Categoria: Tech

Tesla planeja lançar serviço de streaming de música

TESLAA montadora norte-americana Tesla, que tem investido alto em carros elétricos e autônomos, planeja criar o seu próprio serviço de streaming de música. Elon Musk, presidente executivo da companhia, já está conversando com grandes gravadoras para criar um serviço que venha embutido nos próximos veículos da marca, informou o site Recode.

Um porta-voz da companhia disse que a Tesla vê essa nova iniciativa como uma forma de trazer a melhor experiência possível para seus consumidores. “A nossa meta é trazer o máximo de felicidade para os nossos clientes”, disse o executivo ao Recode.

Durante uma reunião com acionistas da empresa em junho, Musk deu pistas de que estaria pensando em um novo serviço de streaming, já que achava difícil encontrar “boas playlists ou bons algoritmos” nas opções atuais. Talvez essa seja uma das razões para a Tesla querer se aventurar em um novo mercado em vez de simplesmente fazer parcerias com grandes serviços, como o Spotify, a Deezer e o Apple Music.

Tinder dá boas-vindas aos usuários transgêneros na Europa

tinder

Possibilidade já existia nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido Foto: REUTERS/Mike Blake/Illustration

PARIS – Os usuários espanhóis, franceses e alemães do Tinder poderão escolher entre diversas opções para definir seu gênero. A alternativa já existia nos Estados Unidos.

Até agora, nestes países os usuários do Tinder só podiam se definir de duas maneiras: homem ou mulher.

“Para as pessoas que não se reconheciam com essa definição binária, como por exemplo as pessoas transgênero, agênero ou não-binária, essas opções limitadas criavam problemas evidentes”, explicou o aplicativo em um comunicado.

Os usuários podem decidir se querem que apareça ou não seu gênero no perfil. Se quiserem que seja visto, podem selecionar sua identidade sexual em uma listra pré-definida ou preencher o espaço com a terminação que preferirem.

A lista de gêneros proposta na Espanha, França e Alemanha foi elaborada em colaboração com as associações Inter-LGBT e Transgender Europe.

O Tinder já havia trabalhado com uma associação, a Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (Aliança de Gays e Lésbicas Contra a Difamaçã0), para lançar a opção nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido em novembro do ano passado.

“O feito de que um aplicativo como Tinder afirme claramente que não existem unicamente dois gêneros é uma mensagem forte”, disse Clémence Zamora-Cruz, porta-voz da Inter-LGBT. / AFP 

Após tentar diversificar, Twitter volta às origens para crescer

Cannes – A rede social Twitter ainda precisa provar que pode ser realmente grande. Apesar de o número de usuários ativos da plataforma ter subido 6% no primeiro trimestre, para um total de 328 milhões em todo o mundo, a companhia está há anos “estacionada” pouco acima da marca de 300 milhões.

Depois de tentar diversificar sua atividade e de comprar startups, o Twitter resolveu mexer na estratégia ao longo do último ano. Trocou parte da equipe e a ordem passou a ser retornar às origens.

Durante um evento paralelo ao Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade, o presidente e cofundador do Twitter, Jack Dorsey, afirmou que o objetivo atual é agradar primeiramente as pessoas que estão dentro da plataforma. O trabalho em relação ao público que a companhia ainda pode angariar ficará num plano secundário.

“A nossa ponta de lança é o produto em si e seus fundamentos. As pessoas vêm ao Twitter para ver o que está acontecendo no mundo e ver diferentes pontos de vista.” O Estadão é o representante oficial de Cannes Lions no Brasil.

Dorsey afirmou que a rede social não pode ficar “refém” de flutuações sazonais para crescer – para ele, a plataforma precisa ser boa o suficiente para não depender tanto de fatores externos.

Após o avanço no primeiro trimestre, alguns analistas de Wall Street apontaram que parte da expansão do Twitter poderia estar ligada ao “efeito Trump”, uma vez que o presidente dos Estados Unidos costuma usar os 140 caracteres para expressar sua opinião sobre os mais diversos assuntos.

“Nós temos flutuações que acontecem organicamente, como quando uma figura pública faz declarações, ou então em grande eventos esportivos ou em catástrofes naturais”, admitiu Dorsey, lembrando, porém, que não serão esses fatores que criarão o crescimento no longo prazo.

