Polícia investiga possibilidade do ator Jussie Smollett de ‘Empire’ ter encenado ataque

Jussie Smollett foi agredido por dois homens e insultado com ofensas racistas e homofóbicas

Jussie Smollett, ator de ‘Empire’. Foto: VICTORIA WILL/INVISION/AP/SHUTTERSTOCK

A polícia de Chicago está investigando a possibilidade do ator Jussie Smollett, conhecido por sua participação na série Empire, ter encenado o ataque racista e homofóbico que sofreu no fim de janeiro. Na ocasião, ele foi agredido por dois homens e precisou ser hospitalizado por conta dos ferimentos.

Em um tuíte, o repórter Charlie De Mar, da CBS Chicago, disse: “A polícia invadiu a casa dos dois suspeitos no caso de Jussie Smollett na última noite. Ambos são descendentes de nigerianos e apareceram como figurantes na série”. O Departamento de Polícia de Chicago confirmou que eles são os mesmos homens que aparecem no vídeo de segurança do dia do ataque. A suspeita é que Smollett planejou o ataque porque estava sendo cotado para deixar a série Empire.

Ainda de acordo com a polícia de Chicago, o ator está sendo interrogado, assim como os dois suspeitos.

BREAKING:Police raided the home of two persons of interest in Jussie Smollett case last night. Both men are of Nigerian decent and have appeared as extras on the show. Police took bleach, shoes electronics and more.Officers asked family if they knew #Jussiesmollett@cbschicago pic.twitter.com/PDSFtf5jwb— Charlie De Mar (@CharlieDeMar) 14 de fevereiro de 2019

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Orlando Bloom pede Katy Perry em casamento no Valentine’s Day

Artistas estão juntos há mais de um ano

Katy Perry e Orlando Bloom (Foto: Instagram/Reprodução)

Katy Perry usou as redes sociais para compartilhar uma linda novidade: a cantora foi pedida em casamento por Orlando Bloom na última quinta-feira, 14, em pleno Valentine’s Day. Nos Estados Unidos, a data é equivalente ao Dia dos Namorados no Brasil, comemorada em 14 de fevereiro.

Na publicação, Katy escreveu apenas “Full Bloom“, (completo florescer, em português), fazendo também uma brincadeira com o sobrenome do futuro marido e o formato do anel, que remete a uma flor. A mesma imagem foi compartilhada por Orlando no Instagram.

Katy Perry e Orlando Bloom começaram a namorar em 2016 e terminaram o relacionamento em março de 2017. No fim daquele ano, reataram a relação e agora vão se casar, mas não divulgaram mais detalhes.

Katy Perry e Orlando Bloom (Foto: Facebook/Reprodução)
Katy Perry e Orlando Bloom (Foto: Instagram/Reprodução)

Músico Ryan Adams é investigado pelo FBI por conversas de teor sexual com menor

O músico enviou textos sugestivos a jovem de 14 anos e se expôs para ela pelo Skype

Ryan Adams em show no SXSW, em Austin, em 2016 – Christopher Polk/AFP

O FBI está investigando o caso em que o cantor Ryan Adams, 44, foi acusado de ter tido conversas sexualmente explícitas com uma fã menor de idade.

O cantor e compositor americano é acusado por várias mulheres de prática de abuso emocional e de se aproveitar de sua posição para obter sexo, segundo publicou, na quarta, o New York Times.

O jornal descreve um padrão de conduta manipuladora do artista, e inclui um testemunho de sua ex-esposa, a cantora e atriz Mandy Moore.

Segundo o jornal, que entrevistou mais de uma dezena de mulheres e teve acesso a conversas online do roqueiro, Adams enviou textos sugestivos a uma aspirante a baixista de 14 anos e se expôs para ela pelo Skype. 

O New York Times assegurou que as mensagens de cunho sexual continuaram por meses apesar de o músico não ter certeza de que a jovem fosse maior de idade.

