comissário de trabalho Robert Asaro-Angelo disse que o Uber classifica seus funcionários de forma errada, e que “não há razão” para os motoristas sob demanda não serem tratados como um equipe de trabalhadores flexíveis. 

O Uber contestou a decisão: “Estamos contestando essa determinação preliminar, que é incorreta, porque os motoristas são parceiros independentes em Nova Jersey e em qualquer outro lugar”, disse um porta-voz do Uber à Bloomberg

O aplicativo de transporte afirma que tratar os motoristas como funcionários limitaria a flexibilidade de eles trabalharem quando querem. Entretanto, a postura do Uber é criticada por permitir que a empresa não assuma responsabilidades como o pagamento de salário mínimo e outros direitos trabalhistas. 

Essa discussão é antiga. Em setembro, o Senado do Estado da Califórnia – equivalente à uma assembléia legislativa no Brasil – aprovou uma lei que estabelece que os motoristas de Uber são considerados funcionários. Já no Brasil, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu neste ano que motoristas que prestam serviços de transportes pelo aplicativo Uber não têm qualquer tipo de vínculo trabalhista com a empresa. 

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Xiaomi vai inaugurar nova loja em São Paulo

O espaço físico será inaugurado no Shopping Center Norte em 23 de novembro
Por Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

A Xiaomi inaugurou sua primeira loja física no Brasil em junho

A fabricante chinesa Xiaomi anunciou nesta quinta-feira, 14, que vai inaugurar uma nova loja física em São Paulo no dia 23 de novembro. Trata-se do segundo espaço físico da empresa: hoje a Xiaomi tem apenas uma loja no Shopping Ibirapuera, em São Paulo, cuja inauguração em junho deste ano atraiu 5 mil fãs da marca

A inauguração faz parte do plano de expansão da Xiaomi no Brasil. “Chegamos à segunda loja da Xiaomi no Brasil com uma operação muito fortalecida. Estamos prestes a ultrapassar a barreira de 250 mil Mi Smart Bands vendidas mensalmente até aqui, por exemplo, contabilizando todos os canais em que atuamos”, afirmou Luciano Barbosa, diretor da Xiaomi no Brasil, em referência às pulseiras inteligentes da marca. 

Em agosto deste ano, o Estado adiantou que a Xiaomi abriria uma nova loja física até o final do ano. 

No dia da inauguração, a Xiaomi vai distribuir mais de 5 mil brindes e realizará sorteios entre os usuários.  

A Xiaomi voltou oficialmente ao Brasil em 2019 – a fabricante já esteve aqui em 2015, mas acabou engolida pela competição e por erros de estratégia, como vender produtos apenas em seu próprio site. Agora, a empresa vende 15 smartphones e mais de 250 produtos do ecossistema da marca no País – entre eles, há patinetes elétricos, câmeras de segurança, escovas de dente elétricas e até mochilas. 

Novo MacBook Pro de 16″ configurado no talo custará R$50.999 (ou US$6.099)

A Apple lançou hoje o novo MacBook Pro de 16 polegadas e, como noticiamos mais cedo, ele custará a partir de R$21.299 no Brasil ou US$2.399 nos Estados Unidos — preços inalterados em relação ao agora finado modelo de 15 polegadas.

MacBook Pro de 16 polegadas configurado no talo

Obviamente, estamos falando aí das configurações “de entrada” (que já são muito boas). O que ainda não tínhamos falado é quanto essa máquina custará se configurada no talo — e as opções, desta vez, são bastante parrudas.

Pegando o modelo topo-de-linha padrão, que custará R$24.599, atualizamos:

  • O processador Intel Core i9 de oito núcleos e 2,3GHz (Turbo Boost até 4,8GHz) por um de 2,4GHz (Turbo Boost até 5GHz): +R$1.600;
  • A memória DDR4 de 16GB com 2.666MHz por uma de 64GB: +R$6.400;
  • O chip gráfico AMD Radeon Pro 5500M com 4GB de memória GDDR6 por um com 8GB de memória: +R$800;
  • E o armazenamento SSD de 1TB por um de 8TB: +R$17.600.

