Bilheteria EUA: Velozes e Furiosos 8, O Poderoso Chefinho, A Bela e a Fera, Os Smurfs: A Vila Perdida, Despedida em Grande Estilo

fast-and-furious-8-1Como era esperado, Velozes e Furiosos 8 fez sua estreia no topo da bilheteria americana. O filme arrecadou US$ 100 milhões, para um orçamento de US$ 250. Além disso, a produção bateu recorde no mercado internacional.

Em inglês, o longa se chama The Fate of The Furious (O destino dos furiosos, em tradução livre). Na trama, Charlize Theron faz uma mulher misteriosa que seduz Dom Toretto (Vin Diesel) para o mundo do crime, e o restante do grupo acaba traído pela decisão, enquanto um anarquista planeja liberar o caos em nível mundial. A produção também está em cartaz no Brasil.

O segundo lugar ficou com a animação O Poderoso Chefinho, que estava no topo na semana passada e agora arrecadou US$ 15 milhões, registrando queda de 41%.

O filme é dirigido por Tom McGrath (Madagascar, Megamente) e mostra Tim, um garoto de sete anos que tem a vida totalmente alterada com a chegada de um irmão mais novo, que usa terno e carrega uma mala. Aos poucos, ele descobre que o bebê sabe falar e tem um plano para sua família. Alec Baldwin faz a voz do bebê na versão original, que tem ainda Lisa Kudrow (Friends), Steve Buscemi e Jimmy Kimmel no elenco. O filme está em cartaz no Brasil.

A Bela e a Fera ficou na terceira colocação no fim de semana, arrecadando US$ 13 milhões. A bilheteria total no país já chega em US$ 454 milhões e o filme ultrapassou US$ 1 bi no mundo todo.

Lançada em 1991, a versão animada de A Bela e a Fera faturou mais de US$ 375 milhões e recebeu uma rara indicação ao Oscar de Melhor Filme. O longa com atores e computação gráfica está em cartaz no Brasil

Já o quarto lugar ficou com a animação Os Smurfs: A Vila Perdida, que arrecadou US$ 6,5 milhões. O filme está em cartaz pela sua segunda semana e registrou queda de 50% nos números.

Na trama, a primeira totalmente animada dos personagens, Smurfette não está contente: ela começa a perceber que todos os homens do vilarejo dos Smurfs têm uma função precisa na comunidade, menos ela. Indignada, ela parte em busca de novas descobertas, e conhece uma Floresta Encantada, com diversas criaturas mágicas. Enquanto isso, o vilão Gargamel segue os seus passos.

Fechando o top 5 da semana, Despedida em Grande Estilo arrecadou US$ 6,3 milhões, também em sua segunda semana de exibição. A arrecadação total no país é de US$ 23 milhões.

Na trama, Willie, Joe e Albert são amigos há décadas. Eles levam uma vida pacata, mas sofrem com problemas financeiros. Quando Willie testemunha o assalto milionário a um banco, decide chamar Joe e Albert para elaborarem o seu próprio assalto. É a vez de os idosos se rebelarem contra a exploração dos bancos.

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Evitar desperdício e não cobrar caro são os mantras do Lilu

Quando o chef Andre Mifano saiu do restaurante Vito, em 2015, ele estava certo de que não queria mais ser dono de um empreendimento, mas continuaria sua trajetória cozinhando. “Comandar uma cozinha, administrar e ainda entrar em consenso com os sócios estava sendo desgastante demais”, comenta o expert, que ficou sete anos à frente da casa de gastronomia italiana que o consagrou. Do cardápio ao serviço, ele sentia que precisava seguir caminhos diferentes. “Aquele espaço já não combinava mais comigo”, diz o paulistano de 40 anos.

