Rumor: Apple descarta fabricação de carro elétrico, focando-se agora em um sistema para veículos autônomos

09-apple-carA titânica saga do rumoroso carro da Apple continua tendo seus percalços. Mesmo que sejam ainda rumores, as notícias fervem como se o projeto já tivesse sido anunciado.
O chamado Projeto Titan teria começado em 2014 e contratado mais de 1.000 pessoas — isto é, até o mês passado, quando
o The New York Times afirmou que muitas pessoas foram demitidas ou transferidas a fim de “recomeçar” o projeto do carro.

Agora, fontes anônimas da Bloomberg confirmaram que este “recomeço” trata-se realmente de um redirecionamento: em vez de trabalhar em um carro elétrico, a Apple agora estaria trabalhando em um veículo autônomo.

Essa decisão teria acontecido por conta de alguns problemas internos tanto no processo de fabricação das peças quanto no gerenciamento do projeto, o que uma das fontes caracterizou como “uma incrível falha na liderança”. O até então responsável, Steve Zadesky, se afastou no início deste ano e, em julho, Bob Mansfield (executivo aposentado, porém muito importante na recente história da Apple) voltou e tomou as rédeas do projeto. A partir daí, ele analisou e achou melhor a empresa “deixar de criar um concorrente direto da Tesla Motors para se focar em uma plataforma de veículos auto-guiados”.

Apesar das demissões, os relatos são de que o número continua por volta de 1.000 empregados já que outros profissionais da área de carros autônomos foram contratados. Quanto ao prazo, outras pessoas disseram que o projeto precisa se provar viável até o fim de 2017, para então saber quais serão os próximos passos.

Isso tudo indica que os rumores de um carro completamente criado pela Apple estão um pouco mais longe do que pensávamos. Diferentemente disso, é mais provável que o hardware seja desenvolvido por parceiras (com outras fabricantes do ramo automotivo que já estejam no mercado). Sendo assim, as datas de lançamento que antes estavam sendo rumoradas (2020 ou 2021) podem se estender muito mais, infelizmente. [Priscila Klopper]
[via 9to5Mac]

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Em segredo, Amazon faz testes com drones

