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Constança Entrudo | Fall Winter 2021/2022 | Digital Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – PFW/Paris Fashion Week Women’s)

Tim Cook responde questões de ativistas do #AppleToo, mas insatisfações continuam

Segundo os empregados envolvidos no movimento, Cook e os executivos da Maçã responderam a apenas duas perguntas relacionadas ao tema

Tim Cook

Quem tem acompanhado as manchetes tecnológicas dos últimos meses certamente já conhece a hashtag #AppleTooorganizada por empregados da Apple que resolveram se pronunciar sobre abusos, assédios e outras situações inaceitáveis dentro do ambiente de trabalho da empresa, incluindo casos de racismo, sexismo e discriminação.

O grupo já reuniu mais de 500 histórias e está publicando várias delas no Twitter, além de prestar apoio à gerente sênior de engenharia Ashley Gjøvik — que foi uma das pessoas a iniciar o movimento de denúncias e posteriormente foi demitida por, segundo a Apple, vazar informações privadas da empresa.

Resumindo: a situação não está nada agradável, e após um vídeo da vice-presidente sênior de varejo e pessoas, Deirdre O’Brien, agora foi a vez do próprio Tim Cook de lidar diretamente com o problema — novamente, com resultados não lá muito animadores.

De acordo com o New York Times, Cook participou de uma reunião virtual aberta para todos os funcionários da empresa e, em meio às discussões, abriu espaço para tratar da questão dos abusos e do #AppleToo. Segundo a reportagem, Cook e O’Brien trataram de alguns dos assuntos levantados pelos ativistas, como a equidade de salários e a nova lei de abortos no Texas.

Sobre a igualdade de pagamentos, O’Brien repetiu o que já tinha declarado no vídeo anterior: segundo a executiva, a Apple faz auditorias regulares para detectar possíveis anomalias e vieses irregulares na sua folha de pagamento, corrigindo os problemas e garantindo a igualdade salarial entre gêneros, raças, religiões e outros aspectos para cargos de mesmo nível.

Pesquisas feitas internamente por empregados mostraram, entretanto, que a realidade não é exatamente esta e que ainda há um nível considerável de disparidade salarial na Apple. Cook não respondeu à pergunta feita por Janneke Parrish, uma das coordenadoras do #AppleToo, que perguntou aos executivos quais passos concretos estariam sendo empregados para eliminar as diferenças salariais e potencializar a representação de minorias na liderança da empresa.

De fato, Cook e seus colegas da alta cúpula da Maçã responderam apenas a duas perguntas dos ativistas do #AppleToo, o que gerou um sentimento de insatisfação nos participantes da campanha. Parrish declarou: “Com as respostas que Tim deu hoje, nós não fomos ouvidos.”

Sobre a questão da lei do aborto no Texas, Cook reiterou o memorando que já tinha sido entregue ao corpo de funcionários da empresa. No documento, a Apple se comprometeu a monitorar os procedimentos legais para contestar a regulação e apoiar funcionários e funcionárias afetados pela lei.

Outros assuntos

A reunião, naturalmente, não aconteceu somente para tratar de temas relacionados ao #AppleToo. Cook e seus executivos trataram também de uma série de outros assuntos pertinentes ao momento atual da Apple, como o — continuamente adiado — retorno aos escritórios após quase dois anos de trabalho remoto.

Segundo Cook, a empresa está confiante de que a volta enfim acontecerá em janeiro próximo:

Eu sei que isso está na cabeça de algumas pessoas, mas não todas, porque cerca de metade dos nossos empregados já voltaram a trabalhar nas lojas e escritórios. Para todos os outros, nós estamos confiantes de que poderemos voltar ao trabalho presencial em algum momento de janeiro.

Sobre a decisão recente da batalha judicial contra a Epic Games, Cook foi sucinto e afirmou apenas que, das dez denúncias feitas pela desenvolvedora, a justiça ficou do lado da Apple em nove. O CEO espera que a decisão deste mês coloque no retrovisor algumas das discussões acerca da App Store — embora não seja este o cenário que está se desenhando numa esfera global, vale notar. [MacMagazine]

VIA IMORE

Emmy 2021: Saiba onde assistir as séries vencedoras

Veja a lista completa das ganhadoras da premiação e assista aos trailers

Olivia Colman, que dá vida à rainha Elizabeth II em ‘The Crown’, posa com sua estatueta do prêmio Emmy em 2021 Foto: Peter Nicholls/Reuters

73ª edição do Emmy aconteceu na noite deste domingo, 19, em Los Angeles. The Crown e Ted Lasso dominaram a lista de vencedores sendo, respectivamente, a melhor série de drama e a melhor série de comédia, enquanto O Gambito da Rainha foi escolhida como melhor minissérie.

Na disputa entre os serviços de streaming, a Netflix foi a grande vencedora, com nove premiações. A Apple TV+ levou quatro prêmios e a HBO Max ficou com três. 