“O que nós precisamos é deixar claro para as pessoas o que é o Twitter. Somos a forma mais rápida de entender se um tema entrou ou não no imaginário coletivo.”

Do ponto de vista administrativo, Dorsey afirmou que o Twitter também deixou de aplicar tantos recursos no desenvolvimento ou na aquisição de plataformas proprietárias, como as de veiculação de publicidade, por exemplo.

“Nós sempre tivemos a tendência de construir as nossas próprias soluções, mas nem sempre soubemos dar espaço para as empresas que compramos fazerem seu trabalho”, disse o executivo.

Nova era
Uma das mudanças que o Twitter empreendeu foi deixar de se vender como uma empresa de tecnologia – até para evitar comparações com o Facebook, que é usado por 2 bilhões de pessoas, ou com o Instagram, que ganhou 100 milhões de usuários somente de janeiro a março.

Como o Twitter dissemina informações, a companhia decidiu passar a se autodenominar como um produto de mídia. Para atingir esse objetivo, trocou o comando de sua área de marketing, que foi assumida por Leslie Berland, ex-American Express. Saiba mais: Descubra com a Mandaê os perfis brasileiros no Twitter que vão mudar sua empresa Patrocinado

Em entrevista, Leslie afirmou que, ao entrar na companhia, decidiu realizar uma pesquisa para entender como as pessoas viam o Twitter. “Entre os usuários que acessam a plataforma todo dia, o Twitter era usado como uma fonte de informação”, explicou a executiva. “Era algo que estava em nosso DNA corporativo, mas que não vínhamos trabalhando como deveríamos. A partir disso, foi muito mais fácil definir nosso novo posicionamento.”

No entanto, como ainda precisa atrair novos usuários, o Twitter está buscando formas diferentes de trazer mais audiência. Como as redes sociais são vistas como a “segunda tela” de alguns eventos – na qual os usuários fazem comentários enquanto assistem a um programa de TV, por exemplo -, o Twitter está tentando unir essas atividades, virando a primeira e a segunda tela. Na última temporada, a rede social começou a exibir, por exemplo, jogos de basquete e futebol americano.

“Era algo que a nossa audiência queria há bastante tempo”, disse a executiva. “E é isso que estamos fazendo: tentando acompanhar o que dizem os nossos usuários para definirmos as estratégias. Afinal, foram eles que inventaram a hashtag e o símbolo de arroba, que hoje são usadas em toda a internet.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

HomePod: A mais recente reinvenção da Apple

homepod.jpgApple HomePod Smart Speaker Goes Official At WWDC 2017


Por Farhad Manjoo, de The New York Times

San Jose, Califórnia – Uma das maiores forças da Apple é o seu timing. A empresa celebrada pela inovação, nem sempre foi pioneira – não criou o primeiro computador pessoal, nem o primeiro tocador digital de música ou mesmo o primeiro smartphone. Em vez disso, a Apple reinventa, infiltrando-se e produzindo algo ainda mais original do que usávamos.

Há um projeto que vai tentar usar o mesmo recurso com um dispositivo chamado HomePod. A engenhoca de US$349, que a Apple revelou neste mês em sua conferência anual de desenvolvimento, começará a ser vendido em dezembro. O produto é inspirado pelo Echo da Amazon, o alto-falante inteligente que abriga a assistente virtual da empresa, a Alexa. No início o Echo soou como piada, porém foi conquistando as pessoas, muitas agora apaixonadas por ele.

A versão da Apple tem o mesmo estilo dos outros produtos da empresa: bonito, quase o dobro do preço do Echo e com qualidade de som muito superior. Ele tem inclusive a capacidade de criar um tipo de ambientação sonora personalizada para sua sala.

No entanto, a reinvenção mais importante não é unicamente a do dispositivo. O sucesso do HomePod dependerá realmente da capacidade de toda a Apple se reinventar.

Faz algum tempo que ela vem sendo questionada sobre seu crescimento e sobre quais seriam os próximos coelhos a sair de sua cartola. Isso acontece em um momento em que seus rivais, incluindo Google, Facebook e Amazon, parecem mergulhar nas tecnologias emergentes, como a Inteligência Artificial (IA), a realidade virtual e a aumentada. Saiba mais: A Hekima apresenta números e estatísticas impressionantes sobre Inteligência Artificial e Big Data Patrocinado

Seu iPhone continua a ser o dispositivo de computação mais rentável do mundo – por enquanto, a empresa navega em céu de brigadeiro. Porém, em longo prazo, suas perspectivas parecem ficar nubladas. A Apple corre o risco de se tornar anacrônica em um mundo que se preocupa menos com a beleza do hardware e mais com os serviços que são de fato úteis, mesmo de longe, sem a necessidade de ser tocado.

