Nokia será investigada por violação de dados na Finlândia

Aparelhos com a marca estariam se comunicando com servidores suspeitos
Por Reuters – O Estado de S. Paulo

Autoridade finlandesa investiga se celulares da Nokia enviaram informações para servidores estrangeiros

O ombudsman de proteção de dados da Finlândia informou nesta quinta-feira, 21, que vai investigar se os celulares da Nokia quebraram as regras de dados depois que um relatório informou que os dispositivos enviaram informações à China.

Os telefones da Nokia são desenvolvidos sob licença da empresa finlandesa HMD Global, que afirma que nenhum dado pessoal foi compartilhado com terceiros, apesar de afirmar que houve uma falha no software de dados com um lote de aparelhos que havia sido consertada.

O ombudsman Reijo Aarnio disse à Reuters que avaliaria se houve alguma violação que envolvesse “informações pessoais e se houve uma justificativa legal para isso”.

A emissora pública norueguesa NRK informou que houve uma violação de dados relacionada ao modelo Nokia 7 Plus, fabricado pela HMD. A empresa afirmou que “um número não especificado de telefones Nokia 7 Plus enviou dados ao servidor chinês”.

A Nokia, que recebe royalties da HMD e não tem investimento direto na empresa, se recusou a comentar.

A NRK informou que foi alertada sobre a questão dos dados depois que um usuário do Nokia 7 Plus entrou em contato com para dizer que seu telefone frequentemente realiza comunicações com um determinado servidor, enviando pacotes de dados em um formato não criptografado. A NRK disse que a HMD se recusou a dizer quem era o dono do servidor.

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Pele negra precisa de cuidados redobrados na hora de passar por lasers e peelings

Especialistas listam as melhores opções de tratamentos
Talita Duvanel

Laser para pele negra Foto: Shutterstock

Por dentro das células da pele negra, melanina em abundância e colágeno de sobra. O significado disso? Fotoproteção natural (menos riscos de câncer de pele) e uma firmeza que não dá muito espaço para rugas. Seria perfeito, mas é quase. Dentro das muitas opções de tratamentos tecnológicos, esse tipo de pele é a que mais sofre com efeitos colaterais.

— Temos maior quantidade de melanina, o que nos confere alta proteção contra os raios ultravioletas do sol, mas isso faz também com que ganhemos manchas com mais facilidade. Por isso, é muito comum fazer um procedimento e manchar — explica a dermatologista Katleen Conceição, da clínica Paula Bellotti.

Uma das maiores especialistas no assunto no país, Katleen encontra no consultório, diariamente, rostos marcados por procedimentos que não levaram em consideração as especificidades desse fototipo. Imagine só: gastar tempo e dinheiro tentando melhorar uma mancha de acne e ganhar uma cicatriz?

— Os fibroblastos, responsáveis pela produção do colágeno e pela cicatrização, aparecem em maior quantidade nos negros, e isso faz com que haja tendência a formar queloides ou cicatrizes — explica.

Algumas das maiores queixas apresentadas por quem tem pele negra são cicatrizes de acne e melasma, e todas são possíveis de desaparecer, se os procedimentos forem feitos com cautela. As tais marcas de espinha surgem porque, nesse fototipo, costuma-se encontrar uma atividade maior das glândulas sebáceas e das bactérias que causam comedões — e , depois de “secas”, deixam um resquício de hiperpigmentação. Já a marca escura que caracteriza o melasma ocorre justamente porque existe essa tendência de manchar mais. Por isso, uma das palavras-chave para o bom resultado do tratamento de qualquer queixa é a paciência.

— Se usarmos um laser muito forte no nosso rosto ou um peeling muito agressivo, o risco de queimar a epiderme é alto. Às vezes, parece não ter acontecido nada, mas a mancha ou queloide pode aparecer depois — explica Katleen. — Por isso, temos que ir aos poucos.

Experiente com esses tipos de recursos, a dermatologista Flávia Haikal sente segurança em usar o laser Nd-YAG para quase todos os problemas mais comuns de pele negra, mas ressalta que, ainda assim, é preciso pegar leve.

— Às vezes, a mulher acaba tendo que fazer mais sessões, em intervalos de tempo menores, porque utilizamos potência mais baixa por uma questão de precaução — explica Flávia.

A dermatologista ressalta também o cuidado que se deve ter para, na hora de tratar uma mancha escura, não ter acabar surgindo uma branca:

— A energia dos lasers, às vezes, destrói as células que produzem a melanina, os chamados melanócitos, e se cria esse efeito esbranquiçado.