Adams teria oferecido a várias mulheres a oportunidade de ascender na carreira e, ao mesmo tempo, tentou fazer sexo com elas para depois se irritar e algumas vezes ser agressivo quando rejeitado.

O músico, que conquistou fama como solista nos anos 2000, com o álbum de estreia “Heartbreaker”, se desculpou, mas negou as acusações pouco depois de publicada a matéria. 

“A quem quer que tenha prejudicado, embora não tenha sido intencional, me desculpo profunda e abertamente”, afirmou.

“Mas a imagem que este artigo mostra é perturbadoramente inexata”, publicou em sua conta no Twitter. “Alguns dos detalhes estão distorcidos, alguns são exagerados e outros são diretamente falsos. Nunca teria interações inapropriadas com alguém que acreditasse ser menor de idade, ponto”, destacou.

Moore, que ficou famosa como artista pop juvenil e agora atua na série “This Is Us”, disse que Adams menosprezava sua carreira e que tinha uma “conduta de tipo destrutiva e doentia”.

“A música era um lugar de controle para ele”, assegurou a ex-mulher.

A indústria da música não foi no geral tão afetada pelo movimento #MeToo, que combate o assédio e o abuso sexual, como o cinema e a televisão americanos.

As acusações contra Adams surgem em meio a novos questionamentos do astro de R&B R. Kelly, de 52 anos, cuja carreira cresceu nas últimas décadas apesar das acusações contra ele por pornografia infantil, prática de sexo com menores e agressão sexual. AFP

Com história repetida, ‘Boneca Russa’ faz jus à reputação de hit do momento

Despretensiosa, série navega entre a humanidade comovente e a fantasia escapista com destreza rara
Luciana Coelho

A atriz Natasha Lyonne em cena de ‘Boneca Russa’ – Divulgação

Vem de Natasha Lyonne a força de “Boneca Russa” (Netflix), que empresta da atriz e roteirista sua trajetória peculiar para dar vísceras à clássica história da pessoa que revive múltiplas vezes a mesma aflição.

Como Nadia, uma engenheira de videogames novaiorquina que morre no dia em que completa 36 anos, Lyonne é uma versão moderna de Prometeu, o deus da Grécia Antiga condenado a ver uma águia lhe comer o fígado diariamente, apenas para o órgão se regenerar durante a noite e o suplício recomeçar pela manhã.

Ou, no jargão pop, um “dia da marmota” —alusão a “Feitiço do Tempo”, filme de 1993 em que um repórter de TV (Bill Murray) revive sucessivamente o tedioso 2 de fevereiro em que grava uma reportagem medíocre no interior da Pensilvânia.

O truque que faz o enredo parecer novo é inserir Einstein, com universos paralelos ao melhor estilo “De Volta para o Futuro” (a Netflix parece ter muito apreço a esse tipo de enredo, vide a série “Dark”).

Há ainda algo de existencialismo (com as divagações de Nadia sobre seu lugar no mundo), de psicanálise (ao abordar a relação de pais e filhos) e de feminismo (ao colocar no centro uma mulher que comanda sua trajetória e deixar todos os personagens masculinos para o segundo plano).

Tantos “ismos” poderiam produzir uma bomba de tédio pseudointelectual.

Mas o roteiro ágil, a acidez da tradição de humor judaica em que atriz e personagem se criaram e a vivacidade de Lyonne, que metralha tiradas tão engraçadas quanto verossímeis, fazem de “Boneca Russa” uma série despretensiosa e envolvente, que navega entre a humanidade comovente e a fantasia escapista com destreza rara, sabiamente embalada em episódios de 25 minutos.

Como a protagonista, o espectador está vendo aquilo pela enésima vez, mas há sempre uma sacada nova, uma observação surpreendente, uma pequena reviravolta.

A saber: Nádia é uma engenheira de jogos que está na festa de seu 36º aniversário, rodeada de amigos e ex-casos, quando morre repentinamente em um acidente besta.