Descendente de italianos e com passaporte europeu, pensou que o seu novo caminho seria no exterior. “O Alex Atala, que é meu amigo, me aconselhou a não ir morar fora de vez, e sim ver primeiro o que estava acontecendo na gastronomia aqui e lá fora.” Foi o que fez. Viajou para Londres, Paris, São Francisco e Nova York para se reciclar e, quando voltou para o Brasil, continuou o processo de comer em vários lugares e trocar ideias com chefs da capital paulista. “Foi um período de estudo e inspiração, fundamental para um profissional que trabalha com a criatividade.”

Com mais tempo livre nesse ano sabático, não teve jeito, contrariou a si próprio e idealizou o conceito de um restaurante hipotético, com as características que eram importantes para o cozinheiro que ele tinha se tornado nos últimos tempos. “Simplicidade”, “compartilhar”, “evitar desperdício”, “não cobrar caro”, “um ambiente com luz suficiente para enxergar as pessoas e a comida” eram as ideias mais fortes desse lugar, que permanecia apenas no campo da imaginação. Até que um investidor o procurou e insistiu para montarem algo juntos. Andre tentou recusar, mas a possibilidade de rumar em uma nova direção resgatou esse chef, que ostenta um currículo de 22 anos na gastronomia.

gASTAndre Mifano na fachada de seu restaurante, na matéria “Cozinha Aberta”, para a revista ELLE. (Rafael Jacinto/ELLE)


Assim nascia o Lilu, que abriu as portas no fim do ano passado, no bairro de Pinheiros (Rua Francisco Leitão, 269), região paulistana que virou sinônimo de boa comida a preços convidativos. Um imóvel térreo dos anos 1930 foi escolhido para abrigar o novo negócio. Com projeto de Alan Chu, o único salão tem fachada e fundos de vidro. A cozinha é totalmente integrada com a área destinada aos clientes (no total, há 46 lugares). O branco impera e faz uma dupla boa com as cadeiras e mesas pretas. Tudo muito simples, sem ostentação.

Quanto ao menu, Andre optou por algo diminuto. Pouco mais de uma dúzia de criações, sem separação entre principais e entradas. E todos para dividir. “Esse sempre foi o jeito que gostei de comer com meus amigos. A gente senta em um lugar, pede algumas opções e coloca tudo no centro da mesa. É uma verdadeira conexão, com as pessoas provando os mesmos sabores e trocando opiniões”, comenta. Ele diz que abdicou de um cardápio extenso por uma questão da sustentabilidade. “Caso contrário, o estoque teria de ser maior, há mais probabilidade de perdas e isso acaba sendo repassado para o consumidor.”

Nesse quesito, também entra outro item que tem sido uma das principais missões de Andre: o aproveitamento total de cada ingrediente. Ele se programou para usar poucos elementos por prato, sendo que cada produto aparece em mais de uma receita, de maneira que nenhuma parte dele se perca. “É impraticável jogar comida fora. Hoje, nossa perda de alimentos é de 10%, enquanto em muitos lugares é de no mínimo 25%. Estou chamando essas estratégias de inteligência gastronômica, que pretende fazer com que a casa se sustente e ainda possa trazer algum rendimento”, conta o expert, que não trouxe para o Lilu receitas com embutidos feitos por ele nem investiu em barriga de porco e massas artesanais – suas três marcas registradas no Vito.

GAST1Salão do restaurante Lilu (Rafael Jacinto/ELLE)


Nesse pouco tempo de funcionamento, o novo negócio já possui alguns hits entre os pratos autorais e que se encaixam no gênero “comida variada” (as referências usadas pelo chef não se prendem a determinada cozinha). Os mais pedidos são o tartar de wagyu (raça de gado japonesa macia e saborosa) e o arroz de domingo, com rabada, linguiça portuguesa, couve e ovo. Por enquanto, eles têm lugar cativo no menu, que pode mudar a qualquer momento, pois Andre não quer manter tudo igual por muito tempo. “Também vou trabalhar com a sazonalidade. Se não for época de determinado produto, o ingrediente sai da receita”, diz ele, que acaba de colocar no cardápio uma salada de lentilha com abóbora, pimenta biquinho e cenoura.

