Jane Fonda, de 81 anos, é presa em protesto pelo clima nos EUA

Atriz de 81 anos foi algemada e levada por viatura em Washington. Ela está entre os 16 ativistas detidos em protesto para exigir medidas contra o aquecimento global em frente ao Capitólio.

Jane Fonda é presa em protesto de ativistas ambientais em Washington, nos EUA, nesta sexta-feira (11) — Foto: Arlo Hemphill via REUTERS

A atriz Jane Fonda, de 81 anos, foi uma das 16 pessoas detidas em um protesto de ativistas ambientais em Washington, nos EUA, nesta sexta-feira (11).

Vídeos nas redes sociais mostram a atriz sendo algemada e levada em uma viatura policial. O protesto do grupo Oil Change International exigia medidas contra o aquecimento global.

Alega-se que Fonda exigia ações urgentes sobre um Green New Deal quando foi presa. Companheiros manifestantes aplaudiram quando ela foi levada embora e gritaram: ‘Nós te amamos Jane’

“Hoje, a polícia do Capitólio dos EUA prendeu 16 pessoas por protestarem ilegalmente na entrada leste do Capitólio”, disse uma porta-voz da polícia à imprensa dos EUA.

O perfil oficial da atriz no Twitter compartilhou imagens do protesto e da prisão, publicadas pelo grupo ativista “Fire Drill Fridays”, do qual Jane Fonda participa.

Fonda foi levada pela polícia na sexta-feira. As mãos dela pareciam amarradas. Recentemente, ela falou sobre a crise climática e prometeu protestar toda sexta-feira “faça chuva ou faça sol”
Jane Fonda presa em frente ao Capitólio, em Washington DC
Fonda afastou as mãos atrás das costas enquanto era levada para um carro
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iPhone 11 Pro Cinematic 4k: Tokyo by Andy To

O lançamento dos novos iPhones ocorrerá nesta sexta-feira (20), mas existem aqueles que já estão com eles em mãos para conferir o potencial dos gadgets, principalmente com relação às câmeras.

Como sabemos, os iPhones 11 Pro e 11 Pro Max contam com um sistema de câmera triplo, o qual introduz uma nova lente ultra-angular àquelas já existentes (uma grande-angular e outra teleobjetiva) na geração anterior. Isso, naturalmente, significa que as fotos e os vídeos capturados com os novos aparelhos possuem não só uma qualidade maior, mas também oferecem novas possibilidades.

Entretanto, só sabemos o quanto a câmera desses aparelhos é boa… vendo! Dessa forma, o cineasta Andy To foi a Tóquio (Japão) para testar a câmera dos novos iPhones. É possível conferir o resultado no vídeo acima, o qual muitos duvidariam que foi gravado com um smartphone.

Fui a Tóquio com o novo iPhone 11 Pro para testá-lo. O objetivo desse vídeo é apresentar uma história visual que mostre minha jornada ao Japão. A história começa em Tóquio, uma cidade progressivamente futurista que possui um belo cenário para o estilo de edição que eu amo fazer.

O vídeo foi gravado diretamente pelo app Câmera (nativo) sem a ajuda de lentes externas, e editado com o Final Cut Pro X no macOS. Como podemos observar, To trouxe a versatilidade da câmera do iPhone 11 Pro ao passar por uma variedade de ambientes, alterando entre cenários brilhantes e coloridos, a lugares com pouca luz.

O CEO1 da Apple, Tim Cook, elogiou o resultado:

rabalho impressionante como sempre, @andyyto! Uma viagem fascinante por uma das minhas cidades favoritas, capturada com o iPhone 11 Pro.

