Beleza I O primeiro garoto-propaganda da CoverGirl

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Conheça James Charles, o 1º garoto-propaganda da CoverGirl
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CoverGirl, uma das maiores empresas do ramo de maquiagem dos EUA, anunciou o primeiro garoto-propaganda de sua história! O escolhido foi o estudante James Charles, de 17 anos, que é youtuber e, claro, arrasa no make!
O anúncio foi fe
ito pela cantora Katy Parry, uma das embaixadoras da CoverGirl, via Instagram. James vai estrelar a campanha do rímel “So Lashy” na internet e na televisão  – demais, né? Abaixo você confere mais da campanha do CoverBoy e das maquiagens dele. [Lilian Pacce]

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O anúncio foi feito pela cantora Katy Parry, uma das embaixadoras da CoverGirl, via Instagram
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James vai estrelar a campanha do rímel “So Lashy” na internet e na televisão – demais, né?
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Olha como ele arrasa no make
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Boa sugestão pro Halloween
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RGirls NOW! Agnes Igoye: uma guerreira contra o tráfico humano

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Agnes distribui livros para crianças em Uganda
Por Monica Serino, de Nova York
A história da ativista Agnes Igoye parece saída de um filme. Na noite do dia 7 de março de 1972, seu pai, líder de uma tribo da etnia Teso, no norte de Uganda, atravessou a selva de bicicleta com sua mulher em trabalho de parto, a caminho do hospital para que ela desse à luz em segurança. Sabia que um leão rondava a região. Agnes nasceu saudável em Pallisa, na madrugada do dia 8, coincidentemente, o Dia Internacional da Mulher, data que celebra a causa que, desde seu primeiro respiro, a acompanha pela vida. O nascimento de meninas, segundo a tradição dos Teso, não é comemorado. Mulheres que não concebem meninos podem ser devolvidas às suas famílias e o dote pago por elas, cobrado de volta por maridos insatisfeitos. Agnes foi a terceira menina gerada em sua família e a tribo ansiava por um garoto que pudesse herdar a liderança de seu pai. Educado em uma escola de missão católica e, portanto, exposto a valores ocidentais, ele não sentia tal desapontamento. Jamais se frustrou com a chegada de suas meninas e fez questão que elas e os dois filhos tivessem a mesma educação. Todos terminaram a faculdade.

Hoje, Agnes é a voz mais importante no combate ao tráfico de pessoas – mais especificamente de mulheres – na África. Vice-coor­denadora de Prevenção do Tráfico Humano em Uganda, ela treina funcionários públicos para reconhecer e capturar traficantes. Esse trabalho perpassa 13 ministérios e já capacitou mais de 2 mil oficiais. Além disso, é fundadora do Huts for Peace (Cabanas pela Paz, em português), um projeto que acolhe sobreviventes – em geral, meninas e seus filhos gerados no cativeiro. Também lidera o End Child Trafficking (Fim do Tráfico de Crianças), em que uma equipe percorre as tribos do interior do país para alertar a população sobre os riscos que a rondam. Em abril, recebeu o Prêmio Internacional Diane von Furstenberg pelo conjunto de seu trabalho, no valor de 50 mil dólares. Pretende investir a quantia no centro de acolhimento dessas vítimas. Mais altruísta impossível, como mostra o depoimento a seguir.

Agnes em discurso sobre seu trabalho, nos Estados Unidos (Foto: .)Agnes em discurso sobre seu trabalho, nos Estados Unidos

Educação ocidental
“Meu pai era o filho mais velho do chefe da tribo e herdou as terras e a liderança do meu avô. Como foi educado na escola da missão católica, tinha uma visão diferente da dos demais. Era contra algumas tradições como, por exemplo, a poligamia. Rompeu com os costumes e educou os filhos de forma ocidental. Todos fizemos faculdade. Meu pai também se recusou a receber dinheiro ou bens em ‘troca’ de suas filhas para casá-las. Ele sabia como isso poderia contribuir para a violência doméstica.”

