Galaxy S21 x iPhone 12: veja comparação entre os rivais

Nova família de celulares da Samsung traz mais tamanhos, mais cores e mais câmeras
Por Guilherme Guerra – O Estado de S. Paulo

A Samsung lançou três novos modelos de celulares da família S, a mais popular

Samsung revelou na quinta-feira, 14, o Galaxy S21, a nova família de celulares topo de linha da fabricante sul-coreana. Foram divulgados três novos modelos da linha S, a mais famosa da companhia, com tamanhos, cores e até mesmo materiais variados. Preços no Brasil devem ser anunciados em evento no dia 9 de fevereiro.

A primeira mudança mais perceptível do S21 é que as câmeras traseiras estão unidas à lateral do aparelho por uma peça de metal. Outra novidade que chama a atenção é que há uma maior paleta de cores disponível: violeta, rosa, cinza, branco, preto e prata. 

Para transformar o produto mais acessível para o bolso dos consumidores, a Samsung optou por finalizar o S21 em plástico, enquanto o intermediário S21+ e o topo de linha S21 Ultra são de alumínio. Além disso, não há mais armazenamento externo de cartão microSD nem lente de profundidade no modelo mais simples. Isso fez com que tanto o S21 quanto o S21+ ficassem mais baratos que seus antecessores em US$ 200.

Estadão fez um comparativo entre os celulares Galaxy S21 e o seu maior rival no mercado, o iPhone 12, lançado em novembro de 2020.

Galaxy S21 versus iPhone 12

Esses são os modelos de entrada de suas famílias – mas trazem os recursos que os modelos topo de linha pedem.

Tela

iPhone 12: 6,1 polegadas, OLED

S21: 6,2 polegadas, AMOLED

A diferença no tamanho da tela é muito pequena entre os aparelhos. O que muda é que, desde 2017, com o iPhone X, todos os celulares da Apple têm um entalhe superior no topo da tela, que se tornou característico do produto. A linha Galaxy possui somente uma única cavidade, muito mais discreta. Além disso, a resolução do S21 é de 2.400 x 1080 pixels e com densidade de 421 pixels por polegada (ppi, na sigla em inglês), ante os 2.532 x 1.170 pixels e 460 ppi do iPhone 12.

Câmera frontal

iPhone 12: uma lente de 12 MP (f/2.2), mais o sensor biométrico (Face ID)

S21: uma única lente de 10 MP (/2.2)

Justamente porque tem um entalhe mais discreto sobre a tela, o Samsung Galaxy S21 perde em resolução de câmera e não apresenta sensor de reconhecimento facial, como na linha da Apple. Por outro lado, em tempos de pandemia, a biometria de dedo sob a tela, como faz a linha S da Samsung, é muito mais útil quando usamos máscara.

Câmera traseira

iPhone 12: duas lentes, uma angular (12 MP, f/1.8) e uma ultra-angular (12 MP, f/2.4)

S21: três lentes, uma teleobjetiva de 64 MP, uma angular de 12 MP e uma ultra-angular de 12 MP

A geração S21 sai na frente no número de lentes. Enquanto o modelo básico da Apple tem duas lentes do tipo angular, a Samsung adicionou uma teleobjetiva, essencial para tirar fotos de objetos a longa distância ou tirar retratos.

Armazenamento e memória

iPhone 12: 64 GB, 128 GB ou 256 GB

S21: 128 GB ou 256 GB

A Samsung abandonou a possibilidade de expandir a memória dos seus celulares com cartão microSD. Quem precisar de mais armazenamento terá de recorrer a serviços de nuvem, como o Google e o Dropbox.

Bateria

iPhone 12: 2.815 mAh

S21: 4.000 mAh

A diferença entre as baterias dos rivais é enorme e a Samsung, também neste ano, continua na frente em duração de bateria.

Preço

iPhone 12: a partir de R$ 8 mil

S21: a ser revelado em fevereiro

A Samsung abaixou em US$ 200 o preço do S21 ante o antecessor, partindo de US$ 799. Resta ver se, no Brasil, esse preço será repassado para os celulares vendidos no País, afetado pela alta do dólar em 2020.

