Kanye West perde mais uma advogada na ação de divórcio de Kim Kardashian

Segundo o ‘Page Six’, Samantha Spector apresentou renúncia do caso nesta quinta-feira (26); Ela é a quarta profissional a deixar o processo

Kim Kardashian e Kanye West com filhos (Foto: The Grosby Group)
Kim Kardashian e Kanye West com filhos (Foto: The Grosby Group)

Kanye West perdeu mais um membro de sua equipe de advogados no processo de divórcio de Kim Kardashian. Segundo o Page Six, Samantha Spector apresentou renúncia nesta quinta-feira (26) e é a quarta profissional a deixar a ação.

De acordo com o veículo, ainda não há detalhes sobre os motivos pelos quais Samantha decidiu deixar o caso. No entanto, ela teria alegado “ruptura irreconciliável na relação advogado-cliente”.

Por enquanto, o caso de West será tratado por um de seus outros advogados, que é de fora do estado da Pensilvânia e não é especializado em divórcio.

Samantha assumiu o caso em março, depois que o rapper demitiu Chris Melcher por conta de a relação dos dois ter se “tornado extremamente difícil, com pouca comunicação”.

Kardashian, de 41 anos de idade,  pediu o divórcio  de West em fevereiro de 2021. Eles tiveram juntos quatro filhos: North, 8 anos de idade, Saint, 6 anos, Chicago, 4 anos, e Psalm, 3.

Recentemente, no reality The Kardashians, Kim pediu desculpas para a família pela maneira que o ex-marido tratou suas irmãs e a mãe, Kris Jenner, durante seu casamento. Durante o reality do clã, a empresária afirmou que se arrepende de não ter enfrentado o rapper.

O pedido aconteceu após Kim receber uma mensagem de um amigo do ex-casal, a alertando sobre uma nova música de Kanye que falaria mal dela. “Ele está falando merda sobre mim, falando qualquer coisa”, disse ela para KhloéKendall e Kourtney.

Diários de Cannes

por Elias Medini

DIA 1

Quando o festival abriu, participantes de todo o mundo (bem, não da Rússia) cantaram Que je t’aime, Oh How I love you . Bem, deixe-me dizer Oh, como eu amo Michel Hazanavicius. O filme de abertura Coupez! nos deliciou com estranheza no início, risos depois e risos até as 22h. À medida que os créditos rolavam, o festival estava aberto.

No clube Silencio, a afterparty do filme de abertura viu celebridades e alguns sortudos ficarem bêbados quando Romain Duris disse “ Vamos lá. Eu quero beber! ”. Beba para esquecer o pesadelo da gestão da bilheteira deste ano. Thierry Fremaux disse que os bots estão “ se infiltrando no site ”, bem, se os bots estão tentando reservar ingressos para ver Elvis e Top Gun, eles conseguiram. E a maioria dos frequentadores do festival falhou. Assista ao tapete vermelho no Brut, talvez você veja alguns bots usando Balmain.

DIA 2

Ressaca, pensei, será que Tom Cruise vai me ajudar a ficar sóbrio? Bem… ele não o fez. Na Conversa com… 1000 sortudos (ou não) se reuniram para ver a superestrela politicamente correta de 59 anos. Depois de um longo vídeo resumindo sua carreira, ele chegou como um messias. Ele veio para salvar Cannes. Assim como salvou o cinema, sim, Tom Cruise tem certeza de que inventou o conceito de fazer estreias pelo mundo. Sua primeira aparição depois de 30 anos deixou todos empolgados e era seu plano o tempo todo. “ Eu faço para o público, apenas para o público ” pode fazer você pensar que vai contra a longa história do Festival de filmes de cinema de autor e conceitos ousados. Não, Tom está aqui para entreter e ele faz isso bem. Quando ele atingiu o tapete vermelho, 6 aviões deixaram uma mancha branca, azul e vermelha no céu. Apenas Top Gunpode salvar a indústria cinematográfica?

À noite Ami organizou uma festa muito seleta onde Xavier Dolan, Riz Ahmed e Daphné Burki vieram assistir o trailer do curta de Ami. Foi bom? Não sei. Eu não fui convidado.

