Emilly Nunes, descendente do povo indígena Aruans, vira nome quente da moda

Paraense vendia chip de celular nas ruas de Belém antes de estrelas capa de revistas estrangeiras e campanhas de grifes
Gilberto Júnior

Emilly Nunes: de vendedora de chip de celular a modelo

Das muitas belezas do Pará, Emilly Nunes é a favorita da indústria da moda no momento. Com apenas sete meses de carreira, a modelo, de 22 anos, pode ser considerada um fenômeno. Já estrelou capas das versões brasileira e portuguesa da revista “Vogue” e foi alçada ao posto de garota-propaganda de Lenny Niemeyer, estilista que sempre priorizou, especialmente em seus desfiles, nomes consagrados como Izabel Goulart, Michelle Alves, Raica Oliveira, Ana Beatriz Barros e Leticia Birkheuer.

“Acreditava que minha idade seria um empecilho. As meninas dão os primeiros passos no meio cedo, ainda adolescentes. Eu comecei depois dos 20 anos”, observa a new face, que divide um apartamento com três colegas de profissão. “A ideia é que eu passe uma temporada em Londres assim que as coisas se normalizarem. Enquanto isso, estou me preparando para não fazer feio. Faço aulas de inglês, e confesso que não é fácil. Mas é fundamental para minhas pretensões.”

Emilly Nunes no inverno 2020 da estilista Lenny Niemeyer Foto: Divulgação
Emilly Nunes no inverno 2020 da estilista Lenny Niemeyer Foto: Divulgação

De origem simples, Emilly vendia chip de celular nas ruas de Belém antes de assinar contrato com a Way Model, a mesma agência que cuida os interesses das tops Alessandra Ambrosio, Candice Swanepoel e Carol Trentini. “Era um sonho antigo. Sempre quis essa vida para mim. Assistia aos vídeos de Gisele Bündchen e ficava me imaginando naquela situação”, diz a modelo. “Por causa da pandemia, não participei ainda da São Paulo Fashion Week, mas tenho muita vontade de estar na passarela. Quando criança, brincava com os saltos altos da minha mãe, quebrava alguns… Certa vez, arrumei uma confusão com papai porque ele queria me dar um tênis de presente. Eu desejava um escarpin!”, diverte-se.

Descendente do povo indígena Aruans, a moça aprendeu a pescar e a fazer farinha de mandioca com a avó paterna, que, apesar de não ter crescido numa aldeia, foi a responsável por zelar e passar os costumes e tradições adiante. “Posso afirmar que sou a cara do Brasil. Tenho sangue indígena, negro e branco correndo pelo meu corpo”, comenta.

Emilly Nunes na capa da Vogue Portugal Foto: Reprodução
Emilly Nunes na capa da Vogue Portugal Foto: Reprodução

“Na moda, meu objetivo é trabalhar para todas as marcas: Prada, Gucci, Dior, Chanel, Versace… Minha intenção é levar a beleza da mulher amazônica para o mundo. Cresci sem essa representatividade. Ninguém parecia comigo nas revistas ou na televisão. Quero inspirar outras garotas; mostrar que é possível chegar lá.”

The Mandalorian | Relembre a primeira temporada em menos de 2 minutos

Série estreia novos episódios nesta sexta (30), nos EUA
MARIANA CANHISARES

Às vésperas do lançamento da segunda temporada de The Mandalorian, o Disney+ divulgou um vídeo recapitulando o primeiro ano da série em menos de dois minutos.

Primeira série live-action de Star Wars na TV, a trama de The Mandalorian é focada em um mandaloriano caçador de recompensas, interpretado por Pedro Pascal. No primeiro ano, ele se depara com a missão de entregar uma criatura, que é um bebê da raça de Yoda. Ao se recusar a fazer, ele precisa fugir e encontrar um lugar seguro para a criança.

Durante a exibição, o bebê Yoda acabou sendo adotado pela internet e ganhou diversos produtos. A segunda temporada de The Mandalorian estreia em 30 de outubro, no streaming Disney+.