Confira abaixo a lista dos vencedores e saiba em qual plataforma de streaming assistir cada série:

Série de comédia

Ted Lasso

Ted Lasso levou melhor série de comédia, além de melhor ator (Jason Sudeikis), ator coadjuvante (Brett Goldstein) e atriz coadjuvante (Hannah Waddingham) dentro da categoria.

  • Onde assistir: Apple TV+

Hacks

Hacks levou a estatueta de melhor atriz para Jean Smart, melhor roteiro (Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky) e a melhor direção (Lucia Aniello) em séries de comédia.

Onde assistir: HBO Max

Série de drama

The Crown

The Crown emplacou a melhor série de drama e todas as categorias de atuação, com melhor ator (Josh O’Connor), atriz (Olivia Colman), ator coadjuvante (Tobias Menzies) e atriz coadjuvante (Gillian Anderson). A série sobre a família real britânica também venceu as categorias roteiro (Peter Morgan) e direção (Jessica Hobbs).

Onde assistir: Netflix

Minissérie ou filme para TV

O Gambito da Rainha

O Gambito da Rainha foi escolhida como melhor minissérie e melhor direção com Scott Frank.

Onde assistir: Netflix

Mare of Easttown

Mare of Easttown levou os prêmios de melhor atriz para Kate Winslet, melhor atriz coadjuvante para Julianne Nicholson e melhor ator coadjuvante para Evan Peters em minissérie ou filme para TV.

Onde assistir: HBO Max

Halston

Halston ficou com melhor ator em minissérie ou filme para TV com Ewan McGregor.

Onde assistir: Netflix

I May Destroy You

I May Destroy You​ emplacou o melhor roteiro para Michaela Coel.

Onde assistir: HBO Max

 

‘Dedico essa história a sobreviventes de abuso sexual’, diz Michaela Coel no Emmy 2021

Britânica que estrela ‘I may destroy you’ venceu a categoria de melhor roteiro de minissérie

Michaela Coel Foto: Getty Images

A britânica Michaela Coel, que criou e protagonizou a minissérie “I may destroy you“, da HBO, dedicou o Emmy 2021 de melhor roteiro de minissérie a sobreviventes de abuso sexual. A obra é uma produção de 2020 que discute consentimento sexual na contemporaneidade a partir de um abuso sofrido por Arabella, a personagem de Michaela. A história é baseada na experiência da própria atriz, criadora da série.

“Escreva a história que te assusta, que te faz se sentir inseguro, que não é confortável. Eu te desafio. Em um mundo que nos seduz a navegar pela vida de outras pessoas para nos ajudar a determinar melhor como nos sentimos sobre nós mesmos e, por sua vez, sentir a necessidade de estarmos constantemente visíveis – pois a visibilidade hoje em dia parece de alguma forma equivaler ao sucesso -não tenha medo de desaparecer dela, de nós, por um tempo e ver o que vem para você no silêncio”, disse ela. “Dedico essa história a sobreviventes de abuso sexual”.

No Bafta, em junho, ela dedicou o prêmio de melhor atriz de TV à coordenadora de intimidade Ita O’Brien. Desde as denúncias de assédio que explodiram com o movimento #MeToo, a presença desse tipo de profissional tem sido constante em filmagens de cenas de nudez e sexo. A função deles é zelar pelo bem-estar dos atores e evitar constrangimentos e abusos.

“Quero dedicar este prêmio a coordenadora de intimidade Ita O’Brien. Obrigado por sua existência na nossa indústria, por tornar o espaço seguro físico, emocional e profissionalmente para que a gente faça um trabalho sobre exploração, perda de respeito e abuso de poder sem ser explorada e abusada no processo”, disse Michaela. “Eu sei como é filmar sem um coordenador de intimidade – a bagunça e a vergonha para a equipe e devastação interna para a atriz. A sua direção foi essencial para a minha série, e acredito que seja essencial para toda produtora que queira trabalhar com temas de consentimento”.

Emmy prometeu diversidade, mas esforço não passou de marketing

Atores e atrizes não brancos eram 41% dos indicados e não receberam nenhuma estatueta
Luciana Coelho

Olivia Colman com seu Emmy de melhor atriz em série de drama por ‘The crown’ Foto: PETER NICHOLLS / REUTERS

Ensejada nas indicações e reprisada durante a cerimônia, a prometida mudança no Emmy para contemplar gente e histórias mais diversas não se traduziu em prêmios. Como havia muito não ocorria, a totalidade dos 12 atores e atrizes premiados na noite de domingo (19) é branca.

Em que pesem suas qualidades, as ganhadoras dos três prêmios principais —“Ted Lasso” (comédia), “The Crown” (drama) e “O Gambito da Rainha” (minissérie)— são tão brancas como as produções de 1950.