DIA 3

Como salvar um amigo mortoé uma pergunta genuína que alguém pode se fazer ao ver seu amigo desistir de si mesmo. Marusya Syroechkovskaya filmou por um período de 10 anos seu relacionamento com Kimi, seu amante, seu amigo, seu marido. Ela não tinha intenção de torná-lo um filme, mas foi a Cannes para isso. Quando Kimi morreu de overdose, ela decidiu entrar nessa experiência catártica de usar a filmagem para que durasse para sempre. Um filme. E que filme. Este documentário mostra a realidade de dois jovens russos perdendo tudo por causa da heroína, anfetamina, tramadol e outras drogas impronunciáveis. O resultado final é ousado, cru e extremamente tocante. Enquanto o Festival de Cannes proibiu cineastas russos de participar do festival, l’Acid ofereceu a Marusya a merecida chance de mostrar seu filme revelador e revelador.

O aceno visual de Tirailleurs para Terrence Malick mostra Omar Sy produzindo e estrelando uma dramática história familiar de pai e filho convocados para a França para a Primeira Guerra Mundial. A boa e velha história de um conflito de gerações, querendo se libertar de sua família. As crenças de um filho contradizem as crenças de um pai. Funciona e é uma história muito necessária para aqueles que permanecem muitas vezes esquecidos.

Quando o sol se pôs na Quinzaine des réalisateurs Plage. Pés na areia, cerveja na mão e estômago vazio, os estrondos da praia Magnum ao lado nos levaram a ver Kylie Minogue dublando seu remix de Can’t Get You Out Of My Head com Peggy Gou. Bem, se pudéssemos. Chegar tarde é sempre uma má ideia em Cannes, a menos que você seja Xavier Dolan. A agenda ininterrupta nos envolveu na fúria da chegada de Kylie Minogue à praia. E deixe-me dizer-lhe, foi agitado.

DIA 4

Quando vi a sinopse deste filme sabia que seria o meu favorito da seleção. Um burro de circo viaja pela Itália enquanto causa problemas em seu caminho. Eu sabia. E eu estava certo. EO foi um passeio louco. Com pouco ou nenhum diálogo, o burro fala conosco através de sua respiração. Com humor denso, Jerzy Skolimowski nos mostra os erros em relação aos animais em nossa sociedade capitalista. 5 anos depois de Okja de Bong Joon-ho (o filme foi vaiado em Cannes devido à sua ligação com a Netflix), Cannes está mais do que pronta para este conto visual de aceitação e antiespecismo. Meu favorito até agora.

As lágrimas no rosto de Tarik Saleh enquanto ele caminhava pelo tapete vermelho e se sentava em um auditório cheio deram o clima para este thriller político/religioso Boy From Heaven . O ator principal Tawfeek Barhom já é um superstar, já atuou em 3 filmes antes disso e ainda brinca com a juventude e inocência de um estreante. Observe-o voar. “ Quando as pessoas lhe disserem que os outros são perigosos, pergunte a si mesmo se… Se é verdade ” foi com essas palavras que Tarik Saleh fez parar a ovação de pé enquanto humildemente pegava o microfone no final da exibição. Um filme lento às vezes que, em suma, pinta uma história divertida e empática sobre o que acontece nos bastidores da L’université al-Azhar.

À noite, a Forbes Villa reunia milionários e bilionários para beber champanhe e falar sobre dinheiro enquanto ouvia um cantor parisiense (e aficionado por NFT) cantar sobre como o dinheiro não é importante. Dava para ouvir as Ferraris estacionadas em frente à vila estremecerem de desgosto. Ah, bem, até o 1% precisa se divertir às vezes. Para sua informação. Se o champanhe estiver mais quente que a piscina, saia!

DIA 5

Frere et Soeurviu Marion Cotillard sendo Marion Cotillard, imprudente com a postura e elegância de um clichê parisiense para os americanos e a teatralidade de uma velha estrela de Hollywood. Um irmão e uma irmã pararam de se falar há 10 anos, por causa do ciúme. Ciúmes por causa da fama e da ganância. Quando seus pais sofrem um acidente, eles são forçados a se encontrar novamente. Uma história muito teatral. Os diálogos parecem falsos. A despreocupação parece falsa. Mas é o ponto. Um filme esquecível. A sessão de minuit é sempre complicada em Cannes. Uma exibição à meia-noite de um sábado? Desculpe Quentin Dupieux, perdi seu filme porque a festa Campari teve a melhor música e os piores coquetéis. Graças a Deus Joachim Trier me deu champanhe. Todos os influenciadores se reuniram na vila Follow para dançar música comercial. Eu caí na piscina deles.

