Apple agora é dona do Shazam

Compra deve afetar parcerias do Shazam com Spotify e Snapchat
171211113453-apple-buys-shazam-1024x576-500x281Segundo fontes do Techcrunch e do ReCode, a Apple fechou negociações da compra do Shazam, famoso aplicativo de reconhecimento de música, que sempre ajuda a descobrir aquela canção que você adorou, mas não sabe o nome ou quem a canta.

De acordo com as informações, o valor aproximado da compra estaria em torno de US$ 400 milhões (R$ 1,3 bilhão).

A compra pela Apple deve afetar alguns dos recentes serviços disponibilizados pelo Shazam em parceria com outras empresas, como o Spotify. Hoje, é possível integrar os aplicativos e criar uma playlist no Spotify com as músicas que você descobriu no Shazam.

Outro app que deve perder essa integração é o Snapchat. [Soraia Alves]

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Snapchat muda e ameaça onda de celebridades da web

Ao separar amigos e produtores de conteúdo, aplicativo de fotos e vídeos efêmeros dificulta nascimento de novos influenciadores

Snapchat-HQ-move-to-london-511x400Conhecido por apontar tendências, o aplicativo Snapchat aprontou de novo nos últimos dias, ao dividir sua plataforma ao meio. Agora, de um lado, ficam as publicações dos amigos; do outro, os vídeos curtos de produtores profissionais, como veículos de mídia e influenciadores. Ao contrário de suas outras grandes inovações – vídeos curtos, efêmeros e cheios de filtros engraçadinhos –, copiadas rapidamente por rivais como Facebook e Instagram, esta mudança tem potencial de restringir o surgimento de influenciadores, caso vire moda internet afora.

“Queremos separar o social da mídia”, disse Evan Spiegel, cofundador e presidente executivo da Snap – dona do Snapchat –, em uma referência ao popular termo “mídias sociais”. Segundo ele, a reforma deve resolver dois problemas do aplicativo: em primeiro lugar, a dificuldade de uso; em segundo, a dúvida sobre quais perfis seguir – algo que será resolvido com o forte uso de algoritmos.

De quebra, com a curadoria feita pela empresa, diz Spiegel, será mais difícil veicular “notícias falsas” pelo app – não que esse seja um grande problema da rede, mais voltada para diversão do que para informação.

Barreira. No entanto, ao definir o que é bom o suficiente para estar na aba dedicada aos produtores de conteúdo, o aplicativo pode criar uma barreira quase intransponível a novos criadores, uma das forças motrizes da internet nos últimos anos.

Pense no sucesso de nomes como Whindersson Nunes ou Kéfera, criados a partir do boca-a-boca da rede. “Para quem está começando, existe um problema: como eu vou chegar na minha audiência? Com uma barreira de curadoria dessas, é complicado”, reconhece a youtuber Miriam Castro, a Mikannn.

“Quem está começando e quer ter um perfil influente vai ter que nadar mais forte contra a corrente”, aposta Fábio Malini, professor de comunicação na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Se a ideia do Snapchat for copiada por ri<CW-18>vais, os efeitos podem ser graves.

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Para Mikannn, curadoria pode brecar novos nomes

Segundo os especialistas ouvidos pelo Estado, é possível que o mundo dos influenciadores digitais, que atendem a nichos de diferentes tamanhos, vire um pequeno clubinho, quase como nos tempos em que apenas alguns nomes iluminados pelos holofotes e câmeras de TV eram capazes de gerar influência e respeito.

A questão ganha ainda mais gravidade pelo uso de algoritmos na curadoria dos conteúdos mostrados aos usuários, o que pode aumentar o efeito de bolha já visto em outras redes sociais.<CW-9> “Basear nossa busca por informação em algoritmos não é o melhor caminho para uma sociedade democrática”, diz Fábio Malini, da Ufes. “A curto prazo, parece ser o único jeito que a indústria achou para lidar com a profusão de conteúdo.”

Procurada pelo Estado, a Snap disse que pretende combinar o uso de algoritmos com curadoria humana. “Ela é capaz de nos dar a perspectiva de uma variedade de criadores e pontos de vista, protegendo nossa comunidade de bolhas”, declarou a Snap, em nota.

Necessidade. Mais que uma inovação, porém, a mudança no Snapchat é um grito desesperado: após abrir seu capital em março, a Snap tem sido fortemente pressionada para ganhar usuários e começar a dar lucro. Os dois objetivos parecem longe da realidade: em um ano, o aplicativo teve apenas 25 milhões de novos usuários diários, encerrando setembro com 178 milhões de contas ativas. No mesmo período, o rival Instagram Stories foi de 0 a 300 milhões de usuários diários.

