Daydream terá suporte a dispositivos VR autônomos com Android O

O Google anunciou que a plataforma Daydream vai suportar uma nova categoria de dispositivos autônomos de realidade virtual.

Estes novos dispositivos irão se basear na mesma tecnologia dos smartphones, mas irão oferecer uma experiência ainda mais “fácil e confortável” por meio da tecnologia WorldSense*.

“Estamos trabalhando com o HTC VIVE, um líder no setor de VR, e a Lenovo, líder em computação móvel, para fazer isso; Os primeiros dispositivos entrarão nas mãos dos consumidores ainda este ano”, diz o Google.

Segundo a mídia especializada, os dispositivos irão utilizar o processador Qualcomm Snapdragon 835 com sensores de alto desempenho e câmeras de rastreamento personalizadas.

A empresa também informou que o Galaxy S8 e S8+ irão receber o Daydream através de uma atualização de software e, o próximo telefone principal da LG (a ser lançado no segundo semestre do ano) terá suporte total ao Daydream.

*De acordo com o Google, o WorldSense permite o rastreamento da posição do usuário, o que significa que o fone de ouvido rastreia os movimentos precisos no espaço – e isso tudo sem qualquer sensor externo para instalar. [Google Discovery]

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Foto indica que Apple pode copiar Samsung em novo iPhone

São Paulo — Uma foto que seria do novo iPhone indica que a Apple pode copiar um recurso do Galaxy S8, o smartphone mais sofisticado da Samsung.

O aparelho pode ter uma tecnologia de reconhecimento facial, que serviria para desbloquear a tela. A foto vazada pelo site Slashleaks indica que o próximo iPhone terá sensores no topo da sua parte frontal, que podem ser câmeras de detecção de rostos.

A Apple comprou uma empresa israelense chamada Realface no começo deste ano, o que reforça a possibilidade de a companhia de Cupertino integrar a tecnologia ao seu produto mais bem-sucedido.

Como lembra o site BGR, a Apple também é dona de uma empresa chamada Faceshift, especializada em captura de movimentos em tempo real. Com isso, sensores como os vistos na foto vazada podem servir também para colocar uma versão digitalizada do seu rosto no seu personagem em um jogo. Este vídeo mostra como isso poderia ser feito.

Ainda que a tecnologia presente no iPhone 8 seja mais avançada, a Samsung lançou o recurso de reconhecimento facial antes da rival–embora esse método de autenticação já tenha relatos de ter sido hackeado, como indica a empresa de segurança Sophos.

Por enquanto, não há informações oficiais sobre os novos iPhones, que devem ser apresentados em setembro. [Lucas Agrela]

Novidade deixa Snapchat mais social com histórias colaborativas

São Paulo – O Snapchat ganhará em breve um novo recurso. Ele será o Custom Stories, ou histórias customizadas. Em poucas palavras, ele permite que mais de uma pessoa alimente uma história dentro do app.

O objetivo final parece ser deixar a rede social ainda mais social. A Snap, dona do app, afirma que o recurso deve ser particularmente interessante em viagens, festas ou grandes eventos sociais.

Com as Custom Stories, o usuário pode criar uma história e convidar amigos para que também façam postagens ali. O processo é simples: basta criar a nova história e dar um nome a ela.

Depois disso, são duas opções diferentes. A primeira é convidar amigos específicos e a segunda, criar um cerco geográfico que permite que todos os amigos dentro daquela região possam alimentar a história.

Se ninguém contribuir para a história por 24 horas, ela desaparece. Se o criador da história apagar, ela também desaparece.

A empresa afirma que qualquer usuário pode contribuir quantas vezes quiser e em quantas histórias colaborativas quiser. Por outro lado, cada usuário pode ter apenas três histórias colaborativas no ar ao mesmo tempo.

O Snapchat informa que o novo recurso estará disponível para usuários de Android e iPhone dentro de um dia. [Victor Caputo]

Apple nomeia Denise Young Smith como sua primeira VP de inclusão e diversidade

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Denise Young Smith, Vice President, Worldwide Human Resources. (Apple photo)

Com o mundo mudando e as demandas por maior representatividade em todos os aspectos da vida e do mundo cada vez maiores, não é surpresa que as grandes empresas imbuam-se deste espírito de diversidade — se estamos falando de algo genuinamente preocupado com a importantíssima pauta da inclusão social ou somente de uma sucessão de jogadas de marketing para atender ao público, não tenho certeza (esta é uma crucial discussão, mas para outro momento).

O fato é que a Apple é uma das companhias mundiais que mais destacam-se por suas ações promotoras de diversidade, preocupando-se em destacar a importância que dá ao tema em toda a sua comunicação e também em relatórios anuais que publica sobre o assunto. E, para coroar todas as iniciativas já realizadas, a Maçã está criando um novo cargo de vice-presidente justamente para lidar com essas demandas.

