Jan Lisiecki: Portrait of a charismatic piano virtuoso

He’s one of the piano greats. This Canadian musician of Polish heritage dazzles audiences both with his virtuosity and with the maturity of his interpretations. He comes across as a pianist with decades of experience. But Jan Lisiecki is just 27 years old.

Lisiecki is a modest interviewee; he speaks candidly about his love for the piano and how he manages his huge workload, as well as how he values his personal life. A multi-faceted picture emerges of an extraordinary pianist known for his capacity for profound self-reflection. And of course, we get to hear him play throughout the video, with excerpts from some of his most powerful performances.

We met Jan Lisiecki during his performance with the New York Philhamonic in Peenemünde on the German island of Usedeom in May 2022.

Ele é um dos grandes nomes do piano. Este músico canadense de herança polonesa deslumbra o público tanto pelo seu virtuosismo quanto pela maturidade de suas interpretações. Ele aparece como um pianista com décadas de experiência. Mas Jan Lisiecki tem apenas 27 anos.

Lisiecki é um entrevistado modesto; ele fala abertamente sobre seu amor pelo piano e como ele administra sua enorme carga de trabalho, bem como como ele valoriza sua vida pessoal. Surge uma imagem multifacetada de um pianista extraordinário conhecido pela sua capacidade de auto-reflexão profunda. E, claro, podemos ouvi-lo tocar ao longo do vídeo, com trechos de algumas de suas performances mais poderosas.

Conhecemos Jan Lisiecki durante sua apresentação com a New York Philhamonic em Peenemünde, na ilha alemã de Usedeom, em maio de 2022.

At a glance:

00:00 Ludwig van Beethoven, Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73, Jan Lisiecki, piano, excerpt 01:06 Jan Lisiecki on his early mastery/maturity on the piano

02:00 Ludwig van Beethoven, Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73, Jan Lisiecki, piano, excerpt 02:22 Jan Lisiecki on joy and pain at his live concerts

03:01 Ludwig van Beethoven, Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73, Jan Lisiecki, piano, excerpt 03:44 Jan Lisiecki on Ludwig van Beethoven’s Piano Concerto No. 5

04:58 Ludwig van Beethoven, Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73, Jan Lisiecki, piano, rehearsal 05:31 Jan Lisiecki on how he prepares for a concert

06:15 Ludwig van Beethoven, Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73, Jan Lisiecki, piano, excerpt 06:41 Jan Lisiecki on playing the piano at 3 a.m.

07:16 Ludwig van Beethoven, Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73, Jan Lisiecki, piano, rehearsal 07:39 Jan Lisiecki when asked what time he goes to bed

07:52 Ludwig van Beethoven, Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73, Jan Lisiecki, piano, rehearsal 08:03 Jan Lisiecki on the balance between professional and personal life

08:49 Jan Lisiecki at the beach on the island of Usedom

08:57 Jan Lisiecki on other forms of art and how they influence him

09:52 Robert Schumann, Night Pieces, Op. 23, I. Funeral Procession, Jan Lisiecki, piano, excerpt 10:57 Jan Lisiecki on his youth and how he came to music

11:57 Maurice Ravel, Gaspard de la nuit, Jan Lisiecki, piano, excerpt

12:20 Jan Lisiecki on how he learns a new piece

13:26 Frédéric Chopin, Scherzo No. 1 in B minor, Op. 20, Jan Lisiecki, piano, excerpt

14:06 Jan Lisiecki on his affection for Chopin and his Polish roots

15:04 Frédéric Chopin, Scherzo No. 1 in B minor, Op. 20, Jan Lisiecki, piano, excerpt

15:40 Jan Lisiecki on stereotypes in music and in life

16:50 Frédéric Chopin, Scherzo No. 1 in B minor, Op. 20, Jan Lisiecki, piano, excerpt

17:32 Jan Lisiecki on his purist approach to music and jumping barriers

18:39 Frédéric Chopin, Scherzo No. 1 in B minor, Op. 20, Jan Lisiecki, piano, excerpt

19:14 Jan Lisiecki on being mentioned in the same breath with other star pianists

20:33 Wolfgang Amadeus Mozart, Twelve Variations on “Ah, vous dirai-je, Maman” K. 265/300e, Jan Lisiecki, piano, excerpt