Para outras questões que a paciente não pode ou não quer tratar com lasers, cremes e loções tópicos são boas opções. Mas cuidado: um dos despigmentantes mais eficazes, a hidroquinona tem que ser usada por bem pouco tempo, porque pode destruir o melanócito por completo.

— O mais seguro é passar ácidos leves, como o azeláico e kójico, e combiná-los com antioxidantes, como a vitamina C — diz Flávia.

Mas imprescindível mesmo na rotina é o filtro solar, que muita gente esquece de passar justamente porque “sente” a proteção da melanina. Quem tem melasma precisa, por toda a vida, proteger a pele para evitar o agravamento ou a volta do problema, quando controlado.

— Infelizmente, melasma não tem cura em nenhum fototipo. Filtros fortes, portanto, são essenciais — diz Flávia.

Sempre forte

Proteção adequada

Não é porque a quantidade de melanina serve como um escudo a mais contra o câncer de pele que o filtro solar pode ser deixado de lado. O do rosto deve ter FPS de, no mínimo, 30, e se tiver cor, melhor ainda na proteção contra os efeitos da luz que sai de computadores e celulares. Hoje, muitas marcas estão investindo na diversidade de tons para atender a uma gama maior de mulheres.

Descamação leve

Muita gente acha que peeling bom é aquele que faz o rosto se descamar, mas não é bem por aí quando se trata de pele negra. “A paciente quer descamação, mas nem sempre isso acontece, o que não quer dizer que não teve efeito”, explica Katleen.

Remoção de pelos

Quando o assunto é depilação definitiva na pele negra ou morena, Flávia Haikal aconselha laser de iodo, que age de forma seletiva: ele atua somente na raiz do pelo, sem destruir a melanina ao redor. “Além disso, a ponteira é resfriada, protege ainda mais de possíveis queimaduras”.

De olho no bioestimulador

Substâncias injetáveis que ajudam a pele a formar mais colágeno não têm contra-indicação, mas a mulher deve evitar o sol até qualquer possível roxo ou vermelhidão desaparecer por completo a fim de evitar manchas futuras.

CINEMA I Estreias: Nós, Um Ato de Esperança, Um Banho de Vida, O Retorno de Ben, Alaska, Um Ato de Esperança

Novo filme de Jordan Peele, drama com Julia Roberts e ‘A Cinco Passos de Você’ estreiam.

Lupita Nyong’o em Nós. EUA, 2019. Diretor: Jordan Peele

Alaska
Brasil, 2017. Direção: Pedro Novaes. Com: Bela Carrijo, Rafael Sieg e Antonio Zayek. 72 min. 14 anos.
Após anos separados, um antigo casal decide visitar a Chapada dos Veadeiros, local que foi cenário de sua história de amor. Lá, redescobrem os sentimentos que têm um pelo outro.

Um Ato de Esperança
The Children Act. Reino Unido/EUA, 2017. Direção: Richard Eyre. Com: Emma Thompson, Stanley Tucci e Fionn Whitehead. 105 min. 12 anos.
Enquanto enfrenta uma crise no casamento gerada por acúmulo de trabalho, uma juíza inglesa especializada em direito familiar precisa lidar com um caso delicado, no qual um adolescente com uma grave doença se recusa a receber uma transfusão de sangue devido a crenças religiosas.

Um Banho de Vida
Le Grand Bain. França/Bélgica, 2018. Direção: Gilles Lellouche. Com: Mathieu Amalric, Guillaume Canet e Philippe Katerine. 121 min. 14 anos.
Sofrendo de depressão, um quarentão decide entrar para um time de nado sincronizado, formado por homens que lutam com uma série de problemas pessoais. Sob o comando de uma ex-atleta, eles se inscrevem em um campeonato mundial do esporte.

Chorar de Rir
Brasil, 2018. Direção: Toniko Melo. Com: Leandro Hassum, Monique Alfradique e Otávio Müller. 103 min. 12 anos.
A estrela de um programa televisivo decide mudar os rumos de sua carreira depois que recebe o prêmio de melhor humorista do ano. Para desespero de seus empresários, ele se afasta da comédia e tenta emplacar papéis em tramas dramáticas.
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A Cinco Passos de Você
Direção: Justin Baldoni. Com: Cole Sprouse, Haley Lu Richardson e Moises Arias. 117 min. 10 anos.
Dois adolescentes de 16 anos com fibrose cística se apaixonam em um hospital enquanto passam por um tratamento. Devido à doença, são obrigados a manter distância um do outro. Aos poucos, começam a se rebelar contra as regras impostas pelos médicos. Adaptação do romance homônimo de Rachael Lippincott, Mikki Daughtry e Tobias Iaconis.