Disponível em três cores, o Samsung Galaxy S21+ é o celular intermediário da família S
Disponível em três cores, o Samsung Galaxy S21+ é o celular intermediário da família

Galaxy S21+ versus iPhone 12 Pro

O S21+ é uma versão aprimorada do modelo de base, com maior espaço de tela e maior bateria. Já o iPhone 12 Pro tem o mesmo tamanho do irmão mais barato, mas é mais parrudo em alguns aspectos.

Tela

iPhone 12 Pro: 6,1 polegadas, OLED

S21+: 6,7 polegadas, AMOLED

Entre as escolhas que a Samsung fez para um celular mais compacto, está a resolução da tela. Se no ano passado os modelos eram de 3.200 x 1.440 pixels, o intermediário S21+ também sofreu um “downgrade”, com resolução de 2.400 x 1.080 pixels e com densidade de cerca de 421 ppi. Já o iPhone 12 Pro tem 2.532 x 1.170 pixels de resolução e 460 ppi.

Câmera frontal

iPhone 12 Pro: uma lente de 12 MP (f/2.2), mais o sensor biométrico (Face ID)

S21+: uma única lente de 10 MP (/2.2)

Uma das novidades anunciadas pela Samsung para a câmera frontal é que deixará de ser opção padrão do sistema o ‘alisamento’ automático de rosto. Rosto de bebê? Só se você pedir.

Câmera traseira

iPhone 12 Pro: quatro lentes, angular de 12 MP (f/1.6), teleobjetiva de 12 MP (f/2.2), ultra-angular de 12 MP (f/2.6) e lente LiDAR

S21+: três lentes, uma ultra angular (12 MP, f/2.2), uma grande angular (12 MP f/1.8) e uma teleobjetiva (64 MP f/2.0)

Aqui, o iPhone 12 Pro fica no páreo com o rival ao adicionar uma lente teleobjetiva e uma câmera LiDAR, esta bastante utilizada para medir a profundidade de objetos. É útil em realidade aumentada. Para esta versão, a Samsung abandonou a lente de profundidade.

Armazenamento e memória

iPhone 12 Pro: 64 GB, 128 GB ou 256 GB

S21+: 128 GB ou 256 GB

Bateria

iPhone 12 Pro: 2.815 mAh

S21+: 4.800 mAh

A versão intermediária da Apple estacionou na mesma bateria, enquanto a Samsung aproveitou o maior espaço de tela para incluir ainda mais bateria.

Preço

iPhone 12 Pro: a partir de R$ 10 mil

S21+: a ser revelado em fevereiro

O Samsung Galaxy S21 Ultra é o celular com a maior tela da fabricante sul-coreana
O Samsung Galaxy S21 Ultra é o celular com a maior tela da fabricante sul-coreana

S21 Ultra versus iPhone 12 Pro Max

É aqui que as fabricantes capricham nos produtos e mostram as tecnologiasmais avançadas que têm disponível – custe o que custar.

Tela

iPhone 12 Pro Max: 6,7 polegadas, OLED

S21 Ultra: 6,8 polegadas, AMOLED

A diferença no tamanho da tela do S21+ para a do S21 Ultra é bem pequena. Já a Apple agigantou a versão Max. A resolução da tela, aliás, é bem maior neste celular da Samsung: 3.200 x 1.440 pixels (515 ppi), ante 2.778 x 1.284 pixels (458 ppi) do rival.

Câmera traseira

iPhone 12 Pro Max: quatro lentes, angular de 12 MP (f/1.6), teleobjetiva de 12 MP (f/2.2), ultra-angular de 12 MP (f/2.6) e lente LiDAR

S21 Ultra: quatro lentes, angular de 108 MP, teleobjetiva de periscópio de 10 MP, teleobjetiva de 10 MP e ultra-angular de 10 MP

Sim, não é erro de digitação: o S21 Ultra tem uma lente de 108 MP de resolução, que pode chegar a um zoom de 100x, repetindo o feito iniciado no S20 Ultra. Com as outras duas teleobjetivas do aparelho, o Ultra promete zoom de 3x e 10x.

Câmera frontal

iPhone 12 Pro Max: uma lente de 12 MP (f/2.2), mais o sensor biométrico (Face ID)

S21 Ultra: uma única lente de 10 MP (/2.2)

Nesse aspecto, nenhuma novidade nos dois celulares, que seguem iguais aos modelos intermediários.

