Agências brasileiras Africa e Gut ganham dois Grand Prix em Cannes Lions

Campanhas trataram de temas relacionados à diversidade LGBTQIA+ e à questão ambiental; resultados mostram força do País em categorias voltadas ao entretenimento do festival
Fernando Scheller e Lílian Cunha, O Estado de S.Paulo

Campanha “Feed Parade”, criada para o Mercado Livre
Campanha “Feed Parade”, criada para o Mercado Livre Foto: Mercado Livre/Gut

Dois trabalhos brasileiros receberam nesta quarta-feira, 23, Grand Prix (Grande Prêmio) no Cannes Lions– Festival Internacional de Criatividade de 2021. Na categoria Entertainment Lions for Sport, o “Grand Prix” foi para a campanha “Save Salla”, da agência Africa. E o principal prêmio em Entertainment Lions for Music ficou com a Gut, pelo trabalho “Feed Parade”, criado para a gigante do e-commerce Mercado Livre

As duas campanhas têm algo em comum: falam de assuntos relevantes e voltados à sustentabilidade (no caso da Africa) e da diversidade (para a Gut). “Uma agência só tem relevância se fala de assuntos relevantes”, disse Sergio Gordilho, copresidente da Africa. Ele conta que a ideia de fazer uma campanha falando de aquecimento global surgiu internamente na DDB (controladora da agência) e no conselho criativo global do grupo.

A Africa, conta ele, abraçou a missão na hora quando surgiu a ideia de procurar uma cidade gelada no mundo que topasse fazer uma candidatura “fake” para os Jogos Olímpicos de Verão de 2032. 

Campanha “Save Sallas”, da agência Africa
Campanha “Save Sallas”, da agência Africa Foto: Africa

“Quando propusemos a ideia para o prefeito de Salla, na Finlândia, ele topou na hora”, conta o publicitário. A agência despachou, no fim de 2019, uma equipe de sete pessoas para a produção de um filme. Os custos foram divididos entre a Africa e a House of Lapland (a autoridade de turismo local). Os valores não foram revelados.

No dia 25 de janeiro de 2020, a prefeitura local e a House of Lapland publicaram em suas redes sociais um filme pelo qual lançavam sua candidatura aos jogos de verão. Com bom humor, os moradores locais mostravam a cidade coberta de neve, dizendo que até 2032, tudo derreteria e seria possível construir quadras e estádios de esportes de verão até lá.

A notícia se espalhou rápido e o prefeito da cidade, Erkki Parkkinem, foi pessoalmente à Suíça levar a candidatura ao Comitê Olímpico – o que deu toques a mais de realidade para a ação. “Nesse momento da campanha, ficamos com muito receio de despertar a indignação da imprensa, do Comitê ou do público. Porque estava todo mundo realmente achando que Sallas queria sediar os Jogos”, diz Gordilho. 

No dia seguinte ao lançamento do vídeo, o prefeito Parkkinem, junto com cientistas e especialistas em clima, realizaou uma coletiva de imprensa e abriram o jogo: disseram que a ação era uma campanha para conscientizar sobre o aquecimento global e sobre as mudanças climáticas que a cidade ártica já vem vivenciando. 

Parada virtual

A Gut chega ao Grand Prix apenas dois anos depois de ser criada pelo premiado publicitário Anselmo Ramos (ex-Ogilvy e David) e pelo argentino Gastón Bigio. A ação se refere à parada LGBTQIA+ virtual criada para o Mercado Livre no ano passado. 

“O Mercado livre é nosso maior cliente e eles patrocinam a Parada há muitos anos. Mas em 2020, por conta da pandemia, como todos sabem, ela não pôde acontecer. Começamos a pensar no que poderíamos fazer para envolver a comunidade com o tema, apesar de tudo”, conta Bruno Brux, diretor executivo de criação da Gut. 

A agência, então, criou um perfil no Instagram @paradanofeed, com 270 fotos de toda a extensão da avenida Paulista, em São Paulo, onde – sem a pandemia – acontece o evento. 