O HomePod será um teste de como a empresa reage a essas dificuldades. Isso porque, para superar a Amazon nesse jogo de assistência doméstica, ela precisará priorizar habilidades que têm sido relegadas ao segundo plano – como seus serviços de armazenamento na nuvem e de IA.

Mas o mais surpreendente ainda está por vir: a Apple parece disposta a tal reinvenção. Lendo nas entrelinhas de seu discurso inaugural, nota-se diferença na postura. Novamente, como xamãs convocando uma poderosa mágica, os executivos da Apple usaram os chavões da modernização computacional: “aprendizado de máquinas”, “aprendizado profundo” e “visão do computador”.

Com certeza estavam sutilmente sugerindo uma mudança. A Apple está se transformando em um novo tipo de empresa, aquela que prioriza tecnologias nerds que se tornarão o fundamento das máquinas inteligentes do futuro – isso considerando que, anteriormente, ela tendia a esconder essas coisas, mesmo reconhecendo sua importância.

Essa mudança não significa que o HomePod será um sucesso, ou mesmo que o dispositivo da Amazon estará em apuros – mesmo porque este último carrega a vantagem de ser muito mais barato e já contar com inúmeros fãs devotos. O Echo estabeleceu um tipo de dinâmica que será difícil superar. Além disso, ninguém sabe ainda se o HomePod vai funcionar bem.

homepods.jpgHomePod: assistente pessoal se conectará ao serviço de músicas da Apple, mas empresa ainda não disse se o aparelho tocará músicas do Spotify (Divulgação)


De maneira geral, o dispositivo parece fazer tudo o que seus rivais também fazem. Diga, “Ei Siri, toque Carly Rae Jepsen”, e o aparelho tocará em alto e bom som um pop canadense. Ele também responderá perguntas sobre a música que está tocando e, como o Echo, pode executar várias outras funções – definir temporizadores, informar o clima, controlar as luzes inteligentes e outros dispositivos da casa.

O HomePod carece de muita coisa que o Echo vem aperfeiçoando. Por enquanto, parece que está sujeito ao ecossistema da Apple. A empresa afirmou que se conecta ao seu próprio serviço de música por assinatura, mas se recusou a especificar se o aparelho tocará músicas do Spotify ou de outros serviços. Também não declarou nada sobre uma das melhores características do Echo, a possibilidade de terceiros criarem funções adicionais ao aparelho. A Alexa pede um Uber para você; o HomePod talvez peça que você faça isso pelo celular.

E vale lembrar que o HomePod não tem integração profunda com a loja on-line da Amazon. Para muitos usuários essa é uma característica definidora: o sabão em pó está acabando? A Alexa compra on-line para você. Já a Siri não é capaz de fazer o mesmo.

No entanto, esses tipos de omissões são esperados em um dispositivo novo. A Apple provavelmente trará melhoria em suas atualizações. O mais importante agora é se o HomePod executará bem suas funções básicas.

Se você é um usuário de longa data da Siri, o ceticismo é garantido. A melhor coisa sobre o alto-falante da Amazon é sua confiabilidade: diga algo de muito longe, mesmo em uma sala barulhenta e, na maioria das vezes, ele pelo menos reconhecerá o que você pediu. Uma vez que você entenda os tipos de perguntas que o aparelho aceita, a Alexa passa a ser uma interface completamente natural para os computadores. Ela responde tão rapidamente que parece mais um membro bastante prestativo da família do que um computador compacto.

A Siri vai conseguir fazer isso no HomePod? Ainda não posso garantir. Tive a chance de ouvir o HomePod – mas não usar qualquer de suas funções ativas de voz – após a palestra inaugural da Apple. Como a empresa prometeu, ele de fato soa muito mais profundo e rico que o Sonos Play 3 ou que o Echo. Pode ser comparado ao que você ouve em um sistema estéreo da melhor linha. Mas o verdadeiro teste para tal dispositivo é sua funcionalidade em condições reais, ao lidar com a multiplicidade de solicitações necessárias no dia a dia. Por enquanto, não temos ideia de como isso funcionará.

