WhatsApp: já é possível migrar do iPhone para mais Androids

A novidade está disponível para aparelhos Pixel 6 e novos smartphones que venham com o Android 12 de fábrica

Depois de ter sido oficializada para aparelhos da Samsung, a migração do histórico de conversas da WhatsApp está sendo expandida para outros aparelhos — desta vez, para os smartphones Pixel e novos dispositivos lançados com o Android 12.

Conforme anunciado pelo Google, com a nova versão do sistema, é mais fácil transferir apps, mensagens, fotos, vídeos, contatos, calendários e muito mais de um iPhone para um dispositivo Android, e o Google trabalhou em parceria com o Facebook para trazer essa mesma facilidade ao mensageiro.

Para transferir os dados do WhatsApp de um iPhone para um Android, basta conectá-los via cabo (de Lightning para USB-C) e, quando solicitado durante a configuração do seu novo dispositivo Android, escanear o código QR no seu iPhone. O processo moverá todas as suas conversas e mídias para o novo aparelho.

Além disso, a transferência dos dados é segura e garante que o seu telefone antigo não receba novas mensagens enquanto a transferência estiver em andamento.

Um recurso de transferência similar já está disponível para smartphones Galaxy rodando o Android 10. Já o novo método está disponível para smartphones Pixel e em novos aparelhos que sejam lançados com o Android 12.

A função já estava em testes há um tempo. Agora, finalmente o processo de transferir dados do WhatsApp de um iPhone para o Android se tornou mais fácil.

já está em testes também, o processo inverso — para quem quiser migrar o WhatsApp de um Android para um iPhone. [MacMagazine]

Apple não tem interesse em mostradores de terceiros no Watch, sugere entrevista

Alan Dye e Stan Ng sentaram-se com a CNET para discutir algumas novidades sobre o Apple Watch Series 7

Apple Watch Series 7 foi lançado há algumas semanas e já está encontrando os pulsos dos seus primeiros compradores ao redor do mundo. Agora, como já é costume, executivos da Maçã vieram a público falar sobre as novidades do relógio e tratar de outros assuntos pertinentes ao dispositivo vestível da empresa.

Desta vez, a entrevista foi dada à CNET e os executivos responsáveis foram Alan Dye (vice-presidente de design de interface) e Stan Ng (vice-presidente de marketing de produto). De acordo com a dupla, a maior novidade do Apple Watch Series 7 — a tela maior — foi motivada por uma maior facilidade de leitura e interação com os elementos da interface, possibilitando aumentar o tamanho do texto exibido no painel e deixando o uso do relógio mais acessível.

Apesar disso, a Maçã continua acreditando que o Apple Watch não é um dispositivo de uso contínuo, como um iPhone, iPad ou Mac — seu verdadeiro propósito é ser uma tela para exibição de informações rápidas e comandos simples. As telas maiores, então, simplesmente transformam essas informações e ações em elementos mais fáceis e amigáveis. Segundo Ng:

Não estamos falando dos 30 minutos que você gasta olhando as redes sociais no seu telefone, ou a hora que você passa no seu Mac trabalhando no seu documento. O poder do Apple Watch está naquelas centenas de olhadinhas que você dá em um determinado dia e que podem fornecer a informação que você precisa naquele instante.

Obviamente, a ampliação das telas também permitiu à Apple adicionar alguns métodos de interação inéditos no relógio, como o teclado QuickPath. Segundo Dye, o teclado funciona apenas deslizando o dedo na tela porque não há espaço suficiente para designar teclas específicas — em vez disso, a inteligência artificial do dispositivo se encarrega de “entender” o que você está digitando somente com o deslizar do dedo.

A entrevista também serviu para questionar os executivos sobre o elefante na sala: por que, mesmo após sete anos e sete edições, a Maçã ainda não permite que desenvolvedores façam seus próprios mostradores para o Apple Watch nem tem planos de uma loja para distribuir essas criações. Segundo Dye, a questão é a consistência — e o fato de que o design dos mostradores é uma parte fundamental do Apple Watch.

Por mais crítico que seja o hardware no papel de distinguir o Apple Watch como o Apple Watch, nós pensamos que os mostradores também têm um papel importante nisso. Por isso nós somos tão cuidadosos em relação a isso ao longo dos anos — mesmo com uma grande variedade de mostradores [da Apple], todos eles têm elementos de design consistentes. Se você olhar bem, os ponteiros sempre são desenhados da mesma forma, mesmo aparecendo em cores diferentes. Nós achamos que chegamos a um equilíbrio bem interessante. Os mostradores em si oferecem várias possibilidades para usuários, e um template que eles podem usar para criar múltiplas complicações e transformar qualquer mostrador num mostrador único. E isso se transforma na interface, de certa forma, para seus aplicativos. [MacMagazine]

Facebook Papers: democracia do Brasil é classificada como assunto urgente

Consórcio de veículos jornalísticos americanos divulga pesquisas internas que mostram negligência da rede social com a segurança de usuários

As primeiras revelações de pesquisas internas da empresa de Mark Zuckeberg começaram em setembro com uma série de reportagens do Wall Street Journal

