Apartamento de 45 m² tem décor com móveis ultra violet, a cor de 2018

Projeto funcional privilegia espaços integrados para acomodar a família

apartamento-anna-parisi-07Este apartamento de 45 m² na Grande São Paulo foi totalmente projetado de maneira funcional para acomodar os moradores, um jovem casal com filhas gêmeas de 11 anos. O imóvel deveria ter espaço necessário para guardar roupas, louças, eletrodomésticos e aparelhos de TV e manter sem perder o charme.

A arquiteta Anna Parisi criou, então, uma área social com estar, jantar e cozinha integrada, mantendo as distinções entre os usos em um ambiente único. “Os revestimentos definem espacialidades distintas. Embora sejam três ambientes integrados, cada um mantém suas características”, diz a profissional.

A cozinha recebeu um revestimento tipo “subway tile” verde aquamarine e teve alguns aparelhos embutidos na marcenaria, como a lava-roupas e o micro-ondas. Já a sala de estar, onde predominam o verde-esmeralda e a madeira freijó, ganhou uma arandela desenhada pelo escritório construída em gesso e um espelho fumê posicionado estrategicamente.

Este slideshow necessita de JavaScript.

No jantar, merece destaque a mistura de cores e texturas do tijolo na parede e da marcenaria – um mix de laca e laminado cinza e tampo de mármore branco. O mobiliário cinza foi projetado sob medida. “A marcenaria planejada foi essencial para o aproveitamento e a personalização dos espaços”, diz Anna.

Na área íntima, enquanto o quarto do casal é decorado com madeira, branco e azul marinho, o dormitório das gêmeas exibe o colorido do grafite de Ricardo Kaur, em uma combinação jovem e alegre com direito a concreto, millennial pink e o tom do momento, um roxo Ultra Violet eleito pela Pantone a cor de 2018. A sanca com fita led embutida dá destaque à arte na parede. [Casa Vogue]

Anúncios

3 designers e uma engenheira querem revolucionar o exame ginecológico

Grupo redesenhou o espéculo, tradicional instrumento criado no séc. 19 para exames ginecológicos
Por Giovanna Maradei I Fotos: Divulgação

yona_social_sharing_bannerDesde sua criação, em meados do século 19, o chamado espéculo, um instrumento usado até hoje para a realização de exames ginecológicos, quase não foi alterado. O curioso é que, embora pouco tenha sido feito, o aparelho nunca agradou muito as pacientes que eram submetidas a ele. Um desconforto que, recentemente, inspirou as designers Hailer Stewart, Sahana Kumar e Rachel Hobart, além da engenheira Fran Wang, a criarem o Yona, uma nova versão, mais bonita e humanizada, do aparelho.

Com a proposta de desenhar um produto centrado no bem-estar, foram conduzidas entrevistas com pacientes e médicos sobre suas experiências durante procedimentos que fazem uso do aparelho. Um levantamento que, segundo as criadoras, “mostrou que muitas pessoas com vaginas se sentem ansiosas com exames pélvicos, o que não ajuda a sua saúde”.

Para reverter o quadro, o novo produto traz então uma série de aprimoramentos para aliviar a tenção do exame e deixar o procedimento menos desconfortável e intimidador. São mudanças por vezes simples, mas que fazem toda a diferença, como por exemplo, uma cobertura de silicone, que ameniza dois dos principais incômodos levantados durante as entrevistas: a temperatura fria do aço inoxidável e a dor ao inserir o objeto.

Além de alterações que facilitam o manuseio pelo médico, o aspecto de instrumento antigo, digno de uma sala de tortura, foi substituido por algo mais moderno, de cor suave, e os parafusos aparentes, que muitas vezes rangem durante o exame e podem até beliscar os lábios vaginais, deixaram de existir.

