Mais anunciantes deixam YouTube após comentários pedófilos na plataforma

Disney, Nestlé, Hasbro e AT&T suspenderam propagandas e pediram esclarecimentos ao Google; gigante diz apagou canais e comentários envolvidos no caso

Comentários pedófilos afastam anunciantes do YouTube

Após a Epic Games, criadora do jogo Fortnite, anunciar a retirada de anúncios comerciais do YouTube, outros anunciantes seguiram o mesmo caminho. Entre eles estão a operadora americana AT&T e a fabricante de brinquedos Hasbro, além de Disney e Nestlé. A perda de anunciantes está relacionada à reportagem da revista Wired, que mostrou que vídeo aparentemente inocentes de crianças estavam movimentando uma rede de pedófilos na plataforma.    

Os vídeos em questão não contém pornografia – trata-se de material que pode ter sido postado pelas próprias crianças, ou por seus pais, em atividades normais, mas que podem mostrar acidentalmente alguma parte de seus corpos. Por exemplo, uma criança dançando cuja camiseta se movimenta demais, expondo os mamilos. Segundo a reportagem, porém, esse conteúdo está atraindo centenas de milhares de comentários sexuais. Ainda assim, esse material estava atraindo comentários sexuais em relação às crianças. 

“Até que o Google possa proteger nossa marca de conteúdo ofensivo de qualquer tipo, vamos remover toda a publicidade do YouTube”, afirmou um porta-voz da operadora norte-americana de telecomunicações.

A decisão foi tomada um mês depois de a AT&T anunciar que iria retomar a compra de espaço publicitário no YouTube, depois de um boicote de quase dois anos à plataforma promovido por causa de preocupações de que os anúncios da empresa estavam sendo veiculados com vídeos que mostravam discurso de ódio.

“A Hasbro está pausando todos os anúncios no YouTube, e contatou o Google/YouTube para entender quais ações eles estão tomando em relação a esse assunto, e como garantirão que tais conteúdos não apareçam mais na plataforma no futuro”, disse a Hasbro em comunicado. 

 Ao Estado, um porta-voz do YouTube disse que a empresa desabilitou dezenas de milhões de comentários pedófilios da plataforma e cancelou cerca de 400 canais que faziam esse tipo de comentário.

Além disso, o YouTube disse que removeu vídeos, inicialmente inocentes, que pudessem colocar em risco menores de idade e revisou comentários em diversos vídeos de crianças. A empresa afirma que tem políticas que proíbem contéudos que ponham em risco menores de idade. “Ainda há mais a ser feito e continuamos a trabalhar para melhorar e identificar abusos mais rapidamente”, disse. 

A revista AdWeek obteve um comunicado enviado pelo Google aos anunciantes, que repete as ações já informadas ao Estado. Além disso, o YouTube disse que está comunicando autoridades quando necessário. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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Apple e Goldman Sachs lançarão cartão de crédito vinculado ao iPhone

Empresas ingressam em um campo superlotado, e nenhuma tem grande experiência no segmento
Tripp Mickle, Liz Hoffman e Peter Rudegeair

Apple busca novas formas de receita à medida que as vendas do iPhone desaceleram 

SAN FRANCISCO E NOVA YORK –Apple e o banco Goldman Sachs planejam começar a emitir no segundo trimestre um cartão de crédito vinculado a novos recursos do iPhone que ajudarão usuários a administrar seu dinheiro.

O cartão começará a ser testado por empregados das duas empresas nas próximas semanas, e seu lançamento oficial acontecerá dentro de alguns meses, de acordo com pessoas informadas sobre o assunto.

As companhias esperam atrair clientes oferecendo recursos adicionais disponíveis no app Apple Wallet, que permitirão que eles estabeleçam metas de gastos, acompanhem as recompensas acumuladas e administrem seus saldos.

The Wall Street Journal noticiou no ano passado que as duas empresas planejavam lançar um cartão de crédito conjunto. Trata-se de uma grande incursão da Apple à rotina financeira de centenas de milhões de usuários do iPhone. Também é parte da estratégia mais ampla do Goldman Sachs para atrair clientes comuns.

A Apple e o Goldman Sachs ingressam em um campo superlotado, e nenhum dos dois tem grande experiência no segmento. Eles estão em busca de novas fontes de receita, porque seus negócios primários vêm enfrentando dificuldades.

