Sonia Ben Ammar | Harper’s Bazaar Arabia Novembro 2017

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Publication: Harper’s Bazaar Arabia

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Grupos defensores da privacidade digital expressam preocupações com a tecnologia TrueDepth do iPhone X

download (1)iPhone X ainda não chegou às mãos de (quase) nenhum consumidor ao redor do mundo, mas muitos aspectos da sua, digamos, “personalidade forte” já estão dando o que falar há bastante tempo.

Dentre estes aspectos, um dos campeões de controvérsia é a tecnologia TrueDepth, que equipa a câmera frontal do aparelho e possibilita, por meio de uma série de sensores ultra-avançados, o reconhecimento 3D daquilo que captura — como nossos rostos, tanto para o desbloqueio do aparelho via Face ID como para firulas da estirpe do Animoji.

Hoje, alguns grupos defensores da privacidade digital expressaram suas preocupações acerca das potenciais invasões que a tecnologia pode permitir. A American Civil Liberties Union (União pelas Liberdades Civis Americanas, ou ACLU) e o Center for Democracy and Technology (Centro para Democracia e Tecnologia, ou CDT) deram declarações para a Reuters expondo uma espécie de “brecha” na política de privacidade da Apple relacionada à tecnologia de detecção facial — brecha esta que, segundo as organizações, poderia comprometer a privacidade dos usuários do iPhone X.

Basicamente, a questão é que a Apple garante que todos os dados do Face ID e do módulo de reconhecimento facial são guardados localmente, no aparelho, e nunca enviados a servidores seus ou coisa do tipo — esta é uma regra inquestionável e, aparentemente, inviolável. O problema, segundo as associações, estaria no fato de que a Maçã permite a desenvolvedores terceiros utilizar a tecnologia TrueDepth em seus próprios aplicativos, e não restringe as ações realizadas com os conteúdos capturados por estes softwares. Ou seja, teoricamente, desenvolvedores poderiam detectar e guardar em seus próprios servidores os rostos dos usuários, suas expressões faciais e informações relacionadas a atenção.

A política de privacidade da Apple deixa claro que desenvolvedores têm acesso somente a uma representação matemática dos pontos de reconhecimento facial, não a um mapa visual do rosto dos usuários — ou seja, os dados obtidos por eles não seriam suficientes para, digamos, desbloquear o telefone. Além disso, esses dados não podem, de forma alguma, ser vendidos pelos desenvolvedores, e os usuários precisam explicitamente permitir o acesso dos aplicativos em questão à câmera frontal para que a detecção comece a funcionar.

Ainda assim, os grupos expressam preocupação acerca do que os desenvolvedores podem fazer uma vez que os dados faciais deixam o dispositivo e vão para os seus servidores; dentre os pontos de preocupação, um particularmente sensível é a habilidade (ou inabilidade) de a Apple detectar e coibir possíveis aplicativos que estejam violando as políticas da empresa.

Particularmente, me arrepia os cabelos da nuca pensar também no prospecto de um aplicativo que te obriga a olhar para uma propaganda até que ela termine e a pause caso você desvie os olhos. Considerando que a política da Apple permite aos desenvolvedores detectar o movimento dos olhos e expressões faciais do consumidor, isso seria, na teoria, muito fácil. E absolutamente assustador e distópico e errado.

Os pormenores da situação, claro, só ficarão claros para o grande público quando um grande número de usuários estiver utilizando o iPhone X e os pesquisadores puderem analisar seu comportamento a fundo. Por enquanto, fica apenas o alerta e a proposta da discussão — que, no fundo, é a velha e importante discussão desde que a internet é a internet: quanto da sua privacidade você se dispõe a ceder para ter um serviço mais avançado? [MacMagazine]

VIA THE LOOP

Após balanço, Apple supera US$ 900 bilhões em valor de mercado pela primeira vez

Previsão de receita da fabricante para o próximo trimestre, que incluirá vendas do iPhone X, animou investidores após o fechamento do mercado

appleA Apple superou a marca de US$ 900 bilhões em valor do mercado no início da noite desta quinta-feira, 2, depois de anunciar os resultados financeiros para o quarto trimestre do ano fiscal de 2017, encerrado em 30 de setembro. Apesar dos resultados acima das expectativas, o que realmente animou os investidores foi a previsão de receita divulgada pela companhia para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2018, que representa um termômetro da forte demanda pelo iPhone X, versão mais avançada do smartphone da companhia que chega às lojas dos primeiros países nesta sexta-feira, 3.