O otimismo é cauteloso, principalmente tendo por base outros recursos computacionais mais complexos que a Apple apresentou neste mês. Muitos deles são versões de recursos que tem sido por anos aperfeiçoados pelos seus rivais, como o Google.

Por exemplo, a partir de agora, a Siri traduzirá línguas para você. Como boa assistente, Siri agora também fará previsões melhores – ela quer detectar problemas comuns e oferecer ajuda (se ela percebe que você andou falando sobre um novo compromisso, por exemplo, oferecerá a opção de adicioná-lo ao seu calendário).

E o melhor de tudo, finalmente a Siri é uma pessoa unificada em todos os dispositivos. No passado, a Siri do seu iPad era diferente da do seu Mac – uma poderia saber que você está indo para a Islândia e a outra talvez nunca descobrisse. Agora, semelhante a outros assistentes, a Siri o reconhece e antecipa seus interesses em qualquer dispositivo que você usar.

E mais, a Apple já permite que os desenvolvedores criem aplicativos que executam tarefas de aprendizagem de máquina em seus dispositivos. Ela também está mergulhando intensamente na visão computacional. Os desenvolvedores agora criam recursos de realidade aumentada, ou seja, eles adicionam objetos virtuais sobrepostos a imagens do mundo real.

Se você segue a indústria de tecnologia, sabe que esses são todos temas quentes nos quais outras empresas estão investindo pesado. A Apple ainda é a retardatária. Não acredito que, em termos de Inteligência Artificial, ela consiga se sobrepor ao Google tão cedo.

Mas não precisa disso. Para a Apple, basta se manter competitiva – tem que investir apenas o suficiente neste futuro dirigido pela IA para que seus dispositivos continuem atrativos. Não há nenhum erro em fazer isso apenas agora.

Zuckerberg revela recursos para aprimorar comunidades no Facebook

zucker.pngMark Zuckerberg, fundador do Facebook, com Lola Omolola, nigeriana fundadora de comunidade na rede, dia 06/06/2017 (Facebook/Divulgação)


São Paulo – O Facebook anuncia hoje que está lançando novas ferramentas para a construção de comunidades na rede social. O anúncio foi feito por Mark Zuckerberg, CEO e cofundador do Facebook, na primeira edição de um seminário para comunidades, que acontece hoje e amanhã em Chicago, nos Estados Unidos.

Na abertura do evento, o executivo anunciou algumas novas ferramentas que devem auxiliar gestores de grandes comunidades na rede social. Essas ferramentas devem trazer informações sobre membros dos grupos, como em qual horário os inscritos estão mais ativos na rede. Dados de crescimento da comunidade também serão disponibilizadas aos líderes e gestores das comunidades.

Para facilitar o trabalho, outra novidade trabalhará na filtragem de novos inscritos. Se o grupo é voltado para mulheres, por exemplo, será possível rejeitar qualquer usuário com gênero masculino no perfil que eventualmente peça para participar. Também será possível usar outros filtros para isso. As seleções em massa podem ser usadas para aprovação ou rejeição de membros.

Outras ferramentas também devem auxiliar na gestão. Será possível remover uma pessoa e apagar todo o conteúdo publicado por ela em uma comunidade. Moderadores e administradores ainda terão o benefício de agendar publicações.

Uma última novidade é que administradores podem conectar grupos para que aqueles similares sejam indicados aos seus membros.

Essa última, esbarra em outro desejo comentado por Zuckerberg. Apesar da existência de muitos grupos, ele dá status especial a alguns, aqueles que chama de “meaningful communities”, ou comunidades importantes, que causam impacto na sociedade.

Ele afirma que 100 milhões de usuários da rede social já fazem parte de grupos como esses. O desejo de Zuckerberg, no entanto, é elevar esse número até um bilhão de pessoas. Para isso, serão usadas técnicas de inteligência artificial para sugerir grupos aos usuários do Facebook.

Nova missão
Junto com as novidades de comunidades, Mark Zuckerberg falou sobre a nova missão do Facebook. Essa missão deve nortear os trabalhos da empresa ao longo da próxima década.

A nova missão é: “Dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo”.