Com a desaceleração nas vendas do iPhone, a Apple está se voltando a serviços pagos. Ela oferece apps de streaming de música, de conteúdo noticioso e de pagamentos móveis, e está formando parcerias com estúdios de Hollywood para a produção de programação original de TV. A empresa quer elevar sua receita com serviços a US$ 50 bilhões anuais, em 2020.

A empresa recebe uma pequena comissão quando compras são realizadas por usuários do iPhone que optam pelo Apple Pay. Ela receberia parcela maior das taxas por transação ao lançar um cartão próprio.

Os executivos da companhia também esperam que o cartão estimule o uso do Apple Pay, que está demorando a ganhar terreno entre os usuários e comerciantes.

O Goldman Sachs lançou o Marcus, um banco online para clientes pessoa física, em 2016, a fim de compensar o declínio de suas operações com títulos. A Apple tem seguidores leais entre os jovens adultos endinheirados e interessados em tecnologia que o banco espera transformar em clientes do Marcus.

O cartão de crédito é o primeiro a ser lançado pelo banco, e representa custo pesado. O Goldman Sachs está criando centrais de atendimento telefônico em todo o território dos Estados Unidos e desenvolvendo um sistema interno para cuidar dos pagamentos.

Esse último projeto tem orçamento de US$ 200 milhões, um grande investimento em um momento no qual o banco está tentando cortar custos.

O cartão Apple Pay vai usar a rede de pagamento da Mastercard, que é a segunda maior nos Estados Unidos, atrás da rede Visa, disseram algumas das fontes. Os detentores de cartões obterão recompensas equivalentes a cerca de 2% do valor da maioria de suas transações, e potencialmente mais quando estiverem pagando por produtos e serviços da Apple, segundo algumas das fontes.

Bancos como o J.P. Morgan Chase investiram pesadamente para atrair usuários para seus cartões, com recompensas de milhagem, acesso a lounges em aeroportos e outros benefícios generosos.

Nem a Apple nem o Goldman Sachs estão ávidos por entrar nessa corrida, disseram pessoas informadas sobre o projeto. Em lugar disso, a aposta das empresas é que os clientes da Apple usarão o cartão porque sua integração com o iPhone é superior.

Os engenheiros estão desenvolvendo novos recursos para o app Apple Wallet que encorajariam os usuários a pagar suas dívidas de cartão de crédito e administrar seus saldos.

Executivos discutiram o uso de indicadores visuais concebidos para o app de fitness da Apple, com “anéis” que se completam quando os usuários cumprem suas metas diárias de exercício, e de notificações diárias aos usuários sobre seus hábitos de consumo.

Também pode haver notificações baseadas em uma análise dos padrões de gastos dos usuários, alertando-os, por exemplo, caso gastem mais dinheiro que o usual em suas compras semanais de mantimentos.

O Goldman Sachs vem criticando o setor de cartões de crédito, e posiciona os empréstimos do Marcus como uma alternativa aos cartões de crédito, cujos juros são mais altos.

“Recorrer constante e cronicamente ao crédito rotativo do cartão é como comer macarrão com queijo e tomar Coca-Cola no almoço todos os dias”, disse Harit Talwar, que comanda o Marcus, em 2017.

Os executivos precisam encontrar o meio-termo entre encorajar responsabilidade no uso de crédito e conseguir que os consumidores gastem o suficiente com seus cartões para gerar lucros.

Ao emprestar seu prestígio a um cartão de crédito emitido pelo Goldman Sachs, a Apple corre o risco de irritar os bancos cujos cartões respondem pela maioria das transações realizadas via Apple Pay.

Executivos discutiram transformar o novo cartão em padrão para a carteira digital do iPhone, mas os contratos da Apple com bancos impedem que ela o faça, disse uma pessoa.

Executivos do Goldman Sachs esperam no futuro oferecer os empréstimos do Marcus, serviços de gestão de patrimônio e outros serviços aos usuários da Apple. Sem agências físicas, o banco investe pesadamente em mala direta e recompensas pela indicação de novos clientes, para atrair mais consumidores.

As companhias em dado momento consideraram criar um produto financeiro mais amplo, que incluiria administração de finanças para além do cartão de crédito, mas executivos da Apple se preocuparam com a possibilidade de que o acesso às contas bancárias de usuários gerasse preocupações de privacidade, disseram as pessoas informadas sobre o assunto.

