Alan Chu transforma galpão em estúdio de teatro translúcido

galpaosim-04.jpgPor Paula Jacob; Fotos Djan Chu/ Divulgação
“A arte existe porque a vida não basta”, já diria Ferreira Gular. Para o ator Eduardo Okamoto, a expressão artística é tão intrínseca à sua vida que resolveu acrescentar à estrutura da sua casa, em Campinas, uma edícula um tanto quanto diferente. O desafio de transformar o espaço no quintal em um estúdio de teatro ficou sob comando do arquiteto Alan Chu, que o realizou com maestria e simplicidade.Galpão se transforma em estúdio de teatro (Foto: Djan Chu/Divulgação)

Galpão se transforma em estúdio de teatro (Foto: Djan Chu/Divulgação)

Descolado da parede dos fundos do terreno, para aproveitar a luz natural poente, os 92 m² do Galpão SIM!, como foi batizado, foram todos pensados para que o proprietário pudesse aproveitar ao máximo o local para o desenvolvimento de suas pesquisas, ensaios e experimentações em teatro. A estrutura externa é metálica, com duas fachadas formadas por portas pivotantes de alumínio revestidas de policarbonato alveolar, e abriga uma caixa de alvenaria branca.Galpão se transforma em estúdio de teatro (Foto: Djan Chu/Divulgação)

“As portas são exageradas para dar continuidade ao ambiente, além de enfatizar a transparência e a conexão com a natureza”, explica Alan. Quando anoitece, a luz de dentro forma uma espécie de lanterna enorme se vista de fora. “Quis trazer um pouco da atmosfera oriental, levando em conta a descendência de Eduardo”, completa. Um projeto quase neutro, porém com uma pitada de drama, que a vida pede.Galpão se transforma em estúdio de teatro (Foto: Djan Chu/Divulgação)Galpão se transforma em estúdio de teatro (Foto: Djan Chu/Divulgação)“O mais importante é que a beleza do projeto não é tudo. A arquitetura reduzida ao essencial tem me aberto outras perspectivas de cena. A sua arquitetura realmente me emociona. Muitas vezes fico apenas olhando as formas do estúdio, quase em meditação: as suas linhas me acalmam”, comenta Eduardo Okamoto.Galpão se transforma em estúdio de teatro (Foto: Djan Chu/Divulgação)O pé direito com 5 metros permitiu a elaboração de mais quatro ambientes dentro do Galpão SIM!. Atrás da parede esquerda existe uma mini copa, um banheiro e um quarto de hóspedes/camarime, no mezanino, o escritório da SIM! Cultura, produtora da esposa de Eduardo. Um verdadeiro espaço para proliferar a arte em suas inúmeras vertentes.Galpão se transforma em estúdio de teatro (Foto: Djan Chu/Divulgação)

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Suposto affair de Angelina Jolie, Johnny Depp é visto em clima down

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Johnny Depp e Angelina Jolie || Créditos: Getty Images
A julgar pelo comportamento de Johnny Depp nos últimos dias, o suposto affair que ele e Angelina Jolie estariam ensaiando, noticiado em novembro pelo tabloide americano “National Enquirer”, não passa por um bom momento. Isso porque o ator foi visto recentemente na piscina do hotel Sunset Tower, em Los Angeles, cercado por dois seguranças, fumando e em clima de poucos amigos.

Depp e Jolie, que contracenaram em “O Turista”, já foram alvos de rumores sobre um possível caso que estariam tendo em 2010, quando filmaram cenas da produção na Europa e ainda estavam casados – com Vanessa Paradis e Brad Pitt, respectivamente. Eles sempre afirmaram que são apenas amigos.

A propósito, ainda de acordo com a imprensa americana, Angelina não cogita se relacionar com quem quer que seja tão cedo, e ela só pensa em aumentar suas funções na ONU, da qual é Embaixadora da Boa Vontade para refugiados. A atriz, por sinal, costuma receber conselhos do próximo presidente da entidade, o ex-primeiro-ministro de Portugal Antonio Guterres, que assumirá o cargo em janeiro. (Por Anderson Antunes)

Maior youtuber do mundo, PewDiePie chega a 50 milhões de inscritos

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O nome do sueco Felix Avrid Ulf Kjellberg, de 27 anos, pode não ser facilmente reconhecido, mas ele é hoje o youtuber mais popular do mundo. Sob o apelido PewDiePie, Kjellberg chegou ontem à marca de 50 milhões de seguidores no YouTube, plataforma de compartilhamento de vídeos mais utilizada no planeta.

