Mania de podcast

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O aplicativo de podcasts da Apple ajudou a popularizar os podcasts
Uma das coisas mais legais de morar fora do País é adquirir novos hábitos. E uma das paixões que se instalou no meu coração de vez durante esse pouco mais de um ano em Chicago foi ouvir podcasts.
Podcasts são programas em áudio que são distribuídos pela internet e podem ser baixados no celular.
Eu já ouvia alguns no Brasil, mas esporadicamente. Foi em Chicago que eu descobri a cena forte de podcasts aqui dos EUA e me viciei em ouvir programas diariamente.
Logo que eu acordo, eu já pego o celular e abro aplicativo de podcasts para baixar os novos episódios da manhã. Ouço dois ou três por dia. Na ida e volta do trabalho, enquanto lavo a louça, faço o jantar e tomo banho.
Eu não estou sozinha nessa onda. Minha paixão por podcasts representa o sucesso de uma indústria que não pára de crescer e se profissionalizar a cada ano.
Os podcasts estão entre as maiores apostas das empresas de jornalismo dos EUA, como uma nova fonte de renda. Também faz parte da estratégia de marketing de conteúdo das companhias que buscam cativar e fidelizar consumidores.
Quando eu saí do Brasil, em 2015, muito pouco ainda se falava em podcast no País. Pelo que acompanho dos EUA, existe muita gente produzindo podcasts no Brasil e o mercado está crescendo, mas esse tipo de conteúdo ainda não se popularizou como no exterior. Existe uma grande oportunidade a ser explorada e programas incríveis para o público descobrir.
Nos EUA, existem cooperativas para produtores de podcasts, empresas especializadas nesse tipo de conteúdo, newsletter específica sobre podcasts, programas sobre todos os assuntos que você puder imaginar e até um podcast para falar sobre… podcasts!

Por que os podcasts fazem tanto sucesso nos EUA?
O entusiasmo, do lado dos criadores de conteúdo, está no fato de que hoje paga-se bem para colocar um anúncio em um podcast, já que os anunciantes estão interessados em falar direto com esse público que dedica 100% da sua atenção ao programa que está ouvindo (embora já esteja sendo discutido o fato de que grande parte dos ouvintes está pulando a publicidade, o que tem tornado e negociação com anunciantes mais delicada).
A previsão é de que os gastos de publicidade em podcasts nos os EUA cheguem a US$ 395 milhões em 2020, de acordo com a empresa de pesquisas Bridge Ratings.
Do lado dos ouvintes, o entusiasmo vem da possibilidade de ouvir entrevistas inteiras com personagens interessantes, histórias surpreendentes, debates de alto nível e reportagens impecáveis. O podcast cativa pela qualidade.
Exemplo disso, é que por meio de podcasts aprendi sobre temas pelos quais nunca havia me interessado. Uma história sobre a coleta de lixo no Japão prendeu minha atenção de forma inesperada. Uma entrevista com a Glória Steinem me fez descobrir detalhes desconhecidos da história dela que me levaram às lágrimas em um dia comum.
Decidi, então, usar esse espaço para compartilhar com vocês alguns dos meus podcasts favoritos. Escolhi sete podcasts norte-americanos e brasileiros (tomei o cuidado de excluir os já famosos Serial e This American Life, já que são opções das quais a maioria já ouviu falar).
Confesso que ainda conheço poucos programas brasileiros. Peço para vocês igualmente colaborarem com a lista e comentarem quais podcasts nacionais eu deveria escutar. Também vale deixar a dica de algum podcast gringo que você considere imperdível.

Eis a minha lista:
1. Hidden Brain – NPR (em inglês)
Eu tenho uma certa preferência por podcasts que falam sobre o comportamento humano. Coisa de gente curiosa e que tem uma quedinha por psicologia. Por isso, o Hidden Brain é o número um da minha lista. O podcast aborda grandes temas da atualidade do ponto de vista do comportamento humano. Alguns temas que já foram abordados são imigração, tecnologia e sexismo. Cada episódio dura de 20 a 30 minutos, o que eu considero como o tamanho ideal para um podcast. Acredite: você vai aprender muito em apenas 20 minutos de programa. Eu passo dias refletindo sobre cada episódio.

