Evento em SP reúne experts do mercado de moda global e brasileiro

Iguatemi Talks acontece entre os dias 23 e 25 no shopping JK

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Designers, empresários, influenciadores e jornalistas vão falar de assuntos, como sustentabilidade e comunicação nas redes sociais Foto: Divulgação Iguatemi Talks

Na mesma semana em que acontece a São Paulo Fashion Week, entre a terça, 23, e a quinta, 25, o shopping JK Iguatemi promove a segunda edição de seu Iguatemi Talks, uma série de palestras e workshops dedicados à moda.

Serão mais de 30 ao todo, colocando empresários, criadores, jornalistas e especialistas em mercado e tendências do Brasil e do mundo para tratar de assuntos ligados ao universo fashion, como comunicação e redes sociais, sustentabilidade e tendências.

Entre os destaques estão nomes como Eva Chen, a diretora de parcerias de moda do Instagram, o sapateiro Christian Louboutin, a consultora de tendências Li Edelkoort, e os CEOs Gildo Zegna, da Zegna, e Roland Herlory, da Vilebrequin. O criador da influenciadora digital NooNouri, Joërg Zuber, e o fundador da marca de luxo sustentável Bottletop, Cameron Saul, são outros destaques do time internacional.

Juntam-se a eles o empresário Alexandre Birman, a blogueira Camila Coutinho, os estilistas Alexandre Herchcovitch e Reinaldo Lourenço, a empresária Costanza Pascolato, as stylists Flavia Lafer e Renata Corrêa, a jornalista Lilian Pacce e o diretor de arte Giovanni Bianco.

Os ingressos para o evento custam de R$ 50 (uma palestra) a R$ 350 (passe livre para todas as apresentações no três dias de evento) e estão à venda em iguatemi.com.br/iguatemitalks.

Confira a programação completa do Iguatemi Talks abaixo.

TERÇA, 23.10
10h – Painel – O universo Zegna, com Gildo Zegna (Zegna) e Maria Prata
12h – Painel – O império de Christian Louboutin, com Christian Louboutin e Pedro Bial
12h – Workshop – Deseja se comunicar melhor nas redes sociais?, com Paula Merlo (revista Glamour)
14h – Painel – Arte & Moda: Colaborações, com Roland Herlory (Vilebrequin), Ricardo Cruz (revista GQ) e Paulo Vicelli (Pinacoteca)
14h – Workshop – Imersão no imediatismo digital, com Eduardo Bravin e Luiza Ferraz
15h30 – Painel – Geração Instagram – Eva Chen (Instagram), Camila Coutinho, Helena Bordon e Maria Prata
15h30 – Workshop – O legado Tiffany, com Luciana Marsicano
17h30 – Painel – Bloom Earth Matters, com Li Edelkoort
17h30 – Workshop – Masterclass Eva Chen
19h – Workshop – O futuro da moda pela perspectiva da tecnologia, com Mariana Santiloni (WGSN)
19h – Painel – Como capacitar pessoas para o mercado de trabalho, com Laura Ancona (Marie Claire) e Rachel Maia (Capacita-me)

QUARTA, 24.10
10h – Painel – Going Global: a expansão global de Alexandre Birman, com Alexandre Birman e Daniela Falcão (Globo Condé Nast)
12h – Painel – Tendências primavera/verão 2020, com Li Edelkoort
12h – Workshop – Mercado e vida das influenciadoras digitais, com Lala Rudge e Lelê Saddi
14h – Painel – Joyce Pascowitch entrevista Reinaldo Lourenço
14h – Workshop – Crochê criativo e experimental, com Gustavo Silvestre
15h30 – Painel – A economia da moda: novos tempos de consumo e de mercado, com Lilian Pacce (lilianpacce.com.br) e Natalie Klein (NK Store)
15h30 – Free Free Fashion, com Yasmine Sterea
17h30 – Painel – Ageless: mulher contemporânea em todas as idades, com Ana Raia, Consuelo Blocker, Costanza Pascolato, Isabella Fiorentino, Ucha Meirelles
17h30 – Workshop – Artesanato no mundo da moda, com Fernanda Yamamoto e Sonia Quintella
18h30 – Painel – Digital Influencer Noonoouri, com Joërg Zuber e Camila Coutinho
19h – As mudanças e evoluções no universo da beleza, com Vanessa Rozan

