IED apresenta Festival GIF

Luis Bueno- Pelé Beijoqueiro com MonalisaO IED [Istituto Europeo di Design] apresenta o Festival GIF, seu primeiro festival de Interações, Design e Comunicação, com uma série de atividades interativas gratuitas para o público mergulhar no universo gráfico digital. O Festival GIF – uma alusão ao formato de interação gráfica – reunirá uma intensa programação, aberta a todos os públicos. O pátio será ocupado por experiências interativas e o público poderá jogar o premiado projeto de realidade virtual Lila´s Tale, ou comemorar a festa junina em um ambiente virtual do Skullfish Studios, e manipular a famosa cadeira Girafa em tempo real através de um microfone, projeto do Estúdio Requena e Meta-d, entre outros projetos de realidade aumentada, wearable (tecnologia para vestir) e livro interativo.

Ainda no pátio uma seleção de aberturas de filmes com curadoria do animador Daniel Grizante. “Nesta mostra podemos ver um panorama histórico desse importante laboratório que são as aberturas de filmes para a hoje onipresente área do Motion Design”, explica.

Haverá também a abertura da exposição individual do artista urbano Luís Bueno, e a inauguração do lambe-lambe “Pelé beijoqueiro com Monalisa”.
Completando a programação terão as salas de experiências, espaços “mão na massa” com diferentes propostas: tipografia em sabão, animação com flipbook, ilustração digital, prototipagem de app, linguagens urbanas com lambe-lambe e o lançamento do projeto “O Retratista” fotografia do analógico ao digital.

O Festival GIF propõe algumas questões: Design e Comunicação se misturam de um jeito novo? Quais as novas formas de interação e como transformam conteúdos e experiências? Quais os desafios e oportunidades para os futuros profissionais e para os profissionais do futuro?

SERVIÇO: Festival GIF

10 de junho de 2017, das 14h às 19h
IED
Rua Maranhão, 617, Higienópolis
Telefones: 11 3660 8000
Classificação: livre

Entrada e atividades gratuitas
As inscrições são feitas através de: https://www.eventbrite.com.br/e/festival-gif-tickets-34582949533

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iMac Pro: Apple anuncia “seu computador mais poderoso”

São Paulo – A Apple revelou hoje o “seu computador mais poderoso”: o iMacPro. O produto, revelado no palco da conferência de desenvolvedores da empresa (WWDC), promete substituir o Mac Pro, a workstation da marca que ganhou sua última atualização em 2013.

“Este será o nosso Mac mais rápido e mais poderoso, trazendo a workstation para o iMac pela primeira vez “, disse John Ternus, vice-presidente de engenharia de hardware da Apple, na conferência.

O novo computador virá com processador Intel Xeon de oito núcleos, expansível para até 18 núcleos. A GPU gráfica é uma AMD Radeon Vega com até 16 GB de VRAM, uma configuração voltada para os usuários que querem criar conteúdo de realidade virtual e trabalhar com inteligência artificial, segundo a marca. Aliás, a tela de retina do iMac Pro tem 27 polegadas e resolução 5K.

O computador chegará com quatro portas Thunderbolt 3 e abertura para cartão SD. No quesito armazenamento, ele terá até 128 GB de memória ECC e até 4 TB de SSD.

De acordo com Ternus, o iMac Pro também terá um novo sistema térmico que oferece capacidade de refrigeração até 80% mais eficiente do que a versão antiga do produto.

O iMac Pro será vendido nos Estados Unidos por 4.999 dólares a partir de dezembro deste ano. A Apple não deu datas ou preços para outros países.

 

MacBook Pro com Intel

mac 17Além do iMac Pro, a Apple anunciou uma atualização nas configurações dos seus principais notebooks. O MacBook Pro e o MacBook de 12 polegadas ganharam a sétima geração do processador Kaby Lake da Intel.

O MacBook Pro já pode ser adquirido hoje nos Estados Unidos com preços que variam de 1.099 dólares até 1.799 dólares, dependendo da configuração.