Almap lança curso de formação para ampliar a diversidade na propaganda

Por Mariana Barbosa

Alunos do curso de formação profissional da agência AlmapBBDO | Divulgação

A publicidade brasileira avançou em relação à representatividade do negro nos comerciais, mas ainda há um longo caminho a se percorrer — e o trajeto passa pelo aumento da diversidade dentro das próprias agências. 

Nesse sentido, a agência AlmapBBDO começa a dar seus primeiros passos, com a criação da Sala Almap, um curso de formação profissional com foco em inclusão socioeconômica.

O curso é uma introdução às diferentes disciplinas e às rotinas de trabalho de uma agência, com aulas sobre criação, relações públicas, produção audiovisual, pesquisa e mídia, e interação com clientes. (Na semana que vem, estão previstas aulas com o CEO da Gol, Paulo Kakinoff, e com a vice-presidente de marketing da PepsiCo, Daniela Cachich.)

Para ajudar na seleção dos estudantes, a Almap conta com a assessoria do PerifaLions, projeto que ajuda a dar acesso ao mercado a estudantes de publicidade e comunicação da periferia, e da Adus, ONG que trabalha com refugiados e que recrutou pessoas que atuavam com comunicação em seus países de origem, mas que não tiveram oportunidade de seguir a carreira no Brasil.

A primeira turma da Sala Almap, de 20 alunos, vai se formar no fim do ano. O plano é lançar novas turmas a cada três meses, sem prazo para acabar. Não é preciso ter curso universitário para participar, e ser selecionado para a Sala Almap não garante vaga de trabalho na agência. Porém, mesmo antes da conclusão do curso da primeira turma, alguns alunos já estão em processo de contratação. 

— O conhecimento é o maior bem que podemos oferecer. Somos a agência dessa década, trabalhando pela próxima: mais diversa, inclusiva e igualmente criativa — diz Filipe Bartholomeu, sócio e CEO da AlmapBBDO, referindo-se ao prêmio conquistado no último festival de Cannes

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A iniciativa da Almap se soma à da Wunderman Thompson, antiga JWT, que lançou em 2017 o programa Equidade Racial 20/20, que tinha por objetivo chegar ao final de 2020 com 20% das vagas em áreas estratégicas preenchidas por profissionais negros. A meta foi ultrapassada: hoje são 24% de negros.

O programa começou com a oferta de 10 vagas para estágio. Destes, metade segue na agência e a outra metade está no mercado, trabalhando para os concorrentes. Agora, a agência está ampliando o compromisso para que a representatividade seja proporcional à presença do negro na sociedade: 56%.

Gucci Epilogue Campaign

Gucci revelou sua campanha Epilogue photographed by Alec Soth and filmed by Damiano and Fabio D’Innocenzo.

“Epílogue é o ato final do conto de fadas que conta a história de deixar para trás as velhas regras da moda, a terceira parte de uma série que começou com o desfile Gucci The Ritual onde ele celebrou o ritual do desfile de moda, continuou com a campanha Ritual onde os modelos criaram as suas próprias imagens e concluem com esta nova coleção, usada por quem a desenhou. ”

As novas bruxas: a nova geração de mulheres maduras, livres e inspiradas pelo fogo

As mulheres em chamas são hoje a lembrança de que, desde quando há uma mulher, há também a vontade por autodeterminação. No dia das bruxas, ressignificar a figura dessas mulheres no imaginário coletivo é acolher também a ideia de que uma parte delas ainda mora em nós, e em todas aquelas com quem aprendemos a ser, cada vez mais, nós mesmas.

Atriz Fernanda Montenegro caracterizada como uma bruxa para a revista Quatro Cinco Um

Elas eram emancipadas, sexualmente livres, parteiras e benzedeiras, amigas da vida e da morte. Solteiras ou viúvas, eram uma ameaça ao controle e à autoridade da Igreja, combatida com ódio, violência e fake news. Acusadas de causar o descontrole nos homens, de serem próximas do diabo e até de sequestrar e assar crianças, como no conto de João e Maria, as bruxas são a imagem feminina da resistência. 

