Apple e Qualcomm entram em acordo após Intel desistir de produzir componente do iPhone

Intel abandou a produção de modems 5G para celulares, deixando o mercado nas mãos da Qualcomm

Apple e Qualcomm encerraram disputa 

A Apple e a Qualcomm decidiram nesta terça-feira, 16, abandonar todos os litígios em andamento e resolver uma disputa sobre royalties, chegando a um acordo sobre licença global de patente e fornecimento de chips. O acordo também inclui um pagamento de valor não revelado da Apple para a Qualcomm. 

As ações da Qualcomm dispararam mais de 20% no final da tarde, enquanto os papéis da Apple permanceram estáveis. A Apple entrou com um processo de US$ 1 bilhão contra a Qualcomm em janeiro de 2017, acusando a fabricante de chips de sobrecarga de chips e recusando-se a pagar cerca de US$ 1 bilhão em descontos prometidos. Depois, a Qualcomm entrou com ação judicial alegando que a Apple usou seu peso no ramo de eletrônicos para pedir a fornecedores como a Hon Hai para reter pagamentos de royalties da Qualcomm que a Apple tinha historicamente reembolsado para as fábricas.    

Como parte do acordo, a Qualcomm também encerrará o litígio com os fabricantes contratados da Apple. A Apple alegava que as práticas de patente da Qualcomm visavam manter o monopólio do mercado de chips de modem, que conectam smartphones a redes de dados sem fio.  Até 2016,  o iPhone da usava antes chips da Qualcomm, mas,  com o lançamento do iPhone 7, a Apple começou a usar chips de modem da Intel em alguns modelos.   

Em julho de 2018, a Qualcomm disse que acreditava que seus chips tinham sido completamente removidos da mais nova geração de iPhones lançada em setembro de 2018, deixando a Intel como o único fornecedor.

Mudança na Intel. A opção pelo acordo pode ser o resultado de uma decisão da Intel. Horas depois do anúncio das duas empresas, a Intel revelou que vai abandonar o mercado de modems 5G para telefones celulares para focar na produção de modens 4G e 5G para PCs e outros dispositivos inteligentes, além de concentrar esforços em equipamentos de infraestrutura 5G. Na prática, a Intel deixou todo o mercado de modems 5G de celulares nas mãos da Qualcomm. 

“No segmento de smartphones, não há um caminho claro para lucratividade e retornos positivos”, disse Bob Swan, presidente executivo da Intel, no comunicado da empresa.  Não está claro quando a Intel informou a Apple de sua decisão – nenhuma das empresas comentou o assunto. Apple e Qualcomm também não informaram os motivos de surpreendentemente encerrarem a disputa nos tribunais. 

O jornal japonês Nikkei informava na terça, 16, que a Apple estava preocupada com a capacidade da Intel de fornecer os chips para os modelos de iPhone lançados em 2020. / COM INFORMAÇÕES DA REUTERS

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Número de assinantes da Netflix sobe, mas crescimento desacelera nos EUA

Joe Flint e Micah Maidenberg

NOVA YORK – A Netflix anunciou que o crescimento de sua base de assinantes nos Estados Unidos desacelerou no primeiro trimestre, em uma momento no qual a companhia está se preparando para enfrentar concorrência nova em Hollywood e os investidores estão avaliando sua capacidade de continuar mantendo um ritmo vertiginoso de crescimento.

A Netflix conquistou mais 7,9 milhões de assinantes pagos no exterior, no primeiro trimestre, 31% a mais do que no período em 2018. A empresa atraiu 1,7 milhão de novos assinantes nos Estados Unidos, ante 2,3 milhões no período um ano atrás.

A fraqueza nos Estados Unidos reforçou a importância dos mercados internacionais para a companhia criada 22 anos atrás.

No final de março, a Netflix tinha 148,9 milhões de assinantes pagantes em todo o mundo, superando sua previsão de 148,2 milhões para o período. Sob esse critério, ela passa todos os demais serviços de vídeo por assinatura.

A HBO e sua rede irmã Cinemax, combinadas, têm cerca de 140 milhões de assinantes em todo o mundo. O serviço de streaming Hulu só está disponível nos Estados Unidos e tem 25 milhões de assinantes.

