Startup Boxabl que construiu casa ‘box’ de Elon Musk quer captar US$ 50 mi

A Boxabl está aproveitando o sucesso nas redes sociais da casa que construiu para Musk e já tem mais de 50 mil pedidos na lista de espera por uma unidade

O modelo de 36 metros quadrados, o mesmo de Musk, é o que chama a atenção dos novos clientes da Boxabl

A Boxabl, startup americana de casas modulares, quer aproveitar a ‘fama’ por fabricar a atual casa de Elon Musk para crescer no mercado. Com unidades de cerca de US$ 50 mil, a empresa vai em busca de uma captação de US$ 50 milhões para alavancar o negócio — e já tem clientes em fila de espera para comprar as caixinhas e montar sua própria casa. 

O efeito foi imediato: Elon Musk confirmou, em suas redes sociais, que estava morando em uma unidade fabricada da Boxabl e o interesse pela startup cresceu expressivamente. Com apenas três casas construídas até o momento, a proposta é oferecer facilidade para quem não quer se preocupar muito com imóvel. As unidades pré-prontas contam com sala, banheiro, quarto e cozinha já estruturados e ainda podem ter adições, como um segundo andar, por exemplo. 

Mesmo com a comodidade de poder construir o mais próximo possível de uma casa — e não uma quitinete, por exemplo — o modelo de 36 metros quadrados, o mesmo de Musk, é o que chama a atenção dos novos clientes da Boxabl. Já são mais de 50 mil pedidos na lista de espera para adquirir a ‘Casita’, modelo mais popular da empresa. 

Galiano Tiramani, fundador da Boxabl, afirmou que está aproveitando o holofote recebido pela empresa desde a publicação de Musk e que toda a visibilidade tem impactado no negócio que fundou em 2017, a ponto de poder escolher quem investe ou não na startup. 

“Estou falando com fundos de capital, mas não é algo que temos que fazer. Rejeitamos aportes onde eles [investidores] queriam assumir o controle da empresa”, disse Tiramani em entrevista ao site americano Business Insider. “A situação é melhor com os investidores individuais. Continuamos no controle total. Estamos dando as cartas”. 

Mirando em uma captação de US$ 50 milhões, a Boxabl agora quer crescer e começar a gerar lucro, algo que ainda não aconteceu. Com sede em Las Vegas, Tiramani espera a validação da fábrica para atingir escalas ambiciosas na produção a là Elon Musk. 

“Assim que a fábrica for validada, nós vamos entrar na produção em grande escala e na automação que você vê em uma fábrica de automóveis — robótica completa e extremamente rápida. A Ford produz um caminhão F-150 a cada 53 segundos. Não há razão para não estarmos no mesmo nível”, completou Tiramani, ao Business Insider.

Amazon recebe multa recorde de US$ 887 mi na Europa por violação de privacidade

Processo foi aberto em 2018 depois de reclamações de um grupo francês e rendeu a maior multa já aplicada a uma empresa na história da GDPR
Por Agências – Reuters

A gigante do comércio eletrônico disse no processo que não espera que a decisão do CNPD seja definitiva e vai recorrer da multa

Amazon foi multada em US$ 886,55 milhões pela União Europeia por violar a GDPR, lei de proteção de dados da região. É a maior multa já determinada pelos reguladores de privacidade do bloco. 

A Comissão Nacional de Proteção de Dados de Luxemburgo (CNPD) impôs a multa à companhia em uma decisão de 16 de julho, mas a sanção só foi divulgada nesta sexta em um relatório financeiro. A multa envolveu práticas de publicidade – não foi revelado, porém, quais diretrizes comerciais a Amazon terá de rever. 

A companhia vai recorrer da multa, segundo um porta-voz da gigante do comércio eletrônico. A Amazon disse no processo que não espera que a decisão da CNPD seja definitiva.

“Acreditamos que a decisão da CNPD não tenha mérito e pretendemos nos defender vigorosamente nesta questão. A decisão relativa à forma como mostramos publicidades relevantes aos clientes depende de interpretações subjetivas e não testadas da lei de privacidade europeia. A multa proposta é totalmente desproporcional até mesmo com essa interpretação”, afirmou a Amazon.

Em entrevista à agência de notícias Bloomberg, a empresa informou que a sentença não foi correta. “Não houve violação de dados e nenhum dado de cliente foi exposto a terceiros. Esses fatos são indiscutíveis. Discordamos veementemente da decisão da CNPD”, afirmou um porta-voz.

