Novos Apple Watches terão modelos feitos de titânio e de cerâmica

Muitos rumores sobre os futuros iPhones e iPads — e até mesmo sobre o MacBook Pro; já sobre o Apple Watch, como foi falado no último episódio do MacMagazine no Ar, nada. A Apple estava conseguindo guardar os segredos da nova geração do seu relógio mas, agora, ela mesma deu com a língua nos dentes.

Vasculhando os arquivos internos do watchOS 6, iHelp BR descobriu uma novidade interessante relacionada aos futuros relógios da Maçã.

No passado, caso você não lembre, a Apple já ofereceu versões do Watch feitas de ouro e ouro rosa (no Apple Watch original) e cerâmica (no Apple Watch Series 2 e 3) — além dos tradicionais de alumínio e aço inoxidável (materiais que a Apple trabalha desde Apple Watch original).

Pois bem: as animações encontradas dentro do watchOS mostram que a empresa pretende oferecer também Apple Watches feitos de titânio e, novamente, de cerâmica.

As animações (que finalizam nas imagens acima) em questão são referentes ao processo inicial de configuração do Apple Watch e, nelas, podemos ver as inscrições “44MM TITANUIM” e “44MM CERAMIC“. Cerâmica, como falamos, a Apple já trabalhou no passado; titânio, no entanto, é um material inédito e que será muito bem-vindo.

Isso porque, como afirmou Marco Arment, relógios de titânio podem ser feitos para serem visualmente idênticos aos de aço, sendo um pouco mais escuro e muito mais leve. Resta saber se a Apple oferecerá tais opções além das já existentes (alumínio e aço inoxidável) ou se algumas delas chegará para substituir as atuais (trocar o aço inoxidável por titânio, por exemplo).

Ainda que as imagens mostrem os relógios de 44mm, vale notar que os novos materiais também serão oferecidos nos Apple Watches de 40mm.

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Um tour pela nova sede da Fortissimo em Tel Aviv

A Fortissimo, um fundo de private equity que investe em tecnologia e empresas industriais, contratou recentemente a empresa de arquitetura Alter Architects para projetar sua nova sede em Tel Aviv, Israel.

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“O espírito da empresa nos inspirou a projetar um espaço elegante e clássico e, ao mesmo tempo, corajoso, moderno e ousado. Todos os elementos do espaço foram criados e projetados exclusivamente para o projeto. Os tetos centrais foram projetados com diferentes geometrias exclusivas – para instalá-los no escritório, tivemos que voar com uma equipe profissional de Portugal especializada em trabalhar com esse material exclusivo. As ilhas geométricas são cobertas com mármore triturado que aumenta suas propriedades acústicas. As divisórias de vidro foram compradas na Itália e cobertas com um verniz exclusivo importado do Japão. O sistema de iluminação é projetado de acordo com o layout do espaço, levando em consideração a experiência do usuário e movimento. Todos os móveis foram cuidadosamente selecionados de alguns dos principais designers e lojas de design do mundo, incluindo: Patricia Urquiola, Cas-sina, Minotti, Gubi, Philip Stark, Quinty e vários outros excelentes designers. Os escritórios da Fortissimo são um exemplo de um projeto “high-end” que emana o caráter elegante mas corajoso da empresa, deixando uma marca inconfundível em quem entra ”, diz Alter Architects.

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Quem são os millennials que tentam salvar a Playboy?

Revista é repaginada sob nova direção – jovem e mais inclusiva
Jessica Bennett, The New York Times

Ana Dias fotografando a capa de julho, Teela LaRoux. As modelos em ensaios nus são agora fotografadas principalmente por mulheres Foto: Stephanie Noritz para The New York Times

LOS ANGELES – “Será um ensaio fotográfico com nu completo a ser realizado debaixo d’água”, dizia uma mulher ao telefone, cuja voz podia ser ouvida nos cubículos vizinhos. A pessoa do outro lado da linha parecia não compreender. “Estou dizendo que não será em terra firme.”

Era uma manhã na central da Playboy Enterprises, e os editores preparavam o fechamento da edição de verão. Debatiam as pautas enquanto, na cozinha, um barista decorava o café com leite desenhando orelhas de coelho na espuma. No seu escritório, Shane Singh, editor executivo da Playboy, explicava que o ensaio subaquático, a ser fotografado naquele fim de semana, seria para a capa da revista.