Com a ajuda de vários influenciadores, a Gut pediu para que as pessoas marcassem seus nomes nas fotos, como se fossem encher a avenida de pessoas virtualmente. Mais de 60 mil pessoas fizeram isso. Cada nome, depois, foi usado numa animação em que a avenida parecida lotada de “tags” num clipe da cantora Gloria Groove, figurinha carimbada de várias edições da Parada. 

“Estamos muito felizes com essa premiação, pois ela reconhece uma ação que realmente aproximou ainda mais a marca de uma causa – e de uma comunidade, com autenticidade”, diz Brux.

Mais prêmios

Os prêmios para a Africa e a Gut rechearam as premiações no segmento de Entertainment, que tem três divisões. Na geral (Entertainment), o Brasil levou um Leão de Ouro para uma ação da WMcCann para a Coca-Cola, uma prata para a Akqa/Authentic Feet e um bronze para BETC Havas/Hershey.

Na categoria voltada à música, além do Grand Prix, um ouro também é incluído para a conta do País. Na área de Sports, além de Grand Prix e ouro, o País trouxe para casa quatro bronzes: VMLY&R/Greenpeace, Africa/Sportv, Ogilvy/Adidas e VMLY&R/Santander.

Outras três categorias tiveram os resultados divulgados nesta quarta-feira, 23. Em Digital Craft, o Brasil trouxe um Leão de prata para Akqa/Instituto Raoni; em Industry Craft, um ouro para Africa/Folha de S. Paulo e dois bronzes para Publicis/Nestlé e BETC Havas/Hershey; e, em Film Craft, o País ganhou um bronze: Wunderman Thompson/United Nations.

Apesar da redução da ordem de 30% no total de inscrições do País, o Brasil já chegou a um total de 45 Leões no festival de 2021, que está premiando os trabalhos realizados nos últimos dois anos.

Como criar equipes produtivas

Construir uma equipe de alto potencial de produção exige sinergia e alinhamento entre as competências de todos os funcionários
Por Camila Farani – O Estado de S. Paulo

Escolher a equipe errada pode significar perda de tempo e de dinheiro

Quando você pensa em ter uma equipe de funcionários de alto padrão, o que vem na sua cabeça? A imagem é referente à sua equipe de trabalho? Caso a resposta seja negativa, acho importante você rever as atitudes que estão sendo exercidas no ambiente de trabalho.

Observando o meu próprio dia a dia, separei algumas estratégias para tornar o ambiente mais produtivo. Quando você decidir iniciar qualquer projeto, faça o seguinte questionamento: “Como essa iniciativa vai alavancar o nosso negócio? Como tornar esse um objetivo em comum com a equipe?”. Sua equipe precisa ter um propósito e metas de curto, médio e longo prazo que são lembradas diariamente.

Caso você esteja com a equipe em home office, é necessário que isso seja retomado com uma maior constância. A minha equipe está totalmente distribuída pelo Brasil e essa prática de gestão constante, aliada às reuniões diárias, é o que nos une e nos ajuda a colaborar com alta intensidade.

Construir uma equipe de alto potencial de produção exige sinergia e alinhamento entre as competências de todos os funcionários. Elas são cruciais para identificarmos aqueles com potencial médio daqueles com o melhor desempenho. Definir os cargos e quem irá desempenhá-los também é tarefa fundamental. Caso sejam escolhidas pessoas erradas, é possível que seja desperdiçado dinheiro e tempo.

Essa comunicação da trilha pensada para cada um deles também é importante de ser alinhada entre gerente e colaborador. Segundo a Harvard Business Review, quando observam uma oportunidade de se destacar, os funcionários de alto potencial são capazes de ir à altura da ocasião, atingindo até 400% mais produtividade. Ou seja, identifique os funcionários de alto potencial e crie um plano, dando um status à medida que forem progredindo.

