Apple agora tem uma diretora designada especificamente para a região da Grande China

122915880A Apple anunciou hoje a nomeação de Isabel Ge Mahe, sua vice-presidente de tecnologias sem fio, como a sua mais nova vice-presidente e diretora da região da Grande China, especificamente.

Ge Mahe, que assumirá o novo cargo em Xangai ainda no verão do hemisfério norte, gerenciará os negócios da Apple na China continental e também em Hong Kong, Macau e Taiwan, respondendo diretamente ao CEO Tim Cook e ao COO Jeff Williams.

“A Apple está fortemente comprometida em investir e crescer na China, e estamos contentes que a Isabel trará sua experiência e liderança para nossa equipe chinesa”, disse Cook. “Ela dedicou boa parte do seu tempo em anos recentes para entregar inovação em benefício dos consumidores Apple na China, e esperamos fazer contribuições ainda maiores sob a sua liderança.”

A executiva liderava as equipes de engenharia de software da Apple focadas em tecnologias wireless há nove anos, incluindo conectividade celular, Wi-Fi, Bluetooth, NFC, localização e movimento — e isso em todas as linhas de produtos da Maçã. Ela também participou do desenvolvimento do Apple Pay, do HomeKit e do CarPlay.

Na China, especificamente, Ge Mahe já trabalhou com o time de P&D (pesquisa e desenvolvimento) da Apple e com parceiras em operadoras de telefonia celular para desenvolver recursos como o leitor nativo de códigos QR que virá no iOS 11, prevenção de fraudes por SMS e até possibilitar o uso de números de telefone como IDs Apple.

“Estou honrada em ter essa oportunidade de representar a Apple na China e trabalhar mais de perto com nosso time incrivelmente talentoso”, afirmou Ge Mahe. “Todos na Apple estão orgulhosos das contribuições que fazemos para as comunidades onde temos negócios, e estou animada em aprofundar a conexão das nossas equipes com consumidores, o governo e negócios na China, a fim de avançar inovação e sustentabilidade.”

Toda a sorte para a Isabel no novo cargo! [MacMagazine]

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Google Glass retorna em uma nova fase, desta vez voltado para empresas

10328243lO Google anunciou oficialmente o que já sabíamos há dois anos e meio – o Google Glass não está morto, a companhia estava apenas desenvolvendo novamente as tecnologias para o mercado corporativo e, especificamente, operários de manufaturas.

Hoje, a companhia-mãe do Google, a Alphabet, anunciou o Glass Enterprise Edition – uma versão atualizada que tem como alvos trabalhadores de fábricas e médicos. O desenvolvimento do Enterprise Edition foi noticiado pela primeira vez em 2015, graças a uma proposta de patente da companhia no FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA). Em maio de 2016, conseguimos entender melhor os planos do Google graças a uma pessoa que anunciou um dispositivo Enterprise Edition no eBay. Houve também notícias de que funcionários da Tesla estavam utilizando os headsets no ano passado dentro da fábrica em Fremont, na Califórnia.

O renascimento do Glass não é tão surpreendente assim. Porém, agora, ele não está mais escondido. Desde que o Google descontinuou a primeira versão do Glass no começo de 2015, foram distribuídos protótipos da próxima geração para empresas como Boeing, DHL, GE e Volkswagen e então o produto foi aprimorado de acordo com os retornos. Agora, como o líder de produto do Glass, Jay Kothari, escreveu em uma publicação no Medium hoje, mais de 50 empresas estão utilizando o headset.

A primeira versão “Explorer Edition” do Glass não cativou consumidores casuais porque tinha muitos problemas, além de ter levantado preocupações com a privacidade. Fora que quem vestia o dispositivo ficava parecendo uma pessoa boba. O Google vacilou, como Astro Teller, líder da divisão X da Alphabet, admitiu para a revista Wired na matéria que destaca o Enterprise Edition. A empresa “saiu da pista”.

Mas enquanto o Google estava focando em consumidores, algumas empresas começaram a colocar softwares customizados dentro do Glass e então o utilizaram de formas que facilitam seus trabalhos – por exemplo, guiando funcionários durante as tarefas para que eles não precisassem consultar constantemente o manual de instruções. O Google percebeu isso e reequipou o dispositivo para servir especificamente para o mercado corporativo.

