Gordofobia: Instagram muda regras sobre exibição de seios após protesto

Imagens em que mulheres gordas apareciam cobrindo os seios eram derrubadas pela rede, mas mesma cena com magras era mantida; influenciadora iniciou campanha e protocolo será alterado a partir desta quarta
Constança Tatsch

A influenciadora digital do Reino Unido, Nyome Nicholas-Williams Foto: Reprodução Instagram

O Instagram vai mudar a partir dessa quarta-feira (28) sua política sobre exibição parcial de seios depois que uma influenciadora digital plus size do Reino Unido iniciou uma campanha dizendo que suas fotos eram derrubadas, enquanto o mesmo não ocorria com imagens semelhantes de mulheres magras.

Em julho, a modelo Nyome Nicholas-Williams postou uma foto sua, feita pela fotógrafa Alexandra Cameron, em que aparecia segurando e cobrindo parcialmente os seios, numa pose comum em fotos artísticas femininas. Mas a imagem foi removida pela rede social pois iria contra suas regras de nudez e pornografia.  

“Milhões de fotos de mulheres brancas e magras nuas podem ser encontradas no Instagram todos os dias, mas uma negra gorda celebrando seu corpo está proibida? Foi chocante para mim. Eu sinto que estou sendo silenciada”, reagiu Williams.  

Foi o início da campanha #iwanttoseenyome, que acabou levando a rede a rever as políticas. Um abaixo assinado on-line chamado “Instagram pare de censurar mulheres negras gordas” reuniu mais de 22 mil assinaturas. Nesta segunda-feira (26), a decisão está sendo celebrada por pessoas plus size e de movimentos body positive (que buscam aceitação de corpos considerados fora do padrão). 

“No dia 28 de outubro vai haver uma mudança nas políticas oficiais que deve ajudar diretamente para que imagens de mulheres plus size deixem de ser removidas por serem consideradas inapropriadas ou de conteúdo sexual”, afirmou a fotógrafa Cameron em sua conta. “Tem sido maravilhoso ver as fotos que eu fiz serem reintegradas, imagens das quais tenho tanto orgulho e que representam um grupo de pessoas que frequentemente é silenciado ou censurado.”

O Instagram afirma que o caso da influenciadora realmente serviu como incentivo para revisão de suas políticas sobre imagens que mostrem, ainda que parcialmente, os seios. O problema estava em diferenciar imagens em que os seios eram cobertos ou segurados pelas mãos de ações como apertar ou puxar, relacionadas à pornografia. 

Agora, a orientação para avaliação de conteúdo, tanto da tecnologia quanto para a revisão humana, é manter fotos em que a mulher esteja abraçando, segurando, acariciando ou cobrindo os seios. Para estabelecer o limite, por exemplo, os dedos das mãos não devem estar dobrados (o que relacionaria ao ato de agarrar). Quando houver dúvida, o conteúdo deve ser mantido.

“O Instagram está atualizando as políticas para evitar que imagens de corpos gordos e maiores sejam removidas erroneamente, com a ajuda de diversos especialistas e criadores da comunidade de Body Positive ao redor do mundo. Imagens ou vídeos de seios sendo apertados não são permitidos no Instagram, pois isso costuma ser comumente associado a conteúdo pornográfico. Sabemos, no entanto, que a aplicação desta política específica pode levar a erros, especialmente com relação à comunidade de Body Positive e corpos gordos e maiores”, afirmou a rede.

O Instagram nega que a questão seja racial. Segundo a comunicação, o problema estava apenas relacionado a mulheres plus size, em que apareceria mais pele na imagem. 

