Tamanho é documento?

Sem título.png13.pngPlanta do studio de 10 m2 foto: Divulgação/Vitacon


Há poucas semanas saiu uma notícia que deixou muitos estarrecidos: o lançamento do menor apartamento da América Latina. Apenas 10 metros quadrados. Sim, você leu bem, dez metros quadrados. Imagine que apenas um quarto nos anos 80 tinha aproximadamente essa metragem – e assim os anos 2010 nos trouxeram, para muito além da diminuição da dimensão dos quartos, a redução de um apartamento inteiro a um único desses cômodos. As quitinetes têm essa mesma característica de abrigar em um só espaço todas as funções da casa, mas elas nunca foram tão diminutas. Um vídeo da construtora apresenta o apartamento e demonstra uma mobília ‘inteligente’ que se articula, possibilitando uma vida encaixada. Literalmente.

Isso me fez refletir sobre uma clássica pergunta: quando pensamos na construção de um lar, seria o seu tamanho documento? De bate-pronto, tenderia a responder que não. Afinal de contas a dimensão de uma casa não me diria muito sobre as experiências vividas nela. Mas, em segundos, um novo pensamento me vem à mente. Nossas experiências se desdobram no binômio tempo e espaço. Portanto dependemos de uma quantidade equilibrada de ambos para que possamos fruir da vida com prazer. Embora não haja uma relação de proporcionalidade – ou seja, de que quanto maior seja uma casa, mais lar ela se torne -, não consigo deixar de pensar que grandes limitações espaciais podem criar complicações para a existência.

Embora o tamanho de uma casa não meça a felicidade que ali se produz, a sua capacidade de acolher experiências felizes pode ser comprometida quando chegamos a limites tão restritos. Assim como podemos pensar em relação ao dinheiro, a vida em extrema privação de espaço pode sim ser afetada quanto às suas possibilidades de satisfação. E da mesma forma, ir para o polo oposto não é garantia de que se evite a insatisfação.

Viver numa casa onde, para levantar da cama, é preciso passar por cima do seu companheiro diariamente ao acordar, talvez aumente exponencialmente os riscos de conflito. Pensar que, para se fazer uma refeição nesses 10 metros quadrados, será necessário abaixar uma mesa recolhida dentro de um armário – o que vai demandar que se deslize uma porta de correr por sobre a bancada da cozinha, de forma a liberar a descida da mesa – irá requerer uma coreografia de passos ensaiados: enquanto a panela, que foi tirada do fogão segundos antes de encerrá-lo por trás do painel deslizante da TV, estiver em uma das mãos, na outra estarão pratos e talheres habilmente equilibrados; a porta se moverá com o auxílio do antebraço ao passo que uma das pernas sustentará todo o conjunto e a outra, levantada, puxará a mesa para baixo. Se você conseguiu visualizar essa cena de malabarismo, tente imaginá-la agora sendo repetida três vezes por dia. Importante lembrar que esses não serão os únicos malabares dessa vida encaixada. Há que se gostar muito de contorcionismo, sem falar da necessidade de um bom condicionamento físico. Quilinhos extras então, nem pensar.

Quem me conhece sabe que acredito muito na possibilidade de uma vida com menos espaço. A tragicômica descrição acima só busca lembrar da importância de colocarmos limites às próprias limitações que estamos nos impondo. Há mais de 7 anos eu mesmo brinquei de projetar uma casa modular que tinha ‘fatias’ deslizáveis que permitiam que os ‘cômodos’ fossem encolhidos ou expandidos de acordo com a necessidade do momento. Se estivesse cozinhando e comendo, recolheria o escritório e o quarto, por exemplo. A proposta foi metonimicamente desenvolvida num curtíssimo espaço de tempo e tinha inúmeros gargalos. Sua intenção era levantar questionamentos não apenas quanto à área que necessitamos para viver, mas sobretudo uma reflexão sobre a rigidez dos nossos hábitos e a falta de flexibilidade das nossas casas – e dessa forma falar da insustentabilidade e da ganância de se pensar que mais e maior seja sempre melhor.

