Google anuncia nova sede em Londres

google-londres-reception_2303595k-large_transqvzuuqpflyliwib6ntmjwfsvwez_ven7c6bhu2jjnt8O Google decidiu dar um voto de confiança ao futuro de Londres como centro tecnológico após a votação pelo Brexit, anunciando na terça-feira, 15, planos de um novo edifício na capital que abrigará milhares de engenheiros adicionais.

O presidente do Google, Sundar Pichai, disse que a ciência da computação tem grande futuro no Reino Unido e destacou o conjunto de talentos, instituições educacionais e a paixão por inovação presentes no país.
“É por isso que estamos investindo em talentos de engenharia e infraestrutura”, afirmou Pichai.
O prédio de 10 andares, o primeiro a pertencer integralmente ao Google fora dos Estados Unidos, expandirá a presença da empresa na região de King’s Cross com espaço suficiente para mais de 7 mil funcionários no total, de acordo com a companhia.
O Google dispõe de 5,7 mil empregados e contratados no Reino Unido, incluindo 2 mil engenheiros alocados no edifício recentemente aberto na King’s Cross, onde Pichai anunciou a expansão.
Expectativa. Pichai, que se tornou presidente do Google em outubro de 2015, quando a holding Alphabet foi criada, disse estar otimista em relação ao futuro britânico, apesar das incertezas causadas pela decisão em junho de deixar a União Europeia.
“Historicamente, o Reino Unido tem sido uma economia aberta e conectada, e como muitos dos negócios dos quais temos orgulho e dependemos para recrutar os melhores talentos do mundo”, disse o presidente do Google. “Entendemos que haja incerteza e mesmo preocupações com questões como o Brexit, mas sabemos com certeza que a rede e a tecnologia digital serão um motor de crescimento para o Reino Unido nos próximos anos”, assinalou Pichai.
Para o ministro de Finanças britânico, Philip Hammond, o investimento sinaliza que empresas importantes ainda escolhem alocar seus recursos na no Reino Unido.
Já o prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou que a entrada de capital segue “robusta” depois do Brexit. “Londres não é apenas a capital tecnológica da Europa, estamos ao lado de Nova York e alcançando o Vale do Silício”, comentou Khan durante o evento.
O presidente do Google ainda fez referência em seu discurso às eleições presidenciais dos Estados Unidos. “Os eventos recentes, incluindo a eleição dos EUA, claramente trouxeram à superfície os desafios com a desigualdade e as pessoas sentindo-se marginalizadas”, afirmou Pichai. Segundo ele, esses são problemas “de longo prazo e difíceis” de serem solucionados, mas o Google pretende assumir papel construtivo em parte desses desafios.
O Google, assim como o Facebook, anunciou na segunda-feira, 14, medidas para impedir a disseminação de notícias falsas na internet. [Reuters]

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O novo produto da Apple é um livro sobre si mesma

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Por João Pedro Caleiro
São Paulo – A Apple anunciou hoje o lançamento de seu último produto: um livro.A edição estará disponível em duas versões de capa dura com 450 fotos de produtos antigos e atuais lançados durante os 20 anos da empresa.
O título é “Designed by Apple in California” (“desenhado pela Apple na California”), inscrição conhecida de quem já teve algum de seus eletrônicos.
“A ideia de genuinamente tentar fazer algo grande para a humanidade foi a motivação de Steve [Jobs] desde o início, e continua sendo nosso ideal e nosso objetivo na medida em que a Apple olha para o futuro”, diz Jony Ive, o designer chefe da empresa, no material de divulgação.

“Esse arquivo tem a intenção de ser uma gentil reunião de muitos dos produtos que o time desenhou ao longo dos anos. Esperamos que traga algum entendimento de como e porque eles existem, ao mesmo tempo servindo como referência para estudantes de todas as disciplinas de design”, diz ele.
O livro estará disponível a partir de amanhã (16) para compra em algumas lojas físicas dos Estados Unidos e pelo site Apple.com de alguns países selecionados (Brasil não incluso).
São duas edições de capa dura: a menor sai por US$ 199 e a maior custa US$ 299.