O que o fracasso do Quibi significa para o streaming e as mudanças na HBO e na Netflix

O que é o Quibi? Nem Meg Whitman conseguiu explicar (Foto: Steve Marcus/Reuters)

Uma das palestras mais concorridas no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade do ano passado foi a comandada pelos executivos Jeffrey Katzenberg e Meg Whitman – ele, cofundador da Dreamworks; ela, ex-presidente da HP. Os dois uniram forças em um projeto que prometia revolucionar o mundo do consumo de conteúdo: o Quibi. A startup recebeu o apoio de marcas gigantes, como Pepsico, Google, P&G, Walmart e AB InBev durante o festival. Mas revelou-se o primeiro grande fracasso da febre do streaming que tomou conta do setor de entretenimento nos últimos anos.

Mas o que pode explicar um erro de cálculo tão retumbante? Após 18 meses de preparação, o Quibi foi lançado em abril. Na semana passada, seis meses depois do lançamento, anunciou que deixaria de existir, porque seu modelo de negócios não parava em pé.

Desde o “dia um” o serviço mostrou números pouco animadores. E parte da culpa pode ser colocada na pandemia. Especializada em vídeos de até dez minutos – disponíveis apenas para smartphones, enquanto as pessoas se deslocavam –, a companhia chegou em um momento em que os consumidores não podiam sair de casa e tinham tempo para consumir conteúdos longos.

A pandemia pode ter contribuído para o ocaso do Quibi, mas, segundo várias fontes, não foi a única. O serviço chegou a angariar quase 2 milhões de usuários. Porém, após o período de teste, 90% das pessoas desistiram da proposta.

Além disso, Katzenberg e Whitman não levaram em conta outra tendência do e streaming: a propriedade do conteúdo. O Quibi atraiu talentos como Steven Spielberg e Kevin Hart, mas licenciava suas séries. E, no fim das contas, a tese de negócios era frágil: será que, realmente, as pessoas queriam ver vídeos curtinhos, como no YouTube, e pagar por isso (US$ 8 na versão sem publicidade e US$ 5, na com comerciais)?

Cortes

O Quibi pode ter tomado a medida mais radical ao encerrar suas operações, para estancar a sangria de investidores que aportaram US$ 1,7 bilhão no app, mas não é o único serviço de conteúdo a cortar custos neste momento. Dos dois maiores provedores de conteúdo no setor – Netflix e WarnerMedia, dona do HBO Max – reduziram estruturas e cargos executivos nas últimas semanas.

A Netflix, aliás, teve um raro momento negativo na semana passada, quando viu suas ações caírem ao anunciar que adicionou 2,2 milhões de novos usuários no mundo no terceiro trimestre – resultado abaixo das expectativas de analistas, que projetavam 3,4 milhões. Hoje, a Netflix tem 195,2 milhões de usuários globalmente.

WarnerMedia demitiu vários executivos, cortando diversas posições no topo da organização. O HBO Max, serviço de streaming lançado em maio, atingiu 28,7 milhões de usuários nos EUA, segundo o The Hollywood Reporter.

Contando os clientes da HBO que ainda não ativaram o serviço, o total de assinantes é de 38 milhões no País, superior à meta de 36 milhões inicialmente estabelecida para o ano. Analistas disseram que o resultado é positivo, mas não extraordinário. O total de usuários da HBO (cabo e streaming) é de 57 milhões em todo o mundo.

E a competição na arena do streaming não para de crescer. Após ser lançada com êxito nos EUA e na Europa, onde já acumula 60 milhões de usuários, a Disney+ chega ao País no próximo dia 17. Outro serviço de streaming, o Pluto, desembarca aqui em dezembro. Nessa arena competem ainda Starz, Paramount+ e MGM, além de outra gigante, a Amazon.