QUINTA, 25.10
10h – Painel – Bottletop. Uma Jornada de Design Sustentável, com Cameron Saul (Bottletop) e Chiara Gadaleta (Eco Era)
12h – Painel – Colaborações criativas e o futuro da moda, com Alexandre Herchcovitch (À La Garçonne), Andrea Ribeiro (Hering) e Patricia Bonaldi
14h – Painel – Luxo digital na indústria da moda, com Anthonio Achille (McKinsey)
15h30 – Workshop – Como mudar sua imagem, com as stylists Flávia Lafer, Renata Corrêa e Rita Lazarotti
15h30 – Painel – Streetwear e a revolução do sistema, com Christian Resende (Cartel011), Jorge Grimberg e Rony Rodrigues (Box1824)
17h – Painel – A nova jornada de consumo de moda, com Carolina Rocha (Google)
17h30 – Workshop – Mentoring com Giovanni Bianco (Vogue Itália)
18h30 – Painel – Vogue, com Giovanni Bianco, Silvia Rogar e Donata Meirelles
19h – Workshop – Masterclass Lilian Pacce

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Sonia Rykiel é a primeira estilista a emprestar seu nome para uma rua parisiense

A homenagem foi concedida pela prefeita Anne Hidalgo

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Sonia Rykiel (Foto: Reprodução)

Amoda está, literalmente, nas ruas! Como forma de homenagem ao seu legado na moda, a estilista Sonia Rykiel (1930-2016) ganhou uma rua com seu nome. A decisão foi tomada no ano passado pelo conselho regional e oficializada neste sábado (29), durante o desfile do verão 2019 da marca no espaço.

Figura icônica de Saint-Germain-des-Prés, Rykiel empresta seu nome para um beco em pleno Boulevard Raspail, entre as ruas de Cherche-Midi e Rennes, o mesmo local onde acontece um famoso mercado de alimentos orgânicos semanalmente aos domingos. A decisão histórica foi tomada pela prefeita Anne Hidalgo, que também estava presente para celebrar a novidade.

Retrato pop art em que Elizabeth II aparece plena é destaque em leilão de arte

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Obra “Lightness od Being” de Chris Levine || Créditos: Divulgação

Lá vem Elizabeth II reafirmando seu poder mais uma vez, agora no universo da arte. Nesta terça-feira, um retrato da monarca assinado por Chris Levine será leiloado, em Londres, pela Sotheby’s. “Lightness od Being” (“Leveza do Ser”, na tradução), mostra a rainha em pose serena e com os olhos fechados, em clique de 2008. A versão disponível neste leilão foi produzida por Levine em 2015 e é uma serigrafia colorida com cristais Swarovski aplicados à mão em matiz rosa dominante. A expectativa é que o valor alcance a marca de 100 mil libras (R$ 546 mil).

Conhecido como “obra de arte acidental”, esse retrato de Elizabeth já foi impresso em materiais diversos, sendo que o mais caro foi leiloado em 2017, por 187,5 mil libras (R$ 1.025 milhão).

Ainda na lista de venda da Sotheby’s, os compradores terão a chance de adquirir obras assinadas por Banksy por valores bem atraentes: estarão à venda edições limitadas de serigrafias impressas em papel, feitas em 2004 e 2005, sendo a mais cara delas a “Gangsta Rat” com valor estimado em 25 mil libras (R$ 137 mil). Preço bem inferior à média de suas obras, sendo a mais cara “Keep It Spotless”, arremata por US$ 1,87 milhão (R$ 7,772 milhões na moeda atual), em dezembro de 2008.

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Serigrafia “Gangsta Rat”, de Banksy || Créditos: Divulgação

E tem mais: obras de Miles Aldridge, Damien Hirst, Ian Davenport, Bridget Riley, Howard Hodgkin e David Hockney, que dominou as manchetes na última semana com o anúncio de venda que aponta sua tela “Portrait of an Artist (Pool with Two Figures),” como prestes a bater o record como a obra mais cara já vendida por um artista em vida, também estarão disponíveis.