Os iPhones 11 Pro e 11 Pro Max possuem algumas diferenças importantes em relação aos XS e XS Max. Com relação à câmera, ambas as gerações são capazes de gravar vídeos 4K a 60qps, mas nos novos modelos há suporte para alcance dinâmico estendido, melhorando a cor e o contraste das filmagens. [MacMagazine]

Produção de Keanu Reeves ocupa a Paulista para filmar cena decisiva de ‘Conquest’

Com uma trama futurista, ‘Conquest’, produzido por Keanu Reeves, se passa num mundo distópico e tem a ver com refugiados e os riscos de desumanização do mundo; gravação será no domingo, 1º
Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

Conquest, produção de Keanu Reeves
Cerca de 3 mil pessoas participaram de 20 dias de filmagens de ‘Conquest’ Foto: Santiago Cerini

Cenário emblemático de São Paulo, a Avenida Paulista tem abrigado manifestações, passeatas, protestos. Num domingo, digamos, comum, é aquele lugar, fechado ao tráfego, em que as famílias passeiam, artistas apresentam suas performances, artesãos vendem seus produtos. Mas este domingo, 1.º, será diferente. Várias quadras estarão fechadas – mesmo –, haverá movimentação de seguranças, helicóptero, um tanto de tiroteio, mas calma. Será tudo ficção. Nada de guerra, nem de fim de mundo. 

A Paulista abriga neste domingo a produção de Conquest, a série que Keanu Reeves grava em São PauloKeanu Reeves, o astro de MatrixJohn WickVelocidade Máxima? O próprio, mas não exatamente ele. Não existe a menor chance de você ver aquele sujeito conhecido correndo e dando patadas. Keanu Reeves estará bem longe, em casa, mas ele já esteve aqui, há quatro meses. Foi fotografado com o prefeito Bruno Covas, a diretora da Spcine, Laís Bodanzky, assinando o acordo com a São Paulo Film Comission que trouxe à cidade a produção de Conquest.

Grandes cenas já foram gravadas no Anhangabaú, na própria Paulista. Numa noite dessas, alta madrugada, a energia foi desligada e o Anhangabaú ficou totalmente às escuras para uma cena de Conquest. O curioso é que não adianta falar com Laís Bodanzky, nem com Andréa Barata Ribeiro, da O2 Filmes. A legislação exige que produções estrangeiras contratem os serviços de produtoras locais, e a O2, de Fernando Meirelles, está fazendo a prestação de serviços. 

Andréa já filmou, aqui mesmo em São Paulo, uma grande produção internacional – Ensaio sobre a Cegueira, que Meirelles dirigiu, a partir do romance de José Saramago, para uma produtora do Canadá. Ela explica – “São Paulo é uma metrópole, uma grande cidade que tem um viés futurista, mas tem uma São Paulo oculta, que nem os paulistanos conhecem. Isso é muito bom, essa riqueza, essa diversidade, para quem filma. A cidade tem infraestrutura hoteleira e de serviços, aeroportos. A equipe de Conquest descobriu que a cidade pode ser um paraíso para filmar.”

Andréa sabe muitas coisa sobre Conquest. Afinal, cabe à equipe da 02 organizar tudo para que cenas grandiosas como a deste domingo deem supercerto. Ela sabe que vai usar seguranças, figurantes, um helicóptero e toda uma estrutura de socorros, o que internacionalmente se chama de ‘safe’. “Vamos ter bombeiros, paramédicos, ambulâncias.” Só não lhe peçam para contar a história de Conquest. “Não sei, de verdade, e o que sei não posso contar. Só sei que é uma trama futurista, num mundo distópico. Tem a ver com refugiados.” 

Faça a mesma pergunta a Laís Bodanzky e não será possível avançar. O motivo é simples. “Eles explicaram o conceito, mostraram cenas para definir o visual, mas nunca apresentaram o roteiro, que é mantido secreto.” Em busca de informações, a reportagem foi mais longe. Tentou a produtora executiva Gabriela Rosès Bentancour e o próprio diretor Carl Erik Rinsch. Nada. “Desculpe, querido, mas a gente faz questão de manter o segredo. Acreditamos que o elemento-surpresa será muito importante na série e queremos fazer de tudo para assegurar que o público seja surpreendido ao assistir ao produto final”, explica a produtora.

