Alan Crocetti Outono/Inverno 2022

Alan Crocetti está lançando sua nova coleção outono/inverno 2022 intitulada “Deep Fantasy” com uma campanha fotografada por Szilveszter Makó, destacando a fantasia, alegoria e fetiche da coleção.

Sob o regime do Taleban, meninas afegãs encaram futuro incerto após um ano sem ir à escola

Desde que tomou o governo do Afeganistão um ano atrás, o Taleban proibiu as meninas do país de continuar na escola após o 6.º ano
Por Rahim Faiez e Siddiqullah Alizai

Meninas afegãs assistem a uma aula em uma escola subterrânea, em Cabul, Afeganistão, em 28 de julho de 2022
Meninas afegãs assistem a uma aula em uma escola subterrânea, em Cabul, Afeganistão, em 28 de julho de 2022 Foto: Ebrahim Noroozi/AP

CABUL, ASSOCIATED PRESS – A maioria das adolescentes no Afeganistão está há um ano fora da escola. Sem sinal de que o governo do Taleban as permitirá retornar à sala de aula, algumas pessoas estão tentando encontrar maneiras de impedir que uma geração inteira de afegãs fique sem estudar.

Em uma casa em Cabul, dezenas de meninas se reúnem nas aulas da escola informal organizada por Sodaba Nazhand. Ela e sua irmã lecionam inglês, ciências e matemática para meninas que deveriam estar cursando o ensino médio.

“Quando vi o Taleban querendo retirar das mulheres direitos à educação e ao trabalho, eu quis me contrapor a essa decisão lecionando para essas meninas”, disse Nazhand à Associated Press.

Meninas afegãs realizam protesto ilegal para exigir o direito à educação em uma casa particular em Cabul, Afeganistão
Meninas afegãs realizam protesto ilegal para exigir o direito à educação em uma casa particular em Cabul, Afeganistão Foto: Ebrahim Noroozi/AP

A escola dela é uma entre muitas escolas clandestinas em atividade desde que o Taleban tomou o governo do Afeganistão um ano atrás e proibiu as meninas do país de continuar na escola após o 6.º ano. Ainda que o Taleban tenha permitido que mulheres sigam frequentando universidades, essa exceção se tornará irrelevante à medida que meninas não se graduem no ensino médio.

“Não há maneira de preencher esse lapso, essa situação é muito triste e preocupante”, afirmou Nazhand.

Meninas afegãs liam o Corão na Mesquita de Noor, na periferia de Cabul, na quarta-feira, 3 de agosto de 2022. Maulvi Bakhtullah, chefe da mesquita, afirmou que o número de meninas aparecendo por lá para aprender o Corão depois do fechamento das escolas públicas se multiplicou.

A ONG Save the Children entrevistou quase 1,7 mil estudantes com idades de 9 a 17 anos em sete províncias afegãs para analisar o impacto das restrições na educação.

A pesquisa, conduzida em maio e junho e publicada na quarta-feira, constatou que mais de 45% das meninas não estão frequentando a escola, contra 20% dos meninos. A sondagem também constatou que 26% das meninas apresentam sinais de depressão, em comparação a 16% dos meninos.

Arefeh, 40 anos, uma mulher afegã em uma escola subterrânea, em Cabul, Afeganistão, em 30 de julho de 2022. Ela frequenta esta escola subterrânea com sua filha que não tem permissão para ir à escola pública
Arefeh, 40 anos, uma mulher afegã em uma escola subterrânea, em Cabul, Afeganistão, em 30 de julho de 2022. Ela frequenta esta escola subterrânea com sua filha que não tem permissão para ir à escola pública Foto: Ebrahim Noroozi/AP
Menina afegã assiste a uma aula em uma escola subterrânea, em Cabul, Afeganistão
Menina afegã assiste a uma aula em uma escola subterrânea, em Cabul, Afeganistão Foto: Ebrahim Noroozi/AP

Quase a totalidade da população afegã foi relegada à pobreza e milhões de afegãos ficaram incapazes de alimentar suas famílias quando o mundo cortou o financiamento ao Afeganistão em resposta à tomada de poder do Taleban.

Professores, pais e especialistas alertam que as inúmeras crises no país, incluindo o devastador colapso da economia, estão se provando especialmente mais prejudiciais para as meninas. O Taleban restringiu o trabalho feminino, encorajando as mulheres a ficar em casa, e impôs regras de vestuário exigindo que elas cubram o rosto, exceto pelos olhos, apesar dessas regras nem sempre serem cumpridas.

A comunidade internacional está exigindo que o Taleban permita que todas as meninas afegãs frequentem as escolas, e os EUA e a União Europeia criaram planos para pagar salários diretamente a professores no Afeganistão, mantendo o setor da educação em atividade sem financiá-lo por meio do Taleban.

Mas a questão da educação das meninas afegãs parece ter se emaranhado em discórdias internas no Taleban. Alguns integrantes do grupo apoiam o retorno das meninas à escola — seja por não perceberem nenhuma objeção religiosa em relação a isso ou por querer melhorar suas relações com a comunidade internacional. Outros, especialmente anciões tribais das regiões rurais que conformam a coluna espinhal do movimento, se opõem ferrenhamente.

Meninas afegãs assistem a uma aula em uma escola subterrânea, em Cabul, Afeganistão, em 30 de julho de 2022
Meninas afegãs assistem a uma aula em uma escola subterrânea, em Cabul, Afeganistão, em 30 de julho de 2022 Foto: Ebrahim Noroozi/AP

Durante o primeiro período em que governou o Afeganistão pela primeira vez, nos anos 90, o Taleban impôs restrições muito mais severas sobre as mulheres, proibindo totalmente que meninas frequentassem a escola, impedindo mulheres de trabalhar e exigindo que elas usassem uma burka cobrindo-as completamente quando saíssem de casa.

Nos anos que se seguiram à retirada do poder do Taleban, em 2001, uma geração inteira de mulheres retornou para a escola e o trabalho, particularmente em áreas urbanas. Aparentemente reconhecendo essas mudanças, o Taleban buscou tranquilizar a população afegã quando tomou novamente o poder há um ano, afirmando que não voltaria a aplicar a mesma linha dura do passado.

As autoridades taleban afirmaram e repetiram publicamente que permitirão o retorno das adolescentes para as escolas, mas dizem que precisam de tempo para estabelecer uma segregação de gênero estrita para garantir um “ordenamento islâmico”.

Esperanças emergiram em março: Pouco antes do novo ano escolar se iniciar, o Ministério da Educação do governo taleban proclamou que todos os estudantes poderiam retornar para as aulas. Mas em 23 de março, dia de reinício das aulas, essa decisão foi subitamente revertida, o que surpreendeu até autoridades ministeriais. Parece que, no último minuto, o líder-supremo do Tabelan, mulá Haibatullah Akhundzada, cedeu à oposição.

Meninas afegãs leem o Alcorão na Mesquita Noor, fora da cidade de Cabul, Afeganistão, em 9 de agosto de 2022
Meninas afegãs leem o Alcorão na Mesquita Noor, fora da cidade de Cabul, Afeganistão, em 9 de agosto de 2022 Foto: Ebrahim Noroozi/AP
Meninas afegãs frequentam uma escola religiosa, que permaneceu aberta desde a tomada do Taleban no ano passado, em Cabul
Meninas afegãs frequentam uma escola religiosa, que permaneceu aberta desde a tomada do Taleban no ano passado, em Cabul Foto: Ebrahim Noroozi/AP

Shekiba Qaderi, de 16 anos, recordou-se que apareceu na escola aquele dia, pronta para iniciar o 10.º ano. Ela e suas colegas estavam felizes e animadas, até que um professor apareceu e as mandou voltar para casa. As meninas começaram a chorar, afirmou ela. “Foi o pior momento das nossas vidas.”

Desde então, Shekiba tenta continuar os estudos em casa, lendo cartilhas, romances e livros de história. Ela estuda inglês assistindo filmes e vídeos no YouTube.

O acesso desigual à educação ocorre dentro das famílias. Shekiba e sua irmã mais nova não podem ir à escola, mas seus dois irmãos podem. Sua irmã mais velha estuda direito em uma universidade privada, mas isso gera pouco alívio, afirmou o pai, Mohammad Shah Qaderi. A maioria dos professores deixou o país, o que baixou a qualidade da educação.

Mesmo se sua primogênita obtiver um diploma universitário, “qual é o benefício?”, perguntou Qaderi, funcionário público aposentado, de 58 anos. “Ela não terá emprego. O Taleban não permitirá que ela trabalhe”, afirmou ele.

Qaderi afirmou que sempre quis que seus filhos e filhas tivessem educação superior. Agora isso poderá ser impossível, portanto ele está pensando pela primeira vez em deixar o Afeganistão, depois de resistir a anos de guerra.

© Ebrahim Noroozi/ Associated Press Meninas no Afeganistão

“Não posso vê-las crescendo diante dos meus olhos sem nenhuma educação; isso não é aceitável para mim”, afirmou Qaderi.

As escolas clandestinas são a outra alternativa, mas têm limitações.

Um mês depois de o Taleban tomar o poder, Nazhand começou a ensinar as crianças do bairro a ler, em aulas informais organizadas ao ar livre, em um parque na vizinhança. Mulheres que não sabiam ler e escrever se juntaram à classe, afirmou ela. Pouco tempo depois, um benfeitor que viu a aula no parque alugou uma casa para ela lecionar e comprou carteiras e assentos. Quando iniciou as atividades dentro da casa, Nazhand incluiu as adolescentes que não podiam mais frequentar a escola pública.

Agora, cerca de 250 estudantes frequentam sua escola, incluindo entre 50 e 60 meninas que já passaram do 6.º ano.

“Não estou ensinando apenas matérias escolares para elas, estou tentando ensiná-las também como lutar e resistir por seus direitos”, afirmou Nazhand. O Taleban não mudou em relação ao que era no primeiro período que ocupou o poder, nos anos 90, afirmou ela. “Os taleban são os mesmos, mas nós não devemos ser as mesmas mulheres daqueles anos. Temos de lutar: escrevendo e fazendo nossa voz ser ouvida de qualquer maneira possível.”

Fereshteh, uma estudante xiita hazara de 11 anos posa para uma foto em sua sala de aula em Cabul, Afeganistão, em 23 de abril de 2022
Fereshteh, uma estudante xiita hazara de 11 anos posa para uma foto em sua sala de aula em Cabul, Afeganistão, em 23 de abril de 2022 Foto: Ebrahim Noroozi/AP

A escola de Nazhand — e outras iniciativas — é tecnicamente ilegal sob as atuais restrições do Taleban, mas até aqui o grupo não a fechou. Uma outra pessoa que opera uma escola clandestina se recusou a conversar com a reportagem, temendo possíveis repercussões.

Apesar de seu comprometimento inabalável, Nazhand se preocupa com o futuro de sua escola. O benfeitor pagou seis meses de aluguel pela casa, mas morreu recentemente, e ela não tem como manter o pagamento do aluguel nem dos materiais escolares.

Menina afegã olha pela porta de uma escola subterrânea, em Cabul, Afeganistão
Menina afegã olha pela porta de uma escola subterrânea, em Cabul, Afeganistão Foto: Ebrahim Noroozi/AP

Para as alunas, as escolas clandestinas são uma tábua de salvação. “É tão difícil quando você não pode ir à escola”, afirmou uma delas, Dunya Arbabzada. “Sempre que passo em frente à minha antiga escola e vejo a porta fechada… fico muito chateada.” /TRADUÇÃO DE GUILHERME RUSSO

Décor do dia: sala com tons terrosos e móveis de design

Combinação de tons quentes e frios dão charme ao ambiente
JONATHAN PEREIRA | FOTOS STEPHEN JOHNSON/DIVULGAÇÃO

Décor do dia: sala com tons terrosos e móveis de design (Foto: Stephen Johnson/Divulgação)
Quadro contrasta e equilibra tons terrosos do ambiente (Foto: Stephen Johnson/Divulgação)

sala deste apartamento em Manhattan, em Nova York com bastante iluminação natural ganhou diferentes texturas e móveis de design na decoração, inspirada no luxo da Califórnia.

Décor do dia: sala com tons terrosos e móveis de design (Foto: Stephen Johnson/Divulgação)
Móveis de design integrados pelo tapete redondo (Foto: Stephen Johnson/Divulgação)

O designer de interiores Jamie Bush  optou por revestimento em tecido em tons terrosos na parede e uma paleta de cores complementares de ferrugem, rosa, coral e mogno. Os tons quentes são contrastados pelo quadro autoral pintado por ele em prata, azul celeste, azul meia-noite e preto, colocado acima do sofá principal.

Décor do dia: sala com tons terrosos e móveis de design (Foto: Stephen Johnson/Divulgação)
Mesas de apoio em cromo polido (Foto: Stephen Johnson/Divulgação)
Décor do dia: sala com tons terrosos e móveis de design (Foto: Stephen Johnson/Divulgação)
Ampla vista para Manhattan (Foto: Stephen Johnson/Divulgação)

Apple Watch pode verificar sintomas de ataque cardíaco, sugere pesquisa

O Apple Watch pode ser usado para verificar os sintomas de um ataque cardíaco (infarto do miocárdio), sugere uma pesquisa publicada no Texas Heart Institute Journal (via MyHealthyApple ).

O infarto do miocárdio ocorre quando partes do músculo cardíaco não recebem oxigênio suficiente porque há um bloqueio no fluxo sanguíneo para o coração. Pesquisadores do Texas Heart Institute estão estudando o uso do Apple Watch para ajudar a diagnosticar sintomas de infarto do miocárdio usando o recurso de eletrocardiograma (ECG) nos modelos Apple Watch Series 4, 5, 6 e 7 para registrar várias derivações de ECG em diferentes partes do corpo .

Os resultados após um ataque cardíaco dependem de quanto tempo antes do início do tratamento. Mais da metade dos indivíduos com infarto do miocárdio morre em uma sala de emergência ou antes de chegar a um hospital dentro de uma hora do início dos sintomas. O Apple Watch pode fornecer uma análise confiável do risco de ataque cardíaco quando os sintomas se desenvolvem, enviar um sinal claro ao usuário para procurar atendimento médico urgente e reduzir o atraso no tratamento, sugere a pesquisa.

Os profissionais médicos costumam confirmar o infarto do miocárdio usando um eletrocardiograma tradicional de 12 derivações que exige equipamento específico e treinamento profissional, enquanto o Apple Watch utiliza um eletrodo positivo na parte traseira do aparelho e um eletrodo negativo na Digital Crown para registrar um ECG de uma única derivação . Como tal, o Apple Watch não poderia substituir equipamentos médicos de nível hospitalar, mas fornecer uma nova ferramenta de triagem para outros ambientes.

Os pesquisadores afirmam que o Apple Watch é promissor na detecção de infarto do miocárdio, pois vários estudos mostraram que o dispositivo pode registrar sinais de ECG de várias derivações que detectam com precisão a alteração de ST durante um ataque cardíaco. Dados clínicos adicionais são necessários, mas a pesquisa em andamento fornece uma visão geral de um dos novos recursos de monitoramento de saúde que um dia podem ser um recurso oficial do Apple Watch. [Hartley Charlton]

Após reforma, casa exibe fachada antiga preservada e anexo contemporâneo nos fundos do terreno

A mistura entre presente e passado é a marca principal desta morada de 330 m², reformado pelo Estúdio Zargos, em Belo Horizonte
PRODUÇÃO STUDIO TERTÚLIA | FOTOS JOMAR BRAGANÇA

Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
O fundo do terreno revela a inspiração contemporânea da intervenção (Foto: Jomar Bragança)

Uma casa antes esquecida no bairro Floresta, em Belo Horizonte, ressurge renovada após uma reforma conduzida pelo Estúdio Zargos. Com 330 m², o imóvel representa a união entre passado e presente – preservando os volumes da residência original ao mesmo tempo em que exibe um anexo completamente contemporâneo nos fundos do terreno.

Após reforma, casa exibe antiga fachada preservada e interiores contemporâneos (Foto: Jomar Bragança)
As intervenções feitas pelo Estúdio Zargos ficam evidentes quando observa-se a residência do alto – repare na varanda extensa que sai do dormitório principal (Foto: Jomar Bragança)
Após reforma, casa exibe antiga fachada preservada e interiores contemporâneos (Foto: Jomar Bragança)
Da rua, a fachada preservada da casa esconde a edificação contemporânea nos fundos do terreno (Foto: Jomar Bragança)
Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
A abertura propõe espaços amplos de convivência, com integração entre ambientes internos e externos (Foto: Jomar Bragança)
Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
O trabalho de paisagismo foi executado por Rodrigo Pereira, do @jardineirodejanela (Foto: Jomar Bragança)

Ao contatar o escritório de arquitetura, os proprietários, inicialmente, consideravam demolir toda a residência, mas foram dissuadidos por Zargos Rodrigues, que desenvolveu um projeto respeitoso de remodelação. O arquiteto manteve praticamente todas as paredes, janelas e adornos da fachada original. As mudanças mais significativas apareceram no paisagismo, no gradil e nos revestimentos – estes últimos bastante deteriorados antes da reforma.

Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
Os interiores contemporâneos contrastam com o estilo clássico da fachada preservada (Foto: Jomar Bragança)
Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
Conectada à área externa, a cozinha ganhou marcenaria em tons escuros (Foto: Jomar Bragança)

Nos fundo do terreno, as alterações tomaram outro rumo. As edículas anteriores foram postas abaixo e deram lugar a uma construção nova, que fica conectada com o jardim e a piscina.  

Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
O cinza das estruturas de concreto compõem a paleta de cores urbana do projeto (Foto: Jomar Bragança)
Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
As grandes janelas e aberturas garantem a entrada de luz natural (Foto: Jomar Bragança)

“Podemos dizer que o projeto transita entre estilos, já que houve uma reforma de um edifício eclético e a construção de um anexo de perfil contemporâneo nos fundos”, comenta o arquiteto.

Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
O quarto possui enorme varanda com vista para a cidade de Belo Horizonte (Foto: Jomar Bragança)
Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
A inspiração minimalista no décor também aparece no quarto de solteiro, com sacada (Foto: Jomar Bragança)
Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
Detalhe da entrada de um dos banheiros (Foto: Jomar Bragança)
Após reforma, casa em Belo Horizonte tem fachada preservada e ganha interior contemporâneo (Foto: Jomar Bragança)
Chuveiro duplo e revestimento rústico em outro banheiro da casa (Foto: Jomar Bragança)

“O principal desafio do projeto foi reverter a demolição da residência, pois as formas e proporções originais desse projeto atravessam décadas e nos contam a história de uma cidade acolhedora e receptiva. A construção recente representa o contemporâneo e consiste em um espaço amplo, onde todos os cômodos se conectam em um grande ambiente aberto”, resume Zargos.

Achenrin Madit – Vogue France August 2022

Source: vogue.fr
Published: August 2022

All people in this editorial:

Matt Healy – Photographer Jessica Gerardi – Fashion Editor/Stylist Achenrin Madit – Model

FBI: Gatilho da arma que matou diretora de ‘Rust’ foi acionado, ao contrário do que disse Alec Baldwin

Halyna Hutchins, responsável pela fotografia do longa, morreu na hora

Tiro acidental provocado por Alec Baldwin levou à morte de diretora – Foto: Reprodução Instagram

O FBI conclui que o gatilho da arma que matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins no set de “Rust”, em outubro passado, foi acionado. A rede de TV ABC teve acesso à investigação, que contraria o depoimento do ator. Ele disse, na época, que não havia puxado o gatilho.

“A arma não poderia ter disparado sem ter o gatilho puxado enquanto os seus componentes internos estavam intactos e funcionais”, disse a polícia, que realizou testes de disparos acidentais com um modelo do revólver usado no acidente, um Long Colt calibre .45.

Numa entrevista concedida à própria ABC em dezembro, o ator foi enfático ao dizer que não havia disparado a arma.

“Bem, o gatilho não foi puxado. Eu não puxei o gatilho. Nunca apontaria a arma para alguém e puxaria o gatilho. Nunca.”

Na ocasião do disparo, Alec estava no set ensaiando uma cena com Halyna e o diretor do longa, Joel Souza. Ela morreu na hora, e Souza ficou ferido.

Bilheteria EUA: Trem-Bala, DC Liga dos Superpets, Top Gun: Maverick, Thor: Amor e Trovão, Não! Não Olhe!

Trem-Bala repete liderança nas bilheterias americanas, e Top Gun: Maverick volta ao pódio

Bullet Train 

Trem-Bala venceu mais uma vez a corrida da bilheteria nos EUA, arquivando o seu segundo fim de semana na liderança com US$ 13,4 milhões de arrecadação. O longa de ação conta com Brad Pitt à frente de um elenco estreladíssimo.

Também repetindo a posição da semana passada, a animação DC Liga dos Superpets ficou no segundo lugar, com US$ 7,17 milhões adicionados à bilheteria. O terceiro lugar foi mais surpreendente, com uma ressurgência de Top Gun: Maverickque já está em sua 12ª semana em cartaz.

O longa estrelado por Tom Cruise não é só (de longe) o integrante do top 10 que estreou a mais tempo nos cinemas, como também quase roubou a 2ª posição, fechando o fim de semana com US$ 7,15 milhões de arrecadação.

