RGirls/ Trilhas I Em noite de apresentação dupla, franco-cubanas Ibeyi fazem a mágica da música acontecer

ibey.jpgOutubro é mesmo um bom mês para shows em São Paulo. Com muitas atrações confirmadas, opções não faltam para quem está em busca de ampliar suas possibilidades musicais. Nessa quinta-feira (13) se apresentaram na Audio Club, a norte-americana Julia Holter e as irmãs franco-cubanas, Lisa-Kaindé Díaz e Naomi Díaz que formam a dupla Ibeyi.

Quem abriu a noite foi Julia Holter, que apresenta um som próprio, experimental e, de certa forma, indefinido. Ela tem tocado em festivais ao redor do mundo e trouxe para o país sua apresentação na qual é acompanhada por um contra-baixo acústico, uma bateria, um violino e seu teclado. O público parecia morno, apesar dos aplausos efusivos ao final de cada música. Logo nas duas primeiras faixas apresentadas, o clima era de que ela realmente funcionava como uma banda de abertura, a qual o público respeitava, mas esperando pelo próximo show.

Holter conseguiu mudar um pouco a atmosfera melancólica de sua apresentação, com a terceira música do set, “Feel You”, que apresentava elementos mais percussivos. Mas permaneceu durante quase toda a sua apresentação em um mundo seu. Talvez, isso se deva, por ela realizar quase todas as funções dentro de seus projetos –  a jovem de 32 anos é compositora, produtora e arranjadora -, algo que pode ter criado um mundo a parte para sua música, na qual ou você – como ouvinte – se esforça para se encaixar no que ela apresenta ou o som simplesmente passa sem causar impacto.

A cantora apresenta voz forte e marcante, e trabalha com leves toques de atonalidade musical, algo inesperado para uma jovem que não realiza somente apresentações em espaços fechados. No final das contas, se a música de Julia Holter fosse um longa-metragem, não seria um filme ruim, mas sim um filme difícil, que demanda muitas referências para fazer sentido.

Após a apresentação de Holter, foi a vez da dupla Ibeyi, que provou ser a atração mais aguardada da noite. As irmãs entraram no palco mostrando toda sua técnica vocal, com uma acapela que arrepiou, fez a plateia gritar e aplaudir antes mesmo da primeira música ser apresentada. A harmonia das vozes e a energia das gêmeas, filhas de Miguel Angá Díaz, membro do Buena Vista Social Club, foi além do palco. Era como se houvesse uma troca de magnetismo, ao mesmo tempo em que o som produzido pela dupla ressoava pelo espaço, era nítido ver como elas estavam impressionadas com o público cantando todas as faixas como se elas fizessem parte da rotina do Brasil.

Isso ficava nítido com as respostas das pessoas a cada interação, com as batidas no peito e as danças que Lisa e Naomi faziam, o tempo todo, no palco. “Essa é a nossa primeira vez no Brasil“, informava a dupla, sempre que podia, enquanto encarava uma plateia que expressava o prazer de estar ali por meio de gritos, palmas e assovios. Fazia um tempo que um show não parecia tão impactante como o feito pelas gêmeas de 21 anos.

Naomi e Lisa tiveram o público em suas mãos durante todo o tempo e mostraram o porquê do disco de estreia, homônimo, ser tão impactante. Usando somente os instrumentos necessários, com a inserção de cada som no momento certo, seja uma nuance eletrônica, seja uma percussão corporal misturada com o som do teclado, tudo colaborava para a construção de um momento de troca entre elas e a cada pessoa da plateia. Isso tudo, em conjunto com vozes que alcançam notas harmônicas tão bonitas que tiraram lágrimas, arrepios e sorrisos, graças ao som único, exclusivo da dupla que evidencia toda a mistura das duas meninas de pai cubano, mãe franco-venezuelana, que cantam em inglês, espanhol, francês e também iorubá, língua falada em países como a Nigéria. Com músicas fortes e ao mesmo tempo tão delicadas, como “River”, “Mama Says” e “Stranger/Love”, não importa o quão boas você pode pensar que elas são ao vivo, o resultado vai ser muito melhor, pode acreditar.