Conquest, produção de Keanu Reeves
Produção de Conquest vai fechar a Avenida Paulista mais uma vez Foto: Santiago Cerini

Acostumada a trabalhar com Fernando Meirelles, Andréa Barata Ribeiro sabe o que são esses diretores meticulosos. “O Carl (Erik Rinsch) tem um cuidado muito grande com os detalhes. Nada lhe escapa.” E Gabriela, que trabalha pela primeira vez com o cineasta. “É um visionário. Estou impressionada com sua visão. Ele chegou aqui e foi logo se interessando por marcos visuais muito fortes da cidade. A Av. Paulista, o Anhangabaú, a arquitetura de Niemeyer. São Paulo pode ser grandiosa e íntima, arrojada e decadente. Quem trabalha com imagem fica louco nessa cidade.” 

Na direção da Spcine há quatro meses, Laís Bodanzky conta que o primeiro contato da produção de Conquest com a São Paulo Film Comission começou há oito meses. “É uma história de sedução. Há muitas cidades no mundo que adorariam sediar um filme desses. Então, a gente tem de atrair, seduzir. O que eles podem trazer é muito forte – visibilidade, dinheiro injetado na economia, empregos. Mas a gente também tem de mostrar que tem condições. Fizemos muitas reuniões com secretarias de Estado e do município para mostrar que São Paulo está aparelhada como centro audiovisual.”

Em três anos de atuação, de maio de 2016 a maio de 2019, 2,8 mil obras audiovisuais foram filmadas na cidade, gerando mais de 69 mil postos de trabalho e uma movimentação financeira de pelo menos R$ 1,3 bilhão. Por ano, a cidade recebe cerca de mil produções, entre filmes, séries e publicidades, em mais de três mil diárias de filmagens. Somente em 2019 foram atendidas 644 obras e emitidas 997 autorizações de filmagem que geraram 15,2 mil postos de trabalho. “As solicitações são tantas que outro dia tivemos três filmes sendo feitos no centro e o cuidado era evitar que um set interferisse no outro”, diz Laís. 

Ela conversa com o repórter pelo telefone e, de repente, dá uma parada para pegar uma informação com um assessor. “Agora mesmo, enquanto estamos conversando, entrou no ar o Instagram da Spcine, com informações práticas e curiosidades de filmagem para compartilhamento de quem se interessa em acompanhar o movimento do cinema na cidade.”

Produtores executivos de Conquest
Os produtores executivos de Conquest: Keanu Reeves, Carl Erik Rinsch e Gabriela Rosés Bentancour  Foto: Ethan Weiner

‘Conquest, um testemunho sobre o riscos de desumanização do mundo

Carl Erik Rinsch é a alma do projeto de Conquest. Arrebatou o astro Keanu Reeves, que virou seu produtor. É chamado de detalhista por Andréa Barata Ribeiro, da O2, que faz a produção local, e de visionário pela produtora Gabriela Rosès Bentancour.

Por que escolheu São Paulo como locação?
Um dos motivos foi certamente a diversidade pujante dessa metrópole. Encontramos uma diversidade étnica e cultural muito forte. São Paulo já foi centro de imigração europeia e hoje segue acolhendo refugiados da Ásia, da África, da América Latina. Nossa trama tem a ver com isso. A situação dos imigrantes, dos refugiados, virou uma tragédia em todo o mundo. Nos EUA, sob (Donald) Trump, são demonizados. O que nossa história busca é uma reabilitação da dignidade dessas pessoas.

Sua trama passa-se no futuro distópico. Já sei que você não quer falar, mas o que pode dizer?
Sou um grande admirador de ficção científica, na literatura como no cinema. Tenho meus mestres. Stanley Kubrick, Ridley Scott, (Andrei) Tarkovski, Neill Blomkamp, para citar um cineasta mais recente. A ficção científica russa é muito rica. São autores que permitem refletir sobre o estado do mundo. Conquest inscreve-se na indústria do entretenimento, mas nasceu da nossa vontade de dar um testemunho sobre o riscos de desumanização do nosso pobre mundo.

