Vendas de smartphones devem cair 2,4% no Brasil este ano, diz IDC

As vendas devem cair para cerca de 43 milhões de unidades; é estimado que a receita do setor deve subir 12%, a R$ 59,6 bilhões
Por Agências – Reuters

No primeiro trimestre deste ano as vendas de smartphones no Brasil caiu 6% sobre o mesmo período de 2018

As vendas de smartphones no Brasil em 2019 devem cair 2,4%, para cerca de 43 milhões de unidades, informou nesta segunda-feira, 17, a consultoria IDC. É estimado, porém, que a receita do setor deve subir 12%, a R$ 59,6 bilhões. 

No primeiro trimestre deste ano, segundo os dados mais recentes da companhia, as vendas de smartphones no Brasil caiu 6% sobre o mesmo período de 2018, para 10,7 milhões de unidades. O faturamento, porém, subiu 8%, a R$ 13,7 bilhões.

“A demanda por dispositivos com maior memória interna, câmeras múltiplas, telas maiores e com borda infinita, e recursos inteligentes deve continuar impulsionando as vendas nas faixas média e premium, com um crescente uso dos smartphones para assistir filmes e acesso a conteúdo de streaming, e como alternativa ao tablet”, disse o analista do IDC Renato Meireles, em comunicado à imprensa.

A queda nas vendas unitárias prevista para 2019 é menor se comparado à previsão anterior da IDC – no final de 2018 a consultoria disse que a expectativa de queda para este ano era de 4,3%. No ano passado, a previsão da IDC era de que a receita em 2019 subiria 7%.

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Airbnb Aventuras: conheça o novo serviço de passeios da startup

Com preços a partir de US$ 79, serviço terá hospedagem e excursões; meta é levar turista para ‘experiências profundas e longe de grandes cidades’
Por Bruno Capelas – O Estado de S.Paulo

Excursão no Quênia é opção de passeio do Airbnb

Visitar uma cidade fantasma na Califórnia. Coletar, preparar e comer alimentos na Ilha de Galápagos. Caminhar ao lado de leões no Quênia. A partir desta quinta-feira, 13, estas são algumas das 200 opções de excursões que os usuários do Airbnb poderão contratar dentro da plataforma, em um novo serviço oferecido pela startup americana. Chamado de Aventuras, os pacotes incluem não só passeios e guias certificados pela plataforma, mas também a hospedagem. É a primeira vez que a empresa, fundada em 2008, oferece um produto integrado desta forma.

“As Aventuras são experiências de múltiplos dias,  normalmente longe de grandes cidades. Nossa meta é tornar fácil ter uma experiência profunda, com preço acessível e que a maioria das pessoas não consegue achar no Google”, explica Joe Zadeh, vice-presidente da área de Experiências do Airbnb, em entrevista exclusiva ao Estado. Um dos primeiros engenheiros do Airbnb, Zadeh vê o novo serviço como uma extensão natural de algo que a empresa já fazia – as Experiências, serviços de passeios guiados criados pelos próprios usuários da plataforma, lançadas em novembro de 2016 e hoje presentes em mais de mil cidades no mundo.

Será uma experiência íntima: todas as excursões serão realizadas para pequenos grupos, com capacidade máxima de 12 pessoas. Os valores, promete o Airbnb, devem caber em todos os bolsos: há opções de excursões entre US$ 79, para uma viagem de uma noite, até mais de US$ 5 mil, por uma caminhada de 10 dias. Segundo a empresa, os pacotes são todos exclusivos do Airbnb ou realizados por pequenos operadores locais.

“Nós avaliamos todos os passeios oferecidos para saber se o anfitrião responsável tem de fato conhecimento sobre o assunto”, diz Zadeh. Além disso, a startup também vistoria se os passeios – muitos deles envolvendo turismo natural – têm níveis de segurança adequados. Assim como já acontece no serviço de hospedagem do Airbnb, os turistas também poderão deixar avaliações no sistema, que auxiliarão a empresa a manter um nível de qualidade no longo prazo.

Nesta fase inicial das Aventuras, a empresa pretende ainda oferecer um passeio específico em “edição limitada”: com duração de 12 semanas, a “Volta ao Mundo em 80 Dias” pretende recriar a jornada de Phileas Fogg, protagonista do livro homônimo do francês Jules Verne, nos dias modernos. A viagem parte de Londres no dia 1º de setembro de 2019 e é uma das Aventuras mais caras da plataforma: € 4,4 mil euros.

