Designer Veega Tankun combina tricô e tecelagem com formas contemporâneas

01-designer-combina-trico-e-tecelagem-com-formas-contemporaneas(Reprodução/VeegaDesign/Contemporist)


Recém formada na Universidade de Brighton, a designer Veega Tankun criou a coleção Crafting Comfort, em que combina técnicas tradicionais como tecelagem e tricô com formas contemporâneas. O resultado do trabalho de seu estúdio VeegaDesign, sediado em Londres, são peças divertidas e marcantes.02-designer-combina-trico-e-tecelagem-com-formas-contemporaneasUma das cadeiras tem estrutura de madeira e estofamento trançado.03-designer-combina-trico-e-tecelagem-com-formas-contemporaneasNa poltrona, a almofada sobre o apoio de braço é feita de crochê e o assento é formado por fios amarelos envoltos na estrutura de madeira.04-designer-combina-trico-e-tecelagem-com-formas-contemporaneasO par de pendentes, que tem uma trama cinza entre a base e o topo amarelos, completa a coleção. [Gabriela Domingues Fachin]
Fonte: Contemporist

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Menina critica falta de padrão em tamanhos de roupa e conta como isso afeta a autoestima

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“Parem de dizer às minhas meninas que o tamanho 38 é o de ‘um corpo perfeito’” (Foto: Thinkstock)

Comprar roupas em lojas diferentes é enfrentar com frequência a dificuldade do manequim ideal. Não é raro vestir 38 em uma e 42 em outra, certo? E o que parece uma mudança de peso repentina, nada mais é do que a falta de padronização das marcas, que acaba impactando diretamente na autoestima das consumidoras. De olho nisso, a norte-americana Deena Shoemaker decidiu propor um debate sobre o assunto no Facebook.

Especialista em distúrbios alimentares, ela trabalha diretamente no aconselhamento de adolescentes que convivem com transtornos e são impactadas com frequência por uma série de imagens retocadas, pelas dietas da moda e pela propagação de padrões de beleza inalcançáveis.

Intrigada com as medidas das roupas encontradas nas lojas, ela decidiu explorar o próprio armário para tirar a arbitrariedade à prova. O resultado foi um post impactante no Facebook, que mostra como as diferenças de manequim atuam sobre a nossa autoestima.

"Quando vocês redimensionam as calças de uma menina de 44 para 52 e o rotulam como plus size, como eu luto contra isso?" (Foto: Reprodução Facebook)“Quando vocês redimensionam as calças de uma menina de 44 para 52 e o rotulam como plus size, como eu luto contra isso?” (Foto: Reprodução Facebook)

Segundo ela, suas calças de tamanho 40 vestiam exatamente igual em sua silhueta quanto as 48. “Então, deixe-me explicar o motivo de não estar feliz com isso. Vocês photoshopam modelos e atrizes e as colocam nas capas de revistas. Até aí é uma verdade universalmente conhecida de que vocês estão mentindo para nós e estes não são retratos fidedignos do corpo humano. Eu posso mostrar isso para as meninas muito facilmente simplesmente explicando como o Photoshop funciona. Mas quando vocês redimensionam as calças de uma menina de 44 para 52 e o rotulam como plus size, como eu luto contra isso? A manipulação da foto é uma coisa, mas como vocês esperam que eu a convença de que o número impresso dentro de sua roupa é uma mentira também? Como vocês esperam que eu a convença de que ela não precisa pular o jantar durante o próximo mês porque seu tamanho de calça não subiu de verdade?“, questiona Deena.

“Parem de dizer às minhas meninas que o tamanho 38 é o de ‘um corpo perfeito’ ou o ‘resumo da beleza’”, exigiu. E na sequência terminou com um conselho: “Minhas queridas e lindas meninas, o tamanho de seu manequim não determina a sua beleza; sua vida, sim. O tamanho impresso nas etiquetas é subjetivo, tem a ver com um gosto particular da indústria da moda e oscila muito. Pare de acreditar na normatização social sobre  quem e o que você deveria ser.”

Segundo reportagem da revista Time, a modelo Twiggy, que ganhou fama nos anos 50, vestia na época tamanho 42. Hoje, a atriz Mindy Kaling, que é considerada com frequência fora dos padrões, também beste este número. Porém, ambas têm silhuetas completamente distintas. Então, o que explica essa mudança absurda ao longo das décadas?