Ela, então, desperta no mesmo banheiro, diante do mesmo espelho, na mesma festa, para que tudo aconteça de novo até que ela entenda o que o universo (universos?) quer lhe dizer —e contar mais do que isso é desnecessário, já que a graça da série é inserir surpresas nas repetições.

Lyonne, 39, é um caso raro de ex-artista adolescente que vive uma derrocada trágica e chega à redenção (mais comum é viver só uma perna dessa história).

Modelo infantil, atriz adolescente consagrada tanto em comédias arrasa-quarteirão como “American Pie” quanto em dramas cabeças nos teatros nova-iorquinos, ela viveu uma sucessão de problemas de saúde na década passada, da dependência química a uma infecção cardíaca que quase a matou.

Recuperada, ressurgiu para o público como a carismática presidiária Nick de “Orange is the New Black”, da mesma Netflix, em 2013.

Com “Boneca Russa”, ela não só transcende o estereótipo da garota-problema como o retorce e o usa a seu favor. Feliz do público.

“Boneca Russa”, em oito episódios, está disponível na Netflix

‘Umbrella Academy’: entre humor e ação, Netflix estreia adaptação da HQ

Com Ellen Page e Tom Hopper no elenco principal, produção é baseada nos quadrinhos de Gerard Way e Gabriel Bá
Por Lucas Almeida

Os protagonistas de ‘The Umbrella Academy’: Aidan Gallagher, Ellen Page, Emmy Raver-Lampman, Robert Sheehan, Tom Hopper e David Castañeda (Christos Kalohoridis/Netflix)

Um mês após o lançamento de Titãs, a Netflix estreia mais uma série de super-heróis na plataforma. Desta vez, a produção de dez episódios é uma adaptação da HQ criada pelo ex-membro da banda My Chemical Romance Gerard Way e ilustrada pelo brasileiro Gabriel Bá, The Umbrella Academy, que estreia nesta sexta-feira, 15.

Depois do cancelamento de diversas séries do universo Marvel originais do serviço de streaming, a Netflix aposta na história um tanto excepcional publicada pela editora Dark Horse Comics nos Estados Unidos: no mesmo dia, em 1989, 43 mulheres dão à luz, sem nem mesmo saber que estavam grávidas. Sete dos bebês são adotados pelo bilionário russo Sir Reginald Hargreeves, que cria a Umbrella Academy, um grupo de heróis formado pelas crianças, dotadas de superpoderes.  

Com a misteriosa morte do pai adotivo anos depois, seis dos irmãos se reúnem para investigar o acontecimento. Todos os conflitos e traumas da infância começam a aparecer, enquanto eles lidam com a ameaça iminente de um apocalipse global.

Cena do primeiro episódio de ‘The Umbrella Academy’ (Christos Kalohoridis/Netflix)

Lançada em 2007, a história em quadrinhos quase foi adaptada para o cinema em 2010 pela Universal Studios, mas os planos nunca saíram do papel. Nove anos depois, os criadores agradecem a demora para ver a trama ganhar as telas. “Fazendo um longa, teríamos que picotar muito mais a história. Com a série, temos uma espécie de filme de dez horas”, afirmou Gabriel Bá em uma conversa com jornalistas, após a Comic Con Experience 2018, em que VEJA esteve presente.

“Nós tivemos sorte, porque tudo melhorou nesses anos. As imagens não tentam ser fiéis às dos quadrinhos, mas trabalham com a força da mídia, usando efeitos especiais pensados para live-action (como são chamados os filmes com atores). Além disso, às vezes, as histórias de super-heróis são ridículas, com as fantasias e tudo mais. A série não tenta fazer isso, nem ser obscura ou muito chamativa”, concluiu.

“Nós criamos mais profundidade para os personagens do que muitos dos quadrinhos mais conhecidos que já tinham sido lançados”, completou Gerard Way.

