Ação coletiva acusa a Apple de mentir nos tamanhos de tela dos iPhones OLED

A coisa já não está boa para a Apple no que se refere aos iPhones mais recentes, e agora a notícia de uma ação coletiva movida contra a Maçã por conta deles certamente não ajudará a acalmar os ânimos em Cupertino.

Os queixosos dizem que este tipo de marketing esconde deliberadamente entalhes.

Como informou o AppleInsider, um grupo de consumidores registrou uma ação numa Corte Distrital do Norte da Califórnia por um motivo muito simples: segundo eles, a Apple está enganando os consumidores ao divulgar o tamanho e a resolução das telas dos iPhones com painéis OLED — isto é, os iPhones XXS e XS Max.

De acordo com os reclamantes, o problema está em dois fatores específicos: as bordas arredondadas nas telas desses aparelhos e o famigerado recorte (notch). A ação afirma que a Apple estampa, no marketing dos iPhones OLED, uma medição do tamanho e resolução de tela semelhante à de modelos antigos, como o iPhone 8 — que tem um painel perfeitamente retangular, com cantos “vivos”, e sem recortes.

Isso daria a falsa impressão de que a tela do iPhone XS (de 5,8 polegadas, segundo a Apple), por exemplo, teria uma quantidade de espaço utilizável maior que a do iPhone 8 Plus (5,5 polegadas), o que não seria bem o caso — como registrado no texto da ação, a própria Maçã orienta que desenvolvedores deixem amplo espaço de borda nos seus apps para os iPhones com telas OLED, por conta do recorte e dos cantos arredondados.

Os reclamantes citam ainda os chamados “pixels falsos” — os pixels presentes no extremo das bordas arredondadas que não contam com os três sub-pixels que tradicionalmente compõem a célula (azul, vermelho e verde). Segundo a ação, esses pixels não poderiam fazer parte da contagem para a resolução dos aparelhos.

Um exemplo citado pela própria queixa de que a Apple sabe do problema e tenta escondê-lo está nas próprias imagens de marketing dos iPhones XS e XS Max: com a escolha específica de ângulos e papéis de parede, a Maçã parece querer esconder o recorte dos aparelhos, dando a impressão que eles contam com uma tela realmente infinita e sem interrupções — o que, nós sabemos bem, não é o caso.

Os reclamantes pedem que a Apple corrija todas as informações incorretas no seu site e material de marketing, e exigem um pagamento de danos a todos os participantes da ação que se sentiram lesados pelas práticas supostamente incorretas da empresa. A ação ainda tem que ser aprovada para que se transforme num processo e seja julgado, então teremos que ver que fim levará essa história toda. [MacMagazine]

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Galaxy S10 deve ser lançado em fevereiro, diz site Gizmodo UK

Segundo fontes da reportagem do Gizmodo UK, a pré-venda começará no dia do anúncio do aparelho; não há informações sobre data de lançamento no Brasil

O Galaxy S10 é a nova geração da linha de smartphone principal da Samsung

A Samsung vai anunciar o Galaxy S10 no dia 20 de fevereiro, de acordo com o site Gizmodo UK. É a nova geração da linha de smartphone principal da empresa. O anúncio acontecerá em um evento antes do Mobile World Congress 2019, principal evento de telefonia do mundo. Tradicionalmente, a Samsung lança os modelos da linha Galaxy S antes dessa ocasião. 

Segundo fontes da reportagem do Gizmodo UK, a pré-venda começará no dia do anúncio do aparelho. Não há informações sobre data de lançamento no Brasil. Rumores apontam que o Galaxy S10 deve custar entre US$ 1 mil e US$ 1,3 mil, e o Galaxy S10 Plus entre US$ 1,2 mil e US$ 1,8 mil – os preços variam de acordo com as opções de armazenamento. O Galaxy S10 Plus terá a opção de armazenamento de 1 TB. 

Modelo. Alguns rumores já traçam como deverá ser o Galaxy S10. Segundo o Wall Street Journal, o aparelho terá quatro variações, sendo uma delas o modelo chamado de Beyond X – uma clara referência ao iPhone, que usa o “X” nos modelos da atual geração. 