DIA 6

O céu ficou cinza em Cannes no domingo, quando as Colleuses (ativistas feministas francesas) pisaram no tapete vermelho segurando uma lista de todas as mulheres vítimas de feminicídios desde o festival do ano passado. A lista era longa. Demasiado longo. O novo filme de terror MEN , produzido em A24, estrelado por Jessie Buckley, chocou o público e todos ficamos felizes por não termos comido antes. Bem, quem tem tempo para comer em Cannes? O filme apresenta uma das cenas mais perturbadoras da história recente do cinema. PG-13? NC-17! Depois de recuperar os sentidos, dançamos à noite ao som do DJ set de Marlon Magnee no Silencio. Enquanto garotas bêbadas pediam ao membro histórico do La Femme para tocar um pouco de Avicii, eu rezei por um clima melhor para a semana passada do festival.

Sob ordens do Talibã, afegãs cobrem o rosto para ir ao ar na TV

Regime fundamentalista vem impondo restrições para mulheres fazerem atividades em público

Mulher com véu preto que cobre o cabelo, boca e nariz em frente a fundo azul
A apresentadora da Tolo News Thamina Usmani cobre seu rosto no estúdio da emissora em Cabul – Wakil Kohsar – 22.mai.22/AFP

CABUL | AFP – Apresentadoras de diferentes canais de TV do Afeganistão começaram neste domingo (22) a cobrir o rosto para ir ao ar, obedecendo às ordens do regime do Talibã.

Desde que retomaram o poder no país asiático em agosto, após a retirada das tropas ocidentais lideradas pelos Estados Unidos, os talibãs impuseram uma série de restrições à sociedade civil, muitas delas direcionadas a mulheres.

No início do mês, o chefe supremo do Talibã emitiu uma ordem para que as mulheres se cobrissem por inteiro para sair em público, idealmente vestindo a tradicional burca. Até então, panos que cobrissem o cabelo já bastavam.

O Ministério da Promoção da Virtude e da Prevenção do Vício recorreu a ameaças para garantir que as apresentadoras de TV do país passassem a cobrir o rosto a partir deste domingo. Até a véspera, as profissionais de imprensa seguiam expondo o rosto.

Neste domingo, apresentadoras dos canais Tolo News, Ariana Television, Shamshad TV e 1TV acataram a decisão e apareceram no ar com máscaras, deixando apenas os olhos expostos.

“Nós resistimos, somos contra o uso [do véu completo]”, disse à agência de notícias AFP Sonia Niazi, apresentadora da Tolo News. “Mas a emissora sofreu pressões, [os talibãs] disseram que qualquer apresentadora que aparecesse na tela sem cobrir o rosto deveria ser deslocada para outra função.”

“Seguiremos nossa luta usando nossa voz. Serei a voz de outras mulheres afegãs”, afirmou a âncora após apresentar o jornal. “Vamos trabalhar até que o emirado islâmico nos retire do espaço público ou nos obrigue a ficar em casa.”

Lima Spesaly, apresentadora da 1TV, foi na mesma linha e, alguns minutos antes de entrar no ar com o rosto coberto, disse: “Vamos continuar com nossa luta até o último suspiro”.

O diretor da Tolo, Khpolwak Sapai, afirmou que o canal havia sido obrigado a reforçar a ordem a suas profissionais. “Ontem [sábado] me telefonaram e me disseram em termos estritos que acatássemos a regra. Portanto, não o fazemos por escolha própria, fomos obrigados.”

Ao longo do dia, os homens que trabalham no escritório da Tolo News em Cabul cobriram o rosto em solidariedade às apresentadoras. E, à noite, apresentadores do canal e da 1TV foram ao ar usando máscaras pretas, numa forma de protesto.

O porta-voz do Ministério da Promoção da Virtude e da Prevenção do Vício, Mohamad Sadeq Akif Mohajir, afirmou que as autoridades não tinham a intenção de obrigar as apresentadoras a deixar seu emprego. “Estamos felizes que os canais exerceram corretamente a sua responsabilidade”, disse à AFP.

Funcionárias públicas que desrespeitarem a ordem de cobrir o rosto correm o risco de serem demitidas.

Antes das ordens de vestimenta, o Talibã já havia proibido as afegãs de viajarem desacompanhadas e imposto a separação de meninas e meninos nas escolas.

Assim, o grupo radical vai abandonado o discurso de moderação adotado quando retomou o poder no ano passado e restabelecendo restrições que vigoravam durante o primeiro período em que governo o Afeganistão, entre 1996 e 2001.

