Twitter deve cortar 8% da força de trabalho em breve

Twitter HQ_960.pngPor Agências – Reuters
O Twitter planeja cortar 8% de sua força de trabalho – ou cerca de 300 funcionários – publicou a Bloomberg, citando fontes com conhecimento do assunto. Os cortes podem ser anunciados quando a empresa divulgar, nesta quinta-feira, 27, os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2016. A agência disse ainda que o número de vagas afetadas pode mudar – e que o principal setor afetado seria o de vendas.

Uma representante do Twitter não comentou o assunto. Até o final de junho, no período registrado pelo último balanço do Twitter, a empresa possuía um total de 3860 funcionários.
Se confirmado, este será o segundo corte de funcionários anual do Twitter: em 2015, uma semana após o co-fundador Jack Dorsey reassumir o comando da empresa, a rede social anunciou cortes de 336 funcionários.
No mês passado, o Twitter contratou banco
s para buscar ofertas para uma venda da empresa. Citadas como possíveis interessadas, empresas como Disney, Microsoft, Alphabet e Salesforce negaram seu interesse na rede social. A companhia responsável pela rede social tem valor de mercado próximo a US$ 13 bilhões, mas tem prejuízo de cerca de 400 milhões por ano. Nos últimos 12 meses, a empresa perdeu 12% de seu valor de mercado. 

Anúncios

Vendas do Apple Watch caíram 70% no último trimestre em comparação ao mesmo período de 2015

apple-watch-series-2-2

A Apple continua fazendo jogo duro quando o assunto é divulgação de números de vendas do seu Watch, mas isso não significa que firmas de análise econômica não possam fazer suas próprias apurações para criar imagens gerais do mercado e apontar tendências. E o relatório mais recente daIDC aponta para um cenário não muito favorável para o mundo dos relógios inteligentes em geral — e especialmente para o representante da Maçã.

Segundo a pesquisa, referente ao terceiro trimestre de 2016, 1,1 milhão de unidades do Apple Watch foram despachadas no mundo — o que representa uma queda de terríveis 71,6% em relação às 3,9 milhões de unidades enviadas no mesmo período do ano passado.

Vendas de smartwatches no terceiro trimestre de 2016

Desta forma, a Apple mantém a posição de liderança em participação no mercado dos relógios inteligentes, mas vê concorrentes se aproximarem — especialmente a Garmin, que registrou uma subida fenomenal de 324% na comparação ano-a-ano e despachou 600 mil dispositivos no último trimestre, tomando da Samsung o segundo lugar geral.

De todas, só quem caiu mais que a Maçã foi a Lenovo, com uma derrocada de 73,3% nas vendas. No geral, o mercado dos smartwatches retrocedeu 51,6% no terceiro trimestre de 2016 em relação ao de 2015.

Claro que motivos não vão faltar para discutirmos qual a razão dessa queda. No caso do Apple Watch, especificamente, é fácil apontar para a falta de atualizações no período — o Series 2 foi apresentado apenas duas semanas antes do fim do terceiro trimestre, ou seja, suas vendas ainda não contaram para a pesquisa.

Entretanto, talvez seja prudente para a Apple e as suas concorrentes considerar que o buraco pode ser um pouco mais embaixo. Quem sabe elas ainda não tenham tido a capacidade de convencer às pessoas da necessidade de um relógio inteligente; talvez ainda não haja aquilo que chamam dekiller-app para os smartwatches.

O interesse no ramo ainda é bastante específico e segmentado, e talvez por isso os engenheiros e publicitários das empresas tenham que, mais uma vez, botar a cuca pra funcionar para salvar o dia. [MacMagazine]
[via MacRumors]

Instagram pode estar testando função de vídeos ao vivo

Um usuário da rede social na Rússia descobriu a nova funcionalidade enquanto executava a versão beta do Instagram no Android, segundo o T Journal. Ele notou que um dos vídeos no Stories apareceu com um banner em vermelho escrito “Live” (ao vivo, em inglês). Porém, ele não conseguiu assistir ao conteúdo ao vivo.

As capturas de tela feitas pelo site russo também revelam como deverá ser a interface do usuário para os vídeos ao vivo. Aparentemente, o recurso funciona no mesmo local onde é possível fazer o Instagram Stories. A única diferença perceptível é um botão vermelho escrito “Go Insta”, que deve servir para fazer as histórias ao vivo.