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Por Mark Scott – The New York Times
Após horas de busca, entrei em uma estrada nas montanhas de Cambridgeshire e encontrei um pontinho atravessando o céu, flutuando gentilmente sobre a brisa a 60 metros do chão. Era um drone da Amazon. Quase invisível a olho nu, a aeronave voava sobre um campo a um quilômetro de onde eu estava, com as luzes dos sensores piscando sob o sol da tarde.
A Amazon, gigante do comércio eletrônico, começou testes secretos de drones neste verão em uma localidade no interior da Inglaterra – seu maior campo de testes, segundo um executivo da empresa. Eu queria descobrir onde ficava esse local secreto para ver como as pessoas vão receber suas compras um dia no futuro.
Os sinais dos testes secretos da Amazon estavam escondidos bem embaixo do nosso nariz. Pilotos haviam recebido aviso de presença de aeronaves não tripuladas na região; um sinal de celular extremamente rápido para uma região tão isolada – necessário para processamento de dados; além da abertura de vagas no centro de pesquisa da Amazon, em Cambridge, relacionadas ao ambicioso plano da empresa de usar drones para entregar produtos.
Na Inglaterra, a Amazon trabalha junto com autoridades locais para testar aspectos de drones. Esta maior liberdade, aliás, fez com que a Amazon se instalasse na Inglaterra em vez dos Estados Unidos, que negaram a aprovação desse tipo de teste. Atualmente, a Amazon está ajustando os sensores do drone.
Uma porta-voz da empresa não quis comentar a respeito da área de testes na Inglaterra.
Segredo. Com o grande número de concorrentes, não surpreende que a Amazon queira evitar que seus esforços sejam vigiados. Em Fulbourn, vilarejo mais próximo do local de testes, onde casas com telhado de palha ladeiam a rua principal, poucos sabem que a gigante norte-americana se mudou para a cidade.
“Drones? Aqui?”, perguntou Linda McCarthy, que levava dois labradores para seu passeio matinal. “Nunca ouvi nada.”
Para Julia Napier, uma das fundadoras de uma associação local que cuida das ruas públicas da região, a chegada da Amazon representa uma ameaça à vida selvagem e à área como um todo, algo que a empresa nega.
Sua posição contrária à gigante do e-commerce, porém, não passou despercebida. Segundo Julia, de 78 anos, um funcionário da empresa ligou, tentando convencê-la de que testes com drones eram seguros e não ofereciam risco à vida selvagem. Ela ainda duvida. “Eles estão testando esses drones aqui porque não podem fazer isso nos EUA. Se os americanos não querem, eu também não quero”, disse.
Busca. Rumores sobre aeronaves misteriosas voando baixo no interior me trouxeram para a região. Ainda assim, quando parei o carro em uma manhã, tive a impressão de que estava no lugar errado.
Depois de andar por muitos quilômetros e percorrer praticamente todas as ruas, não me sentia perto de encontrar drones. Menos de 250 metros depois de entrar na trilha de grama às margens de uma fazenda, um guarda com um walkie-talkie apareceu e mostrou uma placa que dizia: “Propriedade privada. Passagem proibida”. Soube que estava no caminho certo.
Enquanto caminhava pela propriedade, minhas suspeitas aumentavam. Em uma das entradas da fazenda, um guarda checava a identidade das pessoas que chegavam ao local. Ao longe, fardos de feno estavam empilhados, provavelmente para testar a capacidade dos drones de voar entre prédios. Então o encontrei.
No fim das contas, espionar o drone foi um anticlímax. Em vez de realizar acrobacias, o aparelho se moveu de um lado para o outro por 20 minutos, lentamente atravessando de uma ponta à outra do campo.
Em lugares como Worsted Lodge – uma região pouco populosa onde há mais animais de criação do que pessoas – os drones podem preencher um nicho para pessoas com pouco acesso a lojas. Mas em áreas urbanas, a chegada de drones de entrega pode rapidamente se converter em um pesadelo logístico – algo que os testes em Cambridgeshire não serão capazes de resolver.
“Como as aeronaves vão encarar os últimos 100 metros?”, questionou Jay Bregman, fundador da Verifly, startup de seguro para drones, quando liguei para perguntar sobre a viabilidade dos planos. “Em lugares como Nova York, isso vai ser muito difícil.”
RIVAIS TAMBÉM TESTAM ENTREGAS COM DRONES
Apesar de ser um dos projetos que mais chamam a atenção do público, a Amazon não é a única a fazer experimentos de entregas com drones. Outras empresas, de todos os segmentos possíveis, já estão fazendo testes similares ao redor do mundo.
Na Nova Zelândia, por exemplo, a rede Domino’s Pizza está testando drones para entregar pizzas. A empresa conta com planos ambiciosos: quer usar a tecnologia em mais 2 mil unidades da rede no futuro. Além disso, a companhia quer colocar o sistema de entregas com drones em prática em algumas unidades da Domino’s no país, até o final de 2016.
Enquanto isso, o Google, em parceria com a rede de fast-food Chipotle, já começou a testar a entrega de burritos com a ajuda de drones na Virgínia, nos EUA.
Já a JD, gigante chinesa do comércio eletrônico, conta com uma frota de drones autônomos que realizam viagens de 24 quilômetros até comunidades rurais por apenas 20% do custo de entregas por caminhão. Apesar de já estar em fase avançada de testes, a entrega ainda depende de pessoas para realizar o trajeto final para o cliente.

Tim Cook visita Japão e anuncia abertura de centro de pesquisa e desenvolvimento no país

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Priscila Klopper
Tim Cook está visitando o
Japão e, assim como em tantas outras visitas que o chefão da Apple faz a diversos países, esta também não é para recreação. Isso não quer dizer que ele não se divirta enquanto trabalha: Cook registrou na rede social do passarinho o seu encontro com Shigeru Miyamoto, criador do jogo de sucesso da Nintendo, o Super Mario.

SUPER MARIO RUN foi anunciado em primeira mão no último evento da Maçã, enlouquecendosurpreendendo a muitos. Ainda não foi divulgada nenhuma data certa para o seu lançamento, porém o jogo chegará ao iOS (primeiramente) até o fim deste ano e seu pacote de stickers já pode ser encontrado na App Store do iMessage.

Depois da visita à sede da Nintendo, em Kyoto, Cook se encontrou com Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão (lembra dele epicamente vestido de Mario no encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio?). Segundo o Xinhua, Cook contou que a reunião tratou de aspectos importantes para a relação da Maçã e a Terra do Sol Nascente.

Nós conversamos sobre o futuro e sobre como podemos realizar grandes coisas juntos. Falei com o primeiro-ministro Abe do nosso amor pelo Japão e da importância do país para a Apple.

Em 2014, a Apple anunciou que um centro de pesquisa e desenvolvimento seria construído em Yokohama; logo depois, efetuou a compra de um espaço que pertencia anteriormente à Panasonic. A visita de Cook vem para anunciar definitivamente que este espaço servirá como uma unidade de desenvolvimento e estará pronta até dezembro — como conta o chefe de gabinete Yoshihide Suga.