Memórias da guerra
“As lembranças mais duras da minha infância estão relacionadas ao Exército de Resistência do Senhor (ERS). Eram guerrilheiros cruéis, liderados por Joseph Kony, um fanático que se dizia enviado de Deus [o ERS chegou a ter 60 mil crianças em sua linha de batalha e deslocou 2 milhões de pessoas que fugiram de suas investidas]. Eu era adolescente, tinha uns 13 ou 14 anos, quando o ERS atacou minha vila. Meu pai não queria abandonar os Teso naquela situação. Mudou de ideia quando soube que estavam sequestrando as meninas. Viu minha prima sendo arrastada por um soldado da milícia. O irmão dela, meu primo, saiu correndo atrás, gritando: ‘Ela é minha mulher’. Foi o que a salvou. Não queriam as casadas, só as jovens virgens. Fomos morar em um convento, também em Pallisa, que servia de abrigo para refugiados. Recomeçamos a vida do zero porque o ERS tinha levado nossas coisas. Hoje, Kony é um dos criminoso mais procurados do planeta.”

Ugandenses em um campo de refugiados (Foto: .)Ugandenses em um campo de refugiados

Luta contra o crime
“Quando terminei a escola, nos anos 80, fui estudar ciências sociais. Comecei a trabalhar como agente na Imigração. Uma vez, um homem estava tentando atravessar a fronteira e senti que precisava detê-lo. Foi intuitivo. Durante a conversa, achei a maneira como ele falava estranha, estava machucado. Descobri que era membro do ERS, procurado por atrocidades. Obrigava as pessoas da comunidade a comer a carne dos parentes assassinados, por exemplo. A partir daí, passei a treinar policiais para detectar suspeitos. Pessoalmente, não sinto medo de fazer meu trabalho. Meus pais, vivos até hoje, ficam preocupados. Minha mãe reza por mim todos os dias.”

Escravidão moderna
“Na África, há todo tipo de tráfico de pessoas. Os criminosos atraem as vítimas com promessas de emprego. Pagam a viagem delas e depois cobram a quantia, dizendo que vão descontá-la do salário. Dizem, então, que as vítimas não estão rendendo. Há ainda o tráfico de órgãos, de crianças para adoção, para sacrifícios religiosos, e de meninas e meninos para servirem aos guerrilheiros. No tráfico de crianças, os próprios pais podem expor os filhos sem saber. Se alguém diz que vai dar uma boa educação para as crianças, eles acabam as entregando. São ludibriados.”

Prevenção e combate
“Trabalhamos em uma campanha pelo fim do tráfico infantil em Uganda, um projeto que tem apoio da Vital Voices [ONG americana fundada por Hillary Clinton], a End Child Trafficking. A ideia é informar a população. Como muitas comunidades não têm rádio nem televisão, levamos vítimas resgatadas nas escolas, para contarem o que houve aos alunos. São relatos de trabalho e casamento infantil (legais no país), crianças usadas como soldados nos conflitos. O método funciona. Em 2013, resgatamos por volta de 800 pessoas, o dobro do ano anterior. Isso não quer dizer que o tráfico aumentou, mas, sim, que há mais denúncia. O que podemos celebrar é a maior conscientização de toda a população.”