As Cores da Serpente
Brasil, 2019. Direção: Juca Badaró. 70 min. Livre.
O documentário acompanha um grupo de artistas responsável pelo maior mural de grafite da África, em Angola. Enquanto falam sobre suas motivações e ancestralidade, revisitam a violenta história do país.

Jorginho Guinle – $ó Se Vive uma Vez
Brasil, 2018. Direção: Otávio Escobar. Com: Saulo Segreto, Guilhermina Guinle e Letícia Spiller. 91 min. 16 anos.
A cinebiografia conta a história de Jorge Guinle (1916-2004), playboy que herdou o hotel Copacabana Palace de sua família, mas foi à falência por viver seus dias de forma extravagante, rodeado de celebridades e luxo.

Nós
Us. EUA, 2019. Diretor: Jordan Peele. Com: Lupita Nyong’o, Winston Duke e Elisabeth Moss. 116 min. 14 anos.
Em sua primeira incursão cinematográfica após o aclamado “Corra!” (2017), vencedor do Oscar de melhor roteiro original, o americano Jordan Peele volta a filmar um suspense apoiado em pequenas doses de humor. Estrelado por Lupita Nyong’o e Winston Duke, “Nós” acompanha uma família que vai passar as férias de verão em uma casa na beira do lago. Lá, a mãe começa a ser atormentada por lembranças traumáticas de sua infância, até que, certa noite, um grupo de pessoas idênticas à família interrompe a viagem.

O Retorno de Ben
Ben Is Back. EUA, 2018. Direção: Peter Hedges. Com: Julia Roberts, Lucas Hedges e Courtney B. Vance. 103 min. 14 anos.
Poucas semanas após a estreia de “Querido Menino”, outro drama que foca a relação de um jovem viciado em drogas com a família chega aos cinemas. Em vez de Timothée Chalamet, quem dá as caras em “O Retorno de Ben” é Lucas Hedges, que vive um rapaz internado em uma clínica de reabilitação. Na véspera de Natal, ele volta para casa e reencontra a mãe, feliz com a surpresa, mas desconfiada em relação à suposta melhora do filho. Julia Roberts é quem estrela o drama ao lado de Lucas Hedges, sob a direção de Peter Hedges, pai do ator.

‘A música pode ser dolorosa e perigosa’, diz Nakhane Touré

O artista sul-africano fala sobre seu novo álbum revela as dificuldades de ser homossexual em uma etnia que condena gays
Matthew Schneier, The New York Times

O novo álbum de Nakhane Touré, ‘You Will Not Die’, explora conquistas emocionais. Foto: Charlotte Hadden para The New York Times

LONDRES – Para dominar o palco, os músicos precisam ser figuras extraordinárias. Mas Nakhane entrou quase despercebido em um grande hotel de Londres, em uma noite de domingo, em fevereiro, e ocupou um pequeno espaço em uma poltrona em um canto do saguão.

Touré, 31, cujo nome completo é Nakhane Mavuso e usa o nome artístico Nakhane Touré, vive em Londres desde que deixou a África do Sul, em 2018. “Minha vida sempre foi interior”, disse.

Entretanto, a música de Touré é sonora. Sua voz é um toque de trombeta. E seu novo álbum, You Will Not Die, lançado no ano passado, é uma contradição sensual e espiritual, uma luta entre a fé, o amor, a sensualidade e a pátria.

Em seu país, Touré, que é homossexual, foi ameaçado de morte e de condenação. Ele compôs You Will Not Die depois de deixar a igreja, onde pregava uma teologia contrária aos gays. Deixou o país depois de estrelar o filme The Wound, que provocou uma verdadeira fúria por revelar detalhes de uma cerimônia de circuncisão e por mostrar que existe homossexualidade entre o grupo étnico Xhosa.

Apesar de se revelar aos amigos aos 17 anos, e aos 19 à família, Touré dedicou-se inteiramente à igreja. Mas o estresse provocado por negar a própria tendência o levou a um colapso. A certa altura, decidiu partir.