Bateria

iPhone 12 Pro Max: 3.687 mAh

S21 Ultra: 5.000 mAh

Apesar de haver um salto considerável na bateria do iPhone 12 Pro para o modelo Pro Max, a vantagem da Samsung segue com folga – pelo menos, nos números.

Armazenamento e memória

iPhone 12 Pro Max: 128 GB, 256 GB ou 512 GB

S21 Ultra: 128 GB, 256 GB ou 512 GB

A versão de 512 GB de armazenamento de memória do Samsung Galaxy S21 Ultra vem com 16 GB de RAM, que é a capacidade de o celular acessar rapidamente a arquivos já utilizados no sistema. As versões de 128 GB e 256 GB do Galaxy vêm com 12 GB. Para os iPhone 12 Pro e Pro Max, a memória RAM é de 6 GB, independentemente da memória física.

Preço

iPhone 12 Pro Max: a partir de R$ 11 mil

S21 Ultra: a ser revelado em fevereiro

Galaxy Unpacked January 2021: Livestream

Galaxy Unpacked January 2021: Livestream

Galaxy S21 | S21 Plus: Unveiling | Samsung

.Introducing #GalaxyS21 and Galaxy S21 Plus.
Made for the epic in everyday.

Samsung Display anuncia webcam sob a tela para bordas mais finas

Samsung Display apresenta vídeo de notebook em rede social chinesa com webcam sob a tela e bordas mais finas ao redor da tela
Bruno Gall De Blasi

Samsung Display apresenta notebook com câmera sob a tela (Imagem: Reprodução/Samsung Display/Weibo)

Samsung Display revelou, nesta quinta-feira (14), uma webcam que fica posicionada atrás do monitor do notebook. Além de ocultar a câmera para videoconferências, a tecnologia da marca sul-coreana apresentada em um vídeo publicado na rede social chinesa Weibo promete reduzir as bordas ao redor da tela em computadores portáteis.

A novidade deu as caras em um teaser da marca sul-coreana. No vídeo, é possível notar um notebook com a câmera sob a tela OLED. Além de ocultar o sensor fotográfico, a tecnologia também é capaz de reduzir as bordas ao redor do monitor. Segundo a Samsung Display, o display ocupa 93% do corpo do computador.

Demais melhorias ficam pela portabilidade da peça. Além da nova tecnologia, a tela OLED é mais leve e mais fina. A companhia sul-coreana, no entanto, não apresenta informações sobre a qualidade da imagem capturada pela webcam, item bastante utilizado para chamadas de vídeos, por exemplo.

Esta não é a primeira vez que a empresa fala sobre o recurso. Em 2018, a Samsung Display mencionou a possibilidade de esconder a câmera frontal de celulares atrás do display para reduzir as bordas sem recorrer ao notch. A Samsung ainda patenteou, em 2020, um painel que oculta o sensor de selfies para smartphones.

No campo dos rumores, a expectativa é de que o primeiro, no segundo semestre, a novidade chegue ao suposto Samsung Galaxy Z Fold 3. O ZTE Axon 5G, no entanto, é o primeiro telefone do mundo a ser comercializado com a tecnologia, ainda que não tenha surpreendido em seus primeiros testes.

Com informações: The VergeXDA-Developers e Weibo

Roku e Philco lançam TV 4K no Brasil por R$ 3,4 mil

É a primeira televisão 4K da americana Roku a chegar ao País

TV de 50 polegadas com 4K tem preço sugerido de R$ 3,4 mil no varejo



Roku e Philco anunciaram nesta quinta-feira, 14, uma parceria em TVs no Brasil. As empresas estão lançando dois modelos de smart TVs, de 58 e 50 polegadas, que chegam ao País com o sistema operacional da americana Roku, que dá acesso a mais de 5 mil canais gratuitos ou pagos. Ambos aparelhos têm resolução 4K Ultra HD e HDR 10, com imagem mais clara e brilhante para cores. Outras duas TVs, de 32 polegadas (HD) e 42 polegadas (Full HD), também foram reveladas. Por enquanto, porém, somente a versão de 50 polegadas está à venda, com preço recomendado de R$ 3,4 mil no varejo.