*Atualizado às 17h00 do dia 25 de outubro para incluir informações de novos documentos

As denúncias feitas contra o Facebook por Frances Haugen, ex-funcionária da empresa, ganharam nova dimensão na última sexta-feira, 22. Um consórcio chamado “The Facebook Papers”, formado por 17 veículos jornalísticos dos Estados Unidos, incluindo New York TimesCNN e Washington Post, começou a publicar detalhes de documentos vazados da companhia de Mark Zuckerberg

Os arquivos mostram que o Facebook foi alertado por funcionários sobre a disseminação de desinformação e discurso de ódio antes das eleições americanas de 2020 e também em países como a Índia. Além disso, pesquisas internas da empresa revelam que os algoritmos da plataforma impulsionam conteúdos de movimentos conspiratórios como o QAnon. Outro documento revela como o Facebook está lidando com as consequências de ferramentas que se tornaram o DNA da rede social, como o botão “curtir”. 

Os veículos jornalísticos tiveram acesso a documentos recebidos pelo Congresso americano, em grande maioria os materiais divulgados por Frances Haugen, que prestou depoimento no Senado dos Estados Unidos em 5 de outubro – na ocasião, a ex-funcionária expôs a lógica da empresa de valorizar o crescimento em detrimento da segurança dos usuários. Novos delatores, porém, estão surgindo: o Washington Post afirmou na sexta-feira que outro ex-funcionário do Facebook também enviou uma denúncia à Securities and Exchange Commission (SEC, na sigla em inglês), órgão regulador das empresas listadas em bolsa nos EUA.  

As primeiras revelações de pesquisas internas do Facebook começaram em setembro com uma série de reportagens do Wall Street Journal, que se basearam inicialmente nas revelações de Frances Haugen. O dossiê indicou que o Facebook aumenta o alcance de publicações de ódio, permite a circulação de conteúdos sobre tráfico humano e de drogas, trata celebridades e políticos com regras diferenciadas e não mantém o mesmo nível de moderação em países fora dos Estados Unidos. Também foram divulgados detalhes sobre o impacto do Instagram na saúde mental de crianças e adolescentes: estudos feitos pela própria empresa mostraram que 1 em cada 3 meninas que se sentiam mal com o próprio corpo ficavam ainda pior ao acessar o Instagram. O Facebook tem respondido às acusações nas últimas semanas dizendo que as pesquisas estão sendo mal-interpretadas. 

Abaixo, veja o que dizem os documentos divulgados pelo Facebook Papers. 

Observar o Brasil é prioridade para a empresa

Uma reportagem do site The Verge, publicada nesta segunda-feira, 25, mostrou que funcionários do Facebook criaram no final de 2019 uma classificação para diferentes países: Brasil, Índia e Estados Unidos foram colocados como a maior prioridade de monitoramento. Segundo o site, a rede social configurou “salas de guerra” para acompanhar a rede continuamente nesses locais e alertar os funcionários eleitorais de cada país sobre quaisquer problemas.

Alemanha, Indonésia, Irã, Israel e Itália foram colocados no segundo nível de observação – esses países receberiam recursos semelhantes, com exceção de alguns recursos para a aplicação das regras do Facebook e para alertas fora do período de eleições.

Facebook domina o mercado de redes sociais

Documentos revelados pelo Politico nesta segunda-feira, 25, mostram que o Facebook sabe que domina o mercado de redes sociais – o que pode complicar os argumentos da empresa em processos antitruste nos Estados Unidos. Segundo pesquisas internas da companhia, cerca de 78% dos adultos americanos e quase todos os adolescentes americanos usam os serviços da companhia de Mark Zuckerberg. Além disso, embora concorrentes como TikTok e Snap estejam fazendo sucesso com jovens de 13 a 17 anos, eles ficam atrás do Facebook e do Instagram em métricas fundamentais como compartilhamento e comunidade.

O papel de Mark Zuckerberg no crescimento a qualquer custo

O Washington Post publicou nesta segunda-feira, 25, uma reportagem sobre o papel de Mark Zuckerberg nas escolhas de valorização do crescimento do Facebook em detrimento da segurança dos usuários. O jornal mostrou que o fundador e presidente executivo da empresa teve de optar entre cumprir as exigências do Partido Comunista do Vietnã para censurar a oposição ou correr o risco de ficar offline em um dos mercados asiáticos mais lucrativos do Facebook. De acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto, Zuckerberg decidiu pessoalmente que o Facebook atenderia às exigências do governo vietnamita. Então, o Facebook aumentou significativamente a censura de postagens de oposição, dando ao governo controle quase total sobre a plataforma. 

Facebook luta contra os efeitos de ferramentas como o botão ‘curtir’

Publicada nesta segunda-feira, 25, uma reportagem do New York Times mostra como o Facebook está lidando com os efeitos de ferramentas da rede social. De acordo com documentos obtidos pelo jornal, pesquisadores do Facebook começaram em 2019 um estudo sobre o botão “curtir” para avaliar o que as pessoas fariam se o Facebook removesse as reações de postagens no Instagram. Os pesquisadores descobriram que os botões às vezes causavam “estresse e ansiedade” nos usuários mais jovens do Instagram, especialmente se as postagens não recebessem curtidas suficientes de amigos.