Em um cenário em que será preciso disputar o bolso do consumidor, a morte do Quibi, idealizado por dois gigantes do mundo corporativo e festejado antes de seu lançamento, é um sinal de alerta. Mostra que mesmo os mais poderosos podem errar e ficar pelo caminho. [Fernando Scheller]

Em isolamento, idosos sozinhos em casa ‘adotam’ robôs de estimação

À medida que os idosos ficam isolados de seus entes queridos durante a pandemia, alguns estão se voltando para animais automatizados como companhia
Paula Span, The New York Times – Life/Style

Um robô PARO em uma casa de repouso em Amsterdã. Foto: Ilvy Njiokiktjien/The New York Times

Quando Linda Spangler perguntou à mãe, durante uma chamada de vídeo, que presente ela gostaria de ganhar em seu aniversário de 92 anos, a resposta foi imediata. “Gostaria de um cachorro. O Wolfgang morreu?”, perguntou Charlene Spangler. Wolfgang, o dachshund da família, morreu há muitos anos, assim como todos os seus sucessores.

Charlene Spangler, que vive em uma casa para pessoas com demência, em Oakland, na Califórnia, não consegue se lembrar direito dessa história. Sua filha, que é médica, considerou realizar o desejo da mãe. Antes que os visitantes fossem proibidos de frequentar a residência devido à pandemia da covid-19, Linda Spangler via a mãe dia sim, dia não, e muitas vezes a levava na cadeira de rodas até o Lago Merritt para ver os patos e brincar com os cachorros.

Na instituição em que vive, Charlene Spangler fazia as refeições com muitos outros moradores, participava de aulas de arte e assistia a apresentações de músicos visitantes. Agora, as atividades e refeições coletivas foram interrompidas. Além de uma visita rápida no lobby, ela não vê a filha pessoalmente há seis meses; as duas se comunicam por meio de chamadas de vídeo de 15 minutos, quando os funcionários conseguem se organizar.

“Ela ficou mais isolada no quarto e tem saudade de ter um cachorro“, disse Linda Spangler. Sabendo que a mãe não conseguiria cuidar de um animal de estimação, mesmo que a instituição permitisse, Linda Spangler procurou na internet pelos robôs de estimação de que tinha ouvido falar.

Encontrou um cachorrinho peludo com sensores que lhe permitem arfar, latir, balançar o rabo, cochilar e acordar; o usuário pode até sentir as batidas simuladas do coração. Impossibilitada de entregá-lo pessoalmente, ela pediu a um funcionário que o levasse para dentro.

Mais tarde, em uma chamada de vídeo, Linda Spangler soube que a mãe havia batizado o cachorro-robô de Dumbo. Esses dispostitivos apareceram pela primeira vez em lares para idososnos Estados Unidos há muitos anos. Uma empresa japonesa começou a distribuir um bebê foca animatrônico chamado Paro em 2009, e a Hasbro começou a vender gatos robóticos em 2015.

Mas o isolamento causado pelo coronavírus – não apenas em asilos, mas também entre os idosos que vivem sozinhos em casa – intensificou o interesse por esses produtos e as vendas aumentaram, de acordo com executivos do setor. As circunstâncias também levaram a um crescimento na alocação de recursos públicos para a compra desses produtos. Muito antes da pandemia, a solidão e o isolamento social já eram reconhecidos como problemas de saúde pública entre as pessoas da terceira idade, ligados a um declínio sensível na saúde física e mental.

Agora, o risco de contrair doenças graves, causado pelo coronavírus, afastou muitos idosos do estímulo e do conforto das visitas pessoais, dos eventos culturais, do voluntariado e até mesmo das idas ao mercado. O isolamento é uma ameaça especialmente grave para pessoas com demência, que têm mais dificuldade de realizar atividades de lazer e comunicação pela internet.

“A covid-19 criou um mundo bizarro em que ninguém mais pode se abraçar. A ideia de ter um animal de estimação que você pode pegar no colo – uma experiência tátil – alivia um pouco esse problema”, explicou Laurie Orlov, experiente analista do setor e fundadora da newsletter “Aging and Health Technology Watch” (Observatório de tecnologias de saúde e envelhecimento).