Recomeço
“Em Uganda, há um estigma sobre as vítimas do tráfico de pessoas que retornam para suas comunidades. As meninas voltam com filhos e os meninos, traumatizados com o que viram ou com os crimes que foram obrigados a cometer. Acabam marginalizados. Criamos o Huts for Peace, que acolhe resgatados. Construímos casas para abrigar 22 famílias e mais de 120 crianças órfãs estão sob nossos cuidados. Essas mulheres estão refazendo as comunidades e espalhando uma mensagem de paz e reconciliação.”

agnes1A ativista com Diane von Furstenberg durante premiação
(Fotos: Exchanges Photos Seguir / AFP PHOTO / Divulgação)

Academia Sueca diz que depende de Dylan aceitar o Prêmio Nobel

bob-dylan-maxresdefault-3-550x309ESTOCOLMO – O Comitê que premiou Bob Dylan com o Prêmio Nobel de Literatura afirmou estar a critério do cantor e compositor norte-americano participar da cerimônia de premiação neste a no ou não.
Dylan, conhecido por fugir da imprensa, ainda não fez nenhum comentário sobre o prêmio de 900 mil dólares, apesar das repetidas tentativas por parte da Academia Sueca de contatá-lo desde que o nomearam como vencedor, em 13 de outubro.
No sábado, a mídia sueca reportou que o membro da academia Per Wastberg havia afirmado que caso Dylan permanecesse em silêncio seria “rude e arrogante”.
A academia, no entanto, informou que os comentários de Wastberg não refletiam sua visão. “O autor premiado com o Prêmio Nobel toma sua própria decisão em relação às cerimônias envolvendo a apresentação do prêmio”, disse Sara Danius, secretária permanente da Academia, em comunicado.
“A Academia Sueca nunca manteve uma visão sobre as decisões dos vencedores de prêmios neste contexto, nem irá agora, independentemente da decisão alcançada.”
A Academia deu a Dylan, de 75 anos, o prêmio por “ter criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição de música norte-americana”. Foi uma escolha controversa.
Bob Dylan revolucionou a música popular norte-americana com números tais como “Blowin’ in the Wind”, “The Times They Are A-Changin”, “Subterranean Homesick Blues” e “Like a Rolling Stone”. Ainda assim, alguns questionaram se seu trabalho se qualifica como literatura. Outros reclamaram que a Academia Sueca perdeu a oportunidade de trazer a atenção a artistas menos conhecidos.
A cerimônia de premiação do Nobel ocorre todo os anos no dia 10 de dezembro. Se Dylan mantiver seu silêncio, será o primeiro a ignorar a decisão da Academia. [Reuters]

Tara Reid se destaca em festa de Halloween de revista masculina

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Tara Reid concentrou todos os flashes ao cruzar o tapete vermelho da festa de Halloween armada pela Maxim, em Los Angeles, na noite deste sábado (22.10).
Vestida com uma fantasia de deusa grega que deixava pouquíssimo à imaginação por conta da pouquíssima quantidade de tecido utilizado, a atriz de 40 anos voltou a virar assunto por conta de sua impressionante e indiscutível magreza excessiva. Veja algumas imagens do look de Tara compartilhadas no Instagram ao longo da página.tara-reid-maxim

SPFW começa numa época de lojas vazias e vendas fracas

SPFW PAULO BORGESO criador e diretor do SPFW, Paulo Borges: novas rumos
Principal evento de moda do Brasil tenta se adaptar à crise repetindo a estratégia do “see now, buy now” (veja agora, compre agora)

Em uma volta rápida pelos shoppings da cidade é possível constatar um fato perturbador para a moda: as lojas estão vazias, as vendas andam fracas. Com a economia meio parada, os estilistas, as marcas e os organizadores da indústria fashion precisam se movimentar e se transformar. É exatamente esse o espírito da próxima São Paulo Fashion Week, que começa hoje à noite com o desfile da Animale e vai até a próxima sexta-feira, 28. Não à toa, o tema da temporada é “Trans”, o evento fala de mobilidade, trânsito, transferência e ocupação.

“Estamos repensando o formato dos desfiles, do modelo de vendas e queremos levar a moda além dos portões do Ibirapuera”, diz Paulo Borges, o idealizador e diretor artístico da SPFW. A partir desta edição, boa parte das coleções estará à venda logo após os desfiles.

