Pl4no, o sapato da Okoko & Abel que vem em forma plana

Pl4no, o sapato da Okoko & Abel que é uma “folha” com encaixes que viram essa estrutura!

Vinicius Kniphoff, que fez Design Visual pela ESPM-RS, Cícero Ibeiro do curso de Artes Visuais da UFRGS e Ana Letícia Sabi de Design Gráfico pela UniRitter se conheceram há alguns anos, após saírem do interior pra morar em Porto Alegre. O trio se formou de maneira natural – e da amizade, confiança e linhas criativas que se complementam surgiu a Okoko & Abel, uma marca que tem pouco tempo de existência (começou no final de 2014, quando eles venceram um prêmio da Abicalçados na Maratona Mude) e já acumula uma parceria com Lino Villaventura e a criação do Pl4no, um projeto de sapato que não leva cola nem costura e é todo feito de encaixe – uma folha plana de polian (80% borracha e 20% EVA) com recortes se transforma em uma estrutura que, eles garantem, dá pra andar na rua! Todas as vantagens do Pl4no (reciclabilidade 100% por causa do uso de apenas um material, facilidade na logística por conta do seu volume extremamente reduzido etc.) conquistaram o júri do Prêmio Bornancini 2016. A gente viu o Pl4no exposto na última Couromoda em SP e correu atrás do trio pra saber mais sobre eles. Com uma coleção de calçados mais, digamos, convencionais (mas nem tanto!) à venda, a Okoko & Abel também concorre a uma vaga na próxima Casa de Criadores, via Projeto Lab! Confira o papo:

Como vocês criaram o Pl4no?
A ideia surgiu em 2016, na tentativa de criarmos um calçado que não fosse tridimensional, sem uso de costuras ou cola, ajudando na reciclabilidade do produto no final de sua vida útil. Foram realizados diferentes testes de modelagem e materiais durante todo o ano até chegarmos no resultado, que foi premiado no Prêmio Bornancini 2016 na categoria Design de Calçados!

Ele é mesmo utilizável no dia a dia? Dá pra usar na rua, na balada etc?
O Pl4no ainda é um projeto-conceito no qual apresentamos possibilidades inovadoras pro setor calçadista. Nossa ideia é reunir expertises pra levá-lo pro mercado. Mas quanto ao uso, ele é calçável e possível de ser utilizado, mesmo nessa fase do projeto! Uma das vantagens é o baixo impacto ambiental, com a possibilidade de reciclar 100% do calçado já que utilizamos apenas um material, diminuindo todo o dispêndio de processos complexos no pós-uso. Como não gostaríamos que tudo no mundo pudesse ser simplificado a tal ponto? Estamos abertos pra discutir com possíveis empresas parceiras viabilidades de produção em escala, aprimoramentos no projeto etc.

Os sapatos que vocês estão lançando comercialmente são bem diferentes do Pl4no. Como vocês chegaram neles?
Eles são frutos do que viemos desenvolvendo desde 2014, explorando os solados em madeira polida. Todos os modelos são produzidos 100% de forma artesanal por pequenas empresas familiares no sul do Brasil. Essa coleção de nome Prelúdio é nossa estreia no mercado calçadista de fato, na qual aprimoramos todos os desenhos criados por nós até agora com alto nível de acabamento e de matérias-primas. A inspiração é um “banquete barroco”, nos metalizados dos cálices, nos estampados das poltronas, no pelo do animal, no tom da madeira de mobiliário e no veludo dos trajes. A coleção possui um tom pesado, sombrio, vampiresco, questionando o belo como a combinação do bonito e do grotesco, refletindo o espírito inquieto da marca.