Por fim, a história de que a música toca a alma se realizou ali, naquele lugar. O som produzido pelas irmãs, em seus macacões vermelhos, ultrapassou o sentimento de ser somente onda sonora. Foi algo que misturouo sensações, embaralhou tudo, algo realmente cinestésico. E no final das contas, é disso que a música precisa ser feita de alma, para tocar a alma, os olhos e a pele de quem está ali para ouvir. Logo, se Ibeyi fosse um filme, ele seria perfeito. [Jacídio Junior]

Anúncios

Atrizes brilham em blue carpet da Tiffany&Co em Beverly Hills

atriz-gettyimages-614482932Jennifer Garner, Reese Witherspoon e Halle Berry (Foto: Getty Images)


Um time poderoso de estrelas foi até a reinauguração da boutique da Tiffany&Co em Beverly Hills, na Califórnia, na noite de quinta-feira (13). Por lá, nomes como Camilla Belle, Jennifer Garner, Reese Witherspoon, Halle Berry e Kate Hudson (que apostaram em decotes poderosos para a noite de luxo).
Veja os looks na galeria abaixo!

Este slideshow necessita de JavaScript.

De body superdecotado, Mariah Carey posa para divulgar linha de maquiagem

mc

Mariah Carey (Foto: Reprodução/MAC)
Com look brilhante, cantora de 46 anos voltou a chamar atenção por curvas generosas para lançar produtos, que devem ganhar as lojas em dezembro
Mariah Carey posou daquele jeitinho que ela mais gosta em sua mais recente campanha. Com muito brilho, glamour e, claro, o corpão à mostra, ela está em mais uma colaboração com a grife de cosméticos MAC.
Para divulgar a coleção de maquiagem que vai levar sua assinatura, Mariah posou deitada com um body decotadíssimo e cheio de pedras. Na linha de Mariah, clientes poderão comprar duas paletas de quatro sombras, delineador e até cílios postiços. Batons, claro, não vão faltar, com cores como marrom, champagne, rosa, pêssego, além de brilhos e lápis labiais, blushes, pós para o rosto e até escovas de cabelo.
Os produtos têm previsão de lançamento para o dia 1º de dezembro.

Kendall Jenner testemunha contra stalker: “Nunca fiquei tão assustada na minha vida”

kendall-jenner1

Kendall Jenner foi aos tribunais para testemunhar contra um homem acusado de perseguir a modelo de 20 anos. Kendall esteve no júri de um tribunal de Nova York, na quinta-feira (13), para dar seu depoimento sobre Shavaughn McKenzie, de 25 anos.
De acordo coma Associated Press, McKenzie é acusado de perseguição, contravenção e invasão por tentar entrar na mansão de Kendall, em Beverly Hills, em agosto. “Nunca fiquei tão assustada na minha vida”, disse ela durante as declarações, cuja sessão durou cerca de duas horas.
Kendall ainda declarou que o homem estacionou do lado de fora da casa, conseguiu passar pelo portão e chegou a dar umas batidinhas no vidro do carro de Kendall, que chegava em casa no momento. McKenzie ainda foi identificado por Kendall por abordá-la outras duas vezes na casa dela em Westwood, em Los Angeles.
O advogado de McKenzie afirmou que o rapaz sofre de distúrbios mentais e que ele não estava armado no dia do incidente em Beverly Hills. “Eu estava apavorada. Fiquei traumatizada, pois definitivamente não me sinto mais segura dentro da minha própria casa”, ainda disse Kendall.
Se for condenado, McKenzie pode pegar até seis meses de prisão.

Brilho minimalista: a maquiagem do verão 2017

annenicolajsen_vogue-brazil_an1609-01
(Foto: Anne Nicolajsen)

Glitter, pigmentos e sombras metalizadas ganham formas gráficas e elegante cartela de cores na maquiagem do verão 2017. Delineadores deslocados e gatinhos poderosos surgem em marrom, azul, dourado, verde e prateado, adicionando um toque de cor ao visual típico das altas temperaturas.