Cook afirmou ainda que várias fabricantes já estavam de olho na Apple a fim de formarem parcerias que os permitam produzir seus produtos por lá. Pelo entusiasmo do CEO e do líder japonês, essa possibilidade não é algo a ser descartada.

Tim Cook Apple Japão Primeiro Ministro

Pela foto (acima) publicada na página oficial do primeiro-ministro no Facebook, a reunião foi bem divertida.

Os investimentos da Maçã no Japão são muito coerentes se considerarmos o fato de que, quando as Olimpíadas de 2020 acontecerem, a Apple já terá uma presença muito maior no país. [MacMagazine]

[via MacRumors, AppleInsider]

Febre entre os jovens, Snapchat mostra o lado divertido da vida real

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Giovanni Perestrelo, usuário do aplicativo Snapchat, fotografado na avenida Paulista.
Aplicativo de compartilhamento de fotos e vídeos que desaparecem em até 24 horas, Snapchat virou queridinho do público por manter adultos fora do ‘clube’ e permitir que as pessoas sejam quem são; rede social já tem primeiras celebridades no País

No coração da Avenida Paulista, em São Paulo, um jovem assiste animado, com o celular na mão, a um cover de Elvis Presley cantando ‘Jailhouse Rock’. Ali por perto, uma garota tira fotos rapidamente na faixa de pedestre, enquanto um rapaz que acaba de sair do cursinho checa o celular encostado na mureta de um prédio. Além da pouca idade e do lugar, o que eles têm em comum é o Snapchat, misto de rede social e aplicativo de fotos e vídeos, que já ganhou um espaço cativo nos celulares dos jovens.
Nos últimos dias, a reportagem do Estado percorreu alguns pontos da cidade de São Paulo para entender qual o papel do Snapchat na vida das pessoas. Na maior parte do tempo, o brilho que sai dos smartphones têm o azul do Facebook ou o verde do WhatsApp, usados com mais frequência e por mais tempo para falar com os amigos e acompanhar notícias.
O amarelo do Snapchat aparece nas telas de repente – seja para registrar um momento inusitado ou para saber o que o amigo, a paquera ou a celebridade favorita está fazendo. A instantaneidade faz as pessoas usarem muito o aplicativo, mas em pequenos intervalos de tempo. Segundo a consultoria Nielsen, 60% dos 35 milhões de usuários do Snapchat nos Estados Unidos abrem o app pelo menos uma vez por hora. No total, o app acumula mais de 150 milhões de usuários no mundo.

Visão. Como outras redes sociais de sucesso, o Snapchat nasceu dentro de um quarto de universidade. Isso aconteceu em Stanford em 2011, onde moravam os cofundadores da rede: Evan Spiegel, Bobby Murphy e Reggie Brown.

Desde então, o aplicativo já recebeu ofertas de gigantes como Facebook (US$ 3 bilhões, no final de 2013) e Google (US$ 4 bilhões, em 2014), mas Spiegel – que é o presidente executivo da startup – as recusou em prol de manter a independência do serviço, que já mostrava seu potencial. Hoje, o Snapchat tem valor de mercado estimado em US$ 19,3 bilhões.

Na última semana, a empresa deu seu passo estratégico mais importante até o momento. A empresa mudou de nome – tornou-se apenas Snap – e revelou os Spectacles, par de óculos escuros com design “fashion” capazes de gravar vídeos curtos. Com unidades limitadas, o acessório chegará ao mercado até o final do ano, por US$ 130. Mais que um vestível, os óculos mostram a nova visão da empresa: ser uma referência em vídeos em qualquer plataforma.

“É uma estratégia contemporânea, à moda do Uber e Airbnb”, diz José Calazans, analista da consultoria Nielsen. “Quem oferece um produto ou serviço pode ficar ultrapassado.” A Ford adotou estratégia semelhante. Nos últimos meses, o presidente executivo Mark Fields a define como uma empresa de mobilidade – e não mais como uma montadora.

Para Fabro Steibel, diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio), o reposicionamento mostra o paradoxo vivido pelo Snapchat hoje. O fato de não salvar mensagens, ser imediato e exigir conhecimento em gravação de vídeos fazem com que o app atinja um nicho: os jovens.

“O Facebook é fácil de usar, mas tem todo mundo. Nem sempre falar com muita gente – incluindo pais e avós – é legal”, diz Steibel. Para se tornar rentável, porém, o app precisa ampliar sua base de usuários. Só assim poderá entrar na guerra de publicidade com Google e Facebook.