Sua imagem persiste no imaginário humano, mesmo quando uma narrativa falsa foi repetida por séculos com o objetivo de oprimir e apequenar. Hoje, essa força feminina se manifesta em outros rostos e outras vidas, na forma de mulheres maduras que enxergam dentro de si sua identidade de bruxas, inconformadas com as regras, resistentes ao lugar que insistem em colocá-las e, acima de tudo, em busca de um lugar próprio que transborda qualquer convenção social.

Símbolos de resistência

A cientista social Isabelle Anchieta, autora da trilogia Imagens da Mulher no Ocidente Moderno, passou oito anos estudando o retrato feminino na arte. Nesse processo, ela se aprofundou em alguns estereótipos femininos, entre eles, o da bruxa, das índias tupis canibais e das estrelas de Hollywood. Sua grande descoberta, porém, é que, apesar de silenciadas ao longo da história, o retrato feminino reflete a força e não a fraqueza das mulheres, com uma narrativa que fala mais sobre a busca pela própria liberdade do que sobre submissão. 

Para a história, as bruxas são a resposta da Igreja para emudecer o protagonismo feminino existente, especialmente, nas comunidades rurais da Europa e dos países anglo-saxões. Porém, não é só o radicalismo religioso que explica o feminicídio. Há também, durante esse período, a institucionalização do ódio à figura feminina, personificando a culpa por pestes, secas e todo tipo de má sorte que atingia as comunidades.

Segundo Isabelle, a perseguição oficializada às bruxas começa em 1326, por meio de uma bula papal determinada pelo Papa João XXII afirmando que toda mulher que ousasse curar, deveria morrer. Os registros sobre o número de vítimas nesses cinco séculos que se seguiram, porém, são imprecisos, já que os papéis dos julgamentos eram queimados na mesma fogueira que elas. 

Alguns estudiosos arriscam dizer que 200 mil pessoas foram mortas, enquanto outros chegam a contabilizar 9 milhões de pessoas acusadas, julgadas e mortas, na maioria mulheres, configurando o maior genocídio por gênero da história.

Os três lugares de liberdade da mulher-bruxa

As acusações que começaram pela cura, logo se expandiram para três grandes temáticas, que explicam também o porquê, ainda hoje, esses são espaços nos quais as mulheres precisam combater séculos de desinformação e misoginia para se afirmar. O primeiro deles, claro, é a profissão. 

1. Profissão de cura

As bruxas eram grandes mestres da profissão da cura: parteiras, benzedeiras, curandeiras, médicas. Nas zonais rurais, nas quais não haviam médicos ou cujo acesso era perto de impossível, essas camponesas eram as médicas dos pobres, enquanto a aristocracia era tratada por médicos homens. 

Seu conhecimento adquirido por meio de outras mulheres mais velhas era repassado para suas filhas, sobrinhas e netas, que herdavam simpatias, receitas e todo o conhecimento empírico acumulado de uma vida inteira de tratamentos e curas. Porém, por não ser compreendido pela medicina tradicional da época, esse conhecimento era visto como obra de magia e feitiçaria, associada ao mal. Tratava-se somente do entendimento profundo da terra e das propriedades medicinais das plantas que criavam pomadas, chás e unguentos para toda sorte de doenças. 

Hoje, a persistência desses conhecimentos da terra, aos poucos absorvido pela ciência tradicional, resiste também na figura das benzedeiras. Ou ainda, quando uma mulher atua na medicina, quando uma avó faz um chá para tratar uma dor de alguém da família ou transmite seus aprendizados de cura às próximas gerações, ali está a presença resistente das mulheres em chamas lembrando e honrando a bruxa curandeira que mora em nós. 