Gabriel Bá, Gerard Way e parte do elenco de ‘The Umbrella Academy’: David Castañeda, Ellen Page, Emmy Raver-Lampman e Tom Hopper (Gabriel Colombara/Divulgação)

Para Bá, o ponto central da trama está em acompanhar essa família disfuncional, estruturada nos sete irmãos adotivos. “Nossos personagens precisam se juntar para lidar com os próprios problemas. O centro da história é: você pode até tentar se distanciar dessas questões, mas eventualmente elas vão te assombrar e você terá que lidar com isso, especialmente quando estamos falando de família.”

Um destaque da produção é a diversidade do elenco principal, já que os irmãos adotivos vêm de diferentes partes do mundo. A ideia parece ter funcionado bem para a Netflix, que hoje está presente em mais de 190 países, e já repetiu essa pluralidade em outras séries, como Sense8 e a australiana Tidelands.

“Gerard já viajou o mundo todo e tenta sempre colocar diferentes elementos, personagens e cenários na história”, explicou Bá, que cita a cartunista Laerteentre as suas grandes influências. “Sou um outsider nos Estados Unidos e, por isso, tenho outro ponto de vista. Mesmo publicando no mercado americano, temos leitores internacionais. Sempre tomo cuidado para não fazer tudo de um ponto de vista dos Estados Unidos. Podemos fazer melhor do que isso.”

Sou um outsider nos Estados Unidos e, por isso, tenho outro ponto de vista. Mesmo publicando no mercado americano, temos leitores internacionais. Sempre tomo cuidado para não fazer tudo de um ponto de vista dos Estados Unidos. Podemos fazer melhor do que isso

A nova série ainda marca a volta da atriz Ellen Page para o mundo dos quadrinhos. A americana interpretou a Lince Negra nos filmes X-Men: O Confronto Final e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. Ainda há rumores de que ela possa reprisar o papel em um filme solo da personagem da Marvel.

“Há uma pressão, porque nós queremos que os fãs que são tão devotados e estavam tão animados na Comic Con fiquem felizes com o resultado”, ela comentou sobre o lançamento de The Umbrella Academy. “Não sou uma grande fã de HQs. Li quando criança e, já adulta, vi quadrinhos lindos. Mas fico muito feliz em estar envolvida nesses projetos.”

Ellen Page interpreta Vanya na série ‘The Umbrella Academy’ (Christos Kalohoridis/Netflix)

Além de Ellen, o elenco principal é composto pelos americanos Aidan Gallagher e Emmy Raver-Lampman, o britânico Tom Hopper, o mexicano David Castañeda e o irlandês Robert Sheehan. Cameron Britton (que ficou conhecido por interpretar o assassino em série Ed Kemper na série Mindhunter) e a cantora Mary J. Blige assumem os papéis de agentes que têm a missão de capturar um dos irmãos.

Problemas sérios, mas com bom humor

A série ainda mistura cenas do presente, em que o mundo está próximo de um apocalipse, por motivos desconhecidos, e da infância dos sete irmãos. Enquanto seis deles lutavam contra o crime nos anos 1990 e 2000, Vanya (interpretada por Ellen Page) ficava em casa, por não ter poderes especiais, aparentemente.

Elenco principal de ‘The Umbrella Academy’ na fase da infância, vividos por Cameron Brodeur, Blake Talabis, Eden Cupid, Dante Albidone, Aidan Gallagher e Ethan Hwang (Christos Kalohoridis/Netflix)

“No início, nós passamos um dia com os atores que nos interpretam mais novos, foi incrível. Eles ainda gravaram antes de nós, então foi uma dinâmica muito legal”, afirmou Ellen. “Eles não recebiam os episódios completos, apenas as próprias cenas, por motivos de seguranças do roteiro. Então, eles ficavam muito curiosos e perguntavam: o que vocês vão fazer hoje para saber um pouco mais da história?”, revelou Emmy.

