Chapas metálicas perfuradas criam lindo jogo de luz e sombra nesta casa

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Por Amanda Sequim; Fotos Maíra Acayaba/Divulgação
Poderiam ter colocado a casa abaixo, que há mais de 50 anos não sofria reformas, e construir uma nova no lugar. Nada disso! O escritório SuperLimão não só realizou um retrofit para recuperar esta residência paulistana completamente, como também inovou ao criar novas áreas usando materiais bem diferentes, de um jeito divertido e até mais em conta.

Chapas metálicas perfuradas criam um belo jogo de luz e sombra nesta casa (Foto: Maíra Acayaba)

Já da rua, a casa agora com 118 m² chama a atenção no bairro Itaim Bibi pelo uso vibrante do amarelo e do lilás na fachada, destacando a tubulação e dando uma nova cara para os antigos detalhes das janelas. “Repare como o terreno é estreito, tem aproximadamente 4,5 m de largura”, mostra Antonio Carlos Figueira de Mello, um dos sócios do escritório. Medida desafiadora, que exigia um cuidado especial com a ventilação.

Chapas metálicas perfuradas criam um belo jogo de luz e sombra nesta casa (Foto: Maíra Acayaba)

Os arquitetos então apostaram em uma combinação que resultou em um incrível jogo de luz e sombra nos ambientes: chapas metálicas perfuradas. Elas foram utilizadas para revestir um novo anexo criado nos fundos, que comporta dois banheiros, lavanderia e closet no andar superior, e ainda ajudou a reforçar o restante da casa, em sério risco estrutural, já que sua estrutura metálica na cor vinho se prolonga para a sala e cozinha.

Chapas metálicas perfuradas criam um belo jogo de luz e sombra nesta casa (Foto: Maíra Acayaba)
Chapas metálicas perfuradas criam um belo jogo de luz e sombra nesta casa (Foto: Maíra Acayaba)

Combinadas com vidro em algumas partes, as chapas permitem ventilação e iluminação constantes. “A grande brincadeira é a luz que isso cria”, conta Antonio. “Fomos conversar com um amigo que tem uma fábrica de galpões refrigerados para usar uma máquina dele, que bate e fura o metal. Essa máquina tem várias pontas e tinha esse desenho. Ficou muito mais barato do que mandar cortar a laser”, revela. Chapas metálicas perfuradas criam um belo jogo de luz e sombra nesta casa (Foto: Maíra Acayaba)

Chapas metálicas perfuradas criam um belo jogo de luz e sombra nesta casa (Foto: Maíra Acayaba)

Após a base ficar bem firme, algumas paredes puderam então ser retiradas para melhorar a circulação interna. Tijolinhos foram preservados e se mantiveram aparentes, assim como a antiga escada de madeira. Bancadas ganharam granilite, e o piso, cimento queimado. Na cozinha, porta paletes de aço deram lugar aos armários. Tudo pronto para o casal e bem hand-made, com a devida dose de ousadia típica do SuperLimão.

Chapas metálicas perfuradas criam um belo jogo de luz e sombra nesta casa (Foto: Maíra Acayaba)
Chapas metálicas perfuradas criam um belo jogo de luz e sombra nesta casa (Foto: Maíra Acayaba)
Chapas metálicas perfuradas criam um belo jogo de luz e sombra nesta casa (Foto: Maíra Acayaba)
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‘Blow-Up’, ou ‘Depois Daquele Beijo’, obra-prima de Michelangelo Antonioni, ganha versão restaurada

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Blow-Up, longa de Michelangelo Antonioni que, no Brasil, foi lançado como Depois Daquele Beijo

David Hemmings, o rosto só olhos, o olhar opaco, o sorriso meio infantil, é Thomas, o protagonista de Blow-Up, longa de Michelangelo Antonioni que, no Brasil, foi lançado como Depois Daquele Beijo. Só a escolha do ator já tinha caráter de manifesto. De O Grito a O Deserto Vermelho, passando pela trilogia da solidão e da incomunicabilidade – A Aventura, A Noite e O Eclipse –, Antonioni ficou famoso por escolher atores belos e viris, mas dos quais ele se aplicava em tirar a vitalidade. Steve Cochran, Gabriele Ferzetti, Marcello Mastroianni, Alain Delon, Richard Harris. Em Blow-Up, o grande autor nem teve essa dificuldade. Hemmings já introduz uma frieza, quase uma desumanidade.