Não tenho como não falar no papel do líder. No cenário pós-pandemia em que mudaram as competências exigidas pelas empresas, é fundamental revisitar o papel da liderança. Ainda que à distância, é importante que sua equipe tenha você como referência. Quando pessoas de cargo de liderança deixam de participar de eventos ou treinamentos, existe o risco de que pareçam simples iniciativas, desconectadas com os objetivos.

Para finalizar, vale relembrar que as equipes mais produtivas envolvem o combo “comportamento + técnicas”. Não são só os atributos tecnológicos que vão dar mais produtividade à sua equipe. Avalie como os comportamentos também são cruciais e oriente o time. Com isso, contribua ativamente para obter o máximo dos seus colaboradores – eles também sentirão os ajustes e terão tudo para trabalhar e melhorar suas entregas.

*É INVESTIDORA-ANJO E PRESIDENTE DA BOUTIQUE DE INVESTIMENTOS G2 CAPITA

Harper’s Bazaar UK July 2021 –  Keira Knightley By Boo George 

Back To Basics   —   Harper’s Bazaar UK July 2021   —   www.harpersbazaar.co.uk

Photography: Boo George Model: Keira Knightley Styling: Leith Clark Hair: Luke Hersheson Make-Up: Lisa Eldridge Manicure: Sabrina Gayle Set Design: Jacki Castelli

Body & Soul – Numero Summer #223 2021 – Barbara Valente By Mariya Pepelanova 

Body & Soul   —   Numero Summer #223 2021   —   www.numero.com

Photography: Mariya Pepelanova Model: Barbara Valente Styling: Irina Marie Hair & Make-Up: Gloria Rico Producer: Nadia Lessard Casting: Paul Louisor

Cientistas estão ensinando drones a localizar gritos humanos de socorro

Tecnologia pode ajudar a resgatar sobreviventes de desastres, ajudando equipes de busca em locais de difícil acesso
Por Dalvin Brown – The Washington Post

Os pesquisadores estão descobrindo novos usos para um par extra de olhos – e narizes – no céu em buscas por vítimas de desastres 

Se alguém criasse uma máquina voadora capaz de rastreá-lo ao escutar sua voz, talvez isso parecesse assustador.

Mas, e se você estivesse sob uma pilha de escombros depois de um desastre natural e os socorristas não conseguissem lhe encontrar? Talvez, então, um drone localizador de humanos não parecesse uma ideia tão ruim.

Esse conceito é o objetivo dos engenheiros do Instituto Fraunhofer FKIE, da Alemanha, que construíram um protótipo de drone projetado para encontrar pessoas detectando gritos humanos e escutando outros sinais de sofrimento. A engenheira Macarena Varela, uma das principais responsáveis pelo projeto, apresentou os avanços dele na última semana, durante a conferência anual organizada pela Acoustic Society of America.

Embora seja fácil imaginar drones em busca de humanos em um filme que mistura ficção científica e terror, Macarena diz que o dispositivo seria ideal para situações pós-desastre, como terremotos, furacões e incêndios florestais. Os drones poderiam sobrevoar áreas que as equipes de resgate têm dificuldades de acessar e identificar pontos em que pessoas talvez estejam presas.

“(Os drones) podem cobrir uma área maior em um período de tempo mais curto que os socorristas ou cães farejadores em terra”, afirmou Macarena. “Se houver um desabamento de prédio, o dispositivo pode alertar e ajudar os socorristas. Ele pode ir a lugares aos quais os profissionais não teriam como acessar sozinhos.”

Veículos aéreos não tripulados ou drones são usados geralmente para missões de busca e resgate quando ocorrem desastres. Na maioria das vezes, eles capturam imagens aéreas de danos estruturais. Alguns têm recursos de imagens térmicas para analisar a temperatura corporal, enquanto drones maiores podem entregar suprimentos médicos e outros produtos para pessoas em áreas isoladas.