Além disso, em um memorando interno de agosto de 2019, vários pesquisadores da empresa disseram que foi a “mecânica do produto principal” do Facebook – ou seja, os fundamentos de como o produto funcionava – que permitiu que desinformação e discurso de ódio se espalhassem pela plataforma. “A mecânica da nossa plataforma não é neutra”, concluíram.

Facebook perdeu relevância entre as novas gerações 

De acordo com uma reportagem do The Verge publicada nesta segunda-feira, 25, uma pesquisa do Facebook realizada neste ano revelou que a quantidade de usuários adolescentes da plataforma nos EUA diminuiu 13% desde 2019 – além disso, o estudo mostra uma projeção de queda de 45% nos próximos dois anos, o que impactaria o dado de usuários ativos diariamente na rede social, uma métrica altamente usada para o mercado publicitário. A pesquisa mostra ainda que quanto mais jovem era o usuário, menos, em média, ele se envolvia regularmente com o aplicativo. 

Índia é a versão amplificada dos problemas do Facebook

Uma reportagem do New York Times publicada em 23 de outubro detalha os problemas do Facebook na Índia, que é o maior mercado da rede social. Documentos internos da empresa mostram a dificuldade em conter desinformação, discursos de ódio e violência no país. 

Segundo o jornal, em fevereiro de 2019, um pesquisador do Facebook criou uma nova conta na rede social para entender como é ser um usuário da plataforma no Estado de Querala, na Índia. Por três semanas, a conta seguiu todas as recomendações geradas pelos algoritmos do Facebook para ingressar em grupos, assistir a vídeos e explorar novas páginas no site. O resultado foi uma inundação de discursos de ódio e desinformação. 

Funcionários alertaram sobre problemas nas eleições americanas 

Outra reportagem do New York Times, publicada em 22 de outubro, detalha que funcionários do Facebook alertaram várias vezes a empresa sobre a disseminação de conteúdos com desinformação, discurso de ódio e conspiração sobre a votação antes das eleições americanas de novembro. Documentos obtidos pela reportagem mostram que, mesmo com os pedidos de ação, a companhia falhou ou relutou em resolver os problemas. 

Algoritmos do Facebook incentivam extremismos

Uma reportagem da NBC News, publicada em 22 de outubro, mostra que o Facebook sabe há muito tempo que seus algoritmos e sistemas de recomendação incentivam extremismos. 

Um relatório chamado “Carol’s Journey to QAnon” (Jornada de Carol ao QAnon, em tradução do inglês) detalha um experimento desenvolvido por um pesquisador do Facebook: foi criada uma conta fictícia de uma usuária chamada Carol Smith, descrita como uma mãe politicamente conservadora da cidade Wilmington, Carolina do Norte. A pesquisa mostra que, embora a pessoa imaginária nunca tenha expressado interesse em teorias da conspiração, em apenas dois dias o Facebook recomendou que ela participasse de grupos dedicados ao QAnon, movimento conspiratório criado pela extrema-direita americana pró-Trump. 

Reação tardia ao movimento ‘Stop the Steal’

Arquivos revelados pela CNN em 23 de outubro indicam que o Facebook estava “fundamentalmente despreparado” para conter o “Stop the Steal”, movimento que alegava que a eleição foi fraudada contra Trump e que desempenhou papel central no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro nos EUA. Com indicações de tempo, um documento mostra medidas que funcionários do Facebook estavam implementando tardiamente e revela que a empresa só realmente entrou em ação depois que o movimento se tornou violento.

Violência no ataque ao Capitólio

Washington Post divulgou em 22 de outubro arquivos com novos detalhes do papel do Facebook no fomento à invasão do Capitólio. A reportagem mostra mensagens trocadas internamente por funcionários do Facebook, questionando a responsabilidade da empresa no ataque. “Temos lido postagens [de despedida] de colegas de confiança, experientes e amados que escrevem que simplesmente não conseguem trabalhar para uma empresa que não faz mais para mitigar os efeitos negativos em sua plataforma”, teria escrito um dos funcionários. 

Algoritmo aumenta alcance de conteúdos de ódio

O primeiro pacote de documentos começou a ser revelado em setembro pelo Wall Street Journal. Um deles mostra que conteúdos que fomentam o ódio, a intolerância e até mesmo a desinformação tendem a viralizar mais do que outras postagens na rede social. 

Em 2018, a rede social de Mark Zuckerberg estava passando por uma queda no engajamento dos usuários, o que levou à criação de um mecanismo chamado “meaningful social interactions” (em tradução livre, algo como “interações sociais significativas”). Esse mecanismo cria um “score” e atribui às publicações pontos que variam de acordo com seu conteúdo. 