Thomas é fotógrafo e vê o mundo por meio de sua câmera. Num certo sentido, é voyeur por excelência. Profissional da moda, faz um jogo de sedução com as modelos, mas elas também são andróginas, anoréxicas. É um mundo privado de carnalidade. Com a câmera, Thomas monta nas mulheres e cobra delas uma entrega que se assemelha ao orgasmo, mas é um coito, digamos, interrompido. Ele deixa a modelo no solo, exaurida. Zero prazer. Sai desse mundo de artifício para o mundo real. Fotografa sem-tetos num abrigo, ou segue um casal no parque. Tira fotos da dupla, no que parece um verdadeiro jogo amoroso. No estúdio, ao ampliar as fotos, Thomas descobre o que parece um atirador, não, o que é um atirador escondido entre as folhagens. Volta ao parque, e há um cadáver. Encontra a mulher, e é Vanessa Redgrave. Fazem outro jogo, mas, na sequência, as fotos somem, o cadáver também desaparece. Sem corpo, não há crime.

Há controvérsia, se são 50 anos ou 49. Blow-Up é uma produção anglo-italiana de 1966, mas só no ano seguinte o filme ganhou a Palma de Ouro em Cannes. Só para lembrar, o grande prêmio do júri foi para Estranho Acidente, de Joseph Losey, e a sueca Pia Degermark foi melhor atriz por Elvira Madigan, de Bo Widerberg. Todos esses filmes fazem hoje parte do imaginário de qualquer cinéfilo. As cenas do parque já foram exaustivamente analisadas, o enigma do tênis sem bola da cena final há todo esse tempo divide os críticos, mas muitos espectadores – os mais jovens, talvez – só agora vão ver o filme na tela grande do cinema. Já o viram em outras mídias, em outras telas – TV, homevideo. Ver ou rever Blow Up nessas circunstâncias faz toda diferença. É um dos filmes icônicos, emblemáticos, dos anos 1960.

Com ‘Blow-Up’, Antonioni fez história ao impor novo conceito para a autoria cinematográfica

Quem foi jovem nos anos 1940, ou 50, ou 70, 80, 90, com certeza identificará na época de sua juventude um período de mudanças viscerais. Mas foram os anos 1960 que fizeram história. A década que mudou tudo. Os Beatles, a pílula e a minissaia. Um terremoto abalou o mundo e o epicentro era Londres – a Swinging London. Michelangelo Antonioni levara ao limite, na Itália, a sua crítica do vazio existencial da burguesia. Solidão e incomunicabilidade. O Deserto Vermelho levou-o ao que parecia um impasse.

Blow-Up, longa de Michelangelo Antonioni que, no Brasil, foi lançado como Depois Daquele Beijo

Blow-Up, longa de Michelangelo Antonioni que, no Brasil, foi lançado como Depois Daquele Beijo

Para se reinventar, Antonioni caiu no mundo. Filmou em Londres (Blow-Up), revelou a ‘América’ em transe (Zabriskie Point) e decifrou o enigma por trás da Grande Muralha (China). Era um grande autor de filmes de arte. Com Blow Up – Depois Daquele Beijo, criou – ou foram as circunstâncias – uma nova modalidade – o filme de arte para as massas. Virou um êxito planetário sem abrir mão do rigor estético. Consolidou uma elite de autores. Já havia Jean-Luc Godard, na França, mas o chefe de fila da nouvelle vague fazia biscoitos finos para intelectuais. Antonioni, Federico Fellini e Ingmar Bergman atingiram outro patamar, e cada um, à sua maneira, foi metalinguístico.

Na cena com Vanessa Redgrave, o fotógrafo, Thomas, tira a camisa. Fica com o torso nu, ela também. Vanessa quase não tem seios. Ficam os dois muito parecidos. Masculino, feminino. Androginia. Só existe uma presença ‘carnal’ no filme, e é a personagem de Sarah Miles. Antonioni viu com desconfiança a revolução sexual da Swinging London. Um mundo gélido de sentimentos, sem afeto. Um mundo em que a realidade é substituída pela ilusão. Thomas vive nesse limiar. Quando descobre o crime, o comprometimento o sacode de seu torpor. Mas quando desaparece o corpo, vai-se também o crime. Um mundo de signos, a civilização da imagem, sem signo, cai no vazio. É como jogar tênis sem bola.