Mas os pesquisadores estão descobrindo novos usos para um par extra de olhos — e narizes — no céu. A Universidade de Washington tem em mente drones que usem o cheiro para localizar sobreviventes de desastres. A Aerospace Corporation está trabalhando em drones que possam identificar cães visualmente e compartilhar a localização deles com equipes de resgate. A Universidade de Zurique desenvolveu um drone capaz de mudar de forma no meio do voo para poder passar por fendas de formatos estranhos.

No entanto, localizar pessoas usando a acústica aérea apresenta sua parcela de desafios. Um sistema baseado em sons precisaria entender as diferenças entre gritos humanos e ruídos que acontecem com frequência na natureza, como gritos de animais e vento. Também pode ser necessário reconhecer padrões associados a chutes, palmas ou outras maneiras pelas quais as pessoas tentam chamar a atenção das equipes de resgate.

Os engenheiros do FKIE levaram essas situações em consideração ao desenvolver o conceito de seu drone. Eles primeiro precisaram de um banco de dados de ruídos humanos “impulsivos” para treinar o drone.

Então, gravaram a si mesmos gritando, batendo palmas e criando outros ruídos que pudessem ser um sinal de pessoas com problemas. Depois, analisaram cada frequência sonora para encontrar “marcas” comuns e as usaram para treinar o software de inteligência artificial.

E também trabalharam para fazê-lo filtrar o ruído criado pelos rotores dos drones e outros sons de ambiente, disse Macarena.

Assim que parte do software foi concluída, eles montaram um sistema de minúsculos microfones digitais para calcular ângulos “precisos” de onde o som está vindo. Microfones digitais como os encontrados em smartphones e aparelhos auditivos foram usados porque não exigem hardwares tão pesados quanto os microfones analógicos ou tradicionais, disseram os pesquisadores.

A equipe colocou o conjunto de microfones sob um drone e usou técnicas de processamento de sinal que permitiram rastrear de onde estavam vindo os ruídos humanos. O sistema também aumentou o volume e a clareza da fala. Até agora, eles realizaram “experimentos ao ar livre” com sucesso, descobrindo que o drone pode estimar a localização de uma vítima poucos segundos após captar o som, afirmou Macarena.

Em um vídeo demonstrativo, o drone é apresentado pairando acima do solo antes de girar na direção de uma pesquisadora fazendo barulhos e pedindo ajuda no chão.

“Já conseguimos detectar e localizar calculando os ângulos dos sons impulsivos com muita precisão… com a presença de ruído de drone”, disse Macarena. Os engenheiros estão em processo de patentear seu método para rastrear sons usando microfones.

O próximo passo que eles gostariam de dar seria a inclusão de um microfone de alta frequência em um drone para aumentar a precisão do sistema. A ideia é captar ruídos a centenas de metros de distância, disse Macarena. No mundo real, os dados de localização da vítima podem um dia ser transmitidos para os tablets de equipes de resgate.

Desde que anunciaram sua criação na semana passada, os pesquisadores foram procurados por várias organizações interessadas em fazer parceria com eles, disse Macarena. Mas não está claro quando o conceito poderá ser utilizado.

O instituto de pesquisa essencialmente experimenta e cria protótipos. Às vezes, licencia descobertas para empresas que se concentram em produtos comercializados, mas o processo está longe de ser linear, segundo Kai Nuernberger, que lidera o departamento de desenvolvimento de negócios da instituição.

“Somos bons no desenvolvimento de tecnologias e em lidar com problemas para os quais ainda não há solução. Mas a comercialização não é, de fato, nossa tarefa”, disse Nuernberger. /TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Chamada de ‘velha demais’, supermodelo Helena Christensen surge poderosa em ensaio de lingerie