20:59 Jan Lisiecki on Germany – one of his favorite places

21:40 Wolfgang Amadeus Mozart, Twelve Variations on “Ah, vous dirai-je, Maman” K. 265/300e, Jan Lisiecki, piano, excerpt

22:17 Jan Lisiecki on his ideas of how to spread classical music

23:35 Ludwig van Beethoven, Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73, Jan Lisiecki, piano, excerpt Thumbnail: © Christoph Köstlin / Deutsche Grammophon

Maria-João Pires plays Mozart – @ARTE Concert

La pianiste Maria-João Pires s’associe à l’Orchestre Philharmonique de Monte-Carlo pour donner au Festival de Pâques d’Aix-en-Provence un concert rythmé par la musique de Mozart, Mendelssohn et Schumann.

La pianiste d’origine portugaise Maria-João Pires est de retour à Aix-en-Provence pour y jouer le Concerto pour piano n° 9 en mi bémol majeur de Mozart. Grande connaisseuse du répertoire mozartien, la soliste livre sur la scène du Grand Théâtre de Provence une interprétation vive et épurée de cette œuvre célébrée dès sa création pour son inventivité.

Fidèle à l’esprit d’ouverture du Festival de Pâques d’Aix-en-Provence, ce concert fait également la part belle à la musique romantique. Sous la direction de Kazuki Yamada en effet, l’Orchestre Philharmonique de Monte-Carlo interprète l’ouverture du Songe d’une nuit d’été de Felix Mendelssohn et la Symphonie n° 1 en si bémol majeur de Robert Schumann.

Programme :
Felix Mendelssohn – Ein Sommernachtstraum (Le Songe d’une nuit d’été), ouverture, op. 21
Wolfgang Amadeus Mozart – Concerto pour piano n° 9 en mi bémol majeur « Jeunehomme », K. 271
Robert Schumann – Symphonie n° 1 en si bémol majeur, « Le Printemps », op. 38

Concert filmé le 10 avril 2022 au Grand Théâtre de Provence, Aix-en-Provence.

Photo © Caroline Doutre

A pianista Maria-João Pires junta-se à Orquestra Filarmónica de Monte-Carlo para dar ao Festival de Páscoa de Aix-en-Provence um concerto pontuado pela música de Mozart, Mendelssohn e Schumann.

A pianista portuguesa Maria-João Pires está de regresso a Aix-en-Provence para tocar o Concerto para Piano n.º 9 em Mi bemol maior de Mozart. Grande conhecedor do repertório de Mozart, o solista entrega no palco do Grand Théâtre de Provence uma interpretação viva e refinada desta obra celebrada desde a sua criação pela sua inventividade.

Fiel ao espírito de abertura do Festival de Páscoa de Aix-en-Provence, este concerto também dá lugar de destaque à música romântica. Sob a direção de Kazuki Yamada, a Orquestra Filarmônica de Monte-Carlo executa a abertura de Sonho de uma Noite de Verão de Felix Mendelssohn e a Sinfonia nº 1 em Si bemol maior de Robert Schumann.

Programa :
Felix Mendelssohn – Ein Sommernachtstraum (Sonho de uma noite de verão), Abertura, Op. 21
Wolfgang Amadeus Mozart – Concerto para Piano nº 9 em Mi bemol maior “Jovem”, K. 271
Robert Schumann – Sinfonia nº 1 em Si bemol maior, “Le Printemps”, op. 38

Concerto filmado em 10 de abril de 2022 no Grand Théâtre de Provence, Aix-en-Provence.

Foto © Caroline Doutre

Com indicação inédita ao Grammy, Clarice Assad se destaca na cena erudita sem abrir mão da música popular

Carioca radicada nos Estados Unidos também prepara ópera inspirada no mito de Tristão e Isolda com roupagem contemporânea
Eduardo Vanini

El – A a multi-instrumentista e cantora Clarice Assad Foto: Divulgação/Rodrigo Assad

Se as conquistas levadas na bagagem contassem como excesso, a carioca Clarice Assad, de 43 anos, certamente teria de arcar com custos extras ao embarcar dos Estados Unidos, onde mora desde os 19, para o Brasil. O álbum instrumental “Archetypes”, que a multi-instrumentista, compositora e cantora criou ao lado de seu pai, Sérgio Assad, e do prestigiado quarteto americano Third Coast Percussion, teve três indicações ao Grammy norte-americano, com cerimônia prevista para 3 de abril. Entre os troféus disputados está o de Melhor Composição Clássica Contemporânea, que, pela primeira, vez tem um brasileiro indicado. “É um orgulho ver onde chegou algo que levou tanto tempo para ser realizado”, comemora Clarice.