O novo Galaxy deverá ser equipado com uma gigantesca tela de 6,7 polegadas, de acordo com o jornal. Ela seria maior do que a do iPhone XS Max, de 6,5 polegadas. Excluindo algumas marcas chinesas com atuação limitada, a tela do XS Max é a maior do mercado. Entretanto, a reportagem do Gizmodo UK diz que o Galaxy S10 terá apenas três versões: uma com tela de 5,8 polegadas, outra com 6,1 e uma terceira com 6,4. 

Outro recurso esperado no novo dispositivo é suporte à conexão 5G, que deve estrear comercialmente em breve em diversos países. É esperado que o aparelho tenha um leitor de impressões digitais debaixo da tela, que fará uma leitura 3D do dedo por meio de ondas de ultrassom. Há rumores também sobre a possibilidade de o Galaxy S10 carregar outros aparelhos sem usar fios. Espera-se que o novo smartphone tenha um entalhe circular, assim como o Galaxy A8s, que foi lançado na China no começo deste mês. 

Aceleradora Plug and Play leva ‘espírito inovador’ a gigantes no Brasil

Consultora hoje assessora um total de 220 empresas, entre elas o Banco do Brasil e o hospital Albert Einstein
Por Giovanna Wolf – O Estado de S.Paulo

Jackie Hernandez quer ajudar corporações e startups no mundo

Desde 2006, a Plug and Play, uma das maiores aceleradoras do Vale do Silício, presta consultoria e investe em startups. Em 2010, iniciou também parcerias com grandes companhias globais. Hoje, a Plug and Play trabalha com 220 grandes empresas, que procuram assessoria para encontrar o caminho para a inovação – no Brasil, o Hospital Albert Einstein e o Banco do Brasil são clientes da aceleradora.

Foi com os conselhos da Plug and Play e da diretora de operações da aceleradora, Jackie Hernandez, que o BB decidiu rever projetos de inovação e voltar para a prancheta para buscar ideias com mais chance de sucesso. Da mesma forma, o Hospital Albert Einstein pôde começar a trabalhar para levar seus produtos tecnológicos para o mercado internacional.

O Estado conversou com Jackie sobre como é o processo de ajudar empresas a pensar fora da caixa e também sobre o ecossistema brasileiro.

Leia os principais trechos da entrevista:

Estado: Como trazer a inovação para as grandes empresas que ainda não conseguiram se renovar?
Jackie Hernandez: As grandes corporações acham que, ao abrir uma incubadora, elas se tornam inovadoras. Elas têm seus próprios objetivos, então é preciso fazer de um jeito mais interativo, mostrando que há retorno. Tornar-se uma empresa inovadora é um combinação entre tecnologia e pessoas. Queremos ser catalisadores desse processo. As corporações sabem o que fazer, têm um ambiente seguro que permite falhar e descartar o que não funciona.

Qual é o maior desafio da área de inovação hoje?
Tendemos a ver indústrias de uma forma fechada, em “caixinhas”. Olhamos para montadoras e pensamos que elas apenas produzem carros. Olhamos para lojas e pensamos que elas são apenas varejo. A realidade é que a tecnologia está se sobrepondo. As indústrias automotivas, por exemplo, estão migrando de produto para serviço. Hoje em dia, as coisas se entrelaçam: se você não está na saúde, você quer estar na saúde e, se você já está na saúde, você quer estar presente em outros lugares. O desafio é como fazer a transformação cultural dentro das empresas.

Qual é a sua opinião sobre as startups do Brasil?
Em geral, o Brasil é muito criativo e várias tecnologias estão sendo lançadas aqui. Acredito que o desafio, que não é exclusivo do Brasil, é criar empresas globais em vez de empresas regionais. O Brasil tem o benefício de ser um país muito grande, então certamente se você oferece serviços no Brasil, você tem um grande mercado. Mas pode ser maior.

Em que segmentos o País precisa investir?
As grandes corporações precisam perder o medo. O desafio que temos é que a maioria das startups que estão no ecossistema local tendem a ser muito pequenas, restritas ao estágio inicial. Ao mesmo tempo, as grandes corporações são muito reguladas e não conseguem se engajar com uma startup pequena. O que fazemos na Plug and Play é ensiná-las a como trabalhar com startups. Queremos, em um primeiro momento, que elas se exponham a startups maiores – que tenham mais de 30 pessoas trabalhando e recebido mais de US$ 20 milhões de investimento, por exemplo. O trabalho da grande corporação com uma startup maior flui mais.