De acordo com informações do 9to5Mac, Denise Young Smith [acima] passa a ser a nova vice-presidente de inclusão e diversidade da Apple, um novo cargo na cúpula da Maçã que liderará as ações da empresa no campo e buscará novas formas de promover a representatividade em Cupertino e além. A mudança ainda não está refletida na página de lideranças da Apple, mas Smith já atualizou seu perfil no LinkedIn e, aparentemente, a “promoção” também já foi oficializada internamente.

A executiva não pode, nem de longe, ser considerada uma novata na Apple: ela está em Cupertino desde 1997, sempre ocupando cargos importantes na área de recursos humanos — o último, justamente, foi o de VP global de recursos humanos. Agora, entretanto, Denise vai responder diretamente ao diretor executivo (CEO) Tim Cook na sua nova função, enquanto o departamento de RH — provavelmente sob uma nova liderança, ainda não anunciada — continua subalterno ao núcleo de Luca Maestri, diretor financeiro (CFO) da empresa.

É bom notar que a Apple já tinha antes um diretor de diversidade e inclusão, Jeffrey Siminoff, mas este era, como o próprio nome diz, um cargo menor na hierarquia da empresa — agora, Smith poderá agir com muito mais independência liderando novas iniciativas de inclusão e diversidade dentro da Maçã, com toda a autonomia que se espera de um(a) vice-presidente.

Esperamos, do fundo do coração, que ela tenha o maior dos sucessos nesta nova empreitada. [ – MacMagazine]

‘A inovação vem, mas requer algumas tentativas’, diz vice-presidente de produtos do Google, Mario Queiroz

1495487510903.jpgQueiroz diz que o Google estuda bem o mercado que quer entrar.

Como surgiu a ideia de criar o Google Home?
Produtos novos nunca saem de uma única ideia. Nós já tínhamos desenvolvido o Chromecast e a tendência dos assistentes pessoais começou a ganhar força. São diferentes ideias que surgiram e pensamos que poderiam se unir em um produto.

A Amazon já havia inaugurado essa categoria de produtos com o Echo. Por que decidiram competir nesse segmento?
Nós pensamos que poderíamos fazer melhor, pela nossa experiência com música e nosso assistente pessoal. A gente já responde muitas perguntas na busca, então por que não levar essa capacidade para um auto falante inteligente?

O Google Assistant estará em todos os dispositivos da marca? Poderemos usá-lo para controlar o Chromecast no futuro?
Nós queremos trazer esse recurso de interação por voz para todos os produtos que fazem sentido. Ele tem um poder muito grande de trazer pessoas que não se sentem confortáveis a usar computadores e tecnologia em geral. O Google Home permitiu que crianças de 3 anos fizessem buscas no Google, assim como pessoas de 80 anos. A intenção de agregar inteligência artificial a esses produtos é essa: tornar a vida das pessoas mais fácil.

Por que depois do Glass, o Google ainda não lançou nenhum vestível próprio?
Estamos escolhendo com muita cautela em quais categorias de produtos vamos entrar com a marca do Google. Olhamos para áreas onde podemos trazer produtos bonitos, rápidos e simples, mas com uma interação simbiótica com software para que o Google traga um diferencial, como o assistente pessoal.

Além da falta do Assistant em português, há outros entraves para lançar o Home no Brasil?
Não existem grandes entraves. Mas além da homologação, existe a localização. E ela é muito mais do que só o assistente: tem a caixa, a distribuição dos produtos, os acordos com os varejistas. A soma desses detalhes precisa ser feita com cautela. Mas, aos poucos, vamos levar os produtos do Google a mais países e o Brasil é importante para nós.

No Google, o que o sr. aprendeu de mais importante?
Acho que o mais importante é aprender em toda a fase. No passado, eu trabalhei no projeto da Google TV e esse conhecimento foi usado para criar o Chromecast. Então, o que eu sempre tento fazer é construir em cima daquilo que eu aprendi. Mesmo que um projeto não tenha muito êxito, temos de pensar no que é possível tirar de bom para a próxima inovação. Porque ela vem, mas, às vezes, requer umas duas ou três tentativas. Claudia Tozetto – O Estado de S. Paulo

Japonesa SoftBank lança maior fundo de investimentos em tecnologia

SoftBank_Silicon_Valley.jpgA companhia japonesa de telecomunicações SoftBank lançou oficialmente neste sábado, 20, o Vision Fund, o maior fundo de investimentos em tecnologia do mundo. Com apoio de empresas como Apple, Qualcomm, Foxconn e o fundo de investimentos estatal da Arábia Saudita, o Vision Fund tem US$ 93 bilhões em depósitos.

Segundo a empresa, a meta é chegar a US$ 100 bilhões em seis meses, com auxílio de novos investidores ainda não anunciados.

Para participar do Vision Fund, o investidor precisa aportar no mínimo US$ 100 milhões, tendo o compromisso de fazer acordos comerciais com empresas públicas e privadas. Em termos de áreas específicas, o Vision Fund pretende investir em segmentos como Internet das Coisas, robótica, infraestrutura, telecomunicações, inteligência artificial e fintechs.