O resultado fica mais bizarro quando levado em conta que 41% dos 73 indicados nas categorias de atuação eram pessoas não brancas —negras, asiáticas, latinas, indígenas—, reflexo preciso da população americana, na qual 60% se identificam como brancos sem origem latina ou hispânica, segundo o censo dos Estados Unidos.

Papelão, pois a busca por diversidade na TV foi o mote da cerimônia toda. O mestre de cerimônias, Cedric the Entertainer, era negro, assim como vários dos apresentadores e a grande homenageada da noite, a atriz e coreógrafa negra Debbie Allen, que inspirou um longo discurso sobre diversidade do presidente da Academia de Artes e Ciências Televisivas, que entrega o prêmio.

Atores e atrizes de origem asiática e indígena também anunciaram vencedores. Várias das produções indicadas, de programas de esquetes de humor a minisséries como “Lovecraft Country”, têm protagonistas negros ou o racismo como temática.

Duas produções indicadas, “Hamilton” e “Bridgerton,” devem parte de seu sucesso à provocação de escalar atores negros para papéis tradicionalmente entregues a brancos.

E o discurso mais forte da noite veio de uma mulher negra, Michaela Coel, laureada como melhor roteirista de minissérie por sua arrebatadora “I May Destroy You” (“Em um mundo que nos incita à necessidade de visibilidade constante, pois a visibilidade, hoje, parece corresponder a sucesso, não tenham medo de desaparecer um pouco. E ver o que surge do seu silêncio”).

Ainda assim, Coel não foi contemplada como atriz —perdeu para Kate Winslet, também fenomenal em “Mare of Easttown”— ou diretora, nem sua minissérie foi considerada a melhor.

Poderia ter perdido para a mesma “Mare”, ou a aterrorizante “The Underground Railroad”, de Barry Jenkins, um dos cineastas mais relevantes em exercício. Até a espertíssima “WandaVision” tinha chance. Mas perdeu para o “Gambito da Rainha”, um drama bem-feitinho porém a anos-luz de qualquer uma de suas concorrentes.

É óbvio que não há, nem deve haver cotas raciais em prêmios. É assustador, contudo, que, mesmo com tantos indicados não brancos, nenhum deles tenha posto as mãos na estatueta. Trata-se, no mínimo, de um descompasso com o espírito do tempo.

A mudança expressa nas indicações e na escolha dos apresentadores, afinal, apenas responde ao que tem ocorrido com as próprias produções, que, graças ao multiculturalismo almejado pelas plataformas de streaming, multiplicaram os tipos de corpos e vozes em cena.

Sem depender de patrocinadores, apenas dos espectadores, é cada vez mais natural que as produções abandonem “modelos ideais” do passado para se conectarem com uma plateia cada vez mais diversa.

Com as estatuetas pulverizadas na noite de domingo, algumas decisões questionáveis e uma leva de escolhas óbvias, entretanto, o prêmio mais importante da televisão americana deixou no ar se a intenção de permitir que mais gente seja ouvida é para valer ou é só uma versão de verniz marqueteiro em tempos em que se dizer socialmente e ambientalmente responsável pode ser lucrativo em qualquer indústria, das megacorporações ao centro de Hollywood.​

Colisão fatal de carro da Tesla será investigada por agência federal nos EUA

A polícia da cidade de Coral Gables, na Flórida, disse que não está claro se o Tesla Model 3 envolvido na colisão estava com o sistema de direção automatizado ativado

O sistema automatizado da Tesla, chamado Autopilot, está na mira de reguladores americanos

A Comissão Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) afirmou na última sexta-feira, 17, que vai enviar investigar uma colisão envolvendo um veículo da Tesla que matou duas pessoas na cidade de Coral Gables, na Flórida – o acidente ocorreu na noite da segunda-feira, 13. 

A polícia de Coral Gables disse que não está claro se o Tesla Model 3 envolvido na colisão estava com o sistema de direção automatizado ativado. O acidente aconteceu em uma área residencial e duas pessoas morreram após sofrerem queimaduras graves – os corpos ainda não puderam ser identificados.

A NTSB, que faz recomendações, mas não regula montadoras de veículos, afirmou que a investigação vai se concentrar na operação do veículo e no fogo ocorrido após a colisão, que consumiu o carro depois que ele bateu em uma árvore. A agência afirmou que três investigadores da NTSB vão chegar na região na segunda-feira. “Sempre avaliamos atentamente as novas tecnologias”, disse Peter Knudson, porta-voz da agência.

O sistema automatizado da Tesla, chamado Autopilot, está na mira de reguladores americanos. No mês passado, o governo dos EUA abriu uma investigação formal sobre a tecnologia, após uma série de colisões. Em junho, autoridades afirmaram que abriram 30 investigações sobre acidentes de carros da Tesla desde 2016, em que há suspeita do uso do sistema automatizado. As colisões resultaram em 10 mortes, mas o piloto automático já foi descartado em três acidentes.