Nesse score, posts que geram engajamento de cunho “negativo” são privilegiados. Por exemplo, postagens com mais reações com emojis de “raiva” ou reclamações nos comentários ganhavam mais pontos do que as “neutras” ou positivas. Quanto mais pontos, maiores seriam as chances de o post aparecer no feed de outros usuários, ganhando, portanto, mais alcance. 

Instagram afeta a saúde mental de adolescentes 

Outro relatório interno da empresa divulgado pelo Wall Street Journal indica que o Instagram, aplicativo do Facebook, causa impacto na autoestima e saúde mental de adolescentes: uma pesquisa do Facebook realizada em março de 2020 apontou que ao menos 30% das meninas que usam Instagram se sentiam mal com o próprio corpo ou ficavam ainda piores depois de acessar a rede. Entre as últimas revelações, o impacto do app em adolescentes tem sido o tema mais debatido no Congresso americano

Lista VIP

Há também a informação de que a rede social teria um peso e duas medidas, dependendo do usuário, sobre como as regras do site são aplicadas. Os documentos revelam a existência de uma “lista VIP” de usuários que escapam das políticas e termos de uso das plataformas. Essas personalidades, que vão desde o ex-presidente americano Donald Trump até o jogador Neymar, contam com uma espécie de “passe livre” quando postam conteúdos que violam as políticas da empresa. 

Ou seja, as pessoas dessa lista estão sujeitas a um tipo mais brando de moderação no Facebook (que, em condições normais, poderia excluir imediatamente um post com conteúdo sensível ou até suspender temporariamente a conta). Além disso, as “regalias” da lista VIP incluíam alguns cuidados extras, como a possibilidade de receber um aviso particular do Facebook para deletar algum conteúdo antes que a plataforma pudesse fazê-lo. 

Tráficos humano e de drogas ‘escapam’

Também segundo o Wall Street Journal, moderadores do Facebook vinham acompanhando com preocupação o uso da rede social por traficantes de drogas e organizações criminosas envolvidas com o tráfico de pessoas ao redor do mundo. Embora esses conteúdos muitas vezes fossem interceptados por funcionários da empresa, o Facebook não conseguia eliminá-los completamente, diz o jornal.

Esse posicionamento permitiu, por exemplo, que um cartel mexicano de drogas recrutasse membros para uma facção criminosa ou que mulheres do leste europeu fossem submetidas a regimes análogos à escravidão em trabalhos de prostituição.

Violência contra minorias 

Outra revelação sobre a rede social mostrada pelo Wall Street Journal – e que ganhou ainda mais destaque com o depoimento de Frances Haugen no Senado americano – foi o papel do Facebook nas tensões políticas em países como Etiópia e Mianmar. 

No mês de junho, uma investigação da organização de direitos humanos Global Witness já havia apontado que os algoritmos do Facebook ajudaram a promover e incitar a violência em Mianmar, enquanto o país lidava com a tensão política do golpe militar que derrubou o governo eleito no início deste ano. Lá, quando um usuário curtia uma página de apoio aos militares do país, por exemplo, o próprio Facebook já recomendava ao usuário outras páginas com o mesmo teor, embora estas não necessariamente obedecessem às políticas de uso da rede, já que promoviam o ódio e a violência. 

Na Etiópia, que atualmente enfrenta uma guerra civil, a situação é parecida: os algoritmos do Facebook também são apontados como co-responsáveis pela escalada do discurso de ódio e a incitação à violência entre a população. 

iPod, 20 anos: um breve histórico do produto que mudou a Apple

Hoje, ele é quase só uma memória — mas sem ele, a Apple que temos hoje não existiria
MacMagazine

O primeiro iPod foi apresentado pela Apple em 23 de outubro de 2001. Steve Jobs decidiu investir no mercado da música, onde não havia grande concorrência.

Há exatos 20 anos, Steve Jobs subiu ao palco do auditório no campus de Infinite Loop para um evento pequeno, quase intimista, focado em música. O que sairia dali, por outro lado, seria inversamente proporcional à escala da keynote: foi naquele dia, que hoje completa duas décadas, que a Apple apresentou ao mundo o primeiro iPod.

Com o conceito simples, porém matador, de levar mil músicas no seu bolso, o iPod superou o ceticismo inicial — seus críticos acreditavam que um “mero MP3 player” estava abaixo do potencial da Apple e de Steve Jobs, como bem relembrou esse artigo do MacRumors — e tornou-se, junto do iMac G3, um dos símbolos do renascimento da Apple na segunda era de Jobs no comando da empresa. De certa forma, se a Maçã de hoje é uma das maiores empresas do mundo, o iPod é um dos principais responsáveis por isso.

iPod
O iPod de primeira geração

Obviamente, o iPod não era um MP3 player qualquer. A simplicidade da sua interface era inigualável à época, e a integração do dispositivo com a iTunes Store — uma revolução por si só para a indústria fonográfica — permitia que, pela primeira vez, usuários tivessem uma forma simples de adquirir músicas digitalmente num ambiente centralizado, seguro e fácil de usar.