Tradução de Paulo Migliacci

THE WALL STREET JOURNAL

‘O Facebook está inovando em privacidade’, diz Mark Zuckerberg

O presidente executivo do Facebook continua acreditando na privacidade da rede social, mesmo após um ano cheio de escândalos de uso indevido de dados pela empresa

Mark Zuckerberg é presidente executivo do Facebook

Para Mark Zuckerberg, o Facebook é inovador quando o assunto é privacidade. A declaração do presidente executivo da rede social foi dita nesta quarta-feira, 20, em um vídeo em que ele discute tecnologia com o professor da universidade Harvard Jonathan Zittrain e acontece após um ano cheio de escândalos de uso indevido de dados pela empresa. 

Na conversa, Zuckerberg destaca os recursos de comunicação criptografada do Facebook como um exemplo de privacidade. “Fizemos com que os alunos de Harvard pudessem se comunicar de forma que eles tivessem confiança de que as informações seriam compartilhadas apenas com as pessoas dentro daquela comunidade”, afirmou o executivo. 

Segundo o executivo, a comunicação por mensagens privadas está se tornando cada vez mais popular: usuários mandam cerca de 100 bilhões de mensagens por dia por meio do Facebook, do Messenger e do Instagram. Ele acredita que a discussão sobre privacidade não se resume a políticas de privacidades, apenas. Para o executivo, a possibilidade de comunicação totalmente privada deve ser lembrada

Regulação. Grande parte das autoridades não concordam com Zuckerberg de que o Facebook é inovador quando o assunto é privacidade. Nesta segunda-feira, 18, parlamentares britânicos divulgaram um relatório em que disseram que a rede social falhou em proteger a privacidade dos usuários e deve ser regulada pelo governo. 

O relatório do Reino Unido repercutiu e Mark Zuckerberg se encontrará com um representante do governo britânico nesta quinta-feira, 21, para conversar sobre o assunto – serão trinta minutos de conversa, segundo o site BBC News. O tema principal da conversa deve ser a possível regulação que o Reino Unido está preparando para tornar as plataformas online mais responsáveis pelos conteúdos publicados. 


Apple lançará novo iPod e monitor 6K em 2019, diz analista Ming-Chi Kuo da KGI Securities

Novidades incrementais devem mudar catálogo da Apple neste ano, segundo relatório vazado de Ming-Chi Kuo, analista da KGI Securities
Por Lucas Agrela

 (Justin Sullivan/ Getty Images/Getty Images)

São Paulo – Um documento obtido pelo site 9to5Mac indica que a Apple lançará um novo iPod e um monitor com resolução 6k. O relatório seria de autoria de Ming-Chi Kuo, analista da KGI Securities e conhecido por fazer previsões acerca da Apple.

O novo iPod chegaria com um novo processador para substituir o modelo existente, já com configuração aquém dos iPhones. Já o monitor teria tamanho de 31,6 polegadas e utilizaria tecnologia Mini-LED, que consiste em pequenas luzes que compõem os pixels de modo que cada um tenha luz própria, sem a necessidade de retroiluminação – algo comum em painéis LED convencionais.

iPhones, Macs, Apple Watch e AirPods

O relatório também menciona outros produtos da Apple que estariam planejados para este ano. O novo iPad deve aumentar de tamanho de tela, passando de 9,7 polegadas para 10,2 polegadas, com redução de bordas. Já o iPad Mini também deve ganhar um novo processador.

Sobre os MacBooks Pro, Kuo diz, no documento, que a tela aumentará para algo entre 16 e 16,5 polegadas e que os produtos terão novo design. O Mac Pro também deve ser renovado e pode chegar com a possibilidade de fazer melhorias nas configurações.

O próximo Apple Watch, que, no ano passado, chamou a atenção com um recurso de eletrocardiograma, deve levar a funcionalidade de saúde a mais países.

Os iPhones têm pouco espaço na previsão de Kuo. As informações do relatório são sobre os iPhones Xs e Xs mantendo seus atuais tamanhos de tela, bem como a conexão Lightning, desse modo, não seguindo o movimento do iPad Pro, que trocou o Lightning pelo USB Type-C, usado em smartphones com sistema Android e em notebooks. Por fim, os fones de ouvido sem fio AirPods devem ganhar uma segunda versão e teriam como novidade compatibilidade com carregamento sem fio.