Em seu trimestre mais recente, o lucro reportado pela Netflix subiu a US$ 344 milhões, ou 76 centavos de dólar por ação, ante US$ 290 milhões, ou 64 centavos de dólar por ação, no primeiro trimestre de 2018.

A receita da companhia cresceu em 22%, para US$ 4,52 bilhões. Isso representa o quarto trimestre consecutivo de desaceleração no crescimento de vendas da Netflix, mas a receita total ficou acima dos US$ 4,5 bilhões projetados pelos analistas consultados pela FactSet.

As ações da companhia subiram em 34% este ano, até agora, mas registraram queda de 1,3% em transações posteriores ao fechamento das bolsas.

The Wall Street Journal, tradução de Paulo Migliacci

Loja da Apple na 5ª Avenida de NY foi infestada por percevejos

Leia abaixo essa história, dias após a saída oficial da ex-chefona Angela Ahrendts.

Nova York

Apple Store temporária da Quinta Avenida em Nova York
Loja temporária da Apple na Quinta Avenida

Sim, é real: como informou o New York Post, a loja temporária da Apple na Quinta Avenida, em Nova York, foi infestada por percevejos — o que causou caos entre seus funcionários na última semana.

O espaço fica logo atrás do icônico cubo de vidro que guarda a loja “real” da Maçã, fechada para reformas até Deus sabe quando. Não se sabe se os insetos invadiram o (ou vieram do) local das obras, mas a situação no estabelecimento temporário parece estar realmente crítica há quase um mês.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, funcionários estão em estado de alerta, sentindo-se inseguros e com medo de levar a infestação para suas casas. Uma semana após a Apple enviar uma empresa de dedetização à loja e afirmar que “não havia mais motivo para preocupações”, os insetos voltaram a aparecer em grande quantidade — um dos empregados, inclusive, filmou um percevejo andando por seu agasalho.

Só na última sexta-feira (12/4), então, a administração da loja reconheceu que o problema persistia e orientou os funcionários a guardarem seus pertences em dois sacos plásticos, um dentro do outro, enquanto um cão farejador tentava encontrar o foco da infestação. Em um dia da última semana, a loja — que fica aberta 24h — fechou por algumas horas para tratar de um “vazamento de água”, mero disfarce para tratar do problema real.

Vestiário dos funcionários da loja temporária da Apple na Quinta Avenida após infestação de percevejos
Vestiário dos funcionários após infestação | Imagem: New York Post

Aparentemente, ao longo do fim de semana, os insetos foram definitivamente exterminados, mas a má-impressão dos empregados permanece. Um deles afirmou ao New York Post que “não deveria ir trabalhar sentindo-se inseguro e desprotegido”, enquanto outro reclamou que a Apple não avisou sobre o fechamento temporário da loja — alguns funcionários chegaram para trabalhar e deram de cara com as portas fechadas.

Há problemas para resolver aí, hein, Apple? [MacMagazine]

Zuckerberg tinha ‘ciúmes’ do crescimento do Instagram, mostra reportagem

Revista mostra bastidores da relação entre Facebook e Instagram

Crescimento do Instagram causava incomodo no Facebook 

Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, e outros executivos da empresa tinham “ciúmes” em relação a ascenção do Instagram, empresa adquirida pela rede social em 2012 por US$ 1 bilhão. A relação conturbada entre as duas empresas faz parte de um longo relato da revista Wired sobre os bastidores dos últimos 15 meses do Facebook, periodo que abrange desde o escândalo de Cambridge Analytica até o app espião que gerou uma punição da Apple. 

A reportagem, que ouviu mais de 65 pessoas, entre funcionários e ex-funcionários, diz que parte dos executivos do Facebook acreditava que o crescimento do app de fotos estava canibalizando o tráfego da rede social. Após uma reunião na qual Chris Cox, então diretor de produtos da companhia, apresenta o crescimento do Instagram, parte dos funcionários ficou com a impressão de que o executivo estava apresentando um problema, e não a evolução de um serviço que pertence ao Facebook. 

Em uma nota para a imprensa em julho de 2018 sobre o crescimento do Instagram, o Facebook disse: “Acreditamos que o Instagram foi capaz de usar a infraestrutura do Facebook para crescer duas vezes mais rápido do que o faria sozinho”. 