A Tesla não comentou o assunto. / COM REUTERS

Emmy 2021 coroa ‘The Crown’, ‘Ted Lasso’ e ‘O gambito da rainha’; veja a lista de vencedores

Prêmio da TV americana teve uma cerimônia morna e com poucas surpresas

Olivia Colman com seu Emmy de melhor atriz em série de drama por ‘The crown’ Foto: PETER NICHOLLS / REUTERS

Após se destacar pela criatividade no ano passado, o Emmy em 2021 voltou ao formato tradicional, com público presente, ainda que com algumas adaptações à pandemia —  a premiação foi realizada com restrição de convidados. E não soube manter o espírito inovador e ágil da última temporada, tendo realizado uma festa, no mínimo, morna. Em Los Angeles, quem comandou a principal noite da TV americana foi o comediante Cedric The Entertainer, estrela da série “The neighborhood”.

Foi, também, uma cerimônia de poucas surpresas. A principal teve a vitória de “O gambito da rainha” no prêmio mais disputado, o de melhor minissérie. A trama da Netflix sobre xadrez bateu outras produções incensadas, como “I may destroy you” e “Mare of Easttown”, o que gerou comentários frustrados nas redes sociais.

Somando as estatuetas técnicas com estas anunciadas neste domingo, “O gambito da rainha” e “The crown” empataram com 11 Emmys vencidos, enquanto “Ted Lasso” ficou com sete e “Mare of Easttown”, com quatro.

“The crown” fez valer o favoritismo entre as produções dramáticas, ganhando todas as principais estatuetas do segmento — melhor série, atriz (Olivia Colman), ator (Josh O’Connor), roteiro (Peter Morgan), direção (Jessica Hobbs), atriz (Gillian Anderson) e ator coadjuvantes (Tobias Menzies). A produção da Netflix levou sete estatuetas só neste domingo.

Kate Winslet com o prêmio de melhor atriz de minissérie por "Mare Of Easttown" Foto: MARIO ANZUONI / REUTERS
Kate Winslet com o prêmio de melhor atriz de minissérie por “Mare Of Easttown” Foto: MARIO ANZUONI / REUTERS

As reações nas redes sociais foram positivas para “Ted Lasso”, que dominou o segmento de comédia e começou a noite com tudo. As duas primeiras estatuetas foram entregues à produção da Apple TV+: melhor atriz (para Hannah Waddingham) e melhor ator coadjuvante em série de comédia (Brett Goldstein). O domínio não foi completo porque, depois, “Hacks” mostrou sua força, ficando com o prêmio de roteiro, direção (Lucia Aniello) e melhor atriz, para Jean Smart. Mas o astro de “Ted Lasso” Jason Sudeikis retomou as rédeas com o Emmy de melhor ator. E, no fim, a série ficou com sete Emmys e foi coroada como a melhor de comédia na temporada.

De volta às minisséries, “Mare of Easttown” dominou as categorias de atuação, com Kate Winslet ganhando o Emmy de melhor atriz, e Julianne Nicholson e Evan Peters os de atriz e ator coadjuvantes, respectivamente. Melhor ator, Ewan McGregor levou o único prêmio de “Halston”. Já Michaela Coel ficou com o Emmy de roteiro por “I may destroy you”, enquanto Scott Frank, de “O gambito da rainha”, levou o de direção.

A equipe de "O gambito da rainha", melhor minissérie Foto: Rich Fury / AFP
A equipe de “O gambito da rainha”, melhor minissérie Foto: Rich Fury / AFP

Na semana passada, o Emmy entregou os troféus técnicos, que foram dominados pela minissérie “O gambito da rainha”, com sete estatuetas — seguida por “Pose” e “Saturday night live”, com três cada.

Recorde negativo

Uma das surpresas deste ano foi o fato de “The Handmaid’s Tale”, da Hulu, ter tido 21 indicações (entre categorias técnicas e principais) e não ter levado nenhum prêmio. Só “The Crown”, “The Mandalorian” (com 24 indicações cada) e “Wandavision” (com 23) tiveram mais que a série distópica estrelada por Elizabeth Moss. Em 2017, a produção foi consagrada como a melhor de drama. Em 2018 e 2020, recebeu indicações nessa categoria, mas não levou a estatueta.PUBLICIDADE

Representatividade?

Apesar de ter celebrado um percentual de 44% de atores não brancos entre os indicados, o fato é que o Emmy 2021 voltou a ser alvo de polêmica por conta da falta de representatividade entre os premiados. Todas as 12 estatuetas entregues para ator — entre principais e coadjuvantes, seja em comédia, drama ou minissérie — foram para artistas brancos.