“A água deve representar a fluidez sexual e de gênero”, disse Singh. As mulheres posando na água – os membros entrelaçados como em uma pose de balé – não eram apenas modelos, mas também ativistas. Uma delas usa a arte performática  e a mídia digital para compartilhar histórias a respeito da epidemia de AIDS. Outra é uma dançarina subaquática que promove a preservação dos oceanos. A terceira, uma artista belga, filmou a si mesma caminhando nua por um bairro de judeus ortodoxos no Brooklyn durante um feriado (foi expulsa por uma turba).

Trata-se de uma nova Playboy, mais inclusiva – se acreditarmos nos seus executivos, e se estivermos dispostos a aceitar mais uma reinvenção dessa antiga marca. Faz tempo que se debate o lugar de uma publicação cujo lema é “Entretenimento para homens” em um mundo mais igualitário. Mas, quando o fundador da Playboy, Hugh Hefner, morreu em 2017, essa discussão ganhou força: teria sido ele uma voz visionária da libertação sexual e da liberdade de expressão, ou um safado que fomentava a misoginia?

Na época, a Playboy vivia uma atordoante sequência de tentativas de recomeço. Nos anos mais recentes, a revista teve a tiragem e periodicidade reduzidas; os anúncios deixaram de ser impressos; diretores executivos foram substituídos; e, mais notável, a nudez foi brevemente banida – antes de ser trazida de volta, com a campanha “Nudez é normal”. No início do ano passado, o financista Ben Kohn, que ajudou a fechar o capital da Playboy em 2011 e atua agora como diretor executivo, disse ao Wall Street Journal que pensava em se livrar da revista, para se concentrar no licenciamento e nas parcerias.

Mas a Playboy foi relançada este ano – dessa vez com papel de luxo, sem anúncios, e com periodicidade trimestral. É editada por um triunvirato da geração millennial: Singh, declaradamente gay, 31 anos; Erica Loewy, 26 anos, diretora de criação; e Anna Wilson, 29 anos, supervisora de fotografia e multimídia. O resultado é uma revista virtualmente irreconhecível, totalmente diferente daquela criada por Hefner. Uma porta-voz da Playboy disse que a família Hefner não detém mais nenhuma participação financeira na empresa.

A edição de verão, atualmente nas bancas, traz uma entrevista com Tarana Burke, fundadora do movimento MeToo; quadrinhos queer; e uma reportagem a respeito de brinquedos eróticos unissex. Durante o seu auge, nos anos 1960 e 1970, a Playboy chegava a quase sete milhões de assinantes, publicando obras de Andy Warhol, Margaret Atwood e Hunter S. Thompson, além de entrevistas com Martin Luther King Jr. e Fidel Castro.

Mas então vieram revistas mais explícitas como Penthouse e Hustler, e então a internet, que desfez o modelo do erotismo e da pornografia impressa e paga, tornando-a digital e gratuita. A Playboy estava perdendo dinheiro e, com isso, Hefner obteve um financiamento para fechar o capital da empresa.

Certos aspectos da marca continuaram rendendo: destilados e perfumes da Playboy; colaborações com grifes da moda; um cassino em Londres; uma casa noturna recentemente reaberta em Nova York e mais – especialmente na China, onde a marca tem mais de três mil lojas, disse Kohn. De acordo com ele, os consumidores gastam cerca de US$ 3 bilhões nos produtos e serviços da marca a cada ano. O relançamento da revista fazia sentido como forma de “extensão da marca”.

“Falamos muito a respeito do que é o olhar de Playboy e da necessidade de diversificar isso”, disse Rachel Webber, 37 anos, diretora de marketing. Ela chegou no ano passado vindo da National Geographic em parte por causa da oportunidade de trazer uma marca “tradicional” para a era moderna. “É um pouco como estar em uma aula de estudos de gênero”. Indagada a respeito da possiblidade de reinventar a Playboy, Joanna Coles, ex-editora-chefe da Cosmopolitan, disse: “Sob a ótica atual, Hugh Hefner é grotesco, e as mulheres dele são vítimas. A publicação pertence ao passado, como o figurino de Hugh”.

De acordo com Kohn, a revista alcança atualmente “uns duzentos mil” assinantes. Três quartos desse público são de homens. Depois de assumir o comando, dois anos e meio atrás, ele disse ter recuperado cerca de US$ 15 milhões em parcerias e acordos de licenciamento de produtos que “não representavam mais a marca”. Ele acrescentou que a empresa deseja expandir suas atividades para o ramo da cannabis, cuidados com a pele, brinquedos eróticos e bem estar sexual.