As quatro TVs têm qualidade de som Dolby Audio e possibilidade de conexão com ou sem fio. A linha 4K também possui recursos do ecossistema Apple, como o AirPlay 2 e Homekit, pelos quais é possível transmitir conteúdos para a TV diretamente de um iPhone, iPad ou Mac ou controlar aparelhos inteligentes da casa por comando de voz ao ativar a assistente inteligente Siri.

Esta é a primeira televisão 4K da Roku a chegar ao Brasil. A americana aterrissou no País em janeiro de 2020 com smart TVs equipadas com seu sistema operacional para streaming. Mais conhecida no exterior por seus aparelhos de set-top-boxes, que transformam televisões convencionais em inteligentes (assim como o Chromecast, do Google), a Roku lançou por aqui em setembro seu carro-chefe Roku Expresspor R$ 350. Entre os principais serviços oferecidos pela Roku, estão GloboplayDisney+NetflixSpotifyAmazon Prime Video e HBO, entre outros. 

“Desde que entramos no mercado, estamos bastante satisfeitos com o crescimento da marca Roku no Brasil, e, a partir da parceria com a Philco, poderemos expandir nosso portfólio de produtos com streaming 4K para que os consumidores possam desfrutar de uma experiência de entretenimento em alta definição”, declarou em nota o vice-presidente internacional da Roku, Arthur van Rest. 

CEO Simon Segars da ARM também está otimista em relação aos chips M1

Os chips da Maçã são parte de um movimento bem interessante no segmento, segundo o executivo

Unanimidades não existem no mundo, mas o M1 (e o Apple Silicon em geral) está bem perto de ser uma: o chip da Apple já foi elogiado pelo fundador do Linuxpor gigantes de Hollywood e até mesmo por concorrentes da área dos processadores, como a Qualcomm e — hoje mais cedo — a AMD. Agora, foi a vez da ARM.

Em uma entrevista durante a Consumer Electronics Show (CES) 2021, o CEO1 da empresa, Simon Segars, afirmou que o M1 e outras iniciativas parecidas são sinais de que começaremos a ver inovações num mercado que, por muito tempo, esteve estagnado em termos de avanços tecnológicos.

Segars opinou que a aquisição da ARM pela NVIDIA (que ainda está em fase de análise por parte dos órgãos reguladores) será benéfica para o mundo dos processadores, já que o know-how combinado das duas empresas poderá criar mais um terreno fértil para inovações. O CEO admitiu que o mercado dos chips para PCs é notoriamente difícil de se entrar, mas que a experiência da ARM em combinar performance e eficiência energética poderá trazer bons resultados à empreitada.

De fato, o mundo dos chips para computadores tem visto uma série de avanços nos últimos meses. Além do M1, temos os processadores bem animadores da AMD — como os da série Ryzen 5000, que dão até 17,5 horas de bateria aos computadores com ele equipados — e as novidades da Intel, que ontem apresentou seus novos chips da série “Alder Lake”.

Quanto à ARM, a empresa continuará licenciando seus designs para que outras empresas comercializem chips neles baseados — hoje em dia, basicamente todo chip de smartphone Android tem base num projeto da ARM, mesmo com diferentes fabricantes (como a Qualcomm ou a Samsung). Entretanto, o cenário atual indica que as empresas passarão a adotar designs próprios e a ARM precisará apostar em inovações para manter seu lugar no mercado.

De qualquer forma, os prospectos do segmento são muito interessantes. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos. [MacMagazine]

VIA CNET

Apple lança novos projetos em prol de igualdade racial nos EUA

Como ventilado ontem, a Apple acabou de fazer um grande anúncio — e ele realmente não tem nada a ver com novos produtos, nem sobre tornar suas lojas físicas postos de vacinação contra a COVID-19.

Mais especificamente, a companhia divulgou um conjunto de novos projetos importantes como parte da sua Iniciativa sobre Equidade e Justiça Racial (Racial Equity and Justice Initiative, ou REJI), anunciada em 2020, para “ajudar a desmantelar as barreiras sistêmicas às oportunidades e combater as injustiças enfrentadas pelas comunidades de cor” nos Estados Unidos.