A GDPR está em vigor há três anos e exige que as empresas busquem o consentimento das pessoas antes de usarem seus dados pessoais sob pena de multas pesadas. A lei prevê multas às empresas de até 4% de receita anual. 

O processo foi gerado a partir de uma denúncia do La Quadrature du Net, um grupo francês que atua em causas a favor dos direitos de privacidade. A queixa foi registrada em 2018 e chegou a citar também outras empresas, como AppleFacebookGoogle Linkedin.

Até então, a maior multa da GDPR havia sido contra o Google, em 2019, no valor de € 50 milhões.

Globalmente, o escrutínio regulatório das gigantes de tecnologia tem aumentado após uma série de escândalos sobre privacidade e desinformação, bem como reclamações de que algumas empresas abusam de seu poder de mercado. As gigantes de tecnologia têm atraído constantemente audiências e processos relativos a assuntos de concorrência e privacidade na Europa. 

Apple abre inscrições do Entrepreneur Camp para negros

No ano passado, acompanhamos todo o movimento #BlackLivesMatter, seus protestos e desdobramentos ao redor do mundo. Levando isso em conta, em 2020, a Apple anunciou uma edição do Apple Entrepreneur Camp focada especialmente em desenvolvedores negros.

O projeto foi um sucesso e, neste ano, ele ocorrerá novamente! Hoje, a empresa abriu as inscrições para o Apple Entrepreneur Camp for Black founders and developers, que ocorrerá de forma online entre os dias 26 de outubro até 4 de novembro de 2021.

Esse projeto faz parte da Iniciativa sobre Equidade e Justiça Racial, apresentada pela Apple no ano passado, a fim de combater as desigualdades sociais enfrentadas pela população negra.

O programa consiste em uma experiência imersiva em laboratórios de desenvolvimento, mentoria, aulas e suporte com engenheiros da Apple para que os desenvolvedores selecionados criem apps incríveis.

Assim como o bem sucedido Apple Entrepreneur Camp para mulheres, essa edição também será totalmente online. As inscrições já estão abertas para pessoas do mundo todo e serão encerradas no dia 17 de agosto (uma terça-feira).

As condições para aplicação e o formulário de inscrição podem ser encontrados nessa página. [MacMagazine]

Corretora digital de planos de saúde, startup Pipo recebe aporte de R$ 100 mi

Startup ajuda empresas a escolherem seus planos de saúde; com os novos recursos, a Pipo pretende investir em tecnologia e contratação
Por Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

Manoela Mitchell, CEO e fundadora da Pipo Saúde

A startup Pipo Saúde, que atua como uma corretora digital de planos de saúde, anuncia nesta quarta-feira, 28, que recebeu um investimento de R$ 100 milhões liderado pela Thrive Capital, investidora de grandes nomes como Nubank e Loft. É o mais novo aporte entre as chamadas “healthtechs”, que receberam só no primeiro semestre deste ano US$ 183,9 milhões em investimentos no Brasil, segundo a empresa de inovação Distrito.

A rodada contou com a participação do fundo Atlântico, de Julio Vasconcelos (fundador do Peixe Urbano), e outros investidores-anjo. Monashees, Kaszek, OneVC e David Vélez (fundador do Nubank) já investiam na Pipo e também fizeram parte do novo cheque. 

Fundada em 2019, a Pipo ajuda a área de recursos humanos de empresas a escolherem operadoras e planos de saúde para os funcionários, de acordo com suas necessidades – isso é feito com ciência de dados. “É complexo entender qual é o plano de saúde certo para cada empresa, principalmente se ela for grande e tiver pessoas em vários lugares pelo Brasil. A partir de onde os funcionários moram, das restrições orçamentárias da companhia e da localização da rede dos planos, a Pipo consegue direcionar quais são as melhores opções de produtos”, explica Manoela Mitchell, presidente executiva da Pipo Saúde, que fundou a startup ao lado de Vinicius Correa e Thiago Torres. 

Nessa escolha de planos, a healthtech pode combinar mais de um produto de diferentes operadoras. Depois que o pacote é fechado, a Pipo atua na gestão dos planos em processos como inclusão de funcionários, pagamento de fatura e alocação dos valores em folhas. Além disso, a startup tem uma equipe própria de especialistas que ajuda os pacientes em decisões sobre saúde, como uma segunda opinião sobre uma cirurgia – o atendimento é feito por WhatsApp, chat, e-mail ou ligação telefônica. 