Ao todo, os vídeos de PewDiePie já foram visualizados mais de 13,8 bilhões de vezes desde abril de 2010, quando o rapaz abriu seu canal no YouTube.

Uma de suas principais características é o bom humor, utilizado para animar os vídeos que ele faz sobre games – de sucessos como Grand Theft Auto V até jogos desconhecidos como o brasileiro Porcunipine, apelidado pelo youtuber de “jogo do bumbum”. Outra de suas marcas registradas é chamar os fãs de “bros”, com direito a um “soquinho” como saudação – o “brofist”.

Para celebrar a marca de 50 milhões de seguidores, PewDiePie organizou uma pegadinha: no início desta semana, ele publicou um vídeo dizendo que iria deletar seu canal, acusando o YouTube de, supostamente, utilizar um algoritmo para não avisar seus fãs quando ele publicasse vídeos novos. Segundo PewDiePie, a única solução para resolver isso era deletar o canal quando chegasse a 50 milhões de inscritos.

O que aconteceu, porém, é que ele deletou um canal secundário: chamado de Jack septiceye2, o espaço era uma brincadeira com  seu colega youtuber Jacksepticey e que não tinha nenhum vídeo recente nos últimos meses.

Dinheiro. Sem ser afetado pela pegadinha, o canal oficial de PewDiePie continua ativo e gerando dinheiro para o sueco, que recentemente foi considerado o youtuber mais bem pago do mundo pela revista norte-americana Forbes.

Segundo levantamento da publicação, PewDiePie faturou US$ 15 milhões (equivalente a cerca de R$ 51 milhões) em 2016, um crescimento de 20% na comparação com o ano anterior.

Além de faturar com publicidade exibida nos vídeos de seu canal, PewDiePie também ganhou dinheiro ao fazer uma série licenciada para o YouTube Red, versão paga do site de vídeos do Google, e com a venda de livros e games inspirados em sua imagem. Lançado em 2015 nos EUA, o livro This Book Loves You foi um sucesso de vendas e ganhou edição nacional pela editora Casa da Palavra no ano passado, traduzido como Este Livro Te Ama.
Matheus Mans – O Estado de S.Paulo

Falhar é vital para o processo criativo, diz designer holandês Erik Kessels

16344664Foto usada por Erik Kessels para mostrar como erros podem se transformar em boas ideias
Erik Kessels é o melhor chefe do mundo. Na KesselsKramer, agência de comunicação da qual é sócio e diretor criativo, quem acerta se dá bem, mas quem comete erros se sai melhor ainda.

Para o designer, que também atua como curador de fotografia, falhar é vital para o processo criativo, levando ideias a um lugar que talvez ninguém imaginasse existir.

“Não defendo esse pensamento para médicos ou taxistas, mas para quem trabalha com criatividade”, diz ele, que participa da conferência What Design Can Do, em São Paulo, na segunda-feira (12).

No evento, que também ocorre no domingo (11) e se autodefine como um fórum internacional para discutir o “design como ferramenta de transformação da sociedade”, Kessels, 50, discorrerá sobre o livro “Failed It!” (Phaidon, US$ 8,61, sem edição em português), no qual advoga contra a perfeição e sugere que pessoas apontem para o sentido errado de propósito.

O holandês chama a atenção desde o final dos anos 1990, quando passou a publicar revistas e livros com narrativas criadas a partir de imagens apropriadas de álbuns de família e da internet.

Em 2012, exibiu em Amsterdã a instalação “24h of Photos”, para a qual baixou todas as imagens publicadas no site para imagens Flickr em um só dia e as imprimiu, dando forma a pelo menos 50 mil arquivos digitais.

“Vivemos num período em que, antes mesmo do almoço, já tivemos contato com mais imagens do que alguém do século 18 em toda a sua vida. Isso muda a maneira como percebemos a fotografia.”

No livro, para exemplificar seu conceito errático, também utiliza fotos, muitas delas realizadas por amadores.

O que “profissionais jogam no lixo e famílias enviam como cartões de Natal” –cenas desfocadas, com pés cortados ou com dedos na lente–, ele encara como inspiração. Diferentemente de profissionais, que criam a partir de precedentes artísticos, diz ele, amadores experimentam mais e mal sabem onde vão parar –o que pode dar espaço à originalidade.

Segundo Kessels, a fotografia oferece três tipos de erros: os que ocorrem em frente à câmera (cenas inusitadas formadas ao acaso); os que se passam na câmera, como equipamentos digitais com defeitos; e os que acontecem atrás da câmera, “que são os mais interessantes”. “Você tem uma ideia e gera algo curioso a partir do erro”, afirma.