Os vencedores do Emmy 2021 (em negrito)

Melhor minissérie

  • “I may destroy you”
  • “Mare of Easttown”
  • “O gambito da rainha”
  • “The underground railroad”
  • “WandaVision”

Melhor série de drama

  • “The boys”
  • “Bridgerton”
  • “The crown”
  • “The handmaid’s tale”
  • “Lovecraft Country”
  • “The Mandalorian”
  • “Pose”
  • “This is us”

Melhor série de comédia

  • “Black-ish”
  • “Cobra Kai”
  • “Emily em Paris”
  • “Hacks”
  • “The flight attendant”
  • “O método Kominsky”
  • “Pen15”
  • “Ted Lasso”

Melhor atriz em série dramática

  • Uzo Aduba, “In treatment”
  • Olivia Colman, “The crown”
  • Emma Corrin, “The crown”
  • Elisabeth Moss, “The handmaid’s tale”
  • Mj Rodríguez, “Pose”
  • Jurnee Smollett, “Lovecraft Country”

Melhor ator em série dramática

  • Sterling K. Brown, “This is us”
  • Jonathan Majors, “Lovecraft Country”
  • Josh O’Connor, “The crown”
  • Regé-Jean Page, “Bridgerton”
  • Billy Porter, “Pose”
  • Matthew Rhys, “Perry Mason”

Melhor atriz em série de comédia

  • Aidy Bryant, “Shrill”
  • Kaley Cuoco, “The flight attendant”
  • Allison Janney, “Mom”
  • Tracee Elis-Ross, “Black-ish”
  • Jean Smart, “Hacks”

Melhor ator em série de comédia

  • Anthony Anderson, “Black-ish”
  • Michael Douglas, “O método Kominsky”
  • William H. Macy, “Shameless”
  • Jason Sudeikis, “Ted Lasso”
  • Kenan Thompson, “Kenan”

Melhor atriz em minissérie ou filme para TV

  • Michaela Coel, “I may destroy you”
  • Cynthia Erivo, “Genius: Aretha”
  • Elizabeth Olsen, “WandaVision”
  • Kate Winslet, “Mare of Easttown”
  • Anya Taylor-Joy, “O gambito da rainha”

Melhor ator em minissérie ou filme para TV

  • Paul Bettany, “WandaVision”
  • Hugh Grant, “The undoing”
  • Ewan McGregor, “Halston”
  • Lin-Manuel Miranda, “Hamilton”
  • Leslie Odom Jr., “Hamilton”

Melhor atriz coadjuvante em série dramática

  • Gillian Anderson, “The crown”
  • Helena Bonham Carter, “The crown”
  • Ann Dowd, “The handmaid’s tale”
  • Emerald Fennell, “The crown”
  • Madeline Brewer, “The handmaid’s tale”
  • Aunjanue Ellis, “Lovecraft Country”
  • Yvonne Strahovski, “The handmaid’s tale”
  • Samira Wiley, “The handmaid’s tale”

Melhor ator coadjuvante em série dramática

  • Giancarlo Esposito, “The Mandalorian”
  • O-T Fagbenle, “The handmaid’s tale”
  • John Lithgow, “Perry Mason”
  • Tobias Menzies, “The crown”
  • Max Minghella, “The handmaid’s tale”
  • Chris Sullivan, “This is us”
  • Bradley Whitford, “The handmaid’s tale”
  • Michael K. Williams, “Lovecraft Country”

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

  • Aidy Bryant, “Saturday Night Live”
  • Hannah Einbinder, “Hacks”
  • Kate McKinnon “Saturday Night Live”
  • Rosie Perez, “The flight attendant”
  • Cecily Strong, “Saturday Night Live”
  • Juno Temple, “Ted Lasso”
  • Hannah Waddingham, “Ted Lasso”

Melhor ator coadjuvante em série de comédia

  • Brett Goldstein, “Ted Lasso”
  • Brendan Hunting, “Ted Lasso”
  • Nick Mohammed, “Ted Lasso”
  • Paul Reiser, “O método Kominsky”
  • Kenan Thompson, “Kenan”
  • Bowen Yang, “Saturday Night Live”
  • Carl Clemons-Hopkins, “Hacks”

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme para TV

  • Renée Goldsberry, “Hamilton”
  • Kathryn Hahn, “WandaVision”
  • Moses Ingram, “O gambito da rainha”
  • Julianne Nicholson, “Mare of Easttown”
  • Jean Smart, “Mare of Easttown”
  • Phillipa Soo, “Hamilton”

Melhor ator coadjuvante em série limitada ou filme para TV

  • Thomas Sangster, “O gambito da rainha”
  • Daveed Diggs, “Hamilton”
  • Paapa Essiedu, “I may destroy you”
  • Jonathan Groff, “Hamilton”
  • Evan Peters, “Mare of Easttown”
  • Anthony Ramos, “Hamilton”

Melhor roteiro em série de drama

  • Rebecca Sonnenshine, “The boys”
  • Peter Morgan, “The crown”
  • Yahlin Chang, “The Handmaid’s Tale”
  • Misha Green, “Lovecraft Country”
  • Dave Filoni, “The Mandalorian”
  • Jon Favreau, “The Mandalorian”
  • Ryan Murphy, Brad Falchuk, Steven Canals, Janet Mock e Our Lady J, “Pose”

