Equipe de Saúde da Apple enfrenta brigas e saídas por direcionamento

Seria esse um caso de hiper… tensão?

Equipe de Saúde da Apple enfrenta brigas e saídas por direcionamento – MacMagazine.com.br

A área de Saúde é a mais improvável menina dos olhos que a Apple arranjou nos últimos anos: o caso de amor começou por conta do Apple Watch, que descobriu sua vocação justamente nesse segmento, e tem ganhado cada vez mais espaço em Cupertino, com contratações constantes, recursos especializadosaquisições e atenção redobrada por parte da ep. Nem tudo são flores, entretanto.

Uma reportagem publicada hoje pela CNBC expôs um ambiente conturbado na equipe de Saúde da empresa. Oito fontes próximas do assunto afirmaram que há uma espécie de cisão no time: enquanto uma parte considera satisfeita a evolução dos trabalhos até aqui, outra vê com maus olhos o foco que a Apple dá na construção de novos recursos para o iPhone ou o Apple Watch, afirmando que a equipe poderia lidar com desafios muito maiores.

As tensões estão vindo à tona com mais frequência nos últimos meses, mas o sentimento de insatisfação de parte da equipe já vem se desenvolvendo há alguns anos. Os integrantes contrariados afirmam que, com o poder que a Apple tem nas mãos, a equipe teria capacidade de trabalhar com aspectos muito mais amplos da área médica, como dispositivos dedicados, planos de saúde, telemedicina e sistemas de pagamento hospitalar. Outros defendem que a Maçã use com mais força as propriedades intelectuais da Bedditstartup adquirida em 2017 e especializada em monitoramento do sono.

A equipe de Saúde é subordinada ao COO1 Jeff Williams, que é descrito pela reportagem como muito interessado pelo setor mas incapaz de acompanhar o dia a dia dos trabalhos ou mediar conflitos dentro da equipe — o que é compreensível, considerando que Williams está acumulando função em cima de função dentro da Apple. Não há, na Maçã, um vice-presidente sênior exclusivo para a área.

Saídas

Por conta dos problemas internos, a equipe viu a saída de alguns nomes importantes nos últimos tempos. Entre as despedidas, pode-se citar Christine Eun, veterana de oito anos na Apple que deixou a empresa este mês, e Brian Ellis, que voltou à equipe do Apple Music em junho passado após algum tempo supervisionando a AC Wellness, subsidiária que mantém as clínicas exclusivas para empregados da Maçã. Outras saídas recentes incluem Matt KreyWarris Bokhari e Andrew Trister.

Todas as fontes, que (obviamente) pediram para permanecer anônimas, concordaram que o segmento Saúde continua sendo uma aposta estratégica da Apple, com fortes investimentos por parte da companhia, e não há sinais de uma mudança nesse sentido. Ainda assim, é bom que a empresa resolva esses problemas internos se quiser manter um curso livre e sem ressaltos nessa trajetória.

VIA 9TO5MAC

Anúncios

Bloomberg: Apple TV+ poderá ser lançado em novembro por US$10/mês

Investimentos com o serviço saltaram de US$1 bilhão para US$6 bilhões!

As especulações em torno de alguns dos novos serviços da Apple tomaram fermento ontem e cresceram para todos os lados. Como informamos, os testes do Apple Arcade foram liberados para funcionários da companhia, dando brecha para que o desenvolvedor Guilherme Rambo desvendasse algumas informações sobre o serviço de jogos, incluindo o seu preço.

No mesmo dia, a Bloomberg divulgou1 um relatório acerca de outro próspero serviço da companhia: o Apple TV+. Mais do que trailers e novidades, o site apontou para uma provável janela de lançamento da plataforma de streaming de vídeo, além de sugerir o valor da assinatura mensal do serviço. Nesse sentido, é provável que o Apple TV+ seja lançado em novembro e custe US$10 mensais.

A própria Apple ainda não forneceu nenhuma informação que pudesse indicar o valor do serviço; contudo, se o valor sugerido pela Bloomberg for confirmado em breve, é certo que o Apple TV+ custará um pouco mais do que os US$7 cobrados pelo Disney+ (que será lançado no Brasil entre 2020/2021) e bem no meio de vários planos oferecidos pelos rivais do serviço da Maçã, como a Hulu (disponível apenas nos Estados Unidosl) e a Netflix.