Jornalista Luanda Vieira relata ter sofrido racismo no salão de beleza Studio Lorena na Oscar Freire

Luanda Vieira afirma que cabeleireiro fez comentários debochados sobre sua presença no local
Havolene Valinhos

Luanda Vieira espera que outras mulheres negras não tenham medo de denunciar quaisquer episódios de racismo – @luandavieira no instagram

SÃO PAULO – A jornalista Luanda Vieira, 33, afirma ter sido vítima de racismo em um salão de beleza na rua Oscar Freire, nos Jardins, na zona oeste de São Paulo. A região é conhecida pelo comércio de luxo.

Vieira conta que foi ao Studio Lorena, no último dia 6, e que estava sendo atendida por uma manicure havia dez minutos quando o cabeleireiro Augusto Lima se aproximou fazendo comentários debochados sobre sua presença no local. “Ele disse para ela [a manicure que a atendia] que olhou de longe e achou que era eu a Miriã: ‘Imagina a Miriã sentada aí’.

Miriã, descobriu depois a jornalista, era outra manicure que trabalhara no salão.

“A questão não foi ele ter me relacionado a uma manicure, mas ele ter feito um show porque tinha uma mulher negra ali. Não foi algo rápido, ele ficou uns três minutos rindo e falando alto, em tom deboche, com a manicure que me atendia, como se eu não estivesse lá. Ela [a manicure] ficou sem graça com a situação. E por que a Miriã não poderia estar sentada ali? Esse é o racismo estruturalo negro não pode estar em todos os lugares“, desabafa.

A cliente disse que ficou chocada e sem reação durante o episódio, mas que depois avisou à manicure e à recepcionista que faria uma reclamação formal. Ela conta que foi informada de que não havia um responsável pelo salão disponível naquele momento.

“Depois, mandei uma mensagem com a reclamação para o WhatsApp do Studio Lorena e a proprietária me ligou. Ela foi solícita, pediu desculpas, mas, para justificar, disse que não entendia o motivo de o cabeleireiro ter me tratado dessa forma, uma vez que eles têm outros clientes negros, e também me agradeceu pela minha educação em tratar o assunto, mas por que eu não seria educada? As pessoas esperam que a gente faça escândalo, é um absurdo.”

Procurado, o Studio Lorena disse à Folha que sua primeira atitude foi ouvir a cliente e se desculpar pela situação. A proprietária que falou com Luanda disse que ressaltou na ligação a educação que a jornalista teve “ao dividir tudo o que havia acontecido, por compreender o lugar de dor que ela estava naquele momento”.

Três dias depois do ocorrido, na segunda-feira (9), a jornalista publicou um vídeo relatando o caso em sua rede social. “O meu objetivo com o vídeo não era atingir o salão, mas incentivar, encorajar mais mulheres negras a denunciar o racismo, as pessoas a não ficarem com medo de denunciar o mínimo que seja, porque racismo é crime e ele cresce no silêncio”, conta.

O Studio Lorena disse, em nota, que “na sexta-feira, 6, o Augusto [cabeleireiro], que está com a gente há 11 anos […], agiu de forma que julgamos errada, sim, ao confundir e comparar a Luanda com a Miriã, já que essa conexão se deu por ambas serem negras, altas e usarem o mesmo estilo de penteado e tranças (que era um penteado que a Miriã usava na época que trabalhava aqui com a gente —há 5 anos). Isso nos mostra o quanto precisamos trazer o debate racial com mais afinco aqui para dentro, já que nossa proposta enquanto espaço não é a de fazer comparativos entre pessoas, mas ser um ambiente onde todos se sintam acolhidos e bem.”

Ativistas pró-aborto nos EUA iniciam onda de protestos neste sábado

Protestos pressionam Suprema Corte dos EUA contra anulação do caso Roe vs Wade, que legalizou o aborto nacionalmente na década de 70

Foto: Ed Jones/AFP

WASHINGTON – Defensoras do direito ao aborto dos Estados Unidos protestam em diversas cidades americanas neste sábado, 14, para dar início a uma onda de manifestações se a Suprema Corte americana anular o caso Roe vs Wade, que legalizou o aborto nacionalmente na década de 70.

Os protestos são organizados pela Planned Parenthood, Women’s March e outros grupos a favor do aborto no país. Mais de 300 marchas intituladas “Bans Off Our Bodies” (’Proibição de nossos corpos’, em tradução livre) foram marcadas para este sábado. Os maiores protestos são esperados em Nova York, Washington, Los Angeles Chicago.