Tanto quanto Thomas, o mundo em que ele vive, a Londres dos anos 1960, é personagem de Blow-Up. Moda, rock, mudanças de comportamento, e o comportamento virou o novo nome da ética. Blow-Up é sobre o estado do mundo em 1966/67. Cinquenta anos depois, por maiores que tenham sido certas mudanças, as essência do filme permanece intacta. Antonioni baseou-se num conto do argentino Julio Cortázar (Las Babas del Diablo), mas seu farol foi o Alfred Hitchcock de Janela Indiscreta, no qual outro fotógrafo, James Stewart, usa seu instrumento de trabalho, a câmera, para bisbilhotar os vizinhos e também descobre um crime. São filmes sobre arte e cinema, a arte do cinema, e por isso serão eternos. Enquanto existirem filmes.

Luiz Carlos Merten,
O Estado de S. Paulo

Shakira posa de body cor de rosa para sessão de fotos

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A menos de dois meses de completar 38 anos e mamãe de dois (Milan, 2, e Sasha, 1), de seu casamento com o jogador de futebol Gerard Piqué, Shakira mostrou que os cuidados com o corpo fazem parte de seu dia a dia.
A cantora colombiana, que inclusive esteve no Brasil e lançou seu novo perfume na terça (6), em São Paulo, exibiu o corpão em ótima forma com um body cor de rosa e longas botas. Na foto do ensaio, a cantora colombiana, ficou com a barriga torneada à mostra no look revelador.

Sexies e funcionais: conheça as novas linhas de lingeries feministas

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Lena Dunham e Jemima Kirke para a marca Lonely (Foto: Divulgação)

“Meu corpo, minhas regras”. É sob esse lema que uma nova leva de marcas de underwear acaba de chegar ao mercado. Criadas exclusivamente por mulheres, empresas como ThirdLove, The Lonely e Lively têm como meta valorizar o corpo feminino, de maneira sensual e elegante.

Campanha da Lively (Foto: Divulgação)Campanha da Lively (Foto: Divulgação)
Diferentemente de marcas como Victoria’s Secret – que têm campanhas e produtos hipersexualizados, com dezenas de sutiãs push-up, que levantam os seios com enchimentos e armações de ferro –, pretendem oferecer produtos funcionais e bonitos. Em vez de calcinhas fio-dental, modelos tipo shortinhos, com cintura mais alta. Tops reforçados por elásticos grossos, peças trançadas nas costas, de cores neutras ou estampas delicadas são o foco.
ThirdLove: lingeries funcionais (Foto: Divulgação)ThirdLove: lingeries funcionais (Foto: Divulgação)
“Nossa marca não quer que a mulher moderna escolha entre estilo e conforto”, afirmou a CEO da Lively, Michelle Grant, ao The New York Times. “A Victoria’s Secret (VS) parece perguntar às suas clientes: ‘Como me sinto quando um homem olha para mim?’, enquanto nós falamos ‘Como me sinto quando estou confiante, confortável e pronta para enfrentar um longo dia?’”. Detalhe: Michelle já trabalhou no departamento de vendas da VS.
A comunicação visual também é diferente do convencional: muitas delas trazem mulheres “reais”, e não modelos, nos anúncios. As garotas do seriado Girls, Lena Dunham e Jemima Kirke, são as garotas-propagandas da The Lonely. Elas aparecem com lingeries de renda em cores suaves e de modelagem grande. Confortáveis, seguras e lindas – mesmo sem retoques. [Marie Claire]

Herança ferroviária inspirou o décor em morada estudantil em Londres

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Na estação Kings Cross, em Londres, a renovação de uma morada estudantil resolveu se inspirar no entorno para elaborar o décor. [Mariana Bruno]