Entre esses projetos estão a construção do Propel Center, um centro de inovação e aprendizado global pioneiro para faculdades e universidades historicamente negras (HBCUs); a primeira Apple Developer Academy nos EUA para oferecer “suporte à educação em programação e tecnologia” para alunos em Detroit e investimento em capital de risco para empreendedores negros e pardos, entre outros.

Veja o que o CEO1 da Apple, Tim Cook, falou sobre a iniciativa:

Somos todos responsáveis pelo urgente trabalho de construir um mundo mais justo e equitativo — e esses novos projetos enviam um sinal claro do compromisso duradouro da Apple. Estamos lançando as iniciativas mais recentes da REJI com parceiros em uma ampla gama de setores e experiências — de alunos a professores, desenvolvedores a empreendedores e organizadores de comunidades a defensores da justiça —, trabalhando juntos para capacitar comunidades que sofreram o impacto do racismo e da discriminação por tempo demais. Estamos honrados em ajudar a concretizar essa visão e em corresponder nossas palavras e ações aos valores de equidade e inclusão que sempre valorizamos na Apple.

Propel Center em Atlanta

Propel Center

Como dissemos, o Propel Center será um centro de inovação e aprendizado voltado para a comunidade HBCU de Atlanta (Geórgia). Para isso, a Apple está investindo US$25 milhões, além de fechar parcerias com a Southern Company e uma série de outras empresas, para criar um ambiente de educação e especialização acessível para comunidades negras.

O centro foi projetado para apoiar a próxima geração de diversos líderes, fornecendo currículos inovadores, suporte de tecnologia, oportunidades de carreira e programas de bolsa de estudos. O Propel Center oferecerá uma ampla gama de cursos educacionais, incluindo inteligência artificial e aprendizado de máquina, tecnologias agrícolas, justiça social, artes do entretenimento, desenvolvimento de aplicativos, realidade aumentada, design, preparação de carreira e empreendedorismo. Os especialistas da Apple ajudarão a desenvolver currículos e fornecer orientação contínua e suporte de aprendizagem, além de oferecer oportunidades de estágio.

Como parte da parceria da Apple com as HBCUs, a empresa também está estabelecendo duas novas concessões para apoiar programas de engenharia dessas faculdades: a primeira delas para subsidiar as faculdades de engenharia das HBCUs e, a segunda, para apoiar educadores das HBCUs em Pesquisa e Desenvolvimento com programas de orientação, assistência para o desenvolvimento de currículos e fundos para equipar seus espaços de laboratório.

Apple Developer Academy em Detroit

Iniciativa social da Apple

Ainda neste ano, a gigante de Cupertino abrirá uma Apple Developer Academy em Detroit — a primeira dos EUA. A escolha do local não foi ao acaso: de acordo com a Apple, Detroit tem uma “vibrante comunidade negra de empreendedores e desenvolvedores”.

A instituição foi projetada para “capacitar jovens empreendedores, criadores e programadores negros, ajudando-os a cultivar as habilidades necessárias para empregos na economia de aplicativos iOS em rápido crescimento”.

Os cursos da Apple Developer Academy — lançados em colaboração com a Universidade Estadual do Michigan — serão abertos a todos os alunos de Detroit, independentemente de sua formação acadêmica ou de qualquer experiência anterior em programação.

A Apple espera que o projeto alcance cerca de 1.000 alunos todos os anos, oferecendo um currículo que abrange programação, design, marketing e habilidades profissionais.

Financiamento de parcerias e comunidades

Iniciativa social da Apple

Para abordar as barreiras sistêmicas de acesso e financiamento enfrentadas por empreendedores negros e pardos, a Apple também anunciou dois novos investimentos em capital de risco e espaços bancários, ambos projetados para fornecer capital a empresas de propriedade de minorias.

O primeiro financiamento, de US$10 milhões, será voltado para a Harlem Capital — uma empresa de capital de risco com sede em Nova York — para apoiar seus investimentos nos próximos 20 anos.

Já o segundo financiamento, no valor de US$25 milhões, visa ajudar a Siebert Williams Shank, uma companhia que fornece capital para pequenas e médias empresas, a apoiar companhias que operam ou atendem a mercados em desenvolvimento que promovem iniciativas de crescimento inclusivo.

