Amazon investe US$ 575 milhões em concorrente do UberEats

Empresa de Jeff Bezos deu importante passo ao se tornar uma das principais investidoras da Deliveroo, uma das maiores concorrentes do Uber na Europa
Por Michael J. de la Merced – The New York Times

Deliveroo atua em 13 países além da Grã-Bretanha 

Amazon anunciou que vai investir US$ 575 milhões na concorrente londrina do Uber Eats, a Deliveroo. A startup atua na Grã-Bretanha e outros 13 mercados, incluindo Austrália, França Hong Kong e Kuwait.

O investimento da Deliveroo oferece à Amazon outro caminho para a entrega de restaurantes, depois que a varejista desistiu de seu próprio serviço na Grã-Bretanha em dezembro. O serviço, que está sendo executado em várias cidades dos Estados Unidos, estava disponível para assinantes da Amazon Prime em partes de Londres, mas não causou grande impacto diante da concorrência da Deliveroo, UberEats e Just Eat.

“Estamos impressionados com a abordagem da Deliveroo e sua dedicação em oferecer aos clientes uma seleção cada vez maior de ótimos restaurantes, além de opções convenientes de entrega”, disse Doug Gurr, gerente das operações britânicas da Amazon, em comunicado. “Estamos felizes em ver o que eles farão a seguir.”

Com o novo capital, a Deliveroo planeja contratar mais programadores e oferecer mais incentivos a restaurantes e correios. Incluindo a nova rodada de investimentos, que também contou com financiadores como a T. Rowe Price e a Fidelity, a Deliveroo já levantou US $ 1,53 bilhão.

“A Amazon tem sido uma inspiração para mim e para a empresa”, disse Will Shu, fundador e executivo-chefe da Deliveroo, em um comunicado. “Estamos ansiosos para trabalhar com essa organização obcecada pelo cliente”.

Mercado

A novidade vai colocar mais pressão sobre o Uber, cuja estreia no mercado público na semana passada foi prejudicada em parte devido à preocupação com a desaceleração da taxa de crescimento.

Em particular, o Uber identificou a crescente competição com o UberEats como uma das razões pelas quais seu crescimento diminuiu, informou o jornal The New York Times no início desta semana. Injeções de aportes em rivais como a DoorDash nos Estados Unidos e a Rappi na América Latina forçaram o Uber a gastar mais com o UberEats para reforçar sua posição no mercado, prejudicando seu crescimento.

No início deste ano, o Uber anunciou que cortaria suas taxas de entrega de alimentos na Grã-Bretanha e na Irlanda, em resposta à concorrência da Deliveroo e da Just Eat. O Uber tinha tentado comprar o Deliveroo no ano passado, mas os dois lados não conseguiram chegar num consenso de valores.

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Taiwan é primeiro país da Ásia a legalizar casamento entre pessoas do mesmo sexo

Decisão do Parlamento chega 2 anos após a Justiça dizer que proibição era inconstitucional

Manifestantes celebram aprovação do casamento gay do lado de fora do Parlamento em Taipei – Sam Yeh/AFP

TAIPEI | AFP – O Parlamento de Taiwan legalizou nesta sexta-feira (17) o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É o primeiro país da Ásia a fazer isso.

Durante a votação, manifestantes favoráveis ao casamento gay foram protestar na frente do Parlamento, mesmo sob forte chuva.

“Em 17 de maio de 2019, o amor triunfou em Taiwan”, declarou a presidente Tsai Ing-wen, que havia incluído essa medida entre suas promessas de campanha. A data é o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia. 

“Demos um grande passo para a igualdade verdadeira e convertemos Taiwan em um país melhor”, acrescentou, em um post, acompanhado da bandeira do arco-íris.

Em maio de 2017, o Tribunal Constitucional da ilha emitiu uma sentença histórica, na qual julgou inconstitucional privar as pessoas do mesmo sexo do direito ao casamento, e deu um prazo de dois anos para que o governo mudasse a lei, com o alerta de que se nada fosse feito, o casamento gay se tornaria legal de forma automática.

No entanto, a oposição conservadora reagiu e realizou referendos pelo país, nos quais a maioria se mostrou contrária ao casamento gay.

Nesta sexta, o Parlamento votou três projetos sobre o tema. O que foi aprovado, com apoio do governo, foi o mais progressista e o único que usava a palavra “casamento”. Os outros propunham algo mais próximo a uma união civil.

Dentro da câmara, outros artigos da lei ainda estão sendo debatidos, incluindo aquele relacionado aos direitos para casais homossexuais em termos de direitos de adoção. 

Os casais homoafetivos não conseguirão a igualdade neste ponto, porque a proposta mais progressista só prevê a possibilidade de adotar o filho biológico de um dos membros do casal.