Melhor direção em série de drama

  • Julie Anne Robinson, “Bridgerton”
  • Benjamin Caron, “The crown”
  • Jessica Hobbs, “The crown”
  • Liz Garbus, “The Handmaid’s Tale”
  • Jon Favreau, “The Mandalorian”
  • Steven Canals, “Pose”

Melhor roteiro em série de comédia

  • Steve Yockey, “The Flight Attendant”
  • Meredith Scardino, “Girls5eva”
  • Lucia Aniello, Paul W. Downs, Jen Statsky, “Hacks”
  • Maya Erskine, “Pen15”
  • Jason Sudeikis, Brendan Hunt e Joe Kelly, “Ted Lasso” (episódio “Make Rebecca Great Again”)
  • Jason Sudeikis, Bill Lawrence, Brendan Hunt e Joe Kelly, “Ted Lasso” (episódio Piloto)

Melhor direção em série de comédia

  • James Burrows, “B Positive”
  • Susanna Fogel, “The Flight Attendant”
  • Lucia Aniello, “Hacks”
  • James Widdoes, “Mom”
  • Zach Braff, “Ted Lasso”
  • MJ Delaney, “Ted Lasso”
  • Declan Lowney, “Ted Lasso”

Melhor direção em minissérie ou filme para TVPUBLICIDADE

  • Thomas Kail, “Hamilton”
  • Michaela Coel, “I may destroy you”
  • Sam Miller, “I may destroy you”
  • Craig Zobel, “Mare of Easttown”
  • Scott Frank, “O gambito da rainha”
  • Barry Jenkins, “The Underground Railroad”
  • Matt Shakman, “WandaVision”

Melhor roteiro em minissérie ou filme para TV

  • Michaela Coel, “I may destroy you”
  • Brad Ingelsby, “Mare of Easttown”
  • Scott Frank, “O gambito da rainha”
  • Chuck Hayward e Peter Cameron, “WandaVision”
  • Jac Schaeffer, “WandaVision”
  • Laura Donney, “WandaVision”

Melhor roteiro em série de variedades

  • “The Amber Ruffin Show”
  • “A Black Lady Sketch Show”
  • “Last Week Tonight With John Oliver”
  • “The Late Show With Stephen Colbert”
  • “Saturday Night Live”

Melhor talk show

  • “Conan”
  • “The Daily Show with Trevor Noah”
  • “Jimmy Kimmel Live!”
  • “Last Week Tonight with John Oliver”
  • “The Late Show with Stephen Colbert”

Melhor reality show de competição

  • “The amazing race”
  • “Nailed it!”
  • “RuPaul’s drag race”
  • “Top chef”
  • “The voice”

Melhor especial de variedades pré-gravado

  • “Bo Burnham: Inside”
  • “David Byrne’s American Utopia”
  • “8:46 – Dave Chappelle”
  • “Friends: The Reunion”
  • “Hamilton”
  • “A West Wing Special To Benefit When We All Vote”

34ª edição da Casacor São Paulo tem recorde de novos nomes da arquitetura

Dos 58 ambientes espalhados pelo Parque Mirante, 28 participam, pela primeira vez, do evento paulista
ANA LOURENÇO – O ESTADO DE S.PAULO

Ambiente de Gabriela de Matos é inspirado nas arquiteturas afro-brasileiras e ameríndias Foto: Paulo Pereira/teiadocumenta

Em todo planejamento de decoração ou design de interiores existe um cliente por trás. As referências e particularidades dos moradores são espelhados em cada canto da casa. No entanto, durante as mostras de decoração é possível observar exatamente o estilo daquele profissional sem nenhum outro ruído; é a interpretação dele por ele. A 34ª edição da Casacor, que começa nesta terça, 21, é a que mais tem com nomes novos – dos 58 ambientes, 28 foram feitos por estrantes.

“A Casacor tem essa característica de ter novos nomes, novas apostas. Nesse ano temos profissionais realmente muito talentosos e promissores que fazem a leitura da Casa Original (tema do evento neste ano) das mais distintas formas”, coloca Lívia Pedreira, curadora e superintendente da Casacor. O segredo, em todos eles, é apostar na sua história.

A arquiteta Gabriela de Matos, por exemplo, sempre gostou de observar o rio na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Hoje, com 35 anos, ela estreia na Casacor São Paulo levando exatamente essa visão em formato de cadeira. “Esse banco foi produzido com uma técnica ancestral, da taipa de pilão, que consiste em colocar terra em camadas na taipa e ir socando com o pilão. Então se você olhar de frente, fica esse desenho interessante. E coloquei o nome do banco de Margem de Rio porque me lembra a minha infância e adolescência em Minas”, conta.