Produzido ao longo de dois anos, o álbum foi inspirado em padrões de comportamento humano presentes nas narrativas históricas, na mitologia e nas interações diárias dos indivíduos, os tais arquétipos que dão título à obra. Ao todo, 12 deles foram transformados em músicas, que receberam nomes como “Rebel” (“Rebelde”), “Hero” (“Herói”) e “Lover” (“Amante”). “É como um livro, só que de música”, define Clarice. “É muito imagético. Quando você escuta o ‘Herói’, por exemplo, capta aquela essência já vista em algum lugar.”

Antes de ir à cerimônia do Grammy, porém, Clarice volta ao Brasil, depois de três anos longe por causa da pandemia, para o Primeiro Festival de Verão de Campos do Jordão, que vai até 13 de fevereiro. Além de assinar a curadoria de música clássica contemporânea, em que fez questão de assegurar que a metade dos participantes fosse formada por mulheres, a carioca vai apresentar uma das peças do último álbum e um especial de MPB — gênero com o qual tem um forte diálogo. Será um novo arranjo para “Maria, Maria”, em homenagem aos 80 anos de Milton Nascimento. “Há poucas pessoas como ela, com um acervo grande de obras para orquestras e grupos de câmara, ao mesmo tempo em que mantém uma ponte com a música popular, como instrumentista e cantora”, descreve o diretor artístico do festival e da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), Arthur Nestrovski. “Ela é, sem dúvida, um dos nomes de ponta da nossa música.”

A tal bagagem de conquistas guarda também uma sinfonia de sua autoria tocada pela Filarmônica de Londres, que estará num álbum a ser lançado em 2023, enquanto ela prepara uma ópera inspirada no mito de Tristão e Isolda para estrear no Teatro Municipal de São Paulo no mesmo ano. “Será contada pelos olhos de Isolda e se passará num futuro distópico, falando de coisas que vivenciamos agora”, adianta Clarice, atenta às pautas das mulheres. “Isolda será uma cigana hacker, numa obra híbrida, que vai ter as notas operáticas, mas também tons eletrônicos.”

Com a mulher, Andrea, e a filha, Antonia Foto: Reprodução/Instagram
Com a mulher, Andrea, e a filha, Antonia Foto: Reprodução/Instagram

Toda essa agenda, diga-se de passagem, é compartilhada com a maternidade que passou a exercer há um ano, com a chegada de Antonia, sua filha com Andrea, com quem é casada. A menina foi gerada pela companheira por meio de uma inseminação e, desde o nascimento, tem proporcionado uma série de revelações a Clarice. “Achava que a maternidade não era para mim. E como me enganei…”, conta. “Todos os dias, eu me surpreendo em como sou uma mãezona e não sabia disso. Ela abriu uma parte do meu coração que não sabia que existia.”

Arquétipos de uma mulher em movimento.

The Best of Pianomania! | Samples of the star pianists’ performances Lisbon festival in 2018

Pianomania! – Highlights from the magnificent 2018 piano festival in Lisbon, with star pianists Daniil Trifonov, Menahem Pressler, Beatrice Rana, Elisabeth Leonskaja, Pedro Burmester and Mário Laginha. They are accompanied by the Gulbenkian Orchestra conducted by Hannu Lintu and Leo Hussain. The concerts took place at the Calouste Gulbenkian Foundation in Lisbon.

This compilation contains breathtakingly played individual movements from popular piano works by Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Robert Schumann and Igor Stravinsky – crowned by a piece by Portuguese pianist and composer Mário Laginha. And to perfectly recreate the atmosphere of the Pianomania! festival, between the piano pieces there are images of Lisbon, the laid-back city in the far southwest of Europe.