“Hoje, olhamos e vemos nossa sociedade ainda muito dividida. Nós podemos fazer mais”, disse Zuckerberg. [Victor Caputo]

Caixa de som da Pioneer para iPhone é a solução final para chamadas em conferência

Podemos afirmar que nos dias de hoje, chamadas em conferência no trabalho são bem diferentes do que foram antigamente. Com a chegada dos smartphones e também dos aplicativos de VoIP, está ficando cada vez mais fácil fazer reuniões remotas. Mas ainda há um problema, o áudio. A Pioneer lançou recentemente uma solução. Veja o vídeo acima.

A Rayz Rally, caixa de som para iPhone, e também Mac, PC, iPad ou iPod Touch foi feita especialmente para de maneira adaptável amplificar sons, e o melhor, ela cabe no seu bolso. Mesmo desse tamanho, com ajuda de uma tecnologia de áudio analógico e acústico, o aparelho consegue transmitir diferentes tipos de sons de maneira clara para uma sala de conferências inteira.

O gadget da Pioneer é bastante inteligente, conseguindo otimizar suas características de equalização para tocar da melhor maneira músicas ou falas. Sua estrutura é bem simples, possuindo um só botão para play/pause que também serve para silenciar chamadas. Ele também tem uma entrada lightning que permite carregar seu aparelho transmissor enquanto o utiliza.

A Rayz custa US$99,95 nos Estados Unidos, em diversas cores, e pode ser sincronizada com um app que atualiza seu sistema interno sempre que novas melhorias estejam disponíveis. []

Samsung pode lançar Galaxy Note 8 em agosto

galaxy note7A Samsung planeja fazer um evento para anunciar o Galaxy Note 8 em Nova York em agosto, disse uma pessoa próxima à empresa à agência Reuters nesta terça-feira.

Segundo a fonte, a empresa deve lançar um novo modelo do aparelho com tela de 6,2 polegadas e duas câmeras traseiras – são características que, em tese, a empresa aposta para apagar o trauma do Galaxy Note 7.

Lançado no ano passado, o aparelho sofreu dois recalls e depois foi retirado do mercado por problemas com sua bateria, que teve explosões e até pequenos incêndios. A fonte disse não ter mais informações sobre o aparelho, nem sobre seu preço. Procurada, a Samsung não quis comentar o assunto.

É uma surpresa, porém, que a Samsung vá continuar a lançar aparelhos com a marca Note, usada em seus celulares premium. O incidente com as baterias da Samsung custou à empresa cerca de US$ 5,4 bilhões e afetou sua credibilidade.

Em janeiro, a empresa divulgou que problemas com duas baterias de fornecedores diferentes causaram os problemas no Galaxy Note 7. A empresa implementou diversos processos de segurança para elevar a qualidade de suas baterias – para analistas, as medidas tem ajudado a empresa a reconquistar a confiança dos consumidores.

O Galaxy S8, da Samsung, teve boa demanda por parte dos consumidores – analistas esperam que o aparelho bata recordes de venda da Samsung. Ainda não houve nenhum incidente de incêndio ou explosão causados pela bateria do S8. [Reuters]

Apple testa sua capacidade de reinventar

IW_05_APPLESAN JOSÉ, Califórnia — Um dos maiores pontos fortes da Apple é o timing. A companhia, que é aclamada pela inovação, não inventa coisas com frequência — ela não criou o primeiro computador pessoal, o primeiro tocador de música digital, o primeiro smartphone. Ao contrário, ela reinventa; ela entra e produz alguma coisa mais original do que a que costumávamos usar.

No papel, a Apple pretende aplicar o mesmo truque com o dispositivo chamado HomePod. O aparelho de US$ 349 — que a Apple apresentou no dia 5 de junho, em sua conferência anual de desenvolvedores, e começará a enviar para as lojsa em dezembro — inspira-se no Echo da Amazon, o alto-falante inteligente que abriga a assistente virtual da Amazon, Alexa, e que parecia uma brincadeira até que muitas de repente começaram a amá-lo.

A versão da Apple reflete a estratégia da companhia: é muito bonito, custa cerca do dobro do Echo e tem um som muito melhor.

Entretanto, a reinvenção que importa aqui não diz respeito a um único dispositivo — é algo maior: o sucesso do HomePod dependerá, na realidade, da capacidade da Apple de se reinventar

A companhia enfrentou questionamentos sobre seu crescimento futuro, principalmente quando concorrentes como Google, Facebook e Amazon parecem tê-la apanhado de surpresa com tecnologias emergentes como a inteligência artificial, a realidade virtual e a realidade aumentada. Para que a Apple possa superar a Amazon no jogo da assistente doméstica, precisará priorizar capacidades que há muito tempo conduzia em marcha lenta — os serviços de nuvem e a IA, por exemplo.