Falhar, segue o holandês, tem a ver com o tempo que nos debruçamos sobre uma ideia. Esse tempo tem de ser muito maior do que o que gastamos com a execução de trabalhos, pois a criação deve ser a etapa mais importante para qualquer pessoa que atua na indústria criativa.

“Podemos fazer o que quisermos com os materiais e as ferramentas disponíveis hoje em dia. Mas o que nós vamos fazer? Esta é a questão.”

O discurso é bonito, mas o que Kessels faz na prática se um de seus funcionários comete um erro? “Dou um bônus a ele!”, brinca o designer.

DAIGO OLIVA – FOLHA
EDITOR-ADJUNTO DE IMAGEM


ERIK KESSELS NO WHAT DESIGN CAN DO

Quando Segunda (12), às 16h50

Onde Teatro Faap, r. Alagoas, 903, tel. (11) 3662-7232

Quanto R$ 690 (para os dois dias), R$ 400 (entrada para um dia)

Shirley Manson, do Garbage, fala sobre sexo, feminismo e família

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O Garbage demorou 17 anos para vir ao Brasil pela primeira vez, em 2012. “Ficamos chocados com a recepção que tivemos. Lembro que estava frio, escuro e bonito. E barulhento. Ficamos muito, muito surpresos com o público”, diz a sempre eloquente vocalista, Shirley Manson, de 50 anos.

Desta vez, a espera foi menor: Shirley e banda fazem dois shows no país (São Paulo, 10/12, e Rio de Janeiro, 11/12), e com um belo novo disco na bagagem, o elogiado Strange Little Birds. Além de afiada musicalmente, Shirley segue, com seu indefectível sotaque escocês, carismática na hora de falar de assuntos como sexo, família e feminismo. [Bruna Veloso]

Quais as principais diferenças entre fazer turnês agora e 20 anos atrás?
Bom, a diferença mais importante é a Netflix [risos], porque mudou a qualidade de vida para um músico que está sempre viajando. Isso e o celular. Eu diria que provavelmente são as duas melhores coisas que surgiram nos últimos 20 anos. Facilitou muito a vida em turnê. Quando o Garbage começou a viajar para fazer shows, usávamos cartões para fazer ligações em telefones públicos. E quando você chegava ao hotel, tinha uns três canais na TV, se você tivesse sorte, sendo que nenhum deles era em inglês ou tinha algo além de esportes ou pornografia [risos].

Durante a divulgação de Strange Little Birds, que não é um álbum necessariamente feliz, você falou sobre o incômodo que sente com os padrões de felicidade inatingíveis exibidos nas redes sociais, com todo mundo tentando fazer parecer que tem uma vida perfeita. É um paradoxo que, mesmo com todo o acesso à informação que a internet proporciona, ainda sejamos enganados por esses padrões?
Claro que é. Acho que, particularmente se você é jovem, e está crescendo agora… eu tenho dificuldade de lembrar de tempos mais difíceis que os atuais. É tanta riqueza e perfeição jogada nas redes sociais que é dolorido imaginar você olhando para isso o tempo todo, se comparando e sempre se sentindo em falta com esses padrões. No fundo, eu sei que a maioria disso [do que as pessoas postam] não é a verdade completa, são apenas pequenos retratos de momentos específicos de uma vida inteira, e que eles todos juntos não necessariamente representam uma vida que é completamente incrível. Acho que é importante lembrar que todas as nossas falhas, que todas as coisas que não entendemos na nossa vida e os erros que cometemos se acumulam para fazer de nós as pessoas que somos. Para mim, sentimentos e falhas são as coisas que tornam as pessoas interessantes e, de um jeito particular de cada uma, belas. Não acho que a perfeição existe, então por que passamos as nossas vidas fingindo que existe, sendo que é uma ilusão? Acho que seríamos muito mais felizes se aceitássemos que podemos errar, que podemos ser cheios de falhas, e que tudo bem.

Muitas jovens te veem como um modelo a ser seguido. Isso em algum momento se tornou uma responsabilidade difícil de se carregar?
Bem no começo da minha carreira, me perguntaram sobre o que eu achava de ser um “modelo”. Mas não levei a pergunta a sério. Não acho que eu tenha feito algo particularmente extraordinário para aceitar esse manto. Os termos “modelo” e “ícone” são proferidos como se fossem algo fácil de se alcançar, mas não são. Pouquíssimas pessoas podem ser chamadas de ícone; pouquíssimas pessoas apresentam um modelo positivo a ser seguido. Ser conhecido, fazer sucesso – isso para mim não significa ser um modelo a ser seguido, ou ser um ícone. Então, não sinto que é uma responsabilidade. Tento viver uma vida da qual me orgulhe, e da qual meus sobrinhos se orgulhem enquanto crescem. Sinto que se eu conseguir gerir minha carreira sem envergonhar minha afilhada, terei sido bem-sucedida [gargalha].