Antiga imagem de iPods e da iTunes Store

Também vale uma menção o advento da Click Wheel — ou, nas versões iniciais do produto, a scroll wheel, que girava fisicamente. O próprio Jobs, na apresentação do iPhone alguns anos depois, reconheceu a tecnologia como um dos métodos de interação eletrônica fundamentais introduzidos pela Apple: além da Click Wheel, teríamos também o mouse do Macintosh original e o controle multi-toque do iPhone.

A essa altura, é chover no molhado dizer que o iPod virou um elemento gravado a laser na cultura pop. A imagem dos fones brancos virou um símbolo de status, e as campanhas da Apple — como as memoráveis propagandas com as silhuetas — entraram no imaginário popular e tornaram-se parte indistinguível da “cara” deste então incipiente século XXI.

Aliás, há alguns dias vimos o lançamento dos AirPods de terceira geração — e não é que seu comercial tem um pouco dessa pegada?https://www.youtube.com/embed/vQkEVgGeYa8?feature=oembed

A partir do iPod original, uma linha completa de produtos nasceu: o “flagship” da linha passou por diversas mutações, tornando-se o iPod photo quando ganhou uma tela colorida de maior definição, o iPod video quando passou a reproduzir vídeos e o iPod classic na reta final da sua vida.

Os iPods mini e nano foram versões menores (e ultrapopulares) desta receita, responsáveis por popularizar o armazenamento em flash em dispositivos móveis, enquanto o iPod shuffle inovou ao priorizar a aleatoriedade da vida — e das músicas — num dispositivo sem tela e extremamente acessível.

iPods

Hoje, a família sobrevive por aparelhos somente com o iPod touch — que, apesar do nome, pode ser melhor descrito como um iPhone sem capacidades celulares. O espírito original dos iPods pode ter ficado para trás — a categoria foi engolida pela revolução dos smartphones, junto a tantas outras —, mas sua atitude, sua irreverência e seu caráter icônico permanecem nos nossos corações.

Nesse sentido, vale ler essa entrevista de Tony Fadell, um dos criadores do iPod, com a CNET. Segundo Fadell, que foi contratado por Jobs inicialmente para um simples “cargo de consultoria”, a trajetória de desenvolvimento do dispositivo foi tortuosa e extremamente arriscada — nem mesmo Jobs estava inicialmente convencido de que um dispositivo do tipo daria certo, e só concordou com as ideias de Fadell após semanas de reuniões.

Tivemos muitos momentos de “caramba, será que isso vai funcionar?”. Nós realmente não sabíamos. […] O trabalho era sem parar, sete dias por semana.

A entrevista toca ainda sobre os anos seguintes de desenvolvimento do iPod e alguns dos seus momentos-chave, como o acordo da Apple com o U2 para a criação de uma edição especial do dispositivo, e sobre os anos de Fadell pós-Apple. Segundo o executivo, ele ainda usa seu iPod de vez em quando — segundo Fadell, ele é uma “excelente mixtape” da música do início dos anos 2000.

Quem por aí ainda tem um iPod para chamar de seu? Deixem suas memórias, suas homenagens e suas considerações logo abaixo. Eis aqui a minha contribuição — um já alquebrado (mas ainda funcional!) iPod shuffle de 2005, herdado de um amigo e que me acompanhou por tantos momentos ao longo dos últimos anos.

iPod Shuffle

Vida longa ao iPod!

Vale a pena pagar por VPN? Veja opções para se proteger na internet

Muitos dos serviços de VPN mais famosos são menos confiáveis hoje do que eram no passado, porque foram comprados por empresas maiores com históricos duvidosos
Por Brian X. Chen – The New York Times

As pessoas que se beneficiam de uma VPN são aquelas que trabalham em áreas de alto risco e que podem ser alvos

Por mais de uma década, os especialistas em segurança recomendaram usar uma rede privada virtual (VPN, na sigla em inglês) para proteger seu tráfego na internet de pessoas mal intencionadas tentando bisbilhotar sua vida. Mas, assim como os gadgets ficam desatualizados, o mesmo acontece com alguns conselhos sobre tecnologia.

Estou cansado de pagar por VPN, um serviço que alega proteger sua privacidade quando você está conectado a uma rede de Wi-Fi pública em uma cafeteria, aeroporto ou hotel. A realidade é que a segurança da internet melhorou tanto nos últimos anos que os serviços de VPN, que cobram mensalidades tão caras quanto as da Netflix, oferecem proteção supérflua para a maioria das pessoas preocupadas com a privacidade, segundo alguns pesquisadores de segurança.

Muitos dos serviços de VPN mais famosos são menos confiáveis hoje do que eram no passado, porque foram comprados por empresas maiores com históricos duvidosos. Isso é a gota d’água quando se trata de usar um serviço de VPN, que intercepta nosso tráfego na Internet. Se você não pode confiar em um produto que afirma proteger sua privacidade, de que adianta tê-lo?

“Confiar nessas pessoas é realmente crucial”, disse Matthew Green, cientista da computação que estuda criptografia, a respeito dos provedores de VPN. “Não há um modo adequado de saber o que eles estão fazendo com seus dados, sobre os quais eles têm muito controle.”