“A tecnologia tem o potencial de resolver os maiores desafios e riscos da humanidade hoje. Os negócios que querem resolver esses problemas vão precisar de capital de longo prazo e visão estratégica”, disse Masayoshi Son, presidente executivo do grupo SoftBank, em um comunicado à imprensa.

Apesar de só ter sido lançado no último final de semana, o fundo já esteve ativo em investimentos – segundo o site norte-americano TechCrunch, há acordos já feitos com o Didi Chuxing, aplicativo de transportes chinês que investiu mais de US$ 100 milhões no brasileiro 99, e com a fintech indiana Paytm.

Depois de dominar a internet, Google foca no hardware

1495320801056.jpgPouco a pouco, o Google entranhou-se em todos os aspectos da vida digital: seus serviços gerenciam e-mails, traçam rotas de carro, traduzem informações, respondem qualquer dúvida. No entanto, para que esses serviços estejam na palma da mão das pessoas, o Google sempre dependeu de terceiros: os fabricantes de hardware. É por meio dos smartphones, tablets e computadores de outras marcas que os consumidores têm acesso à miríade de serviços do Google. Mas isso está mudando – e de forma acelerada. A empresa tem investido alto para desenvolver uma linha de hardware própria, que inclui de roteadores a caixas de som inteligentes.

Atualmente, a linha tem quatro principais produtos (ver arte ao lado), que incluem os smartphones Pixel, o dispositivo para conectar TVs à internet Chromecast e a caixa de som inteligente Google Home. Eles ainda são pouco representativos para a empresa, em termos de receita. O Google não divulga separadamente os resultados, mas, com os serviços de nuvem, os dispositivos renderam US$ 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Isso é apenas uma fração do faturamento da empresa com publicidade, que gerou US$ 21,4 bilhões no mesmo período.

“O Google está fazendo um bom trabalho em diversificar suas receitas”, afirma o analista de mercado James Wang, da ARK Investment Management. “Eles estão tentando criar novos produtos para não depender apenas da publicidade.”

Não é a primeira vez que o Google investe em hardware. O gigante das buscas começou a olhar para a área em 2010, quando lançou em parceria com a HTC seu primeiro smartphone, o Nexus One. Naquela época, o Google queria inspirar os fabricantes de hardware a criarem novos dispositivos com Android. Nos anos seguintes, o Google lançou oito gerações de celulares Nexus, além de tablets e centrais multimídia.

O Google também arriscou em outras categorias, como vestíveis, ao surpreender o mercado com o Google Glass, em 2012. Mas foi só em 2013 que a companhia emplacou seu primeiro sucesso nesse mercado, o Chromecast. O pequeno aparelho, espécie de pen drive e com preço de US$ 35, permitia transformar qualquer TV com entrada HDMI em uma TV conectada. Em três anos, mais de 34 milhões de unidades do Chromecast foram vendidas.

“O Chromecast teve sucesso, porque as pessoas não precisavam aprender nada novo para usar”, diz o brasileiro Mario Queiroz, vice-presidente de produtos de hardware do Google e um dos principais engenheiros por trás do produto (ler entrevista ao lado).

Até o ano passado, esses esforços do Google em hardware ocorriam de forma descentralizada. No ano passado, a empresa decidiu criar uma divisão de hardware. A área é liderada por Rick Osterloh, que foi presidente executivo da Motorola, na época em que a empresa era do Google – em janeiro de 2014, o buscador vendeu a fabricante para a chinesa Lenovo.

Simbiose. Mais do que competir com outras fabricantes no mercado de hardware, o Google tenta se diferenciar pela integração quase que simbiótica entre hardware e software. “O Google quer oferecer uma experiência completa ao usuário”, afirma uma fonte de mercado que não quis se identificar. “É preciso entregar o produto pronto para o usuário, com toda a parte de hardware e software.”

Grande parte dessa integração passa pela interface entre sistemas e dispositivos. Por isso, o Google está apostando em desenvolver novas tecnologias de inteligência artificial, como o assistente pessoal Google Assistant. Ele vai garantir que os usuários interajam com todos os dispositivos e serviços do Google quase sem perceber (ler mais ao lado).

“A inteligência artificial deve alavancar a presença do Google em todos segmentos de mercado e será o fio que vai ligar as experiências dos usuários”, afirmou ao Estado o vice-presidente de pesquisas da Forrester, Michael Facemire.

Desafios. Mas não vai ser tão fácil assim para o gigante das buscas chegar lá. O Google ainda enfrenta muitas dificuldades, entre elas a correta distribuição de produtos em pontos de venda. É comum encontrar relatos de pessoas nos EUA que não acham o smartphone Pixel nas lojas. Outros produtos, como o Google Home, demoram a chegar em mercados fora dos EUA, como o Brasil.

Além disso, a empresa precisa explicar melhor seus produtos. “O mercado de hardware é muito competitivo”, diz o analista da consultoria Gartner, Tuong Nguyen. “É muito difícil alcançar consumidores se você não tem a escala de empresas como a Samsung e a Apple.” Matheus Mans, Claudio Tozetto – O Estado de S.Paulo