Pianomania! – Destaques do magnífico festival de piano 2018 em Lisboa, com os grandes pianistas Daniil Trifonov, Menahem Pressler, Beatrice Rana, Elisabeth Leonskaja, Pedro Burmester e Mário Laginha. São acompanhados pela Orquestra Gulbenkian dirigida por Hannu Lintu e Leo Hussain. Os concertos decorreram na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

Esta compilação contém movimentos individuais tocados de tirar o fôlego de obras populares para piano de Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Robert Schumann e Igor Stravinsky – coroadas por uma peça do pianista e compositor português Mário Laginha. E para recriar perfeitamente a atmosfera da Pianomania! festival, entre as peças para piano há imagens de Lisboa, a cidade descontraída do extremo sudoeste da Europa.

Performers:
Daniil Trifonov – PIANO
Menaham Pressler – PIANO
Beatrice Rana – PIANO
Elisabeth Leonskaja – PIANO
Pedro Burmester – PIANO
Mário Laginha – PIANO
Gulbenkian Orchestra
Hannu Lintu – CONDUCTOR
Leo Hussain – CONDUCTOR

Music selection:
(00:00) Robert Schumann
Piano Concerto in A minor, Op. 54
I. Allegro affettuoso
Gulbenkian Orchestra
Hannu Lintu – CONDUCTOR
Daniil Trifonov – PIANO

(16:08) Wolfgang Amadeus Mozart
Piano Concerto No. 23 in A major, K. 488
II. adagio
Gulbenkian Orchestra
Leo Hussain – CONDUCTOR
Menahem Pressler – PIANO

(22:20)
Igor Stravinsky
Infernal Dance
From The Firebird Suite
arr. Guido Agosti
Beatrice Rana – PIANO

(26:45)
Igor Stravinsky
Berceuse & Finale
From The Firebird Suite
arr. Guido Agosti
Beatrice Rana – PIANO

(33:59)
Ludwig van Beethoven
Piano Sonata No. 30 in E major, Op. 109
I. Vivace ma non troppo – Adagio espressivo
Elisabeth Leonskaja – PIANO

(40:32)
Mário Laginha
Concerto for two Pianos No. 1
I. Allegro ma non sempre
Pedro Burmester – PIANO
Mário Laginha – PIANO

© EuroArts Music International

Compositoras clássicas começam a conquistar o reconhecimento merecido

De Germaine Tailleferre e Amy Beach à brasileira Chiquinha Gonzaga, chegou finalmente a hora do abre-alas
Marcelo Coelho

Ilustração das cabeças de três pessoas de perfil. A pessoa da esquerda tem cabelo ondulado preto e pele branca, a pessoa central tem cabelo cacheado laranja e pele preta e a pessoa do lado direito tem cabelo ondulado branco e pele laranja. No fundo, há uma partitura em branco sob fundo verde.
Publicada nesta terça-feira, 18 de janeiro de 2022 – André Stefanini

Você vai ficando velho, e suas crenças e opiniões acabam se transformando em alguma coisa parecida com sapatos, pulôveres (palavra antiga, essa) ou guarda-chuvas (cóf, cóf). Ficam largadas num canto, guardadas no armário, ou penduradas num mancebo (hein?).

Aí, quando te perguntam, você tira do armário e usa, sem se tocar que está tudo fora de moda, desbotado, com roído de traças aqui e ali.

Sempre fui de ouvir música clássica, e nisso não vou mudar. E, como todo mundo na minha geração, de até 1990 mais ou menos, achava que quase não havia mulheres entre os compositores eruditos.

Conhecia algumas peçazinhas de Clara Schumann (1819-1896), que afinal era a viúva de Robert, e de Fanny Mendelssohn (1805-1847), que afinal era irmã de Felix.

Na França do século 20, misteriosamente, uma mulher era citada entre os membros do chamado Grupo dos Seis, que rompeu com a tradição das brumas e meias-tintas de Debussy. Mas, embora se soubesse que Germaine Tailleferre (1892-1982) existia, era raríssimo ouvir alguma composição dela.

Enquanto isso, as obras de seus colegas de grupo, como Darius Milhaud e Francis Poulenc, estavam por toda parte desde a década de 1930.