As manifestações são uma resposta ao vazamento da minuta da Suprema Corte que sugere a anulação da decisão Roe vs Wade, vazada no dia 2 deste mês. A decisão final do tribunal está prevista para o mês que vem e, caso Roe vs Wade seja anulado, pode dar aos estados o poder de proibir o aborto. Cerca de metade estaria disposto a proibir ou restringir severamente o direito ao aborto logo após a decisão, segundo levantamentos.

Mulheres protestam pelo direito ao aborto do lado de fora do prédio da Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington, dia 5 deste mês. Onda de protestos vai começar neste sábado, 14
Mulheres protestam pelo direito ao aborto do lado de fora do prédio da Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington, dia 5 deste mês. Onda de protestos vai começar neste sábado, 14 Foto: Leah Millis / Reuters

Os organizadores esperam que centenas de milhares de pessoas participem dos protestos deste sábado. Eles disseram ser o primeiro de muitos protestos coordenados em torno da decisão. “Para as mulheres deste país, este será um verão de raiva”, disse Rachel Carmona, presidente da Marcha das Mulheres.

“Seremos ingovernáveis até que este governo comece a trabalhar para nós, até que os ataques a nossos corpos diminuam, até que o direito ao aborto seja codificado em lei”, acrescentou.

Os democratas, que atualmente ocupam a Casa Branca e as duas câmaras do Congresso, esperam que a reação à decisão da Suprema Corte leve os candidatos de seu partido à vitória nas eleições de novembro.

Entretanto, outras questões serão levadas em conta na hora do voto, como os preços crescentes de gás e alimento, e pode haver um ceticismo quanto à capacidade dos democratas em proteger o direito ao aborto. No passado recente, os esforços democratas para aprovar uma legislação federal que consagraria o direito ao aborto no país fracassaram.

Neste sábado, manifestantes na cidade de Nova York planejam marchar pela ponte do Brooklyn, enquanto manifestantes em Washington se reunirão no Monumento a Washington e depois seguirão para a Suprema Corte. Manifestantes de Los Angeles planejavam se reunir na Prefeitura, e um grupo em Austin deveria se reunir na capital do estado do Texas.

Na semana passada, manifestantes se reuniram do lado de fora das casas dos juízes da Suprema Corte Samuel Alito e Brett Kavanaugh, que votaram para derrubar Roe v. Wade, de acordo com a minuta vazada.

O Students for Life of America, um grupo de defesa antiaborto com sedes em campus em todo o país, disse que estava realizando contra-protestos neste sábado em nove cidades dos EUA, incluindo Washington. /REUTERS

‘Bridgerton’ star Jonathan Bailey is Redefining the Hollywood Heartthrob

In the first season of “Bridgerton,” Jonathan Bailey (who plays Anthony Bridgerton in the Netflix series) was just one member of a large ensemble. But in the second season, which premiered in March 2022 and smashed streaming records, Bailey’s Anthony took center stage.

“When you’re working with a genre like romance, which is about something fundamental which connects all humans, it’s so important that we can allow everyone to see themselves in that story,” he says. “And that wasn’t necessarily there for me growing up, being able to fill the space playing a straight character, but as an openly gay actor.”

Na primeira temporada de “Bridgerton”, Jonathan Bailey (que interpreta Anthony Bridgerton na série Netflix) era apenas um membro de um grande conjunto. Mas na segunda temporada, que estreou em março de 2022 e quebrou recordes de streaming, Anthony de Bailey foi o centro das atenções.

“Quando você está trabalhando com um gênero como romance, que é sobre algo fundamental que conecta todos os humanos, é tão importante que possamos permitir que todos se vejam nessa história”, diz ele. eu crescendo, sendo capaz de preencher o espaço interpretando um personagem hétero, mas como um ator abertamente gay.”

A guerra baixa uma nova cortina de ferro sobre os palcos de balé da Rússia

Artistas da dança russos falam sobre como a guerra pode impactar um dos grandes destaques do país
Por Alex Marshall

Smirnova agora dança no Dutch National Ballet, em Amsterdã.
Smirnova agora dança no Dutch National Ballet, em Amsterdã. Foto: Melissa Schriek/The New York Times

THE NEW YORK TIMES – LIFE/STYLE – Poucos dias depois da invasão da UcrâniaOlga Smirnova, uma das mais importantes bailarinas da Rússia, postou uma declaração emocionada no aplicativo de mensagens Telegram: “Sou contra a guerra, do fundo da alma. Nunca pensei que teria vergonha da Rússia, mas agora sinto que foi traçada uma linha que divide o antes e o depois.”