Filmagens de ‘Conquest’ incluem 10 atores brasileiros

Em média 300 pessoas atuaram diariamente na produção de Conquest, entre produtores, técnicos e seguranças. Cerca de 3 mil figurantes participaram de 20 dias de filmagens em locações como Praça do Patriarca, Paulista, Anhangabaú, Memorial da América Latina, Praça Pedro Lessa.  Neste domingo, a Paulista recebe 400 figurantes, carros de época, câmera car. Já a equipe internacional é de 25 pessoas, além de 25 atores, sendo 10 brasileiros, com destaque para Bruna Marquezine. 

K-Pop leva jovens norte-coreanos a desertar

Músicas e filmes sul-coreanos e ocidentais têm provocado desilusão com o regime norte-coreano
Simon Denyer e Min Joo-kim, THE WASHINGTON POST, O Estado de S.Paulo

A norte-coreana Ryu Hee-jin faz aulas de dança em Seul Foto: The Washington Post / Jean Chung

Quando menina, Ryu Hee-jin cantava canções patrióticas exaltando o caráter, a coragem e a bondade do então líder norte-coreano, Kim Jong-il. Aí ela ouviu música pop americana e sul-coreana.

“Quando você ouve música norte-coreana, não se emociona, mas quando ouve música americana ou sul-coreana você se arrepia. As letras são acessíveis, têm frescor. Ao ouvir essas músicas, a expressão facial das crianças simplesmente muda”, disse.

A música ocidental ajudou a abrir uma brecha na Cortina de Ferro. Jovens soviéticos ouviam gravações clandestinas dos Beatles. Em 1987, a juventude de Berlim Oriental se reunia junto ao Muro para ouvir David Bowie e sua emotiva interpretação de Heroes no lado ocidental da cidade dividida. 

Hoje, há evidências de que o pop sul-coreano está tendo um papel semelhante em solapar sutilmente a propaganda do regime da Coreia do Norte. Cada vez mais, desertores do Norte citam a música como um dos fatores que os desiludiram de seu governo, segundo Lee Kwang-baek, presidente do Grupo de Mídia pela Unificação (UMG), da Coreia do Sul. 

A tendência, alimentada pelo número cada vez maior de celulares da Coreia do Norte e pelo comércio fronteiriço com a China, provocou uma nova onda repressora de Pyongyang no ano passado, segundo reportagens do Daily NK, um serviço informativo operado por desertores e com forte penetração no Norte. A repressão seguiu-se à ameaça de Kim Jong-un de “esmagar a cultura burguesa reacionária”. 

Uma pesquisa da UMG com 200 desertores recentes, divulgada em junho, concluiu que mais de 90% deles tinham assistido a filmes, visto televisão e ouvido música do exterior na Coreia do Norte; três quartos conheciam alguém que havia sido punido por isso; e mais de 70% disseram que ficou mais perigoso acessar a mídia estrangeira desde que Kim Jong-un assumiu o poder, em 2011. 

Ryu é uma dos muitos desertores que dizem que o pop do Sul e a música popular ocidental abriram seus olhos, convencendo-os de que a Coreia do Norte não é o paraíso que supostamente deveria ser e suas melhores perspectivas estavam no exterior.

Em seu quarto em Pyongyang, a capital norte-coreana, Ryu às vezes passava a noite acordada vendo repetidamente o mesmo vídeo – escondida, por medo da polícia. “Éramos sempre ensinados que os americanos eram lobos e os sul-coreanos suas marionetes”, disse. “Mas quando vemos e ouvimos a arte ocidental, simplesmente temos de admirá-la.” Ela cita Celine Dion, o violinista britânico Nigel Kennedy e a banda irlandesa Westlife, assim como as bandas K-POP TVXQ, Girls Generation e T-Ara. 