Outro notebook da marca que irá ganhar uma repaginada interna é o MacBook Air. Segundo a empresa, o produto será atualizado com um processador de 1.8 GHz. Por enquanto, preço e datas não foram revelados. [Marina Demartini]

Apple entra na briga pela sua casa com o novo HomePod

São Paulo – A Apple anunciou hoje um novo produto, uma caixa de som inteligente para casa, o HomePod. “Assim como o iPod reinventou a música em nossos bolsos, o HomePod vai revolucionar a música em nossas casas”, disse Phil Schiller, vice-presidente de marketing da Apple.

Em resumo, o HomePod é uma caixa de som inteligente. É claro, no entanto, que suas funções não se restringem a tocar músicas—apesar de que essa é uma das suas principais atividades, ao menos por ora. “Acreditamos que o HomePod vai levar a experiência com músicas na sua casa a outro nível”, afirmou Tim Cook, CEO da Apple, na apresentação.

De acordo com Schiller, as caixas de som são capazes de entender o ambiente e realizar ajustes para reproduzir o áudio da melhor forma possível. O executivo resumiu a qualidade de som como “tecnologia de áudio incrível”.

O produto traz 6 microfones em seu interior. Isso para que o usuário possa interagir com o HomePod por meio de comandos de voz. Vale ressaltar que o produto não traz telas ou algo parecido.

As palavras mágicas para a interação são as mesmas que donos de iPhone e iPad estão familiarizados: “hey, siri”. A ajudante virtual da Apple está “alojada” dentro das caixas de som também.

Com isso, é possível pedir que ela toque músicas, artistas ou playlists. Na apresentação, Schiller citou apenas o Apple Music como fonte de músicas. Não fica claro, portanto, se Spotify ou outros serviços de streaming serão uma alternativa para o usuário ou se haverá uma exclusividade.

Com um chip A8 em seu interior, o mesmo lançado com o iPhone 6, a caixa de som será capaz de dar respostas sobre músicas. “Quem toca guitarra nessa música?”, seria uma possível pergunta.

Mas ela não se restringe a falar sobre música. Usando serviços variados da Apple, o HomePod poderá dar respostas a perguntas assim como a Siri já faz em outros dispositivos. Assim, será possível obter informações sobre esportes, conhecimentos gerais, entre outros.

A assistente poderá também configurar pequenas tarefas, como colocar um alarme no horário desejado, fazer buscas na internet ou criar lembretes. Outras conexões serão com o Apple News (aplicativo de notícias que não está disponível no Brasil), cotações de ações, entre outros.

Por meio da conexão com HomeKit, pltaforma da Apple para casas conectadas, será possível, por exemplo, acender ou apagar as luzes, ativar ou desativar sistema de ar condicionado, entre outras coisas.

Disponível em preto ou branco, o produto é compacto e não deve destoar muito nas casas—algo comum neste setor recém-criado. O lançamento está previsto para dezembro, mas somente nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Ao longo de 2018, a Apple trabalhará no lançamento do HomePod em outros mercados.

Amazon x Google x Apple
Ao longo da apresentação do produto, a Apple fez de tudo para se manter distante de concorrentes no setor de caixas de som conectadas. Aqui, os principais nomes são a Amazon, com seu Echo e a assistente Alexa, e o Google, com o Google Home.

O HomePod foi introduzido como um produto com foco em áudio. Enquanto isso, Amazon e Google sempre falam sobre seus produtos com foco em inteligência artificial e auxílio em casa—como a criação de listas de mercado.

É claro que, em essência, o HomePod é um concorrente dos outros produtos. Em suma, realiza tarefas muito parecidas às de seus concorrentes. O grande diferencial aqui talvez seja a qualidade de som—que deixa a desejar em alguns concorrentes.

O HomePod será lançado por 349 dólares. [Victor Caputo]

Designer japonês Oki Sato brilha na Semana de Design de Milão; confira suas novas peças

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O designer Oki Sato, do estúdio Nendo. Foto: Akiro Yoshida

Se fosse apenas a capacidade de evidenciar o simples, dando forma a objetos que de tão óbvios — e necessários — chegam a surpreender por nunca terem sido criados, já estaria justificada a notoriedade alcançada pelo designer japonês, radicado no Canadá, Oki Sato, do estúdio Nendo. Some-se a isso o frescor que ele costuma imprimir às suas criações e o resultado não poderia mesoa ser outro.