Reprodução | Dezeen
02-heranca-ferroviaria-inspirou-decor-em-morada-estudantil-londres“O design para remodelação foi concebido do contexto histórico e do caráter local da área, com base na herança industrial e linguagem da icônica estação Kings Cross”, o escritório Tigg Coll Architects, que assina o projeto, contou ao Dezeen.
Reprodução | Dezeen
03-heranca-ferroviaria-inspirou-decor-em-morada-estudantil-londresO local, que costumava funcionar como o escritório do banco NatWest, foi transformado em morada estudantil em 2007 e possui duas torres de 15 andares cada.
Reprodução | Dezeen
04-heranca-ferroviaria-inspirou-decor-em-morada-estudantil-londresOs mezaninos já existentes foram abertos e divisórias translúcidas foram adicionadas para trazer mais luz natural ao lobby, que manteve a construção original de aço e concreto.  
Reprodução | Dezeen
06-heranca-ferroviaria-inspirou-decor-em-morada-estudantil-londresChamado The Chapter, os interiores contam com espaços amplos e cores sóbrias que conversam com estruturas que lembram uma estação de trem. Nos materiais, madeira, couro, veludo e metal se destacam.
Reprodução | Dezeen
07-heranca-ferroviaria-inspirou-decor-em-morada-estudantil-londresConfira mais imagens abaixo:
Reprodução | Dezeen
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Escolhida para viver a Barbie nos cinemas, Amy Schumer rebate críticas em grande estilo

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Amy Schumer roubou a cena nas redes sociais, na madrugada desta quarta (07), com uma resposta aos haters após ter sido convidada para viver a boneca Barbie nos cinemas.  A comediante foi duramente criticada “por ser muito gorda para o papel”.
Ironicamente, o filme foi justamente pensado para atualizar a imagem da boneca, que está sob escrutínio nos últimos anos por promover ideais irreais e inalcançáveis de imagem corporal.
A Barbie de Schumer será projetada “para dar uma interpretação contemporânea de beleza, feminismo e identidade”, disse em entrevista ao The Hollywood Reporter. E no Instagram, complementou: “Quero agradecê-los [aos trolls] por tornar tão evidente que eu sou uma ótima escolha. É esse tipo de resposta que nos fazem ter a certeza de que existe algo de errado com a nossa cultura e de que precisamos trabalhar todos juntos pela mudança”.
Schumer disse ainda ser impossível alguém envergonhá-la publicamente, sendo que ela se sente orgulhosa de si. “É vergonhoso quando você sabe que não é gorda e sente zero vergonha neste jogo? Acho que não.”

Amy Schumer (Foto: Reprodução Instagram)Amy Schumer (Foto: Reprodução Instagram)
E acrescentou: “Sou forte e sinto orgulho da maneira como vivo minha vida, de dizer o que penso e de lutar pelo que acredito junto com pessoas que amo. Qual é a vergonha? Não tem. Isso é uma ilusão. Quando me olho no espelho, sei quem eu sou. Sou uma grande amiga, irmã, filha e namorada. Sou uma comediante incrível roubando a cena no mundo todo e fazendo TV, filmes e livros onde coloco isso tudo para fora. Sou destemida assim como você também pode ser. Obrigada a todos pelas adoráveis palavras de apoio e novamente a minha mais profunda simpatia vai aos trolls que estão se doendo daquilo que não vamos compreender.”

Schumer acrescentou estar lutando por aqueles que sofrem de bullying ou que se sentem mal consigo mesmo. “Precisamos rir desses haters e simpatizar com eles. Eles podem gritar tão alto quanto quiserem. Não podemos ouvi-los porque estamos realizando coisas. Estou orgulhosa de servir de exemplo. ‘Digo que, se sou bonita, se sou forte… Você jamais vai determinar minha história. Eu vou.’”

Mariana Cestari lança marca própria de acessórios com materiais inusitados

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Mariana Cestari (Foto: Divulgação)

Depois de passar seis anos à frente da 412Be, a designer Mariana Cestari apresenta ao mercado Ibis, a primeira coleção de sua marca própria de bijoux e semijoias. São oito modelos que levam materiais inusitados de origem orgânica – como couro de cobra e de arraia, além de plumas e e seda – e metal banhado a ouro.

A mistura de cores e texturas reflete a personalidade de Mariana, que coleciona adereços antigos e de origem multicultural em um hobby inspirado por sua avó. Para conhecer as peças ao vivo, basta comparecer ao ateliê de Adriana Mattos, na Rua Oscar Freire, 129, a partir das 14h deste 08.12.

Mariana Cestari (Foto: Reprodução)Mariana Cestari usa materiais orgânicos em seus acessórios (Foto: Divulgação)
Mariana Cestari (Foto: Reprodução)Coleção é a primeira de nova marca (Foto: Divulgação)