Agora, o Enterprise Edition mira em operários e profissionais da medicina que podem usar o Glass para consultar referências médicas, registrar e transcrever notas enquanto estão com pacientes. Isso significa que provavelmente você não conseguirá colocar as mãos em um Glass tão cedo – a menos que a empresa na qual você trabalha tenha interesse no dispositivo.

Parece que o Google está bancando a adoção generalizada nas fábricas. O repórter Steven Levy, da Wired, descreve que viu o dispositivo sendo utilizado na fábrica de equipamentos para agricultura da Agco. O Glass guia os trabalhadores em cada passo, então eles podem olhar para a tela e se assegurarem de que estão executando a tarefa corretamente e utilizando as peças corretas. Quando a tarefa é finalizada, o usuário diz para o robô: “OK, Glass, prossiga”.

De acordo com Levy, alguns dos funcionários da Agco abraçaram a tecnologia, enquanto outros – principalmente os mais velhos – ficaram céticos a respeito do dispositivo. Mas a companhia está considerando algumas maneiras para deixar seus empregados mais confortáveis – incluindo a instalação de um “balcão no banheiro” para que os usuários possam tirar os headsets antes de utilizá-los no trabalho.

E aqui reside a maior preocupação em relação aos próximos capítulos envolvendo o Glass. Por que os trabalhadores não deveriam estar cautelosos com um dispositivo de propriedade da empresa que lhes diz o que fazer e que pode ser usado para monitorar constantemente seu trabalho?

A partir de agora, mais empresas poderão ver se o Google Glass poderá ajudá-los a operar de forma mais segura e eficiente. No entanto, mais funcionários terão que se acostumar a usar um monitor que registra tudo o que eles vêem e fazem. []

Imagem do topo: Agco

Após rumores e demissões, Soundcloud afirma que não vai acabar

Soundcloud, BerlinDepois do anúncio de que o SoundCloud possui dinheiro suficiente até o quarto trimestre deste ano, o presidente executivo da empresa publicou um comunicado para rebater os rumores de que a plataforma estaria fechando. Por meio do blog da companhia, Alex Ljung informou a comunidade de usuários que o serviço não vai deixar de existir.

Em nota, o presidente afirmou para os usuários que as músicas que eles amam, compartilham e colocam na plataforma não vai desaparecer, “porque o SoundCloud não vai sumir”. Os rumores do fim do site começaram após a publicação de uma reportagem do site norte-americano TechCrunch dizendo que a companhia só possuía dinheiro até o fim do ano, mesmo depois da demissão de 40% de seus funcionários e do fechamento dos escritórios de Londres e San Francisco.

O SoundCloud ainda luta para encontrar o seu modelo de negócios ideal, apesar de ser uma das maiores plataformas de compartilhamento de músicas, com 175 milhões de usuários. A companhia é diferente de seus rivais Apple, Amazon e Spotify, já que ela se baseia mais em músicos amadores e menos nos artistas comerciais, servindo para um público mais específico.

No comunicado, Ljung pede para os usuários, artistas, produtores de podcast e DJs continuarem a usar a plataforma e a espalharem a mensagem de que o “SoundCloud está aqui para ficar”.

Netflix supera expectativas e chega a 99 milhões de assinantes

netflixA Netflix superou as expectativas do mercado nesta segunda-feira, 17, ao anunciar que chegou à marca de 99 milhões de assinantes em todo o mundo. O anúncio foi feito durante a divulgação de resultados financeiros da empresa para o trimestre entre abril e junho de 2017: no período, a empresa ganhou 5,2 milhões de assinantes, quando esperava ter apenas 3,2 milhões de novas contas.

O bom resultado fez as ações da empresa chegarem a US$ 177, em valorização de 10% após o fechamento do pregão desta segunda-feira na bolsa de valores Nasdaq. Além disso, a empresa também empolgou os investidores ao anunciar que deve bater a marca simbólica de 100 milhões de assinantes no próximo trimestre – a maioria deles, diz a empresa, deverá estar fora dos Estados Unidos.

Ganhar assinantes globais é bom para a empresa porque reduz sua dependência do mercado norte-americano, e mostra que a companhia agiu corretamente ao investir em sua expansão internacional.