O Instagram está se tornando cada vez mais complexo desde que foi vendido para o Facebook. Além da linha do tempo controlada por algoritmos, o aplicativo de fotos ganhou novas funções de mensagens diretas, zoom de fotos e, recentemente, o Instagram Stories. Como o Facebook já investe há algum tempo em vídeos ao vivo em sua própria plataforma, já era de se esperar que o Instagram logo recebesse a funcionalidade.

Google abre seu primeiro “showroom”

Não é exatamente uma loja, mas pode-se dizer que a Google debutou nesta quinta-feira (20) no comércio físico, em um possível prelúdio de uma batalha com a Apple nesse terreno.

A Google inaugurou hoje, no bairro do Soho, em Nova York, seu primeiro “showroom”, um lugar para mostrar seus novos produtos que poderia ajudar a gigante da Internet a decidir se deverá abrir lojas e competir nesse âmbito com sua grande concorrente californiana.

Esse lugar de exposição “estará aberto até o final do ano e será o único que o Google abrirá”, disse uma porta-voz, Chrissy Persico.

Segundo Persico, não se trata de um ensaio, mas de uma “extensão da operação de lançamento” do novo smartphone da Google, o Pixel.

“Queremos que as pessoas venham e possam provar nossos produtos”, explicou.

Duas semanas depois de ter anunciado o primeiro smartphone “feito pela Google”, o gigante de Mountain View apostou em atrair os consumidores para sua primeira “loja” em Nova York. Ali, não se pode comprar nada, porém, os vendedores conduzem os potenciais clientes à sua página na Internet e aos operadores telefônicos que vendem seus telefones.

O espaço, de 400 m² e design cuidadoso, tem produtos para se testar, entre os quais se destacam tanto os novos telefones quanto suas últimas inovações em matéria de inteligência artificial (Google Home) e de realidade virtual (DreamView).

Batalha de plataformas

Os clientes caminham desde a entrada sobre um quadro gigante feito de 400 quadrados móveis de cores brilhantes que representam seu caminho ao “hardware”. A empresa contratou uma dupla artistas do Brooklyn, Faile, para desenhar os corpos dos celulares.

Pela manhã, a “Google pop-up store” contava com poucos clientes, cerca de 30, muito longe das multidões que costumam acompanhar a inauguração das lojas da Apple. São oito apenas em Nova York e mais de 250 nos Estados Unidos.

“Me interessam as tecnologias, por isso gosto de passear por essas lojas”, disse o estudante Ravi Lakshmanan, da Universidade de Columbia.

“A Apple está um pouco atrasada em termos de automação, onde a Google tem vantagem, mas não se compara em marketing… Haverá uma grande batalha de plataformas e será interessante de ver”, disse.

Embora a capitalização financeira não tenha chegado ao auge registrado em 2015, a Apple continua sendo a número um mundial. E, para o exercício encerrado em setembro de 2015, o grupo registrou um lucro líquido de 53 bilhões de dólares, o dobro daquele no último ano de gestão de Steve Jobs. AFP

Startups tomam lugar dos restaurantes no Vale do Silício

valleyfood5-master675Mulher do lado de fora do restaurante Buca di Beppo, em Palo Alto. Crédito Jason Henry para o The New York Times
Por Nicole Perlroth – The New York Times
Há pouco tempo ainda era possível sentir da rua o aroma de camarões e de pizzas feitas no forno à lenha que ficava na área externa de um restaurante chamado Zibibbo, que em seu auge foi bastante popular. Agora, a área externa está cercada por grades e escurecida por vidros jateados. O forno sumiu. Depois de 17 anos de funcionamento, o restaurante fechou as portas em 2014. Hoje, ele é ocupado por um escritório de investimento de risco da American Express e por uma incubadora de startups.

Ao todo, mais de 6,5 mil metros quadrados de pontos comerciais de Palo Alto, onde antes havia lojas e restaurantes, foram convertidos em espaços de escritório entre 2008 e 2015, à medida que a bolha da tecnologia fez crescer a demanda por espaço no centro da cidade.

Essa história tem se repetido por todo o Vale do Silício, onde os donos de restaurante afirmam que manter as portas abertas tornou-se uma batalha diária, por causa do reajuste constante dos aluguéis, dos altos impostos municipais e da falta de mão de obra. Além disso, gigantes de tecnologia como Apple, Facebook e Google sempre contratam os melhores cozinheiros, ajudantes de cozinha e garçons, com salários, benefícios e vantagens com as quais os donos de restaurante são incapazes de competir.