A técnica foi muito usada durante o período colonial do Brasil para construções de casas. “A minha ideia foi referenciar a técnica no ambiente, mas trazer para um outro formato, que foi o design de mobiliário”, diz ela, que também passou resina de mamona no móvel para que o visitante pudesse sentar.

Gabriela abre a mostra com o ambiente Agô, que no idioma iorubá significa “entrar e pedir licença”. Sua ideia, como estreante, é trazer sua vivência como arquiteta negra com um vasto campo de pesquisa na cultura afro-brasileira e ameríndia. “Eu entendo que essa originalidade tem que estar desde o pensamento, na distribuição do ambiente, até a escolha do material, para mostrar que a gente pode construir, mostrar nas nossas moradias com outras perspectivas também, sabe? É mais um convite para pensar diferente”, explica.

“A Casacor tem um papel muito importante na promoção do design de interiores e de arquitetura. Então trazer arquitetos e arquitetas jovens, trazer mais diversidade de profissionais, como é o meu caso, por ser uma arquiteta negra, eu acho que é incrível e me sinto animada com o que isso vai representar daqui pra frente no campo da arquitetura como um todo. Acredito que aí sim começaremos a produzir num outro lugar, um lugar que seja mais ligado a essas raízes diversas da cultura brasileira”, diz Gabriela. 

Ousadia e alegria

Contraste entre divertido e sério comtemplam o espaço de Pedro Luiz
Contraste entre divertido e sério comtemplam o espaço de Pedro Luiz Foto: Denilson Machado

O ousar está presente em todos os ambientes estreantes. Alguns ousam em sentimento, como é o caso de Gabriela, mas outros abusam das cores, móveis e texturas, como fez Pedro Luiz De Marqui, de 30 anos. Em seu ambiente, destaca-se o contraste. “Minha inspiração foi trazer o passado com o presente, o tradicional com algo contemporâneo”, coloca ele. “Eu gosto muito desse estilo que traz a coisa artística, que ousa e quebra barreiras. Então uma coisa brincalhona ser uma coisa respeitada também, por exemplo”, diz Pedro, citando o tapete de ovo da marca italiana Seletti e a luminária de Ingo Maurer construída com uma luva de látex azul.

Como destaque, o ambiente tem uma instalação artística feita de vidros e cabo de aço pelo arquiteto em parceria com o designer Lucas Recchia. Ela serve como uma espécie de divisor de ambientes, seguindo a ideia de espaços fluídos.

No andar acima, Ana Weege, de 35 anos, também estreante, tem um espaço que conversa diretamente com o de Pedro. Para ela, chegou a hora de trazer elementos lúdicos para quebrar a seriedade dos tempos atuais. “Eu acho que os espaços que a gente vive podem ser mais divertidos. É o que eu sempre falo também sobre obra de arte, de você se perguntar: essa obra vai me fazer feliz todos os dias que eu olhar para ela pendurada na parede? Então é com esse viés que eu penso para os objetos que a gente vai escolher para nossa casa também”, diz. 

Para seu espaço, cada peça foi escolhida a dedo – independente dos obstáculos. As intervenções do piso, realizadas pelo artista Gian Luca Ewback, foram feitas com materiais trazidos na mala dopai dela, que mora em Portugal. Já as bebidas do bar foram escolhidas pelos rótulos e histórias que Ana teve com os amigos. “É sobre ter esse carinho com os objetos, explorando essa nostalgia e sentimentos”, diz ela, que se inspira no icônico arquiteto Sig Bergamin para fazer o “garimpão”.

Ana Weege deseja limpar os visitantes dos outros ambientes já vistos para garantir a surpresa do seu
Ana Weege deseja limpar os visitantes dos outros ambientes já vistos para garantir a surpresa do seu Foto: Evelyn Muller

A explosão de cores é antecipada por um jardim zen com o nome do seu ambiente, “Perspectiva”. “Numa mostra, o visitante chega no seu ambiente depois de passar por tantos outros. Então a ideia do Jardim é que ele traga essa limpeza, essa transição para que quando a pessoa entrasse no meu espaço fosse mais impactante ainda”, conta . Para isso, Ana se inspirou nos elementos naturais: água, areia rastelada em formato circular para o fluxo da energia, fio de juta e quartzo hematoide, a pedra da cura.

Casa Tempo

As traduções da origem, seguindo o tema da edição de 2021, estão presentes em todos os ambientes. Em alguns até, ela é traduzida como tempo. “A minha inspiração foi o céu, por isso trouxe um pano de vidro logo na entrada do espaço e proponho uma reflexão profunda sobre o que é verdadeiramente importante em nossa casa e em nossa vida”, diz a arquiteta Ticiane Lima. Apesar de estar participando pela terceira vez do evento, faz, pela primeira vez, uma construção completa. Seu “ambiente”, presente no rooftop do espaço, é uma Tiny House suspensa em um espelho d’água, que acompanha a luz solar e mostra fluidez dos espaços com arquitetura minimalista.