Desde janeiro de 2016, a Netflix está disponível em quase todos os países do mundo – fica fora apenas de Cuba, China, Chechênia, Coreia do Norte e Síria. Hoje, há 48,71 milhões de assinantes da Netflix fora dos Estados Unidos – em um ano, a empresa ganhou 15 milhões de novas contas no mundo. Dentro dos EUA, o crescimento foi de apenas 4 milhões de assinatnes.

Hoje, a Netflix já tem mais de 100 milhões de usuários – segundo o balanço divulgado nesta segunda-feira, há 103,9 milhões de contas ativas do serviço de streaming. O número, no entanto, considera também os usuários que estão no período de testes de um mês gratuito do serviço.

Receitas. Entre abril e junho de 2017, a Netflix faturou US$ 2,8 bilhões, em alta de 32,3% na comparação com as receitas do mesmo período do ano passado. Já o lucro ficou na casa de US$ 66 milhões – a empresa tem investido pesado na criação de conteúdo original, em séries como House of Cards, Stranger Things, Master of None e The Crown.

Além de atrair o público, os programas também conquistaram o reconhecimento da crítica: na última semana, os programas da empresa receberam 91 indicações ao Emmy, um dos principais prêmios da TV americana, em um recorde histórico para a empresa.

Segundo a empresa, mais de 1 bilhão de horas de vídeo são assistidas através de seu serviço de streaming todas as semanas. “Ainda há muito espaço para crescermos no mercado”, disse a Netflix, em sua carta aos investidores. “O YouTube tem 1 bilhão de horas de vídeo consumidas todos os dias.”

Google aposta em computação quântica para batalha pela nuvem

São Francisco – Durante anos, a Google investiu tempo e dinheiro em um dos sonhos mais ambiciosos da tecnologia moderna: construir um computador quântico funcional. Agora, a empresa estuda formas de transformar o projeto em negócio.

A Google, da Alphabet, ofereceu a laboratórios científicos e pesquisadores de inteligência artificial acesso antecipado a suas máquinas quânticas pela internet nos últimos meses.

O objetivo é estimular o desenvolvimento de ferramentas e aplicativos para a tecnologia com a finalidade de transformá-la em um serviço de computação em nuvem mais rápido e poderoso, segundo pessoas para as quais o plano foi apresentado.

Uma apresentação de slides da Google obtida pela Bloomberg News detalha o hardware quântico da empresa, incluindo um novo laboratório que a Google chama de “centro de dados quânticos embrionários”.

Outro slide presente no software exibe informações sobre o ProjectQ, uma iniciativa de código aberto para fazer com que os desenvolvedores escrevam código para computadores quânticos.

“Eles não escondem que estão criando um hardware quântico e que, em algum momento do futuro, o transformariam em um serviço de nuvem”, disse Peter McMahon, pesquisador de computação quântica da Universidade de Stanford.

Esses sistemas ampliam os limites de como os átomos e outras partículas minúsculas funcionam para resolver problemas com os quais os computadores tradicionais não conseguem lidar.

A tecnologia ainda está emergindo de uma longa fase de pesquisa e suas capacidades são muito debatidas. Ainda assim, os esforços incipientes da Google para comercializá-lo e medidas similares da International Business Machines estão iniciando uma nova fase de competição no mercado da nuvem, que cresce rapidamente.

Jonathan DuBois, cientista do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore, disse que a equipe da Google tem sido clara em relação aos planos de abrir o mecanismo quântico por meio de seu serviço na nuvem e prometeu que o governo e os pesquisadores acadêmicos teriam acesso gratuito. Um porta-voz da Google preferiu não comentar.

Oferecer acesso antecipado e gratuito a um hardware especializado para despertar o interesse por ele é algo que se encaixa na estratégia de longo prazo da Google para expandir seu negócio de nuvem.

Em maio, a empresa apresentou um chip chamado Cloud TPU, que será alugado a clientes da nuvem na forma de serviço pago. Além disso, um número seleto de pesquisadores acadêmicos está recebendo acesso aos chips sem custos.