Devido, em parte, ao preço – US$ 6.120 –, o Paro (cujo nome soa como o termo japonês para “robô pessoal”) foi adotado principalmente por instituições como hospitais, asilos e casas de repouso. Como a FDA (agência responsável pelo controle de alimentos e remédios nos EUA) classifica o robô como um aparelho de biofeedback, o sistema público de saúde dos EUA cobre a compra e o uso dos robôs por parte dos terapeutas.

“Desde o início da pandemia, o interesse aumentou muito”, disse Tom Turner, gerente geral da Paro Robots U.S., que vende cerca de 50 focas robóticas por ano, mas espera um crescimento significativo nas vendas à medida que a cobertura dos planos de saúde se amplia. Os pesquisadores relataram os benefícios da interação com o Paro, embora os estudos geralmente tenham sido pequenos e de curta duração.

Em instituições no Texas e no Kansas, por exemplo, os pesquisadores acompanharam 61 idosos com demência, que realizaram sessões em grupo de 20 minutos com o Paro três vezes por semana durante três meses. Os estudiosos revelaram uma queda nos níveis de estresse e ansiedade, levando a uma diminuição nos problemas de comportamento e no uso de remédios para a dor.

A Front Porch, uma empresa sem fins lucrativos que oferece moradia para idosos, comprou vários Paros em 2015 e registrou seus efeitos por meio de cerca de 900 pesquisas que relatavam as interações com os moradores. Ao longo de seis meses, os funcionários informaram que os robôs – que ganharam nomes e, em dias festivos, fantasias especiais – ajudaram a acalmar os moradores, a ampliar seu comportamento social e a melhorar o humor e o apetite.

Mais recentemente, pesquisadores começaram a analisar o uso de robôs de estimação fora dos ambientes institucionais, com idosos que vivem sozinhos em casa. O mais interessante é a marca Joy For All, vendida pela Ageless Innovation, criada com base no robô da Hasbro e disponível nos EUA em lojas como o Walmart e a Best Buy por cerca de US$ 120.

Um dos maiores estudos sobre o tema, patrocinado pela United HealthCare e pela AARP, distribuiu robôs Joy for All gratuitamente para 271 idosos que vivem sozinhos. Todos os idosos sofriam com a solidão, de acordo com os questionários. “Depois de 30 e de 60 dias, houve melhora no bem-estar mental, no senso de propósito e no otimismo”, observou Charlotte Yeh, diretora médica da subsidiária comercial da AARP e uma das autoras do estudo.

A pesquisa também revelou uma “redução na solidão”, de acordo com Yeh, embora os questionários mostrassem que os participantes continuavam sozinhos. De posse dessas informações, a Ageless Innovation passou a oferecer robôs com desconto para agências do Estado que trabalham com idosos. (Os robôs Joy for All e Paro podem ser desinfetados para evitar a transmissão do vírus, de acordo com as empresas.)

O estado de Nova York encomendou e distribuiu 1.100 robôs de estimação depois que um estudo piloto revelou que os participantes se sentiam menos isolados e solitários. “As famílias me enviavam notas de agradecimento”, comentou Becky Preve, diretora executiva da Associação do Envelhecimento de Nova York. A Flórida comprou 375 robôs. A Ageless Innovation informou que uma dúzia de estados encomendou, ao todo, seis mil aparelhos.

Isso, porém, é pouco em comparação com o potencial de vendas, caso os planos Medicare Advantage, oferecidos por empresas privadas, concordem em pagar pelos robôs de estimação. Um plano de saúde já cobre o custo do robô – a HealthPartners, na região Centro-Oeste dos EUA – e “estamos negociando com muitos outros planos Medicare Advantage”, disse Ted Fischer, executivo-chefe da Ageless Innovation, por e-mail. A empresa também está de olho em determinados programas do Medicaid. Por mais estranha que pareça, a ideia de um robô como antídoto para a solidão produz, ao mesmo tempo, entusiasmo e repulsa.