Nascida numa família amante da música, Ryu tocava gayageum, instrumento coreano tradicional de cordas semelhante à cítara, numa escola de artes de Pyongyang. Após um período na equipe nacional de nado sincronizado, seguiu-se um emprego de garçonete no sul da Europa. Ali, ela passava as noites em clubes, dançando Gangnam Style com colegas de trabalho e amigos sul-coreanos. Em 2015, aos 23 anos, ela desertou para a Coreia do Sul. 

Ex-desertores da Coreia do Norte que vivem na Coreia do Sul compreenderam há muito o poder das notícias e da cultura estrangeira em contrabalançar a propaganda do regime. 

Projetos como ‘Pen Drives para a Liberdade’ contrabandeiam USB carregados com filmes de Hollywood e programas de TV americanos, assim como dramas sul-coreanos e vídeos de música. Voz da América, Radio Free Asia, Serviço Mundial da BBC e rádios dirigidas por desertores divulgam na Coreia do Norte programas em coreano – principalmente noticiários, mas também programas musicais. Mas montar empresas privadas pode ser o veículo de mudanças mais poderoso, com vídeos trazidos em massa por comerciantes que vão e voltam da China

Os riscos para espectadores e ouvintes são reais, com uma unidade especial da polícia e serviços de segurança conhecida como ‘Grupo 109’ que não dá trégua à repressão. Mesmo menores de idade, quando são pegos com material proibido, podem ser condenados a penas de 6 meses a 1 ano de treinamento ideológico num campo de reeducação – a menos que os pais possam comprar sua liberdade subornando funcionários. Pelo mesmo crime, adultos estão sujeitos a uma pena perpétua de trabalhos forçados ou, se se tratar de material mais secreto, até a execução. 

Não são apenas melodias e letras que podem ser consideradas perigosas, mas também as roupas e os penteados dos artistas. 

“Eu gostaria de tingir os cabelos e usar minissaia e jeans”, disse Kang Na-ra, de 22 anos. “Mas uma vez fui de jeans ao mercado e me mandaram tirar. Os jeans foram queimados na minha frente.”

Kang, que cantava numa escola secundária em Pyongyang, desertou em 2014 para poder se expressar livremente. Ela tentou cantar K-Pop, mas disse que os estilos são muito diferentes. Hoje, tem uma carreira de sucesso como apresentadora de TV e atriz, representando norte-coreanas em filmes sul-coreanos.

Han Song-ee tinha 10 anos quando assistiu a um vídeo da banda sul-coreana de garotas Baby V.O.X cantando em um “Concerto pela Unificação” em Pyongyang, em 2003, para uma plateia de figurões comicamente impassíveis. “No começo, fiquei chocada ao ver aquela banda de ‘vândalos capitalistas’, mas quando ouvi sua música, me senti totalmente envolvida”, disse.

Logo estava fisgada.

Ela e as amigas começaram a usar as calças coloridas popularizadas pela banda sul-coreana Girl’s Generation, mas apenas em seu bairro, não no centro da cidade. Han desertou em 2013 e hoje é uma conhecida blogueira em Seul, aparecendo também no rádio e televisão. 

Líderes norte-coreanos têm impulsos contraditórios quando se trata do Sul, adotando um discurso de reunificação coreana ao mesmo tempo em que desencorajam manifestações culturais do país vizinho em casa. 

No ano passado, Kim Jong-un assistiu a um show musical em Pyongyang com antigas divas da música, roqueiros e música pop sul-coreana, incluindo uma banda modernista feminina chamada Red Velvet. O concerto foi divulgado na íntegra na Coreia do Sul, mas apenas trechos foram mostrados nos noticiários do Norte.

Segundo uma mulher na casa dos 20 anos que desertou no ano passado, “Kim aplaudiu e aparentemente curtiu o show, mas os norte-coreanos só puderam assistir, escondidos, a cópias contrabandeadas, pois consumir música sul-coreana ainda é um crime que pode dar prisão. 