Novo aplicativo do Google vai trazer suas fotos antigas à era digital

Comissão da UE deixa recomendações para fintech para 2017

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Conhecidas como fintech, tais empresas estão desenvolvendo novas formas de crédito online, como o financiamento coletivo
A Comissão Europeia quer propor recomendações para empresas de tecnologia financeira no início do ano que vem, em um primeiro passo para a avaliação dos riscos e recompensas representados por um setor que está abalando os bancos tradicionais.
Conhecidas como fintechs, tais empresas estão desenvolvendo novas formas de crédito online, como o financiamento coletivo, empréstimo entre pares e aplicativos para dispositivos móveis para realizar pagamentos e enviar dinheiro ao exterior.
Anunciando uma força tarefa interna para propor recomendações para o setor na primeira metade do ano que vem, o comissário de serviços financeiros da UE, Valdis Dombrovskis, disse que a inovação tecnológica no setor financeiro era um desenvolvimento a ser encorajado.
“Ela traz enormes oportunidades para clientes e para o setor”, disse. “Nossa força tarefa ajudará a garantir que nossa política apoie a busca por essas oportunidades, enquanto soluciona quaisquer riscos que possam surgir”.
A Comissão não esclareceu se regulamentações totalmente desenvolvidas estão nos planos, mas algumas mudanças regulatórias parecem prováveis.
“Se você acha que serviços de pagamentos de bancos precisam ser estritamente regulados, então você também precisa de medidas similares para aqueles que fornecem serviços de pagamentos sem licença bancária”, disse à Reuters Elke Koenig, chefe do Conselho de Resolução Única, um regulador bancário europeu. Por Agências – Reuters

Samsung compra dona da JBL por US$8 bilhões

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A Samsung anunciou nesta segunda-feira, 14, que vai comprar a Harman International Industries por US$ 8 bilhões de dólares. A norte-americana Harman, que controla marcas como AKG e JBL, fabrica sistemas de som e entretenimento para casa e para carros. É a maior aquisição já feita pela empresa sul-coreana fora de seu país.
“Estivemos estudando o mercado de automóveis por algum tempo. Concluímos que crescimento orgânico não ia nos levar aonde queremos em tempo suficiente”, disse Young Sohn, diretor de estratégia da sul-coreana, sobre a aquisição.
Antes da Harman, a empresa investiu US$ 450 milhões na fabricante chinesa de baterias recarregáveis BYD. Além disso, de acordo com fontes, a Samsung está em conversas com a Fiat sobre uma possível parceria ou compra da fabricante de autopeças Magneti Marelli.
Para analistas, a compra da Harman mostra como a Samsung está se esforçando para encontrar novas áreas de crescimento de receita, depois que o segmento de smartphones, uma de suas áreas mais rentáveis, teve problemas com o Galaxy Note 7. Além disso, exibe como a empresa está apostando no mercado de carros conectados, uma das grandes tendências da tecnologia para os próximos anos.
“A Samsung está usando seu enorme caixa para sair na frente de rivais no mercado de tecnologia automotiva. Mas ainda não se sabe se poderá crescer a ponto a competir com Bosch e Continental”, comentou Park Jung-hoon, gestor de fundos da HDC Asset Management.
Uma fonte que comentou a notícia com a agência Reuters disse que “um acordo desse tamanho é uma primeira vez para nós. Mas isso mostra como a empresa está mudando com Jay Y. Lee”, fazendo referência ao vice-presidente executivo da empresa.
O grupo sul-coreano fechou acordo para compra da Harman por US$ 112 por ação, em dinheiro, o que representa um prêmio de 28% em relação ao preço de fechamento dos papeis da harman na última sexta-feira, 14.
Os produtos da Harman são usados em mais de 30 milhões de automóveis fabricados por montadoras como BMW, Toyota e Volkswagen, de acordo com o site da empresa.
A Harman, que conta com cerca de 30 mil funcionários, vai operar como uma subsidiária da Samsung e seguirá sob o comando do presidente executivo, Dinesh Paliwal, de acordo com o grupo sul-coreano. [Reuters]