Eis o resultado final:

Sim, meus amigos: R$50.999 — isso pagando em 12 vezes, claro. À vista, a belezura custará R$45.899,10. Aí sim, vale! 😛

Nos EUA, a mesmíssima personalização levará o preço do MBP de US$2.799 para US$6.099 — ou, em conversão direta (que não faz lá muito sentido, mas ok, vamos lá), aproximadamente R$25.500.

É surreal? É. Mas, obviamente, estamos falando aqui na “configuração dos sonhos” de um laptop que já é, naturalmente, destinado ao público profissional. E os preços de upgrades melhoraram bastante em relação ao ano passado, especialmente no quesito SSD.

Uma coisa que não mudou na nova geração é o fato de que boa parte (ou todos?) esses componentes são soldados à placa lógica e/ou proprietários. Ou seja, a configuração que você comprar com a Apple será a mesma até o fim da vida útil da máquina. Sendo assim, é bom ponderar bem em que você investirá.

Pois bem, quem vai? [MacMagazine]

Estamos preparados para o mundo digital?

O motor da transformação digital é a internet e os avanços constantes da tecnologia. Isso pode ser benéfico de várias maneiras, entretanto, é um sinal de alerta para que tenhamos um ambiente propício para suportá-la.
Por Camila Farani – O Estado de S. Paulo

O 5G deve criar mercados como smart cities e carros autônomos

A cada dia que passa o mundo torna-se um pouco mais digital. Apesar de vivermos num país ainda analógico em muitos aspectos, vivenciamos uma transformação digital intensa. Algo difícil de acompanhar por empresas e mercados tradicionais. Graças à digitalização, empresas de todos os setores estão correndo para migrar abordagens “analógicas”. Até mesmo as startups e empresas de tecnologia estão reinventando seus modelos de negócios e diversificando suas ofertas para sobreviverem aos novos tempos. Para quem pensa que a digitalização está só nas redes ou em novas ferramentas, eis a verdade: as tecnologias digitais interromperão as cadeias de valor, estruturas organizacionais, processos e modelos de receita. O gerenciamento da transformação digital decidirá quais empresas sobreviverão e quais não. A questão é: estamos preparados para acompanhar essa revolução e não sofrer danos no futuro?

Estudo feito pela firma de software Bizagi revelou que 87% das empresas têm problemas em seus processos de transformação digital. No Brasil, segundo pesquisa da Softex de 2019, apenas uma em cada quatro empresas encontra-se preparada e com os índices tidos como necessários para entrar na era da transformação digital. Para que a digitalização ocorra de forma satisfatória, a velocidade para implementação das mudanças e a complexidade dos processos corporativos são desafios a serem vencidos no ambiente corporativo e nos países, assim como ambiente regulatório favorável.

Isso sem contar que, no mundo todo, só um terço das empresas reportam projetos de transformação digital em andamento. Os EUA e o Canadá lideram a tendência – com 52% das companhias. Ainda há um longo caminho a percorrer antes da chegada do 5G, que promete ser um divisor de águas. Segundo dados da Business Insider, até fim de 2020, quando o 5G deve ser lançado, haverá mais de 34 bilhões de dispositivos conectados – 4 para cada terraqueo. O 5G trará significa um salto monstruoso em velocidade, capacidade, confiabilidade e conectividade. Com ele, nascerão mercados como carros autônomos, smart cities, robótica extensiva e fábricas inteligentes, em economia estimada em US$ 13,2 trilhões para 2035, segundo a IHS Markit.

O maior desafio é suportar toda essa tecnologia com infraestrutura adequada. Sem banda larga, não há transformação digital. Sem transformação digital, não há maior produtividade e desenvolvimento. Outro ponto é que as organizações precisam entender que a transformação digital não se refere só a hardware ou software, mas aos seres humanos. Se as empresas querem ser competitivas, precisam de pessoas que possam se adaptar às mudanças. Uma organização digital exigirá novas habilidades de liderança junto a conexão de pessoas, processos e dados.

É INVESTIDORA ANJO E PRESIDENTE DA BOUTIQUE DE INVESTIMENTOS G2 CAPITAL

Goldman Sachs reavaliará limites de crédito do Apple Card após alegações de sexismo

Nem todo mundo ficou contente com a retratação do banco, entretanto

O Apple Card está sendo investigado por sexismo. Aqui está a resposta do Goldman Sachs

Ainda ontem, o site Macmagazine informou que a Maçã estava no meio de um fogo cruzado envolvendo alguns clientes do Apple Card, depois que uma enchente de comentários na web revelaram um problema um tanto quanto impertinente para um cartão de crédito: diferentes limites de crédito com base no gênero do cliente.