2. Invisibilia – NPR (em inglês)
Esse podcast fala sobre as forças invisíveis que controlam o comportamento humano. As histórias do episódio Flip the Script, da segunda temporada, sobre pessoas que combateram ambientes hostis com calor humano, me levaram às lágrimas. É um dos meus episódios de podcast favoritos de todos os tempos. E essencial para a gente criar um pouco mais de empatia por quem é diferente da gente nesse mundo. Você precisa ouvir! Há vários outros episódios igualmente incríveis.

3. Mamilos – B9 – (em português)
O Mamilos fala de temas da atualidade e sempre traz especialistas que representam lados opostos de um mesmo assunto para debater o tema da vez. Em tempos de tanta polarização, dá gosto ouvir um programa que se dispõe a promover um debate de ideias equilibrado, onde há espaço para ouvir todos os lados e aprender com o outro. Esse equilíbrio na cobertura fez eu ouvir com atenção até um programa sobre divórcio, embora nem casada eu seja. De quebra, o programa me ajuda a matar um pouquinho da saudade do Brasil.

4. Modern Love – The New York Times (em inglês)
A coluna Modern Love é sucesso há anos no jornal norte-americano The New York Times. A ideia é contar as alegrias e dificuldades de histórias que retratam as diferentes formas de amar. O que eu mais gosto no Modern Love é que há sempre alguma adversidade, mesmo nos episódios com finais felizes. E não é assim que acontece na vida real? Vivemos tão angustiados por tanta felicidade fabricada nas redes sociais e tantas notícias ruins ao redor do mundo que é um alento ouvir histórias que falam das belezas e das tristezas que fazem parte da vida de todos nós. É um podcast para trazer inspiração, esperança e aceitação.

5. Recode Decode e Recode Media com Kara Swisher and Peter Kafka – Vox Media (em inglês)
Para quem gosta de tecnologia, os podcasts do site Recode são muito interessantes, porque sempre trazem como convidado especial o CEO ou fundador de uma empresa de tecnologia, ou alguém que trabalha com a internet de alguma forma. É a chance de ouvir com profundidade e diretamente da fonte as histórias por trás da criação de empresas fascinantes, além dos desafios de gerir empresas inovadoras.

6. Xadrez verbal – Central 3 Podcasts – (em português)
Um excelente podcast para entender sobre sobre política internacional. A cada semana, o programa traz um tema diferente que ajuda a entender com profundidade alguns dos grandes conflitos internacionais da atualidade.

7. Note To Self – WNYC (em inglês)
É uma delícia ouvir ao Note to Self. O programa explora toda semana, em um episódio curtinho, as diferentes formas como a tecnologia está mudando as nossas vidas. Há dezenas de histórias inusitadas e desafios dos quais você pode participar para melhorar sua relação com a tecnologia. É ótimo para quem gosta do tema, mas não quer necessariamente falar sobre negócios. O foco aqui é no consumidor de tecnologia, suas dores e delícias.
E você? Qual podcast imperdível você sugere? [Ligia Aguilhar]

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Jodie Foster dirigirá episódio da nova temporada de ‘Black mirror’

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A Netflix escalou Jodie Foster (dos filmes “O silêncio dos inocentes” e “O quarto do pânico”) para dirigir e Rosemarie DeWitt (das séries “Mad men” e “United States of Tara”) para estrelar um episódio da quarta temporada de “Black mirror”, que será produzida este ano e estreará em 2017.

Criada e escrita por Charlie Brooker, “Black mirror” trata da inquietação coletiva com o mundo moderno. A terceira temporada da série será lançada mundialmente nesta sexta-feira, 21.

Jodie Foster dirigiu recentemente o longa-metragem “Money monster”, suspense estrelado por George Clooney e Julia Roberts. Ela fez sua estreia na direção de televisão comandando episódios das séries originais da Netflix “Orange is the new black” e “House of cards”. Já DeWitt poderá ser vista no filme “La la land”, com Ryan Gosling e Emma Stone, previsto para novembro. [Gabriela Antunes]

Inspiração do dia: cozinha em tons neutros mistura madeira e mármore

01-1Tons claros predominam nesta cozinha que tem paredes e armários brancos. As cores neutras são complementadas por mobiliário e piso de madeira clara – que ainda dão um tom rústico ao ambiente. O toque especial fica por conta do mármore que está presente na bancada da ilha e de toda a superfície da área da pia. Louças de vidro e de cerâmica à vista e uma mini-adega integrada ao espaço dão ainda mais charme ao ambiente organizado, suave e elegante.