No terceiro trimestre desse ano, a Snap perdeu US$ 443,2 milhões – quase três vezes mais que o registrado no mesmo período de 2016. Além disso, a empresa foi ofuscada pelas inúmeras cópias de suas inovações feitas pelo Facebook, YouTube e outros.

“O Snapchat foi inovador, mas hoje seu grau de inovação está em risco”, diz Fabro Steibel, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio). “Agora, eles estão correndo atrás, porque perderam influenciadores digitais.”

Ainda não está claro se a Snap ainda tem força para dar a volta por cima, ao mesmo tempo em que retém influenciadores e atrai novos usuários. “O problema é ela fazer isso descapitalizada”, diz Edney Souza, professor da ESPM. “Não será fácil.” [Bruno Capelas]

Google retira YouTube de dispositivos da Amazon e acirra rivalidade

Empresa justificou decisão dizendo que Amazon não vende produtos do Google em seu site; varejista online retrucou dizendo que bloqueio abre ‘péssimo precedente’

1494347555678.jpgGoogle estaria desenvolvendo um produto similar ao Echo Show (imagem) da Amazon.


Uma rara briga entre gigantes de tecnologia ganhou calor nesta terça-feira, 5, quando o Google declarou que não vai permitir que o aplicativo do YouTube rode nos dispositivos da Amazon. Além disso, a empresa de buscas criticou a varejista online por não vender produtos de hardware do Google, como o smartphone Pixel, o dispositivo para conectar TVs Chromecast e a caixa de som conectada Google Home – os dois últimos rivalizam com produtos da Amazon no mercado, como o Amazon Fire Stick e o Amazon Echo.

Em uma nota distribuída à imprensa, o Google disse que a Amazon não vende “os produtos do Google, não torna o Amazon Prime Video compatível com o Chromecast e deixou de vender até os termostatos da Nest no último mês”, disse a empresa. “Por conta da falta de reciprocidade, estamos retirando o YouTube do Amazon Echo Show e da Fire TV. Esperamos chegar a uma solução a esse assunto em breve.”

A Amazon respondeu em um comunicado, dizendo que o “Google está abrindo um péssimo precedente ao bloquear o acesso dos consumidores a websites abertos.” A empresa disse ainda que seus consumidores poderão utilizar o YouTube através do navegador dos dois dispositivos, enquanto a negociação não se resolve.

Não é a primeira vez que o Google retira o YouTube de dispositivos da Amazon: em setembro, a empresa já havia bloqueado o acesso do Amazon Echo Show – uma caixa de som conectada com uma tela própria – à plataforma de vídeos. A gigante de buscas também já esteve em uma disputa semelhante com a Microsoft no passado, quando o YouTube deixou de funcionar no Windows Phone, sistema para dispositivos móveis criado pela Microsoft há alguns anos.

Rivalidade. A batalha coloca os consumidores dos produtos das duas empresas em uma encruzilhada. Apesar de dominarem cada uma sua área própria, Amazon e Google competem em várias áreas, desde computação em nuvem até a venda de aparelhos controlados por voz, como a linha Echo, que rivaliza com o Google Home.

Hoje, nos EUA, a linha Echo domina 70% do mercado, enquanto o Google Home tem cerca de 20% das vendas. Nos últimos meses, surgiram diversos rumores de que o Google estaria desenvolvendo uma caixa de som conectada com tela, para competir com o Amazon Echo Show – o que não se confirmou.

Além disso, segundo analistas do mercado, o episódio ilustra o que pode ser um cenário de competição acentuada nos próximos anos no Vale do Silício, em mercados cada vez mais consolidados e em que uma empresa terá a maioria dos usuários. [Reuters]

Apple vence disputa com chinesa Xiaomi na Justiça

Companhia tenta, desde 2014, registrar marca do tablet Mi Pad na União Europeia; para Justiça, nomes são muito similares e confundem consumidores

apple hqA fabricante norte-americana Apple venceu nesta terça-feira, 5, a fabricante chinesa de eletrônicos Xiaomi na Justiça da União Europeia. Com a sentença, a chinesa fica impedida de registrar seu tablet “Mi Pad” como marca no continente, porque o nome é muito similar a “iPad”.

Segundo a segunda maior corte da União Europeia, o nome Mi Pad pode confundir os usuários, porque os sinais são similares. Tanto o Mi Pad quanto o iPad são produtos da mesma categoria, o que pode induzir os consumidores a comprarem o produto da chinesa achando que é igual ao da marca norte-americana.

“A única diferença entre os sinais é a presença da letra adicional ‘m’ no início de “Mi Pad”, o que não é suficiente para impedir o alto nível de similaridade visual e fonética entre os dois nomes”, afirmou a corte, em um comunicado.

