Em tour nos EUA, Mark Zuckerberg adota agenda de presidenciável

zucker 14960088683postmark3.pngCEO do Facebook, Mark Zuckerberg, discursa para alunos da Universidade de Harvard (Foto: Paul Marotta / Getty Images)


ISABEL FLECK
DE WASHINGTON

Visitas a uma clínica para dependentes de opiáceos em Ohio, a uma escola de Rhode Island, a uma montadora perto de Detroit, um tour em uma reserva indígena em Montana e um jantar com refugiados somalis em Minneapolis.

A agenda que já inclui passagens por mais de 20 Estados desde janeiro poderia ser a de um candidato em campanha pela Casa Branca, mas é, oficialmente, parte do desafio autoimposto pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, neste ano.

A intensa programação e as postagens em sua rede exaltando cada parada deram início a rumores de uma candidatura de Zuckerberg, 33, à Presidência em 2020.

As especulações ganharam corpo com a contratação do estrategista-chefe da campanha de Hillary Clinton, Joel Benenson, para trabalhar na Iniciativa Chan Zuckerberg, fundação social tocada por ele e a mulher, Priscilla Chan.

Também integra a organização, criada em dezembro de 2015, David Plouffe, o guru de Barack Obama na vitoriosa campanha de 2008.

A meta de Zuckerberg para o ano é percorrer 30 dos 50 Estados do país para “escutar” os americanos —nada poderia se parecer mais com uma caravana política.

“A tecnologia e a globalização criaram muitos benefícios, mas para muita gente também tornaram a vida mais desafiadora. Precisamos achar uma forma de mudar o jogo para que funcione para todo mundo”, escreveu Zuckerberg ao justificar a turnê.

Algumas pesquisas para 2020 já incluem seu nome, como uma feita em julho pelo Public Policy Polling, ligado aos democratas, com 836 eleitores e margem de erro de 3,4%. Segundo o levantamento, se a eleição fosse hoje, Zuckerberg empataria com Trump com 40% dos votos .

“Neste momento, não há razão para Zuckerberg não concorrer. Ele é uma importante figura nos negócios e nas mídias sociais, e representa uma voz nova no cenário politico”, diz Julian Zelizer, professor da Universidade Princeton especialista em histórica política americana.

Apesar de não ser filiado a nenhum partido, Zuckerberg ressalta posições como o apoio à comunidade LGBT, aos refugiados e imigrantes e à produção de energia limpa.

Mesmo não sendo crítico constante de Trump, posiciona-se contra medidas como o decreto que vetava temporariamente a entrada de refugiados e de cidadãos de sete países de maioria muçulmana e a proibição de transgêneros nas Forças Armadas.

“Todos deveriam poder servir seu país, não importa quem sejam”, escreveu em seu perfil na rede. A mensagem teve 652 mil curtidas e 25.500 compartilhamentos.

Facebook como arma
Hans Noel, cientista político da Universidade de Georgetown, vê “várias explicações inocentes” para os movimentos recentes do criador do Facebook, como tentar entender melhor como sua ferramenta influencia eleições.

Ele, contudo, considera que Zuckerberg tem vantagens sobre outros “outsiders” numa eventual campanha. “Ele controla uma plataforma crucial para notícias e, mesmo que não a manipule em benefício próprio, sabe usá-la. E tem acesso a toneladas de dados úteis.”

Dinheiro também não será problema, pois Zuckerberg é hoje o quinto homem mais rico do mundo, com US$ 72,6 bilhões, segundo a “Forbes”. Tampouco pesará contra sua imagem, calculada para passar a percepção de desapego.

Em 2016, ao justificar por que sempre usava a mesma camiseta cinza e jeans, Zuckerberg disse que não queria “gastar tempo com coisas frívolas”. Cada camiseta, feita sob medida pela grife italiana Brunello Cucinelli, contudo, custa cerca de R$ 1.200.

Para Noel, os democratas devem preferir outro nome em 2020. “Mas eles podem estar tão divididos quanto os republicanos em 2016, dando abertura para um ‘outsider’.”

Zelizer diz crer que um governo ruim de Donald Trump não necessariamente atrapalhe a eleição de outro novato. “Pode haver um desejo de eleger alguém com experiência. Mas [Ronald] Reagan foi visto como outsider, e acabou derrotando Jimmy Carter.”