Como rolou a parceria com o Lino Villaventura?
Nossa relação com o Lino começou no evento da Maratona Mude. Padrinho do evento, Lino apostou muito no nosso projeto. Aí ele nos convidou pra co-criação dos modelos que seriam desfilados no SPFW em outubro de 2015, na sua coleção outono-inverno 2016. Juntos, desenvolvemos modelos que transmitissem o espírito de ambas as marcas. O conceito central da Okoko & Abel é estruturar um ecossistema criativo, ou seja, travar parcerias pra valorizar o design brasileiro. A oportunidade de trabalhar em conjunto com o Lino foi uma honra e um aprendizado. A ideia de misturar estéticas e técnicas de ambas as marcas e chegar a um resultado tão interessante foi um combustível pra nós.

Quem ficou interessado e quiser comprar os sapatos da coleção Prelúdio pode entrar em contato via Instagram ou Facebook – o e-commerce da Okoko & Abel está prometido pro final de fevereiro! Na galeria você confere fotos – clica abaixo para acessar! [Lilian Pacce]
Okoko & Abel: contato@okokoabel.com

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Scarlett Johansson termina casamento de dois anos com o jornalista francês Romain Dauriac, diz revista ‘People’

Scarlett_Johansson_was_all_about_French_chic_on_Friday_evening_a-m-77_1481938846489.jpgScarlett Johansson em última aparição pública com o marido, Romain Dauriac, em dezembro de 2016


Scarlett Johansson terminou o casamento de mais de dois anos com o jornalista francês Romain Dauriac, segundo a revista “People”. A atriz estaria separada do marido “desde o verão”, informou uma fonte da publicação.

Os rumores da separação aumentaram após Scarlett ter sido vista na marcha das mulheres em Washington (EUA), no último sábado, sem a aliança de casamento.

A última aparição pública de Scarlett com o marido foi em 17 de dezembro de 2016, na festa de lançamento da franquia de pipoca do casal. Eles continuariam sócios mesmo com o fim do relacionamento, de acordo com a “People”.

Scarlett e Dauriac se casaram em segredo, e a cerimônia aconteceu pouco depois do nascimento da primeira filha do casal, Rose, em setembro de 2014, de acordo com a coluna Page Six, do jornal “The New York Post”.

“Scarlett e Romain oficializaram a união em uma cerimônia muito íntima depois do nascimento da filha deles. Eles mantiveram o casamento em segredo porque ambos queriam privacidade”, disse uma fonte à publicação, acrescentando que o matrimônio ocorreu em um local secreto nos Estados Unidos, longe de Nova York, cidade natal da atriz.

Segundo a “People”, que cita um funcionário da prefeitura, a estrela se casou em 1° de outubro em Philipsburg, no estado de Montana (oeste dos Estados Unidos).

A atriz e o jornalista estavam juntos desde 2012 e ficaram noivos em agosto de 2013. Na época, a artista disse que não tinha pressa de se casar. Anteriormente, ela foi casada com o ator canadense Ryan Reynolds entre 2008 e 2010.

Madonna nega que adotará mais 2 crianças no Malaui: “Rumores falsos”

madonna-16298437_1415370615173942_6913209250435672191_nMadonna em visita ao Malaui, onde está construindo um hospital, em 2016
imagem: Thoko Chikondi/AP


Ao contrário do que foi publicado pela imprensa do Malawi nos últimos dias, Madonna negou que adotará duas crianças no país, segundo um comunicado enviado pela artista à revista “People”.

“Estou no Malaui para ver o hospital de crianças de Blantire e meus outros trabalhos com a organização Raising Malawi e depois irei para casa. Os rumores sobre um processo de adoção são falsos”, disse Madonna.

Anteriormente, a imprensa local havia noticiado que a cantora tinha iniciado um processo de adoção de duas crianças no país, no qual já adotou dois de seus filhos. Segundo fontes do governo, a cantora estaria à espera da decisão judicial.

A artista adotou David Banda e Mercy James, ambos de 12 anos, neste país do sul da África, para o qual viajou mais de uma vez para visitar os projetos da ONG de ajuda humanitária que ela mesma fundou, Raising Malawi.

Os projetos solidários da cantora estiveram cercados de polêmica desde que, em outubro de 2011, o FBI (polícia federal americana) iniciou uma série de investigações sobre suas atividades.