Além do Lilu, há novidades também na televisão. Andre, que foi um dos primeiros chefs de sua geração a enveredar para a TV, estreia a terceira temporada do The Taste, do canal a cabo GNT, em abril. Mas diz que não pode revelar muito sobre o reality. “Só dá para dizer que a chef Helena Rizzo se juntou ao time de apresentadores-mentores e foi legal tê-la como colega.” Para quem tem curiosidade em saber se ele se chateia quando alguém é eliminado de seu time, o chef é taxativo: “Não me comovo. É um jogo e pronto. Tem de ser divertido”.

Diversão, aliás, é uma boa palavra para definir o seu momento atual. “Estou inspirado, fazendo o que gosto, do jeito que acredito. No ano que fiquei sem um restaurante, descobri que o problema não era ter ou não um negócio, mas que é fundamental estar à frente de algo em que você acredite totalmente.” [Daniel Tavares]

Ganni, a marca de Ditte e Nicolaj Reffstrup que conquistou um público de it-girls sem querer

Alexa Chung, Emily Weiss, Gigi Hadid, Kendall Jenner. Enquanto algumas grifes movem mundos e fundos para ter ao menos uma dessas garotas usando suas peças, a dinamarquesa Ganni conquistou todas apenas sendo cool e despretensiosa. “Foi algo que aconteceu naturalmente. Nós não temos uma fórmula e nem fizemos investimentos específicos para conseguir algo assim. Foi uma sorte ter essas garotas incríveis curtindo nossas criações”, explica Ditte Reffstrup, diretora criativa da label.

Ao lado do marido, Nicolaj, Ditte comprou a etiqueta de um amigo no fim de 2010, com o intuito de expandi-la internacionalmente, mas não sabia bem por onde começar. “Não tínhamos uma estratégia fechada, apenas a certeza de que era importante fazer a diferença dentro da indústria de moda global”, conta Nicolaj. Eles sentiam que tudo o que estava sendo feito na cena fashion escandinava era muito parecido – ou trilhava uma linha conceitual ou boho. “Procuramos, então, seguir um caminho criativo mais divertido e descontraído para fugir disso.”

A saída encontrada pela dupla – que se conheceu em uma festa, numa dessas histórias de amor à primeira vista – foi não se prender a regras de estilo e manter uma atitude otimista e relax. “Nosso DNA está nos contrastes e gostamos de combinar elementos inusitados em nossas criações. Para nós, o design não é um exercício intelectual, mas um sentimento instintivo”, segue Nicolaj. A descrição deu match com garotas estilosas que não se prendem a rótulos nem a labels específicas – e assim a Ganni foi ocupando seus closets e feeds de Instagram. Rapidamente, todos os buyers e editores queriam saber o que havia por trás dessa etiqueta. “Escolhemos trabalhar com pessoas que acreditamos ter a ver com o universo da marca e não estamos atrás de celebridades e pessoas famosas nas redes sociais. Podemos encontrar uma menina que achamos interessante e com poucos seguidores e querer trabalhar com ela”, diz Ditte.

thumb_16c4c66d334c6e57ba04127457740119ff592562_slider_image_header.jpegO casal Ditte e Nicolaj (Ganni/Divulgação)


Para a coleção de 2017, a designer fez uma roadtrip pela Califórnia com a sua equipe de estilo em busca de referências. De lá, saiu o tema Space Cowboy, traduzido em vestidos franjados de pegada western, jaquetas e hotpants com texturas de píton e minissaias de chamois, entre outros elementos de modelagem 70’s, que pegam bem na vida real e no close das redes.