Desde janeiro, Rachel trabalhava com sua equipe na redação de uma declaração de missão da empresa refletindo a nova direção seguida. De acordo com ela, o objetivo é alcançar um público metade feminino. “Para mim, ser relevante é mais importante do que pensar em um público-alvo”, disse ela. “Mas acredito que, para sermos relevantes, temos que assumir posicionamentos em relação às questões e interessar igualmente a todos os gêneros.” / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Como o YouTube se tornou o principal site de streaming de música do mundo

O YouTube é vasto e confuso, cheio de distrações, e assim propõe a você coisas que um serviço tradicional de streaming não propõe
Por Chris Richard – The Washington Post

O YouTube se converteu na mais visitada e mais variada plataforma de música

Nada de Spotify, Apple Music, SoundCloud. E definitivamente nada de Tidal, Pandora ou Amazon. Para jovens ouvintes, o YouTube é rádio (amplamente acessível), coleção de discos (espantosamente vasta), MTV (parcialmente visual), Walkman (totalmente portátil), iTunes (mediante pedido), correio online (os comentários abundam) – tudo em um só lugar. Os números garantem: um bilhão de visitantes procuram música no YouTube a cada mês, segundo o Google. É um triunfo bizarro para uma empresa que estava empenhada em tornar obsoleta nossa televisão. Enquanto a guerra do streaming avança para o futuro, um site que nunca pretendeu de verdade se tornar uma plataforma de música acidentalmente se converteu na mais visitada e mais variada dessas plataformas.     

Isso significa que não podemos mais pensar no YouTube simplesmente como um negócio, mas teremos de pensar nele como uma experiência auditiva.

Muitas descobertas musicais no YouTube começam pela curiosidade. Tecle algumas palavras-chave na barra de buscas, ouça a música que procurava depois permita que o algoritmo o conduza para onde ele escolher. Procure um ponto de partida e viaje. Se se entediar, comece de novo. Enquanto isso, o algoritmo do YouTube, alimentado pelo Google, estará tentando descobrir seus gostos, mesmo quando levar você para outras áreas que não a música.

Digamos que seu ponto de partida seja uma nova canção de Anitta. Em outros serviços de streaming, você encontrará essa música ao lado de outros sucessos da cantora e hits do funk brasileiro. Mas no YouTube, onde as indicações são modeladas por seu histórico de buscas, essa mesma canção pode estar ao lado de uma aula sisuda, uma esquete do Porta dos Fundos, a visita de Sergio Moro ao Congresso ou o vídeo caseiro de um pato e um gatinho que são amigos. Nesse sentido, o YouTube situa uma música e o prazer de ouvi-la no contexto maior de toda a mídia, de toda a experiência: num banheiro, numa família, numa democracia, numa visão otimista da convivência interespécies.

 É fácil ficar atordoado nesse universo. O YouTube é vasto e confuso, cheio de distrações, e assim propõe a você coisas que um serviço tradicional de streaming não propõe. Ouvir música no site principal do YouTube exige engajamento verdadeiro. Para usufruir mais da plataforma você precisa foco, persistência, senso de aventura – virtudes do bom ouvinte.

Na conferência de música e tecnologia South By Southwest 2018, a presidente do YouTube, Susan Wojcicki, disse: “Na realidade, somos mais como uma biblioteca”. É uma ideia tentadora, mas o YouTube não parece uma biblioteca. É caótico demais, imprevisível demais, cheio de armadilhas e jardins secretos, de coisas que você não conhece e de coisas que preferiria não ter conhecido.   

O YouTube se parece mesmo é com o mundo, e uma das razões disso é que o mundo está ali. O YouTube não é apenas uma jukebox carregada com gravações feitas industrialmente em estúdio. É uma plataforma com conteúdo gerado pelos usuários, o que significa que ela está cheia de pirataria, cenas cortadas, performances ao vivo, entrevistas e muito mais. A qualidade do som está em toda parte, assim como a música. No YouTube, você tem Marvin Gaye cantando o hino nacional da final do NBA, Joni Mitchell tocando saltério na BBC, centenas de bandas podreiras. 

As joias mais raras garimpadas em lojas de discos e gravações antigos podem se materializar na tela. Vou lembrar sempre da excitação que senti ao ouvir o rapper californiano Suga Free num registro feito em camcorder por volta de 1995. 

O mais espantoso é que eu nunca procurei por essa música – em sabia que ela existia. Mas o YouTube, mantendo sobre mim por tantos seu olho que vê tudo, sabia que eu adorava gantsta rap da Los Angeles dos anos 1990 e suspeitou que eu pudesse gostar da apresentação de Suga Free. 