A companhia afirmou que a receita do primeiro trimestre deve ficar entre US$ 84 bilhões e US$ 87 bilhões, acima das expectativas de analistas consultados pela agência de notícias Reuters, que esperavam algo em torno de US$ 84,9 bilhões. “Estamos esperando por uma grande época de Natal e estamos às vésperas do lançamento do iPhone X. Nós não poderíamos estar mais animados conforme começamos a entregar nossa visão do futuro com esse maravilhoso dispositivo”, afirmou o presidente executivo da Apple, Tim Cook, em nota.

Segundo analistas, há dúvidas sobre como a Apple vai conseguir atender a demanda no período que antecede o Natal. “Não sabemos onde a curva entre a oferta e a demanda vão se cruzar, já que o iPhone X não tem uma versão anterior para comparar”, afirmou o diretor financeiro da Apple, Luca Maestri, à Reuters.

No quarto trimestre, a Apple vendeu 46,7 milhões de iPhones, acima da expectativa dos analistas que girava em torno de 46,4 milhões de unidades. O lucro da empresa aumentou para US$ 10,71 bilhões, ou US$ 2,07 por ação no período, ante US$ 9,01 bilhões, ou US$ 1,67 por ação, um ano antes. Isso representa um crescimento no lucro de 18,8% no quatro trimestre, em relação ao mesmo período de 2016.

A receita de US$ 28,85 bilhões obtidas pelas vendas do iPhone no período representaram 55% da receita total da Apple, que cresceu 12,2% no quarto trimestre ante o mesmo período do ano passado, chegando a US$ 52,58 bilhões. Os analistas esperavam que a receita total seria de US$ 50,7 bilhões.

Outro destaque do balanço é que a Apple voltou a crescer na China. O país asiático trouxe US$ 9,8 bilhões em receita para a companhia, ante US$ 8 bilhões no mesmo período do ano passado. A empresa também dobrou sua receita na Índia no mesmo período, embora a Apple não abra detalhes sobre os números.

A receita com serviços — que inclui o serviço de pagamentos Apple Pay, o serviço de backup em nuvem iCloud e o serviço de streaming de música Apple Music — geraram receita de US$ 8,5 bilhões para a Apple no período, o que representa um crescimento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso representa um bom sinal, já que os serviços são o segundo segmento em importância na receita da Apple e, conforme a receita obtidas com eles cresce, a companhia reduz a sua dependência do sucesso do iPhone.

Outros produtos. Mas não é só o iPhone e os serviços que deram motivos para a Apple comemorar no quarto trimestre. A companhia norte-americana registrou forte crescimento até mesmo em categorias que estão em baixa, como computadores e tablets. As vendas de computadores da linha Mac, por exemplo, tiveram receita 25% maior no período — o que representa um recorde de vendas em um ano em toda a história dos computadores da marca.

No caso dos tablets da linha iPad, o desempenho também foi bom. A Apple vendeu 10,3 milhões de unidades do dispositivo no período, obtendo uma receita de US$ 4,83 bilhões, ou 14% superior ao mesmo período do ano passado.

Durante a conferência de resultados, Cook afirmou que o número de unidades vendidas do Apple Watch, relógio inteligente da marca, aumentaram 50% no quarto trimestre, sem detalhar os números. Ele apenas disse que a Apple já vende mais de 1 bilhão de unidades do dispositivo, o que mostra que o crescimento não é mais sobre uma base pequena. [Claudia Tozetto – O Estado de S.Paulo]

5 fatos sobre Lais Ribeiro, a Angel que usará o sutiã de R$ 6,5 mi da Victoria’s Secret

Brasileira foi eleita pela grife de lingeries para usar a sempre aguardada peça – que este ano vai custar US$ 2 milhões

lais-ribeiro-01.jpgLais Ribeiro e o Fantasy Bra de 2017 (Foto: Getty Images)


Victoria’s Secret revelou na quarta-feira (01.11) que Lais Ribeiro será a modelo que usará o poderoso Fantasy Bra do seu aguardado desfile de 2017, que acontece no fim de novembro, em Xangai, na China.

A brasileira foi escolhida para usar a preciosa peça, avaliada em mais de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 6,5 milhões), com cerca de 6 mil pedras preciosas entre diamantes, safiras amarelas, topázio azul e ouro 18k e que levou quase 350 horas para ser confeccionada.

Vogue lista aqui 5 fatos sobre a top, para você conhecê-la melhor antes do grande dia!