É importante as startups brasileiras a manutenção do contato com o Vale do Silício?
Elas nunca devem parar de ir para lá. Quando eu fui para o Vale do Silício foi como se eu tivesse mudado da calçada para a rodovia. A forma como o mundo da tecnologia opera e a sua ambição é absolutamente inacreditável. Você não vai entender o nível que você precisa chegar. O Banco do Brasil, por exemplo, trabalhou durante meses em um produto, que achava estar pronto para ser lançado. Então, a empresa enviou o time de inovação para o Vale do Silício Lá eles perceberam que ainda estavam perdidos.

A Plug and Play pretende abrir filial no Brasil?
O Brasil está no nosso mapa para ampliação de atuação. Nosso objetivo é fazer a inovação ser acessível a todos.

Apple dá desconto na compra do HomePod para britânicos

Com a proximidade do fim de ano, a Apple aumentou o número de propagandas e está facilitando o processo de compra de iPhones frente a rumores de vendas abaixo do esperado. Agora, nem o HomePod ficou de fora da investida da Maçã; mas para isso, no entanto, ela adotou um método bem específico — e incomum.

A gigante de Cupertino está enviando emails para assinantes do Apple Music com códigos promocionais na compra do HomePod, conforme divulgado pelo 9to5Mac. Por enquanto, apenas clientes do Reino Unido receberam códigos com descontos de £50, reduzindo o preço do dispositivo de £319 para £269.

O HomePod traz o melhor do Apple Music. Para celebrar as festas de final de ano, estamos oferecendo apenas para assinantes do Apple Music £50 de desconto no HomePod, até 16 de dezembro. Reivindique seu código promocional especial agora.

Ainda de acordo com o 9to5Mac, o desconto oferecido pela Apple consegue bater o preço cobrado pelo alto-falante inteligente em lojas virtuais, como o eBay. Ainda não há informações se a Maçã enviará tais emails para assinantes do seu serviço de streaming de outros países, como os Estados Unidos.

Se você estiver indo aos EUA, outra forma de adquirir o HomePod com um preço mais acessível é comprar o dispositivo recondicionado (refurbished), também vendido pela Apple. Atualmente não há alto-falantes disponíveis por lá, mas vale a pena ficar de olho na página da Maçã e comparar qual a melhor forma de adquirir o seu smartspeaker.

Por ora, não há previsão de quando a Siri no HomePod ganhará suporte ao português — permitindo, assim, o seu lançamento no Brasil. [MacMagazine]

Presidente do Google Sundar Pichai depõe no Congresso dos EUA sobre transparência e uso de dados

Sundar Pichai começou a ouvir as primeiras perguntas por volta de 13h10 (horário de Brasília); executivo foi convocado para dar esclarecimentos sobre o funcionamento do maior buscador do mundo
Por Mariana Lima – O Estado de S. Paulo

Sundar Pichai é presidente executivo do Google

O presidente do Google, Sundar Pichai, testemunha nesta terça-feira, 11, aos congressitas dos Estados Unidos sobre como o maior buscador do mundo funciona e quais ferramentas de transparência são adotadas pela empresa.

Por vota das 13h10 (horário de Brasília), Pichai começou a ouvir as primeiras perguntas. O secretário das Forças Armadas dos EUA, Ryan McCarthy agradeceu a presença do executivo e afirmou que ele foi convocado devido à importância da empresa nas buscas de internet, no uso do sistema operacional Android e no impacto das coletas de dados de americanos pela empresa.

“Os americanos precisam acreditar nas grandes empresas. Precisam saber se o Google é instrumento de liberdade ou de controle”, disse.

Bob Goodlatte, presidente do Comitê Judiciário do Congresso, disse que a empresa precisava ser acompanhada devido à coleta massiva de dados que ela pode fazer. O parlamentar lembrou que o Android possui ferramentas para coletar a localização e temperatura em tempo real da maioria dos americanos.

“O sistema Android é o mais usado no Estados Unidos. Americanos usam o celular o tempo todo e o Google tem esses dados sensíveis. Que tipo de informação a empresa coleta, por exemplo, da câmera e do microfone?”, disse.

Questionado sobre as coletas feitas pelos sistemas do Google, Pichai confirmou que a empresa utiliza as informações. “Temos os dados que os usuários nos permitem coletar”, disse o executivo. 

Goodlatte questionou se o Google notifica esses usuários quando há mudanças no sistema de coleta. O presidente do Google disse que sim, que frequentemente avisa os usuários de serviços Google que eles precisam ler os termos de privacidade.