Após desertar, Ryu viu na TV sul-coreana um documentário mostrando que Kim Jong-il, pai do atual líder da Coreia do Norte, era fã do cinema e dos programas de TV sul-coreanos. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

Encontrando o lugar certo para um escritório doméstico

Quando se trabalha de casa, o lugar específico muitas vezes surge como uma reflexão tardia. Mas não deveria ser
Ronda Kaysen, do The New York Times

Crédito: Trisha Krauss

No início deste ano, enfrentei um enigma que muitos de nós que trabalhamos em casa conhecem bem: em qual lugar posso realmente trabalhar? A menos que você seja abençoado com um imóvel grande o suficiente para ter um escritório dedicado – ou que seja um trabalhador verdadeiramente nômade, capaz de se instalar em um sofá com nada mais do que uma xícara de chá e seu laptop –, inevitavelmente terá que moldar o espaço da sala, que não é naturalmente destinado ao trabalho.

Qualquer ponto escolhido tem o potencial de diminuir o que você tinha antes. Se resolver acampar no quarto, terá de encarar sua mesa enquanto tenta dormir, com todos aqueles e-mails não respondidos chamando por você, que segue acordado às 4h da manhã. Ir para a cozinha ou para a sala tomar um lanchinho se torna um vai e vem infinito – por que trabalhar quando você pode provar a salsa fresca da feira? Roube um canto da sala de estar e, de repente, sua principal área social parece uma estranha sala de descanso do lado de fora de um cubículo de escritório.

Essas eram as minhas opções quando abandonei meu escritório arejado e cedi o espaço para meu filho, quando ele saiu do quarto que compartilhava com a irmã. Eu sabia que esse dia chegaria, mas quando aconteceu eu ainda não tinha uma boa solução sobre onde me instalar. Então fui para o lugar onde todos os objetos sem localização óbvia vão: o porão.

Eu me convenci de que poderia funcionar e arrumei a sala com tantos detalhes convidativos quanto pude reunir. Instalei novos pisos e tirei o teto para expor as vigas de madeira, acrescentando altura e dimensão ao espaço. Pintei a sala de cor clara e instalei iluminação embutida, transformando parte do espaço em uma aconchegante sala de TV para a família. O resto seria meu. Comprei um difusor de aromaterapia, enchendo o ar com o cheiro de citros e alecrim. Ocupei as prateleiras embutidas com livros e fotografias. Eu até tinha uma janela! Quão ruim poderia ser?

No final, foi a janela que me pegou. Com metade do tamanho de uma janela comum e posicionada acima da minha cabeça quando eu estava sentada, a abertura fornecia uma visão desobstruída das costas de um arbusto. Se esticasse meu pescoço, poderia até ver o céu e vislumbrar brevemente a luz do dia, não muito diferente de um prisioneiro em uma masmorra medieval.

Home office para bem e para mal

Cada vez mais os americanos estão trabalhando remotamente, seja teletrabalho, seja freelancer. Quase um quarto dos empregados de tempo integral trabalhava de casa pelo menos parte do tempo em 2018, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. No entanto, nossos espaços domésticos geralmente não refletem nossa ânsia de sair do escritório, deixando-nos insatisfeitos com o que poderia ser uma ótima configuração.

Claro, é bom não ter que se vestir e pegar o trem todas as manhãs. Mas o arranjo pode rapidamente perder seu brilho. Um estudo de 2015 publicado no periódico “Ciência Psicológica de Interesse Público” descobriu que o teletrabalho pode confundir os limites entre a vida profissional e a vida familiar, levando a conflitos familiares ao mesmo tempo em que deixa os trabalhadores se sentindo social e profissionalmente isolados. Você sabe o que é isolamento? É sentar sozinho o dia todo em um porão, acompanhado apenas pelo ronco baixo da caldeira.