Haja vista o sucesso alcançado por ele e por sua marca na última Semana de Design de Milão, o grande palco cênico do segmento, onde, com toda a discrição que lhe é peculiar, o designer reinou soberano. Não só com lançamentos de peso em nada menos do que dez empresas italianas do primeiro time. Mas ainda com uma mostra pensada em todos os detalhes para encher os olhos e aguçar os sentidos.

“Nós tendemos a perceber a existência e o posicionamento dos objetos seguindo contornos e também a distinguir o dentro e o fora a partir deles”, explica Sato no catálogo de abertura de Invisible Outlines, ou Contornos Invisíveis. Exposição que ocupou integralmente os três andares da loja do estilista Jill Sander no centro de Milão, gerando durante a semana de design milanesa, filas de espera de quase 1 quilômetro nos horários de pico.

Reunidas em torno do tema, 16 coleções do designer estavam representadas, ou por vezes apenas insinuadas, dentro de um cenário quase que integralmente branco, por entre o qual, ele se propunha a manipular os contornos de suas criações das maneiras mais inesperadas. Ora realçando-os pela luz, ora traçando linhas apenas percebidas pelos sentidos, mas nem sempre presentes no desenho dos móveis e objetos convencionais.

Caso, por exemplo da coleção de armários desenvolvida para a mostra Collective Design que aconteceu em Nova York em maio do ano passado. “Dentro do espaço onde vivemos, há itens que se movem em meio às nossas atividades diárias. Portas de armários, por exemplo. Embora não visíveis, estamos, ao menos inconscientemente, conscientes dos traços deixados por esses movimentos”, explica.

“Assim, tudo se resumiu a dar uma existência física a esses ‘rastros’ produzidos pela abertura e fechamento das portas, que passaram a existir por meio de tiras de metal”, conta o designer, que em outros momentos se preocupou em tornar visíveis os contornos de suas criações pela simples contraposição de superfícies brancas e pretas. Como na apresentação do vaso Lean e da mesa Ballerina, da Marsotto Edizioni. Ou ainda da série Gaku, para a Flos.

Objetos que funcionam como luminária e acessório decorativo, nos quais uma lâmpada pendente pode circular dentro de uma moldura, sendo carregada por contato. Dessa forma, ela pode se deslocar pela superfície até onde a iluminação seja necessária. Tarefa facilitada ainda mais graças a um ímã que permite seu posicionamento em ângulo, possibilitando a regulagem da direção a iluminar.

Também por meio de ímãs, potes, vasos de plantas, espelhos e outros acessórios podem ser incorporados ao conjunto e mantidos firmemente no lugar, sem a necessidade de uma grande área de contato. “A ideia foi oferecer ao usuário além de uma luminária, uma espécie de quarto em miniatura para ele reorganizar do jeito que desejar e se divertir um pouco”, diz.

Como acontece em Gaku, não são poucos os momentos em que Sato se deixa levar por uma postura menos conceitual e se abre para o lúdico. Para a Cappellini, por exemplo, suas mesas laterais com iluminação embutida se assemelham mais a tendas indígenas. “Procurei colocar ao alcance das mãos do usuário um tipo de esconderijo. Um local onde ele pudesse esconder — ou dispor — seus itens mais secretos”.

Dentro do mesmo enfoque, ao ser convidado pela Kartell para fazer uma releitura do célebre Componibili, armário cilíndrico desenhado por Ana Castelli, que acaba de completar 50 anos, Sato partiu para uma abordagem nada convencional. Em especial em se tratando de um ícone do design.

“Trata-se de uma peça que se encaixa naturalmente em vários tipos de interiores. Sendo assim, vários artigos são comumente reunidos a seu redor. Como raramente ele é visto por conta própria, resolvi explorar esses objetos, os reunindo à sua volta. Mas todos com os mesmos detalhes das portas dos componíveis. Como em uma grande família”, conclui. [Marcelo Lima – O Estado De S.Paulo]