O Yona ainda oferece como parte do produto um apoio digital aos pacientes, ou seja, um aplicativo no qual é possível cadastrar suas preferências para o exame, fazer perguntas de maneira privada, entre outros serviços bem fora da caixinha: como áudios que podem induzir meditações e te ajudar a relaxar durante a consulta.

Definido por suas criadoras como “um projeto para despertar a conversa e desenvolver novas práticas em torno do cuidados com a saúde de pessoas com vaginas”, o Yona não é a primeira tentativa de redesenho do instrumento ginecológico, mas se destaca, tanto pela aprovação que vem recebendo, como a da ONG americana Planned Parenthood, quanto por sua proposta “360” que, além do produto, cria o aplicativo e, a aprtir dele, uma verdadeira rede de apoio entre as usuárias.

Giovanna Maradei é Repórter online da Casa Vogue, feminista e fundadora da Iniciativa “Todas as Mulheres do Mundo”. Autora da coluna Feito por elas, a jornalista acredita que é compartilhando o trabalho e as histórias de mulheres criadoras que ficamos mais próximos de um mundo mais justo e igual para todos.

‘Um Jedi não desiste’, garante Mark Hamill, astro de ‘Star Wars’

LOS ANGELES – O ator Mark Hamill, de 64 anos, fala sobre o processo de voltar a Luke Skywalker, personagem que é protagonista da primeira trilogia Star Wars.

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

wars.jpg
Ator detalha a surpresa reservada com a aparição de Luke Skywalker

Você ficou desapontado com sua participação tão pequena no primeiro filme desta trilogia?
Fiquei surpreso. Mas, quando consegui racionalizar as razões, fez total sentido. Havia tantas coisas a incluir no primeiro filme, como apresentar todos esses personagens novos, uma porção de conflitos e dramas novos, era preciso concluir a saga de Han Solo… Fazia sentido me empurrar para o próximo filme. E eu tive uma das entradas mais elaboradas da história do show biz! Todo o mundo fica falando sobre mim no filme durante duas horas! Então, eu desfrutei de toda a diversão de estar num filme enorme e popular, enquanto todos os outros atores é que realmente trabalharam!

 

Você conversou bastante com o diretor Rian Johnson sobre a jornada do personagem. Sobre o que estava inseguro?
Está no trailer: “Eu só sei de uma verdade, que é hora do fim dos Jedi”. Isso vai contra tudo o que acredito sobre Luke e ser Jedi. Rian me explicou que eu me sentia péssimo por ter selecionado o candidato errado, que ia para o Lado Negro da Força e que Luke não conseguia trazê-lo de volta. Que eu sentia a culpa de talvez ter ajudado a criar o possível próximo Darth Vader. E eu respondi: “É, Rian, mas um Jedi não desiste!”. Eu continuaria insistindo e, se não conseguisse trazê-lo de volta, tentaria achar outra pessoa. Enfim, é uma diferença de filosofia. Mas essa não é minha função. No fim, eu preciso pegar o material que me é dado e fazer meu melhor para realizar a visão do diretor, independentemente de eu concordar ou não com ele.

Mas Rian Johnson estava aberto à colaboração?
Sim, Rian gosta de colaboração e é uma pessoa muito bacana, então depois de dizer o que eu pensava, tornou-se irrelevante se eu concordava ou não. Fiz parte de filmes que eram tão terríveis que não veria nem numa aposta. Fiz novela e não gosto de novela. Não quer dizer que você precisa amar todos os projetos que faz. Eu por acaso amo Star Wars, mas vi que Rian queria tentar algo que surpreenderia o público. E ele certamente me surpreendeu. Ele me tirou da minha zona de conforto, o que provavelmente é algo bom. Se eu fosse apenas outro Jedi benevolente, bondoso, sábio, acolhedor… Nós já vimos isso. E ninguém podia fazer isso melhor do que Alec Guinness, então por que deveria tentar?

