Arquitetura em formato de origami

p2_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_Fotor.jpgpor Marcos Zeitoune
Localizada em Fitzroy – um subúrbio densamente povoado ao norte de Melbourne, Austrália, outrora um bairro operário agora transformado em uma vizinhança boêmia e vibrante, repleta de galerias de arte e alta gastronomia – esta estreita casa foi transformada pelo escritório AA Architects em uma morada minimalista e elegante, caracterizada por uma estética decorativa baseada em ângulos e dobraduras – daí a comparação com o formato origami.

f1_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_Fotorp1_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_FotorPartindo de um longo e térreo corredor, a propriedade está comprimida entre dois terraços. Apesar da rígida lei de zoneamento local, os arquitetos conseguiram driblar o layout existente, marcado por diversos pequenos cômodos em favor de um plano completamente aberto, incorporando cozinha, sala de jantar e estar. Agora afastado da fachada que dá para a rua – onde um novo dormitório foi alocado (os outros dois estão localizados no segundo e novo pavimento) – o living reaparece de frente para um jardim nos fundos do terreno. A estratégia garante não apenas maior privacidade e contato com a natureza como também aumenta o espaço útil quando as portas do pátio estão abertas.s1_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_Fotors3_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_FotorComo forma de minimizar a principal desvantagem do terreno estreito e comprido – a falta de iluminação natural e a sensação de enclausuramento – os arquitetos incorporaram, de um lado, enormes janelas piso-teto translúcidas (para garantir privacidade) e, acima, uma grande claraboia localizada no centro da construção, a fim de garantir toda a insolação necessária para todo o programa. A paleta monocromática do branco sobre o branco – com toques de preto utilizados para reforçar os interiores – garante que a luz se difunda por todos os espaços.s4_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_Fotors6_terrace_house_fitzroy_adrian_amore_architects_yatzer_FotorO centro da casa é, inquestionavelmente a escada, cujo volume escultórico se alça para o segundo pavimento. Seu dinamismo e impacto visual é similar ao de outros projetos do escritório AA Architects. O visual origami, com sua linguagem de ângulos e dobraduras, foi igualmente utilizado na decoração da casa e em algumas peças de design e mobiliário. Fotos: Fraser Marsden / divulgação
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Katie Holmes diz que Suri a ajudou na direção do seu primeiro filme

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Suri e Katie Holmes (Foto: Reprodução Instagram)

Em sua estreia como diretora em ‘All We Had’, filme que aborda a relação de uma mãe com sua filha, Katie Holmes revelou que recebeu ajuda da pequena Suri. A atriz e agora diretora – que também atuará no longa – contou ao ET Online que sua filha a ajudou a compreender a dinâmica entre sua personagem, Rita, e sua filha na produção, Ruthie, interpretada por Stefania Owen.

O apoio de Suri foi tão importante que a filha de Katy receberá um agradecimento especial ao final do filme. “Ela recebe um agradecimento especial por tudo, por cada trabalho que eu faço, porque ela faz cada dia ser impressionante e melhor”, contou Katie ao ET Online. “Eu me conheço melhor por causa dela, então ela receberá um agradecimento especial”.

Vale lembrar que Holmes e sua filha se aproximaram ainda mais nos últimos anos, já que Tom Cruise praticamente não viu a menina desde que se separou da atriz em 2012. De acordo com informações do Us Weekly, o ator só voltou a ver Suri em junho deste ano. O afastamento teria sido motivado pela saída de mãe e filha da Cientologia, religião de Cruise.

A atriz também falou ao site sobre o desafio de dirigir seu primeiro filme. “Levou um longo tempo para assumir o risco”, comentou Katie. “Sinto-me afortunada porque tenho um grupo de apoio maravilhoso ao meu redor”.

‘All We Had’ é uma adaptação do livro de mesmo nome da escritora Annie Weatherwax.  Além de dirigir a produção, Katie também interpretará a protagonista do longa que deve chegar aos cinemas norte-americanos em 9 de dezembro. Ainda não há data de estreia para o Brasil.

Interiores I Casa une estilos dark, rústico e exótico

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Por Carol Scolforo; Fotos Jersey Ice Cream/ Divulgação
Tara Mancini e Percy Bright, do” escritório
Jersey Ice Cream Co. se hospedam por dias nas casas que renovam. Só então se consideram prontos para ouvir o pedido de seus clientes. Com esta casa, nas montanhas de Catskills, próximo de Nova York, foi assim. Quem os contrata já sabe que seu estilo tem um pé no rústico, no áspero, no barroco, no cru. Não gostam de artificialidades e valorizam as memórias, a vida em seu estado bruto.

Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)

Assim nasceu a casa de campo Magic EggFarmhouse. O vintage surge em imagens de outro século, um animal empalhado, um quadro que agrega cartas antigas – tudo se transforma em um visual exótico e curioso, em um “ame ou odeie” bem evidente.

Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)

Há ainda os toques de funcionalidade que a dupla traz aos projetos – afinal, é para isso que se hospedam na casa, não para curtir temporadas. No retrofit, os tons escuros, a madeira não-polida e as texturas macias se convertem em um abrigo caloroso e acolhedor, quase mágico como sugere o nome.

Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)
Quando dark, rústico e exótico se encontram... (Foto: Jersey Ice Cream/Divulgação)

Moda I RIP James Galanos: estilista morre aos 92 anos na Califórnia

1961

RIP James Galanos: o estilista americano faleceu neste domingo (30.10) por causas naturais em sua residência em West Hollywood, na Califórnia, aos 92 anos.
O designer ficou conhecido por vestir a alta sociedade de Los Angeles e São Francisco e ganhou fama quando uma de suas clientes, Nancy Reagan, se tornou primeira dama dos Estados Unidos. Nancy era uma fiel defensora de Galanos e usou suas criações para jantares de gala. Pouco depois que os Reagans deixaram a Casa Branca, Galanos deixou a moda. Na última década ele passou a focar em arte e fotografia.

Buquê artsy: Printing estreia na moda praia com coleção resort

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Maiô (R$ 620) Printing, chapéu (R$ 650) Yosuzi na Acaju do Brasil e brinco (R$ 229) Mariah Rovery (Foto: Hick Duarte; styling: Raquel Kavati; beleza: Gui Casagrande)

Fundadora da mineira Printing, Márcia Queiroz lança este mês a coleção de estreia da grife na moda praia.Orquídeas de proporções máxi foramaplicadas sobre grafismos em belas estampas inspiradas em obras dos artistas cearenses Aldemir Martins e Carmélio Cruz – que decoram ótimos maiôs de modelagem frente única.

Depois da praia, combine a uma pantalona branca de linho – look que garante nota dez no quesito elegância.

Printing: Rua Peixoto Gomide, 1.881, SPResort Printing (Foto: Reprodução)Resort Printing (Foto: Reprodução)

Resort Printing (Foto: Reprodução)
Resort Printing (Foto: Reprodução)Resort Printing (Foto: Reprodução)

RGirls/Digital I Por que nós mulheres devemos reivindicar um mundo mais open source

engineering

Intel Free Press
Por Carine Roos
Hoje tirei um tempo em silêncio para pensar no que iria falar na mesa sobre “
Gênero na Ciência e Tecnologia” – organizado pelo 1º Encontro Brasileiro de Hardware Aberto e Livre – que fosse diferente daquilo que habitualmente vemos nos debates de mulheres na TI. Zapeando artigos, vendo apresentações no slideshare, acabei caindo na apresentação da Karen Sandler, diretora executiva da Software Freedom Conservancy. Em sua palestra, Karen mostra como o interesse das empresas está descasado com o interesse de seus consumidores.

A ativista de software livre conta que quando ela estava grávida, ela levou dois choques do seu desfibrilador implantado no coração. A razão disso ter acontecido é que os corações de grávidas batem de forma diferente, acelerando de vez em quando, o que confundiu o software do desfibrilador, que não foi projetado levando em conta essas diferenciações do organismo feminino.

O número de mulheres que tem desfibriladores implantados no coração e que simultaneamente engravidam é muito baixo. Como desenvolvedora de software e já antecipando o risco de levar um choque porque o projetista não previu o seu caso, Karen recorreu às empresas para ter acesso ao código fonte do seu desfibrilador e assim contratar especialistas que pudessem fazer uma auditoria independente e eventuais adaptações ao software para o seu caso em particular. O seu direito ao acesso ao código foi negado, mas por sorte Karen não morreu e o seu filho está bem.E é ai que caiu a ficha: em uma sociedade em que a produção técnica do conhecimento está essencialmente nas mãos de homens, é fundamental que as mulheres tenham acesso aos programas de software para fazer as adaptações necessárias às quais desejam.

Realidade do mercado:

– O objetivo do Twitter para 2016 é que 16% da sua equipe técnica fosse composta por mulheres e 35% de sua equipe global fosse do sexo feminino;

– Em números divulgados esse ano, o Facebook revelou que 17% do seu pessoal técnico e 33% de sua força de trabalho global são ocupados por mulheres;

– 19% do pessoal técnico do Google e 31% de seus funcionários globais eram mulheres em seus últimos números referentes à Janeiro de 2016;

– Na Microsoft, 16,9% de seu pessoal técnico e 26,8% eram mulheres em 2015;

– Apple diz que 32% de sua força de trabalho global é do sexo feminino e que 37% das pessoas que contratou em 2016 até agora têm sido as mulheres.

*Fonte: BBC News

Enquanto esse reequilíbrio do conhecimento acontece a passos ainda lentos, ter a autonomia para modificar programas de computador passa ser a condição sine qua non para que mulheres exerçam o seu direito corrigindo o viés de gênero na tecnologia e em artefatos técnicos.

Porque temos o direito de não correr risco de vida como o que aconteceu com a Karen. Porque queremos lutar contra todas as ameaças de estereótipos. Porque queremos uma democratização dos serviços em escala global.