Madonna criou a Raising Malawi após a adoção de seus dois filhos e projetou a criação de uma escola para 400 alunas por um custo de US$ 15 milhões.

As dúvidas sobre estas iniciativas surgiram ao se relacionar o fracasso de alguns projetos com seus excessivos custos. O governo do Malawi acusou Madonna em 2013 de exagerar na ajuda que oferece ao país e negou que recebesse tratamento especial durante suas visitas.

Além destes dois filhos adotados, Madonna tem outros dois biológicos: Lourdes María, de 20 anos, da relação com o cubano Carlos Leon; e Rocco, de 16, do casamento com o britânico Guy Ritchie.

 Los Angeles (EUA)

Naomie Harris entra para o elenco de Rampage, filme com The Rock

naomieharris-floral-floraldressDe acordo com o THR, Naomie Harris (indicada ao Oscar 2017 por Moonlight) entrou para o elenco de Rampage, filme com Dwayne Johnson que vai adaptar o game de mesmo nome. Harris fará uma geneticista com uma personalidade forte.

Brad Peyton dirige e produz, ao lado de Beau Flynn e John Rickard. Ryan Engle escreveu o primeiro roteiro, a partir do material de Carlton Cuse e Ryan Condal. Posteriormente, Adam Sztykiel fez a revisão.

A exemplo do game, o filme terá três criaturas – um gorila, um crocodilo e um lobo – que causam grandes estragos em várias cidades americanas. Johnson será o responsável por lidar com as ameaças.

A estreia do filme de Rampage está marcada para 20 de abril de 2018. [Camila Sousa]

Oscar 2017: veja os indicados ao prêmio de Melhor Figurino

jackie-still-h-2016-1200x676.jpgNatalie Portman em Jackie ©Cortesia Diamond Films
A elegância polida de um ícone da moda nos anos 1960; o glamour pleno dos anos 1940; um universo mágico na década de 1920. Os filmes indicados ao prêmio de Melhor Figurino no Oscar 2017 são um convite a uma viagem no tempo. Veja todos os indicados.

Aliados, figurino de Joanna Johnston

Brad Pitt e Marion Cotillard em Aliados ©Cortesia Paramount Pictures©Cortesia Paramount Pictures
Estrelando Marion Cotillard e Brad Pitt, o thriller de guerra Aliados resgata o glamour old Hollywood ao acompanhar a trajetória transcontinental de dois espiões nos anos 1940. Ela, em vestidos de shantung e cetim de seda para a noite e casacos de lã para o dia, sempre com cintura marcada; ele, em smokings, ternos de três peças e farda militar, sempre com o penteado impecável.

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A figurinista Joanna Johnston, responsável pelos looks de muitos filmes de guerra como Lincoln, pelo qual já recebeu uma indicação ao Oscar, e pelo estilosíssimo O Agente da U.N.C.L.E., fez um extenso trabalho de pesquisa para encontrar os tecidos e técnicas usadas naquela época, tal qual a trapunto.

Apesar da confecção de figurinos totalmente originais, também arrematou acessórios e peças vintage para complementar certos looks, como óculos escuros Dior e botões de marfim. “Meu lugar favorito para comprar vintage é o Portobello Market, em Londres. Trabalho com os vendedores de lá há muito tempo, sempre encontro o que preciso”, diz ao FFW. Estreia em 16/02.

Animais Fantásticos e Onde Habitam, figurino de Colleen Atwood

Eddie Redmayne à frente do elenco de Animais Fantásticos ©Divulgação©Divulgação Warner Bros. Pictures
Habitué da categoria, Colleen Atwood recebe sua décima segunda indicação ao prêmio da Academia este ano, por seu trabalho no longa de fantasia Animais Fantásticos e Onde Habitam, prequel da saga Harry Potter, de J.K. Rowling. Na Nova York dos anos 1920, Atwood ressalta os traços da personalidade de cada personagem a partir das roupas. A inocência, o perigo, a extravagância.