“Esses animais estão ajudando pessoas”, elogiou Preve, que é fã dos robôs. Mas Sherry Turkle, psicóloga do Instituto de Tecnologia de Massachusetts que estuda há anos o modo como os idosos usam a tecnologia, se opôs: “A promessa é que o animal robótico vai se tornar um companheiro com quem você desenvolverá um relacionamento, como se houvesse uma troca. Mas não há. Ele não passa de um monte de bits e bytes.”

A irmã Imelda Maurer, que, como membro das Irmãs da Divina Providência de San Antonio, se dedica há muito tempo ao cuidado com idosos, não gosta da ideia de enganar as pessoas com demência, que podem achar que os robôs são animais de verdade. “Existe nisso um elemento de desonestidade ética”. 

Tanto ela como Turkle destacaram que o entusiasmo pelos robôs é um indício dos muitos problemas na forma como nossa sociedade cuida dos idosos em instituições com poucos funcionários ou isolados em casa. Além disso, não é possível prever como os idosos vão reagir.

A consultora de serviço social Emily White, de Sunnyvale, na Califórnia, ficou boquiaberta quando viu a mãe, de 96 anos, que tem demência, depressão e praticamente tinha parado de comer, ficar animada com um gato Joy for All – e, imediatamente depois, pedir um pedaço de bolo. Mas o cientista planetário Timothy Livengood, de Columbia, em Maryland, disse que a mãe, de 80 anos, que sofre de demência e vive em uma instituição, praticamente ignorou o gato. “Ela nunca se apegou, pois ele não tem personalidade.”

Já Charlene Spangler mencionou, durante uma chamada de vídeo recente, que o cachorro estava latindo e que ela conseguia sentir seu coração batendo. “Parece que existe alguma interação”, comentou a filha. O cuidador, no entanto, precisa mostrar o cachorro com frequência e lembrar a idosa de fazer carinho ou de conversar com o robô. Do contrário, ela acaba se esquecendo. Ainda não se sabe com que frequência isso acontecerá, nem se o robô ajudará a diminuir a dor do isolamento. “Não sei se isso vai funcionar direito. Mas, por US$ 120, vale a pena tentar”, concluiu Linda Spangler.

Behind the Scenes — Experiments V: Dark Universe

Nos bastidores de Experiments V: Dark Universe, filmado em # iPhone12Pro. Commissioned by Apple.

“Para levar o novo Dolby Vision e os recursos de baixa luminosidade do iPhone 12 Pro ao limite, nos desafiamos a capturar a própria escuridão.”

Morre o presidente da Samsung, Lee Kun-hee, aos 78 anos

Empresário, que estava hospitalizado, passou por cirurgia em 2014 após um ataque cardíaco e se recuperou nos anos 90 de um câncer de pulmão

O presidente da Samsung, Lee Kun-hee, morreu aos 78 anos.

SEUL – O presidente da empresa de tecnologia SamsungLee Kun-hee, morreu neste domingo, 25 (horário local), informou a companhia da Coreia do Sul. O empresário tinha 78 anos e faleceu ao lado da família, incluindo seu filho, o vice-presidente da Samsung, Jay Y. Lee.

De acordo com o comunicado da empresa, Kun-hee estava hospitalizado. Apesar de a causa exata da morte não ter sido informada, ele passou por cirurgia em 2014 após um ataque cardíaco, que deixou sequelas, e se recuperou nos anos 90 de um câncer de pulmão. A empresa não quis comentar se Kun-hee deixou testamento.

Kun-hee, o terceiro filho do fundador da Samsung, Lee Byung-chul, ajudou a transformar o negócio de seu pai no maior conglomerado sul-coreano. “O presidente Lee foi um verdadeiro visionário que transformou a Samsung em líder mundial de inovação e potência industrial. Sua declaração de ‘Nova Administração’ em 1993 foi a motivação para a visão da empresa de fornecer a melhor tecnologia para ajudar no avanço da sociedade global”, disse a Samsung. “Seu legado será eterno.”