Na mesma época, Zuckerberg pediu ao seu diretor de crescimento, Javier Olivan, uma lista com todas as maneiras com as quais o Facebook gerava tráfego para o Instagram. Isso incluia: links para o Instagram em republicações no Facebook de fotos originalmente postadas no app de fotos; propagandas sobre o Instagram no Facebook, permissão para novos usuários do Instagram acessarem a lista de contatos no Facebook para obter recomendações de contatos. 

Zuckerberg, então, avisou os fundadores do Instagram, Kevin Systrom e Mike Krieger, que iria remover esse apoio. A reportagem diz que a decisão confundiu funcionários da empresa, que acreditavam que o crescimento do Instagram era bom para todos. 

Wired também cita situações que mostram o incomodo de Zuckerberg com o Instagram. Em 2014, Zuckerberg baixou uma ordem que obrigava qualquer funcionário da empresa que quisesse conceder entrevistas a pedir autorização ao próprio Zuckerberg e a Sheryl Sandberg, diretora de operações da empresa. O motivo eram as seguidas aparições de Kevin Systrom na imprensa.

Birra. A reportagem também fala que Systrom e Krieger resistiam a propostas feitas pelo Facebook de mudanças na interface do Instagram. Uma delas se referia à inclusão de menus do tipo “hamburguer” – botão que fica no topo da tela que quando apertado abre uma série de opções. 

Após a saída dos dois executivos, os menus do tipo foram incluídos no app de fotos. A revista incluiu uma frase atribuída ao engenheiro que implementou a mudança: “Parecia algo muito pessoal”.  O Facebook não respondeu sobre a reportagem até a conlusão deste texto. 

Botão Curtir tem que ser proibido para menores de idade, diz proposta britânica

O objetivo da medida é proteger a privacidade de adolescentes na rede social; a proposta foi apresentada pelo órgão regulador de informação do Reino Unido

As curtidas em publicações são usadas como dados para anunciantes direcionarem publicidade

Reguladores do Reino Unido querem que usuários menores de 18 anos sejam proibidos de curtir publicações no Facebook e no Instagram, segundo o site BBC. A proposta, apresentada pelo órgão regulador de informação (Information Comissioner’s Office) tem como objetivo proteger a privacidade de adolescentes na rede social. As curtidas em publicações são usadas como dados para anunciantes direcionarem publicidade de acordo com o interesse do usuário. 

Além dessa proposta, o órgão defende que os adolescentes sejam avisados quando suas contas estiverem sendo rastreadas ou quando seus pais estiverem usando um recurso para acompanhar as atividades dos filhos na rede social. Os reguladores propõem que as configurações de privacidade nas contas de adolescentes sejam previamente ativadas para a proteção máxima do usuário. 

A proposta sugere também que as redes sociais mudem a forma como elas apresentam a opção de compartilhamento dados: para os reguladores, a empresa induz os usuários a compartilhar dados, apresentando a opção de maneira positiva. Por fim, o órgão do Reino Unido critica a postura das redes sociais de dificultar o acesso a recursos de privacidade, complicando o caminho para ativar as configurações. 

As ideias dos reguladores ainda são propostas e só entrarão em vigor se tiverem apoio de legisladores. 

Editores reclamam de favoritismo e problemas com o Apple News+

Entre os novos serviços da Maçã, anunciados no mês passado, o Apple News+ é o único que está disponível para usuários (nos Estados Unidos e no Canadá, isto é). Apesar da euforia inicial, no entanto, a plataforma já é alvo de críticas e questionamentos por um grupo bem importante para o serviço: os próprios editores.

De acordo com uma publicação do Digiday, alguns editores que se juntaram ao Apple News+ estão insatisfeitos com o lançamento do serviço e reclamaram sobre uma série de problemas, incluindo dificuldades com a formatação de artigos na plataforma, design confusoexperiência de usuário falha, entre outros.

Porém, uma outra grande queixa não está relacionada com as características intrínsecas do serviço, mas com o comportamento da própria Apple, que estaria favorecendo grandes editores às custas de outras publicações menores.

Segundo os reclamantes, todos os editores que participam do Apple News+ receberam um email para entrar em contato com representantes da gigante da Cupertino. Contudo, um grupo seleto de participantes foi convidado para um canal privado do Slack, por meio do qual eles poderiam se conectar com a Apple mais diretamente.