‘Brilho Eterno’. Não é só por ser um clube da juventude que o Snapchat conquista usuários. Giovanni Perestrelo, o garoto sentado na mureta da Avenida Paulista, viu na volatilidade do app uma forma de não ter mais seu coração partido.
Em 2014, ele terminou um namoro e, desiludido, apagou todas as fotos que tinha com a ex-namorada no Facebook. “Um amigo me viu fazendo isso e indicou o Snapchat”, diz Perestrelo, de 19 anos. “Ele disse que lá eu não teria problemas de apagar as fotos antigas, já que elas somem depois de 24 horas.”
Apesar do atrativo inicial, o que fisgou o estudante foi o potencial criativo do app. “Você tira a foto de um lago e pode desenhar um pato ou colocar uma imagem sua flutuando, nadando, tudo de forma fácil.”
A sensação de proximidade que o Snapchat gera entre usuários é um de seus chamarizes. Rebecca Lyria – a garota que tirava fotos na faixa de pedestres – é de Ribeirão Preto e registrou a chegada a São Paulo com uma foto “produzida” no Facebook. “Aquela foto vai ficar marcada no meu perfil”, afirma a jovem. O resto da viagem, porém, vai para outro app. “No Snap, estou descabelada, suada de tanto andar. É a Rebecca de verdade que as pessoas conhecem.”
Para muitos usuários, alguns momentos são apenas entretenimento instantâneo. É o caso de Anderson Alves, o estudante de administração que parou para ver o cover de Elvis.
Na mesma hora em que o homem de topete, óculos Ray-Ban e roupas brilhantes começou a tocar Jailhouse Rock, o rapaz de 22 anos sacou o celular do bolso, entrou no Snapchat e começou a filmar a apresentação. Mas por quê?
“Não quero que o Elvis da Paulista fique registrado na minha vida”, afirma o rapaz, em tom de obviedade. “Daqui a 24 horas, não vou ter mais relação com ele. Se eu tivesse postado no Face, não seria assim.”
Diz o ditado que tudo que vem rápido também pode ir embora rápido. O sucesso do Snapchat corre esse risco, especialmente porque o público do aplicativo é formado por jovens, que trocam de app como de roupa. O desafio da empresa é provar que seus atuais 150 milhões de usuários não estão errados.

Pose ‘superstar’ de Spiegel é oposta à de Zuckerberg
A rivalidade entre Snapchat e Facebook vai muito além de recursos e estratégia: seus criadores também são muito diferentes. Ao contrário do minimalismo de Mark Zuckerberg – que parece estar sempre com a mesma camiseta e calça jeans, seguindo a tendência de Steve Jobs –, Evan Spiegel se projeta como um ícone de estilo, é noivo de uma supermodelo e posa como um astro de cinema dos anos 1960. “As fotos dele no ensaio que revelou os óculos do Snapchat mostram essa postura de ‘superstar’”, diz José Calazans, analista da Nielsen. “A impressão é que depois da monotonia de Jobs e Zuckerberg, ele quer atrair pelo colorido.”
O local da sede do Snapchat é outro diferencial: Venice Beach, em Los Angeles – perto de Hollywood e mais de 600 km distante do Vale do Silício. “O Snapchat quer ser um app de estilo, não voltado para o nerd”, diz Fabro Steibel, diretor executivo do ITS-Rio, que lembra a presença do app em eventos, como o festival de música Coachella. Por Matheus Mans e Bruno Capelas – O Estado de S. Paulo

Barack Obama será editor convidado da revista americana de tecnologia “Wired”

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Barack Obama entre o editor-chefe da revista, Scott Dadich, e seu diretor de editorial, Robert Capps || Créditos: Reprodução Wired

Barack Obama nem deixou o cargo de presidente dos Estados Unidos e já está de olho em novas funções. Tanto é, que atuará como editor convidado da edição de novembro da revista americana “Wired”, especializada em tecnologia. É a primeira vez que um presidente em exercício edita uma revista e, como a publicação sempre trabalha com um tema central a cada mês, desta vez o assunto será Fronteiras.

“Como a Wired, nosso 44º presidente é um otimista incansável. Para esta edição totalmente personalizada, ele quer focar no futuro – nos próximos obstáculos que a humanidade terá de superar para avançar”, declarou a revista. “Queremos ver como as tecnologias de hoje podem influenciar a liderança política. E quem melhor para nos ajudar a explorar essas ideias que o presidente Obama?”, completou Scott Dadich, editor-chefe da publicação.

Na paralela, a Casa Branca anunciou a presença de Obama em uma conferência que também tem como tema Fronteiras, que acontece no dia 13 de outubro em duas universidades de Pittsburgh, na Pensilvânia. O presidente deixará seu posto de presidente dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro de 2017, aos 55 anos, depois de passar oito anos no poder.