A Xiaomi entrou com o pedido de registro do nome do produto no escritório de propriedade intelectual da União Europeia em 2014. Dois anos depois, a Apple entrou com uma reclamação, alegando que o nome do produto da Xiaomi levava os consumidores a pensarem que o produto se trata de uma versão do iPad.

A Xiaomi pode apelar para a mais alta corte da União Europeia. Apple e Xiaomi não comentaram o caso. [Reuters]

Os gêmeos Winklevoss são os primeiros bilionários em moeda virtual Bitcoin

Quatro anos após investirem US$ 11 milhões, após processarem Mark Zuckerberg por roubar a ideia de criar o Facebook, os gêmeos Winklevoss se beneficiaram da alta valorização da moeda virtual

1512395294927.jpgCameron e Tyler Winklevoss, que investiram US$ 11 milhões em Bitcoin em 2013, agora são os primeiro bilionários na moeda virtual


Os gêmeos Winklevoss, que ficaram famosos após processarem Mark Zuckerberg alegando que ele roubou a ideia de criar a rede social Facebook, se tornaram os primeiros bilionários na moeda virtual Bitcoin, de acordo com o jornal britânico The Telegraph. Em 2013, Cameron e Tyler Winklevoss ganharam uma indenização de US$ 65 milhões quando se encerrou o processo contra do Facebook e investiram parte disso — cerca de US$ 11 milhões — na moeda virtual.

Com a recente valorização que levou a cotação da moeda virtual a superar US$ 11,8 mil no último domingo, 3, as moedas que eles têm em conjunto superaram US$ 1 bilhão em valor. No início de 2017, a moeda virtual era vendida a US$ 1 mil, mas o valor cresceu exponencialmente desde então, devido ao forte crescimento de novos investidores na moeda virtual. Segundo analistas, o interesse tem aumentado por conta das perspectivas futuras do uso de moedas virtuais. Nesta segunda-feira, 4, o preço da moeda virtual caiu para abaixo de US$ 11 mil, de acordo com a bolsa Bitstamp, uma das maiores do mundo.

Os gêmeos Winklevoss são conhecidos por defender o uso de moedas virtuais, investir em companhias que usam a tecnologia blockchain — que é a base do funcionamento do Bitcoin e outras moedas virtuais — e também por ter a maior carteira de Bitcoins ativa no mundo. O valor do Bitcoin aumentou mais de 10.000% desde que eles fizeram o primeiro investimento. Em 2013, um Bitcoin era comercializado por cerca de US$ 120. Segundo o jornal, os irmãos Winklevoss nunca venderam nenhum Bitcoin desde que fizeram o primeiro investimento — não se sabe o quanto eles investiram posteriormente.

Em entrevista à CNN, em 2015, Tyler Winklevoss falou do potencial de ganho da moeda virtual. “Se o Bitcoin for melhor que o ouro ou um tipo semelhante de ativo, então o valor de mercado da moeda pode superar trilhões”, afirmou ele. “Existem muitas possibilidades.”

Após a disputa judicial com Mark Zuckerberg, que foi retratada nas telas do cinema no filme A Rede Social, os gêmeos Winklevoss se tornaram investidores de risco e fundaram a Winklevoss Capital. Desde então, eles já investiram em mais de 50 startups, dentre elas empresas como o aplicativo de transporte espanhol Cabify. Além disso, eles também são conhecidos por terem representado os Estados Unidos na canoagem nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. [Link]

Nos EUA, assistentes de voz estão mudando a vida das crianças

Alexa, da Amazon, e Google Assistant se transformam em amigos invisíveis de meninos e adolescentes

Por Hayley Tsukayama – THE WASHINGTON POST

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Assistente de voz ajuda crianças em pesquisa escolar e faz companhia

Na casa de Yana Welinder, seu filho fala “papai” tanto para ela quanto para seu marido. “A palavra ‘mamãe’ ainda não entrou no vocabulário dele”, diz ela. Mas o garoto, que acabou de completar 1 ano, já conhece o nome de outra figura importante na casa: “Aga”. Trata-se de Alexa, a assistente de voz da Amazon. O filho de Yana não consegue chamá-la sozinho do alto-falante conectado Echo. Mas sabe o que está tentando fazer. “Ele diz ‘Alexa!’, olha para ela e fica à espera de ela responder. Sempre morro de rir.”

Os pais que ainda não sabem bem como resolver o problema dos aplicativos e o uso do smartphone pelas crianças devem se preparar: em breve, haverá também o vínculo entre os filhos e “a voz ao lado”. Vários pais já publicaram no YouTube vídeos dos filhos interagindo com Alexa ou com seu equivalente do Google, o Assistant.