Bloomberg observou, ainda, a possibilidade de a Maçã oferecer um período de testes gratuito do serviço, mas não especificou por quanto tempo os usuários poderão desfrutá-lo. Atualmente, o Apple Music oferece um período de avaliação de três meses, enquanto é provável que o Apple Arcade oferecerá apenas um mês gratuito.

Quanto ao lançamento de conteúdos originais já no início da oferta do Apple TV+, é possível que a companhia esteja se preparando para disponibilizar as primeiras temporadas de cinco novas séries. São elas:

  • “The Morning Show”, com Jennifer Aniston e Steve Carell;
  • “Amazing Stories”, de Steven Spielberg;
  • “See”, com Jason Momoa;
  • “Truth Be Told”, com Octavia Spencer;
  • E uma série de documentários chamada “Home”.

Investimentos no Apple TV+ já somam US$6 bilhões!

Naturalmente, um serviço da magnitude do Apple TV+ exige um investimento à altura, ainda mais em se tratando de algo que é criado pela Maçã.

Pensando nisso, o Financial Times divulgou2 ontem que a gigante de Cupertino já desembolsou mais de US$6 bilhões em programas de TV e filmes originais para a sua plataforma — um a cifra 6x maior do que aquela divulgada inicialmente, de US$1 bilhão.

De fato, não é difícil imaginar que a Apple tenha investido esse montante no seu catálogo de produções originais; em julho passado, comentamos que a companhia estaria gastando cerca de US$15 milhões por episódio da série “See” — equivalente ao orçamento de cada episódio da última temporada de “Game of Thrones”, da HBO.

Jason Momoa e Alfre Woodard em evento especial da Apple
Jason Momoa e Alfre Woodard.

Numericamente, a empresa ainda fica atrás de outras gigantes do ramo que estão investindo verdadeiras fortunas em conteúdo. A Netflix, por exemplo, desembolsará cerca de US$15 bilhões este ano, mas há um porém: aparentemente, a Apple está oferecendo condições de pagamento mais “generosas” para garantir a oferta de programas atraentes, ou seja, a companhia está pagando mais pelo processo de produção, em prol da qualidade.

Assim com a Bloomberg, o Financial Times também sugere que o Apple TV+ deverá ser lançado em novembro — antes de o Disney+ ser lançado no dia 12 de novembro nos EUA, no Canadá e nos Países Baixos. Veremos. [MacMagazine]

VIA MACRUMORS9TO5MAC

Apple divulga trailer completo de “The Morning Show”; “Shantaram” ganha mais detalhes

The Morning Show

A Apple já tinha divulgado, na última semana, um teaser trailer de “The Morning Show” — uma das primeiras séries a estrear no Apple TV+ e certamente uma das maiores apostas da Maçã nesse início da plataforma, considerando os talentos envolvidos. Agora, temos um trailer completo para regojizarmo-nos.

O clipe de dois minutos dá mais alguns detalhes da história da série, descrita como um mergulho nos bastidores de um jornalístico matinal dos EUA: após a demissão do âncora Mitch Kessler (Steve Carell) por denúncias de assédio sexual, sua coapresentadora de longa data, Alex Levy (Jennifer Aniston) precisa lidar com o burburinho e a escalada rápida da repórter Bradley Jackson (Reese Witherspoon), que pode não apenas ocupar o lugar de Kessler, como o de Levy — e parece ter alguns segredos na manga.

Vejam abaixo:

Billy CrudupGugu Mbatha-Raw e Mark Duplass completam o elenco principal da série, que marca o retorno de Aniston e Carell à televisão anos depois de seus papéis mais icônicos, em “Friends” e “The Office”, respectivamente. A Apple já encomendou vinte episódios do programa, divididos em duas temporadas, e “The Morning Show” estreará junto com o próprio Apple TV+, em algum momento do outono do hemisfério norte.