Isso efetivamente é verdade para Smirnova, de 30 anos. À medida que a guerra piorava e a dissidência era esmagada na Rússia, a bailarina, que estava em Dubai se recuperando de uma lesão no joelho, percebeu que não poderia mais voltar para casa. “Se eu voltasse para a Rússia, teria de mudar completamente minha opinião, meus sentimentos em relação à guerra”, declarou em entrevista recente em Amsterdã, acrescentando que voltar seria “francamente perigoso”.

Assim, desligou-se do Bolshoi, famosa companhia cujo nome é sinônimo de balé, com seus luxuosos teatros a poucos quarteirões do Kremlin, cortou todos os laços e se mudou para Amsterdã, onde entrou para o Dutch National Ballet.

A bailarina Olga Smirnova pediu demissão do Bolshoi após se colocar contra a invasão russa à Ucrânia.
A bailarina Olga Smirnova pediu demissão do Bolshoi após se colocar contra a invasão russa à Ucrânia.  Foto: Melissa Schriek/The New York Times

A partida de Smirnova é um golpe no orgulho de uma nação onde, desde o tempo dos czares, o balé é considerado tesouro nacional, principal produto de exportação cultural e ferramenta de soft power. Sua atitude é um dos símbolos mais visíveis de como a invasão russa da Ucrânia desestabilizou o balé, à medida que importantes artistas evitam as famosas companhias de dança da Rússia, teatros ocidentais cancelam apresentações do Bolshoi e do Mariinsky, e a dança na Rússia, aberta para o mundo desde o colapso da União Soviética, parece estar se fechando novamente.

“Estamos voltando à Guerra Fria”, afirmou Ted Brandsen, diretor artístico do Dutch National Ballet e novo chefe de Smirnova, invocando uma época famosa pela deserção de astros e estrelas soviéticos da dança, incluindo Rudolf NureyevMikhail Baryshnikov e Natalia Makarova. Brandsen contou que bailarinos russos o contatavam diariamente, dizendo: “Não consigo ser eu mesmo como artista neste país.”

Simon Morrison, professor de Princeton e historiador do Bolshoi, observou que nos últimos anos o Bolshoi se tornara “mais liberal, internacional, cosmopolita, mais experimental”, tendo chegado a encenar um balé sobre Nureyev que mencionava sua homossexualidade. Agora, segundo ele, parecia haver “um empobrecimento do repertório”.

O balé é um tipo de passatempo nacional na Rússia – uma joia cultural, mas também o foco de intensa emoção e críticas atentas de um público experiente, embora seja menos popular entre os jovens obcecados pela cultura pop. “O balé é adorado pelo povo russo como em nenhum outro lugar no mundo”, disse David Hallberg, que em 2011 se tornou o primeiro bailarino americano a integrar o elenco principal do Bolshoi, meio século depois que Nureyev se tornou o primeiro grande bailarino soviético a desertar para o Ocidente. “Smirnova foi muito corajosa ao deixar o Bolshoi, já que não estava só deixando a companhia, mas uma instituição que está em seu DNA”, acrescentou ele.

Smirnova não é a única artista de elite a deixar a Rússia. No primeiro dia da guerra, Alexei Ratmansky, importante coreógrafo e ex-diretor artístico do Bolshoi, estava em Moscou ensaiando um novo projeto. Imediatamente, pegou um voo de volta para Nova York, onde é artista residente do American Ballet Theater, e comentou que é pouco provável que retorne à Rússia “se Putin ainda for o presidente”.

Laurent Hilaire, o diretor francês do Balé Stanislávski e Niemiróvitch-Dântchenko, de Moscou, renunciou poucos dias depois do início da guerra. E vários outros dançarinos, em sua maioria estrangeiros, também partiram, incluindo Xander Parish, britânico; Jacopo Tissi, italiano; e David Motta Soares e Victor Caixeta, brasileiros. Caixeta, solista em ascensão, agora é parceiro de Smirnova em Amsterdã.

Desde o início da invasão russa, muitos governos europeus determinaram que suas instituições culturais, incluindo as companhias de dança, não trabalhassem com órgãos do Estado russo, como o Mariinsky e o Bolshoi. O Dutch National Ballet cancelou uma visita do Mariinsky, desistiu de um festival de balé em São Petersburgo e parou de colaborar com o Concurso Internacional de Balé de Moscou, programado para junho no Bolshoi.