Google agora usa inteligência artificial para recomendar faixas no Play Música

RGirls/Digital I O que inovação tem a ver com diversidade no design de produtos?

aaeaaqaaaaaaaawbaaaajdaymty3yzy0ltq0ywmtngm2ys1iode2lthlntkwn2i5nzljoaPor Carine Roos
E se desenvolvêssemos soluções mais sustentáveis que satisfizessem a todos? E se tivéssemos uma aplicação web para democracia popular que incluísse a perspectiva de gênero como parte das melhorias para o seu desenvolvimento? E se mulheres se sentissem mais empoderadas a consertarem seus próprios equipamentos fazendo parte da solução?

Não é difícil entender por que grande parte dos produtos e serviços desenvolvidos pelas indústrias e consultorias não satisfazem as mulheres: há uma grande disparidade entre quem consome e quem produz tecnologia. Mulheres possuem 85% de influência nas decisões de compra, mas possuem baixo envolvimento efetivo na concepção, design e implementação desses produtos. Apenas 15% das mulheres trabalham como engenheiras na indústria e apenas 22% estão em cargos de liderança.

O viés de gênero em produtos e serviços não impacta apenas as mulheres, mas todos. E tende a beneficiar a todos independentemente do gênero. Um novo relatório do Instituto Global McKinsey concluiu que US$ 12 trilhões seriam adicionados ao PIB global até 2025, caso houvesse uma maior promoção da equidade de gênero nos países analisados. O estudo mapeou 15 indicadores de equidade de gênero para 95 países e descobriu que 40 deles têm altos ou extremamente altos níveis de desigualdade em pelo menos metade dos indicadores. Eles se dividem em quatro categorias: igualdade no trabalho, serviços essenciais e facilitadores de oportunidades econômicas, proteção legal e voz política, segurança física e autonomia.

Consultorias de design e engenharia criam produtos para um mercado global, mas os times raramente possuem diversidade que reflita perspectivas globais. Para ilustrar essa questão, vale mencionar os aplicativos de saúde existentes no mercado, cujo cuidado com a saúde da mulher muitas vezes se resume apenas ao planejamento da gravidez e não a questões mais amplas como a saúde reprodutiva das mulheres.

Vale mencionar ainda um estudo publicado em maio de 2016 no Journal of The American Medical Association sobre os assistentes pessoais eletrônicos que trabalham por meio de reconhecimento de voz, utilizando tecnologia de inteligência artificial, como o Siri (da Apple), Google Now, Samsung’s S Voice, e Microsoft Cortana. Esses assistentes estão bastante preparados para lidar com casos em que há indícios de ataque cardíaco por parte do usuário, ou até mesmo menção a suicídio, nesses casos os assistentes foram programados para ligar para linhas de emergência e de apoio psicológico. Entretanto, caso a vítima informe “Fui estuprada”ou “Sofri abuso sexual” a resposta padrão desses assistentes é “Eu não sei o que é isso”, ou seja, não foram pré-programados para tratar desse tipo de necessidade.

Design Para Todos:

Co-organizado pela UP[W]IT e pelo Coletivo Mola, o evento “Design For All” (Design Para Todos) terá como tema três pilares: design, equidade de gênero e o desenvolvimento de produtos e soluções mais sustentáveis. Ele acontecerá no dia 03/DEZ (sábado), das 09h às 18h, no espaço Samsung Ocean, localizado no prédio da Engenharia de Produção da Poli – USP.

Durante a manhã teremos um painel em formato de Aquário (Fishbowl) onde as painelistas e as participantes trocarão informações e experiências sobre inovação e diversidade e como equipes mais inclusivas podem criar produtos e serviços mais inovadores.
Na parte da tarde teremos uma atividade mais mão na massa, onde as participantes, divididas em equipes multidisciplinares, darão inputs e insights sobre aplicativos e serviços já existentes com o objetivo de valorizar a inovação pela diversidade. Ao final do dia será feita uma apresentação das equipes com os resultados colhidos. Inscrições abertas e gratuitas: http://bit.ly/UPWIT-DesignForAl