1. A carreira internacional de Lais deslanchou em 2009, quando ela trabalhou pela primeira vez com grifes como a Louis Vuitton, Chanel e Balmain. Mas ela nunca deixou de desfilar no Brasil. Em 2011, por exemplo, ela foi a modelo mais solicitada do São Paulo Fashion Week, fazendo 27 desfiles.

lais-ribeiro-03.jpgLaís em sua estreia para Victoria's Secret, em 2010 (Foto: Getty Images)


2. Ela desfilou para a Victoria’s Secret pela primeira vez em 2010. Desde então participou de todos os shows da marca, exceto em 2012.

3. Lais não subiu à passarela em 2012 pois estava com o tornozelo torcido. Ela foi substituída por Behati Prinsloo no casting.

4. A modelo tem um filho, chamado Alexandre.

lais-ribeiro-02.jpgLaís Ribeiro com o namorado, Maccabi Ashdod (Foto: Getty Images)


5. Atualmente, ela namora a estrela do basquete israelense Maccabi Ashdod.

A alma de Nova York representada em filmes

a9bd5580-3790-4a92-992b-281988ef4a1b.jpg“Uma família de pernas pro ar” (1994), de Spike Lee, recriou carinhosamente as ruas do bairro como eram na década de 70. (Universal Pictures)


Para quem nasceu em Nova York, assim como para os que nela se transplantaram e para os turistas, talvez seja difícil dizer onde a cidade real acaba e onde começa a sua versão cinematográfica. Por outro lado, seria praticamente impossível escolher apenas um filme que resumisse a experiência que as pessoas têm da cidade. No entanto, é interessante tentar.

Foi esta a ideia — inspirada e insana, na melhor tradição de Gotham — em que se baseou “One Film, One New York”, uma iniciativa da Secretaria de Mídia e Entretenimento da Prefeitura, da qual participou “The New York Times”.

A única limitação foi que as seleções teriam de ser adequadas a um público de todas as idades em um parque público — não demasiado explícitas nem fortes. Nada de “Midnight Cowboy” nem de “Taxi Driver” e nem “Faça a coisa certa”, ou seja, por mais fantásticos que estes filmes sejam. A seleção, que minha amiga, a crítica Manohla Dargis, e eu fizemos se reduziu a cinco películas, entre as quais escolhemos uma vencedora.

“New York, New York”, de Martin Scorsese, de 1977, tem Liza Minnelli e Robert De Niro como músicos sem sorte que procuram abrir caminho no show-business da cidade eticamente questionável, nos anos que se seguem à Segunda Guerra Mundial.

A visão nostálgica da cidade de Scorsese daquela época está recheada de cinismo, mas o seu tributo à criatividade do momento é tão intenso e exuberante quanto “Um dia em Nova York”, o musical de Stanley Donen e Gene Kelly, de 1949.

“Uma família de pernas pro ar”, de Spike Lee (1994) suspira com uma nostalgia diferente, pelas fileiras de casas de tijolinhos avermelhados do Brooklyn dos anos 70, uma era amorosamente recriada no roteiro do filme, na sua concepção e no guarda-roupa.

“Procura-se Susan desesperadamente”, a aventura de Susan Seidelman, de 1985, na boemia do Lower Manhattan, deixará os nova-iorquinos de certa geração X de olhos umedecidos, enquanto os espectadores mais jovens olharão maravilhados para uma cidade inocente, sem Starbucks, Comida Natural e celebridades que se tornaram chefs. Madonna também está nele, a meio caminho de sua ascensão, de curiosidade pop a gigante cultural.

“O banquete de casamento”, delicada e inteligente comédia de Ang Lee sobre as vésperas do casamento gay, antes da era gay, celebra a capacidade da metrópole de absorver pessoas de diferentes culturas e valores, e incentiva uma harmonia rústica e complexa. Como os outros quatro filmes, ela capta um momento peculiar da história de Nova York e destila algo permanente e essencial a respeito deste lugar.

E o vencedor? “Uma família de pernas pro ar”, exibido uma única noite de setembro em parques e cinemas em todos os bairros da cidade.

Janet Maslin, que escreveu sua resenha para “The Times” quando o filme foi lançado, em 1994, disse: “Apesar de confusa como a semi-autobiografia de ‘Uma família de pernas pro ar’ é muitas vezes, ela consegue tornar-se um tocante e generoso retrato de família, um filme que expõe novos e oportunos aspectos do talento deste diretor”. [A.O. SCOTT]