Obras de diversos coreógrafos ocidentais importantes podem desaparecer dos palcos russos, já que os detentores dos direitos destas suspenderam a colaboração com companhias russas. Nicole Cornell, diretora do George Balanchine Trust, que detém os direitos da obra do coreógrafo, escreveu em um e-mail que “foram pausadas todas as conversas sobre licenciamentos futuros” com companhias russas. E Jean-Christophe Maillot, coreógrafo francês e diretor do Les Ballets de Monte Carlo, informou por e-mail que pediu ao Bolshoi que suspendesse as apresentações de seu balé A Megera Domada, mas que o diretor-geral, Vladimir Urin, recusara: “Essas condições obviamente dificultam a retomada da colaboração com o Bolshoi.”

Representantes do Bolshoi, do Mariinsky e da Academia de Balé Vaganova recusaram os pedidos de entrevista para este artigo ou não responderam a eles.

Em Amsterdã, Smirnova declarou que seu futuro é “nebuloso” e que não quer arriscar um palpite sobre o futuro do balé russo. Mas comentou que haverá “muito menos convites para coreógrafos internacionais e muito menos montagens de obras internacionais”. Isso significa que os bailarinos russos terão menos oportunidades de desenvolvimento, ainda que “a coleção dourada de obras do Bolshoi” – seus balés clássicos – permaneça.

Smirnova e Caixeta, seu novo parceiro de cena, ensaiam breve dueto romântico da peça 'Raymonda'.
Smirnova e Caixeta, seu novo parceiro de cena, ensaiam breve dueto romântico da peça ‘Raymonda’. Foto: Melissa Schriek/The New York Times

A família de Smirnova é um exemplo da crescente lacuna entre a Rússia e o Ocidente. Ela só contou à mãe que se mudara para Amsterdã depois de assinar o contrato. “Para ela, o Teatro Bolshoi é o ápice. Minha mãe não entende a razão da mudança”, disse Smirnova.

Houve relativamente pouca cobertura da partida de Smirnova na mídia estatal russa, mas é possível sentir o peso emocional do evento nos comentários dos fóruns russos sobre balé: um usuário do fórum Passion Ballet, por exemplo, escreveu a Smirnova em março: “Já vai tarde; nunca foi interessante ver esse bacalhau congelado dançar”.

Segundo Hallberg, embora as implicações para o Bolshoi e para o Mariinsky ainda estejam em curso, “é triste pensar que companhias tão importantes não vão poder compartilhar sua beleza e seu domínio do palco com o mundo”.

E, no entanto, de acordo com a maioria dos observadores, o Bolshoi e o Mariinsky sobreviverão a este momento. Morrison observou que o Bolshoi já fora usado para fins políticos, pelos czares da Rússia e depois pela União Soviética, e que seu teatro sobreviveu a incêndios (mais de um) e à transformação em salão de convenções políticas. “Ele vai viver mais do que esses políticos.”

Smirnova concorda. “Os regimes mudam, e o Bolshoi fica”, ela disse no fim da entrevista de uma hora de duração, antes de dar um beijo rápido no marido e descer para ensaiar Raymonda com seu novo parceiro, Caixeta.

Smirnova e Caixeta ensaiaram um breve dueto romântico, durante o qual a bailarina parou para aperfeiçoar todos os mínimos detalhes – uma perna estendida atrás da cabeça, um momento em que pegou as mãos de Caixeta -, embora tudo já parecesse perfeito.

Foto: JAMES HILL

Ao ouvir as instruções de Larissa Lezhnina, mestra de balé que fala russo e inglês, Smirnova demonstrava extrema concentração. Depois abriu um largo sorriso e deu uma risadinha quando Lezhnina fez uma piada sobre a posição de seu traseiro durante uma sequência. No meio de um estúdio de balé, pela primeira vez naquele dia, Smirnova parecia se sentir em casa.

Palianytsia, um projeto de apoio a marcas de moda ucranianas durante a guerra

por Anna Barr

Voluntários ucranianos lançaram o projeto, que visa ajudar as empresas de moda locais.Desde que a Rússia invadiu nosso país, a maioria das marcas de moda parou de funcionar temporariamente. As pessoas ficam sem emprego (e algumas sem casa), tentando sobreviver à guerra. O poder de compra da nossa população diminuiu muito. É por isso que a Palianytsia decidiu apresentar as marcas ucranianas ao mundo: as pessoas podem ajudar a Ucrânia simplesmente comprando seus itens de moda.