A convivência com o pai rígido e pouco presente, a responsabilidade em combater o crime da cidade e a exposição da família na imprensa são alguns dos traumas que os personagens precisam enfrentar na fase adulta.

Mary J. Blige e Cameron Britton em ‘The Umbrella Academy’ (Reprodução/Divulgação)

Apesar dos problemas densos, a série tenta manter o bom humor. Os dois detetives, vividos por Cameron Britton e Mary J. Blige, vivem situações dignas d’Os Trapalhões, aliviando as cenas de violência que protagonizam. A própria interação entre os personagens principais é recheada de piadinhas e ironia, que tornam o clima da produção descontraído. “Na vida, mesmo nos momentos mais dramáticos, nós conseguimos encontrar humor. E acho que é por isso que a série parece mais real, de alguma forma”, comentou Tom Hopper.

Ubisoft traz universo pós-apocalíptico ‘colorido’ em Far Cry: New Dawn

Game que chega às lojas nesta sexta-feira, 15, se passa 17 anos após o colapso no final de Far Cry 5, mas traz história independente e mundo, vasto mundo aberto
Por Bruno Capelas

Game se passa 17 anos após o final de Far Cry 5

“Pós-apocalíptico” – isto é, um mundo depois de um grande desastre, epidemia ou guerra global – é possivelmente um dos adjetivos mais usados para se descrever gêneros de jogos. Alguns dos maiores sucessos recentes do mercado – como The Last of Us – partem dessa premissa, que anda até meio batida. Nesta sexta-feira, 14, a Ubisoft tenta dar ao estilo uma nova cara, com o lançamento de Far Cry: New Dawn. 

Com versões para PS4, PC e Xbox One, o game se passa 17 anos após o final de Far Cry 5, lançado pela empresa no ano passado – e que se encerra com um ataque nuclear que muda o planeta. “Dezessete anos é o tempo que leva para que a vida volte a surgir após um evento traumático como esse; as plantas crescem, os animais conseguem se reproduzir, a produção de alimentos consegue ser retomada”, explica Olivia Alexander, roteirista do novo game, ao Estado

A diferença entre Far Cry: New Dawn e outros jogos do estilo é que, enquanto outros games são sombrios, o que há aqui é cor e muita exploração. “Muitos jogos pós-apocalípticos são sobre morte e destruição. Nós quisemos fazer um jogo sobre renascimento e recomeço. É sobre como se recuperar de um trauma”, diz a roteirista. 

O jogador, que pode customizar seu personagem do jeito que quiser, tem a tarefa de vasculhar o mapa em prol de recursos para Prosperity, uma vila da “resistência” que se formou após o final de Far Cry 5. Nesse mundo, as plantas e os animais sofreram pequenas mutações, não há mais gasolina e os recursos devem ser caçados para serem utilizados. “O progresso do jogador é medido conforme ele consegue fazer Prosperity ficar cada vez mais forte”, afirma Olivia. 

Para isso, será preciso dominar o uso de armas, caçar e derrotar os Highwaymen, espécie de milícia que se espalharam pelo território e fazem arruaça por onde passam. Uma arma bastante curiosa – e eficaz, a se julgar pelo teste rápido feito pela reportagem do Estado junto com a desenvolvedora do game – é uma que lança serras circulares aos inimigos. “Se elas batem no metal, elas rebatem. É um perigo”, comenta a roteirista. 

Um aspecto curioso é a estranha atualidade do jogo – desenvolvido há mais de um ano, ele se tornou peculiarmente mais realista quando, nas últimas semanas, o governo americano decidiu rever pactos de utilização de armas nucleares. Espera-se que, dessa vez, a vida não imite a arte.  [Bruno Capelas]

Far Cry: New Dawn
Ubisoft
Preço: R$ 160
Plataformas: PC, PS4 e Xbox One
Já disponível no Brasil