Museus de SP trazem chefs para comandar seus restaurantes

Sem título.png99O chef Rodrigo Oliveira na obra de seu Balaio, dentro do Instituto Moreira Salles (Foto: Bruno Santos/Folhapress)


MAGÊ FLORES
DE SÃO PAULO

Balaio
Em meados de setembro, o Instituto Moreira Salles abrirá as portas de sua nova sede, na avenida Paulista. O prédio envidraçado vai abrigar a nova casa do chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó. O Balaio, como foi batizado o empreendimento, foi pensado para estar ali, diz Rodrigo, depois do convite do empresário Pedro Moreira Salles. O IMS pedia um lugar inclusivo e moderno. O chef, então, pensou em uma casa “com comida cotidiana em um ambiente aconchegante e despojado”. O cardápio, ainda mantido em sigilo, deve “olhar o Brasil por completo”, influenciado pelas experiências do Mocotó e do Esquina. “O Balaio tem a ver com o conceito do instituto, que fala de arte brasileira, mas não dá as costas para o que acontece lá fora. Tem uma pitada do mundo. Dificilmente você vai comer trufas ou salmão chileno lá, mas não há problema em importar conceitos, técnicas ou pitadas”, diz. O restaurante de 80 lugares vai funcionar do almoço ao jantar, sem intervalos, e terá cardápio também para o happy hour. O IMS terá uma área de exposições, com fotografia como carro-chefe, cineteatro e biblioteca.

No Instituto Moreira Salles

A PARTIR DE MEADOS DE SETEMBRO
ONDE Av. Paulista, 2.424, Bela Vista

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Vista
No oitavo andar do prédio projetado por Niemeyer na década de 1950, desenhos na parede mostram como será o Vista Ibirapuera, restaurante comandado por Marcelo Bastos (Jiquitaia), que abrirá as portas em outubro. Com privilegiada vista da cidade, terá receitas brasileiras como o arroz de cuxá (com vinagreira e camarão) e peixe frito, petiscos para um happy hour e drinques do bartender Laércio Zulu. Três elevadores vão levar ao restaurante em horário independente do museu. Seu tíquete-médio deve ser de R$ 120. No primeiro andar, já funciona o Vista Café, com seu “convescote”: com entrada, prato e sobremesa (R$ 35 a R$ 55), pão de queijo (R$ 5) e bolo do dia (R$ 9). Apesar do acervo latino-americano, o conceito não foi demanda do museu, que abriu licitação para escolher a empresa que conduziria os espaços de descanso dentro de 32 mil m² de mostras.

No Museu de Arte Contemporânea da USP

O QUE PEDIR? Cuscuz de milho com ovo mole e manteiga de garrafa (R$ 12)
ONDE Av. Pedro Álvares Cabral, 1.301, Ibirapuera; entrada gratuita

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Cantina
“O café tem que ser uma extensão do museu. Deve servir como espaço de reflexão, de acolhimento e até mesmo ajudar a compor a programação cultural”, diz Alessandra Almeida, diretora do Museu da Imigração. Pois o chef Fellipe Zanuto (do restaurante Hospedaria, na Mooca) mergulhou fundo na história (e no acervo) da imigração para orientar seu trabalho. Com apoio de suas outras cozinhas profissionais —já que no museu não é permitido o uso do fogo—, ele prepara pães e embutidos para o café. Lá, serve waffles, bolos e biscoitos para estudantes, famílias e turistas que desejam algo para acompanhar o café, extraído em diferentes métodos. Nos fins de semana, das 10h às 15h, há brunch nas ensolaradas mesas do terraço.

No Museu da Imigração

O QUE PEDIR? cold brew (R$ 12) e sanduíche de focaccia (R$ 22)
ONDE R. Visc. de Parnaíba, 1.316, Mooca, tel. 2692-1866; entrada gratuita

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Junji Sakamoto
Antes de inaugurar o centro cultural instalado na avenida Paulista, um grupo de japoneses foi conhecer, anonimamente, restaurantes japoneses da cidade. Os visitantes selecionaram para a Japan House a comida do chef Jun Sakamoto, “por sua apresentação, sabor e constância”. A ideia de ter o Junji na casa, aberta em maio, era a de reforçar o “portal para o Japão, ofertando todas as facetas culturais ao público”, diz a presidente da Japan House, Angela Hirata. Jun conta que, nesta unidade do Junji, a finalidade é oferecer um “intercâmbio cultural”. Por isso, começou com um cardápio mais familiar ao brasileiro, com sushis, sashimis e teishokus (os pê-efes japoneses) “da forma como se serve no Japão”. “Depois, passamos a apresentar receitas que o público pode ainda não conhecer, como o minono [cozido de legumes] e sunomono [avinagrado de pepino e polvo], que acompanham o teishoku”, diz.