As 50 empresas mais inovadoras do mundo — com a startup brasileira Nubank na lista

Ranking da revista Fast Company deste ano é marcado pela ascensão das gigantes chinesas e pela presença da startup brasileira Nubank
Por Mariana Fonseca

Nubank: fintech se tornou o maior banco digital fora da Ásia (Nubank/Divulgação)

Segundo o horóscopo chinês, estamos no “ano do porco”, que traz sorte nos investimentos. Superstição ou não, as gigantes chinesas estão na crista da onda quando se fala em transformar setores. É o que mostra a revista Fast Company, em seu ranking anual sobre as 50 empresas mais inovadoras do mundo.

A primeira posição da lista está com a Meituan Dianping, que atua em setores tão diversos quanto reservas de hotéis e entrega de comida. A principal razão para sua coroação são seus resultados gigantes. A chinesa mediou 27,7 bilhões de transações, no valor de 33,8 bilhões de dólares, para mais de 350 milhões de pessoas em 2.800 cidades. Isso é o equivalente a 1.738 serviços mediados pela Meituan por segundo, com cada usuário utilizando o super aplicativo três vezes por dia, em média.

A empresa de mobilidade urbana Grab, de Singapura, ficou com a medalha de prata. A revista ressalta que o negócio expandiu para verticais como delivery de comida, reservas de hotéis, serviços financeiros. Em breve, incluirá serviços de saúde. Os esforços fizeram a Grab alcançar uma receita de 1 bilhão de dólares em 2018, atraindo 7,3 bilhões de dólares em investimentos ao longo de sua história.

A liga americana de basquete NBA ganhou o terceiro lugar, subindo sete posições. A Fast Company elogiou sua entrada nos esportes eletrônicos e em serviços de streaming, como a plataforma Twitch. Mesmo com o investimento digital, a liga de basquete quebrou seu recorde de frequentadores pela quarta temporada seguida. A receita total da NBA cresceu 25% em 2018.

Tanto a Meituan Dianping quanto a Grab não estavam presentes no ranking do ano passado. A lista é muito diferente da vista em 2018, que trazia as americanas Apple, Netflix e Square no pódio.

Outro ponto de atenção é a presença de um negócio brasileiro na lista. A fintech Nubank, mais conhecida por seu cartão de crédito sem anualidade e gestão completamente online, ficou na 36ª posição.

O ranking destaca como o Nubank se tornou o maior banco digital fora do continente asiático, com 5 milhões de usuários, e a ampliação para serviços como conta salário e saque em caixas eletrônicos. Recentemente, a startup também anunciou que fará empréstimos pessoais. A Fast Company analisa 35 indústrias a nível global para montar seu ranking.

Veja, abaixo, as 50 empresas mais inovadoras do mundo:

Posição Empresa
1 Meituan Dianping
2 Grab
3 NBA
4 The Walt Disney Company
5 Stitch Fix
6 Sweetgreen
7 Apeel Sciences
8 Square
9 Oatly
10 Twitch
11 Target
12 Shopify
13 AnchorFree
14 Peloton
15 Alibaba Group
16 Truepic
17 Apple
18 Unity Technologies
19 Domino’s
20 Plaid
21 Universal Music Group
22 Airtable
23 Lineage Logistics
24 Kano
25 Winc
26 Zola
27 LanzaTech
28 JioSaavn
29 Jumio
30 Foundation Medicine
31 Arterys
32 Alnylam Pharmaceuticals
33 Beautycounter
34 Sonder
35 Indigo Ag
36 Nubank
37 GOAT
38 Snøhetta
39 African Leadership University
40 Fanatics
41 Unmade
42 Modern Fertility
43 Rocket Lab
44 A24
45 Teachers Pay Teachers
46 Ammunition
47 Sesame Workshop
48 Acorns
49 Mozilla
50 Punch Bowl Social

Samsung lança quatro versões do smartphone Galaxy S10

Aparelhos começam a ser vendidos dia 8 de março nos EUA; ainda não há data para o Brasil
Gabriel Francisco Ribeiro

Samsung apresenta novos aparelhos da família Galaxy S10 – AFP

SAN FRANCISCO –Os novos Galaxy S10 estão entre nós, e a Samsung não economizou nos lançamentos nesta quarta-feira (20). Em evento realizado em San Francisco (Estados Unidos), a companhia sul-coreana mostrou quatro modelos do Galaxy S10, décima versão da linha mais antiga de smartphones da empresa.

Eles começam a ser vendidos a partir de 8 de março. Não há uma data para o lançamento no Brasil, mas isso costuma acontecer cerca de um mês depois.