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“O departamento de arte criou um universo incrível, tão original e belo… Eu me senti livre ao fazer parte disso. Não é Harry Potter, é algo novo, então houve mais latitude”, conta a americana dona de três estatuetas e figurinista quase oficial de Tim Burton. Se debruçou sobre imagens e relatos que encontrou no Museu da Cidade de Nova York e, com isso, criou um mundo tão real quanto mágico ao vestir Eddie Redmayne, Katherine Waterstone e Ezra Miller, além de mais de 3.500 figurantes. Em cartaz desde novembro/16.

Florence: Quem é Essa Mulher?, figurino de Consolata Boyle

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Uma socialite nova-iorquina dos anos 1940 sonha em ser cantora de ópera, mas tem uma voz horrível. Por incrível que pareça a história da excêntrica Florence Jenkins é baseada em fatos reais. E a figurinista irlandesa Consolata Boyle entende bem de histórias verídicas de mulheres fortes. Vestiu o elenco de A Rainha, Filomena e A Dama de Ferro, também estrelado por Streep.

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Embora tenha encontrado liberdade na personalidade imaginativa de Florence, Boyle teve de se ater a fatos reais. Pesquisou a fundo a vida da personagem-título e também sobre as pessoas do círculo social dela e desenhou cada detalhe de suas roupas e acessórios a partir de imagens registradas. “Ela gostava de se produzir no dia-a-dia e os vestidos que usava em suas performances eram extremamente exóticos”, explica em entrevista ao Deadline. Disponível para aluguel em VOD.

Jackie, figurino de Madeline Fontaine

©Reprodução©Reprodução
Possivelmente a primeira-dama mais célebre da história dos EUA, Jackeline Kennedy é até hoje uma referência de estilo para mulheres no mundo todo. Para vestir Natalie Portman como ela no filme Jackie, a figurinista francesa Madeline Fontaine (Saint Laurent, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) recriou à risca peças icônicas do guarda-roupa de Kennedy, como o tailleur rosa Chanel que vestiu no dia da morte do marido, em 1963. Entretanto, teve também autonomia para fazer figurinos não tão fieis à história bem registrada em fotos e vídeos.

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É o caso do vestido verde de silhueta fourreau que a personagem usa em concerto na Casa Branca, o qual Fontaine manteve apenas a cor, mas alterou o design. Ainda assim, a elegância que permeia o estilo de Jackie permanece intacta em cada look. Dos casuais sets de calça e blusa e negligés de seda a um belíssimo longo de renda emprestado ao filme pela Maison Dior. Esta é a primeira indicação da figurinista ao Oscar. Estreia em 02/02.

La La Land – Cantando Estações, figurino de Mary Zophresla -d01-00056-r2.jpg©Cortesia Paris Filmes
Único filme da categoria que se passa nos dias hoje, La La Land é cheio de referências a filmes clássicos. O figurino, especialmente, se apropria da paleta multicolorida de musicais como A Roda da Fortuna, Swing Time e os franceses sessentinha Os Guarda-Chuvas do Amor e Duas Garotas Românticas, estrelados por Catherine Deneuve e sua irmã Françoise Dorléac. Mary Zophres também pesquisou fotos da década de 40 para vestir Ryan Gosling e Emma Stone – no caso dela, fotos da atriz Ingrid Bergman.

©Cortesia Paris Filmes©Cortesia Paris Filmes
“Os figurinos me ajudaram muito a caminhar entre os anos 40 e uma sensibilidade contemporânea”, diz Gosling, que aparece em looks de silhuetas slim e cores básicas como bege, marrom e azul ao longo do filme, sobre o trabalho de Zophres, antes indicada por Onde os Fracos Não Tem Vez e, aliás, colaboradora fiel dos irmãos Coen. Os grandes números de dança também exigiram funcionalidade, com roupas que balançam e rodopiam de maneira atraente em cena. “Se existir um Monte Rushmore de figurinistas, o rosto dela tem de estar nele”, brinca o ator. Em cartaz desde janeiro. [FFW]