O fenômeno chamado “see now, buy now” (veja agora, compre agora) foi testado na última temporada em pequenas linhas e agora realmente será posto em prática pela maioria das grifes. Com o fast fashion e a divulgação em massa dos hits das passarelas nas redes sociais, as marcas não veem mais sentido em criar o desejo no consumidor e esperar seis meses para saciá-lo, como acontecia até aqui.

Por outro lado, em um movimento mais “slow”, pequenas marcas e ateliês ganham força, com peças exclusivas e customizadas. Alexandre Herchcovitch, um dos nomes mais famosos da moda nacional, é exemplo disso. Em um intenso processo de reinvenção depois de deixar o comando de sua própria marca, que pertence ao grupo In Brands, ele assumiu o cargo de estilista da À La Garçonne, loja de seu companheiro Fábio Souza, há seis meses.

Apostou na reutilização de materiais antigos e recriou peças vintage, seguindo a direção criativa de Fábio. Na última coleção, colocou 45 looks na passarela, trazendo jaquetas de couro pintadas a mão, clássicos do streetwear como moletons, camisetas e tênis. Agora, fará evoluções sobre as mesmas peças, de forma mais sofisticada, trazendo um número maior de vestidos de festa e uma coleção masculina de alfaiataria. “O próprio garimpo dá ideias para a criação e a cartela de cores.”

Para contornar a falta de investimento, o estilista buscou parcerias diferentes. Em vez de pedir patrocínio em dinheiro, negociou o desenvolvimento dos produtos. Foi atrás do know how de marcas grandes e propôs que confeccionassem suas peças. Fechou com a Hering, a camisaria Colombo, a Converse, o joalheiro Hector Albertazzi, entre outros. “É como começar de novo, só que com 25 anos de experiência. Tenho feito um exercício criativo violento, mas estou bem feliz”, diz ele.

Com este mesmo modelo de ateliê, que transforma peças de street style em alta moda, faz sua estreia na SPFW a marca LAB, do rapper Emicida. A semana traz também novas parcerias criativas. As estilistas Juliana Jabour e Karen Fuke juntaram forças e lançaram a Just Kids, enquanto Patricia Bonaldi reuniu os estilistas Luiz Cláudio e Lucas Magalhães, de seu grupo Nohda, em um só desfile. Outra mudança da temporada é o modelo de lançamento seguindo as estações do ano. Como as peças estão sendo colocadas nas vitrines semanalmente pelas grandes marcas, o evento decidiu abandonar a nomenclatura verão/inverno.

A grife de beachwear Água de Coco, por exemplo, desfilou peças para a estação mais quente do ano na última edição, em abril, e agora vai se apresentar novamente – até 2015, a moda praia era desfilada apenas no verão.

Acostumada a investir em tops, a grife leva para a passarela um time de primeira: Isabeli Fontana, Fernanda Tavares, Carol Ribeiro, Carol Trentini e Emanuela de Paula. “Elas trazem visibilidade ao evento. Pena que nem todas as marcas consigam pagar os altos cachês que cobram”, diz Paulo Borges.

Maria Rita Alonso e Isabela Serafim,
Especial para o Estado

Startups tomam lugar dos restaurantes no Vale do Silício

valleyfood5-master675Mulher do lado de fora do restaurante Buca di Beppo, em Palo Alto. Crédito Jason Henry para o The New York Times
Por Nicole Perlroth – The New York Times
Há pouco tempo ainda era possível sentir da rua o aroma de camarões e de pizzas feitas no forno à lenha que ficava na área externa de um restaurante chamado Zibibbo, que em seu auge foi bastante popular. Agora, a área externa está cercada por grades e escurecida por vidros jateados. O forno sumiu. Depois de 17 anos de funcionamento, o restaurante fechou as portas em 2014. Hoje, ele é ocupado por um escritório de investimento de risco da American Express e por uma incubadora de startups.