Enquanto os computadores tradicionais processam bits de informação como um ou zero, as máquinas quânticas usam “qubits” que podem ser um, zero ou algo no meio em determinado momento. Ainda não está claro se funciona melhor que os supercomputadores atuais. E a tecnologia ainda não é compatível com a atividade comercial.

Ainda assim, a Google e um número cada vez maior de outras empresas acreditam que isto transformará a computação ao processar algumas tarefas importantes milhões de vezes mais rapidamente.

O novo e gigantesco fundo Vision da SoftBank está buscando investimentos nesta área, e IBM e Microsoft trabalham nela há anos, junto com a startup D-Wave Systems.

A esperança no campo é que os computadores quânticos funcionais, se chegarem, terão uma série de utilidades, como a melhoria de painéis solares, a descoberta de medicamentos ou mesmo o desenvolvimento de fertilizantes.

Atualmente, os únicos algoritmos que rodam neles são bons para simulações químicas, segundo Robin Blume-Kohout, técnico da Sandia National Laboratories, que avalia o hardware quântico. Mark Bergen, da Bloomberg

Cancelamentos na Netflix marcam reviravolta do streaming

Los Angeles – Ainda chocado com o cancelamento de Sense8 e The Get Down? As duas séries foram mais duas vítimas da mudança da Netflix — e essa transformação está apenas começando. Uma década atrás a ex-locadora de DVDs online se converteu numa plataforma de streaming on demand. Agora, ela finalmente está se metamorfoseando naquilo que, em última análise, sempre quis ser: um estúdio independente para o século 21, agindo um tanto como uma produtora, e um tanto como um emissora de televisão.

Como seu ex-gestor de conteúdo e atual diretor de negócios do YouTube, Robert Kyncl, afirma, a Netflix (e suas companheiras e concorrentes como Amazon, Hulu, Crackle) tem a vantagem de não depender de “nacos de tempo”como modelo de negócios — suas ofertas são ao gosto e à conveniência do freguês. Não levando em conta essa imensa diferença, o posicionamento atual da Netflix é o mais parecido que ela provavelmente jamais será de uma “televisão normal”.

Como uma “televisão normal” a Netflix agora tem um ciclo anual de programação, ao final do qual se passa a peneira. Ao contrário da “televisão normal”, a Netflix não julga seu conteúdo original apenas pelo parâmetro da audiência. O número de acessos conta, é claro, mas a fórmula que a plataforma parece estar empregando como definidora de “sucesso” leva em conta alguns fatores. O número de acessos e desempenho do número de novos assinantes durante o período de existência da série contra um elemento chave: o custo de produção da série.

“Nossa meta é, em primeiro lugar, manter o assinante na nossa plataforma”, disse o co-fundador e CEO da Netflix, Reed Hastings no Mobile World Congress de Barcelona. “É por isso que não nos interessamos por eventos esportivos. Queremos conteúdo que possa interessar e atrair plateias de forma permanente, e não para um único evento. Para fazer isso, temos que oferecer conteúdo que se conecte com nossos assinantes e faça sentido, financeiramente, para nós.”

Sense8 e The Get Down — mais sua companheira de corte, Girlboss — não foram as primeiras séries canceladas da Netflix. Antes delas não mais foram produzidos episódios de Longmire (depois de seis temporadas), Lilyhammer (três temporadas), Hemlock Grove (três temporadas), Marco Polo (duas temporadas), Richie Rich (duas temporadas) e Bloodline (três temporadas). Para uma plataforma que tem mais de 10 mil títulos em seu catálogo — e isso inclui as temporadas já produzidas de todas essas séries — o número de cancelamentos é baixo. Estas oito séries canceladas caem em dois perfis: ou são séries de muito baixo orçamento – Girlboss, Hemlock Grove, Richie Rich – que não se “conectaram com os assinantes” o suficiente, ou são séries de orçamentos muito altos, muitas delas filmadas em locações fora dos Estados Unidos, com grandes elencos.

Em algum momento a fórmula número de acessos + novos assinantes – custo de produção ativou o sinal vermelho.

Em 2016 a Netflix gastou 5 bilhões de dólares em produção de conteúdo original, contra uma receita de 6,7 bilhões de dólares no ano anterior. Este ano ela inaugurou um complexo de escritórios e estúdios no coração de Hollywood, e anunciou um investimento de 10 bilhões de dólares em produção original: a promessa de um bolo maior, mas com muito mais fatias, diversificando a produção e cobrindo, dessa forma, uma área maior onde o conteúdo possa achar e manter seu público.