Ele acreditava em seu destino. “Você vai se tornar um dos artistas africanos mais importantes deste país”, dizia a si mesmo enquanto estudava em Johannesburg.

O trabalho começou com Brave Confusion, um álbum folclórico de 2013, lançado na África do Sul. Mas foi a ruptura com tudo o que ele conhecia – sua saída da igreja, o período durante o qual morou praticamente na rua – que levou às conquistas emocionais que explora em You Will Not Die

“As canções são perigosas. A arte é perigosa. E dolorosa. Você faz arte porque sente que deve fazer”, explicou.

Apesar de todo o sofrimento e da saudade, You Will Not Die descreve um grande arco até alcançar a alegria. “Nunca mais volte a ter medo, não, nunca mais”, é o coro do single “New Brighton”.

A coragem de Touré atrai admiradores. Madonna o definiu como um de seus artistas favoritos, e o cineasta John Cameron Mitchell o incluiu em um podcast musical para a rádio intitulado “Anthem Homunculus”, que estreará no final de abril. “Ele é o artista mais sensacional do novo renascimento que já vi neste século”, afirmou Mitchell.

O cantor voltou a se relacionar com a família e recuperou a espiritualidade – e, talvez, a religiosidade.

“Alguém como eu jamais poderia existir em qualquer outra era senão agora”, disse. “O fato de ter um álbum lançado internacionalmente, de ser um negro homossexual diferente, político, que fala o que pensa e faz boa música? A minha existência é milagrosa”.

Décor do dia: estilo boho na sala de jantar

Parede vazada ganhou prateleiras para conectar ambientes
POR PAULA JACOB | FOTOS @KIRSTEN.DIANE

Se você não for adepto das paredes ultra coloridas, uma saída é busca por referências que enaltecem os tons claros e permitem uma decoração descontraída com muito estilo. Esta sala de jantar em estilo boho, decorada por Kirsten Diane, mistura vários tipos de madeira para um visual aconchegante. Na parede principal, quadros com fotos e ilustrações variadas formam uma gallery wall vintage, que orna com os tons do ambiente. A parede, que faz a divisória com o corredor, ganhou uma pequena intervenção prática: foi criado um nicho vazado, que recebeu prateleiras de madeira para guardar livros e vasos de plantas. O lustre pendente em fibra natural completa a atmosfera despretensiosa – adoramos!

Publicações importantes ficarão de fora do “Netflix de revistas” da Apple

A não ser que estejamos todos vivendo uma enorme e delirante alucinação coletiva, a Apple apresentará na próxima segunda-feira (junto à sua plataforma de streaming de séries/filmes) a nova modalidade do app News, que funcionará como uma espécie de “Netflix de revistas” — isto é, um serviço de acesso ilimitado a publicações selecionadas por um preço fixo mensal. Até aí tudo bem.

A pergunta que não quer calar, claro, tem a ver com quais publicações comprarão a ideia da Apple e entrarão na plataforma — um fator crucial para o sucesso ou fracasso da empreitada. Bom, segundo o New York Times, o horizonte é majoritariamente positivo para a Maçã, mas poderia ser melhor.

De acordo com a reportagem de Mike Isaac, o Wall Street Journal, um dos jornais mais importantes dos Estados Unidos, já deu sinal verde para participar do serviço. Dois outros nomes importantíssimos — o Washington Post e o próprio NYT —, entretanto, parecem ter dado para trás e não farão parte da jogada por conta da já comentada divisão de lucros exigida pela Apple, considerada abusiva.

Além dos problemas relacionados ao dinheiro, as publicações também teriam torcido o nariz para a posição da Apple de não compartilhar com elas informações pessoais dos assinantes, como endereços de email e números de cartão de crédito — dados que as editoras costumam utilizar para expandir o marketing dos seus produtos e sua base de assinantes.

Voltando para o lado positivo das coisas, outra matéria — essa, do Business Insider — lista mais algumas publicações que farão parte do “Netflix de revistas” da Maçã: CosmopolitanWIREDThe New Yorker e Men’s Health. Essa informação não chega a ser uma surpresa, entretanto, já que todas já faziam parte da Texture, a plataforma adquirida pela Apple no ano passado que oferecia um serviço parecido.

A matéria do NYT reforça o provável preço do serviço da Maçã: US$10 mensais. A essa hora, entretanto, é mais frutífero sentarmos e esperarmos até a segunda-feira que vem, não é verdade? [MacMagazine]