Algumas crianças conversam com os assistentes de voz, fazem perguntas ou imploram a eles para tocarem suas músicas favoritas. Outras os tratam como amigos que ouvem os desejos delas – e, no caso de Alexa, podem mesmo lhes enviar presentes, para surpresa dos pais quando recebem encomendas inesperadas da Amazon.

Embora as crianças entendam que os assistentes de voz não são pessoas, uma pesquisa sugere que muitas os veem como uma entidade real. Mas como ocorre com muitas questões envolvendo crianças e tecnologia, é difícil dizer o que isto significa para o desenvolvimento delas e se é prejudicial.

O uso de aparelhos móveis pelas crianças vem crescendo. Segundo estudo do grupo Common Sense Media, o tempo médio que crianças de oito anos de idade ou menos dos EUA passam usando um celular ou outro aparelho móvel triplicou nos últimos seis anos para uma média diária de 48 minutos. Além disso, 42% das crianças nessa faixa etária possuem seu próprio tablet.

Os assistentes de voz, que podem conversar, levam a relação com a tecnologia para outro nível. E, de acordo com a Common Sense Media, pelo menos uma em cada dez famílias com crianças possui um dispositivo ativado por voz.

Impacto. As crianças, óbvio, começaram a ser um público-alvo para as empresas. Recentemente, a Amazon tornou mais fácil para os adolescentes encomendarem produtos por meio de seu Echo, usando a conta dos pais. Já o Google colocou a caixa de som conectada Home a serviço de pesquisas escolares, deixando que os pais criem contas para as crianças.

Como sempre ocorre no setor de tecnologia, nem tudo são flores. Especialistas acreditam que os assistentes de voz prejudicam o vínculo familiar se a criança achar que ele é seu principal amigo ou um mesmo alguém que lhe oferece consolo. Além disso, as crianças não têm capacidade para entender um amigo que não tem corpo e que pode conversar com ela.

É preciso refletir muito sobre as implicações da tecnologia em casa, diz Jim Steyer, diretor executivo da Common Sense Media. “Não devemos ver smartphones e outros aparelhos como brinquedos, mas supercomputadores, que é o que são. E é necessário estabelecer que o quarto é uma zona livre de tecnologia e determinar os horários em que as crianças não têm de estar conectadas, como na hora do jantar.”

Segundo Steyer, a tecnologia não é uma coisa ruim. Mas os pais precisam saber como ela funciona, especialmente quando enraizada na vida do lar. Se bem utilizados, os assistentes de voz contribuem para o desenvolvimento da comunicação ou podem ensinar para as crianças frases em outras línguas.

Yana Welinder disse ter pensado muito sobre a relação do filho com a tecnologia e está despreocupada com sua escolha de palavras iniciais. Ela e o marido trabalham com tecnologia e eles querem que o filho aprenda a usar a Alexa para ser criativo.

Os dois gostam da ideia de o menino crescer num mundo com objetos que falam com ele – definir o imaginário do real será o problema a resolver. Mas até o menino chegar à idade de compreender, ela acha mais provável que ele pensará na voz como uma figura imaginária, como Papai Noel. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

CEO da Apple Tim Cook participará de conferência sobre internet na China

A Conferência Mundial da Internet começa amanhã e é organizada pela Administração do Ciberespaço da China, o poderoso órgão de internet do governo

149d35a82edc5ef33bcc8e719fcc1949Nova York – O executivo-chefe da Apple, Tim Cook, deve participar de conferência estatal sobre internet na China na próxima semana. O evento promove a visão chinesa de um ciberespaço rigorosamente regulamentado. A Conferência Mundial da Internet, que começa neste domingo em Wuzhen, é organizada pela Administração do Ciberespaço da China, o poderoso órgão de internet do governo, cujo trabalho inclui a censura de conteúdo e o bloqueio do acesso a sites não aprovados.

Cook tem buscado contato maior com a China, o segundo mercado mais importante da Apple fora dos EUA. Ele estava entre os executivos dos EUA que se encontraram com o presidente da China, Xi Jinping, no fim de outubro durante visita a uma reunião do conselho consultivo da Escola de Economia e Gestão da Universidade Tsinghua em Pequim. Em março, Cook falou sobre globalização e privacidade de dados no Fórum de Desenvolvimento da China.

Cook se junta à lista de executivos estrangeiros que participarão da conferência sobre internet, que inclui o executivo-chefe do Google, Sundar Pichai, o vice-presidente do Facebook, Vaughan Smith, o co-fundador e vice-presidente da LinkedIn, Allan Blue, e o vice-presidente executivo da Microsoft, Harry Shum, de acordo com o site da conferência. Fonte: Dow Jones Newswires