Aprendi isso por experiência própria. Durante vários anos, assinei um serviço de VPN famoso chamado Private Internet Access. Em 2019, vi a notícia de que o serviço tinha sido adquirido pela Kape Technologies, empresa de segurança de Londres. O antigo nome da Kape era Crossrider, uma empresa que tinha sido criticada por pesquisadores do Google e da Universidade da Califórnia por desenvolver malware.  Cancelei imediatamente minha assinatura.

Nos últimos cinco anos, a Kape também comprou vários outros serviços de VPN famosos, entre eles o CyberGhost VPN, o Zenmate e, no mês passado, o ExpressVPN, em um acordo no valor de US$ 936 milhões. Este ano, a Kape ainda comprou um grupo de sites de análise de VPN que concede as melhores avaliações aos serviços de VPN que a empresa possui.

Uma porta-voz da Kape disse que a Crossrider, que há muito deixou de operar, era uma plataforma de desenvolvimento que foi mal utilizada por aqueles que distribuíam malware. Ela disse que os sites de análise de VPN da Kape mantinham seus padrões editoriais independentes.

“Isso meio que abre um precedente preocupante do ponto de vista do consumidor”, disse Sven Taylor, fundador do blog de tecnologia Restore Privacy. “Como o usuário comum procura na internet informações sobre o produto, será que ele vai ter conhecimento de que aquilo que está lendo pode ter sido escrito pela mesma empresa que é dona do produto final?”

Uma ressalva: as VPNs ainda são ótimas para alguns usos, como em países autoritários, onde os cidadãos usam a tecnologia para fazer parecer que estão usando a internet em outros lugares. Isso ajuda a dar a eles acesso ao conteúdo online que normalmente não podem ver.  Mas, como ferramenta de privacidade convencional, não é mais uma solução ideal.

Isso me fez cair em uma confusa busca por alternativas para não pagar por uma VPN. Acabei usando algumas ferramentas da internet para criar minha própria rede privada gratuitamente, o que não foi fácil. Mas também aprendi que muitos usuários podem nem mesmo precisar mais de uma VPN.

Abaixo, explico o que você precisa saber.

O que mudou em relação às VPNs

Há bem pouco tempo, a maioria dos sites não tinha mecanismos de segurança para impedir que pessoas mal intencionadas espionassem o que as outras estavam fazendo ao navegar na internet, o que abriu portas para o sequestro dos dados delas. Isso ajudou os serviços de VPN a se tornarem um produto de segurança indispensável. Os provedores de VPN se ofereciam para ajudar a camuflar as informações de navegação das pessoas, criando um túnel criptografado em seus servidores, através do qual passava todo o tráfego online.

Mas, nos últimos cinco anos, a internet passou por mudanças imensas. Muitos defensores da privacidade e empresas de tecnologia pressionaram os desenvolvedores para reescreverem seus sites para oferecer suporte a HTTPS, um protocolo de segurança que criptografa o tráfego e resolve a maioria dos problemas já mencionados.

Você provavelmente já viu o símbolo do cadeado na barra de endereços de seu navegador. Um cadeado trancado indica que um site está usando HTTPS; já um aberto, significa que não está e, portanto, é mais suscetível a ataques. Hoje em dia, é raro se deparar com um site que exiba um cadeado destrancado; 95% dos 1.000 principais sites atualmente são criptografados com HTTPS, de acordo com o W3Techs, site que compila dados sobre tecnologias da web.

Isso significa que as VPNs não são mais uma ferramenta indispensável quando a maioria das pessoas navega na internet em uma rede Wi-Fi pública, disse Dan Guido, CEO da Trail of Bits, empresa de segurança cibernética.

“É muito difícil encontrar casos em que as pessoas foram prejudicadas por se conectarem no Wi-Fi do aeroporto, da cafeteria ou do hotel”, disse ele. Atualmente, acrescentou ele, as pessoas que se beneficiam de uma VPN são aquelas que trabalham em áreas de alto risco e que podem ser alvos, como jornalistas que se correspondem com fontes confidenciais e executivos de negócios que carregam segredos comerciais durante viagens ao exterior.

Alternativas Simples

Então o que fazer? Felizmente, a maioria de nós pode se proteger online com medidas básicas que, ao contrário dos serviços de VPN, são gratuitas, disse Guido.

Vale ressaltar que as pessoas devem manter o software de seus dispositivos e navegadores atualizados porque as novas atualizações incluem proteções de segurança contra as vulnerabilidades mais recentes, afirmou.

Outra medida importante é configurar suas contas online com verificação em duas etapas, o que exige duas formas de autenticação de sua identidade antes de permitir que se faça login. Essa proteção pode ajudar a impedir que invasores tenham acesso aos seus dados se conseguirem suas senhas.

Para aqueles que ainda preferem não navegar usando uma rede Wi-Fi pública, existe uma solução fácil presente na maioria dos smartphones. Usar seu dispositivo como roteador de Wi-Fi, um recurso para compartilhar a conexão de dados de um smartphone com outros dispositivos, como seu computador, que pode ser ativado nas configurações do telefone. Muitas operadoras não cobram taxa extra para usar este recurso, embora utilizá-lo implique em uma redução na cota mensal de dados em seu plano.