Sei que muitos padecem mais do mal de terem pouco do que demais. E nesse sentido acredito que projetos desenvolvidos com inteligência e determinados a usar a engenhosidade em benefício do bem-estar são muito bem-vindos. Ao mesmo tempo que reduzem espaços desnecessários, agregam maior funcionalidade àqueles espaços fundamentais. A questão está em discernir quando devemos parar de encolher as paredes e deixar essa cena de esmagamento de filme de ação restrita apenas às telas da sessão da tarde. [Gustavo Calazans]

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‘Quando você entra em uma cela […], percebe que ninguém pode te salvar’, diz Shailene Woodley

Atriz falou à ‘Marie Claire UK’ sobre ter sido revistada nua ao ser presa em 2016

Sem título.jpgA atriz Shailene Woodley falou abertamente à revista Marie Claire UK sobre o constrangimento que sofreu ao ser presa no ano passado por invasão de propriedade e desordem durante um protesto nos Estados Unidos.

Conhecida principalmente por seus papéis nos filmes A Culpa é das EstrelasDivergente e na série Big Little Lies, ela relatou ter sido revistada nua por policiais que aparentemente procuravam drogas, inclusive em suas partes íntimas.

“Quando você está em uma cela na prisão e eles fecham a porta, você percebe que ninguém pode te salvar. Se tiver um incêndio e eles decidirem não abrir a porta, você vai morrer. Você é um animal em uma jaula”, reflete em depoimento à revista.

1504792621917.jpgShailene Woodley em foto do Departamento de Xerife de Morton County na Dakota do Norte, nos Estados Unidos Foto: Courtesy Morton County Sheriff’s Department/Handout via REUTERS


Recentemente, a atriz, bastante engajada em causas políticas, disse ao New York Times que não descarta a possibilidade de concorrer a um cargo político.

O glam rock na moda festa de Carlos Miele M.Officer

60917-m-officer-primavera-verao-201718-02-400x600Faz um ano que Carlos Miele reassumiu a direção criativa da M. Officer, que ele havia deixado na mão de uma equipe de estilo pra voar nos EUA a bordo da sua marca homônima e mais luxuosa. Hoje, entendendo que a mistura entre o casual e a moda festa forma uma imagem mais contemporânea e fresca, ele mistura as duas nas fotos de lançamento da primavera-verão 2017/18, clicadas por Léo Fagherazzi com a modelo Michi Czastka (que inclusive é uma das nossas apostas entre os rostos que vimos nas passarelas do último SPFW), como partes de um todo que se relacionam – e que funcionam superbem juntas!

O paetê e a franja ganham espaço ao lado do jeans e da camiseta – e dá-lhe pantalona, clochard, vinil, renda, tule… Rolam referências ao glam rock e, mais especificamente, à estética do cantor David Bowie. Os tempos do fuxico, do artesanal brasileiro e dos vestidos esvoaçantes parecem ter ficado para trás! [Lilian Pacce]

9 Dicas de Photoshop para arquitetos

Sem títuloEste artigo foi originalmente publicado por RenderPlan como “9 Dicas Poderosas para um Fluxo de Trabalho Eficiente“.

Um software poderoso como o Photoshop pode transformar uma imagem ou desenho de aparência mediana em um dos itens mais valiosos de um projeto. O truque é aprender a usar alguns dos seus melhores recursos e otimizar seu fluxo de trabalho para obter a máxima eficiência.

Ao longo dos anos, o Photoshop tornou-se a principal ferramenta para qualquer tipo de edição de imagens para os arquitetos. O software tornou-se indispensável graças aos seus versáteis recursos. É uma ferramenta poderosa para ajustar renderizações ou até mesmo criá-las do zero. Alguns dos mais reconhecidos desenvolvedores de imagens dependem fortemente do Photoshop e usam volumetrias bastante cruas feitas em programas 3D como ponto de partida. De renderizações fotorrealistas à edição de fotografias de projetos construídos, o Photoshop pode ser o melhor amigo de um arquiteto.  Traduzido por Lis Moreira Cavalcante

 

1. Fluxo de trabalho não-destrutivo

Tal como acontece com qualquer tipo de software, é importante manter o controle do projeto e poder fazer e desfazer as edições nas diversas etapas do trabalho, sem perder o trabalho realizado. Um fluxo de trabalho não destrutivo pode poupar muito tempo e dor de cabeça. Use máscaras [masks] e camadas de ajuste [adjustment layers] para preservar a flexibilidade, reduza o número de camadas [layers] na lista de camadas para que você possa experimentar e ajustar coisas específicas e ver como elas interagem. As máscaras permitem que você corte partes de camadas diferentes e aplique ajustes em áreas específicas da imagem. Agrupe as camadas e dê-lhes nomes específicos para evitar confusão. Se você duplicar uma camada e deixá-la como “cópia da camada 1”, você pode facilmente acabar com um arquivo bastante confuso.