O post de Deena foi compartilhado mais de 85 mil vezes e mostra o quão insatisfeitas as mulheres estão sobre o assunto. [Marie Claire]

“Quero conquistar o mundo”, diz Ana Flávia Santos, 1ª negra a vencer concurso Supermodels

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Ana Flávia Santos, de 20 anos, sempre quis ser modelo. A baiana, de 1,78 de altura, realizou seu sonho ao vencer a 24ª edição do concurso Supermodel Of The World Brasil, da agência Ford Models, que já descobriu talentos como Adriana Lima e Camila Queiroz. A vitória de Ana foi um marco para a história dela e da agência, pois ela foi a primeira negra a ganhar a competição. A sua conquista foi comemorada por muitos, como a atriz Taís Araújo que fez um post no Instagram para parabenizá-la.

Ana Flávia, que cresceu no bairro Mussurunga, em Salvador, não imaginava que conseguiria ser modelo. “Nunca corri atrás porque achava que era uma coisa cara para o meu orçamento, já que minha família não é rica”, disse ela, cujo pai é pedreiro e a mãe faz serviços gerais.

Ela foi descoberta quando fazia um treinamento num shopping para trabalhar num estande de óculos de sol. No último dia da preparação, um amigo a indicou para um scouter, que começou a cuidar da sua carreira. O próximo passo foi se inscrever para o concurso. Depois de passar por uma seleção regional, Ana Flávia participou da competição.

Ela contou que tentou ficar tranquila durante o evento. “Acho que o nervosismo não agrega em nada, então mentalizei que daria tudo certo, e deu!” Quando teve seu nome anunciado como vencedora, ela disse que não conseguia acreditar. “A gente quer ganhar, no fundo a gente acredita que é possível ganhar, mas tinham meninas muito lindas, então eu era uma das [meninas]. Fiquei muito feliz e lisonjeada.”ana-flavia-ford.jpg

Ana Flavia e o modelo Gustavo Foly (Foto: Divulgação)
Para a modelo a sua vitória é importante para a representividade. “Apesar de ter outra nordestina competindo, eu era a única negra e baiana. Representar a minha cor e o meu estado é muito gratificante. Muitas meninas estão falando que agora eu sou uma referência para elas como negra e pela coragem, foco, por ter corrido atrás, dado a cara a tapa e conseguido ganhar.”

Atualmente vivendo com os pais e 3 irmãos mais jovens, a modelo irá morar em São Paulo em janeiro. “Vou sentir muita saudade, mas ao mesmo tempo vai ser bom porque eu vou estar trabalhando e ganhando dinheiro”, afirmou. “O meu foco é dar uma vida melhor pra mim e pra minha família. Quero fazer muitos trabalhos, ganhar dinheiro, crescer na vida, viajar muito e conquistar o mundo.”

A viagem para São Paulo foi a primeira que a modelo fez na vida. Agora, ela quer ir para o exterior. “Um objetivo que eu sempre tive, antes mesmo de entrar de entrar em qualquer agência, é ir pra Paris e Nova York.”

Entre as principais inspirações de Ana Flávia está a supermodel Naomi Campbell. “Ela é uma negra maravilhosa. Ela é a top das tops. Me inspiro muito nas modelos negras, pois elas me representam, assim como muitas meninas disseram que se inspiram em mim.”

Questionada sobre a übermodel Gisele Bündchen, a modelo disse que ela é também uma referência, mas não faz comparações. “Ela é uma inspiração por ser uma mulher que correu atrás do que ela quis, ela tem personalidade. As pessoas gostam de perguntar para as modelos: ‘Você quer ser a próxima Gisele?’ Eu não quero ser a próxima Gisele. Eu quero ser a Ana Flavia, uma modelo reconhecida pelo meu nome.” [Marie Claire]

Nova campanha da Dior fotografada por Brigitte Lacombe

dior-campanhaTudo novo na Dior. Sob a direção criativa da italiana Maria Grazia Chiuri, a fase iniciada em setembro com a estreia da italiana no desfile de verão 17, marca uma nova era para a maison francesa.

Pela primeira vez sob o comando de uma estilista, a Dior estreou a nova fase com um desfile feminista, que traduz a mulher de hoje, segundo Maria Grazia.

Para a primeira campanha da nova fase a fotógrafa escolhida foi a francesa Brigitte Lacombe, mais conhecida por seus retratos de celebridades e making of de grandes filmes hollywoodianos. Na campanha Brigitte lança seu olhar sobre as irmãs quase idênticas Ruth e May Bell.

A campanha marca o início de um projeto maior da Dior, antítulado The Women Behind The Lens (em tradução livre As Mulheres por trás das lentes) que deve continuar com outros projetos sob o olhar de mulheres fotógrafas.

A campanha ganha também a aplicação do novo logo da Dior, agora todo em caixa alta. [Augusto MariottiFFW]

Dicas para as festas de fim de ano se você é adepta do minimalismo

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Looks minimalistas não precisam ser sem graça (Foto: Imaxtree)

O minimalismo se tornou uma tendência tão forte na moda, que é difícil pensar no cenário fashion sem ela. E, se você é adepta do look minimalista, com certeza pensa que não vai entrar na onda do brilho e dos paetês para o fim de ano. Para esse inconveniente fashion, nós temos a solução.