O novo brilho (Foto: Anne Nicolajsen)(Foto: Anne Nicolajsen)
Parte da nova geração de bombshells da Victoria’s Secret, a modelo Robin Holzken estrela editorial exclusivo da Vogue Online que destaca a tendência do novo brilho para a próxima estação.
O novo brilho (Foto: Anne Nicolajsen)(Foto: Anne Nicolajsen)
Fotografado pela holandesa radicada em Nova York Anne Nicolajsen, o shoot tem maquiagem de Misha Shahzada, cabelo da hairstylist Elsa Canedo e coordenação de Victoria Marchesi. Inspire-se com as ideias de beauté ao longo da página e entre no clima já!
O novo brilho (Foto: Anne Nicolajsen)(Foto: Anne Nicolajsen)
Fotografia: Anne Nicolajsen

Maquiagem: Misha Shahzada com produtos M.A.C
Cabelo: Elsa Canedo
Modelo: Robin Holzken (The Society NY)

 (Foto: Anne Nicolajsen)(Foto: Anne Nicolajsen)

Lindsay Lohan ataca de empresária e abre boate na Grécia

lindsay-lindaLohan Nightclub será inaugurada no próximo dia 15, em Atenas, e é uma parceria da atriz com o amigo Dennis Papageorgiou
Lindsay Lohan está cada vez mais íntima da Grécia, país aonde a atriz viveu bons e maus momentos, de momento de romance a brigas com o ex-noivo,
Egor Tarabasov, até o acidente na qual a atriz teve de reimplantar um pedaço do dedo da mão esquerda.

Porém, agora uma ótima notícia para a ruiva! É que Lilo vai atacar de empresária e inaugurar uma boate em Atenas que leva o seu nome. Em seu Instagram, ela chegou a postar uma imagem do flyer de abertura da casa noturna, que tem até seu sobrenome: Lohan Nightclub.

Na parceria de Lilo, está o amigo grego Dennis Papageorgiou, um empresário dedicado a gerenciar restaurantes que, segundo o TMZ, detém a maior parte da sociedade. Lindsay, claro, não vai sair de mãos vazias e terá direito a parte dos lucros do espaço. De acordo com uma fonte, foi Dennis quem sugeriu a parceria, em julho, mesmo mês em que Lilo e o ex se separaram.

O TMZ ainda apurou que o local é uma fábrica abandonada com detalhes barrocos e tem área VIP, além de uma área ainda mais privativa, só para os frequentadores ainda mais privilegiados. Ah, e a atriz ainda deve dar aquela aparecida básica no local umas três vezes ao mês para conferir de perto seu investimento.

1013-lindsay-lohan-nightclub-flier-instagram-4Lindsay Lohan vai inaugurar boate no dia 15 de outubro (Foto: Reprodução/Instagram)

Dominion | Rodrigo Santoro fala sobre desafio de enfrentar gênio da poesia no filme

ap6xkbgConvidado para integrar o júri da disputa nacional de longas-metragens do Festival do Rio 2016, em meio ao sucesso que faz em Westworld na TV, Rodrigo Santoro trouxe um de seus filmes radicais como ator para a maratona cinéfila carioca, que termina neste domingo: Dominion.

Ele é coadjuvante em um elenco classe A (ao lado de John Malkovich e Romola Garai) sobre a passagem do poeta galês Dylan Thomas (vivido por Rhys Ifans, o Lagarto de O Espetacular Homem-Aranha) pelos EUA, numa noite de um porre homérico deste gênio das Letras. Dirigida por Steven Bernstein, a produção de US$5 milhões tem sessão hoje, às 19h20m, no Cine São Luiz, no Largo do Machado.

“Assim que terminei de ler o roteiro, que era um dos melhores e mais sofisticados que já caíram na minha mão, descobri que eu teria apenas duas semanas para me preparar antes de começar a filmar”, conta Santoro ao Omelete. “Apesar de sentir que este era, provavelmente, o filme para o qual eu mais precisaria de tempo para estudar, em função da linguagem rebuscada e poética, fazê-lo parecia ser uma oportunidade única e imperdível. Foi preciso fazer um mergulho profundo em gigantes da literatura mundial como Shakespeare, Dylan Thomas, Auden, Yeats, T.S.Eliot, Ginsberg, Kerouac e toda aquela turma da contracultura. Esse foi o maior desafio. Mas foi, ao mesmo tempo, o maior presente”.