Por fim, a Maçã está fazendo uma contribuição para o The King Center, um memorial vivo ao legado do Dr. Martin Luther King Jr. para “compartilhar seus ensinamentos e inspirar novas gerações a levar adiante seu trabalho inacabado”. [MacMagazine]

‘Podemos ter a próxima Apple ou Amazon’, diz diretora Camilla Junqueira da Endeavor Brasil

Chefe de rede que reúne grandes nomes do empreendedorismo há duas décadas no País fala sobre mudanças no ecossistema nacional
Por Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

Camilla Junqueira, diretora-geral da Endeavor Brasil
Camilla Junqueira, diretora-geral da Endeavor Brasil

De origem americana, a Endeavor é uma organização global sem fins lucrativos, presente em mais de 30 países, com o objetivo de acelerar o crescimento da economia por meio de empreendedores. Quando ela chegou ao Brasil em 2000, ainda falava-se pouco sobre empreendedorismo e startups. Era um cenário bem diferente daquele de duas décadas depois: de acordo com a ABStartups, o Brasil já conta hoje com mais de 13 mil startups – destas, 14 já valem mais de US$ 1 bilhão e são unicórnios.

Aqui no Brasil, a entidade tem uma equipe de cerca de 90 pessoas para promover iniciativas empreendedoras. E mais importante: o trabalho é realizado com a ajuda de grandes empreendedores brasileiros, como Paulo Veras, fundador do app de transporte 99, e de executivos de grandes corporações como Frederico Trajano, do Magazine Luiza. Hoje, a rede da Endeavor no Brasil reúne 121 empreendedores e, entre eles, estão executivos de unicórnios como LoftEbanxCreditas e Vtex.

No ano passado, as empresas da rede tiveram faturamento de R$ 8 bilhões. E o plano é acelerar o crescimento. Ao Estadão, Camilla Junqueira, diretora da Endeavor Brasil, relembra a transformação da ONG nos últimos 20 anos e fala sobre a estratégia da organização para manter o laço estreito com o empreendedor, oferecendo acesso a capital e conselhos necessários. “A Endeavor é como se fosse um sócio que não tem equity, tiramos um pouco a solidão do empreendedor”, afirma. A seguir, os principais trechos da entrevista. 

Como vocês conseguiram reunir uma rede de empreendedores tão forte no Brasil?

Normalmente, são os grandes empresários de cada país que decidem levar o modelo da Endeavor para suas regiões. E eles patrocinam esse começo: a primeira fonte de receita de qualquer operação da Endeavor são os conselheiros. No caso do Brasil, algumas dessas pessoas foram Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Pedro Passos. Com eles, foi mais fácil convencer que o projeto fazia sentido. A partir daí, a rede cresceu naturalmente. Também há muita troca entre outros países, o que incentiva a entrada de empreendedores e faz com que eles queiram estar perto desse movimento. Um processo importante ao longo dos últimos anos também foi atrair empreendedores que são referências na área de tecnologia – se não tivéssemos feito isso, teríamos ficado ultrapassados.

Qual a diferença da Endeavor em relação a outros agentes do ecossistema de inovação, como investidores e aceleradoras?

Cada organização do ecossistema tem um papel importante. Acho que uma coisa que a Endeavor tem de muito única é o fato de estar sempre ao lado do empreendedor, de uma forma mais “neutra”. Há outra relação com o investidor, porque foi colocado dinheiro no negócio. A Endeavor é como se fosse um sócio que não tem equity. Tiramos um pouco essa solidão do empreendedor.

Nas últimas duas décadas, as startups brasileiras ganharam força. Como a Endeavor acompanhou isso?

Quando começamos nos EUA, já existia a referência da ‘máfia do PayPal’. No Brasil, algo do tipo era quase inexistente. Por aqui, antes de falar de tecnologia e inovação, tínhamos de falar sobre empreendedorismo. Nos últimos sete anos, porém, surgiram empreendedores de tecnologia. A Endeavor ajudou a construir uma nova geração de exemplos. Tivemos de valorizar a velocidade de crescimento para virar um unicórnio, por exemplo. Foi uma coisa que mudou a característica da rede da Endeavor. Mas foi uma mudança que partiu do ecossistema. 

Vocês têm focado em ajudar startups a ganharem escala e a se internacionalizarem. Por que este é o momento para isso?