Mais precisamente, alguns (grandes) nomes no mundo da tecnologia relataram que tinham um limite de crédito disparadamente maior que o de suas esposas, sendo que em determinados casos ambos compartilham uma mesma conta e, em outras situações, eles até mesmo possuíam scores bancários menores do que elas.

Após a má impressão gerada pelos consumidores na internet, o Goldman Sachs decidiu se retratar por meio da sua conta de suporte, na qual foi divulgada uma declaração do CEO1 do banco, Carey Halio. Em nota, o executivo explica que o Goldman Sachs não está a par do estado civil de uma pessoa na hora que ele(a) aplica para o Apple Card; no entanto, Halio afirma que o banco analisará novamente as linhas de créditos dos clientes que esperavam um limite maior.

O chefão do Goldman Sachs também infere que a diferença nos limites de crédito decorrem do “histórico de crédito pessoal” de um cliente, ou seja, se os cartões que um(a) solicitante atualmente possui são, na realidade, versões adicionais da conta principal do cônjuge, isso poderá afetar o score da pessoa que está aplicando para o novo cartão.

O desenvolvedor David Heinemeier Hansson, que iniciou as discussões sobre a questão no Twitter, rebateu a declaração do Goldman Sachs, alegando que a instituição “não está em posição” de pedir ao público que simplesmente confie no banco, uma vez que confiança é “conquistada por ações justas e transparentes” e que a implementação do Apple Card foi justamente “o oposto”.

A Apple se absteve de comentar o caso e, até o momento, não respondeu aos pedidos de comentários de várias publicações — deixando o Goldman Sachs se virar com a batata quente. Nós vamos continuar acompanhando os possíveis desdobramentos dessa situação e informaremos assim que outras informações surgirem.

VIA CNBC

Uber expande programa de fidelidade para mais cinco capitais

Com o programa, chamado de Uber Rewards, passageiros podem ganhar descontos, corridas gratuitas e preferência por carros em aeroportos

O Uber anunciou também uma parceria com a plataforma digital de venda de vinhos Evino

O Uber anunciou nesta segunda-feira, 11, que está expandindo seu programa de fidelidade para as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. Chamado de Uber Rewards, a iniciativa é inspirada em programas de milhagem de companhias aéreas e permite que os passageiros ganhem descontos, corridas gratuitas e preferência por carros em aeroportos.  

Até então, o programa estava disponível apenas em Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Natal, Brasília, Goiânia, Vitória, Santos, São José dos Campos e Florianópolis. 

Cada real gasto com Uber Eats, UberX, UberX VIP e Uber Juntos se converte em um ponto do programa. No Uber Select e no Uber Black, cada real se converte em dois pontos. Assim como ocorre com as companhias aéreas, o acumulo de pontos resulta na entrada em diferentes categorias do programa. Serão quatro:  Azul (até 400 pontos), Ouro (a partir de 400 pontos), Platina (a partir de 1.500) e Diamante (a partir de 4.000 pontos). Todos que se cadastrarem no programa já começam na categoria Azul e a participação é gratuita.  

O Uber anunciou também uma parceria com a plataforma digital de venda de vinhos Evino: quem juntar pontos no Uber Rewards receberá descontos no site. A empresa afirma que está negociando outras parcerias. 

Abaixo, confira os benefícios de cada categoria. 

Azul

Parabéns, você está acumulando pontos se está cadastrado. 

Ouro

Ao atingir 500 pontos, poderá pedir escolher entre um desconto de 10% em viagens da UberX durante três dias ou um desconto de 20% na seu próximo pedido no Uber Eats. Além disso, terá acesso aos motoristas parceiros mais bem avaliados no Uber e atendimento prioritário no suporte.