Os tecnólogos do Vale do Silício adoram falar sobre como desestabilizam até as coisas mais simples do cotidiano: da forma como vamos ao trabalho até a maneira como compartilhamos fotos com a família. Mas, no meio do caminho, eles também deixaram o setor de restaurantes de pernas para o ar.

Isso talvez não seja um problema para os funcionários do setor, que têm acesso a alimentos frescos e gratuitos nas lanchonetes das empresas, mas para o resto das pessoas que vivem aqui, existe um abismo entre os serviços de delivery e as refeições de US$ 500 nos restaurantes de alto padrão.

“O tipo de restaurante que conhecemos vai deixar de existir aqui em um futuro próximo”, afirmou Howard Bulka, chefe de cozinha e proprietário do Howie’s Artisan Pizza, em Palo Alto, além de outro restaurante em Redwood City. “Palo Alto é barra pesada. Muitas pessoas tentam sobreviver e já pensam em deixar o setor.”

Sem teto. Com margens de lucro apertadíssimas, os donos de restaurante não conseguem aumentar os salários dos funcionários. Pagar um salário digno é um problema sério em Palo Alto, onde apartamentos de um quarto são alugados por US$ 2,8 mil, em média, o mesmo que em Nova York, de acordo com o Rent Jungle. Os trabalhadores também estão deixando as cidades vizinhas onde os preços costumavam ser mais acessíveis, como Cupertino e San Jose, já que a demanda pelas novas gerações de trabalhadores aumentou o valor do aluguel de apartamentos de um quarto para mais de US$ 2,5 mil ao mês.

Palo Alto exige que os restaurantes paguem impostos por coisas como a melhoria das calçadas, a manutenção das árvores e as vagas públicas de estacionamento. Os bem sucedidos costumam gastar entre 4% e 6% do faturamento com custos de ocupação, incluindo aluguel e outros gastos, como seguros e impostos imobiliários. Em Palo Alto, a combinação de aluguéis caros e a falta de funcionários elevou os custos para 12% do faturamento bruto dos restaurantes da região.

“Do ponto de vista operacional, é arrasador. A lucratividade é baixa demais. Simples assim”, afirmou Bulka.

Abandono. O dono da Vino Locale, J.C. Andrade, afirmou que o estabelecimento perdeu o chefe de cozinha para o Facebook. A família aumentou o salário dos funcionários e agora oferece um plano de previdência privado, mas Facebook e Google continuam a oferecer salários mais altos do que Andrade ganha como proprietário.

As opções mais recentes para quem vive na cidade são a Zume Pizza, nos arredores de Mountain View, onde robôs preparam a pizza.

A Zume faz entregas em Palo Alto – daqui a alguns anos, poderá usar carros autônomos. Na rua principal de Palo Alto, robôs do tamanho de pessoas adultas, equipados com telas, cumprimentam os pedestres e tentam levá-los para o interior da loja de robôs Beam, que não tem funcionários, a não ser pelos robôs, cujo papel é o de venderem a si mesmos.

“Nós brincamos que vamos todos acabar como os robôs Beam. É só uma questão de tempo até que eles comecem a carregar bandejas”, afirmou Andrade, da Vino Locale.

“O tipo de restaurante que conhecemos vai deixar de existir em um futuro próximo. Palo Alto é barra pesada.”

Executivo Stephane Reboud da Dell EMC defende maior diversidade de gênero na área de TI

mulheres_tecnologia

De Charlotte Jee – Computerwold UK
Os homens precisam fazer mais para encorajar e apoiar a diversidade de gênero dentro das empresas de tecnologia, de acordo com  Stephane Reboud, diretor de Serviços de Vendas da Dell EMC para Europa, Oriente Médio e África. A proporção de mulheres ingressando em funções técnicas, segundo ele, está caindo. “Quando estudei engenharia, 22% da turna na escola francesa eram mulheres. Passados 20 anos, são apenas 12%”, disse Reboud em entrevista ao ComputerworldUK.

“Precisamos continuar a nos engajar – os homens, especialmente – nas questões relacionadas a diversidade de gênero. Dentro da Dell, eu promovo o Programa Marc – Men Advocating Real Change (ou homens que defendem mudanças reais, em português). Trata-se fazer com que os homens se deem conta de que há outro ponto de vista, outras formas de encarar as coisas”, acrescentou.