Airbnb anunciou novidade nesta quinta-feira
Airbnb anunciou novidade nesta quinta-feira

Escape

 Na visão do executivo do Airbnb, as aventuras são uma proposta de sua empresa para descentralizar o turismo global – que ele acredita estar “quebrado”. “Hoje, as pessoas gastam muito dinheiro para cumprir itens de uma lista de turismo, mas não entendem a cultura local”, diz ele. “As experiências podem ser um antídoto ao turismo de massas.”

Outro ponto importante é que apostar em turismo longe dos grandes centros pode diminuir os problemas para a empresa – em diversas cidades, nos EUA e na Europa, o Airbnb tem enfrentado reguladores e sido acusado de contribuir para aumento nos custos de aluguel para habitantes locais, bem como na gentrificação de bairros populares.

Oferecer pacotes de excursões também é um passo importante na trajetória do Airbnb para ter soluções completas de turismo – recentemente, a empresa contratou executivos para uma nova área de transportes. Especula-se que a divisão poderá cuidar de passagens aéreas, uma peça importante do quebra-cabeça de viagens hoje em dia. “Não tenho detalhes, mas estamos animados para cuidar de todas as partes de viagem. É um sinal do futuro para nós.”

Aprender a programar vira meio de acesso à classe média nos EUA

Projetos de ONGs ajudam jovens sem diploma a deixar pobreza; escala, porém, não basta para repor vagas perdidas pela indústria
Por Steve Lohr – The New York Times

Aprender código fez Brittney deixar de ser sem-teto e passar a ganhar US$ 50 mil por ano

A americana Brittney Ball estava vivendo num abrigo para pessoas em situação de rua com seu bebê quando soube de um programa de um ano que oferecia cursos de programação, formação profissional e estágio. Passados cinco anos, hoje ela é engenheira de software em Charlotte, na Carolina do Norte, ganhando mais de US$ 50 mil por ano. Mãe solteira de 30 anos, ela agora tem seguro-saúde, plano de aposentadoria e pretende passar suas próximas férias no México. “O programa realmente me deu um impulso”, diz ela.

Preparar pessoas para trabalhar na área de tecnologia é algo visto como a grande esperança para o futuro dos empregos. Cidades e Estados dos EUA estão ensinando alunos de ensino fundamental e médio a criar softwares. “Aprenda a programar” é o novo mantra. Segundo especialistas, criar linhas de código e aplicá-los a negócios promete ser a nova forma de acesso à classe média, especialmente para pessoas sem grau universitário. Para isso, programas sem fins lucrativos como o que beneficiou Britney são decisivos. 

“Empregos em tecnologia podem ser vistos como os substitutos da manufatura”, disse Byron Auguste, diretor do Opportunity@Work, um grupo sem fins lucrativos que foca seus esforços em auxiliar a força de trabalho. No entanto, apesar das perspectivas promissoras, esses programas seguem se desenvolvendo em pequena escala. Expandi-los rapidamente traz muitas complicações. Orientar, treinar e aconselhar pessoas – frequentemente em situações de desvantagem social – não é um processo de produção em massa.  

“A ideia de que empregos tecnológicos vão criar uma classe média substancial em futuro próximo não é realista”, disse Hal Salzman, professor do Centro John J. Heldrich de Desenvolvimento de Força de Trabalho, da Universidade Rutgers. Uma pesquisa realizada pelo professor mostra um crescimento de 70% nos empregos de tecnologia da informação nos EUA nos últimos 15 anos. 

Em 2018, havia 4,7 milhões de pessoas no setor no país. Cerca de um quarto dos empregos em tecnologia são ocupados por trabalhadores sem grau universitário, segundo os pesquisadores.  Mas o total ainda está longe dos 12,8 milhões que trabalham diariamente em fábricas – e isso considerando as 1,5 milhões de vagas em manufatura fechadas nos 15 anos. 

Programas ainda têm longo percurso a percorrer

Financiados por fundações, corporações e governos estaduais e municipais, os cursos exploram uma ampla mudança que vem ocorrendo no mercado de trabalho. A maioria dos empregos em tecnologia não está mais na indústria tecnológica – mostrando uma crescente tendência que, segundo especialistas, promete criar bons empregos em campos como marketing, saúde e finanças. 