Desde que assumiu a liderança, ele acompanhou a transição da Samsung como fabricante de televisores rumo à maior produtora de smartphones e chips de memória. Com isso, o magnata virou o dono da maior fortuna da Coreia do Sul, estimada em mais de US$ 20 bilhões, de acordo com a Forbes. / REUTERS e EFE

Na Califórnia, Uber sofre pressão para tratar motorista como empregado

Um tribunal de apelações do Estado decidiu pela mudança do vínculo empregatício de Uber e Lyft com seus motoristas
Por Kate Conger – The New York Times

O Uber e a Lyft estão patrocinando uma medida, chamada de “Proposition 22”, a ser votada na eleição de novembro
O Uber e a Lyft estão patrocinando uma medida, chamada de “Proposition 22”, a ser votada na eleição de novembro

O Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, deu mais um passo na direção de regulamentar o vínculo empregatício entre os aplicativos de transporte e seus motoristas: um tribunal de apelações da região anunciou nesta quinta-feira, 22, sua decisão final de obrigar o Uber e a Lyft a tratarem seus motoristas como empregados, garantindo a eles seus direitos e um salário digno de acordo com a legislação trabalhista da Califórnia.

A decisão reflete um crescente alinhamento entre tribunais estaduais e legisladores no país no sentido de afirmar que os motoristas de aplicativo não têm a independência necessária para serem considerados prestadores de serviços terceirizados. Porém, a medida ainda passará pelo crivo do eleitorado da Califórnia, quando for votada nas urnas daqui a duas semanas uma iniciativa patrocinada por startups que buscam uma isenção da lei para viabilizar suas operações. 

A deliberação do tribunal é resultado de um processo movido pelo procurador-geral do Estado e também de procuradores municipais de São Francisco, Los Angeles e San Diego. As agências municipais e o Estado processaram os aplicativos de transporte em maio para aplicar uma nova lei trabalhista estadual que pretende transformar prestadores de serviços desse tipo em funcionários.

“Todos os demais empregadores seguem a lei”, disse Matthew Goldberg, vice-procurador municipal da procuradoria de São Francisco, ao tribunal de apelações durante as audiências realizadas na semana passada. “Estamos falando de dólares e salários que são roubados dos motoristas por causa desse erro de classificação.”

Depois que um tribunal inferior decidiu que o Uber e a Lyft deveriam cumprir a lei imediatamente e contratar os motoristas, as empresas reagiram: elas ameaçaram interromper completamente suas atividades na Califórnia e apelaram da decisão, que acabou revertida no último minuto pelo tribunal de apelações enquanto o caso era julgado.

Desta vez, é improvável que Uber e Lyft façam novamente uma ameaça de encerramento de operações. O tribunal de apelações exigiu que as empresas desenvolvessem planos para contratar os motoristas caso a decisão não as favorecesse, e as empresas pensaram em criar franquias no Estado para evitar a contratação direta de motoristas.

O Uber e a Lyft podem escolher apelar da decisão perante a Suprema Corte estadual, mas o esforço pode ser em vão. Em 2018, esse tribunal definiu um rigoroso teste de emprego que se tornou a base da nova lei contra a qual Uber e Lyft agora lutam.

“Estamos pensando nas alternativas de apelação, mas, para os motoristas, não poderia haver mais em jogo”, disse Matt Kallman, porta-voz da Uber. Ele disse que se a medida conhecida como “Proposition 22” for rechaçada nas urnas, centenas de milhares de motoristas perderiam trabalho e a empresa poderia encerrar seus serviços em partes do estado.

As companhias disseram que seria caro demais contratar todos os motoristas, prejudicando seu negócio de maneira catastrófica. Mas isso não justifica as perdas sofridas pelos motoristas, que não recebem nenhuma das proteções previstas para o ambiente de trabalho, disse o tribunal de apelações. As empresas argumentam que são empresas de tecnologia, e não de transporte. A contratação de motoristas as obrigaria a aumentar o valor das corridas e contratar apenas uma pequena parcela dos motoristas que atualmente trabalham para elas.