Na Japan House

O QUE PEDIR? Teishoku tonkatsu (com filé-mignon suíno à milanesa, por R$ 70)
ONDE Av. Paulista, 52, Bela Vista, tel. 3090-8900; entrada gratuita

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Santinho
Um nhoque servido no The Modern, no Moma de NY, marcou a chef Morena Leite, que quis cozinhar em um museu brasileiro. Logo depois de retornar ao país, recebeu o convite para ocupar o restaurante do Tomie Ohtake, onde já está há oito anos. No Museu da Casa Brasileira, em 2013, ela participou de uma chamada pública e também assumiu o serviço de comida da instituição. Nos dois espaços instalou o seu Santinho, com bem cuidado bufê de receitas brasileiras. Ali há, por exemplo, moqueca, picadinho e frango envolto em crepe de mandioquinha. “A comida é também uma forma de expressão cultural. Valorizá-la é uma forma de atrair gente para esses destinos”, diz Morena.

No Tomie Ohtake e no Museu da Casa Brasileira

O QUE PROVAR? Salada de banana com castanhas servida no bufê
ONDE
MCB. Av. Brg. Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano, tel. 3032-3727; ingresso R$ 10 ou R$ 5 (ter. a sex.); bufê R$ 59 e R$ 91 (fim de semana)
Tomie Ohtake. Av. Brig. Faria Lima, 201, Pinheiros, tel. 2245-1900; entrada gratuita; bufê R$ 58 e R$ 86 (fim de semana)

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Chez Mis
Passada a entrada do museu, no fundo do corredor, a moderna construção de vigas e concreto aparentes abriga o Chez Mis —casa gerida pelo mesmo grupo do Chez Oscar, empreendimento de quatro andares na rua Oscar Freire. Desde 2012, o restaurante serve algumas opções de entradas, sanduíches, pratos e de drinques. Pelas largas janelas, é possível acompanhar a movimentação do museu em dias de evento e contemplar o paisagismo do entorno.

No Museu da Imagem e do Som

O QUE PEDIR? Nhoque de mozarela, creme de parmesão e farofa de pão (R$ 53)
ONDE Av. Europa, 158, Jd. Europa, tel. 3467-3441; entrada gratuita

Marvel e DC se unem contra o machismo na internet

Sem título.pngA DC Comics postou uma foto no Twitter em apoio às escritoras da Marvel que foram assediadas na rede social.

Tudo começou quando Heather Antos, editora da Casa de Ideias, postou uma foto tomando milkshake junto com suas colegas de trabalho. Imediatamente, internautas começaram a assediar as mulheres da imagem.

Então, o perfil oficial da DC Comics publicou uma foto onde diversas funcionárias seguram milkshakes e fazem a pose característica da Mulher-Maravilha em homenagem as mulheres da Marvel.

“É a equipe de Milkshake da Marvel”

Sem título.png11“Viva as mulheres da Marvel”

Rapidamente, a Marvel também reagiu com uma foto de um milkshake usando a hashtag #MakeMineMilkshake (Faça meu milkshake, em tradução livre).

Feiras de arte agitam mês de agosto em São Paulo

Sem título.png55Galeria Aura, recém-inaugurada na Vila Madalena Por: Keiny Andrade/Folhapress


Quem não quiser correr toda a cidade atrás das novidades no circuito das galerias terá no mês que vem boas oportunidades de ver seleções concentradas dessas e de outras casas de São Paulo e do mundo, já que agosto concentra três feiras dedicadas à arte contemporânea, ao design e à fotografia.

Entre os dias 9 e 13 de agosto, no pavilhão da Bienal, a feira de design Made chega a sua quinta edição reunindo 11 galerias, 65 designers independentes e mais de 20 exposições com peças do Brasil e de outros seis países —Bélgica, Coreia do Sul, Holanda, Japão, Portugal e Suíça. Na lista de galerias estará a Nicoli, espaço dos Jardins considerado a única casa que representa designers contemporâneos do país nos mesmos moldes que as galerias de arte.