A Pipo tem hoje cerca de 100 empresas clientes, como MadeiraMadeira e Buser – ao todo, são aproximadamente 15 mil vidas sob gestão. A startup recebe um valor das operadoras pela corretagem, e não cobra o serviço das empresas. 

O novo cheque será usado para investimentos em tecnologia e contratação de funcionários. A Pipo tem hoje 100 pessoas e pretende dobrar o número até o final do ano. 

A startup ainda tem pela frente o desafio de atender companhias de grande porte – atualmente, a healthtech tem como clientes principalmente empresas de 100 a 2,5 mil funcionários. “Empresas maiores têm complexidades adicionais como exames recorrentes nos funcionários e ambulatórios em fábricas. Ainda não conseguimos navegar nisso, mas é para onde queremos ir”, diz Manoela. 

A área de planos de saúde tem atraído atenção de várias startups brasileiras. Uma delas é a Alice, que tem apenas um ano de operação e já soma US$ 47,8 milhões em investimentos – a healthtech tem um time de saúde próprio e dá acesso a hospitais e laboratórios parceiros. Outro nome de destaque é a Sami, que oferece um plano de saúde voltado a pequenas e médias empresas e atende quase 2 mil empresas. Por ser corretora e não oferecer um produto digital como a maioria dessas startups faz, a Pipo se posiciona como um serviço complementar. “Essa tendência de digitalização beneficia nosso modelo. A recomendação com base em dados ganha valor”, afirma a executiva. 

Estreia da 2ª temporada de “Ted Lasso” bate recorde no Apple TV+

A série aumentou em 50% a audiência do o Apple TV+ durante o fim de semana
MacMagazine

Não é novidade para ninguém que Ted Lasso é a série mais popular e premiada do Apple TV+. Na sexta-feira passada (23/7), a segunda temporada da série estreou, com direito muita celebração e alívio dos milhares de fãs que estavam com saudades.

De acordo com o Deadline, durante o fim de semana de estreia da 2ª temporada da série (de 25 a 27 de julho), “Ted Lasso” foi a série mais assistida no streaming e aumentou em 50% a audiência do Apple TV+ — batendo recorde em número de espectadores.

A Apple, como de costume, não proveu um número concreto de espectadores, mas disse ao Deadline que a estreia da segunda temporada foi 6x maior do que a registrada no fim de semana de estreia da série no ano passado.

Além disso, o sucesso estrondoso de “Ted Lasso” causou um “efeito dominó”, e impulsionou títulos como “Schmigadoon!”“Physical” e “Mythic Quest durante o fim de semana.

Em relação ao fim de semana anterior, a estreia de “Ted Lasso” levou a um aumento de 200% na audiência do serviço nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Canadá, na Índia, na Itália, na Austrália, no México, na Rússia, na França e até no Brasil.

O segundo episódio da nova temporada estreará na próxima sexta feira (30/7).

Privatização do espaço começou para valer com viagens de bilionários

Se o espaço antes era dominado principalmente por governos, agora é cada vez mais alvo das gigantes da tecnologia
Por David Streitfeld e Erin Woo – The New York Times

Após o voo na última terça, Jeff Bezos afirmou que a Blue Origin estava aberta para negócios

Jeff Bezos e Richard Branson demonstraram este mês que voar até os confins do céu parece seguro e, sobretudo, uma diversão – apesar de ser uma viagem de apenas dez minutos. Mas, além do deslumbramento, os voos deixaram uma mensagem mais profunda: a “amazonificação” do espaço começou para valer. 

Se o espaço antes era dominado principalmente por governos, agora é cada vez mais alvo das gigantes da tecnologia. As pessoas que vendem hoje a internet agora vão lhe vender a Lua e as estrelas.

Na última terça-feira, 20, Bezos, fundador da Amazon e ainda seu maior acionista, deixou claro na coletiva de imprensa após o voo que a Blue Origin estava aberta para negócios. Embora os bilhetes não estejam disponíveis de modo geral, as vendas de voos já se aproximaram de US$ 100 milhões. Bezos não disse o preço de cada, mas afirmou que “a demanda é muito, muito alta”.

Essa demanda já existia antes mesmo da imprensa mundial se reunir em Van Horn, Texas, para uma cobertura ampla e de bajulação de Bezos fazendo algo que Branson havia feito no Novo México na semana anterior. Foi um evento cuidadosamente orquestrado, que contou com a astronauta mais velha e a pessoa mais jovem a irem para o espaço e foi coroado com uma doação filantrópica de US$ 200 milhões.