Como criar sua própria VPN

Algumas pessoas (inclusive eu) ainda se beneficiam do uso de VPN, e nem todos os provedores são ruins.

O Wirecutter, site do New York Times que testa produtos, recomenda alguns que ainda são confiáveis. Mas se sua próxima VPN for comprada por uma empresa maior, você terá que verificar a confiabilidade dela outra vez. Estou cansado de apanhar, então criei meu próprio serviço de rede privada.

Recorri ao Algo VPN, uma ferramenta gratuita desenvolvida por Guido, que constrói automaticamente um serviço de VPN na nuvem, protegendo a minha atividade de navegação ao me permitir criar um túnel virtual em um servidor externo para a passagem do meu tráfego de internet.

Seguindo as instruções listadas no site do projeto Algo VPN, configurei um serviço na nuvem onde minha VPN estaria localizada na plataforma de computação em nuvem da Amazon, um provedor respeitável e amplamente confiável. Os demais passos envolveram a instalação de alguns scripts em meu computador e a digitação de comandos para gerar minha VPN.

Após cerca de uma hora, configurei uma VPN que funcionou perfeitamente. A melhor parte? Além de ser gratuita, não preciso mais me preocupar se quem oferece o serviço é confiável, pois quem opera a tecnologia sou eu. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Apple atualiza regras de pagamento da App Store

Desenvolvedores poderão contatar consumidores para tratar de métodos alternativos de pagamento

Logomarca da Apple em branco sobre fundo preto
Logotipo da Apple é visto em loja da marca no The Marche Saint Germain, em Paris – Gonzalo Fuentes/Reuters

SAN FRANCISCO | AFP – A Apple atualizou as regras da App Store para permitir que os desenvolvedores entrem em contato diretamente com os usuários para obter os pagamentos, como parte de um acordo legal com empresas que questionam o controle rígido que a empresa exerce sobre a loja.

Com as novas normas da App Store, os desenvolvedores podem contactar a partir de agora os consumidores diretamente sobre métodos de pagamento alternativos, sem passar pela comissão da Apple de 15% a 30%.

Também poderão solicitar aos usuários informações básicas, como nomes e e-mails, “desde que o pedido seja opcional”, informou a fabricante do iPhone.

A Apple propôs as mudanças em agosto, em um acordo legal com pequenos desenvolvedores de aplicativos.

Mas é pouco provável que a concessão agrade empresas como a Epic Games, que criou o “Fortnite”, com a qual a Apple mantém uma longa disputa por sua política de pagamentos.

A Epic iniciou um processo com o objetivo de romper o controle da Apple na App Store, acusando a gigante americana de operar um monopólio em sua loja de bens e serviços digitais.

Em setembro, um juiz ordenou que a Apple flexibilizasse o controle das opções de pagamento da App Store, mas considerou que a Epic não conseguiu provar as violações à lei antimonopólio.

As duas partes apresentaram recursos de apelação.

Para a Epic e outros desenvolvedores, a capacidade de redirecionar os clientes para um método de pagamento fora do aplicativo não é suficiente: desejam que os jogadores possam pagar diretamente, sem a necessidade de sair do jogo.

A Apple também enfrenta investigações nos Estados Unidos e Europa por acusações de abuso de posição dominante.

TikTok, YouTube e Snap terão de depor sobre segurança de crianças após crise no Facebook

Audiência marcada para a próxima terça-feira será um desdobramento de uma pressão contra o Facebook que ganhou força nos últimos meses

Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, tornou públicos documentos que mostram que a empresa estava ciente do impacto da plataforma no bem-estar de jovens

Os debates no Congresso americano que colocaram o Facebook contra a parede desde o final de setembro vão avançar agora para outras empresas de tecnologia. Executivos do YouTube, do TikTok e da Snap (dona do Snapchat) foram convocados para depor no Senado dos EUA na próxima terça-feira, 26, e responder como as plataformas protegem crianças e adolescentes. 

A audiência será um desdobramento de uma pressão contra o Facebook que ganhou força nos últimos meses: Frances Haugen, ex-funcionária da empresa de Mark Zuckerberg, tornou públicos documentos que mostram, entre outras coisas, que o Facebook estava ciente do impacto da plataforma no bem-estar de jovens, mas não tomou medidas para conter os danos – uma das pesquisas conduzidas pela própria empresa diz que 1 em cada 3 meninas que se sentiam mal com o próprio corpo ficavam ainda pior ao acessar o Instagram.

Após as revelações, Antigone Davis, diretora de segurança do Facebook, prestou depoimento ao governo americano sobre o assunto no dia 30 de setembro – Frances também participou de uma audiência em outubro

“Revelações recentes sobre danos a crianças online mostram que as Big Techs estão enfrentando seu momento Big Tobacco, de ajuste de contas”, afirmou o senador Richard Blumenthal, presidente do Subcomitê de Proteção ao Consumidor. “Precisamos entender o impacto de plataformas populares como Snapchat, TikTok e YouTube nas crianças e o que as empresas podem fazer melhor para mantê-las seguras.”