Além de manter um mix que inclui itens atemporais (como uma boa jaqueta de couro preta) e peças statement, a Ganni sai na frente ao ser mais acessível do que a maioria de seus concorrentes. No e-commerce Farfetch, em que a label estreou recentemente, os valores não passam de 2 mil reais para os itens mais elaborados. “Nos dedicamos intensamente para desenvolver um bom produto que caiba em diferentes orçamentos”, pontua Nicolaj, que não tem pretensão de uma megaexpansão mundial. “Gostaríamos de expandir o business por meio de parcerias com multimarcas, sejam físicas ou na web. Elas têm um conhecimento amplo de seus consumidores locais e isso é muito difícil de conseguir sendo uma marca só. Também queremos preservar nossa sustentabilidade e não massificar”, explica.1455.jpegTer um processo sustentável, aliás, é palavra de ordem na marca – e toda a cadeia de produção é pensada para que produza o menor impacto ambiental possível. “Queremos criar roupas que possam durar muito tempo no guarda-roupa e fazemos questão de indicar uma manutenção que seja ecofriendly.” O pensamento parte do próprio estilo de vida do casal, que utiliza a bicicleta como o principal meio de transporte e, de quebra, aproveita as jornadas de bike para se inspirar. “A caminhada também ajuda bastante, especialmente pelos lagos de Copenhague”, conta Ditte. [Chantal Sordi]

O motivo pelo qual a modelo Charli Howard postou uma foto da sua celulite

9fc599530a38b5b310eecad62beab1f2.pngA modelo Charli Howard, uma das fundadoras do projeto All Woman, resolveu publicar uma foto da sua celulite no Instagram para levantar um debate sobre aceitação do corpo. Ela compartilhou a imagem dizendo que queria fazer algo que a desse medo como uma forma de passar por cima desse ele.

“Eu estudei em um internato só para meninas e costumava ter inveja das meninas da minha sala que pareciam não ter um furinho sequer e todos aqueles corpos que, para mim, pareciam perfeitos”, relembra ela que diz fazer muitos tipos de exercício, mas continuar com a celulite.

A top continua, explicando que quando era mais nova e olhava as revistas com celebridades, via que a maioria das modelos também não sofria com a celulite e, se apresentassem um pouquinho que fosse no corpo, eram ridicularizadas pelos tabloides e por ‘jornalistas maldosos’. Como resultado, ela passou a acreditar que a sua celulite era algo ruim e vergonhoso.

“Foi só quando eu fiquei mais velha e vi corpos de mulheres diferentes que eu percebi que ela é muito natural. Não há nada do que se envergonhar. O seu namorado não vai se importar se você tem, e se ele ligar para isso, troque-o pelo amigo dele. Brincadeirinha (será mesmo?)”.

Com o post, Charli quer incentivar mulheres a se amarem mais e não se deixarem levar por um detalhe tão pequeno e que é tão comum (a celulite aparece na pele de 95% das mulheres do mundo).

“Nas palavras de Kendrick Lamar: ‘Me mostre algo natural como um bumbum com marcas de estria‘”, terminou.

Lourdes Leon, filha de Madonna se tornou alvo de haters por causa de seus pelos

lourdes.jpgA questão dos pelos corporais ainda é amplamente discutida nas redes sociais e a pressão sobre a depilação feminina parece nunca ter fim. Lourdes Leon é o mais recente alvo dos haters por ter pelos nas axilas.

A filha de Madonna foi clicada em uma praia junto a amigos usando um biquíni preto e, em certo momento, levantou os braços deixando seus pelos à mostra. Nos comentários, uma chuva de respostas machistas e ofensas: Lourdes foi chamada de ‘feminista nojenta’ e que estaria ‘tentando afastar os homens’ propositalmente.

Nos últimos anos, surgiram campanhas na internet como a #PrincesasTêmPelos para acabar com o estigma a respeito da depilação feminina. Assim como os homens, as mulheres também têm pelos que crescem de tempos em tempos e a ideia de crucificar as que decidem não se depilar tem menos a ver com higiene (argumento comumente usado por aqueles que as julgam) e muito mais com um padrão de beleza, que, novamente, explicita um duplo padrão na forma como homens e mulheres precisam lidar com as imagens de seus corpos na sociedade.