Reprodução | Desire to Inspire
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Reprodução | Desire to Inspire
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Reprodução | Desire to Inspire
4-inspiracao-do-dia-cozinha-em-tons-neutros-mistura-madeira-e-marmoreFonte: Desire to Inspire

Moda I Nina Agdal exibe corpaço em clique de biquíni

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Leonardo DiCaprio é um homem de sorte: depois de namorar bombshells como Toni Garrn, Kelly Rohrbach, Erin Heatherton e até mesmo Gisele, o ator conquistou o coração da dinamarquesa Nina Agdal. Destaque em revistas sexy como Sports Illustrated, a modelo de 24 anos é dona de um corpaço escultural, com medidas perfeitas distribuidas por seus 1,76m de altura.

Pelo Instagram, a loira publicou na manhã desta quinta-feira (20) um clique onde exibe as suas curvas toda molhada à beira do mar. Usando minibiquíni de lacinho, ela mostra a mostra a marquinha do bronzeado na virilha  e deixa a polpa do seio à mostra. Hot!

Ao Daily Mail, recentemente a avó da top revelou que o casal Agdal-Dicaprio está, sim, apaixonado. “Eu ainda não o conheci [DiCaprio] pessoalmente, mas espero que ele se comporte com ela. Caso contrário, ele terá que se ver comigo”, brincou Lona Agdal, que vive na Dinamarca.

Gadgets I Kodak cria híbrido entre câmera e smartphone

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por Leonardo Muraoka
A Kodak não faz só filmes ou câmeras. Essa semana a companhia anunciou seu novo smartphone, chamado
Kodak Ektra, um modelo que faz referência à câmera 35mm lançada nos anos 40. O aparelho foi fabricado pelo Bullitt Group e tem toda a traseira coberta por couro com um look bem oldschool.

O diferencial do smartphone, obviamente vindo da Kodak, é a câmera que tem 21 megapixels, abertura máxima de f/2.0, estabilização óptica, HDR, auto foco por detecção de fase e gravação em 4K. Ela também possui simulação de desfoque por software, similar à do iPhone 7 Plus, uma biblioteca de filtros e a facilidade (!) de conexão com impressoras Kodak.

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A câmera é protuberante e bem maior que dos celulares atuais, além de um dos lados do smartphone possuir design para uma melhor pegada. A Kodak ainda irá vender cases de couro, assim como as vendidas antigamente para as 35mms, caso você queira aumentar ainda mais o feeling vintage.

Vale lembrar que o Kodak Ektra possui uma tela de 5 polegadas full hd, roda Android, processador MediaTek X20 e 3GB de RAM. Ele custará aproximadamente 550 dólares, sem previsão para lançamento no Brasil. Você pode ver mais informações e amostras da câmera no site da Kodak.

VIA: Digital Trends

Conheça a carioca Arara, agência com olhar tropical

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Malu Barretto e Pedro Igor Alcantara no escritório da Arara, no Rio de Janeiro (Foto: Fred Othero e Fernando Schlaepfer)

Uma estrutura metálica gigante no topo do edifício Hilton Santos, no Flamengo, no Rio, marcou a cidade durante as Olimpíadas. A obra do artista francês JR fazia parte do projeto Inside Out, que cobriu endereços cariocas com rostos impressos em lambe-lambes. As manifestações artísticas foram produzidas pela carioca Arara, de Malu Barretto, 43, e Pedro Igor Alcantara, 37.

Amigos há 15 anos, eles decidiram unir forças em 2013. Cool e muito bem conectado, Pedro foi sócio de uma produtora cultural em São Paulo. Já Malu, que é casada com o artista plástico Vik Muniz (é dele a pintura de uma asa de arara que decora o escritório da dupla, na rua Dias Ferreira, no Leblon), trabalhou para marcas de luxo lá fora com o Valentino e Louis Vuitton (foram 14 anos entre Nova York, Milão e Roma) e para a L’Oréal, no Rio de Janeiro.

Bons de festa, pararam a cidade com o primeiro Baile da Arara, em 2015, que encerrou o Carnaval com dobradinha de Caetano Veloso e Seu Jorge no palco. Tudo o que fazem tem perfume tropical, assim como o nome da empresa. Perfume, aliás, é o tema de mais um projeto: a passagem de Jean Paul Gaultier pelo Brasil para divulgar suas fragrâncias, em outubro. [Rosana Rodini]