As associações de defesa dos direitos da comunidade LGBT, no entanto, declararam estar dispostas a fazer concessões nessa área em troca do reconhecimento do conceito de casamento. A ideia é que as batalhas pela adoção e gravidez por meio de barriga de aluguel podem esperar.

A aprovação coloca Taiwan na vanguarda pelo crescente movimento por direitos LGBT na Ásia. A ilha, separada da China desde 1949, realiza a maior parada gay do continente.  

Apesar da nova lei, o país tem grupos de pressão religiosos fortes, especialmente nas áreas rurais. 

Relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo são consideradas um crime em 70 países, segundo um relatório divulgado em março. A maioria está na África: são 33 nesse continente, além de 22 na Ásia, 9 nas Américas e 6 na Oceania.

Meia-calça com sandália: Charlotte Gainsbourg e Amira Casar ensinam como usar no red carpet de Cannes

Charlotte Gainsbourg e Amira Casar confirmam: os anos 80 voltaram com tudo.

Charlotte Gainsbourg no Festival de Cinema de Cannes (Foto: Getty Images)

Os anos 80 voltaram com força total à moda, trazendo de volta seus excessos e sensualidade: com isso, retornam à cena mangas bufantes, babados, lamê, comprimentos curtíssimos e, claro, a meia-calça fina. No tapete vermelho, a tendência serve como antídoto perfeito aos clássicos e esperados longos de festa – até mesmo em um evento de gala.

Na cerimônia de abertura desta edição do Festival de Cinema de Cannes, Charlotte Gainsbourg e Amira Casar mostraram como apostar na tendência, usando a meia-calça preta como acessório essencial para os vestidos curtíssimos (Gainsbourg de Saint Laurent, Casar de Dior) que escolheram para riscar o red carpet: “A meia-calça fina é uma maneira de complementar e sofisticar um vestido curto em um evento formal”, comenta Pedro Sales, diretor de moda da Vogue Brasil.

Tanto Charlotte Gainsbourg quanto Amira Casar apostaram em sandálias para finalizar o visual, em uma combinação um tanto polêmica para as brasileiras. Para Pedro, porém, este é o truque mais básico quando se pensa em usar a meia-calça fina: “A sandália evita que você esbarre no visual de escritório, de meia fina e escarpin fechado”, explica. “A sandália moderniza o visual.”

Para Pedro, ao se pensar no estilo, o ideal é evitar a meia opaca: “Quanto mais transparente a meia, mais atual e leve no look. Outro fator importante para o look dar certo é que a roupa seja bem curta. O cool é com o vestido curtinho”, encerra. E aí: pronta para a próxima festa?

Amira Casar (Foto: Getty Images)

Sony e Microsoft se aliam para aprimorar serviços de jogos na nuvem

Iniciativa conjunta das empresas chega depois de o Google anunciar a entrada no setor de jogos, ao anunciar o Stadia
Por EFE

Microsoft e Sony: aliança estratégica visa “oferecer experiências melhores de entretenimento para os clientes de todo mundo” (Mike Blake/Reuters)

Tóquio – A Sony e a Microsoft anunciaram nesta sexta-feira (17) uma aliança histórica para aprimorar os serviços de jogos na nuvem, setor no qual as empresas são rivais.

O memorado de entendimento assinado pelas duas companhias afirma que elas se comprometem a “explorar o desenvolvimento conjunto de soluções na nuvem”, com o objetivo de “apoiar os respectivos serviços de jogos e streaming”.

A aliança estratégica visa “oferecer experiências melhores de entretenimento para os clientes de todo mundo”. Além dos serviços na nuvem, as duas empresas vão colaborar no desenvolvimento de chip semicondutores e de sensores inteligentes de imagem.

Desta forma, a ideia é combinar o potencial dos dispositivos de imagem da Sony, que produz o PlayStation, com a tecnologia de inteligência artificial da plataforma Azure, da Microsoft, dona do Xbox, para dar aos clientes opções mais amplas.

O executivo-chefe da Sony, Kenichiro Yoshida, afirmou que a aliança contribuirá para o avanço cos “conteúdos interativos”.

Já o diretor-executivo da Microsoft, Satya Nadella, elogiou a liderança tecnológica da Sony no setor e afirmou que a aliança será construída sobre essa história de inovação da concorrente.

A iniciativa conjunta de Sony e Microsoft chega depois de o Google anunciar a entrada no setor de jogos, ao anunciar o Stadia, um serviço de streaming de games.

A Apple também quer entrar neste mercado e apresentou brevemente em sua última conferência o Arcade, um plano de assinatura com jogos para iPhones, iPads e Macs.