Maior novidade deste ano, a Semana de Arte, feira com eventos paralelos de música, cinema e teatro, faz sua estreia no hotel Unique entre os dias 14 e 20 de agosto. Lá estarão estandes de 39 casas do mundo todo, entre elas a Luhring Augustine e a Alexander and Bonin, de Nova York, e a Sprovieri, de Londres, além das maiores casas paulistanas, como Luisa Strina, Millan, Nara Roesler e Vermelho.

Haverá ainda casas menores, como a Sé e a Superfície, que aos poucos se juntam ao time das mais influentes e estabelecidas.

No fim do mês, entre os dias 24 e 27 de agosto, a SP-Arte/Foto, braço da maior feira do país dedicado só à fotografia, vai ocupar o último andar do shopping JK Iguatemi em sua 11ª edição, que reúne outras 30 galerias de todo o país. Na seleção, há algumas casas que se dedicam só à fotografia, como as paulistanas Babel, DOC e Fotospot e a carioca Gávea.

SILAS MARTÍ
DE SÃO PAULO

Coldplay anuncia segundo show em São Paulo após ter ingressos esgotados

img_0_m.jpgOs fãs da banda Coldplay podem comemorar. Depois dos ingressos para a apresentação no Allianz Parque em 7/11 acabarem, o grupo britânico anunciou uma nova data em São Paulo, em 8/11, no mesmo local.

As apresentações finalizam a turnê “A Head Full of Dreams”, que começou em março de 2016 e já havia passado pelo país, com shows em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A pré-venda dos ingressos começa nesta terça (18) para clientes do Banco do Brasil, à 0h01. Podem comprar portadores de cartões Ourocard Black, Infinite, Nanquim, Platinum Estilo e Grafite Estilo. De quarta-feira (19), a partir de 0h01, até quinta (20), às 20h, todos os clientes Ourocard podem adquirir as entradas.

A venda para o público geral começa às 0h01 de sexta (21), no site da Eventim.

Allianz Parque – Avenida Francisco Matarazzo, 1705, Água Branca. Ter. (7/11): ingressos esgotados. Qua. (8/11). Ingressos: R$ 240 a R$ 750. Ingr. p/ eventim.com.br.

Moda invade o MAB-FAAP

Foto1_FER4608“Moda no MAB” apresenta um recorte do novo acervo do museu


A moda – como forma de expressão artística – vem ganhando cada vez mais os museus pelo mundo. A estreia do MAB-FAAP foi em 1989, com a mostra de 80 croquis assinados pelo estilista francês Christian Lacroix. Hoje, em sua história, já são mais de 20 exposições, entre elas Moda no MAB: uma nova coleção no acervo, que abriu recentemente e estará em cartaz até o dia 13 de agosto.

A exposição reúne vestidos assinados por André Lima, Fause Haten, Jum Nakao, Lino Villaventura e Reinaldo Lourenço. Traz ainda marionetes usadas por Fause Haten em seu desfile de 2013, no Teatro FAAP, quando o estilista trocou modelos reais por bonecas criadas pelo artista plástico Guilherme Pires. A inglesa Karen Elson e a brasileira Paola Ludtke são as modelos reproduzidas pelo artista.

O público pode rever também as bonecas que integraram a instalação “Tributo a Brothers Quay”, de autoria de Jum Nakao, que foram expostas na mostra O exercício da arte. FAAP, seus professores e alunos no acervo, de 2013. Na obra, o estilista faz homenagem aos americanos Stephen e Thimothy Quay, que nos anos 1970 fizeram filmes de animação com bonecos e técnicas usadas por ingleses e tchecos no final do século XIX.

Foto2_FER4631.jpgExposições anteriores são rememoradas em painel de fotos


Também voltam em cena imagens de exposições já realizadas pela FAAP e que fizeram história, como a exposição e o desfile de Pierre Cardin, em 1994; a exposição Os anos de Grace Kelly – Princesa de Mônaco, em 2011; e o Festival des Mètiers – Hermès, em 2015, entre outras.