Mas a Apple parece estar preparada para esta reinvenção. Se você leu nas entrelinhas seu discurso de abertura, deve ter notado que os executivos da Apple invocaram os chavões da “moderna computação”, “aprendizado profundo” e “visão da computação”.

Sutilmente, eles estavam sugerindo uma mudança. A Apple parece estar se transformando em uma companhia que prioriza o conteúdo tecnológico nerd que se tornará a base das máquinas inteligentes do futuro.

O que importará mais, inicialmente, será até que ponto o HomePod pode executar o básico de maneira confiável.

A melhor coisa a respeito do alto -falante da Amazon é sua confiabilidade: fale alguma coisa de um ponto distante, até mesmo em uma sala barulhenta, e, na maioria das vezes, ele reconhecerá pelo menos o que você pediu a ele. Quando você tem uma ideia do tipo de pedido com o qual ele pode lidar, a Alexa começa a se assemelhar a uma interface natural dos computadores. Ela responde tão rapidamente que parece um membro eficiente da família, e não um computador dentro de uma lata.

Será que a assistente virtual da Apple, a Siri, pode fazer isto? Tive a oportunidade de ouvir um HomePod — mas não usei nenhum de seus recursos ativados pela voz — depois da abertura da Apple. Por exemplo, a Siri agora traduz de uma língua para a outra para você. Como uma verdadeira assistente, agora ela tem uma maior capacidade de previsão — procura detectar problemas comuns de computação e se oferece para ajudar.

O melhor de tudo é que a Siri finalmente é uma personalidade única unificada que se encontra em todos os seus dispositivos. No passado, a Siri de seu iPad era diferente da Siri de seu Mac. Agora, assim como outras assistentes, a Siri conhece você e pode antecipar seus interesses em qualquer dispositivo que você utiliza.

E há mais. A Apple permite que os desenvolvedores criem aplicativos que podem desempenhar tarefas do aprendizado de máquina em seus dispositivos. Também está mergulhando profundamente na visão da computação. Os desenvolvedores já podem criar recursos da realidade aumentada, o que significa que eles podem acrescentar objetos virtuais superpostos às imagens do mundo real.

Estes são tópicos quentes em que outras companhias estão investindo pesadamente. A Apple ainda está um pouco atrasada, mas tudo o que tem a fazer é continuar competitiva — ela precisa investir o bastante no futuro impulsionado pela IA para que seus dispositivos sejam sempre atraentes. Não há qualquer dúvida de que, agora, ela está fazendo exatamente isto. [Farhad Manjoo]

Com renúncia de líderes da Uber, cresce influência de Arianna Huffington

arianna ceoEm abril, Wan Ling Martello, que comanda a Nestlé na Ásia, se viu diante de Arianna Huffington, integrante do conselho da Uber e fundadora do Huffington Post, no Union Square Cafe, em Manhattan.

No jantar, as duas executivas —que se conheciam há alguns meses— conversaram sobre uma situação de recall de alimentos que Martello teve de enfrentar. Enquanto Martello descrevia seus esforços de resgate e recuperação, Huffington ouvia atentamente.

Huffington perguntou a Martello, no final da conversa, se ela não estaria interessada em ajudar a Uber, que estava enfrentando uma sucessão de escândalos. Ao final da conversa, ela ligou para as pessoas da companhia de serviços de carros.

Menos de dois meses mais tarde, Martello se tornou parte do conselho da Uber.

“Eu não esperava ser convidada para o conselho da Uber, naquele jantar, e não acho que isso estivesse na agenda de Arianna”, disse Martello. Era o segundo encontro entre as duas. “A reunião toda foi casual. Só queríamos papear”.

Recrutar Martello é um exemplo das jogadas fortes de bastidores que tornaram Huffington um dos membros mais influentes do conselho da Uber. Nos 14 meses desde que se tornou parte do conselho, Huffington vem agindo como voz pública da empresa quanto aos escândalos no local de trabalho, conversou com os empregados, e ajudou a atrair novos executivos. Ela também se tornou uma das confidentes mais próximas de Travis Kalanick, o presidente-executivo da Uber.