A Endeavor sempre teve a responsabilidade de ajudar os empreendedores a pensar globalmente. No começo, era natural que as empresas brasileiras fossem mais fechadas, considerando o tamanho do mercado nacional e as características dos negócios. Os próprios mentores falavam que era importante crescer por aqui primeiro. Porém, houve uma transformação do ecossistema. Os empreendedores hoje começam criando soluções inovadoras que têm a capacidade de competir globalmente. Podemos ter grandes companhias de um tamanho de Apple e Amazon – mas, para isso, precisamos ter empreendedores se ajudando cada vez mais.

Muitos negócios sofreram na pandemia. Como a Endeavor conseguiu ajudar?

A primeira coisa que fizemos foi apoiar as empresas da nossa rede. Fizemos mentorias coletivas e individuais. Cada empreendedor teve um desafio diferente: um estava em um setor muito prejudicado, mas tinha dinheiro no caixa, enquanto outro estava em um setor beneficiado pela pandemia, mas não tinha caixa. Entendemos também que tínhamos uma responsabilidade com o ecossistema como um todo. Temos uma rede com muito conteúdo e disponibilizamos digitalmente para qualquer empreendedor os principais materiais de referência de como eles poderiam lidar com a crise – desde como negociar com o banco, até como entrar em trabalho remoto com todos os funcionários. Foram quase 300 mil acessos. 

Quais são os principais planos da Endeavor para 2021?

Neste ano, temos como foco melhorar o acesso a capital e estimular o trabalho de inovação aberta com grandes corporações e startups. Outro plano é em diversidade. Estamos estimulando as empresas do nosso portfólio a olharem para esse tema. Se queremos construir um ecossistema diverso em dez anos, precisamos começar hoje. A Endeavor nasceu dos maiores empresários do Brasil, que são homens brancos. É natural que ela tenha se formado assim, mas isso não quer dizer que a gente não possa olhar para isso com mais atenção para tentar reverter o quadro. 

Google lança fundo de US$ 3 mi contra fake news sobre a vacina da covid-19

Iniciativa da empresa é o terceiro projeto contra a desinformação desde o início da pandemia
Por Guilherme Guerra – O Estado de S. Paulo

Veículos de imprensa de todo o mundo podem se inscrever para o projeto, elaborado pelo Google News Initiative 

Google anuncia nesta terça-feira, 11, um fundo de US$ 3 milhões para apoiar veículos de imprensa que queiram combater notícias falsas sobre a vacina de covid-19 – a ideia é que a iniciativa acompanhe as campanhas de imunização que começam a ser realizadas em países da Europa, da Ásia, da América do Norte e da América Latina.

Organizações de todos os tamanhos e de qualquer parte do mundo podem se inscrever, desde que o veículo produza notícias originais e comprove histórico em checagem de fatos. O fundo será dedicado exclusivamente para bancar projetos de informações a respeito dos imunizantes do novo coronavírus. Um júri internacional de especialistas em jornalismo e ciência irá escolher os selecionados, que podem se inscrever até dia 31 de janeiro.

“A intenção é ajudar os checadores de fatos a cumprir sua missão, que é basear o debate público em fatos e evidências, em vez da opinião e do medo”, explica ao Estadão Alexios Mantzarlis, líder de notícias e credibilidade no Google.

O Google News Initiative é o braço de apoio ao jornalismo da empresa, responsável por promover informação de qualidade, ajudar no enfrentamento de notícias falsas e apoiar diferentes modelos de negócio na imprensa.

Esta é a terceira iniciativa do gigante de tecnologia para ajudar no combate à desinformação ligada às pandemia de covid-19. Em abril de 2020, o Google desembolsou US$ 6,5 milhões para pequenos e médias organizações realizarem a checagem de fatos sobre o novo coronavírus. Em dezembro do mesmo ano, foi anunciada uma parceria com especialistas da área de saúde e ciência de todo o mundo, que serviriam de base para a pesquisa de jornalistas.

“A infodemia [excesso de informações falsas ou incorretas sobre o novo coronavírus] de covid-19 foi algo que nunca vimos antes. E, muito antes desta pandemia, já existia desinformação sobre as vacinas. Esse nos parece ser o terreno ideal para concentrar os esforços de checagem de fatos”, conta Mantzarlis.