2. Sexualidade livre 

As Quatro Bruxas, 1497 por Albrecht Durer (1471-1528, Italy) | Reproduções  De Arte Albrecht Durer | WahooArt.com
As Quatro Bruxas, 1497 por Albrecht Durer.

Assim como o conhecimento da cura, a sexualidade era aprendida de geração para geração, das mulheres mais velhas para as mais novas, que experimentavam em sua individualidade a potência orgástica que residia em cada uma delas. Longe da imagem de virgindade disseminada pela figura construída da Virgem Maria, essas mulheres escolhiam abdicar da vida religiosa para viver seu desejo e sua liberdade. 

Porém, foi principalmente nos últimos séculos dessa perseguição que o controle de natalidade e sexualidade sem fins de reprodução começaram a ser demonizados, com penas cada vez mais cruéis contra o aborto e a contracepção. Nesse momento, as parteiras foram marginalizadas tirando a mulher desse momento de nascimento, a partir de então controlado pelo médico homem. 

A perseguição era centrada em mulheres que vivam relações fora do casamento, viúvas, ou ainda, mulheres em relações homoafetivas. Existia, com isso, uma visão dominante de que a sexualidade feminina só poderia existir a serviço de algo: seja ele o prazer masculino ou a reprodução. Séculos depois, a perseguição ainda é realidade em muitos lugares do mundo. Mais de 200 milhões de garotas, entre a infância e a idade de 15 anos, sofrem mutilação de suas genitálias (FGM), segundo dados da OMS

Havia ainda a crença de que seria possível identificar uma bruxa por marcas em seu corpo como verrugas e protuberâncias, levando milhares de mulheres à fogueira por terem, simplesmente, seu órgão do clitóris, identificado. 

Um distanciamento histórico hoje indica que as bruxas foram, por séculos, marginais atrativas, como denomina Isabelle, uma projeção de desejo e temor, medo e atração. Eram acusadas de sedução e feitiçaria que provocava o descontrole dos homens, “reféns” de seus próprios desejos. Por isso, muitas delas eram acusadas somente por sua beleza, provocado pensamentos anti-celibatos nos padres ou afastando os homens de seu caminho espiritual.

Nesse período, as poções e caldeirões, símbolos emprestados dos rituais indígenas do “Novo Mundo”, eram vistos como ferramentas para atrair parceiros, roubar seus órgãos ou lhes causar impotência, aumentando a demonização das bruxas.

Hoje, cada vez que uma mulher se apropria de seu corpo, e não o permite ser colonizado por nada, nem ninguém, está também manifestando a bruxa que há em si. Submissão e obediência foram valores moldados pelo fogo, na tentativa de oprimir e “disciplinar” as mulheres a cada condenação à fogueira. 

3. Contato com divino

Por fim, algumas bruxas eram grandes sacerdotisas, o que as tornava grandes ameaças ao monopólio salvacionista da Igreja Católica. Para algumas religiões milenares, elas estavam a serviço da Grande Mãe, uma energia divina feminina criadora do planeta e do Universo. Por meio de cristais e plantas, transmitiam seus ensinamentos de geração para geração, em reuniões que ficaram conhecidas como “reuniões de bruxas”.

Hoje, algumas práticas ainda persistem como pequenos rituais de proteção do lar, uso de cristais para equilíbrio e proteção, além da relação com o ciclo lunar e o ciclo menstrual. A data de 31 de outubro, por exemplo, tem origem na festa pagã de agradecimento pela abundância da colheita, em um ritual de reconexão com a essência do Universo que nada tem a ver com a invocação do mal.

Juventude, beleza e virtude

Mulheres velhas, cheias de verrugas, de nariz grande e costas curvadas: assim foram conhecidas as bruxas retratadas pelo cinema e pela televisão. Mas essa é uma versão recente das bruxas originais. Na Idade Média, as bruxas eram retratadas como mulheres belas, jovens e que causavam desejo. A mudança no retrato das bruxas também explica porque o envelhecimento das mulheres é visto de forma tão marginalizada na sociedade. 