Mas você tem um papel importante como feminista.
Eu sinto que as mulheres jovens, mais do que nunca, precisam de figuras fortes, de liderança; mulheres mais velhas, como eu, que as ajudem a navegar por essas águas turbulentas. Nesse caso, sim, eu vejo como um papel de responsabilidade, o papel de alguém para compartilhar suas experiências e a partir disso ajudar alguém. Isso eu levo muito a sério. Quero que elas atinjam seus objetivos, quero que sejam bem-sucedidas, e farei o meu melhor para ajudar nesse ponto.

Você sente o retorno de fãs mais jovens, por falar de coisas como feminismo ou assuntos relacionados à mulher?
Eu não sei… Não sei se as garotas prestam atenção a mim ou não. Não cabe a mim dizer. Não me faz perder o sono se tem alguém me ouvindo ou não. Faço o meu melhor para ajudar, mas na verdade cabe a cada uma delas [seguir seu caminho]. Muitas mulheres, da minha idade ou mais jovens, não sentem uma conexão comigo. Mas também há pessoas, da minha idade ou mais jovens que eu, que sentem essa conexão. Então, tento apenas ser verdadeira comigo mesma. É o que eu tenho feito, para o bem ou para mal [risos].

Uma dessas coisas por um acaso te incomoda mais: o fato de mulheres falarem sobre masturbação ainda ser quase um tabu, por exemplo, ou o fato de uma mulher que escolhe não ter filhos ainda ser questionada por isso?
Hum, essa é uma pergunta difícil. Eu provavelmente fico mais irritada com o fato de que a sexualidade feminina ainda não tem o mesmo peso ou importância do que a sexualidade masculina. Isso me deixa consternada. Acho que as mulheres deveriam poder falar de masturbação da mesma maneira que os homens falam. Acho que as mulheres deveriam poder ir a uma casa de striptease da mesma maneira que os homens vão, e simplesmente olhar para homens pelados, caso elas queiram. Mas a nossa cultura ainda não é assim. A divisão entre a sexualidade feminina e a sexualidade masculina continua sendo tão complexa… acredito muito que as mulheres deveriam ser senhoras de sua própria sexualidade e aspirar satisfação sexual e poder viver a mesma liberdade sexual que os homens sem serem taxadas como vagabundas. Eu não sei qual a solução para essa diferença, mas essa diferença me deixa completamente maluca [gargalha].

Sendo uma pessoa que gosta de artes, também aprecia arte erótica?
Eu tenho algumas peças de arte erótica. Tenho belíssimos quadros indianos que comprei há muito tempo. Às vezes esqueço quando vão pais e seus filhos à minha casa – vejo as crianças olhando e fico tentando distraí-las dessas pinturas bem sexuais que tenho lá [risos]. Mas sim, eu adoro arte erótica. E adoro falar sobre sexo, sinto que é uma maneira de me apossar de um sentido de igualdade nesse mundo. Não concordo com a ideia de que a mulher deve ficar sentadinha num canto, ser bonitinha e simplesmente estar lá respirando. Eu acredito que para algumas mulheres ficar nesse canto e se tornar mãe é uma aspiração – e se é isso que a faz feliz, ótimo, ela tem de poder viver a vida que escolheu. Mas se você quer ser uma mulher “selvagem”, que não quer ter filhos e que quer curtir sua vida sexual da mesma maneira que o homem, também deveria ser capaz de viver essa vida sem ser julgada por isso. O problema é que as mulheres ainda não têm essa possibilidade sem atrair para si um monte de críticas.

De um lado, temos Cinquenta Tons de Cinza, que é um livro direcionado ao público feminino e que fala sobre sexo. Ao mesmo tempo, ele continua vendendo a ideia do príncipe encantado.
Para ser sincera, fui muito contra esse livro. Para mim, foi quase ofensivo. Não me surpreendeu o fato de ter se tornado tão popular, porque, como você disse, ainda traz a ideia do homem no comando. Ao mesmo tempo, a gente esquece que, por exemplo, o movimento sufragista, na Inglaterra, ocorreu há apenas 100 anos. É um espaço de tempo muito curto. Eu realmente acredito que nas gerações que se seguirão à nossa mais e mais mulheres vão assumir posições de comando. E uma mensagem muito importante que acredito que deve ser passada adiante: a ideia do feminismo e da igualdade não está aí para ameaçar os homens. Espero que os homens entendam isso e se juntem a essa luta para melhorar a vida de suas mães, filhas, irmãs, tias, avós. Sinto que se os homens não se juntarem a essa luta, vai ser muito difícil atingir a igualdade. Mas também acredito que ainda há grandes mudanças para acontecer. Penso na minha avó e vejo que tenho muito mais liberdade que ela teve, e espero que a próxima geração tenha mais liberdade que eu e você temos.

