Associação de Azzedine Alaïa abre livraria fashion em Paris

Além da livraria exclusiva, os visitantes terão acesso às criações do acervo de Azzedine Alaïa em novo espaço multicultural, localizado em Paris. Saiba o que esperar:

Azzedine Alaïa (Foto: Patrick Demarchelier)

Depois da morte súbita do designer Azzedine Alaïa em novembro de 2017, o mundo da moda ficou em luto.

Um ano depois, a Associação Azzedine Alaïa se prepara para lançar um espaço cultural em homenagem ao estilista, localizado em Paris.

A nova empreitada abrigará um café, uma pequena boutique, local para exposições, uma livraria e será casa do acervo privê de Alaïa.

A empreitada conta ainda com o lançamento de dois livros inéditos, que contam a história do couturier.

“Tudo é muito único, um de cada, raro e difícil de achar”, define Carla Sozzani, editora da Vogue Itália e amiga pessoal da família.

A ideia é atrair os jovens pelo café e pela livraria, assim como o público mais velho com dinheiro para investir nas peças de colecionador do acervo da Maison Alaïa. [L’Officel]

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Joan Smalls, Candice Swanepoel, Irina Shayk, Grace Elizabeth, Barbara Palvin,Winnie Harlow & Natasha Poly – V Magazine #116 2018 By Carin Backoff

Joan Smalls – V Magazine #116 2018 

Glamorama   —   V Magazine #116 2018   —   www.vmagazine.com
Photography: Carin Backoff Model: Joan Smalls, Candice Swanepoel, Irina Shayk, Grace Elizabeth, Barbara Palvin,Winnie Harlow & Natasha Poly Styling: Anna Trevelyan 
Hair: Teddy Charles Make-Up: Hung Vanngo Manicure: Eichi Matsunaga

Para o YouTube, lei de direitos autorais da Europa é inviável financeiramente

A presidente executiva da plataforma de vídeo criticou, em postagem no blog da empresa, o filtro de upload que consta na legislação; regulação europeia pode ter dificuldades para implementação, se for aprovada em janeiro; lei é acusada de violar liberdade de expressão 

Susan Wojcicki é presidente executiva do YouTube

Para explicar o seu ponto, a presidente executiva do YouTube usou como exemplo o vídeo da música Despacito, sucesso em todo o mundo. Ela diz que o vídeo tem diversos direitos autorais, desde a gravação do som até direitos de publicação. O problema, explica, é que apesar de o YouTube ter vários acordos de licença para vídeos, alguns dos detentores de direitos são desconhecidos. “Essa incerteza significa que provavelmente teríamos que bloquear vídeos como esse, de acordo com as regras do artigo 13 do Copyright Directive”, disse Susan na publicação. 

A presidente executiva do YouTube, Susan Wojcicki, criticou mais uma vez o projeto de lei de direitos autorais da União Europeia chamado de Copyright Directive – no mês passado, ela já havia se posicionado contra a legislação. Em uma publicação no blog da empresa nesta semana, Susan disse que é impossível uma plataforma como o YouTube se adequar à regulação. Segundo ela, as regras causarão grandes impactos financeiros para as empresas que lidam com conteúdos na internet. 

O artigo 13 é uma das questões mais polêmicas do projeto de lei de direitos autorais da União Europeia. Essa parte específica da regulação é chamada de “filtro de upload” e obriga plataformas como YouTube, GitHub, Instagram e eBay a fazerem um monitoramento das publicações de seus usuários, de forma a garantir que conteúdos postados nas redes estão de acordo com as determinações de direitos autorais.

O artigo está sendo duramente criticado porque o filtro de upload colocaria no mesmo patamar de violação de direitos autorais conteúdos como paródias, memes e vídeos como o da música Despacito. Aquele meme engraçado que usa de alguma forma uma obra de terceiros para compor a piada está perto de ser proibido na Europa – caso a lei seja aprovada na decisão final, em janeiro de 2019.  

A presidente executiva do YouTube disse que é impossível fazer os bloqueios que a legislação exige. “Multiplique esse risco de bloqueio considerando escala do YouTube, na qual mais de 400 horas de vídeos sobem na plataforma a cada minuto. O prejuízo pode ser tão grande que nenhuma companhia assumiria esse risco financeiro”, disse. 