Na transição para sua vida como o novo estúdio independente da indústria, a Netflix já está se comportando como aquilo que quer ser, e sabiamente contrapondo-se ao modo operacional do establishment: em vez de poucos blockbusters caros, muitos títulos com orçamentos mais razoáveis – os projetos medianos que os estúdios não querem mais fazer, e que sempre foram o feijão com arroz tanto da “TV normal” quanto do cinema independente.

E no meio desse turbilhão, a Apple, quietamente, entrou na briga com sua primeira investida no universo do conteúdo original: a série reality Planet of the Apps, onde candidatos a empreendedores digitais fazem o pitch de suas startups para um painel de investidores. Disponível na Apple Music (aplicativo exclusivo dos dispositivos Apple), a série foi descrita pela revista especializada Variety como “um projeto que deve ter sido desenvolvido num guardanapo durante um coquetel e depois todos se esqueceram de que precisava de mais coisa.” (A segunda série da Apple, o reality Carpool Karaoke –inspirado no quadro de enorme sucesso criado por James Corden para The Late Late Show- estará disponível em agosto).

Para corrigir o curso, a Apple foi, como a Netflix e o YouTube antes dela, buscar talento na velha indústria de produção: Jamie Erlicht e Zack Van Amburg, desde 2005 co-presidentes da Sony Television, o ramo mais financeira e criativamente saudável do atribulado estúdio. Erlicht e Amburg são os executivos que desenvolveram e viabilizaram séries como Breaking Bad (e sua versão colombiana, Metastasis), Better Call Saul, The Crown, The Shield, Bloodline (para a Netflix) e Sneaky Pete (para a Amazon).

Desde meados de junho a dupla é responsável pelo novíssimo departamento de vídeo da Apple, criado especialmente para eles, e hierarquicamente subordinado a um só executivo – Eddy Cue, vice presidente sênior de software e serviços da Apple (uma classificação curiosa para uma operação que se presume focada em narrativas audiovisuais).

A Apple Music tem 27 milhões de assinantes, e a nave-mãe está claramente interessada em expandir o formato além de um serviço de música. Ou seja – como disse  me disse Robert Kyncl —, “se você está no business de produzir conteúdo, você está na época certa.” Ana Maria Bahiana, de Exame Hoje

Apple teria investido em certos equipamentos para garantir fabricação adequada do “iPhone 8”

ChMkJllYVCWIDsbQAAJRHE2Wx4sAAd4KgO5McAAAlE0406.jpgJá tem um certo tempo que correm informações (não-confirmadas, obviamente) de que o “iPhone 8” poderá chegar um pouco depois que o esperado ao mercado. A tradição dos últimos anos é a Apple fazer isso em setembro, mas há possibilidade de apenas os “iPhones 7s/7s Plus” serem disponibilizados imediatamente para compra.

Os rumores referentes a isso falam de escassez de componentes ou dificuldade de fabricação da nova tela (AM)OLED e/ou da tecnologia referente ao Touch ID escondido atrás dela, mas agora pintaram também informações relacionadas com os circuitos impressos do aparelho.

Segundo o jornal coreano THE INVESTOR, a Apple teria inclusive comprado equipamentos caros (quem pode, pode…) e os emprestado a parceiras como a Interflex e a Youngpoong Electronics para evitar que a falta desse componente comprometa as saídas de “iPhones 8” das fábricas.

A Apple teria firmado acordo de fornecimento com uma empresa taiwanesa, mas esta desistiu provavelmente por ter sentido uma forte pressão em termos de volume e controle de qualidade que não compensariam frente às suas margens. Outro complicador é que a Apple quer utilizar circuitos impressos flexíveis rígidos (rigid flexible printed circuit boards, ou RFPCBs), mais complexos, em vez dos tradicionais PCBs.

Fontes dizem que o investimento nos equipamentos teria sido de “dezenas de milhões de dólares” e que a Apple espera comprar mais de 100 milhões de RFPCBs até o fim deste ano. [MacMagazine]

VIA Patently Apple