“Quando a violação das proteções elementares ao trabalhador ocorre em escala maciça, como é alegado nesse caso, o impacto negativo para o público vai muito além do interesse privado de qualquer indivíduo”, disse o tribunal na decisão de quinta feira.

As autoridades estaduais argumentam que as empresas devem cumprir a lei, conhecida como “Assembly Bill 5”, garantindo assim que os trabalhadores tenham direito a licença médica, hora extra e outros benefícios — necessidades que a pandemia tornou particularmente urgentes.

“Trata-se de uma vitória para a população da Califórnia e para todos os motoristas que tiveram negado seu direito a um salário justo, licença médica paga e outros benefícios por parte dessas empresas”, disse o procurador municipal de São Francisco, Dennis Herrera, em declaração. “A lei é clara: os motoristas podem reter toda a flexibilidade da qual desfrutam atualmente e ao mesmo tempo ter garantidos seus direitos enquanto empregados. O único obstáculo a isso é a ganância de Uber e Lyft.”

As empresas estão patrocinando uma medida, chamada de “Proposition 22”, a ser votada na eleição de novembro. Se aprovada, ela as isentaria da lei, permitindo que sigam classificando os motoristas como prestadores de serviços independentes, oferecendo-lhes ao mesmo tempo direitos trabalhistas limitados. O tribunal deu a Uber e Lyft um período de ajustes para implementar as mudanças. Se a proposta for aprovada nas urnas, a decisão desta quinta pode ser questionada.

“Essa decisão torna mais urgente do que nunca o apoio da população aos motoristas, votando pela aprovação da Proposition 22″, disse Julie Wood, porta-voz da Lyft. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Startups de mobilidade e design estão em nova turma de aceleração do Google

Empresas vão receber mentoria online durante três meses para solução de problemas
Beatriz Montesanti

Espaço do Google Campus, em São Paulo, usado por startups aceleradas pela empresa – Danilo Verpa/Folhapress

Dez startups de diferentes setores foram escolhidas para a 7ª turma do Google for Startups Accelerator, o programa de aceleração da gigante do Vale do Silício.

Entre elas estão a Tembici, voltada para o compartilhamento de bicicletas, e a Trakto, plataforma de design. A maior parte, no entanto, é dedicada a oferecer soluções inteligentes para empresas, caso da CyberLabs, que trabalha com inteligência artificial, e o Easyjur, que auxilia na gestão de escritórios de advocacia.

O programa de aceleração do Google chegou em 2016 ao Brasil para fomentar empresas inovadoras que estivessem começando. Entre os nomes que já passaram pelo processo estão o Nubank, a Loggi e o Grupo Zap.

Segundo a empresa, na edição anterior do programa de aceleração, que aconteceu também neste ano, 9 das 10 startups participantes tiveram redução de custos operacionais e tecnológicos.A partir de agora e durante três meses, as empresas selecionadas vão receber mentoria de empresários e especialistas de diferentes países para a solução de problemas relacionados a uso de nuvem, machine learning e publicidade. Diferentemente de edições anteriores, o processo será feito inteiramente online.

Recentemente, o Google anunciou também um programa de investimentos dedicado a startups criadas e lideradas por negros.

Conheça as empresas da 7ª turma do programa:

CyberLabs: Auxilia empresas a otimizarem decisões de negócio usando inteligência artificial.

Easyjur: Software jurídico para advogados, que auxilia na gestão de escritórios.

Glic Diabetes: Conecta paciente e equipe de saúde para o tratamento de diabetes, com base em dados.

Magnetis: Plataforma de gestão de patrimônio digital e investimentos inteligentes.

Mangos: Aplicativo em que consumidores podem ganhar dinheiro enquanto fazem compras.

Nama: Auxilia empresas a oferecerem experiência assertiva e personalizada ao consumidor.