Impacto. Para Sérgio Branco, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio), um dos problemas mais graves do projeto de lei europeu é que ele não comporta as limitações do setor, o que dificulta a sua implementação. Se mesmo o YouTube, que é uma empresa gigante, reclama da inviabilidade financeira da legislação, dá para imaginar o descontentamento dos sites pequenos. “As plataformas menores não têm dinheiro nem para fazer os filtros que o Google e o Facebook já usam”, diz Branco. 

Atualmente, o YouTube não é uma terra sem lei: ele usa um sistema chamado de Content ID, que tem como função identificar conteúdos que violam direitos autorais. Desde de 2007, quando o serviço foi lançado, o YouTube investiu mais de US$ 100 milhões no Content ID, de acordo com o site The Verge. Para os reguladores, o filtro do YouTube não é suficiente para resolver o problema. 

Além disso, Branco explica que outra pedra no sapato da regulação é o conflito que ela pode ter com legislações de outros países, como o Brasil. “A nossa lei tem um capítulo sobre limitações de direitos autorais, em que eles não são absolutos. São atribuídos à sociedade vários direitos, que podem ser até contra o autor, se ferirem a liberdade de expressão”. E é justamente na questão da liberdade de expressão, que envolve a proibição de memes, por exemplo, que a regulação europeia adota medidas duras.

Segundo Branco, a legislação mundial ainda patina no tema de direitos autorais porque ele é recente se comparado a outros assuntos do Direito. Com a tecnologia, então, tudo ficou mais embaçado. “Agora não é só mais um problema de Direito, é um problema de economia”, diz, “Com o Netflix, por exemplo, as cópias de filmes na internet diminuíram não por meio de uma lei, mas por causa de um novo negócio”. Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

C&A lança coleção em parceria com a marca italiana Missoni

Peças de tricô com a tradicional estampa de zigue-zague da grife são destaque da linha
Anna Rombino – O Estado De S.Paulo

Coleção da Missoni para a C&A chega às lojas no dia 14 de novembro Foto: Zee Nunes/ C&A/ Divulgação

A Missoni, grife italiana conhecida por suas roupas coloridas, de tricô e a estampa de zigue-zague, celebra 65 anos em 2018 e, entre as comemorações, se uniu à C&A para uma coleção cápsula. 

A linha, que mistuta o DNA chique e sofisticado da grife com os preços baixos da rede de fast fashion, é dividia em quatro cartelas de cores: black and white, multicolor, earth colors (com tons terrosos) e warm shades (com um mix de cores quentes, pensadas para o verão).  “As brasileiras apreciam muito a Missoni, mas somos uma empresa pequena, não conseguiríamos vir para cá”, explica Angela Missoni, diretora de criação da grife. “Ao nos unirmos a uma rede de varejo, conseguimos resolver isso.” 

Angela, que é filha de Rosita e Ottavio Missoni, os fundadores da grife, trabalhou em conjunto com a equipe de estilo da C&A – que durante três anos voou para a Itália para realizar o projeto – e aprovou cada uma das 44 peças da coleção. “Assim como as italianas, as brasileiras amam cores, conforto e moda”, conta ela. 

A coleção mistura itens de moda praia, como um biquíni, chapéu e saídas, com peças mais urbanas, como vestidos, casacos e camisetas, e acessórios, como bolsas e sandálias. Os suéteres, as peças em tricô e as estampas de zigue-zague coloridos, os carros chefes da marca, também estão presente. 

A coleção da Missoni para a C&A chega em 29 lojas selecionadas da rede de fast fashion nesta quarta, 14, e também no site, com valores entre R$ 89 (chapéu) e R$ 449,99 (vestido). 

WeWork receberá investimento de US$ 3 bilhões do SoftBank

Com prejuízo no primeiro semestre, startup de escritórios compartilhados ganha novo fôlego

WeWork

No último mês de julho, a WeWork revelou que tinha levantado US$ 500 milhões de investidores. Em agosto, a empresa, que é privada, anunciou pela primeira vez em sua história seus resultados financeiros com prejuízo de US$ 723 milhões no primeiro semestre de 2018. No mesmo período do ano passado, as perdas foram de US$ 154 milhões. 

A startup de escritórios compartilhados, WeWork, assinou um acordo por um aporte de US$ 3 bilhões do banco de investimentos SoftBank. A informação é da Reuters, que também afirmou que o pagamento será parcelado em duas vezes. Em 15 de janeiro de 2019, ela deverá receber uma parcela de US$ 1,5 bilhão. A outra metade seria paga em 15 de abril.

A WeWork e a SoftBank mantém uma relação estreita, com funcionários do banco japonês utilizando vários escritórios da startup.