Em seu site, eles coletaram todas as marcas que ainda têm acesso às suas coleções e podem enviar itens para todo o mundo. Tudo em um só lugar.

O nome do projeto vem após a palavra de verificação ‘palianytsia’, que é difícil de pronunciar para os ocupantes russos. Os ucranianos pedem aos soldados para soletrarem a palavra para verificar se são russos. ‘Palianytsia’ é o nome do pão tradicional na Ucrânia (você pode ver a imagem acima).
O site traz marcas conhecidas, como Ksenia Schnaider, que conquistou a comunidade fashion com seu jeans ecológico, junto com os novos nomes. A Bibliotheque Nationale e a Nebesite requalificaram seus estúdios para costurar coletes à prova de balas e outras necessidades para soldados; Siyai, SO e muitas outras marcas agora doam parte dos lucros para o exército e ajuda humanitária. Todos precisam de apoio financeiro.

“ O mundo já sabe o quão talentosos são os designers do nosso país: May Musk, Bella Hadid e Rihanna usaram roupas ucranianas. Agora é a hora de o mundo apoiar as empresas de moda e a economia da Ucrânia. Ao comprar roupas de marcas ucranianas, você ajuda as pessoas a salvar empregos e marcas a pagar impostos ao orçamento do Estado, o que garante o pagamento de pensões e apoio financeiro aos segmentos mais vulneráveis ​​da sociedade durante a guerra ”, afirmam Masha e Lisa, autoras do projeto.

Antes de a Rússia invadir a Ucrânia, Lisa era editora de moda no BURO Ucrânia. Masha manteve seu emprego como gerente na construtora e se prepara para reconstruir o país após a guerra. Enquanto isso, ela ajuda as empresas de moda ucranianas a sobreviver.

Visite palianytsia.co para descobrir marcas de moda ucranianas.

Empresas americanas passam a custear aborto para funcionárias; veja lista

Ação em conjunto vem em meio ao debate que envolve a Suprema Corte sobre legalidade do aborto
WESLEY SANTANA

Nas próximas semanas, a Suprema Corte dos Estados Unidos deve derrubar uma decisão que, em 1973, considerou que o direito ao aborto é protegido pela Constituição do país. A tendência foi revelada em um rascunho, vazado na segunda-feira (2), contendo a opinião da maioria do tribunal sobre o tema. Diante disso, grandes companhias americanas têm se posicionado a respeito do assunto e estão expandindo os benefícios de saúde oferecidos às suas funcionárias.

Marcas como Apple, Amazon, Citibank e Levi’s vão começar a pagar as despesas com viagens e até incluir o aborto no roll de coberturas do seguro médico, inclusive fora de estados onde vivem as funcionárias. 

Com a mudança de entedimento da Suprema Corto sobre o aborto, cada Estado americano terá permissão para terminar suas próprias regras sobre o tema. Há a expectativa de que 20 Estados imponham restrições ao procedimento ou o proíbam para a maiora das situações.

A Amazon, por exemplo, informou que vai adicionar um benefício de US$ 4 mil dólares para que os funcionários tratem de questões de saúde fora de suas cidades, sejam problemas médicos ou reprodutivos. O grupo Citibank deve aumentar os benefícios de saúde, incluindo a cobertura de passagens aéreas e acomodações, se necessário.

Outra marca que se posicionou foi a Match Group, proprietária do aplicativo Tinder, criando um fundo para que funcionários tenham acesso a dinheiro para pagar despesas com o aborto. Já o Uber deve oferecer caronas a clientes que procuram cuidados reprodutivos em outro estado, além de se comprometer a pagar taxas de motoristas que forem multados por transportar passageiros para clínicas de aborto.

Caso Roe v. Wade

Até 1973, grande parte dos estados norte-americanos considerava o aborto um crime. Mas, no Texas, em 1970, uma jovem – com pseudônimo Jane Roe – questionou a constitucionalidade da legislação local e, três anos depois, a Suprema Corte decidiu pela legalidade do aborto em todo o país.

Prestes a completar 50 anos, o tema volta ao centro da discussão judiciária. Segundo um documento vazado pela agência de notícias Político, os juízes devem derrubar a atual decisão e passar o caso para ser debatido entre os deputados e senadores.

Confira lista de empresas que anunciaram medidas pró-aborto:

– Amazon
– Apple 
– Citigroup
– HP Enterprise
– Levi’s
– Match
– Salesforce
– Uber