Um look minimalista não precisa ser sem graça. Muito pelo contrário, ele apenas segue a linha do ‘menos é mais’. Você consegue, sim, colocar muita personalidade em um look minimalista. Por exemplo, quem ama o look preto e branco pode combinar uma minissaia vinilizada – outra tendência do momento – com uma camisa branca que foge do comum, com mangas bufantes, no estilo sino ou então com babados.

Escolha cores neutras e que combinem entre si (Foto: Imaxtree)Escolha cores neutras e que combinem entre si (Foto: Imaxtree)

Quem ama tons claros, pode combinar peças em bege ou então cru de diferentes maneiras, usando um slip dress com um colete alongado ou ainda um conjuntinho de saia + jaqueta com camiseta branca. Nos pés, tanto sapatos de salto, quanto tênis funcionam bem aqui. Vai do gosto de cada uma e da ocasião.

O P&B é um queridinho do look minimalista (Foto: Imaxtree)O P&B é um queridinho do look minimalista (Foto: Imaxtree)

As mulheres que não abrem mão de um bom vestido, podem escolher uma peça lisa, listrada ou com uma estampa mais simples para ser o destaque da produção e trabalhar nos acessórios para montar uma produção mais com a cara do seu estilo.

Peças lisas em recortes diferenciados ou em combinações do momento funcionam bem (Foto: Imaxtree)Peças lisas em recortes diferenciados ou em combinações do momento funcionam bem (Foto: Imaxtree)

Investir em um macacão diferente, de alfaiataria ou de tecidos como o linho e o algodão, são uma boa opção para criar um visual moderno e diferente, sem sair do clima do Brasil – final, por aqui já é verão. Ou ainda entrar em uma das maiores tendências da moda, combinando uma t-shirt ou blusa de manga longa com um vestido curtinho ou slip dress.

Vale escolher modelos com texturas diferentes para montar o look (Foto: Imaxtree)Vale escolher modelos com texturas diferentes para montar o look (Foto: Imaxtree)

O principal para um look minimalista, seja nas festas do final de ano ou em qualquer outro momento, é lembrar que o destaque são sempre peças de cores mais sóbrias e que são básicas, que podem combinar com tudo. Mas não necessariamente precisam pecar em pontos fashion.

Vestidos com estampas delicadas ou listras também caem bem (Foto: Imaxtree)Vestidos com estampas delicadas ou listras também caem bem (Foto: Imaxtree)

Em série, fotógrafo americano Chris Crisman prova que não existe “trabalho de homem”

“Eu nunca conheci uma açougueira”, pensou o fotógrafo Chris Crisman ao ouvir a história de uma profissional que largou o emprego em um escritório para cortar carne de forma sustentável. Algumas semanas depois, o americano estava no açougue da moça para fotografá-la em ação.

Assim nasceu a incrível série “Women’s Work” – Trabalho de Mulheres, em tradução livre –, com mulheres de diferentes cidades americanas exercendo suas profissões, consideradas “trabalhos masculinos”, como operadora de máquinas, criadora de porcos e cervejeira. “Eu fui criado para acreditar que eu poderia ser o que quisesse quando crescesse. Eu quero passar uma mensagem parecido aos meus filhos, sem ressalvas. Quero que eles saibam que têm pais que os apoiam a fazer qualquer coisa que pela qual tenham paixão”, explicou Chris, pai de um garoto de quatro anos e uma menina de dois, em entrevista ao site A Photo Editor.

O projeto começou em fevereiro e o Chris passou a divulgar as fotos na internet, como em seu perfil no Instagram. Para ele, “gênero não deve determinar oportunidades de trabalho”. Confira algumas das fotos maravilhosas:

Coudamy Architectures

Direto de Tokyo, mas assinado pelo escritório de Paul Coudamy (de Paris), vem a inspiração dessa terça-feira: a loja da marca Comme des garçons. O projeto, de 2012, é o resultado de um briefing da marca que queria reinventar uma “caverna de madeira”. O resultado é Fantastique Canopée, uma composição dupla de 9715 placas de madeira que se espalham para formar uma estrutura separada pela escada rolante.

Outro projeto interessantíssimo do escritório é “Red Nest”, um espaço que precisa, em 23m², contemplar um quarto, um banheiro, um armário e uma área de trabalho. Aliás, essa é uma realidade das grandes cidades, em que há cada vez menos espaço para as moradias. O resultado é um engenhoso sistema móvel.

Para conhecer outros projetos do escritório Paul Coudamy, nada melhor do que conferir o site. [Leandro Freitas]