Mas as iniciativas centradas em tecnologia têm um longo caminho a percorrer para atingir um porcentual do mercado de trabalho que chegue perto do tamanho da manufatura. A YearUp, que deu o curso para Britney, ilustra a evolução e os limites do modelo. Fundada em Boston em 2000, a ONG começou formando técnicos de suporte a PCs. Foi se adaptando e criando cursos que incluem controle de qualidade, engenharia de software, segurança cibernética e análise de dados. Sozinha, a fundação tem 15,5 mil alunos – em 2019, tem 4,7 mil matriculados, na maioria pessoas de baixa renda entre os 18 e os 25 anos. 

Seu programa tem seis meses de treinamento e seis meses de estágio em empresas, com um pequeno salário. Mais de 70% dos formados conseguem um emprego ao final do ano, com salário anual entre US$ 34 mil e US$ 50 mil. “Em um ano, a pessoa já se afastou da linha de pobreza”, diz Gerald Chertavian, fundador da Year Up. 

A Year Up “incorpora as fórmulas que mais parecem funcionar”, disse David Fein, pesquisador da Pathways for Advancing Careers and Education, organização que avalia programas de treinamento e educação através dos anos. “O impacto para os que foram escolhidos é real.” No entanto, seu alcance ainda é bastante limitado – cada estudante tem um custo e o modelo depende de um bom relacionamento com empregadores. 

Isso porque seus programas envolvem aprendizado em empresas, unindo treinamento e necessidades dos que empregam. Tipicamente, essas instituições ensinam tanto qualificação técnica quanto práticas como trabalho em equipe, confiança para falar em público e economia doméstica. A fórmula é abrangente, o que exige mais tempo e dinheiro.

O modelo também requer uma mudança no modo de contratação das empresas. A exigência de grau universitário continua valendo em muitas companhias, mas nos últimos anos algumas derrubaram esse obstáculo para certas ocupações, respondendo a exigências do mercado de trabalho, a pressões pela diversidade e ao sucesso de programas como Year Up. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

Novos AirPods não causaram impacto no mercado de “audíveis”, mostra pesquisa Counterpoint Research

Que a Apple é líder absoluta do mercado de “audíveis” (“hearables”, alcunha usada para se referir aos fones de ouvido totalmente sem fio), disso ninguém duvida. Entretanto, poderia se esperar que a chegada da segunda geração dos AirPods contribuísse para alargar ainda mais a vantagem da Maçã no segmento — o que *não* aconteceu.

pesquisa mais recente da Counterpoint Research sobre o mercado de audíveis mostra que os fones sem fio da Apple continuam dominando o mercado, mas a chegada da sua geração não mexeu uma palha na fatia de mercado da Maçã. Ao contrário: o que garantiu a manutenção do share da Apple foi um nível de vendas acima do esperado da primeirageração de AirPods, enquanto o novo modelo teve um desempenho abaixo do esperado.

A firma expõe a seguinte análise sobre o desempenho da Maçã no mercado:

market share da Apple manteve-se no mesmo nível visto no último trimestre, sem registrar crescimento mesmo com o lançamento da segunda geração dos AirPods. Enquanto as vendas da primeira geração dos fones foram maiores do que o esperado por conta de várias promoções de queima de estoque no primeiro trimestre de 2019, o desempenho do novo modelo foi mais fraco do que o inicialmente esperado devido a uma recepção mista do mercado.

A Counterpoint reserva os números exatos de vendas para clientes pagantes, mas alguns gráficos e dados preliminares já dão uma boa noção de como anda o mercado de audíveis: no primeiro trimestre de 2019, foram vendidos 17,5 milhões de fones sem fio ao redor do mundo — um crescimento de 40% em relação ao último trimestre do ano passado.

Counterpoint Research sobre fones de ouvido sem fio no primeiro trimestre de 2019

Enquanto os AirPods continuam com larga vantagem sobre a concorrência, a Samsung vai escalando as tabelas com os seus Galaxy Buds, que assumiram o segundo lugar do segmento ao derrotar fortes concorrentes da Jabra e da Bose. A Counterpoint afirma que a sul-coreana deverá manter a posição graças à reação positiva do mercado e às promoções que dão os fones na compra de um dos modelos do Galaxy S10. [MacMagazine]

Mudou a selfie no Photoshop? Inteligência artificial agora pode dedurar você

Algoritmo criado por Adobe e universidade americana tem impressionante taxa de acerto de detecção de imagens editadas

Inteligência artificial da Adobe descobre quando fotos foram alteradas no Photoshop 

Não é segredo para ninguém que programas de edição de imagem são constantemente usados nos dias de hoje, mas ser descoberto nem sempre é agradável. A Adobe, criadora do Photoshop, mais conhecido software do tipo, criou um algoritmo de inteligência artificial capaz de detectar quando fotos de rostos foram alterados pelo programa. 