Soon-Yi Previn defende Woody Allen em entrevista sobre polêmica sexual

Esposa do diretor deu suas primeiras declarações públicas sobre a polêmica que ele enfrenta com a família Farrow há duas décadas
AFP

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O diretor de cinema Woody Allen e sua esposa Soon-Yi Previn  (Evan Agostini/Invision/AP)

Soon-Yi Previn, a filha adotiva de Mia Farrow, saiu em defesa de seu marido, Woody Allen, alimentando a polêmica que o cineasta enfrenta há duas décadas com a família.

“O que aconteceu com Woody é tão perturbador, tão injusto”, disse Previn, de 47 anos e mãe de dois filhos com Allen, em uma longa entrevista publicada no domingo à noite pela revista New York. Foram suas primeiras declarações públicas sobre a briga familiar entre o famoso diretor e a família Farrow.

Depois de descobrir que sua filha adotiva de 21 anos estava se relacionando com Allen, que era há anos seu companheiro, Farrow acusou o diretor de tocar os genitais de outra filha, Dylan Farrow, que tinha então sete anos. Após investigá-lo, a Justiça não encontrou provas suficientes para indiciá-lo.

As acusações contra Allen, que dividiram a família, foram reinterpretadas sob a luz do movimento #MeToo: muitos que antes não acreditavam em Mia Farrow e em sua filha Dylan — que afirma recordar ter sido abusada sexualmente por seu pai — passaram a acreditar.

Mas Previn assegura que sua mãe adotiva “tirou proveito do movimento #MeToo e fez Dylan desfilar como uma vítima”.

“Sou um pária”, afirma Allen, de 82 anos, na entrevista à jornalista Daphne Merkin, amiga do cineasta há quatro décadas. “As pessoas acham que eu era o pai de Soon-Yi, que eu a estuprei e me casei com minha filha menor de idade retardada”, declara Allen.

Desde o início do movimento contra o abuso e assédio sexual, uma onda de atores e atrizes pediram desculpas por terem trabalhado com Allen.

Previn, que nasceu na Coreia do Sul e foi adotada aos seis anos por Mia Farrow, assegura que quase não tem boas recordações com sua mãe adotiva.

Ela relata que, quando criança, a atriz batia nela e que, às vezes, a colocava de cabeça para baixo para que o sangue fosse para a cabeça e, assim, ajudasse a ser mais inteligente.

Dylan Farrow, seu irmão Ronan — o jornalista que revelou vários escândalos de agressão sexual na New Yorker — e outros seis de seus irmãos publicaram no domingo um comunicado conjunto apoiando sua mãe.

“Amamos e apoiamos nossa mãe, que sempre foi carinhosa e generosa. Nenhum de nós presenciou outra coisa que não fosse um tratamento compassivo em nossa casa e, por isso, os tribunais garantiram a nossa mãe a guarda total de todos os seus filhos”, apontaram.

Body modifications bem exóticas…

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Andreja Pejic exibe seus ombros-chifres, criação de Nicola Formichetti. 

A. Human“, exposição que abre no dia 5/09 em NY (na 48 Mercer Street), quer falar – e mostrar protótipos! – de body modification. E ela é assinada por Simon Huck, amigo da família Kardashian-Jenner e dono de uma agência de relações públicas americana. Mas não espere por preenchimento labial ou prótese nos seios – Simon conta pra “Vogue” americana que “não queríamos basear as body modifications na ideia de inseguranças ou desconfortos já existentes. ‘A. Human’ fala da liberdade para explorar esse mundo e viver nesse mundo da forma que você escolher.”

Ou seja: fala de um design que parece uma concha pra ser aplicado em seu pé e funcionar como um salto alto mais permanentecristais que brotam do pescoço como um colarchifres nos ombros pra quem curte uma silhueta maior em cima… Esses últimos, por exemplo, são um oferecimento de Nicola Formichetti, stylist da Lady Gaga (que recentemente voltou a trabalhar com ela!). Ele já fez coisas do tipo com a própria Gaga: lembra quando ela colocou umas próteses no rosto que o deixaram mais anguloso?

Para divulgar a “A. Human”, que entra em cartaz no dia 5/09 e vai custar US$ 40 (cerca de R$ 165) para entrar, Simon chamou a amiga Kim e mais algumas celebs pra exibirem suas próteses exóticas nas suas redes sociais. Quer ver como elas ficaram?