O sentimento de tranquilidade e pausa é tamanha que o espaço foi apelidado de Casa Tempo. Foi esse também o intuito de Beatriz Quinelato, 40 anos, estreante na Casacor. “Depois de tudo que a gente viveu nesses dois últimos anos, trazer o projeto para uma coisa mais afetiva, mais sentimental, eu acho que é o caminho pra mim”, diz.

Beatriz Quinelato aposta em tons terrosos e muito verde em seu Estúdio Terra
Beatriz Quinelato aposta em tons terrosos e muito verde em seu Estúdio Terra Foto: Renato Navarro

A grande tendência do espaço é destacar os tons terrosos e valorizar a arte e o design brasileiro. “O Estúdio Terra traz o resgate ao essencial, é ter essa sensação de pé no chão. E trazer essa simplicidade não significa ser uma coisa rústica. Mas sim com estilo, sofisticação e exclusividade”, explica. Segundo Beatriz, o segredo é usar os materiais de forma repaginada. Como o piso do ambiente que traz tijolinhos – mais comum nas paredes. 

Em muitos dos ambientes, é possível ver árvores e plantas. Uma, em específico, chama a atenção, a Jasmim Manga. Totalmente sem folhas ou flores, ela fica lá, mostrando sua beleza, mas pronta para se transformar e florir até o fim da mostra. 

CasaCor 34ª edição – A Casa Original

De 21 de setembro a 15 de novembro

Funcionamento de terça a domingo, das 12h às 22h

Ingresso: R$ 80 (inteira), de terça a quinta; R$ 100 nos fins de semana e feriados

Rua Padre Antônio Tomás, 72

www.casacor.byinti.com

Emmy Awards 2021: Cabelos crespos, ondulados e naturais presentes no red carpet

Atrizes negras apostam em cabelos naturais para o Emmy Awards 2021

LOS ANGELES, CALIFORNIA – SEPTEMBER 19: Tracee Ellis Ross attends the 73rd Primetime Emmy Awards at L.A. LIVE on September 19, 2021 in Los Angeles, California. (Foto: Rich Fury/Getty Images) 

No red carpet do Emmy Awards, as atrizes apostaram em looks incríveis, sem dúvida, mas os penteados também tomaram os holofotes da premiaçãoTracee Ellis Ross e Taraji P. Henson são exemplos de que o cabelo crespo e natural também é uma aposta valiosa para noites de gala. Abaixo, veja as celebridades que optaram por um hair mais natural. 

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LOS ANGELES, CALIFORNIA - SEPTEMBER 19: Misha Green attends the 73rd Primetime Emmy Awards at L.A. LIVE on September 19, 2021 in Los Angeles, California. (Photo by Rich Fury/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Misha Green (Foto: Getty Images)

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LOS ANGELES, CALIFORNIA - SEPTEMBER 19: Angela Bassett attends the 73rd Primetime Emmy Awards at L.A. LIVE on September 19, 2021 in Los Angeles, California. (Photo by Rich Fury/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Angela Bassett (Foto: Getty Images)

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LOS ANGELES, CALIFORNIA - SEPTEMBER 19: Lauren Ashley Smith attends the 73rd Primetime Emmy Awards at L.A. LIVE on September 19, 2021 in Los Angeles, California. (Photo by Rich Fury/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Lauren Ashley Smith (Foto: Getty Images)

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LOS ANGELES, CALIFORNIA - SEPTEMBER 19: Taraji P. Henson attends the 73rd Primetime Emmy Awards at L.A. LIVE on September 19, 2021 in Los Angeles, California. (Photo by Rich Fury/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Taraji P. Henson (Foto: Getty Images)

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LOS ANGELES, CALIFORNIA - SEPTEMBER 19: Samira Wiley attends the 73rd Primetime Emmy Awards at L.A. LIVE on September 19, 2021 in Los Angeles, California. (Photo by Rich Fury/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Samira Wiley (Foto: Getty Images)

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LOS ANGELES, CALIFORNIA - SEPTEMBER 19: Amber Ruffin attends the 73rd Primetime Emmy Awards at L.A. LIVE on September 19, 2021 in Los Angeles, California. (Photo by Rich Fury/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Amber Ruffin (Foto: Getty Images)
LOS ANGELES, CALIFORNIA - SEPTEMBER 19: Michaela Jaé Rodriguez attends the 73rd Primetime Emmy Awards at L.A. LIVE on September 19, 2021 in Los Angeles, California. (Photo by Rich Fury/Getty Images) (Foto: Getty Images)
LOS ANGELES, CALIFORNIA – SEPTEMBER 19: Michaela Jaé Rodriguez attends the 73rd Primetime Emmy Awards at L.A. LIVE on September 19, 2021 in Los Angeles, California. (Photo by Rich Fury/Getty Images) (Foto: Getty Images)