“Shantaram”

Enquanto isso, uma das potenciais megaproduções da Maçã ganhou mais detalhes recentemente. Refiro-me a “Shantaram”, série baseada no romance homônimo de Gregory David Roberts que acompanha a épica saga de um ladrão de bancos australiano que foge e vira um gângster poderoso das ruas de Mumbai, na Índia.

Segundo o Sydney Morning Herald, a série começará a ser filmada daqui a dois meses no estado australiano de Victoria. O cineasta Justin Kurzel, conhecido por sua adaptação de “Assassin’s Creed” para a tela grande, dirigirá os dois primeiros episódios da produção — no total, são dez capítulos encomendados pela Apple, todos escritos pelo roteirista Eric Warren Singer (“Trapaça”).

Ainda não há informações sobre o elenco da série, mas sabe-se que a produção percorrerá muitos países; o romance, afinal, tem passagens em locais como as montanhas do Afeganistão, as favelas de Mumbai e uma prisão na Austrália. Por conta dessa megalomania e das inclinações filosóficas do livro, aliás, “Shantaram” já foi considerado “infilmável” por Hollywood, com várias tentativas canceladas no meio do caminho — vamos ver se a Apple será a escolhida para levar a história às telas do jeito certo.

Com o início da produção marcado para breve, é possível que vejamos “Shantaram” no Apple TV+ já em 2020 — mas não marquem vossas agendas, ainda: uma megaprodução dessas pode levar um bom tempo até que seja finalizada. Aguardemos. [MacMagazine]

VIA CULT OF MAC

Spotify terá playlist personalizada para toda a família

O assinatura familiar do Spotify ganhará novos recursos; pais vão poder controlar o que seus filhos escutam

A playlist familiar vai reunir os gostos musicais de todo mundo da casa

Novos recursos estão chegando para quem assina o plano família do Spotify. Em breve, será possível criar uma playlist personalizada para toda a família, que vai reunir os gostos musicais de todos os usuários que compartilham a assinatura – a trilha sonora da viagem em família está garantida. 

Os pais também vão poder controlar o que seus filhos escutam: eles poderão habilitar um filtro na conta das crianças, que bloqueia músicas marcadas como “explícitas”. Esse filtro só poderá ser controlado pelos pais da família – uma senha será necessária para habilitar e desabilitar a função.  

As novidades já estão disponíveis na Irlanda e serão liberadas aos poucos para outros países. O plano família do Spotify existe desde 2014, com a ideia de oferecer um preço mais em conta para famílias que compartilharem uma assinatura. 

Tim Cook para Trump: impostos sobre produtos Apple favorecem empresas como Samsung

Produtos da rival da Apple fabricados na Coréia do Sul estão isentos de tarifas nos EUA

Tim Cook acredita que tarifas sobre produtos chineses prejudicam a Apple 

Podemos dizer que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China se tornou uma saga para as maiores fabricantes de bens de consumo afetadas pelas tarifas da Casa Branca nos EUA, entre elas a própria gigante de Cupertino.

efeito sobre a taxação de toda a linha de produtos da Maçã colocou os papéis da companhia em risco nas últimas semanas, algo que foi logo revertido quando o governo americano decidiu adiar a implantação de novos impostos para o dia 15 de dezembro.

Com o adiamento, é claro que seria no mínimo interessante para a Apple tentar amenizar a tensão do governo americano, fazendo-o enxergar as consequências de tamanha tarifação não apenas sobre Cupertino, mas para a própria economia americana — afinal, o mercado doméstico da Maçã é, sozinho, é um dos maiores da companhia.

Foi exatamente isso que o CEO1 da Apple, Tim Cook, decidiu fazer na última sexta-feira, quando se encontrou para jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os pormenores do encontro não foram divulgados mas, durante uma breve coletiva de imprensa, o chefe de estado americano contou que Cook “argumentou muito bem” ao delimitar que as tarifas sobre os produtos da Apple poderiam colocá-la em desvantagem em relação à sua rival sul-coreana, a Samsung. Como inferido pelo executivo, grande parte dos produtos da Samsung são produzidos na Coreia do Sul e, portanto, não são afetados pela rodada de impostos imposta pela Casa Branca.