A partir dos séculos XVI e XVII, a beleza passou a se associar à virtude. Assim, a decrepitude também passou a ser sinônimo de imoralidade. O Renascimento é um dos grandes responsáveis por essa construção. Dessa forma, também, algumas alegorias começam a se associar à velhice como a feiura, a avareza, a rabugentice e imoralidade. A origem estava na incompreensão das mulheres mais velhas, especialmente das viúvas, já que o poder da experiência gerava medo no gênero dominante. 

Por décadas, a juventude foi cobiçada e reafirmada pelos romances, pela imprensa e, nas últimas décadas, pela televisão e publicidade. Houve, então, uma inversão histórica: as mulheres mais velhas passaram a buscar a referência feminina nas mais jovens tentando prolongar a própria juventude e esconder as marcas da idade, perdendo seu espaço de tutora das novas gerações. 

Um novo fenômeno, porém, está se manifestando nesse exato momento e pode ser presenciado no seu feed de Facebook. As redes sociais deram às mulheres maduras o espaço para expressão pura, livre e corajosa de quem são, apesar de toda narrativa contrária enraizada no imaginário comum. São elas, agora, que assumem sua sabedoria, expõem seu corpo, sua vida e seu estilo em busca de aprenderem umas com as outras a encontrarem o seu lugar. 

São essas mulheres maduras, bruxas em sua essência mais feminina, que compartilharam a sabedoria dos anos vividos, o conhecimento empírico da cura e da sexualidade, além de se afirmarem donas da própria liberdade. E são elas, enfim, que ensinam às gerações mais novas de filhas, sobrinhas e netas o que significa ser mulher. 

“As bruxas sempre foram mulheres que se atreveram a ser corajosas, agressivas, inteligentes, não conformistas, curiosas, independentes, sexualmente liberadas, revolucionárias. A bruxa vive e ri em cada mulher, ela é parte livre de cada uma nós. Você é uma bruxa pela fato de ser mulher, indomável, desvairada, alegre e imortal.”

Fonte: Sisterhood is Powerful, de Robin Morgan.

Nesse dia das bruxas, portanto, o convite é diferente de qualquer Halloween que já tenha participado. Na sua profissão, na prática da sua sexualidade ou na sua relação com o Universo, há uma expressão anterior de todas as bruxas que te antecederam, mas cuja resistência mora em você. Para honrar essa sabedoria, não há segredo, nem feitiço. Ela começa por reconhecer os séculos de luta de mulheres-bruxas que abriram espaço para hoje termos nossos direitos assegurados. Mulheres que foram queimadas, torturadas, silenciadas pela força, mas que seguem ressoando dentro de nós.

Elas nos lembram que existir no mundo enquanto mulher ainda é um processo de contínua construção. Diversas esferas sociais ainda não são ocupadas pelas mulheres com igualdade de direitos e liberdade de existir. A esfera econômica, do trabalho e da política são só algumas a serem mencionadas. Se assumimos, então, que a liberdade está em alargar nosso espaço e não permitir que nada nos diminua ou nos censure de sermos tudo que somos, então, nesse dia das bruxas, sejamos nós “as netas das bruxas que eles não conseguiram queimar”.

Sobre a Lilit

Religiões diversas, hebraicas, babilônicas e até cristãs, mencionam a existência da primeira mulher do mundo, Lilith. Porém, desde o início dos tempos, sua história foi ofuscada, distorcida, não contada. O seu mito é também a história de como a humanidade enxerga o desejo feminino e nossa relação com o próprio corpo.

Inspirada na liberdade de Lilith, Marília Ponte desenvolveu uma das primeiras marcas brasileiras de vibradores, criada por e para mulheres. O Bullet Lilit promete te ajudar a experimentar essa potência que já vive em você, mas a fundadora afirma: “A revolução do prazer só vai acontecer quando, inspiradas nas mulheres que nos antecederam, nos dermos conta do que somos capazes de almejar. Na cama, no quarto e na vida.”