Como é possível imaginar, o grupo de editores que não possui tal contato mais direto com a Apple não ficou nem um pouco contente com essa possível “diferença de tratamento”. Um desses editores anônimos disse que a Apple “está jogando com favoritismo”.

O relatório aponta, ainda, que a Apple se absteve de fornecer modelos de artigos para os editores. Embora a Maçã tenha firmado com os editores certa liberdade na criação e no design de seus artigos, ela terceirizou o problema de layout e conteúdo para outras empresas, as quais deixaram bastante a desejar, segundo os editores.

Além disso, vários editores reclamaram da falta de ferramentas para digitalizar seus conteúdos de acordo com as exigências da Apple. Em muitos casos, as revistas e os jornais digitais são basicamente uma conversão do que é feito no impresso, e isso depende de alguns serviços que convertem texto e anúncios individualmente.

Nesse sentido, os editores de revistas menores, que não têm recursos para transferir seus produtos para o serviço, estão considerando um conjunto desfavorável de opções: investir em recursos de design e desenvolvimento para criar algo bonito sem saber se há um público para apreciá-lo; usar um modelo estabelecido, que faz com que seu conteúdo seja exatamente igual ao de dezenas de outros editores; ou trabalhar mesmo com PDF1 e esperar que a experiência de usuário diferente não lhe custe leitores.

Com base em todas as queixas, o Digiday descreveu que os primeiros problemas que assolam o Apple News+ “não auguram nada de bom para seu futuro a longo prazo, a menos que a Apple adapte sua abordagem”, como também destacou o Gizmodo, que fez um review(não tão positivo) da recém-lançada plataforma de revistas.

Ainda veremos se esses problemas se revelarão grandes o suficiente para afetar o serviço da Maçã. No entanto, se as dores de cabeça de formatação continuarem, provavelmente o Apple News+ será mais uma plataforma de coleção de PDFs digitalizados — o que definitivamente não vale os US$10 cobrados mensalmente pela sua assinatura. [MacMagazine]

VIA CULT OF MAC

Remessas Internacionais cada vez mais baratas

A migração global é um fenômeno crescente. E, com ela, aumenta a necessidade de transferência de recursos de um país para outro. Cada vez mais pessoas mudam de residência em busca de melhores condições de vida. É comum que, ao conquistar uma qualidade de vida superior, passem a ajudar financeiramente quem ficou no país de origem. Em outros casos, os imigrantes simplesmente têm contas a serem pagas nos países em que moravam, tornando necessárias as transferências mensais.

Os custos de remessas internacionais de dinheiro para pessoas físicas costumam ser altos. A média global é acima de 10% do valor transferido e, em alguns casos, pode atingir 15%.

Em 2011, numa reunião do G20, Bill Gates afirmou: “Precisamos continuar reduzindo os custos transacionais das remessas internacionais, já que este pool de dinheiro tem impacto nos mais pobres. Se a taxa fosse reduzida pra 5%, isto já representaria uma economia de 15 bilhões de dólares.”

Foi de olho nesta dor que os israelenses Or Benoz, Guy Kashtan e Saar Yahalom fubdaram a Rewire, uma fintech que busca ser mais eficiente e barata na transferência de recursos que os cidadãos israelenses fazem para seus países de origem.

A empresa foi fundada em 2015 e ficou rapidamente conhecida no mercado israelense, um país com uma população menor do que a da Grande São Paulo.

Até então, o produto apresentava uma solução similar a de outras startups, como a Transferwise, a líder global em remessas internacionais. Porém um fato chamou a atenção dos fundadores: com o tempo, os usuários começaram a depositar dinheiro na wallet da Rewire e não faziam a transferência imediatamente. Deixavam o dinheiro parado lá por semanas. Com o passar do tempo, isso se tornou meses. E a Rewire entendeu que ela estava servindo como o banco do cliente, uma vez que ele não tinha uma conta corrente num banco tradicional. O passo seguinte estava claro: a Rewire deveria se tornar um mobile bank.

A startup acabou de captar U$17 milhões com fundos de Venture Capital, para se tornar um banco digital para estes desbancarizados e expandir sua atuação para outros países.

É mais uma fintech que vai ajudar a endereçar as necessidades financeiras de parte dos 2 bilhões de desbancarizados no mundo. [Guilherme Horn]