Isso não significa que você vá encontrar um tesouro no fim de cada arco-íris. As sugestões feitas por “Up Next” são responsáveis por mais de 70% do tempo que os usuários gastam no site – fato que apareceu  numa recente matéria do The New York Times sobre como nacionalistas brancos estão se radicalizando no YouTube. A empresa diz que está investindo contra conteúdos tóxicos, mas por muitos anos não viu problemas em dirigir usuários a nichos perigosos em nome do engajamento.

Nossa vida de ouvintes sempre foi moldada por pessoas que não conhecemos, muitas delas presumivelmenten de boa índole – DJs, jornalistas de música, funcionários de lojas de discos. Mas, como em todo serviço de streaming, o algoritmo do YouTube procura substituir esses guias culturais.

Enquanto você vê o YouTube, o YouTube observa você. Ele procura conhecer você melhor que seus amigos de música conhecem, num esforço para bombardear seus olhos e ouvidos com anúncios numa sequência sem fim. O algoritmo fará tudo para levá-lo a permanecer na plataforma. 

O  YouTube não tem limites discerníveis, e assim não impõe nenhuma pressão específica sobre a música que apresenta. Ao contrário, o limite é nosso tempo. Outros serviços de streaming de música estão atentos a nosso tempo. Eles querem que o usuário se sinta seguro na imensidão paralisadora na zona de conforto desenhada para reforçar nossos gostos. Não o YouTube. Ele promete horizontes. Isso tem a ver com ouvintes adolescentes mantendo os ouvidos na plataforma. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

Como Madonna se tornou ícone das mulheres quando se trata de autonomia sobre o próprio corpo

Completando 61 anos nesta sexta-feira, a rainha do pop nunca se rendeu à imagem que esperavam dela
O Globo com “The Independent”

Madonna completa 61 nesta sexta-feira, 16 de agosto Foto: Arte sobre foto de Divulgação

Madonna completa 61 anos nesta sexta-feira. E continua mais poderosa em seu Instagram do que muitas celebridades com um terço de sua idade. As influências da rainha do pop na moda e na música são bem documentadas, mas Madonna também é uma grande inspiração para muitas mulheres quando se trata de autoaceitação do corpo.

Ao longo dos anos, a rainha do pop sofreu ataques por, teoricamente, promover um modelo de corpo feminino difícil de alcançar para a maioria das mulheres. No entanto, a artista sempre deixou claro que tinha benefícios por trabalhar com as melhores equipes de treinadores e que os exercícios físicos sempre fizeram parte de sua carreira. 

Madonna nunca se colocou como um modelo a ser seguido, e sim como uma inspiração para que as mulheres não cedessem às críticas e não reformulassem o seu corpo segundo os padrões impostos. Foi o que aconteceu, por exemplo, há dez anos, quando a cantora foi duramente atacada por seus braços musculosos, sem nunca se render à imagem que esperavam dela, e, sim, abraçando a sua força, aptidão e direito de ter o corpo do jeito que quisesse.

Madonna continua não dando a mínima para o que pensam sobre seu corpo — e se está “na moda” ou não. Ela e os seus tão criticados braços musculosos inspiram até hoje mulheres a não aceitar a negatividade que recebem. Como Laura Hoggins, personal trainer de 33 anos e conhecida pelos seus bíceps.

— Tenho orgulho do meu corpo e trabalho duro para manter a minha forma. Mas nem sempre sou considerada “feminina”. Eu cresci escutando Madonna. Eu vi o seu físico evoluir ao longo dos anos. Ela sempre foi muito aberta sobre a sua paixão pela atividade física. Força não tem idade ou limite. Espero que eu continue treinando quando chegar aos 61 anos.

A personal acrescenta que Madonna sempre foi um modelo e uma influência positiva em sua vida.

— Ela sempre foi sincera e com muita convicção no que acredita. Madonna sofre diariamente com críticas sobre o seu corpo, mas se levanta desafiadora e orgulhosa.

O físico da Madonna de dez anos atrás, curiosamente, não receberia críticas nos dias de hoje, uma vez que muitas mulheres buscam sair dos padrões esbeltos e migram para corpos mais musculosos. Isso só prova que o que é considerado atraente, na verdade, é determinado pelos padrões impostos pela sociedade em determinada época. 

Carly Rowena, uma influenciadora fitness de 30 anos, diz que Madonna foi a motivação para ela se tornar mais saudável e amar o seu corpo independentemente do que outros pensam sobre ele.