Platina

Além dos benefícios acima, terá direito a consistência de preço em sua rota favorita. Ou seja, você poderá escolher o caminho entre a sua casa e o trabalho, por exemplo, e o preço será menos variável, mesmo em momentos de demanda. A empresa explica que se a demanda estiver extremamente alta, e o preço se alterar muito, você ganhará 25% de desconto na corrida. Além disso, o platina dá prioridade de carros em aeroportos e uma entrega gratuita no Uber Eats no período de seis meses. 

Diamante

Todos os benefícios acima. Além disso terá upgrade de categoria. Ou seja, poderá viajar de Uber Black ou Uber Select pagando o preço de UberX. Você ganha também três entregas gratuitas do Uber Eats. 

Google Nest Mini chega ao Brasil por R$ 350; dispositivo é feito a partir de garrafas PET 100% recicladas

Dispositivo já estará no varejo a partir desta terça, 12
Por Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

Google Nest chega ao Brasil por R$ 350

Menos de um mês após apresentar a segunda geração de sua caixa conectada, o Google anunciou nesta segunda, 11, a chegada ao País do Nest Mini (sucessor do Google Home). Ele estará à venda por R$ 350 a partir desta terça, 12, no varejo físico e online, incluindo nomes como Lojas Americanas, Casas Bahia e Fast Shop. O valor é o mesmo do principal concorrente do Nest no Brasil, o Amazon Dot, lançado por aqui no último mês de outubro. 

A novidade deve esquentar não apenas o mercado de caixas conectadas, mas também o de casas conectadas. A empresa falou de parcerias com diferentes fabricantes de eletrônicos para para produtos de casas conectadas, como Sony, Positivo, LG, JBL, TCL e Bose.

Além disso, o Google vê o Nest como mais uma peça na engrenagem para tornar o Google Assistant, o assistente digital da empresa, ainda mais presente na vida dos usuários. “O Nest complementa o ecossistema de Assistant no Brasil”, disse na Maia Mau, diretora de de marketing de hardware da empresa, na apresentação do produto. O dispositivo tem também parcerias digitais, como Spotify, Netflix e iFood. 

A principal novidade do Nest é que ele terá botões para ajuste de volume e pausa – essas opções de controle foram eliminadas da versão anterior porque o recurso acidentalmente gravava áudios. Ele terá alto-falantes 40% mais graves e a melhoria de 80% na velocidade do Google Assistente. O aparelho terá um suporte para ser fixado na parede. 

O dispositivo é feito a partir de garrafas PET 100% recicladas e terá duas cores no País: giz (cinza) e carvão (preto).

Google Nest Mini no Brasil 

Privacidade

Ao lançar o Nest, o Google prometeu utilizar um chip que faz todo o processamento do áudio no próprio aparelho, em vez de encaminhar essas informações para a nuvem – uma medida vista por especialistas como fator de aumento de privacidade. O chip, porém, não estará ativo na sua chegada ao Brasil. Segundo Larissa Rinaldi, especialista em linguística do português no Google, ainda é necessária uma adaptação, que não foi feita ainda, pois a companhia considerou que isso atrasaria a chegada do produto ao País. 

Em julho, o Google encontrou polêmica ao ser revelado que funcionários da companhia escutavam os áudios de usuários do Assistant. Na indústria, o papel de humanos para treinar máquinas a conversar é amplamente conhecido – são eles que transcrevem áudio e indicam ao sistema se estão entendendo corretamente as informações. Na época, o Google reforçou isso em sua resposta: “Essa é uma parte fundamental do processo de construir tecnologia de voz”, escreveu no blog do Google David Monsees, gerente de produto do Google Search. 

Rinaldi confirmou que humanos ouvem pequenos fragmentos de áudio para saber se a máquina está entendendo corretamente as palavras. Isso, porém, não significa que o autor possa ser identificado – na verdade, nem frases inteiras podem ser identificadas, já que as frases são fragmentadas. A partir disso, o áudio é convertido em texto e informações como nomes e localizações são anonimizados.

Segundo ela, é a partir deste momento que funcionários podem ter acesso a frases maiores para que possam garantir que o sistema está atendendo corretamente os comandos. A executiva comanda uma equipe de cinco pessoas no Brasil, que trabalham na versão do Assistant voltado para o nosso português. Outras cinco pessoas em Portugal trabalham na versão local do sistema. Todas as informações enviadas ao sistema ficam armazenadas com criptografia por um período entre sete e 60 dias, diz a executiva.