Ao que tudo indica, Trump recebeu bem a opinião de Cook e disse aos repórteres que ele “está pensando sobre o assunto”. Ainda que a tarifação sobre o iPhone (que é produzido na China) tenha sido adiada para dezembro, os impostos que serão aplicados no dia 1º de setembro ainda afetarão outros gadgets da Apple, como os AirPods, o HomePod e o Apple Watch.

VIA REUTERS

Esperta e barata, pulseira chinesa cria novo mercado

‘Smartbands’ caem no gosto do brasileiro e popularizam a categoria de aparelhos vestíveis
Por Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

Michelli Cristini, de 26 anos, usa diariamente sua pulseira inteligente Mi Band 4

Lançado em 2014, o Apple Watch carregava mais do que a expectativa em relação a um novo produto da empresa criada por Steve Jobs. O produto inauguraria a era dos vestíveis: dispositivos inteligentes camuflados de peças de vestuário que deixariam no passado os smartphones. Não foi isso que aconteceu. Eles viraram produtos de nicho, como o de atletas. Agora, isso pode estar mudando, mas não graças a Apple. A categoria começa a romper a bolha, especialmente no Brasil, pelas mãos de fabricantes chinesas, que estão popularizando as pulseiras inteligentes.

Tanto as pulseiras quanto os relógios têm recursos parecidos: notificações, medidor de passos, contagem de batimentos cardíacos e monitoramento de sono. A segunda categoria carrega, porém, componentes extras, como rádio, sensores e antenas – itens que se refletem no preço. A versão mais recente do Apple Watch custa no mínimo R$ 4 mil no Brasil, enquanto as pulseiras inteligentes da fabricante chinesa Xiaomi custam a partir de R$ 280 – a reportagem, porém, encontrar um modelo de Mi Band 3 por R$ 115 em lojas do centro de São Paulo. 

Um argumento e tanto na hora da escolha. Segundo apurou o Estado, a Xiaomi é responsável por mais da metade das vendas de pulseiras, ou smartbands, no Brasil. “Atendemos uma demanda ainda reprimida, que busca soluções com bom custo-benefício”, diz Luciano Barbosa, diretor de produtos da Xiaomi.

A estratégia agressiva de preço da fabricante chinesa ajudou a derrubar nomes tradicionais do setor. A americana Garmin começou a vender smartbands no País em 2013, mas desistiu no começo do ano passado. 

“Não conseguimos adequar o preço no Brasil”, afirma Daniele Rocha, gerente comercial da Garmin. “Nossos produtos oferecem dados muito completos e os valores do mercado são muito fora da realidade.” Os carros-chefe da empresa são relógios inteligentes, que custam a partir de R$ 1,6 mil, e têm como público-alvo os amantes dos esportes – a Garmin não tem planos imediatos de voltar a vender pulseiras no País. 

Quando questionada sobre o segredo dos preços, a Xiaomi diz que a fórmula é uma combinação de produção em grande escala com margens menores. 

Bom momento

A liderança da empresa se deu num momento favorável para a categoria. Segundo a consultoria IDC Brasil, o mercado de pulseiras e relógios inteligentes no País cresceu 93% no primeiro trimestre, em comparação ao mesmo período de 2018. 

Para Renato Citrini, gerente de produtos de dispositivos móveis da Samsung, o mercado de vestíveis está amadurecendo no Brasil. “O cliente chega perguntando pelo produto”, diz. “Muitos já estão no segundo ou no terceiro aparelho.” 

A gigante coreana, que trouxe ao Brasil sua primeira pulseira em 2015, tem hoje dois modelos de smartband, que custam a partir de R$ 300, e duas versões de relógios, cujo preço mínimo é R$ 1,5 mil. 

Além de já serem mais reconhecidas, as pulseiras estão indo além do nicho de atletas que se interessam pelo acompanhamento de treinos: elas estão conquistando o público comum, preocupado com o próprio bem-estar. “Os consumidores estão começando a enxergar o valor de funcionalidades de aparelhos vestíveis”, diz Ranjit Atwal, analista da consultoria Gartner.