Ao todo, mais de 6,5 mil metros quadrados de pontos comerciais de Palo Alto, onde antes havia lojas e restaurantes, foram convertidos em espaços de escritório entre 2008 e 2015, à medida que a bolha da tecnologia fez crescer a demanda por espaço no centro da cidade.

Essa história tem se repetido por todo o Vale do Silício, onde os donos de restaurante afirmam que manter as portas abertas tornou-se uma batalha diária, por causa do reajuste constante dos aluguéis, dos altos impostos municipais e da falta de mão de obra. Além disso, gigantes de tecnologia como Apple, Facebook e Google sempre contratam os melhores cozinheiros, ajudantes de cozinha e garçons, com salários, benefícios e vantagens com as quais os donos de restaurante são incapazes de competir.

Os tecnólogos do Vale do Silício adoram falar sobre como desestabilizam até as coisas mais simples do cotidiano: da forma como vamos ao trabalho até a maneira como compartilhamos fotos com a família. Mas, no meio do caminho, eles também deixaram o setor de restaurantes de pernas para o ar.

Isso talvez não seja um problema para os funcionários do setor, que têm acesso a alimentos frescos e gratuitos nas lanchonetes das empresas, mas para o resto das pessoas que vivem aqui, existe um abismo entre os serviços de delivery e as refeições de US$ 500 nos restaurantes de alto padrão.

“O tipo de restaurante que conhecemos vai deixar de existir aqui em um futuro próximo”, afirmou Howard Bulka, chefe de cozinha e proprietário do Howie’s Artisan Pizza, em Palo Alto, além de outro restaurante em Redwood City. “Palo Alto é barra pesada. Muitas pessoas tentam sobreviver e já pensam em deixar o setor.”

Sem teto. Com margens de lucro apertadíssimas, os donos de restaurante não conseguem aumentar os salários dos funcionários. Pagar um salário digno é um problema sério em Palo Alto, onde apartamentos de um quarto são alugados por US$ 2,8 mil, em média, o mesmo que em Nova York, de acordo com o Rent Jungle. Os trabalhadores também estão deixando as cidades vizinhas onde os preços costumavam ser mais acessíveis, como Cupertino e San Jose, já que a demanda pelas novas gerações de trabalhadores aumentou o valor do aluguel de apartamentos de um quarto para mais de US$ 2,5 mil ao mês.

Palo Alto exige que os restaurantes paguem impostos por coisas como a melhoria das calçadas, a manutenção das árvores e as vagas públicas de estacionamento. Os bem sucedidos costumam gastar entre 4% e 6% do faturamento com custos de ocupação, incluindo aluguel e outros gastos, como seguros e impostos imobiliários. Em Palo Alto, a combinação de aluguéis caros e a falta de funcionários elevou os custos para 12% do faturamento bruto dos restaurantes da região.

“Do ponto de vista operacional, é arrasador. A lucratividade é baixa demais. Simples assim”, afirmou Bulka.

Abandono. O dono da Vino Locale, J.C. Andrade, afirmou que o estabelecimento perdeu o chefe de cozinha para o Facebook. A família aumentou o salário dos funcionários e agora oferece um plano de previdência privado, mas Facebook e Google continuam a oferecer salários mais altos do que Andrade ganha como proprietário.

As opções mais recentes para quem vive na cidade são a Zume Pizza, nos arredores de Mountain View, onde robôs preparam a pizza.

A Zume faz entregas em Palo Alto – daqui a alguns anos, poderá usar carros autônomos. Na rua principal de Palo Alto, robôs do tamanho de pessoas adultas, equipados com telas, cumprimentam os pedestres e tentam levá-los para o interior da loja de robôs Beam, que não tem funcionários, a não ser pelos robôs, cujo papel é o de venderem a si mesmos.

“Nós brincamos que vamos todos acabar como os robôs Beam. É só uma questão de tempo até que eles comecem a carregar bandejas”, afirmou Andrade, da Vino Locale.