Até mesmo Elon Musk, presidente executivo da rival SpaceX e às vezes cético quanto aos sonhos espaciais de Bezos, sentiu-se obrigado a dar parabéns. Branson, que teve o direito se gabar por ter completado a façanha primeiro, fez o mesmo.

Toda essa atividade espacial é o começo de algo novo, mas, também, uma repetição dos anos 90. No início daquela década, a internet era propriedade do governo dedicada à pesquisa e comunicação para poucos. No fim, graças a Bezos mais do que a qualquer outro, a internet se tornou um lugar para todos comprarem coisas. E nos 20 anos seguintes, a tecnologia cresceu e se transformou nas gigantes da tecnologia, provocando temores bipartidários de que Amazon, Facebook, Google e Apple agora são poderosas demais.

O espaço sideral agora pode embarcar em uma jornada semelhante de fronteira para os grandes negócios.

Richard Branson deu início a outro ramo espacial, a Virgin Orbit, que está lançando pequenas cargas úteis em órbita
Richard Branson deu início a outro ramo espacial, a Virgin Orbit, que está lançando pequenas cargas úteis em órbita

Espaço aberto

Durante décadas, a Nasa não conseguiu financiamento suficiente para fazer algo tão épico quanto o programa Apollo. O governo Trump decretou um retorno à Lua até 2024. O governo Biden endossou o objetivo, mas não a data. Se isso acontecer de algum modo, será com a ajuda de empresas como a SpaceX e a Blue Origin. Em contraste com o projeto Apollo na década de 1960, a próxima viagem à Lua será terceirizada. Além disso, as aventuras espaciais menores estão ainda mais abertas aos empresários.

“Se você olhar para como está nossa relação com o espaço hoje, principalmente no que diz respeito às atividades na órbita terrestre inferior, isso realmente é semelhante aos primeiros dias da internet”, disse West Griffin, diretor financeiro da Axiom, uma startup com o objetivo de construir a primeira estação espacial comercial.

Um ecossistema crescente de startups está tentando comercializar o espaço ao criar de tudo, desde tecnologia de lançamento mais barata a satélites menores e até a infraestrutura que compõe as “picaretas e pás” da corrida do ouro do espaço, como Meagan Crawford, sócia-gerente da empresa de capital de risco SpaceFund, chamou isso tudo.

“As pessoas estão olhando em volta e pensando: ‘Existe uma indústria espacial robusta. De onde veio isso?’”, disse Meagan. “Bem, isso tem sido construído de forma metódica e proposital, e deu muito trabalho nos últimos 30 anos para chegarmos até aqui.”

A primeira corrida espacial, que se estendeu por toda a década de 1960 e depois perdeu força na década de 1970, opôs um impetuoso governo dos EUA contra uma União Soviética malévola e sem charme. Os americanos ganharam a competição, embora os críticos argumentem que foi tudo um erro em uma época em que tantas questões domésticas precisavam de atenção e de dinheiro.

Agora acontece quase a mesma coisa, embora a crítica dessa vez seja pessoal. Uma petição solicitando que Bezos não fosse autorizado a retornar à Terra conseguiu 180 mil assinaturas virtuais. A senadora democrata por Massachusetts, Elizabeth Warren, tuitou: “É hora de Jeff Bezos cuidar dos negócios aqui mesmo na Terra e pagar sua parcela justa de impostos”.

Em uma entrevista ao canal americano CNN na segunda-feira, 19, do lugar de lançamento no Texas, Bezos disse que seus críticos estavam “em grande parte certos”. “Temos de fazer as duas coisas”, disse ele. “Temos muitos problemas aqui e agora na Terra e precisamos trabalhar nisso. E sempre precisamos olhar para o futuro”.

Mas é evidente qual perspectiva chama sua atenção. Como orador de sua turma de ensino médio em 1982, Bezos falou a respeito da importância de criar vida em enormes colônias espaciais flutuantes para milhões de pessoas. “A ideia geral é preservar a Terra”, disse o jornal The Miami Herald ao citá-lo na época, acrescentando que seu objetivo final era ver o planeta “transformado em um enorme parque nacional”.

Bezos disse quase a mesma coisa esta semana. Era um sonho utópico com muitas partes móveis complicadas – assim como, em menor escala, a noção de um varejista que venderia de tudo para todas as pessoas e faria as entregas em horas. E, para surpresa de quase todos, ele conseguiu tornar isso realidade.