CONFIRA OS MODELOS DO GALAXY S10

Galaxy S10e: é o iPhone XR da linha S da Samsung. Mais barato, vem com uma tela menor, de 5,8 polegadas, e sem curvas, duas câmeras traseiras e uma frontal. Não conta com o novo sensor de digitais, usa o botão lateral igual ao do Galaxy A7. Por US$ 749,99 (R$ 2.925 em conversão direta sem impostos).

Galaxy S10: versão padrão, com tela de 6,1 polegadas, câmera traseira tripla e uma câmera frontal. Por US$ 899,99 (R$ 3.510).

Galaxy S10+: versão parruda, com tela de 6,4 polegadas e 1 TB de armazenamento. Por ter câmera traseira tripla e câmera frontal dupla, conta com dois buracos (discretos) na tela. Por US$ 999,99 (R$ 3.900).

Galaxy S10 5G: é primeiro Galaxy equipado com tecnologia 5G. Vem com tela de 6,7 polegadas, câmera com profundidade 3D e bateria grandona de 4.500 mAh. O corpo, porém, é igual ao do Note 9. É a maior bateria e a maior tela de um aparelho da linha S.

NOVIDADES

Confirmando os rumores, os aparelhos deixaram de lado a “tela infinita” e ganharam o “infinity O” (que você pode chamar de “furo na tela” mesmo). A Samsung foi uma das últimas a adotar o entalhe —no S9, o sensor ainda ficava em uma barra no topo.

Agora o sensor da câmera frontal fica numa bolinha, o que permitiu um melhor aproveitamento de tela: o corpo é o mesmo do ano passado, mas o display passou de 5,8 polegadas para 6,1 polegadas na versão padrão.

Além de telonas mais brilhantes, os dispositivos estão mais leves e com bordas mais finas. O corpo é de vidro, nas cores preto, branco, verde e azul. O S10e ganhou uma versão amarela, enquanto o S10+ pode ser comprado na versão cerâmica preta ou branca. Ganharam ainda muitas câmeras e dois recursos
inéditos: o sensor de digital ultrassônico e a capacidade de carregar outros aparelhos.

Já o carregamento por indução acontece quando você posiciona gadgets —como relógios, pulseiras e fones sem fio— na traseira do celular. Além de carregar produtos da Samsung, o S10 promete reabastecer a bateria de outros aparelhos que tenham a tecnologia, até mesmo um iPhone.

CÂMERAS

Se é foto que você curte, os novos modelos vão agradar. O S10, por exemplo, conta com três câmeras traseiras (uma principal wide, outra grande angular para fotos panorâmicas e uma teleobjetiva para zoom e retrato) e uma frontal. Já o S10+, além das três principais, conta com uma segunda frontal, o que permite o modo retrato (aquele com fundo desfocado) feito com jogo de lentes.

O S10e só tem duas câmeras traseiras (uma principal e uma grande angular) e uma câmera frontal. O modo retrato, então, será feito apenas via software. Mesmo assim, o aparelho mais barato parece ser superior ao S9+, que tinha duas câmeras traseiras, mas com menos recursos.

Todos os modelos contam com a dupla abertura que apareceu no S9 e com os recursos de inteligência artificial do Note 9 —agora a câmera identifica 30 tipos de cenas e objetos, como cachorro, bebês, roupas etc, e adapta as configurações da foto. A ferramenta de edição para retratos também foi
turbinada. E as câmeras frontais fazem vídeos em 4K.

Uma novidade que chamou a atenção foi o modo câmera de ação. Com ele, a câmera ultra wide grava o vídeo com grande abertura e depois corta num ângulo de 75 graus, o que elimina as laterais tremidas.

A câmera também terá um “modo Instagram” embutido: você tira a foto e logo pode postar nos Stories da sua conta. No evento desta quarta, Adam Mosseri, chefe do Instagram, chamou DJ Koh, executivo-chefe da Samsung, e fez uma demonstração ao vivo dessa função.

Para quem curte, os MyEmojis ficaram menos caricatos e mais reais. O legal é que agora eles identificam movimentos com a mão.

MEMÓRIA

Sim, chegamos às memórias de absurdos 1 TB. Com o cartão de 512 GB, você pode ter no seu bolso uma máquina com até 1,5 TB de espaço para aproveitar. 

Para quem não precisa de tudo isso, as outras versões do S10 contam com armazenamentos que variam entre 128 GB e 512 GB, o que é mais do que suficiente. A memória RAM também não decepciona e vai de 6 GB a 12 GB, o que também é muita coisa.