Anote na agenda:
Até quando: 13/8
Horários: segundas, quartas, quintas e sextas-feiras, das 10h às 18h, com permanência até às 19h.
Aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h, com permanência até às 18h.
(Fechado às terças-feiras, inclusive quando feriado)
Local: MAB-FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis
Informações: (11) 3662-7198
Agendamento de visitas educativas: (11) 3662-7200
Entrada gratuita

Exposição “Carlos Zilio – Pinturas, desenhos e objetos” – Anita Schwartz Galeria de Arte

unnamedTamanduá e a memória (2017) óleo e color net sobre tela


Anita Schwartz Galeria de Arte apresenta a partir de 19 de julho, para convidados, e do dia seguinte para o público, a exposição “Carlos Zilio – Pinturas, desenhos e objetos”, com trabalhos inéditos do importante artista nascido em 1944, no Rio de Janeiro. Presença constante em exposições no Brasil e no exterior, como “Transmissions: Art in Central Europe and Latin America, 1960-1980”, no MoMA de Nova York, em 2015, Zilio vai mostrar cerca de quinze trabalhos recentes, dentre pinturas, desenhos e objetos, todos desenvolvidos a partir de um tema básico: o tamanduá.   

Serviço: Exposição “Carlos Zilio”
Anita Schwartz Galeria de Arte, Rio
Abertura para convidados: 19 de julho de 2017, às 19h
Visitação pública: 20 de julho a 26 de agosto de 2017
Entrada gratuita
Anita Schwartz Galeria de Arte
Rua: José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, 22470-100, Rio de Janeiro
Telefones: 21.2274.3873 e 2540.6446
Horário: 10h às 20h, de segunda a sexta, e das 12h às 18h, aos sábados
galeria@anitaschwartz.com.br
http://www.anitaschwartz.com.br

Nova Iorque submersa: vídeo mostra as consequências de um aumento de 2°C na temperatura global

James Hansen, professor de Ciências da Terra e do Meio Ambiente da Universidade de Columbia, ex-funcionário da NASA e notável climatologista, foi um dos primeiros a alertar sobre a mudança climática durante seu depoimento em 1988 no Congresso dos EUA. Desde então, ele continuou a falar do problema através de palestras, entrevistas, conversas TED e seu blog. Advertiu que um pequeno aumento de 2 graus célsius na temperatura global poderia resultar em um aumento do nível do mar de cinco a nove metros até o final do século, inundando boa parte das as cidades costeiras e tornando-os inabitáveis.

Inspirados por Hansen, os cineastas do estúdio Menilmonde imaginaram Manhattan submersa. Os vídeos anteriores da dupla francesa apresentam subversões sutis do mundo real, e este mais recente, intitulado two ° C New York City, é indiscutivelmente o mais poderoso até agora.

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O vídeo de três minutos e meio exibe imagens assustadoras de uma cidade desolada onde há água em vez de ruas; um horizonte denso com uma população inexistente.

De acordo com os cineastas, a água maravilhosamente renderizada, que brilha e reflete os edifícios de Nova Iorque, foi criada através da simulação 3D (com 3DSMax) após a remoção das pessoas no Photoshop. É certo que as cenas impressionantes incluem algumas inconsistências topográficas, entretanto, a mensagem é clara: devemos reduzir as emissões de gases de efeito estufa já, ou corremos o risco de perder nossas preciosas cidades.  Traduzido por Romullo Baratto

Mostra com fotos, livros e filmes de Robert Frank inaugura IMS da Paulista

2014122915220559936Fotógrafo suíço radicado nos Estados Unidos, Robert Frank, 92 anos, será homenageado com a exposição ‘Os Americanos + Os Livros e os Filmes’, que vai inaugurar a sede do Instituto Moreira Salles na Avenida Paulista, em agosto. A primeira parte da mostra é resultado de uma viagem feita pelo fotógrafo em 1955 para “fazer um estudo visual de uma civilização”. As manifestações públicas e políticas, a celebração de 4 de julho. Robert Frank presenciou tudo. Aqui, foto tirada em Hoboken, Nova Jersey Foto: Robert Frank


O ano de 1955 foi um marco na vida do jovem fotógrafo Robert Frank. Àquela altura, ele já tinha deixado a Suíça, onde nasceu em 1924, já tinha trabalhado em revistas em Nova York, viajado pelas américas Central e do Sul, voltado à Europa e de novo aos Estados Unidos. E então, aos 30, Frank ganhou uma bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation para uma longa viagem pelos Estados Unidos com o objetivo de fazer “um estudo visual de uma civilização”. Fez mais que isso: criou um clássico da fotografia do século 20, The Americans.