2. “Smart Objects”

Você já colocou uma imagem na tela, mudou sua escala e notou uma perda de qualidade? Isso não ocorre com os objetos inteligentes [smart objects]. Eles podem ser reduzidos ou aumentados até seu tamanho original e girados sem perder qualidade, ao contrário de uma imagem rasterizada. Uma das ótimas coisas sobre os objetos inteligentes é como eles salvam as transformações que você aplica neles. Se você distorcer um objeto inteligente, por exemplo, e aplicar uma transformação, ela ainda estará disponível se você precisar ajustá-la mais tarde. Você pode duplicar objetos inteligentes com as cópias comportando-se como instâncias. Se você quiser trabalhar com elas, escolha a opção Novo Objeto Inteligente via a opção Copiar.

3. Teclas de atalho

O uso de comandos pode acelerar significativamente o seu fluxo de trabalho. Aprenda a usar o teclado para acessar rapidamente recursos e opções específicas. Aqui estão algumas das teclas de atalho que você mais precisará:

Criar uma camada:
MAC: Shift+Cmd+N
WINDOWS: Shift+Ctrl+N

Tornar um grupo de camadas uma só:
MAC: Cmd+Alt+Shift+E
WINDOWS: Ctrl+Alt+Shift+E

Inverter seleção:
MAC: Cmd+Shift+I
WINDOWS: Ctrl+Shift+I

Remover a seleção da imagem inteira:
MAC: Cmd+D
WINDOWS: Ctrl+D

Nova camada via cópia:
MAC: Cmd+J
WINDOWS: Ctrl+J

Nova camada via recorte:
MAC: Cmd+Shift+J
WINDOWS: Ctrl+Shift+J

Aumentar/diminuir tamanho do pincel:
MAC: ]/[
WINDOWS: ]/[

Transformação Livre:
MAC: Cmd+T
WINDOWS: Cmd+T

Blending:
MAC: Shift+mais(+) ou menos(-)
WINDOWS: Shift+mais(+) ou menos(-)

Mudar o tamanho da imagem:
MAC: Cmd+Opt+i
WINDOWS: Ctrl+Alt+i

Mudar o tamanho da tela:
MAC: Cmd+Opt+c
WINDOWS: Ctrl+Alt+c

4. Colete amostras de cores fora do Photoshop

Ao invés de importar uma imagem para o Photoshop só para experimentar uma cor específica, você pode selecionar a ferramenta Eyedropper, clicar com o botão esquerdo, segurar e arrastar o cursor para qualquer lugar fora do Photoshop (desktop, outras pastas, imagens, navegador da web, etc.).

5. Proteja suas imagens

Como profissional, possivelmente você enviará arquivos do Photoshop para os clientes. É importante proteger seu trabalho e garantir que os clientes não o utilizem sem sua permissão ou envolvimento. Você pode criptografar o arquivo para que ele precise de uma senha para imprimir ou editar. Você pode salvá-lo como um PDF, e selecionar Segurança > Permissões e digitar uma senha para impedir a impressão e edição.

6. Revelar tudo

Ao trabalhar com camadas diferentes e importação de imagens, você pode não se dar conta de que há pixels escondidos fora da sua tela de trabalho. É aqui que o Revelar Tudo [Reveal All] pode se tornar útil. Vá para Imagem > Revelar Tudo para tornar a tela grande o suficiente para caber todos os pixels de todas as camadas.

7. Teste filtros

A aplicação de filtros em imagens pode ser uma tarefa que use bastante memória. Pode demorar um pouco para aplicar um filtro em uma imagem relativamente grande. É por isso que é bom selecionar uma área menor e aplicar um filtro como teste.

8. Correspondência de cor de uma imagem

Para manter a consistência da cor entre várias imagens do mesmo projeto, o comando de Corresponder Cor [Match Color] pode economizar muito tempo. Você pode abrir as duas imagens – a de origem e a de destino – como duas imagens ou camadas separadas e, em seguida, escolha Imagem > Ajustes > Corresponder Cor… e selecione a imagem de origem no menu suspenso. Isso lê as estatísticas de cores de uma imagem e as aplica na outra. Você também pode ajustar a luminância, a intensidade da cor e o seu desvanecimento.

9. Aprenda a se desapegar

Mexer em imagens no Photoshop pode tomar muito do seu tempo se você não aprender a tomar decisões. A variedade de opções e o fluxo de trabalho não destrutivo são ótimos, mas isso pode facilmente se virar contra você. É importante definir um cronograma para você mesmo e não se deixar levar pela tentativa de testar todos os estilos possíveis. Aprenda a desapegar.