A pesquisa, realizada em parceria com a Universidade da Califórnia em Berkeley (UCB), consegue detectar edições em imagens usando a ferramenta Liquify, que é normalmente usada no Photoshop para alterar rostos e expressões faciais. Os criadores da pesquisa treinaram a rede neural com milhares de pares de fotos, uma contendo uma imagem alterada e outra sem edições.  

“Os efeitos podem ser delicados, o que faz desse caso um teste intrigante para detectar alterações tantos sútis quanto drásticas”, disse a Adobe. Depois de treinada, a inteligência articial tinha um índice de acerto de 99% quando confrontada com pares de fotos. A taxa de acerto de humanso foi de 53%. O algoritmo faz ainda sugestões de edição para restaurar a foto para seu estado original. 

A Adobe, porém, não pretende lançar comercialmente a ferramenta ainda. Os pesquisadores dizem que o algoritmo é apenas o primeiro passo para criar uma ferramenta complexa de identificação, que consegue apontar manipulações corporais. “Vivemos em um mundo onde está se tornando difícil confiar nas informações digitais que consumimos. Espero explorar mais essa área”, disse Richard Zhang, pesquisador da Adobe, ao site The Verge. 

Huawei faz pedido para registrar sistema próprio após bloqueio dos EUA

A empresa solicitou o registro na China em agosto do ano passado; documentos mostram que a Huawei quer usar o sistema em diversos aparelhos, que vão de smartphones a robôs
Por Agências – Reuters

A Huawei é a maior fabricante mundial de equipamentos para redes de telecomunicações

A fabricante chinesa Huawei pediu registro do seu sistema operacional próprio, chamado de Hongmeng, em pelo menos nove países e na Europa, segundo dados de um órgão da ONU. A movimentação é um sinal de que a empresa está com planos para sobreviver em seus principais mercados após ter negócios atingidos por sanções dos Estados Unidos.

A companhia, que é a maior fabricante mundial de equipamentos para redes de telecomunicações, entrou com o pedido de registro de marca Hongmeng em países como Camboja, Canadá, Coreia do Sul e Nova Zelândia, segundo dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

Richard Yu, presidente-executivo da divisão de consumo da empresa, disse ao jornal alemão Die Welt em uma entrevista no início deste ano que a Huawei tem um sistema operacional de reserva, caso seja impedida de acessar softwares produzidos por empresas dos EUA. 

A empresa, que também é a segunda maior fabricante de smartphones do mundo, ainda não revelou detalhes do sistema operacional. Os pedidos de registro do Hongmeng mostram que a Huawei quer usar o sistema em aparelhos de diversos tipos, que vão de smartphones e notebooks a robôs e telas para carros.

Na China, a Huawei solicitou o registro do Hongmeng em agosto do ano passado e recebeu aprovação no mês passado, de acordo com um documento no site da administração de propriedade intelectual do país.

Procurada, a empresa não comentou o assunto.

Rival do YouTube, Facebook Watch dobrou número de usuários mensais

A rede social também anunciou mais parcerias com emissoras internacionais e produtoras
Por Agências – Reuters

O Facebook lançou o Facebook Watch no ano passado

O Facebook informou nesta quarta-feira, 12, que o número de usuários mensais de seu serviço de vídeo, o Watch, dobrou desde dezembro. A empresa também anunciou mais parcerias com emissoras internacionais e produtoras – mais um tentativa da rede social de competir com o YouTube.

Cerca de 720 milhões de pessoas por mês e 140 milhões de pessoas por dia gastam pelo menos um minuto diariamente no Facebook Watch, informou a empresa. Em dezembro do ano passado, esse número era bem menor: cerca de 75 milhões de pessoas acompanhavam o serviço. A empresa lançou o Watch globalmente no ano passado, um ano depois de ter sido lançado nos Estados Unidos. 

O Facebook anunciou parcerias com produtoras globais para trazer à plataforma Watch programas populares como o The Voice da Alemanha, bem como os destaques de jogos esportivos. A empresa também está investindo em seu próprio conteúdo original para o serviço.