Sem um roteiro estabelecido e a bordo de um carro comprado para a ocasião, o fotógrafo percorreu o país registrando a vida de ricos e pobres, na cidade e no campo. Foi do chão de fábrica ao banco, do drive-in a Hollywood, foi a parques públicos, festas da alta sociedade, manifestações políticas, enterros e rodeios. O projeto durou dois anos e resultou em 27 mil imagens, das quais Frank selecionou, primeiro, duas mil. De uma última seleção, restaram as 83 fotos que definem os Estados Unidos dos anos 1950, com sua sociedade consumista enfrentando o debate dos direitos civis e outras questões políticas e comportamentais.

O escritor Jack Kerouac escreve, no prefácio de The Americans, livro que Frank fez com base nesta série e lançou em 1958, que o fotógrafo “registrou cenas jamais vistas em filme fotográfico” e que “sugou um poema triste dos Estados Unidos”, tornando-se um dos “poetas trágicos do mundo”.

Pela primeira vez, essas fotos selecionadas a dedo por Robert Frank e que compõem o livro que também se tornou um marco entre as publicações da área serão expostas em sua totalidade no Brasil. A clássica série foi escolhida pelo Instituto Moreira Salles para inaugurar a sua sede na Avenida Paulista, em agosto. Robert Frank, 92, já disse que vem para a abertura, dia 21, e para o lançamento de sua obra em português.

“Queríamos mostrar um grande momento de um grande fotógrafo e The Americans se impôs”, conta Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS. “Esse clássico nasce de um desejo de transgressão. Não é o clássico do equilíbrio, da harmonia ou do acabamento. Na hora em que o Frank entra em cena, a grande questão é fazer boa fotografia em movimento. Tirá-la do cânone de equilíbrio, harmonia e composição”, completa.

Mas não são apenas as imagens emprestadas pela Maison Européenne de la Photographie, da série impressa nos anos 1980 (há também a dos anos 1950, somando cerca de dez coleções no mundo), que estarão em exibição. A nova mostra Os Livros e Os Filmes também será trazida para celebrar a carreira de 70 anos do artista que, após o sucesso de The Americans, trocou a fotografia pelo cinema experimental – e depois voltou à fotografia.

“Uma vez ele me disse que as pessoas não deviam ser muito respeitosas com suas fotos, que elas foram feitas para todo mundo e não para serem vistas emolduradas. E disse que as pessoas devem olhá-las como olham para um livro”, explica Gerhard Steidl, dono da Steidl, considerada a maior editora de livros de fotografia do mundo e que desde 1988 trabalha com Frank.

Há sete anos a dupla começou a formatar essa mostra de realização simples e baixo custo. Em tiras de papel-jornal em tamanhos variáveis, acompanhamos uma montagem que apresenta cada um de seus trabalhos.

“É uma retrospectiva que, usando uma expressão de Frank, dá as costas ao mercado e às instituições que dão as cartas no mundo da arte. É o Frank replicando o gesto iconoclasta que estava lá no começo e chamando para si a sua obra, não deixando que ela se fetichize e ganhe uma incômoda vida própria”, diz Titan.

As fotos, os livros, os filmes
Depois da fotografia, o livro. E só depois a exposição. É assim que Robert Frank trabalha desde o começo, em 1947. Quem for à casa do fotógrafo hoje encontrará pelo menos dois protótipos sobre sua mesa, conta o editor Gerhard Steidl, que está curioso para encontrá-lo em agosto, em Nova Escócia, onde Frank passa o verão. “Vou lá para ver qual será seu próximo livro. Essa época é, para ele, sempre o tempo de criar um trabalho novo”, diz sobre o cliente e amigo que ainda fotografa – nada digital – todos os dias.

Nesses últimos 30 anos, desde que começaram a trabalhar juntos, Frank sempre foi à mítica Göttingen, onde Steidl tem, além da editora e gráfica, uma pequena hospedaria para receber fotógrafos e artistas. “Ele viveu aqui como monge. Acordava às 5h30 e trabalhava conosco até tarde da noite”, conta.

A última vez em que esteve lá foi há dois anos. Agora, é Steidl que viaja para encontrá-lo em Nova York ou Nova Escócia. E protótipos de livros, bonecos e provas voam dos Estados Unidos para a Alemanha com frequência. Já são 30 obras de Frank no catálogo da Steidl – e The Americans, o maior sucesso, vendeu 1,5 milhão de cópias no mundo, diz o editor.