A Xiaomi vê nesse tipo de produto uma forma de facilitar atividades do dia a dia do usuário. Michelli Cristini, profissional da área de tecnologia da informação, passa o dia todo com sua pulseira inteligente no braço. “Estou em uma rotina de emagrecimento e a pulseira está me ajudando a monitorar quantas calorias estou queimando”, afirma Michelli. “Uma simples pulseira consegue fazer muita coisa, é quase uma experiência futurista.”

Produto de entrada

Ainda que os preços sejam um incentivo, as pulseiras não vão engolir os relógios inteligentes. Pelo contrário: a tendência é os usuários investirem mais em produtos sofisticados depois de entrarem em contato com a tecnologia. Segundo a IDC Brasil, os relógios vão se sobressair futuramente no mercado em relação às pulseiras. 

A Gartner diz que a venda mundial de relógios deve duplicar de 53 milhões, em 2018, para 115 milhões, em 2022. Já as pulseiras devem crescer menos: de 38 milhões para 51 milhões de aparelhos no mesmo período. 

Uma das razões é que os relógios estão mais perto de ser um aparelho celular do que um acessório que precisa estar próximo a um smartphone. Muitos relógios têm conexão com redes 4G e aplicativos complexos, que dispensam o apoio do smartphone. Já as pulseiras só funcionam se conectadas ao celular. 

Ao que tudo indica, os vestíveis estão pulsando mais forte do que se imaginava. 

Notificações e monitor de sono: o que atrai usuários para ‘smartbands’

Pulseiras inteligentes conseguem atrair com recursos que vão além da atividade física; ‘radar’ de celular salvou aparelho preso no bueiro
Por Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

Juliana Moreira monitora seu sono com a pulseira chinesa

A pulseira inteligente do aprendiz Matheus Alvarenga salvou a vida de seu smartphone: ela conseguiu achar o aparelho, perdido dentro de um bueiro. O telefone caiu lá sem que ele percebesse e só foi encontrado após Matheus ativar em seu pulso a ferramenta de localização do smartphone. 

Matheus nunca usou a pulseira da Xiaomi para atividades físicas e, mesmo assim, não sai de casa sem o dispositivo. Isso porque, durante o dia, recebe no pulso todas as notificações e chamadas de ligações. “Perdia muita ligação quando estava em período de entrevistas de emprego. Depois que comprei a pulseira, nunca mais perdi.” 

Aos 22 anos, Matheus entrou no mundo de vestíveis porque se deparou com uma pulseira barata na internet – hoje, está em seu segundo aparelho, a Mi Band 4, que ainda não está à venda nos canais oficiais da Xiaomi no Brasil. Ele está satisfeito: “A pulseira peca um pouco nas notificações de WhatsApp, que às vezes são duplicadas. Mas, pelo preço, para mim está de bom tamanho”, diz. 

No caso da especialista em TI Michelli Cristini, de 26 anos, o preço não influenciou tanto na hora da compra. “Por questão de segurança, não teria um relógio caro, chama muito a atenção na rua”, afirma. Michelli anda bastante de metrô em São Paulo e a pulseira a ajuda nos trajetos: com o aparelho ligado no pulso, ela pode deixar o celular protegido na mochila, sem perder nenhuma notificação. 

Lucia Filgueiras, professora de engenharia da computação na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, explica que as pulseiras inteligentes são baseadas em uma estratégia de mudança de comportamento do usuário. “Quem usa a pulseira quer monitorar seus hábitos e acompanhar seu progresso, e o usuário fica amarrado à tecnologia”, afirma. “Isso não é necessariamente algo negativo, geralmente se reverte em melhoria da qualidade de vida.” Em algumas pulseiras, é possível estabelecer metas de atividades físicas. 

A pulseira ajudou Juliana Moreira, de 20 anos, a se adaptar a uma mudança de horários. Ela trabalhava de manhã e, recentemente, passou a entrar à tarde. “Eu estava dormindo muito e o recurso de monitoramento de sono da pulseira me ajudou a controlar os horários”, diz a ela, que trabalha com de gestão de qualidade. Além disso, Juliana não precisa mais se preocupar em lembrar de tomar anticoncepcional – agora essa função é da pulseira.