Branson deu início a outro ramo espacial, a Virgin Orbit, que está lançando pequenas cargas úteis em órbita. Ele não fez alusões a visões grandiosas como Musk e Bezos de espalhar a civilização no sistema solar.

Os sonhos de Musk em Marte começaram com uma pequena missão quixotesca: ele queria enviar uma planta para Marte e ver se ela conseguiria crescer lá. Mas os custos de lançar até mesmo um pequeno experimento eram proibitivos. Até mesmo as opções na Rússia estavam fora de alcance. Então Musk fundou a SpaceX em 2002.

Hoje, ele quer enviar pessoas, não plantas, para Marte. A SpaceX está atualmente desenvolvendo o Starship, um foguete grande o suficiente para fazer a viagem, e a Starlink, uma constelação de internet via satélite, que visa gerar os lucros necessários para financiar os planos em Marte.

Conforme ele segue em busca desses objetivos, a empresa tem se tornado uma gigante no negócio espacial. A Nasa depende dos foguetes e cápsulas da SpaceX para enviar astronautas e cargas para a Estação Espacial Internacional, e operadores de satélite privados, governamentais e militares do foguete auxiliar reutilizável Falcon 9 para lançamentos em órbita.

A Nasa recentemente fechou um contrato com a SpaceX para usar o protótipo do Starship para o programa lunar. Mas o contrato foi contestado pela Blue Origin e outra empresa, a Dynetics. Apesar de toda a camaradagem demonstrada nesta semana, os bilionários jogam para ganhar. /TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Facebook investe para atrair grupos religiosos e orações

Depois da covid-19, empresa cria novas funções para fieis dos Estados Unidos
Por Agências internacionais – Reuters

Facebook criou uma equipe focada em ‘parcerias de fé’

Facebook há muito tempo busca sua atenção. Nas últimas semanas, começou a pedir suas orações também em uma nova ferramenta agora disponível para os grupos da plataforma nos Estados Unidos em abordagem direcionada à comunidade religiosa, diz a empresa.

O Facebook vê esses fiéis como uma comunidade vital para impulsionar o engajamento na maior plataforma de mídia social do mundo. Já em 2017, o presidente executivo Mark Zuckerberg citou as igrejas como exemplo em um longo manifesto sobre conectar o mundo. A rede social criou uma equipe focada em ‘parcerias de fé’.

A covid-19 deu nova urgência aos esforços, disse a diretora de parcerias religiosas do Facebook, Nona Jones, à Reuters em entrevista. O novo produto de orações foi lançado depois que a empresa viu um aumento no número de pessoas pedindo orações umas às outras durante a pandemia, disse Jones, que também é pastora no Estado americano da Flórida.

O alcance culminou na primeira cúpula virtual da fé da empresa com líderes religiosos no mês passado. Durante o evento transmitido ao vivo no Facebook Live, no qual a empresa reproduziu vídeos com emojis de coração flutuando pela tela enquanto os líderes religiosos ministravam às suas congregações, a diretora de operações Sheryl Sandberg discutiu um futuro onde os líderes envolveriam os fiéis com ferramentas de realidade virtual e realidade aumentada.

No final de maio, o Facebook tornou sua ferramenta de oração, que vinha testando com algumas comunidades religiosas, acessível para todos os grupos do Facebook nos Estados Unidos. Em um grupo privado visto pela Reuters, uma mulher usou a ferramenta para solicitar orações para uma tia doente com coronavírus. As pessoas responderam clicando em um botão para dizer “Eu orei” e seus nomes foram contados abaixo.

Os usuários podem escolher ser notificados com um lembrete para orar novamente. Outros pediram orações pelo coração partido de uma filha, teste de direção de um filho e problemas com uma seguradora.

Os posts confirmando oração são usados para personalizar anúncios no Facebook, como outros conteúdos. Um porta-voz disse que os dados podem contribuir para a forma como os sistemas de aprendizado de máquina do Facebook decidem quais anúncios mostrar aos usuários.

Os anunciantes não serão capazes de direcionar anúncios diretamente com base no conteúdo da oração ou no uso do recurso, disse. O uso de ferramentas de oração não seria considerado nas categorias que os compradores de anúncios já usam para dividir as audiências do Facebook com base em um interesse demonstrado em tópicos como “fé” ou “Igreja Católica”.