Aos poucos, vejo que a situação mudou; a obra de muitas e muitas compositoras clássicas do passado vai sendo redescoberta. Uma dessas rádios no streaming, a Planet Radio, inaugurou um canal só com músicas escritas por mulheres. No Spotify, há uma playlist dedicada ao tema.

Nos dois casos, o ouvinte precisa de um pouco de paciência. Esses programadores confundem música clássica com tudo o que é sonoridade “new age“, maçarocas meditativas ou pasmaceira de lago encantado na floresta mágica.

Pulando o que deve ser pulado, é possível conhecer compositoras sérias, autoras de obra extensa —e ignorada ao longo de décadas e séculos.

Começando pela própria Germaine Tailleferre. Além das obras para harpa (instrumento “feminino”, se quisermos), há sonatas para violino e piano, um trio, um quarteto de cordas, dois concertos para piano, um punhado de óperas, balés, cantatas: montanhas de música. Nem tudo gravado ainda, infelizmente.

Para quem gosta do que de melhor foi feito pelo Grupo dos Seis, ou seja, composições neoclássicas, frescas e cítricas, de uma aspereza matinal e esportiva, não há do que reclamar. Não se trata de alguém que escreveu meia dúzia de páginas de salão e se calou para cuidar da casa e dos filhos: Germaine Tailleferre teve uma longa vida como compositora profissional, e sempre foi conhecida… só que ninguém a ouvia.

Nos Estados Unidos, o caso de Amy Beach (1867-1944) é parecido. Se eu já tinha ouvido falar dela, certamente esqueci. Mas um programa recente na BBC fez um rápido panorama de suas composições, e há muito a conhecer.

Um quinteto para piano, especialmente, impressiona pela profundidade desolada, pelo jogo de sombras que nasce de cada melodia, pelo equilíbrio entre a austeridade e o encantamento. O segundo movimento é inesquecível.

Trata-se do opus 67 de uma produção que inclui uma sinfonia, um concerto para piano, um quarteto de cordas, e uma grande variedade de obras vocais. Tenho pilhas de coisas para ouvir ainda, mas recomendo uma curta peça para coro, em que as palavras de Ariel em “A Tempestade” de Shakespeare são milagrosamente jogadas de um lado para outro no tempo e no espaço.

Às vezes, parece Elgar, outras vezes Rachmaninov, outras vezes César Franck. Amy Beach certamente não mudou a história da música, mas não há nenhuma razão para que tenha sido ignorada.

É estranho. Sendo a discriminação contra as mulheres uma regra geral ao longo dos séculos, o absurdo disso parece ter variado conforme a arte a que se dedicavam. Escritoras (ainda que usando, às vezes, nomes masculinos) marcaram a poesia e o romance do século 19. Mas, na composição, é como se o sistema tivesse se obstinado a permanecer em estado de surdez.

Louise Farrenc, Florence Price, Grazyna Bacewicz, Rebecca Clarke e muitas outras reaparecem agora. Para lembrar uma das nossas, Chiquinha Gonzaga, chegou finalmente a hora do abre-alas.

Chopin: Eight Études | Daniil Trifonov at the Verbier Festival 2012

Piano artistry at its finest: Russian pianist Daniil Trifonov plays eight études by Frédéric Chopin, at the 2012 Verbier Festival.

A arte do piano no seu melhor: o pianista russo Daniil Trifonov toca oito estudos de Frédéric Chopin, no Festival Verbier de 2012.

(00:00) Étude Op. 10, No. 11

(03:03) Étude Op. 10, No. 6

(07:15) Étude Op. 25, No. 1

(09:27) Étude Op. 25, No. 5

(12:34) Étude Op. 10, No. 5

(14:22) Étude Op. 25, No. 6

(16:18) Étude Op. 25, No. 7

(21:35) Étude Op. 25, No. 11

Concerto em homenagem a Nelson Freire – 4/12/21

Sala Cecília Meireles/FUNARJ
Série Sala Digital

Erika Ribeiro
Juliana Steinbach
Lucas Thomazinho
Pablo Rossi

PROGRAMA:
Heitor Villa-Lobos(1887-1959)

  • Valsa da Dor

Frédéric Chopin (1810-1849)