Aos 52 anos, dinamarquesa fez autorretratos

Tempos atrás, a supermodelo dinamarquesa Helena Christensen, de 52 anos, foi chamada pela jornalista Alexandra Shulman de “velha demais” para usar bustiê. A resposta é esse ensaio de lingerie estrelado e clicado pela top Foto: Reprodução/Instagram
Helena Christensen assina e protagoniza as fotos Foto: Reprodução/Instagram
A poderosa Helena Christensen Foto: Reprodução/Instagram
Helena Christensen é uma das supermodelos da década de 1990 Foto: Reprodução/Instagram
Helena Christensen Foto: Reprodução/Instagram
Helena Christensen Foto: Reprodução/Instagram
Helena Christensen Foto: Reprodução/Instagram

Marca brasileira desenvolveu uma bolsa de couro de cacto

“Couros” veganos estão em alta, e a Carol Bassi Brand e a Ale Farah se uniram para lançar um acessório com uma matéria-prima pouco usual

Bolsa de couro de cacto desenvolvida em parceria por Carol Bassi Brand e Ale Farah (Foto: Divulgação)

Os “couros” vegetais são tendência no mercado. Após a Hermès anunciar uma bolsa feita com micélio, proveniente das raízes dos cogumelos, e a Gucci apresentar a sua alternativa ao couro que utiliza 77% de materiais à base de plantas, incluindo viscose e compostos de polpa de madeira, agora é a vez de uma marca nacional fazer a sua aposta. A Carol Bassi Brand, em parceria com a Ale Farah lança uma bolsa feita com couro de cacto.

bucket bag é feita das folhas do cacto Nopal, uma planta muito comum em regiões mais secas. Nativa de Zacatecas, no México, é plantada sem uso de agrotóxico e sem necessidade de irrigação do solo. Com apenas 10 unidades produzidas, usa tecnologia desenvolvida pela startup mexicana Desserto Pelle, criada em 2019 por Adrián López Velarde e Mart Cázarez.

“Esse item marca minha terceira iniciativa com bolsas sustentáveis”, diz Ale, que já criou um modelo em 2018 com couro de abacaxi e outra com resíduos de plástico e papelão, uma matéria prima chamada papel couro. “Eu pesquiso novos tecidos veganos que não envolvem animais e de baixo impacto ambiental. Na hora que descobri a Desserto Pelle procurei a Carol para embasarmos juntas esse projeto, estamos muito satisfeitas com o resultado”, completa. As peças já estão disponíveis na flagship da marca no Shopping Cidade Jardim

Class of ’09: Kate Mara e Brian Tyree Henry serão agentes do FBI em série

Produção da FX e do Hulu contará com roteirista de American Crime Story: Versace
CAIO COLETTI

Kate Mara and Brian Tyree Henry to Star in FX’s ‘Class of ’09’

Kate Mara (House of CardsPose) vai se juntar a Brian Tyree Henry (AtlantaEternos) na nova minissérie produzida em parceria entre a FX e o Hulu. Intitulado Class of ’09, o projeto foi destacado hoje pelo THR.

Na trama, os dois atores viverão agentes do FBI que se formaram juntos na academia de Quantico, de onde saem todos os funcionários da instituição. Após a morte de um amigo em comum, eles se reúnem com outros ex-colegas – e este reencontro dá o pontapé inicial em uma trama que atravessa décadas e examina temas como a natureza da justiça, da humanidade e das escolhas que fazemos.

O personagem de Henry, Tayo Miller, era um dos alunos mais brilhantes de sua classe em Quantico, e seguiu trajetória meteórica dentro do FBI, com o objetivo expresso de revolucionar a organização de dentro para fora. Já Amy Poet, personagem de Mara, entrou para o ramo da investigação meio que “por acidente”, mas se viu no meio de um momento de transformação no FBI.

Class of ’09 é uma criação do roteirista Tom Rob Smith (American Crime Story: Versace). A data de estreia ainda não foi definida.

Primary Colours – Elle UK July 2021 – Juliet Ingleby By Jan Welters 

Primary Colours   —   Elle UK July 2021   —   www.elle.com/uk

Photography: Jan Welters Model: Juliet Ingleby Styling: Hortense Manga Hair: Christoph Hasenbein Make-Up: Angloma