— Eu amo ver todas as formas corporais sendo celebradas e sinto que Madonna abriu o caminho para que muitas mulheres se sinta empoderadas.

No final das contas, parece que, apesar das críticas, a rainha do pop fez com que muitas mulheres quisessem ter corpos com mais músculos, antes associados só aos homens, por meio da construção da autonomia feminina e do amor-próprio — quebrando padrões como ela está tão habituada a fazer.

Governo brasileiro notifica Google por captura de dados de geolocalização dos usuários

Empresa tem 10 dias para responder órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública
Por Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

Governo brasileiro notifica Google por captura de dados de geolocalização dos usuários

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou nesta sexta, 16, o Google por capturar dados de geolocalização de usuários brasileiros, inclusive em hipóteses em que eles tenham se manifestado contrariamente a isso. 

A Senacon quer que o Google explique se a prática existia e como isso era feito. A empresa tem o prazo de 10 dias para responder aos questionamentos do órgão de defesa do consumidor. Até a publicação deste texto, o Google ainda não havia se manifestado.  

O Google não é a primeira investigada e notificada pela Senacon. Na quarta, 14, ela notificou o Facebook pelo caso de funcionários terceirizados que escutavam os áudios dos usuários

A abordagem mais dura do Senacon junto a empresas de tecnologia faz parte também do interesse do governo brasileiro de ingressar a OCDE. “Existe uma conexão absoluta entre os fatos. Já fizemos o pedido para aderir a todo o normativo de defesa do consumidor”, disse ao Estado  Luciano Timm,  Secretário Nacional do Consumidor, na ocasião da notificação do Facebook. Ele também já havia alertado para a possibilidade de novas notificações para empresas de tecnologia. 

Jovem estilista de noivas Julia Pak é um dos destaques do IV Festival Craft Art Brasil

Coleção de Julia Pak ainda durante seu curso de Moda na FAAP. Jovem foi a 2.ª colocada no FAAP Moda 2013 (Foto: Fernando Silveira)

Formada em Moda pela FAAP, a estilista Julia Pak reúne um portfólio de criações de dar orgulho: já vestiu personagens globais como as atrizes Mariana Ximenes, na novela “Haja Coração”, e Nathalia Dill, em “Rock Story”, além da protagonista da novela “Carinha de Anjo”, do SBT, interpretada pela atriz Bia Arantes. Também foi responsável pelos figurinos da dupla de cantoras Ana e Vitória em turnês, além de ter participado do reality “Um Show de Noiva”, do canal E!.

Em 2013, levou o segundo lugar no concurso FAAP Moda, com a coleção “Universos Paralelos”, quando realizou seu primeiro desfile. “Eu nem pensava em ser estilista, mas o concurso me possibilitou materializar ideias. Foi com a máquina que ganhei no concurso que comecei a costurar as primeiras peças. Inclusive, faço até hoje a manipulação dos tecidos, com texturas, tingimentos e bordados com canutilhos que desenvolvi para o desfile”, lembra a jovem.

Julia Pak estará presente no IV Festival Craft Art Brasil, que ocorrerá de 21 a 25 de agosto, na Casa das Caldeiras, e que integra a programação do Design Weekend – semana de design que ocorrerá em vários espaços da cidade de São Paulo. Ao lado de mais 70 criativos, entre designers, artistas e artesãos de várias regiões do Brasil, apresentará duas coleções exclusivas, pensadas especialmente para noivas, mas que podem se estender para o uso do dia a dia.

Na primeira linha, o público que for ao evento poderá visualizar o trabalho manual das peças, por meio dos bordados e das texturas.  Na segunda, peças de upcycling, feitas a partir dos retalhos dos vestidos de suas clientes. “Será uma oportunidade para mostrar o trabalho artesanal do vestido de noiva, que é muito parecido com a alta-costura. O mercado de casamento é tão isolado dos demais, então eu queria ter a oportunidade de estar em um ambiente de design, mostrando o meu trabalho”, acrescenta.

As coleções estarão expostas no setor de Moda Autoral Sustentável (slow fashion). O evento também reunirá joalherias artesanais, design em madeira, cerâmica, acessórios, objetos de décor, cosmetologia natural, arte, intervenções artísticas, música, além de alimentos artesanais e gastronomia diversa e autoral.

Coleção que será apresentada durante IV Festival Craft Art Brasil é dedicada às noivas (foto: arquivo pessoal).

Craft Art Brasil + DW

De 21 a 25 de agosto, das 11 às 21h, na Casa das Caldeiras

Entrada gratuita