Os rapazes do “Uncut”

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Alexsander Drews

O zine “Uncut” já está com sua quarta edição no prelo e o viés, dessa vez, é mais de moda! Pra quem não conhece, o “Uncut” é do Gianfranco Briceño, o mesmo fotógrafo responsável pelo “Snap” e o “KCT Private Club“, publicações independentes que de certa forma conversavam com a identidade do jovem gay de SP – com uma nudez mais poética no primeiro e mais atrevida no segundo. Mas agora quem posa está supervestido? Mais ou menos: ficar com pouca roupa também pode ser moda. A edição de moda, falando nisso, é do Eduardo Viveiros, o braço direito da Gloria Kalil!

Para comprar o seu “Uncut” você pode entrar no financiamento coletivo do Catarse– eles já bateram a meta mas a pré-venda continua por ali até 27/08! Abaixo as imagens dos cartazes que você pode levar junto com o zine dependendo da recompensa que você escolher no Catarse – e assim você vê quem são alguns dos modelos escolhidos pela turma do “Uncut” para as suas páginas.

Mostra ‘Mulheres Radicais’, na Pinacoteca, resgata produção latina feminina

Com um time de curadoras, exposição mapeia artistas mulheres da América Latina entre as décadas de 60 e 80

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As curadoras Andrea Giunta, Cecilia Fajardo-Hill e Valéria Piccoli, na montagem da nova exposição da Pinacoteca, ‘Mulheres Radicais: arte latino-americana, 1960 – 1985’, que fica em cartaz até novembro.  Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Mesmo no Brasil, um dos poucos países que podem se orgulhar por ter mulheres entre os maiores cânones de sua história da arte, a produção feminina não é tão reconhecida quanto deveria. No restante da América Latina, a situação de esquecimento é ainda pior, mesmo no que diz respeito a uma fase de tanta efervescência no trabalho de artistas mulheres, como foi o período após a Segunda Guerra Mundial.

Para tentar resgatar essas histórias, uma dupla de curadoras, a venezuelana Cecilia Fajardo-Hill e a argentina Andrea Giunta, levou cerca oito anos para mapear e catalogar a produção dessas mulheres. O resultado é uma exposição, que chega ao Brasil neste sábado, 18, na Pinacoteca do Estado de São PauloMulheres Radicais – Arte Latino-Americana, 1960-1985 fez sua estreia no Hammer Museum, de Los Angeles, e passou também pelo Brooklyn Museum.

“Começamos com o plano de falar sobre o pós-guerra, mas tínhamos mais de 400 artistas, então decidimos focar num tema principal”, explica Giunta. O escolhido foi o corpo dessas mulheres, que se tornaram afirmações políticas, num momento em que elas lutavam por seus direitos e diversos países latinos enfrentavam a repressão. “Decidimos focar no corpo, mas não cronologicamente, queríamos encontrar preocupações em comum”, diz também Hill.

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Obras da artista argentina Liliana Maresca na exposição ‘Mulheres Radicais’, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Para Andrea, o mais importante da exposição é mostrar a mudança de olhar sobre esses corpos femininos. “O olhar, ao longo da história da arte, sempre foi de fora, mas agora está dentro, explora o corpo.” Para ilustrar, mais de 120 artistas foram selecionadas, algumas, principalmente as brasileiras, como Lygia Clark Lygia Pape, são bem conhecidas, mas o número de descobertas é gigantesco. As curadoras contactaram pesquisadores em diversos países, conversaram com artistas da época, e descobriram nomes que haviam sido esquecidos. “Todas elas são importantes. Não acreditamos em hierarquia. Se ela dedicou uma parte da sua vida à arte, merece estar nos livros”, acredita Hill.

O Brasil será o único país latino a receber a exposição, por conta do alto custo e também por ter algumas obras frágeis, que não aguentariam continuar a “turnê”. Além da inclusão de mais artistas brasileiras, a mostra na Pinacoteca contou também com o auxílio da curadora-chefe da instituição, Valéria Piccoli. “Pensamos a programação deste ano para trazer as mulheres à tona”, afirma. Com dois trabalhos na exposição, a artista paulista Lenora de Barros se diz honrada. “Fico feliz de estar ao lado dessas artistas. A mostra tem uma importância grande.” [Pedro Rocha – Estado]

MULHERES RADICAIS

Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2. Tel. 3324-1000. 4ª a 2ª, 10h às 18h. R$ 6, gratuito aos sábados. Até 19/11.