Participarão da audiência os executivos de políticas públicas de cada empresa: Jennifer Stout (Snap), Michael Beckerman (TikTok) e Leslie Miller (YouTube). 

Antigone Davis, do Facebook, usou a última fala do seu depoimento em setembro para reforçar a necessidade de outras plataformas, como TikTok e YouTube, participarem do debate de proteção de crianças.

Escassez de estoques ameaça trimestre histórico da Apple

Vai comprar um produto da Maçã neste fim de ano? Prepare-se para esperar

iPhones 13Apple Watch Series 7Novo iPad miniAté o escandaloso paninho de polimento de R$220. Se você tem como objetivo comprar um dos novos produtos da Apple neste fim de ano, provavelmente há de se deparar com alguns problemas bem chatinhos: estoques vacilantesprazos de envio dilatados e dificuldade para encontrar o modelo que você quer nas lojas.

Pois segundo o repórter Mark Gurman, da Bloomberg, a crise generalizada de estoques entre os produtos da Maçã pode ameaçar aquele que seria o trimestre mais bem-sucedido da empresa em vendas.

De acordo com estimativas de analistas, a empresa teria potencial de gerar uma receita quase US$120 bilhões com as vendas de produtos no último trimestre de 2021, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Para se ter uma ideia, o número seria superior à receita de vendas trimestrais de quatro gigantes combinadas: Best BuyCostcoDisney e Target.

As razões para as expectativas altíssimas são variadas: segundo analistas, vários produtos da Apple — como o iPhone, o MacBook Pro e o Apple Watch — estão numa fase de “superciclo”, isto é, quando um número maior que o comum de consumidores usuais, estimulados por novidades das linhas recém-lançadas, troca seus aparelhos por modelos novos. Além disso, a demanda reprimida durante a pandemia também seria um catalisador desse trimestre potencialmente recordista.

O problema é que esses mesmos fatores que catapultariam as vendas da Apple são parte do problema. A alta demanda pelos novos produtos da Maçã, combinada com a crise dos chips e os problemas de fornecimento ainda decorrentes da pandemia, tem causado problemas no ritmo de produção das parceiras da empresa; muitas delas simplesmente não conseguem montar produtos suficientes para manter todas as linhas em estoque regular.

Vale notar que o problema não se resume à Apple: o Google já está enfrentando problemas de escassez com o recém-lançado smartphone Pixel 6, enquanto a Amazon adiou o lançamento de novos dispositivos por conta dos problemas de produção. A Sony, por sua vez, tem dificuldades em manter o PlayStation 5 em estoque há mais de um ano. Outros setores, como o alimentício e o de veículos, passam por crises semelhantes.

Apesar do cenário incerto, analistas acreditam que, por conta do seu poder de mercado e influência sobre as fornecedoras, a Apple — mais do que suas concorrentes — tem capacidade de administrar os problemas de produção e mitigar a crise. Um sinal positivo foi a confiança da empresa de lançar tantos produtos (iPhone, iPad mini, Apple Watch, MacBook Pro, AirPods etc.) num período tão curto de tempo.

Vejamos, portanto, o que os próximos meses trarão. Daqui a uma semana exata, conheceremos os resultados financeiros do quarto trimestre fiscal de 2021 da Apple — mas esse ao qual nos referimos acima é o primeiro trimestre fiscal de 2022, que compreende as vendas de outubro a dezembro.

Windows 11: novo sistema começa a receber integração com apps Android

Recurso poderá ser testado apenas nos Estados Unidos, em aparelhos com processadores Intel, AMD ou Qualcomm

Amazon Appstore será integrada à Microsoft Store para exibir aplicativos Android no sistema

A versão de testes do Windows 11, novo sistema operacional da Microsoft, começou a receber nesta quarta-feira, 20, suporte para aplicativos Android. Os apps serão distribuídos por meio de uma parceria com a Amazon Appstore, loja de aplicativos da varejista americana. 

O recurso poderá ser testado apenas nos Estados Unidos, em aparelhos com processadores Intel, AMD ou Qualcomm. Ainda não há previsão para a função chegar ao Brasil. 

A Amazon Appstore será integrada à Microsoft Store – os aplicativos Android poderão ser executados ao lado de outros aplicativos do Windows. Inicialmente, serão disponibilizados 50 apps de Android para a distribuição no sistema, incluindo games, programas educacionais e o aplicativo do Kindle. 

O Windows 11 foi oficialmente lançado no dia 5 de outubro. Com instalação gratuita (que ocorrerá de maneira gradual para todos os usuários), a nova atualização traz mudanças como uma nova barra de ferramentas e integração com os aplicativos corporativos Teams. Nas aparências, o Windows 11 segue o padrão da interface gráfica do sistema anterior, o Windows 10. Ao contrário deste, no entanto, o novo sistema traz os tradicionais botão e o menu Iniciar centralizados na tela, e não posicionados à esquerda.