“O tipo de restaurante que conhecemos vai deixar de existir em um futuro próximo. Palo Alto é barra pesada.”

Designer francês Philippe Starck apresenta projeto de interiores em São Paulo

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O designer francês Philippe Starck (Foto: divulgação)
A uma quadra da Avenida Paulista, um canteiro de obras está em plena ebulição. Com metragens que variam de 130 a 450 m², foram abertas aos interessados as suítes decoradas da torre Rosewood: um edifício de alto luxo que vai agrupar suítes privadas e outras que vão funcionar em regime de hotel, em vias de implantação na área outrora ocupada pelo Hospital e Maternidade Matarazzo. Alvo de todas as atenções, o designer francês Philippe Starck, autor do projeto de interiores, não escondia seu entusiasmo com o empreendimento. “De todos os meus trabalhos atuais, nenhum tem essa abrangência”, disse ele, que nos últimos sete anos realizou uma verdadeira imersão no universo dos materiais, artesãos e fornecedores brasileiros. “Meu projeto nasce da ambição de despertar o Brasil para suas muitas riquezas e talentos”, afirmou nesta entrevista exclusiva ao Casa.

Como o senhor enfrentou o desafio de ser inovador numa locação repleta de referências como o Complexo Matarazzo?
Com total respeito e determinação de contribuir para uma reconstrução. Nunca para a destruição do que quer que seja. Esse espaço não é só fascinante por seu patrimônio arquitetônico, mas pelo seu patrimônio imaterial. Por tudo o que ele representa para os brasileiros. Assim, procurei conceber um projeto que respeitasse não somente esse lugar, mas a cidade e o país onde ele está inserido. Apesar de se tratar de um edifício urbano, procurei conceber interiores que falassem do Brasil. Não de um Brasil caricato, mas de um Brasil perene, atemporal.

Uma das suítes desenvolvidas pelo designer francês para o empreendimento
Uma das suítes desenvolvidas pelo designer francês para o empreendimento Foto: Ruy Teixeira / divulgação
A sala de jantar em uma das suítesA sala de jantar em uma das suítes Foto: divulgação

O trabalho realizado expandiu seu conhecimento sobre o design brasileiro?
Enormemente. Diria que se trata de um divisor de águas. Eu não tinha, de fato, ideia do que poderia encontrar aqui. Da riqueza dos materiais, da qualidade dos profissionais. Devo a Allard (Alexandre Allard, empresário francês, idealizador do projeto) mais esse gesto de amizade. Foi ele quem me apresentou os mármores, as madeiras, assim como tantos outros materiais, designers e fabricantes brasileiros que me ajudaram a conceber soluções de alta solidez e durabilidade. Valores que creio essenciais a esse projeto.

O senhor é um dos mais bem-sucedidos designers de todos os tempos. Suponho, evidentemente, que ao projetar não lhe seja possível prever se determinado objeto será, ou não, um best-seller ou um ícone, como tantos de seus projetos. Ainda assim, ao concluir um trabalho, o senhor tem algum tipo de intuição a esse respeito?
Sou um criador e, como tal, no momento da criação não estou sujeito a direcionamentos de qualquer espécie. Claro, obedeço a um briefing, mas o trabalho de marketing é algo posterior à criação. E algo que realmente não me diz respeito. Mas, ainda assim, há momentos em que concluo um trabalho e digo: Uau! Acho que cheguei lá! Isso acontece, acredito, com todos os produtos capazes de falar uma linguagem universal. Com todos aqueles que, efetivamente, estabelecem um acordo com seus usuários. É como um pedido de casamento para o qual eu acabo por receber um sim.

Escada escultural de mármore nas suítes dúplex 
Escada escultural de mármore nas suítes dúplex  Foto: Ruy Teixeira / divulgação
Banheira de mármore na sala de banhoBanheira de mármore na sala de banho Foto: Ruy Teixeira / divulgação