No início da pandemia, o Facebook enviou “kits iniciais” de equipamentos como pequenos tripés e suportes de telefone para grupos religiosos para transmissão ao vivo e conteúdo de filmagem enquanto locais de culto fechavam. Lançou um site de recursos religiosos com cursos de e-learning e questionários sobre as melhores práticas.

Este ano, começou um Conselho Consultivo Interreligioso para realizar reuniões regulares com líderes religiosos e educadores. Além de consultar líderes religiosos (que disseram à Reuters que suas listas de desejos para o site incluíam ferramentas de planejamento de igrejas e emojis mostrando formas mais diversas de adoração), o Facebook tem escolhido os cérebros de organizações que já administram grandes plataformas online de fé, como a megaigreja evangélica Life.Church, disse o pastor Kyle Kutter.

Durante voo no espaço, jovem confessa a Jeff Bezos que nunca comprou pela Amazon

Oliver Daemen afirmou ao bilionário que nunca usou a gigante do varejo mundial
Por Agências internacionais – Reuters

Primeiro voo ao espaço com humanos da Blue Origin contou com o bilionário Jeff Bezos, o irmão Mark Bezos, a astronauta Wally Funk e o estudante Oliver Daemen

Pessoa mais jovem do mundo a viajar ao espaço nesta semana, Oliver Daemen, de 18 anos, surpreendeu o bilionário Jeff Bezos no voo, dizendo que nunca havia comprado nada pela Amazon, empresa fundada em 1997 pelo executivo.

O holandês e estudante de física acompanhou Bezos, o irmão Mark Bezos e a aviadora Wally Funk, de 82 anos (a pessoa mais velha a ir ao espaço), em uma viagem de 10 minutos para fora da atmosfera terrestre pela aeronave New Shepard, da empresa de turismo espacial Blue Origin, financiada por meio da venda de ações da Amazon no valor de bilhões de dólares.

“Eu disse a Jeff, tipo, na verdade nunca comprei algo da Amazon”, disse Daemen à Reuters em uma entrevista nesta sexta-feira no Aeroporto Schiphol de Amsterdã. “E ele disse, ‘oh, uau, faz muito tempo que ouvi alguém dizer isso'”, explicou Daemen.

Daemen, que foi escolhido após outro candidato que ofereceu 28 milhões de dólares pela viagem cancelar de última hora, descobriu que iria embarcar durante as férias em família na Itália: “Eles ligaram e disseram: ‘você ainda está interessado?’ e nós pensamos ‘Sim! Sim! Sim!'”

O rapaz sonhava com viagens espaciais desde criança, acompanhou todo desenvolvimento de empresas de exploração espacial, como a Blue Origin, e obteve sua licença de piloto ainda jovem. “Não pagamos nem perto de 28 milhões de dólares, mas eles me escolheram porque eu era o mais jovem e também era piloto e já conhecia bastante sobre isso”, afirmou.

Apple oficializa Stella Low como nova VP de comunicações

Tem executiva nova em Cupertino! Não faz muito tempo desde que descobrimos que a Apple havia contratado Stella Low, ex-Cisco, para atuar como a nova vice-presidente de comunicações corporativas.

Pois, hoje, a empresa atualizou seu quadro de executivos — presente no site Apple Leadership — e finalmente oficializou a mudança.

Stella tem mais de 30 anos de experiência em marketing e comunicação. Antes de ingressar na Apple em 2021, ela foi vice-presidente sênior e diretora de comunicações da Cisco. Ela também ocupou cargos de liderança na Dell Technologies e na EMC.

Ela, então, assume o lugar de Steve Dowling, que foi nomeado para o cargo em abril de 2015 e deixou a empresa em outubro de 2019. No meio tempo — entre a saída de Dowling e a contratação de Low — Apple Fellow Phil Schiller ficou responsável pela posição.

De acordo com a Maçã, a recém-contratada responderá diretamente ao CEO1 Tim Cook e será responsável pela comunicação externa e interna da companhia:

Stella Low é vice-presidente de comunicações da Apple, respondendo ao CEO Tim Cook. Ela é responsável pela estratégia de comunicação mundial da Apple, liderando a equipe de relações públicas e também as comunicações dos funcionários.

Curiosamente, tal como Mark Gurman apontou em seu Twitter, apenas dois executivos que respondem diretamente a Cook nunca apareceram nessa página: Doug Beck e Mike Fenger — ambos vice-presidentes de vendas. O motivo, ninguém sabe…