Em “Meu espaço criativo: como projetar sua casa para estimular ideias e incentivar a inovação”, um livro a ser publicado em outubro de 2019, o arquiteto Donald M. Rattner argumenta que não damos aos espaços de trabalho toda a atenção que merecem, enquanto deveríamos pensar na nossa casa inteira como um veículo criativo, projetando-o com cores, luz, música e arte que visam inspirar. “As pessoas fazem muitas coisas contraditórias sem perceber que não contribuem para um bom espaço de escritório”, disse Rattner.

Muitas vezes encontramos soluções meia-boca para nossas necessidades de trabalho, como converter um armário – sim, um closet – em um escritório. Esvazie-o, empurre uma mesa pra dentro dele e voilà: você tem um escritório em casa. “Seu espaço mental se contrai em proporção direta ao seu espaço físico”, disse Rattner sobre essa configuração. “Sua mente vai estreitar.”

Mas às vezes são suas opções que são estreitas. Quando Savannah Ashour, de 41 anos, escritora e redatora, mudou-se para um apartamento em Los Angeles há cinco anos, não tinha certeza de quanto tempo estaria trabalhando como freelancer, então não queria investir muito tempo e dinheiro criando um escritório em casa. Sua cozinha ensolarada tinha uma janela de frente para uma árvore de jacarandá e era grande o suficiente para espremer uma escrivaninha, uma cadeira giratória e uma mesa. De costas para o resto do apartamento, ela podia esquecer que estava em casa e se concentrar.

No ano passado, muito depois que ficou claro que isso não era um arranjo temporário, ela se comprometeu com o espaço. Fez um upgrade para uma escrivaninha branca e comprou um tapete alegre vermelho e laranja para definir o espaço. Em vez de comprar uma cadeira de escritório tradicional, que ela achava que seria uma monstruosidade em um apartamento minúsculo, ela optou por um banquinho onde pudesse sentar, inclinar-se ou afastar-se para ficar em pé.

“Existe algo sobre estar trancado em um apartamento sozinho para trabalhar que meio que te faz criar benefícios extras”, tornando o espaço esteticamente agradável e roubando os melhores ativos da casa, como a janela de frente para uma árvore gloriosa. “Pelo menos você sente que há um bom compromisso para todos os desafios que surgem ao trabalhar em casa.”

Testando seu cantinho

Depois de três meses enclausurada na minha masmorra do porão, meu quarto começou a parecer uma opção muito mais atraente, apesar de todos os avisos de que isso arruinaria a serenidade do meu espaço para dormir. Em uma tarde particularmente triste, arrastei minha escrivaninha para cima, acomodando-a na parede oposta. De costas para a cama e de frente para uma janela, quase podia esquecer onde estava.

Compartilhar seu escritório com o quarto traz novos desafios. De manhã, sou frequentemente cumprimentada por uma camisa descartada, jogada na minha cadeira pela minha cara metade, ou por um copo vazio de água na minha mesa. Quando entro no quarto, é difícil não notar o enorme monitor de computador olhando para mim – dificilmente uma estética reconfortante. Esses inconvenientes servem como lembretes diários de que essa ainda é uma medida temporária – uma melhoria do submundo escuro, mas não igual ao espaço encantador que eu tinha antes. O jogo de reavaliação parece distante de terminar enquanto olho outras partes da casa procurando por um cantinho mais perfeito.

Ou quem sabe, com algumas modificações, o escritório do meu quarto possa ficar bom o suficiente. Anjie Cho, arquiteta de interiores e designer de feng shui, mantém seu escritório em casa, dizendo que o arranjo, embora não seja o ideal, é comum. Ela sugeriu que eu cobrisse o monitor com uma echarpe à noite, que pendurasse uma cortina ou adicionasse uma tela para separar a área de dormir do espaço de trabalho. Eu duvido que uma tela funcione, já que isso significaria perder a luz para o resto do quarto, mas um lenço sobre o monitor parece bastante simples.