Como a maioria dos estudantes de tecnologia são homens, uma solução, na opinião de Reboud, poderia ser expandir as pesquisas na hora do recrutamento de pessoal para o setor. Em vez de apenas indicar aqueles que já têm habilidades e capacitações técnicas, as empresas deveriam ser mais abertas em relação à seleção de pessoas que podem chamar e treinar, sugere o executivo.

Fusão Dell EMC
Reboud defendeu a recente fusão de US$ bilhões da Dell com a EMC, que finalmente concluída no último mês.

Pode esta nova mega-empresa de TI ter sucesso em um mundo onde as companhias de tecnologia estão se dividindo, separando ou reduzindo sua escala (como a HP, por exemplo)?

“Esta é uma das primeiras vezes na indústria de serviços de TI em que vemos alguma que é complementar. Em termos de produtos e segmentação de clientes, há uma sobreposição muito pequeno…Em geral, temos na divisão de serviços 6 mil pessoas, o que nos permite atender 165 países, para entregar algo consistente, eficaz e superior em termos de mercado. Acredito que isso é um poder inagualável de entrega”, afirmou.

De todo modo, em qualquer fusão desse porte, sempre há corte de empregos. A Dell EMC anunciou recentemente que 50 demissões estavam previstas nos escritórios de Cork, na Irlanda. Um número pequeno, mas um sinal do que está por vir?

“São 140 mil empregados ao todo. Haverá uma pequena [redundância], em ordem de grandeza, se formos comparar com o quadro global. Tratamos todo o nosso staff com muito respeito”, disse.

Na nuvem
A Dell EMC observa que a maior parte dos seus clientes ainda tem preferido adotar estratégias de nuvem híbrida, em vez de ir totalmente para uma nuvem pública, de acordo com Reboud.

“Isso não é uma bala de prata. As pessoas dizem que nuvem é a resposta, mas trata-se mais de aproveitar a nuvem para o ambiente específico de cada cliente em particular”, avalia.

Um pesadelo especial para Reboud é a moda de fazer referência ao Uber, Airbnb e Spotify em eventos de TI para demonstrar o poder da tecnologia da nuvem. Ele explica: “Para eles, é óbvio estar totalmente na nuvem. É diferente. Nasceram na indústria digital, são companhias digitais nativas. Não têm legado, nada. De todo modo, para nossos clientes, é preciso cuidar do legado. Eles sabem que a nuvem é parte da resposta, mas a questão é como integrá-la ao legado, mover parte dele para a nuvem e criar o ambiente híbrido.”

Diversidade no ambiente corporativo é tema de evento da CA Technologies em São Paulo

mulher_codigo

Marcado para dia 25, o Diversity Empowered by Software terá a participação de Meghan Stabler, transgênero e mãe, integrante do Conselho da empresa

Meghan Stabler, transgênero, mãe, integrante do Conselho de Administração da CA Technologies nos Estados Unidos, vai contar sua experiência em evento que a empresa promove no próximo dia 25, em São Paulo, o Diversity Empowered by Software. O evento vai reunir profissionais do setor para debater formas de promover um ambiente corporativo mais diverso e um setor de tecnologia capaz de desenvolver soluções que atendam a toda a sociedade.

A participaçãode Meghan está prevista para o painel ‘Como a indústria de TI pode se tornar mais aberta à diversidade e à inclusão de minorias e por que a diversidade é importante para o setor”, junto com Cláudia Vásquez, presidente da CA para América Latina, e Edson Mackeenzy, especialista em desenvolvimento de negócios digitais.

Para Meghan, que também faz parte do Conselho Consultivo para LGBTs do Democratic National Committee, as empresas devem se responsabilizar pela contratação de pessoas com perfis profissioniais diversificados, o que, na sua opinião, é essencial para a inovação.

Outro debate do evento terá como tema “Como a educação pode estimular a diversidade e influenciar a próxima geração de líderes”, com a presença de Maria José de Freitas, professora e consultora sobre gênero, diversidade sexual, relações étnico-raciais, direitos sexuais e reprodutivos; de Juliana de Faria, fundadora da ONG Think Olga e co-fundadora do Think Eva; e Viviane Duarte, fundadora do Plano Feminino. A moderação dos paineis será feira por Alexandre Assis, diretor na CA Technologies.

O evento está programado para as 19h, com tradução simultânea para o Português. A participação é gratuita e aberta ao público. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo link :https://www.eventbrite.com/e/diversity-empowered-by-software-tickets-284…. [CW]