  • Mazurka, op. 17, nº 4
  • Barcarolle em Fá sustenido maior, op. 60

Erika Ribeiro, piano

Franz Schubert (1797-1828)
Fantasia Wanderer em Dó maior, opus 15, D.760

Pablo Rossi,piano

Heitor Villa-Lobos(1887-1959)

  • Rudepoema

Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993)
Toccata

Lucas Thomazinho, piano

Christoph Glück (1714-1787)

  • Dança dos espíritos abençoados

Robert Schumann (1810-1856)
Fantasia op. 17
I – Durchaus phantastisch und liedenschaftlich vorzutragen

Heitor Villa-Lobos(1887-1959)

  • Festa no Sertão
    Juliana Steinbach, piano

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Mariam Batsashvili performs a recital of Franck, Schumann, Liszt & more at Wigmore Hall (Oct 2020)

Enjoy this live concert of young Georgian pianist Mariam Batsashvili at Wigmore Hall in London, where she performed solo piano pieces by Franck, Ravel, Thalberg, Schumann, and Liszt.

Desfrute deste concerto ao vivo da jovem pianista georgiana Mariam Batsashvili no Wigmore Hall em Londres, onde executou peças para piano solo de Franck, Ravel, Thalberg, Schumann e Liszt.

Her debut album: https://w.lnk.to/lisztchopinLY

PROGRAM:

00:00:30 BBC Moderation
00:02:23 César Franck (1822-1890): Prélude, Fugue et Variation Op. 18

00:13:29 Applause & BBC Moderation
00:14:07 Maurice Ravel (1875-1937): Sonatine

00:24:52 Applause & BBC Moderation
00:25:49 Sigismund Thalberg (1812-1871): Grand caprice on Bellini’s La Sonnambula Op. 46

00:38:07 Applause & BBC Moderation
00:40:30 Robert Schumann (1810-1856): Fantasiestücke Op. 12

01:05:38 Applause & BBC Moderation
01:06:45 Franz Liszt (1811-1886): Paraphrase on a Waltz from Gounod’s Faust S407

01:17:16 Mariam’s Moderation for the encore
01:17:55 Gioachino Rossini (1792 – 1868): Petit caprice (Style Offenbach)

Bach – Suite in A major BWV 832 – Fortin | Netherlands Bach Society

This Suite in A major, performed by Olivier Fortin for All of Bach, is one of Bach’s works in the ‘Möller manuscript’, as it is known. This manuscript was compiled between 1703 and 1707 by Bach’s elder brother Johann Christoph, with whom Johann Sebastian had moved in, following the death of their parents. So Bach could not have been older than about 20.

The manuscript also contains French keyboard music: a chaconne by Lully and suites by Lebèque and Marchand. Nearly everything about Bach’s own suite seems to be French-inspired: the musical style, the exciting harmonies in the Sarabande, and the idea of an Air pour les trompettes. Both this French title and the description itself are reminiscent of keyboard arrangements of Lully’s music, which was also popular in Germany. Moreover, another manuscript compiled by Johann Christoph Bach in the same period includes a keyboard arrangement of an Air de trompette by Marin Marais, with which the young Johann Sebastian must also have been familiar.

Recorded for the project All of Bach on 17 April 2018 at Suin, France.

Esta Suíte em Lá maior, executada por Olivier Fortin para Todos de Bach, é uma das obras de Bach no “manuscrito Möller”, como é conhecido. Este manuscrito foi compilado entre 1703 e 1707 pelo irmão mais velho de Bach, Johann Christoph, com quem Johann Sebastian havia se mudado, após a morte de seus pais. Portanto, Bach não poderia ter mais de 20 anos.

O manuscrito também contém música francesa para teclado: uma chaconne de Lully e suítes de Lebèque e Marchand. Quase tudo na suíte de Bach parece ser de inspiração francesa: o estilo musical, as harmonias emocionantes no Sarabande e a ideia de um Air pour les trompettes. Tanto este título francês quanto a própria descrição lembram os arranjos de teclado da música de Lully, que também era popular na Alemanha. Além disso, outro manuscrito compilado por Johann Christoph Bach no mesmo período inclui um arranjo de teclado de um Air de trompette de Marin Marais, com o qual o jovem Johann Sebastian também deve estar familiarizado.

Gravado para o projeto All of Bach em 17 de abril de 2018 em Suin, França.