Porgs ou Ewoks?
Essa é difícil. Os Ewoks foram muito criticados porque eram fofinhos demais. Mas eu amo a tecnologia medieval em contraposição com a tecnologia avançada do Império. Eu sugeri ao George Lucas de torná-los menos amáveis. Se eles tivessem aparência de ratos, todo o mundo sentiria repulsa, até perceber que eles eram bons. De novo, tenho um monte de ideias terríveis que ninguém ouve! Ele queria que eles fossem bonitinhos porque queria vender bichos de pelúcia! Os Porgs são incríveis, baseados em pássaros de verdade. E adorei que eles usaram um pouco de CGI, mas havia Porgs de verdade no set que podiam ser manipulados. Eles pareciam reais. Amo os dois, não me faça escolher! Sempre me perguntam qual meu filme favorito da trilogia original e não posso escolher, são como meus filhos! Gosto de todos por razões diferentes! Que tal essa resposta em cima do muro?

Helô Rocha agora em nova casa… é a Le Lis Blanc!

121217-helo-rocha-550x525.jpgHelô Rocha no fim de seu desfile no SPFW pra sua marca homônima – será que vem desfile de Atelier Le Lis por aí?


Helô Rocha entra numa nova fase de sua carreira. Ela encerra as atividades da sua loja homônima no início de 2018 e passa a atender na nova casa: a flagship da Le Lis Blanc na Oscar Freire, com hora marcada! É que ela assume o cargo de diretora criativa da Atelier Le Lis, a nova linha de roupas sob medida que privilegia o feito à mão, em janeiro. A estilista vai se dedicar a essa nova empreitada, que também inclui um mix de produtos no prêt-à-porter a partir da primavera-verão 2018/19. Boa sorte para Helô!

Vetements voltará para as passarelas na próxima temporada

A label voltou para o calendário tradicional de desfiles parisienses.

13e647a1806ae91dc3d8b459464679e5
(Demna Gvasalia/Divulgação)

Você lembra que em junho a Vetements anunciou que não voltaria mais para as passarelas, e Guram fez uma crítica interessante, afirmando que “existem desfiles demais”? Naquela época, Demna Gvasalia também disse: “não vamos mais participar do sistema clássico de desfiles. Fiquei entediado. Eu acho que precisamos de um novo capítulo.” Bom, ainda bem que podemos mudar de opinião, né? Pois ao que tudo indica a marca irá sim desfilar sua coleção de inverno 2018.

A label volta para calendário masculino tradicional e apresenta suas novas peças no dia 19 de janeiro, parte da Paris Fashion Week masculina. A locação e o horário ainda não foram definidos — e Demna e Guram ainda não se pronunciaram sobre os motivos que os fizeram voltar atrás.

Desde seu lançamento, em 2014, a Vetements ficou conhecida por suas apresentações inusitadas (como em um restaurante chinês e um clube de sexo). Na temporada passada, a marca também impressionou ao divulgar a nova coleção com uma exposição de fotos em um estacionamento. Ainda não sabemos o que esperar, mas levando em conta que a marca é sempre provocativa — e que sua crítica aos sistema de desfiles continua válida –provavelmente vem coisa boa por aí.

Décor do dia: sofá ultra violet na sala de estar bucólica

Móvel na cor tendência para 2018 e papel de parede P&B são destaque no ambiente
Por Amanda Sequin I Foto Reprodução

9d642ddf549360ef07b9bbb21371249a--vintage-sofa-vintage-velvetUm papel de parede em preto e branco, com uma estampa que remete a uma floresta, dá o clima bucólico à esta sala de estar. Emoldurado por boiseries pintadas de cinza, ele cria o pano de fundo perfeito para destacar o sofá no clássico modelo Chesterfield, este revestido com um tecido roxo, muito semelhante ao Ultra Violet, cor do ano de 2018 eleita pela Pantone. O piso de madeira ganhou os mesmos tons das paredes, enquanto o violeta se desdobra para as flores e folhagens dispostas num vaso de vidro verde. Chique e de personalidade!