O democrata Jerrold Nadler perguntou se o Google teve algum impacto nas últimas eleições americanas. Pichai disse que equipes do Google identificaram russos comprando publicidade, mas que isso não afetou as eleições.

A também democrata Zoe Lofgren quis saber como funcionava o algoritmo do buscador. O presidente do Google explicou que o sistema por trás avalia palavras chaves em vários sites e os ranqueia de acordo com alguns guias como mais recentes e mais confiáveis. Pichai também negou que seja possível manipular os sites e imagens que aparecem no resultado.

“Nosso sistema torna impossível que algum funcionário ou um grupo de funcionários, por exemplo, interfira nos resultados da busca”.

Sheila Jackson Lee perguntou a Pichai se era verdade que o Google pretendia voltar à China por meio do projeto Dragonfly – o buscador chinês tem sofrido críticas de especialistas e de funcionários da empresa, que não concordam com a censura de termos estipulados pelo governo chinês. Pichai, no entanto, disse que não há previsão de lançar o projeto na China.

O congressista Ted Poe pressionou o Google sobre uma possível regulamentação de empresas de tecnologia. “O Google é um empresa tendenciosa?”, perguntou. Pichai negou a possibilidade. Em resposta, o congressista disse que o Google não é do governo para definir se é ou não uma companhia tendenciosa. Poe também disse que a coleta de dados de americanos é perigosa porque, ao contrário da União Europeia, o país não possui uma lei de proteção de dados.

Doug Collins voltou a questionar sobre a transparência da empresa na coleta de dados. “Pichai, quantas pessoas o senhor acha que realmente entendem o que está escrito nos termos de privacidade?”, questionou. Pichai afirmou que a empresa acredita que muitos de seus usuários leem e entendem os pedidos de coleta. “Isso é visto na quantidade de pessoas que mudam suas autorizações diariamente”.

Nano influenciadores digitais atraem marcas pensando em ‘pequena escala’

Nova tendência busca pessoas com apenas mil seguidores e que querem anunciar produtos nas redes sociais
Sapna Maheshwari, The New York Times

Alexis Baker é exemplo dentre os nano influenciadores e promove produtos para cerca de 2.700 seguidores no Instagram.  Foto: Alexis Baker

Provavelmente vocês ouviram falar dos influenciadores digitais, aquelas pessoas famosas na internet, que têm mais de um milhão de seguidores nas redes sociais, e ganham muito dinheiro promovendo várias marcas. Também devem ter ouvido falar em microinfluenciadores, que fazem a mesma coisa para um público menor na – no máximo algumas centenas de milhares de pessoas. Agora preparem-se para os nano influenciadores.

É o termo usado pelas companhias para descrever as personalidades que têm apenas mil seguidores e querem anunciar produtos nas redes sociais. O fato de não serem famosas é uma das qualidades que as torna acessíveis. Quando elas recomendam a marca de uma loção ou de móveis no Instagram, o que ela diz soa tão confiável quanto o conselho de um amigo.

As marcas gostam de trabalhar com elas em parte porque são de trato fácil. Em troca de produtos gratuitos ou de uma pequena comissão, os nanos falam o que as companhias pedem que falem. Com cerca de 2.700 seguidores no Instagram, Alexis Baker, 25, tinha uma presença relativamente comum nas redes, com suas fotos com roupas da moda e dos lugares onde passara férias maravilhosas em seu feed. Mas a sua persona online mudou quando em seus posts começou a falar de produtos como o xampu Suave Professional Rose Oil Infusion, a maquiagem Beyond Perfecting, da Clinique, e o Loco Coffee, uma mistura de café gelado e água de coco.

As pessoas que conhecem Alexis se surpreenderam quando hashtags usadas para publicidade de produtos começaram a aparecer na sua conta. Também ficaram impressionadas pelo fato de ela postar mensagens como influenciadora. “Meus amigos pensaram: ‘Espera aí – você não tem milhares de seguidores. Como conseguiu tantos contatos?’ contou. “Eu não sabia o que responder”.

Alexis, gerente de leasing do estado da Virgínia, disse que começou a fazer este “bico” depois de ser descoberta pela Obviously, que se define como “agência de marketing influenciador”. Para Mae Karwowski, diretora executiva da Obviously, os nano influenciadores constituem uma oportunidade de baixo custo e pouco utilizada. “Todo mundo que está no Instagram tem aquele amigo que todo mundo conhece e que recebe muitas curtidas, comentários e tem um bom conteúdo”, ela disse.