Fotógrafo de sucessos populares como As Branquelas (2004) e de cults como Monster: Desejo Assassino (2003), Bernstein construiu a narrativa em preto e branco de Dominion retratando o personagem Carlos, vivido por Santoro, como um contraponto da loucura de Dylan Thomas, que, em 1953, numa visita aos Estados Unidos, entornou 18 doses duplas de uísque em busca de transcendência.

Inadequação é o sentimento que guia este filme, no retrato de um artista que não se sente pertencente a nada”, disse o cineasta, de passagem pelo Rio. “Eu sou atraído pelas inconstâncias e pelas dualidades das pessoas, sobretudo dos artistas, e tentei levar isso para o filme, numa narrativa que evitasse ortodoxias, que evitasse uma ordem de ‘começo, meio e fim’ padronizada. O mundo é caótico e o cinema deve saber e poder espelhar isso”.

Dominion terá mais uma projeção no Festival nesta segunda, às 17h15m , no Roxy, na repescagem dos melhores filmes da maratona.  

PREMIÈRE BRASIL

Menina dos olhos do Festival do Rio há anos, com sua seleta competitiva pelo troféu Redentor, a Première Brasil encerra nesta quinta seu rol de concorrentes, com uma projeção, às 21h40, no Cine Roxy, em Copacabana, de aguardado Mulher do Pai, da diretora gaúcha Cristiane Oliveira, feito pela mesma turma que nos deu cults como Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa (2014). Havia, até quarta-feira, um certo ar de favoritismo em torno de Redemoinho, de José Luiz Villamarim, seguido de perto por Sob Pressãothriller hospitalar de ação de Andrucha Waddington. Mas a sessão de Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé, que chegou muito bem resenhado lá no Festival de San Sebastián, na Espanha (onde ganhou uma menção especial) pode ter virado o jogo. Pelo menos em termos do prêmio de melhor ator, só se fala dele, graças ao show de humor que é a atuação do paraibano José Dumont.

Há um diferencial político no filme que o impõe como um concorrente de peso: o fato de tratar da questão mais discutida do ano nos maiores festivais do planeta, a exclusão dos refugiados. E, à direção, Eliane encontrou uma narrativa febril para abordar o assunto ao longo de seus 90 claustrofóbicos minutos, capaz de fundir fato e fábula, ficção e documentário de maneira indissociável.

No novo (e, à primeira vista, o mais possante) filme da diretora paulista, conhecida por Narradores de Javé (2003), vemos imigrantes degredados do Congo, da Palestina, da Síria e da Colômbia que se refugiam numa hospedaria abandonada do Centro de São Paulo, ao lado de um grupo sem teto de distintos CEPs. Lá dentro, um agitador cultural com aptidões para o teatro, Apolo (Dumont, em atuação memorável), ajuda uma dirigente de movimentos de ocupação (Carmen Silva) a dar um norte para aquela babel de muitas línguas, capaz de fundir não-atores a grandes intérpretes (vide Dumont e a também veterana Suely Franco).

Entre os documentários, a briga anda mais quente. Havia já uma trinca de candidatos ao Redentor com vigor para ganhar: Divinas Divas, de Leandra LealCurumim, de Marcos Prado (o que mais cotado ao troféu de direção de docs)A Luta do Século, de Sérgio Machado. E, na quarta, chegou, lá de Pernambuco, mais um concorrente de fôlego: o musical Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos. Com direção de Sérgio Oliveira, o longa-metragem vai às raias da fabulação em sua cartografia de um sertão em transformação, embalado por canções cosmopolitas que alimentam sonhos nos bailes de debutantes. Falta só um doc em concurso: O Jabuti e a Anta, de Eliza Capai, sobre a chegada do progresso entre as populações amazônicas ribeirinhas.

Fora da Première, no baú da retrospectiva Cinema Novo – Interseções – Cinema Marginal, há um filme nacional imperdível nesta quinta, agendado para 17h, na Cinemateca do MAMOs Mendigos, dirigido pelo ator Flávio Migliaccio, com o diretor Ruy Guerra no elenco. A trama segue a educação sentimental e social de uma menina com um grupo de pedintes. [Rodrigo Fonseca]