A Samsung diz ainda que a inteligência artificial faz com que tudo rode melhor. Os apps abrem mais rápido e o gasto de energia se adapta ao uso, por exemplo. O processador é o mesmo para todos: no Brasil, chegarão com o poderoso Exynos 9820, equivalente ao Snapdragon 855 da Qualcomm

FICHA TÉCNICA

Galaxy S10e

  • Dimensões e peso: 69,9 x 142,2 x 7,9 mm; 150 g
  • Tela: 5,8 polegadas Full HD+ Amoled
  • Câmeras: traseira dupla (principal 12 MP + grande angular de 16 MP) e
  • frontal (10 MP)
  • Processador: Snapdragon 855 ou Exynos 9820
  • Cor: branco, preto, verde, azul e amarelo

Galaxy S10

  • Dimensões e peso: 70,4 x 149,9 x 7,8 mm; 157 g
  • Tela: 6,1 polegadas Quad HD+ Amoled
  • Câmera: tripla traseira (12 MP principal + 16 MP grande angular + 12
  • MP teleobjetiva) e frontal (10 MP)
  • Memória: 8 GB RAM e 128 GB/512 GB de armazenamento (com
  • espaço para microSD de até 512 GB)
  • Bateria: 3.400 mAh
  • Processador: Snapdragon 855 ou Exynos 9820
  • Cor: branco, preto, verde e azul

Galaxy S10+

  • Dimensões e peso: 74,1 x 157,6 x 7,8 mm / 175 g
  • Tela: 6,4 polegadas Quad HD+ Amoled
  • Câmera: tripla traseira (12 MP principal + 16 MP grande angular + 12 MP teleobjetiva) e dupla frontal (10 MP + 8 MP profundidade)
  • Memória: 8 GB/12 GB RAM e 128 GB/512 GB/1 TB de armazenamento (com espaço para microSD de até 512 GB)
  • Bateria: 4.100 mAh
  • Processador: Snapdragon 855 ou Exynos 9820

Galaxy S10 5G

  • Dimensões e peso: 77,1 x 162,6 x 7,94 mm / 198g
  • Tela: 6,7 polegadas Quad HD+ Amoled
  • Câmera: quádrupla traseira (duas principais de 12 MP + 16 MP grande angular + 12 MP teleobjetiva) e frontal (10 MP)
  • Memória: 8 GB RAM e 256 GB de armazenamento (sem espaço para MicroSD)
  • Bateria: 4.500 mAh Processador: Snapdragon 855 ou Exynos 9820

Samsung lança o smartphone dobrável Galaxy Fold por US$ 2 mil

Fechado, o smartphone tem um display de 4,6 polegadas. Aberto, a tela aumenta para 7,3 polegadas.
Por Mariana Lima – O Estado de S. Paulo

O Galaxy Fold começará a ser vendido dia 26 de Abril em alguns países

A Samsung anunciou nesta quarta-feira, 20, o primeiro modelo de sua nova linha de smartphones dobráveis, o Galaxy Fold. O aparelho começará a ser vendido em alguns países dia 26 de abril com o valor de US$1,980 mil, mas ainda não há previsão de chegar ao Brasil.

O aparelho terá dois tamanhos de tela: quando fechado o display tem 4,6 polegadas, aberto se expande para 7,3 polegadas. O sistema do smartphone, porém, se adapta automaticamente em casos de mudança no tipo de tela durante o uso de um aplicativo. A Samsung exibiu, por exemplo, uma consulta no Google Maps iniciada com o celular fechado e depois aberto. Neste caso, o mapa se expande para as duas telas automaticamente.

Além da tela, o aparelho conta com um sistema com duas baterias que trabalham juntas como se fossem uma, com capacidade de 4380mAh. Já o leitor de digital fica na lateral do aparelho, cuja dobra é bem menos evidente do que a do FlexPai, o primeiro smartphone de tela dobrável do mundo.

Facilidades. O Galaxy Fold permite ainda o uso simultaneamente de até três aplicativos. A empresa deu como exemplo a possibilidade de ver, na mesma tela, um vídeo no YouTube, responder uma mensagem no WhatsApp e fazer uma pesquisa no Google.

O modelo vem ainda com seis câmeras: há três na parte de trás com 16 megapixels (mp), duas na parte interna e uma na parte frontal do aparelho, essas com 10 mp. Com isso, a Samsung diz que o usuário conseguirá tirar fotos independentemente da posição que esteja o aparelho.