As companhias procuram pessoas relativamente desconhecidas nessa espécie de corrida ao ouro da publicidade, através de personalidades populares nas redes. Mas à medida que os influenciadores vão se tornando conhecidos, também passam a cobrar mais.

Em geral, eles acham os produtos que recebem grátis uma compensação justa pelos anúncios que postam. “Se este negócio estourar e virar uma atividade em tempo integral, maravilha”, disse Alexis. “Mas não é uma coisa que eu esteja procurando. Na realidade, adoro fazer isto”.

Krishna Subramanian, fundador da Captiv8, outra empresa influenciadora de marketing, é cético quanto a algumas marcas fazerem marketing dos seus produtos através de pessoas com um número de seguidores pouco expressivo na mídia social. “Será que eles conseguem mesmo mensurar alguma coisa dessa maneira e achar que está sendo um sucesso?”.

Mas Mae Karwowski confia na estratégia. A sua empresa tem 7.500 nanoinfluenciadores em seu banco de dados e planeja dobrar este número até março. “A geração mais jovem cresceu com esta tecnologia, por isso está acostumada a ver pessoas comentando sobre produtos de que elas gostam e recomendá-los; agora há mais disposição para participar disso. Você faz pequenas apostas em vez de dizer: ‘Nós vamos trabalhar com Kim Kardashian’”.

Uber entra com documentação para abertura de capital, diz Wall Street Journal

Segundo bancos de investimento, o Uber deve chegar à Bolsa avaliado em US$ 120 bilhões; a Lyft, rival do Uber, entrou com o processo para iniciar as vendas de ações na última quinta-feira

O Uber já levantou US$ 20 bilhões em investimentos

O Uber entrou com documentos para fazer sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto. É um passo mais perto de um marco importante para uma das principais empresas do Vale do Silício. A notícia foi revelada inicialmente pelo Wall Street Journal, na última sexta-feira, 7. 

A reportagem afirma que, segundo bancos de investimento, o Uber deve chegar à Bolsa avaliado em US$ 120 bilhões. A mais recente avaliação da empresa foi de US$ 76 bilhões, quando o Uber vendeu uma parte de suas ações para a Toyota por US$ 500 milhões.  

De acordo com o Wall Street Journal, há indícios de que o Uber pode abrir seu capital logo no primeiro semestre, o que seria antes do esperado por especialistas. O presidente executivo do Uber, Dara Khosrowshahi, disse anteriormente que esperava que a empresa estreiasse na Bolsa no segundo semestre do ano que vem.

Essa aceleração do relógio faz parte de um movimento geral dos chamados “unicórnios”, as startups de capital privado avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. De acordo com uma reportagem do The New York Times, diante de um volátil mercado de ações e da perspectiva de uma desaceleração econômica no ano que vem, serviços como o Uber avançaram com mais urgência para uma oferta pública inicial (IPO, sigla em inglês). 

Uma das fontes da reportagem afirmou que o Uber apelidou o planejamento de seu IPO de “Projeto Liberdade” – o nome é provavelmente uma referência aos funcionários e investidores que há anos esperam para venderem suas participações na empresa. 

Segundo a agência de notícias Reuters, a listagem do Uber deve ser a mais bem avaliada entre uma série de IPOs de empresas do Vale do Silício esperadas para o ano que vem – entre elas, estão o serviço de aluguéis Airbnb, a plataforma de mensagens corporativas Slack e o aplicativo de transporte Lyft. 

Corrida. A Lyft, rival do Uber, entrou com o processo para iniciar as vendas de açõesna última quinta-feira, 6. O IPO da Lyft deve acontecer ainda no primeiro semestre de 2019. Analistas acreditam que largar na frente do Uber em termos de IPO pode ser uma vantagem para a Lyft.

Enquanto o Uber já captou US$ 20 bilhões em investimentos, a Lyft levantou US$ 5,1 bilhões. O Uber tem 20 mil funcionários ao redor do mundo, um valor quatro vezes maior que o da Lyft. 

A Lyft tem um negócio menos complexo que o Uber. Ela opera apenas em cidades dos EUA e Canadá e não tem serviços de entregas, como o Uber Eats.