Contra enchentes, startup Pluvi.On aposta em ‘São Pedro virtual’

A empresa, que oferece uma estação meteorológica mais barata, com potencial de escala, quer avisar a pessoas comuns sobre riscos de catástrofes naturais
Por Giovanna Wolf e Mariana Lima – O Estado de S. Paulo

O engenheiro Diogo Tolezano é presidente executivo da Pluvi.On

Usar um grande volume de informações para deixar a previsão do tempo mais precisa – e, com alguma sorte, não ser surpreendido por uma enchente. Esse é o trabalho da startup Pluvi.On, fundada em 2016 pelos engenheiros Diogo Tolezano e Pedro Godoy. Há três anos no mercado, já tendo recebido cerca de R$ 2,5 milhões em investimento, a empresa está tentando sofisticar seu serviço com tecnologia e escala para conseguir avisar a população, de forma certeira, de um grande questionamento cotidiano: “amanhã vai chover?”. 

Hoje, o principal produto da Pluvi.On é uma estação meteorológica, criada pela própria empresa, que funciona a partir da tecnologia de internet das coisas (IoT). “Oferecemos nosso serviço de monitoramento do tempo a empresas de agricultura, de transporte, construção civil e até para cidades, sempre com o financiamento da iniciativa privada”, afirma Tolezano, presidente executivo da startup, ao Estado. Os clientes consultam as informações meteorológicas por meio de um site. Com esses dados em mãos, uma empresa de agricultura pode, por exemplo, organizar suas atividades sabendo que em determinado dia terá uma tempestade na região. 

Para a Pluvi.On, uma precisão do tempo precisa depende de uma grande escala de estações meteorológicas. “Predomina no Brasil o uso de soluções importadas, que são caras, cerca de R$ 25 mil, o que inviabiliza implantação de grandes projetos”, diz Tolezano. Com a sua estação brasileira, que custa em torno de R$ 4,5 mil, a empresa está expandindo sua atuação pelo território: até o fim deste ano, a Pluvi.On pretende construir 350 estações em São Paulo e 100 em Campinas. 

Planos

Um dos focos da empresa nos próximos anos é chegar à população com o assistente virtual São Pedro. A Pluvi.On está fazendo um financiamento coletivo na internet com a meta de arrecadar R$ 90 mil para colocar o assistente virtual, de forma gratuita, em plataformas como o WhatsApp, o Facebook Messenger e também em SMS. 

A ideia é que o chatbot consiga alertar com antecedência moradores de regiões afetadas por enchentes quando uma chuva forte estiver por vir – a startup espera que, assim, as pessoas possam salvar suas coisas antes da tempestade chegar. 

Um outro plano da empresa é fazer parceria com seguradoras e criar um produto que seria um seguro enchente: em cidades com alto risco de enchente, a população pagaria um seguro, que seria usado em caso de enchente para as famílias se reerguerem. “Agora é que estamos comercializando de fato a nossa estação. Estamos conversando com seguradoras e buscando cada vez mais conseguir aumentar o volume dos nossos dados”, diz Tolezano.

A nova oposição digital

Não foi a esquerda tradicional que deu volume às passeatas. Foi a turma do Twitter.
Por Pedro Doria – O Estado de S.Paulo

Labic coletou dados do Twitter

Fábio Malini, um dos coordenadores do Laboratório de Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo, captou um fenômeno interessante no Twitter. Foi por esses últimos dias. Aquilo que secundaristas publicam nessa rede social segue determinadas características. Ficam numa bolha à parte. Os seus textos são curtos, as reações emocionais seguem argumentos até simplórios. Em geral, seu tema predominante é entretenimento. Mas entre 9 e o 15 de maio das manifestações, os pesquisadores do Labic notaram uma mudança. Por um lado, num mesmo grupo de 170 mil perfis investigados, o conjunto de apoiadores do governo, responsáveis por 8% das postagens, se retraiu para ocupar 7% do espaço. E o grupo de adolescentes, que vivia lá em sua própria bolha, mudou. Os tuítes ficaram mais longos, começaram a retuitar gente de fora de seus círculos. Em cinco dias, se tornaram atores políticos — um grupo maior do que o dos governistas ativos.

A internet é um camaleão. Quando no governo Lula, o PT acreditava com razão ter o domínio do digital por financiar uma extensa rede de sites e blogs que lhe produziam noticiário favorável, deixando sua militância sempre muito ligada. Atiçada. O partido não percebeu, já no governo Dilma, que a comunidade online trocara os sites da web pelo convívio nas mídias sociais. Para acompanhar os protestos pelo impeachment, o caminho já era o Facebook e suas páginas de eventos. Por conta de mudanças de algoritmo, a maior rede social do mundo deixou de ser um ambiente propício à agitação política. Esta migrou para WhatsApp e Twitter. É um espaço que a direita militante dominou e no qual a esquerda se perdeu.