A influência de Huffington na Uber está crescendo, em um momento no qual a empresa enfrenta um vácuo de liderança. Enquanto a Uber enfrenta as consequências de investigações sobre sua cultura empresarial, acusações de assédio sexual e dúvidas sobre sua equipe executiva, Kalanick se licenciou por tempo indefinido e deixou o comando da empresa para um comitê de executivos. O conselho também está em transição, com a renúncia de David Bonderman, sócio do grupo de capital privado TPG, depois que ele fez um comentário sexista em resposta a algo que Huffington disse em uma reunião de conselho.

Agora cabe a Huffington, Martello e Bill Gurley, outro membro do conselho e sócio do grupo de capital para empreendimentos Benchmark, concluir algumas das tarefas mais urgentes na Uber, como selecionar candidatos ao posto de vice-presidente de operações. Entre os potenciais candidatos, dizem duas pessoas informadas sobre a situação, que pediram para que seus nomes não fossem mencionados porque o processo é confidencial, está David Cush, antigo presidente-executivo da Virgin America. Cush não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

O papel de Huffington causa algum desconforto. Certos executivos da Uber não gostam da proximidade entre ela e Kalanick, de acordo com três funcionários familiarizados com as deliberações executivas. (Huffington recentemente visitou o hospital onde o pai de Kalanick, ferido em um acidente de barco, estava internado, de acordo com duas pessoas informadas sobre o evento.)

Quatro antigos empregados do Huffington Post também expressaram estranheza diante da capacidade de Huffington de chegar e conquistar as pessoas com tamanha rapidez.

Outros elogiaram sua efetividade. “Ela semeia a confiança e faz com que você sinta que os interesses dela se alinham aos seus”, disse Fred Harman, sócio da Oak Investment Partners, que investiu no Huffington Post. “Quando é hora de tomar decisões, você percebe o quanto ela é persuasiva”.

Huffington, 66, disse em entrevista que “saber como lidar com crises sem se deixar avassalar – manter a cabeça quando as pessoas ao redor estão se descontrolando – é a maior qualidade de liderança. Em tempos de crise, as pessoas muitas vezes se descontrolam e se deprimem, e têm dificuldades para encontrar uma saída”.

A Uber se recusou a comentar para este artigo.

A ascensão de Huffington na Uber é o mais recente capítulo em uma vida marcada por viradas dramáticas de carreira —ela foi comentarista política, empresária de mídia e especialista em resolver problemas empresariais. Nascida Ariadne Anna Stasinopoulos, ela cresceu em circunstâncias modestas na Grécia e Inglaterra, estudou na Universidade de Cambridge com uma bolsa de estudos e se tornou a primeira estrangeira a presidir o clube de debates Cambridge Union.

Huffington se mudou para Nova York em 1980 e escreveu biografias muito vendidas de Pablo Picasso e Maria Callas. Em 1986, se casou com o herdeiro Michael Huffington, a quem ela ajudou a fazer carreira política. Ann Getty, a socialite que apresentou os Huffington, foi madrinha em seu casamento. O editor Mort Zuckerman, antigo namorado de Arianna, foi um dos padrinhos.

Depois de se divorciar de Michael Huffington em 1997, Arianna deixou de lado sua simpatia pelo Partido Republicano e Newt Gingrich e se alinhou ao mundo da esquerda satírica. O nome de Huffington se tornou mundialmente conhecido com a criação, em 2005, do Huffington Post, um site de notícias bancado pelo executivos de capital para empreendimentos Kenneth Lerer e por Jonah Peretti, que mais tarde criaria o BuzzFeed.

Embora Huffington não tivesse formação na mídia tradicional, disse Peretti, sua capacidade de aproximar políticos, empresários e celebridades era crucial. “Nós queríamos promover a aproximação desses mundos, online, e ela era a pessoa perfeita para isso”, ele disse.

Em 2011, Huffington comandou a venda do Huffington Post para a AOL por US$ 315 milhões. Ela se tornou amiga de Tim Armstrong, o presidente-executivo da AOL, no final de 2010. Em janeiro do ano seguinte, eles já estavam negociando a fusão entre as duas empresas, em Davos. O acordo foi anunciado no mês seguinte.