Isso, sem contar que ele digitalizou os 25 filmes da fase cineasta do fotógrafo – entre eles, Pull My Daisy e Me & My Brother. Na mostra que o Instituto Moreira Salles fará com a série integral de The Americans e ainda com a retrospectiva Os Livros e Os Filmes, a maioria deles será exibida em 35 mm e 16 mm.

Americanos. Para Steidl, o que Robert Frank criou foi totalmente incomum para aqueles dias. “As pessoas tinham a expectativa de ver beleza e não o que estava atrás das cortinas. Além disso, o layout do livro, a sequência sem nenhum texto, sem uma explicação, foi, para a época, muito revolucionário já que o fotolivro, em 1959, era, normalmente, um longo texto com algumas fotografias ilustrativas.”

Ainda de acordo com o editor, Frank sempre se interessou pela relação entre as pessoas vivendo em certos países. “Ele sempre teve o instinto de descobrir onde se posicionar numa multidão e olhar, através de sua câmera, para a alma das pessoas, de um país, de uma nação.”

Brasileiros. Com menos destaque, serão expostas algumas poucas fotos que Frank fez numa rápida passagem por Manaus, por volta de 1948 – viagem descoberta agora pelos organizadores e nunca registrada em seus trabalhos impressos.

Um espaço aberto para a Avenida Paulista
Avenida Paulista, 2.424. Quem passa por ali hoje vê as obras da construção da nova sede do Instituto Moreira Salles a mil. Tudo deve ficar pronto em menos de dois meses, quando o prédio de sete andares, todos com pé direito duplo, vai abrir suas portas ao público e uma variada programação cultural, quase toda gratuita, vai movimentar ainda mais a região. Do térreo, uma praça aberta para a avenida onde estará o restaurante Balaio, o visitante é levado por uma escada rolante até o quinto andar.

Na subida, a vista para a volumosa biblioteca de livros de fotografia. Neste andar, ele encontra outra praça, com um café e a Livraria da Travessa. E dali ele decide se segue para cima, para as exposições e sala de consulta online do acervo, ou para baixo, onde estarão o cineteatro, a biblioteca e salas de cursos. Para a abertura, estão programadas, além da mostra dedicada a Robert Frank, outra de fotografia brasileira contemporânea e The Clocks, de Christian Marclay. Nos planos, mostras de artistas estrangeiros e brasileiros do acervo do IMS ou não. Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

Jovens ‘acampam’ em porta da loja Adidas Originals em Ipanema para comprar tênis de R$ 1,2 mil assinado por Kanye West

loja adidasJovens acamparam na frente da loja da Adidas, em Ipanema, para comprar tênis de R$1,2 mil (Foto: Elisa Soupin / G1)


Cerca de 130 pessoas passaram a madrugada deste sábado (24) “acampadas” na frente da loja da Adidas Originals em Ipanema na Zona Sul do Rio, para comprar um novo tênis da marca, assinado pelo rapper americano Kanye West.

O tênis “Yeezy Boost” foi lançado no Brasil neste sábado e custa R$ 1.199. Ao mesmo tempo em que os jovens aguardavam pela abertura da loja, moradores de rua dormiam ao lado, bem no fim da fila.

De acordo com o gerente da loja, muitos jovens já estavam na porta da loja deste a manhã de sexta-feira (23). O modelo tem uma edição limitada de pares para serem vendidos e, por isso, o desespero dos jovens.

teTênis assinado pelo rapper Kanye West custa R$1,2 mil (Foto: Reprodução)


“São pares limitados no Brasil e no mundo. No lançamento tem esse burburinho. O lançamento estava programado para às 8h, mas ontem de manhã, quando eu cheguei, já tinham umas 10 pessoas na fila. São jovens entre 17 e 24 anos”, disse o gerente da loja, Thiago Sidrão, ao G1.

Os cerca de 100 pares que foram disponibilizados na loja de Ipanema foram vendidos em 1h30. Ainda de acordo com o gerente, os jovens fizeram uma lista que, na hora da abertura da loja, tinha 128 nomes. “Quando os pares acabaram ainda tinham 40 pessoas esperando”, disse Thiago. [Fernanda Rouvenat e Elisa Soupin, G1 Rio]