“A revolução começa na nossa intimidade. Quando conversamos com as mulheres da nossa família, damos luz às suas jornadas, às suas cicatrizes que carregamos com a gente, na nossa própria história. Ouvir as histórias das minhas avós e da minha mãe, me inspiraram a ter mais autonomia e querer honrar o que já trilharam. Foi pensando nelas e não desejando repetir suas histórias que decidi criar a Lilit ”

O ano é 2020. Parece distante das fogueiras da Inquisição. Mas sentimos os efeitos na nossa intimidade até os dias de hoje. Mais de 90% dos homens afirma atingir o orgasmo durante a relação sexual, enquanto só 39% das mulheres afirmam o mesmo. Enquanto 23% das mulheres descrevem as últimas experiências sexuais como nada prazerosas, só 5% dos homens concordam. (Baseado em estudo realizado com mulheres e homens cis e heterossexuais).

Apesar disso, é dentro de nós que mora o único órgão dedicado exclusivamente ao nosso prazer: o clitóris. A ciência levou dois mil anos para conhecer a real estrutura do complexo do clitóris, antes conhecido como “a teta do diabo”, uma prova incontestável de que mulheres que apresentavam glandes um pouco mais longas eram bruxas destinadas às fogueiras.

https://www.somoslilit.com/

Sobre a Maturiboss
Maturiboss é um portal de conteúdo e troca para homens e mulheres que estão entrando na maturidade. De um jeito simples e fácil, tratamos de assuntos que estão presentes na mesa do jantar.

https://maturiboss.com.br/

Abraços,
Marília Ponte
(11) 999745363
marilia@somoslilit.com

LOUD: Babi se torna a streamer brasileira com mais seguidores na Twitch

Influenciadora alcançou números relevantes em pouco tempo na nova casa e se tornou a principal mulher brasileira na plataforma

Babi é uma das principais influenciadora das LOUD — Foto: Divulgação

A streamer Bárbara “Babi” se tornou a mulher brasileira com mais seguidores na Twitch. A influenciadora da LOUD é um verdadeiro fenômeno e também alcançou o topo entre as mulheres quando o assunto são horas assistidas na plataforma de streaming nos últimos 30 dias.

Babi chegou ao topo ao alcançar a marca de 450 mil seguidores na plataforma cerca de 20 dias depois de abrir seu canal por lá. Já quando o assunto são horas, a influenciadora soma mais de 850 mil horas nos últimos 30 dias, fazendo parte do top 20 brasileiro segundo o site TwitchTracker.

Em uma de suas primeiras lives na Twitch, Babi se emocionou ao ver um vídeo em que Alexandre “Gaules” – um dos principais streamers brasileiros – comentava sobre a importância do Free Fire para os jovens. Sua primeira aparição na plataforma rendeu mais de 50 mil visualizações em pouco mais de 20 minutos de live.

A LOUD é uma das equipes com mais fãs no Brasil, principalmente pela força da equipe no cenário do Free Fire. O acordo recente entre a equipe e a Twitch agitou o mundo das transmissões online com a chegada avassaladora dos influenciadores na plataforma.

Cirurgias plásticas voltam com tudo no afrouxamento do isolamento social

Especialistas veem aumento da procura motivado por reflexões da pandemia
Mariana Coutinho

Cirurgia plástica Foto: Robert Daly / Getty Images

A vendedora Lívia Roque, de 36 anos, se internou em 8 de junho para fazer uma cirurgia. Apesar dos números ainda altos de contágios e mortes por coronavírus no Rio de Janeiro, ela não teve medo. “O hospital interna os pacientes com Covid-19 em outro prédio”, explica.

Seu procedimento foi rápido e no dia seguinte ela foi para casa se recuperar de um implante de silicone nos seios. Como Lívia, muita gente tem aproveitado o trabalho remoto para investir na estética, o que, apesar dos pedidos de isolamento social, já provocou um aumento por volta dos 30% nas plásticas em comparação ao mesmo período do ano passado.