Alguns membros do conselho do Huffington Post queriam abrir o capital da companhia, mas Huffington “foi persuasiva e convenceu o conselho de que o melhor caminho era aceitar a oferta por uma avaliação muito positiva que já estava na mesa”, disse Harman, que era parte do conselho.

Um ano depois, Huffington conheceu Kalanick em uma conferência de tecnologia em Munique, e os dois se tornaram amigos, por conta da visão comum que tinham sobre o potencial da Uber para resolver grandes problemas urbanos. “Eu estava interessada não só no que a Uber já tinha realizado, mas em seu futuro”, disse Huffington, que mais tarde fundaria a Thrive Global, uma empresa de saúde e bem-estar, em 2016.

Ela logo se tornou conselheira de Kalanick. Quando a Uber anunciou que Huffington se tornaria parte do conselho da empresa, no ano passado, divulgou um vídeo mostrando um lado mais terno de Kalanick, acompanhado por um narração em tom caloroso e maternal por Huffington.

“A orientação dela foi inestimável para mim, pessoalmente, ao longo dos anos, e sei que em seu novo papel ela ajudará a levar a Uber a um novo patamar”, disse Kalanick quando do anúncio.

Os dois discordam ocasionalmente, como aconteceu quando Huffington apoiou o desejo do conselho de licenciar compulsoriamente o vice-presidente de negócios da Uber, Emil Michael, de acordo com duas pessoas informadas sobre a discussão. Kalanick, por meio de um porta-voz, se recusou a comentar para este artigo.

Mais recentemente, Huffington se manteve firme em seu apoio a Kalanick, ainda que outros dos aliados dele tenham se afastado – especialmente Bonderman, que estava preocupado com a qualidade da gestão da Uber, de acordo com uma pessoa informada sobre conversações no conselho. A TGP se recusou a comentar.

Em uma reunião com funcionários da Uber na terça-feira, Huffington brincou sobre como ter uma mulher no conselho muitas vezes trazia a adesão de mais mulheres.

“O que isso vai trazer, na verdade, é muito mais falatório nas reuniões”, respondeu Bonderman.

Huffington se recusou a discutir a dinâmica do conselho mas disse que a renúncia de Bonderman, horas depois da gafe, era “uma declaração importante sobre a disposição da empresa de acatar novos valores culturais”.

Huffington vem sendo efetiva em atrair mais mulheres para postos de liderança na Uber, entre as quais Martello.

Em janeiro, ela conversou com Bozoma Saint John, uma executiva da Apple, em um jantar privado de profissionais de marketing durante a CES, uma grande feira de produtos eletrônicos em Las Vegas. A conversa evoluiu para uma troca de selfies, e Saint John convidou Huffington para sua festa de aniversário. O presente de Huffington foi uma cama especial —fabricada pela Thrive Global— para o celular de Saint John, para deixá-lo em outro quarto quando ela estivesse dormindo.

Em março, Huffington falou a Saint John sobre a Uber. Ela disse que Kalanick estava buscando se tornar uma pessoa melhor. Enquanto conversavam sobre como contar uma história diferente, mais humana, sobre o que a Uber tinha a oferecer, Huffington teve uma ideia. Segundo Saint John, ela propôs: “Por que você mesma não diz essas coisas a Travis?”

“Arianna me revelou todos os problemas da Uber, sem enfeitar”, disse Saint John. “É a mágica disso que a torna tão crível”. [New York Times]

Tradução de PAULO MIGLIACCI

Spotify alcança 140 milhões de usuários em todo o mundo

spotify17O serviço de streaming de música Spotify anunciou nesta quinta-feira, 15, que superou a marca de 140 milhões de usuários ativos por mês. O número representa um crescimento de 40% em um ano — em junho do ano passado, a empresa divulgou que tinha 100 milhões de usuários ativos.

Com relação aos assinantes da plataforma, isto é, aqueles que pagam para ter acesso a todos os recursos do serviço, o número se mantém em 50 milhões desde março, o que representa cerca de 36% do total de usuários ativos por mês do serviço.

“O rápido crescimento da audiência do Spotify consolida nossa posição como a principal plataforma de mídia para música”, disse o vice-presidente do Spotify, Brian Benedik, em uma postagem no blog oficial da empresa.

Além de vender assinaturas do seu serviço, o Spotify também ganha dinheiro através da exibição de publicidade para quem usa a plataforma de graça para ouvir música. A empresa começou a operar a versão gratuita há três anos.