A chave, disse Cho, é dar ao ambiente a atenção que ele merece. “Se você tem um escritório em casa e leva a sério sua carreira, então precisa encontrar uma maneira de conseguir algum espaço.”/ TRADUÇÃO DE ELENA MENDONÇA

Eduardo Kobra homenageia Louis Armstrong com mural em New Orleans

Obra do artista brasileiro foi inaugurada neste domingo (4), dia do aniversário do cantor e instrumentista.

Eduardo Kobra homenageou Louis Armstrong — Foto: Divulgação

Eduardo Kobra homenageou Louis Armstrong com um mural em New Orleans, nos Estados Unidos. A entrega da obra aconteceu neste domingo (4). A data marca o aniversário de nascimento do cantor e instrumentista (1901 – 1971).

O mural foi pintado em cinco dias e tem 13 metros de altura e 12,65 metros de largura.

“O trabalho, que fica em uma área central, que foi importante para o desenvolvimento do jazz na cidade, foi extremamente desafiador e complexo, já que o painel tem cerca de 10 janelas, além de portas”, cita o artista brasileiro.

“Tenho muita conexão com a música e por isso fiz murais inspirados em mestres como Muddy Water, em Chicago; Bob Dylan em Minneapolis, e Arthur Rubinstein em Lodz, na Polônia. Queria muito vir para New Orleans e aprovei o pouco tempo livre aqui na cidade para conhecer os lugares históricos e relevantes para o jazz”, segue Kobra.

Nos últimos dias, Kobra inaugurou também um painel que registra a amizade de Mark Twain e John T. Lewis. Este, pintado em Buffalo, nos Estados Unidos.

Eduardo Kobra entrega mural sobre  Louis Armstrong em New Orleans — Foto: Divulgação
Eduardo Kobra entrega mural sobre Louis Armstrong em New Orleans — Foto: Divulgação
Eduardo Kobra pinta mural em homenagem a Louis Armstrong em cinco dias — Foto: Divulgação
Eduardo Kobra pinta mural em homenagem a Louis Armstrong em cinco dias — Foto: Divulgação
Eduardo Kobra pinta mural sobre a amizade de Mark Twain e John T. Lewis em Buffalo — Foto: Brenda Turteltaub/Divulgação
Eduardo Kobra pinta mural sobre a amizade de Mark Twain e John T. Lewis em Buffalo — Foto: Brenda Turteltaub/Divulgação


‘Stranger Things’: Netflix disponibilizará fliperamas na Avenida Paulista

Plataforma divulgará 3ª temporada da série com a campanha ‘Strangerama’; veja locais

‘Strangerama’: Netflix colocará fliperamas na Avenida Paulista para divulgar ‘Stranger Things’. Foto: YouTube / @Netflix Brasil

Netflix anunciou nesta quarta-feira, 10, que disponibilizará alguns fliperamas inspirados em Stranger Things para divulgar a 3ª temporada da série em São Paulo, na região da Avenida Paulista.

“Divirta-se como em 1985. Os fliperamas estão de volta. Agora nos pontos de ônibus. Venha jogar, é de graça”, publicou a plataforma em seu canal no YouTube, anunciando o “Strangerama“.

Serão com dois jogos distintos baseados em Stranger Things: Stranger Attack, que traz o personagem “Mike fugindo do MF”, na Avenida Paulista, em frente ao número 2026, e Maze Eleven, que traz “Eleven perseguindo seus waffles”, na Avenida Paulista, em frente ao número 171.

“De Hawkins para a Avenida Paulista, de 1985 para 2019. Descubra como é que as pessoas se divertiam no ponto de ônibus antes de existir celular. Trouxemos para São Paulo um gostinho do nosso Arcade Palace dos anos 80!”, informa o comunicado da Netflix.

Confira o vídeo de divulgação dos fliperamas de Stranger Things na Avenida Paulista publicado pela Netflix abaixo: