Celebrando Miuccia Prada: 10 frases icônicas da estilista

Sem título.png90.jpgQuando Miuccia Prada fala, é melhor ouvir. Doutora em Ciências Políticas pela Universidade de Milão, a italiana sempre usou a moda para trazer à tona questões atuais de grande importância, tanto na Prada como na Miu Miu (apelido carinhoso pelo qual sua família a chamava quando criança). Isso nas entrelinhas, claro, nunca pelo caminho do óbvio – pelo qual ela passa bem longe, inclusive.

Para ela, o feio é bonito; o estranho é interessante; e a lógica convencional nunca foi um parâmetro. Contudo, pense duas vezes antes de classificá-la como uma “estilista intelectual”. “É um clichê. A partir do momento que me chamam assim, prefiro muito mais ser a ‘estilista estúpida’! Porque sempre vou na direção oposta”.

Aqui, elencamos dez frases icônicas proferidas por Miuccia:

“Uma pessoa sofisticada olha para o todo; alguém superficial é aquele que só olha a fachada”, Document Journal

“’Elitismo’ não é, já por definição, uma boa palavra. Elitismo é como a palavra ‘luxo’; são duas palavras realmente ruins. Mas se elitismo significa estudar, pesquisar, ler, discutir, então é uma boa palavra”, System

“Você não pode esperar que a moda revolucione as coisas; a revolução acontece na sociedade. As minissaias surgiram por causa da libertação das mulheres. O novo vem da mudança da sociedade e a moda reflete isso”, WWD

“Sou muito grata à moda porque ela me mantém ancorada na realidade. Através da moda eu consigo saber como o mundo está indo, por ser uma indústria que atrai tanta gente livre e criativa”, La Repubblica

“A forma como você se veste é como você se apresenta ao mundo, especialmente hoje, quando o contato humano é tão rápido. A moda é uma linguagem instantânea”.

“A moda masculina deve se apropriar de alguns códigos da moda feminina e não apenas o contrário”, Purple Magazine

“Feio é atraente, excitante. Para mim, a investigação do que é feio é mais interessante do que a noção de beleza que a burguesia tem. E por quê? Porque feio é humano e isso toca o lado ruim e ‘sujo’ das pessoas. Sabe, isso pode ser um escândalo na moda, mas em outros âmbitos da arte é comum: nos filmes e pinturas é sempre comum ver aquilo que é considerado feio. Mas, sim, não é usado na moda e eu fui muito criticada por inventar o trashy e o feio”, The New York Times

“Eu acredito na individualidade. Gosto de homens e mulheres bastante diferentes, mas um ícone de estilo? Odeio essa ideia”, The Telegraph

“Nós, como estilistas, temos um trabalho com tantas possibilidades e conexões. Somos conectados em tantos portais, da arte ao cinema, da música ao design. A moda é sempre envolvente. Eu acho que não existe outra profissão que seja aberta a tantas possibilidades”.

“Eu sou muito ambiciosa – o que complica a sua vida, mas também pode impulsioná-la. Em todo o caso, pessoas que levam uma vida simples também podem ser felizes”, Harper’s Bazaar [FFW]

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Kirsten Dunst estrela primeiro longa das irmãs Rodarte

Não é a primeira vez que grandes estilistas decidem se aventurar no cinema. O designer Tom Ford, depois de passagens em marcas como YSL e Gucci, dedicou-se à sétima arte em projetos que lhe renderam até indicações ao Oscar – Melhor Ator Coadjuvante para Michael Shannon, de “Animais Noturnos”.

As irmãs Rodarte, Laura e Kate Mulleavy, não são formadas em moda, mas criaram toda uma aura cult em cima dos vestidos ultra detalhados – com toque handmade – da marca. Viraram queridinhas de celebridades, e logo suas peças se tornaram carimbadas em qualquer red carpet que se preze.

A nova empreitada da dupla é o longa “Woodshock”, estrelado e produzido pela atriz Kirsten Dunst. O trio se tornou amigo em uma viagem em 2011 e estão trabalhando no longa há dois anos. A grosso modo, narrativa gira em torno da misteriosa Theresa, uma mulher atormentada por uma perda e que trabalha em uma loja de maconha. O comunicado à imprensa diz “uma exploração hipnótica sobre isolamento, paranoia e luto que existe em um mundo-sonho por si só”. Aguarde frames que parecem sonhos, paisagens surreais e mood de tensão.

Sem falar no figurino do longa. As peças foram desenvolvidas pelas irmãs e pela figurinista Christie Wittenborn, nome por trás dos trabalhos de Miranda July e da série Ray Donovan. Mas, se você se esqueceu, Laura e Kate são as responsáveis pelo figurino do filme “Cisne Negro”, de 2010. Sim, aquele tutu dark da Natalie Portman é criação do duo.

A estreia do novo longa está marcada para 22 de setembro, nos Estados Unidos, ainda sem data confirmada no Brasil. [L’Officiel Brasil]

Kate Middleton usa joia cheia de significado em homenagem à Princesa Diana

Sem título.png90Kate Middleton sempre encontra uma forma de homenagear Lady Di, seja investindo um look parecido ou usando alguma joia que pertenceu à princesa. Mas dessa vez, não foi a duquesa de Cambridge que teve a ideia de fazer um tributo à Diana.

Quando príncipe George nasceu, Pippa Middleton resolveu dar um presente cheio de significado para irmã. Segundo o jornal inglês The Mirror, Pippa comprou um colar com uma placa com o nome de George gravado. Essa tradição começou no nascimento de William, quando o Príncipe Charles, em 1982, também presenteou Diana com uma placa parecida, com o nome do filho.

Além disso, o presente de Pippa ainda veio com um pequeno coração com um W gravado, em homenagem ao duque de Cambridge. A peça é da joalheria Merci Maman.

Será que Kate atualizou o colar depois do nascimento de Charlotte? [L’Officiel Brasil]

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Vídeos vazados mostram produção do iPhone 8

São Paulo – Dois vídeos, que teriam vazado da Foxconn, mostram a produção do iPhone 8, na China. O produto está em vias de ser oficialmente apresentado pela Apple, que tradicionalmente mostra-o ao mundo em meados de setembro.

O modelo chamado não oficialmente de iPhone 8 marca a edição de dez anos do smartphone da Apple, lançado em 2007, sem 3G e sem loja de aplicativos.

Neste ano, os rumores publicados por sites e revistas internacionais especializadas em tecnologia indicam que não serão apenas dois iPhones, mas, sim, três. Dois deles seriam o que muita gente já espera: iPhone 7s e 7s, enquanto o 8 seria uma versão mais moderna e diferenciada do smartphone.

Veja abaixo os vídeos da linha de montagem do iPhone 8, na Foxconn–que ainda não se pronunciou publicamente sobre o vídeo. [Lucas Agrela]

5 fatos desconhecidos sobre a Zara

zara castelhanaA Zara possui lojas em mais de 75 países. Foto: Loja Zara de Madrid


A Zara existe há 42 anos e foi fundada pelo espanhol Amancio Ortega, que hoje é um dos homens mais ricos do mundo, graças ao sucesso da empresa de fast-fashion. Em breve, um documentário sobre a vida do empresário será lançado, chamado ‘Zara: The Story of the World’s Richest Man’. Produzido pelo Prime Entertainment Group, o filme irá mostrar detalhes sobre a trajetória de Ortega e também imagens dos bastidores da marca.

Por enquanto, só há planos para uma versão do documentário em alemão. Enquanto a tradução não sai, confira 5 fatos interessantes sobre a Zara descritos no filme.

1. Ortega começou a sua carreira fazendo roupões
Amancio Ortega aprendeu a ser um alfaiate quando trabalhou na loja La Maja e foi a partir disso que ele começou o negócio próprio. Durante o dia trabalhava na boutique e, à noite, costurava versões mais baratas dos roupões na marca em sua sala de jantar, junto com a vendedora Rosalia Mera, que se tornaria sua esposa. Depois, eles vendiam porta a porta para as clientes.

 2. O nome da marca tem um significado romântico
Para nomear o seu negócio, o alfaiate se inspirou na praia de Zadar, na Cróacia, onde ele passou a lua de mel com a sua esposa.

3. Tendências nas lojas em 15 dias
Encontrar uma tendência e criar um produto em cima dela e colocar no mercado é um processo que leva apenas 15 dias dentro da empresa. Outras marcas levam cerca de 40 semanas para o mesmo processo.

4. Existe um motivo para o estoque ser tão pequeno
Para a etiqueta, não é ruim quando uma peça fica fora de estoque, porque acaba atraindo os clientes de volta para a loja. Ao ver uma peça em algum lugar e descobrir que ela não está disponível naquele momento nas lojas, acaba fazendo com que a pessoa volte em uma outra oportunidade para conferir se chegou e, assim, acabar vendo outros produtos.

5. A inspiração pode estar em qualquer lugar
Para sempre ter as tendências mais rápido do que os concorrentes, os estilistas da marca viajam o mundo com uma câmera, uma caneta e papel, para observar paisagens e como as pessoas se vestem. Tudo vale como referência!

Peche Di: a modelo trans que fundou uma agência

140817-peche-di-04-463x600Peche tem uma agência de modelos trans e um aplicativo de encontros focado também em transgêneros

Na lista anual de “30 Under 30” da “Forbes” focada em Arte & Estilo, a respeitada publicação fez uma seleção de 30 jovens (abaixo dos 30) pra gente ficar de olho, com um imenso potencial. Ela inclui de James Charles (embaixador da marca CoverGirl), a artista Petra Collins e outros, mas um nome específico nos chamou a atenção: é a Peche Di, modelo trans tailandesa que fundou a agência Trans Models NYC, especializada em modelos transexuais, em maio de 2015. São 19 agenciados, que já atenderam clientes do porte da Budweiser e Smirnoff. Peche ainda é dona de um aplicativo de encontros voltado pros transgêneros que já conta com 19.000 usuários, o Teadate. E isso tudo com 27 anos! [Lilian Pacce]

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Clássicos da Arquitetura: Câmara Municipal de Säynätsalo / Alvar Aalto

15793979165_58c2be7235_o (1)Ocupando o centro de uma pequena cidade agrícola na Finlândia, a Câmara Municipal de Säynätsalo pode parecer quase monumental demais para o seu contexto. Projetada por Alvar Aalto em 1949, a prefeitura é um estudo em oposição: elementos do classicismo e do monumental misturados com a modernidade e a intimidade para formar um novo ponto central coeso para a comunidade. Estes e outros aspectos do projeto inicialmente se mostraram divisivos, e a Câmara Municipal não esteve fora de controvérsias desde a sua criação.

A cidade de Säynätsalo, localizada em uma pequena ilha no lago Päijänne, no centro da Finlândia, foi estabelecida em 1945. Poucos anos depois, a comunidade organizou um concurso de arquitetura para encontrar um projeto para uma prefeitura, que era, até então, o lar de cerca de 3000 pessoas. O complexo cívico constituiria uma câmara do conselho, escritórios do governo local, uma biblioteca comunitária, apartamentos para funcionários e espaço de comércio que, em última instância, permitiriam que as funções da prefeitura se expandissem além de seus parâmetros originais. [1]

A proposta vencedora de Aalto para o projeto segue o tradicional modelo europeu de pátio e torre de um centro cívico. O complexo consiste em dois edifícios de tijolos estruturados em madeira: um bloco retangular da biblioteca e o edifício do governo em forma de U. Esses dois edifícios atuam como um muro de contenção que permitiu a Aalto preencher o pátio central com terra escavada da encosta do local; Assim, o pátio é levantado um pavimento acima da paisagem circundante. [2]

Essa diferença nas elevações cria duas experiências contrastantes do edifício, dependendo se o observador está no interior do pátio ou no exterior. Dentro do pátio, as fachadas da biblioteca circundante e os espaços de escritório tem a altura de apenas um pavimento; no entanto, observadores externos, em vez disso, vêem uma imponente fachada de dois andares, principalmente monolítica, de tijolos aparentes. [3] As duas escadarias que conduzem ao pátio do nível do solo também são divergentes no estilo. A escada do leste é formal e retilínea, com dois lances esculpidos impecavelmente a partir de granito. A escada ocidental é mais irregular e não é feita de pedra ou tijolo, mas de terra e com os degraus retidos por tábuas de madeira. [4]

O pátio em si só é parcialmente pavimentado, continuando a justaposição de tijolos e grama iniciados pelas duas escadas. As entradas aos escritórios cívicos e à biblioteca pública abrem para o pátio, permitindo que ele sirva não só como um espaço circulatório aberto, mas também como uma praça pública em benefício de toda a cidade. A sensação de acessibilidade pública é aumentada pelas extensas janelas do saguão e do corredor que alinham dois lados do pátio. A permeabilidade desses espaços conforma um forte contraste com a característica mais proeminente da prefeitura: a câmara do conselho. [5]

Diretamente em frente ao corredor envidraçado, ramificando-se do salão de entrada igualmente brilhante e arejado, está uma escada mais escura e estreita, alinhada com tijolos. Esta escada, que leva à câmara do conselho, rotaciona-se para trás em um patamar a meia altura, protegendo a câmara da vista do saguão; a escada também está escondida da vista exterior graças às janelas de clerestório orientadas para o leste. [6]

A entrada na câmara do conselho traz um no espaço de uma escala muito maior do que a da escada que leva a ele. O espaço é aproximadamente cúbico, com a distância do chão ao teto quase igualando o comprimento das paredes. O teto, cuja inclinação corresponde à do telhado, é visivelmente suportado por treliças de madeira que se destacam de dois feixes centrais; Estes suportes sustentam todo o telhado, negando a necessidade de estruturas pesadas embutidas que obstruiriam a ventilação entre as superfícies interior e exterior do telhado. [7] A câmara do conselho é iluminada naturalmente por uma janela frontal com persianas, com lâmpadas penduradas iluminando as mesas abaixo e as vigas de madeira acima delas. [8]

Foi a câmara do conselho que provocou a maior controvérsia quando Aalto propôs seu projeto ao povo de Säynätsalo. Os conselheiros municipais responsáveis pelo edifício não estavam convencidos de que uma cidade tão pequena como a deles pudesse justificar a construção de uma câmara de conselho de 17 metros de altura, especialmente devido ao alto preço do tijolo especificado para o projeto. Aalto, no entanto, respondeu: “Cavalheiros! A câmara municipal mais bonita e famosa do mundo, a de Siena, tem 16 metros de altura. Eu proponho construir uma que tenha 17 metros.” [9]

O apelo de Aalto aos membros do conselho não foi o único aspecto de seu projeto que fez referência a precedentes históricos. Apesar da estética modernista, a Câmara Municipal de Säynätsalo foi fortemente influenciada pela arquitetura renascentista e medieval italiana. A torre não apenas alude a sua contraparte em Siena; Combinado com o arranjo do pátio abaixo, mas também a antecedentes como a Piazza San Marco em Veneza. A biblioteca e os programas cívicos voltados para uma praça central refletem um arranjo semelhante na Piazza Vecchia de Bergamo. [10] Detalhes menores também devem a sua inspiração para a Itália: as escadas de terra para a praça também se baseiam em um modelo italiano. [11]

A Câmara Municipal de Säynätsalo passou por importantes trabalhos de restauração, que começaram em 1995. O município de Säynätsalo tornou-se parte da cidade de Jyväskylä em 1993, com sua prefeitura se tornando um marco legalmente protegido no ano seguinte. A restauração preservou o edifício em sua forma e materiais originais o máximo possível; somente os componentes danificados foram substituídos, com as peças simplesmente degradadas pelo tempo deixadas da mesma forma. O trabalho foi concluído a tempo para o centésimo aniversário de Alvar Aalto em 1998, preservando seu centro cívico durante as gerações do futuro visitarem e admirarem. [12]  Traduzido por Eduardo Souza

Referências

[1] Fleig, Karl. Alvar Aalto. New York: Wittenborn & Company, 1963. p137.
[2] Trencher, Michael. The Alvar Aalto Guide. New York: Princeton Architectural Press, 1996. p155.
[3] Trencher, p155-156.
[4] Quantrill, Malcolm. Alvar Aalto: A Critical Study. New York: New Amsterdam Books, 1983. p131-134.
[5] Treib, Marc. “Aalto’s Nature.” In Alvar Aalto: Between Humanism and Materialism, edited by Peter Reed. New York: Museum of Modern Art, 1998. p60.
[6] Trencher, p156-57.
[7] Fleig, p144.
[8] Trencher, p157.
[9] Treib, p60.
[10] Trencher, p155.
[11] Quantrill, p134.
[12] “Renovation of Säynätsalo Town Hall 1995-1998.” City of Jyväskylä. Acesso em 16 de Fevereiro de 2016. http://www.jyvaskyla.fi/saynatsalo/english/townhall/renovation.

Localização: 40900 Säynätsalo, Finlândia
Arquiteto Responsável: Alvar Aalto
Ano do projeto: 1949
Fotografias: Fernanda Castro

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