Você já falou em entrevistas sobre um sentimento bom que vem com o fato de você estar ficando mais velha. Ao mesmo tempo, também já te ouvi falar sobre sua dificuldade de lidar com a morte. Como você lida com a ideia da morte hoje?
Sabe, eu sou uma mulher prática. Sei que a minha morte vai chegar, e como resultado isso trouxe um entendimento para o meu dia a dia, para o meu presente. Acho que é importante ter a noção de que seu tempo aqui está acabando. Me faz querer olhar para a minha realidade, porque aí eu não desperdiço tempo. Tenho sempre o cuidado de que as pessoas que amo saibam que eu as amo, porque elas podem não me ver no dia de amanhã.

Garbage no Brasil
São Paulo
10 de dezembro, às 18h
Tropical Butantã – Av. Valdemar Ferreira, 93 (200m da Estação de Metrô Butantã)
Ingressos entre R$ 100 e R$ 500 (há meia-entrada)

Rio de Janeiro
11 de dezembro, às 18h
Circo Voador – Rua dos Arcos, S/N
Ingressos entre R$ 100 e R$ 200 (há meia-entrada)

Aprendizado de máquina do Google pode detectar retinopatia diabética

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Existem mais de 415 milhões de pacientes diabéticos em todo o mundo, mas poucos são os casos de retinopatia diabética diagnosticadas precocemente e que, com tratamentos adequados, poderiam evitar à cegueira irreversível.

A maneira mais comum para detectar a doença está na análise de imagens do fundo do olho que auxiliam os médicos a determinar se existem sinais da doença e sua gravidade.

Entretanto, segundo o Google, nem todas as pessoas tem acesso fácil a hospitais e clínicas. “Milhões não estão recebendo os cuidados de que necessitam para evitar a perda de visão”, diz a empresa.

Com o objetivo de levar a tecnologia a todos, o Google criou um algoritmo de aprendizagem profunda capaz de interpretar sinais de retinopatia diabética em fotografias da retina.

De acordo com o buscador, mais de 128.000 imagens oculares foram usadas para para treinar a rede neural e torná-la capaz de detectar retinopatia diabética.

Apesar dos ótimos resultados, o Google ainda tem uma longa jornada de trabalho antes de colocar sua tecnologia nas mãos dos médicos.

“Esperamos que este estudo seja um de muitos exemplos da capacidade de aprendizagem de máquina em ajudar a resolver problemas importantes na área da saúde”, publicou Lily Peng, gerente de produto. [google discovery]

Rihanna arrasa em resposta à sua suposta rivalidade com Beyoncé

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Não é de hoje que a rixa entre fãs de divas pop esquentam a internet em intermináveis debates. Desde que surgiu, Rihanna vem sendo comparada com Beyoncé e colocada à prova pelo público de Queen B. e da mídia. Quando o assunto é premiações, a conversa fica ainda mais acalorada.

Foi divulgada recentemente a lista dos indicados ao Grammy e Beyoncé encabeçou o ranking, inclusive consagrando-se como a artista mulher com mais indicações da história do prêmio. Já Rihanna, abocanhou oito, ficando em segundo lugar. Isso foi o bastante para as redes sociais ficarem ensandecidas.

Tudo começou quando Riri curtiu um post de um fã que comemorava suas indicações ao mesmo tempo em que criticava o fato de estar abaixo de Bey. Os fãs da Mrs. Carter acusaram ela de provocação e começaram a retaliar no Instagram pessoal da cantora.

Eis que Rihanna, com muita elegância, colocou fim em todo o desentendimento dando uma aula de sororidade. “Eu não tinha lido a legenda, achei que a foto era engraçada e pronto. Até eu vê-la aparecendo incessantemente. Sim, sou distraída, mas isso é totalmente desnecessário. Gostaria que vocês todos parassem com essa conversa e enxergassem de forma mais ampla. Não precisamos colocar mulheres negras umas contra as outras. Nós merecemos ser celebradas e o Grammy concorda.” [Lucas Guarnieri]