Esta costura entre WhatsApp e Twitter é caótica e ágil perante a web, assim como mais descentralizada do que o Facebook. Sentimentos e intuições podem viralizar muito rápido, a mobilização ocorre em surtos repentinos. No Rio da última eleição, ninguém sabia quem era o ex-juiz tornado candidato Wilson Witzel até duas semanas antes do primeiro turno. Witzel disparou com a velocidade destas redes, surfando num vídeo com declaração de apoio do “filho zero um”.

Desde a posse de Bolsonaro, Twitter e WhatsApp são praia da sua turma, região de domínio, perante uma oposição à esquerda que ainda não compreendeu como foi atropelada. Só que agora mudou.

O governo foi tomado de surpresa pelo vulto das manifestações. Não só o governo — todo mundo. Se nos tempos de Facebook podíamos ter uma noção de se um ato encheria ou não pelo número de confirmações, o Twitter só é mapeável por pesquisadores com métodos sofisticados e, o WhatsApp, nem isso. Pela leitura do Labic da Ufes, só este grupo, o dos secundaristas, deixou de discutir as últimas séries para falar de ir às ruas nos últimos dias.

A manifestação foi convocada daquele jeito tradicional: pelos partidos de esquerda e centrais sindicais, pelo Lula Livre e contra a reforma da Previdência, contra o fascismo e slogans afins. Se fossem só eles, o Planalto não tinha qualquer motivo para se preocupar. São antigos, falam com o sotaque carregado dos anos 1960 e, fora os poucos convertidos que só conversam entre si faz anos, sua mensagem não ressoa com mais ninguém.

Mas não foi esta esquerda tradicional que deu volume às passeatas. Foi a turma do WhatsApp e do Twitter, os secundaristas são só uma parte. Ao invés de bandeiras estampadas e camisas vermelhas, a roupa do dia e cartazes escritos a mão. A pauta: educação.

Não dava para prever o tamanho e não dá para saber a solidez. As redes polarizam. O governo escolheu manter o jogo da campanha. Pode ter acabado de inventar um polo contrário, uma nova oposição na forma de movimento popular.

Robert Pattinson pode interpretar Batman em novo filme do morcego no cinema

Dirigido por Matt Reeves, o longa deve estrear em 2021

O ator Robert Pattinson

O ator britânico Robert Pattinson, 33, pode ser o novo intérprete de Batman nos cinemas, segundo a revista Variety. Um novo longa do homem morcego deve chegar aos cinemas em junho de 2021 e terá direção de Matt Reeves. 

A publicação afirmou que o ator está em negociação para ocupar o lugar de Ben Affleck, 46, no papel principal da nova saga da DC. De acordo com o site Deadline, Pattinson ainda disputa a vaga com o também britânico Nicholas Hoult, 29, de “X-Men” e “Mad Max: Estrada da Fúria”, que estava em negociação.

Ainda segundo o Deadline, os dois atores são fortes concorrentes para usar o traje do morcego. Matt Reeves está em fase de finalização do roteiro e a pré-produção do longa deve começar no início do verão do hemisfério norte. 

Robert Pattinson começou a carreira como modelo e, em 2004, começou a atuar em papéis menos expressivos. A guinada aconteceu em 2007 quando foi chamado para interpretar Cedric Diggory no filme “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, saga de sucesso mundial. 

Na sequência, ele foi chamado para interpretar Edward Cullen no filme “Crepúsculo”, baseado no romance best-seller de Stephenie Meyer. Foram cinco filmes da franquia que alçou o artista ao estrelado hollywoodiano.

Durante as gravações, o ator chegou a namorar sua parceira de cena, Kristen Stewart. Porém, os dois ficaram um bom tempo escondendo a relação. Foi apenas em 2012 que Kristen reconheceu oficialmente que estava namorando com  Pattinson.​

Em 2016, a revista Variety afirmou que Ben Affleck seria o protagonista e diretor de uma nova sequência solo de Batman após o sucesso de bilheteria de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, mas não da crítica especializada.

No início de 2017, a mesma publicação disse que o ator havia desistido do cargo de diretor para ser apenas o ator e produtor do longa. Os estúdios Warner Bros. confirmaram, então, que Matt Reeves seria o novo diretor.

No ano passado,  Affleck foi internado em uma clínica de reabilitação para tratar o alcoolismo, doença contra a qual luta desde 2001, pela ex-mulher, Jennifer Gardner. Eles anunciaram o divórcio no começo de 2015, após alguns boatos de que a relação estava abalada pelo vício do ator

Em janeiro deste ano, o ator confirmou que não seria mais o protagonista. A história de Reeves contará uma versão bem mais jovem do herói da DC.​