A demanda represada pelos meses de consultórios fechados (de março a maio) é parte da explicação, mas os cirurgiões plásticos apostam em outras motivações, a maioria delas ligadas a esses tempos de exceção. O ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica André Maranhão acredita que o fator “tempo em casa” foi crucial. “A recuperação fica mais fácil. É possível fazer uma reunião por videoconferência dois dias depois de operado dependendo do procedimento”, pondera. Essa foi a principal motivação de Lívia. “Meu marido também está de home office e com isso poderia me ajudar na recuperação e cuidar do nosso filho e da casa”, conta a mãe de um menino de 7 anos.

Mas Maranhão lista também em outros fatores para uma busca estética.“As pessoas estão se vendo mais. Em uma reunião presencial, você não se percebe. Mas no Zoom, é o seu rosto ali o tempo todo e sem filtro”, explica. “Começaram a notar mais as imperfeições”. Ele ressalta que houve um aumento das cirurgias na região das pálpebras, como a blefaroplastia, que retira os excessos de pele e levanta o olhar. A dermatologista Paula Bellotti também sentiu isso: “Olhos e pescoço são as maiores demandas. Justamente as regiões que a máscara não esconde”. Para essas áreas, há busca por bioestimuladores, microagulhamento robótico e hidratação com ácido hialurônico.

A médica reabriu sua clínica aos poucos a partir de maio, começando a atender pacientes com queda de cabelo e acne causadas pelo estresse da quarentena. Mas viu chegar logo uma busca considerável pelos procedimentos estéticos. “Também há uma procura grande por tratamentos corporais”, observa. Os que estão na moda são o campo eletromagnético para ativação celular e o ultrassom microfocado, que usa calor para combater a flacidez.

O cirurgião plástico Pedro Granato também ficou surpreso com a demanda de seu consultório na reabertura, mas alerta: “Qualquer cirurgia baixa a imunidade. Então, os cuidados devem ser redobrados para não se contaminar nesse período”. Ele conta que a procura por lipoaspiração está alta. “Com as academias fechadas e o estresse com a quarentena, as pessoas engordaram”, aposta.

Para Cristiano Damasceno, de 47 anos, foi uma questão de timing. Tendo se curado da Covid-19 em julho, ele se sentiu mais seguro para realizar uma lipo HD no abdômen em setembro. “Eu já pensava, mas a vontade ficou bem mais forte no confinamento”, confessa. Personal shopper, Cristiano trabalhava viajando e ficou parado com a pandemia.

Os cirurgiões acreditam que o período difícil também fez as pessoas tomarem coragem. “Acho que há uma ânsia por viver e por não perder tempo para realizar seus desejos”, se arrisca André Maranhão. Apesar das críticas a quem está focado em si mesmo em meio a tantos problemas, Paula Bellotti não enxerga esse movimento como superficial: “Veio forte um pensamento de autocuidado, especialmente entre as mulheres maduras”, observa. “Não sinto que as pessoas estão fazendo isso para atender expectativas dos outros, mas por elas mesmas”.

Gucci Epilogue

Gucci revelou sua campanha Epilogue photographed by Alec Soth and filmed by Damiano and Fabio D’Innocenzo.

“Epílogue é o ato final do conto de fadas que conta a história de deixar para trás as velhas regras da moda, a terceira parte de uma série que começou com o desfile Gucci The Ritual onde ele celebrou o ritual do desfile de moda, continuou com a campanha Ritual onde os modelos criaram as suas próprias imagens e concluem com esta nova coleção, usada por quem a desenhou.

Duo Linn for Harper’s Bazaar China with Anna Eberg

Photographer & Fashion Stylist: Duo Linn. Hair Stylist: Li Murillo. Makeup Artist: Tadatoshi Horikoshi. Production: Everor Studio New York. Model: Anna Eberg.