Niduu: Usa gamificação para treinamento e engajamento de funcionários.

Power of Data: Auxilia empresas com análise de dados e desenvolvimento de ferramentas próprias.

Tembici: Empresa de tecnologia de micromobilidade para espaços urbanos.

Trakto: Plataforma de criação e design de materiais de marketing.

Confirmado: bateria do iPhone 12 é igual à do 12 Pro

No mesmo dia em que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) homologou o iPhone 12 Pro, ela certificou também três baterias da nova linha.

Uma delas é a de modelo A2479, que tem uma capacidade de 2.815mAh e tinha indicação de ser destinada ao iPhone 12.

Nós já sabíamos que a bateria do iPhone 12 Pro tinha a mesma capacidade da do iPhone 12, mas ainda restava dúvida se a Anatel teria que homologar um modelo um pouquinho diferente para ele. Não mais: um desmonte (teardown) chinês confirmou que ambos os aparelhos compartilham exatamente a mesma bateria.

Sendo assim, conforme havíamos pontuado ontem no post de homologação do iPhone 12 Pro Max, de fato os trabalhos da Anatel com as certificações dos novos aparelhos já foi 100% finalizado. Ou seja, a Apple Brasil está liberada para iniciar as vendas deles em território nacional.

Reiterando, portanto, as baterias da nova linha:

  • iPhone 12 mini: 2.227mAh
  • iPhone 12 e 12 Pro: 2.815mAh
  • iPhone 12 Pro Max: 3.687mAh

No geral, a Apple promete autonomias iguais ou similares às dos modelos equivalentes anteriores, graças a otimizações de software e principalmente ao fato de o chip A14 Bionic ser fabricado num processo de 5 nanômetros, mais eficiente. [MacMagazine]

VIA MACRUMORS

Designer do iPhone e do iPad, Jony Ive fecha parceria com o Airbnb

Segundo o Airbnb, Ive vai trabalhar, juntamente com sua empresa LoveFrom, no redesenho de produtos e serviços da empresa

Jony Ive deixou a Apple em junho de 2019

Jony Ive, ex-diretor de design da Apple e pai do visual de produtos como iPhone, e iMac, está de casa nova. Segundo anunciado nesta quarta-feira, 21, o inglês agora é parte do time do Airbnb, informou o presidente executivo da empresa, Brian Chesky. Ainda sem funções definidas, Ive e sua empresa de designers LoveFrom vão ajudar na possível redecoração e transformação do site e de futuros produtos da empresa. 

Funcionário da Apple por mais de 30 anos, Jony Ive esteve diretamente ligado nos projetos de produtos populares da marca, como iMac, MacBook Air, iPad e iPhone, mas saiu da empresa no ano passado após alegar estar insatisfeito com o ambiente, de acordo com o jornal americano The Wall Street Journal

Na época, a saída do designer do iPhone Jony Ive, fez a Apple perder em valor de mercado quase US$ 9 bilhões, com as ações da empresa variando negativamente 0,87% após o fechamento naquele dia. 

Jony Ive no Apple Park | Wallpaper*

Desde então, o design ocupa seu tempo com a LoveFrom, que comanda juntamente com Marc Newson, também ex-funcionário da Apple. Os dois ficaram famosos por redesenhar alguns clássicos da decoração, como uma árvore de natal sem enfeites, um anel de diamantes todo de diamantes e uma capa de revista vazia, apenas com o título da edição. 

“Jony e seus parceiros na LoveFrom estarão envolvidos em uma colaboração especial comigo e com a equipe do Airbnb. Tomamos a decisão de trabalhar juntos em um relacionamento de vários anos para projetar a próxima geração de produtos e serviços Airbnb. Jony também nos ajudará a continuar a desenvolver nossa equipe de design interno, que ele acredita ser uma das melhores do mundo”, afirmou Chesky, em um comunicado da empresa.