Thor: Amor e Trovão, ficou em quarto com US$ 5.31. E fechando em quinto, Não! Não Olhe! com US$ 5.3

Após icônico ‘Pantera Negra’ de Chadwick Boseman, rei T’Challa pode ser vivido por outro ator?

Recentemente, um movimento na internet chamado #recastTChalla impulsionou a questão
Por Roxane Gay

Chadwick Boseman, o intérprete do Pantera Negra

THE NEW YORK TIMES – LIFE/STYLE – A morte do ator Chadwick Boseman, de câncer em agosto de 2020, foi um choque de tirar o fôlego. Com sua atuação como o Pantera Negra da Marvel, Boseman se tornou uma figura eminente, principalmente para os negros, que raramente se veem retratados como heróis na tela.

Cena do filme 'Pantera Negra', de Ryan Coogler, com Chadwick Boseman.
Cena do filme ‘Pantera Negra’, de Ryan Coogler, com Chadwick Boseman. Foto: Marvel Studios

Como T’Challa, portador do manto do Pantera Negra, Boseman expandiu nossa imaginação cultural. Ele era o rei de Wakanda, uma nação negra não colonizada e o país tecnologicamente mais avançado do mundo. Ele fez parecer que tudo era possível. Um excelente ator desempenhando um excelente papel, Boseman estava tão entrelaçado com sua personalidade de super-herói que muitos proclamaram que ninguém mais poderia assumir o papel de T’Challa – que ninguém deveria.

E, de fato, Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, anunciou em 2020 que, por respeito a Boseman, a Marvel não reformularia o papel. Em Hollywood, no entanto, apenas a propriedade intelectual é verdadeiramente sagrada, e a franquia deve continuar. A Marvel lançará a sequência Pantera Negra II: Wakanda Para Sempre em novembro, com Ryan Coogler retornando como diretor.

O trailer do filme, lançado no mês passado na Comic-Con International em San Diego, é deslumbrante, mas enigmático. Ele se concentra nas personagens femininas que cercaram o Pantera Negra no primeiro filme: sua namorada, Nakia; sua mãe, Ramonda; sua irmã, Shuri; e o guerreiro Okoye, seu guarda-costas. Enquanto isso, T’Challa é representado apenas no que parece ser um mural memorial. Embora a franquia deva continuar, parece improvável que esse amado personagem se aventure nesse futuro, mesmo que o Pantera Negra continue vivo.

Na mitologia do personagem, o rei T’Challa herdou o título de Pantera Negra de uma linhagem de ancestrais, juntamente com poderes derivados de uma erva mágica – então é logicamente possível que isso fosse passado para outra pessoa se T’Challa morresse. No final do trailer, há um vislumbre breve e parcial de uma figura fantasiada de preto – pernas avançando, um braço direito estendido com cinco garras letais – dando aos fãs a impressão de que outra pessoa se tornará o Pantera Negra. (O trailer desencadeou uma enxurrada de especulações na internet sobre quem é esse personagem.)

Após o lançamento do trailer, a hashtag #recastTChalla surgiu nas mídias sociais, com os fãs argumentando que o papel de T’Challa deveria ser interpretado por outro ator, da mesma forma que os super-heróis brancos foram reformulados repetidamente, sejam eles BatmanMulher MaravilhaHomem-Aranha ou Magneto. A perda de Boseman foi uma tragédia, disseram os defensores da reformulação, mas isso deveria significar o fim desse icônico personagem negro, quando o personagem ainda tinha tanta história para contar?

Ryan Coogler, diretor do primeiro filme, também dirigiu a sequência.
Ryan Coogler, diretor do primeiro filme, também dirigiu a sequência. Foto: Bill O’Leary/Washington Post

Uma petição com mais de 60.000 assinaturas pede à Marvel “NÃO use a trágica morte de Chadwick Boseman como um dispositivo de enredo em suas narrativas fictícias” e “que o retrato de T’Challa possa continuar” no Universo Cinematográfico da Marvel. “Se a Marvel Studios remover T’Challa, será às custas do público (especialmente meninos e homens negros) que se viram nele”, argumenta a petição no Change.org.

Isso pode parecer apenas mais uma tentativa de influenciar a narrativa de Hollywood a partir de um fandom cada vez mais exigente, mas há um forte desejo que impulsiona o movimento de reformular o Rei T’Challa – um desejo de manter o que Chadwick Boseman representou. Especialmente entre os fãs negros, há um medo genuíno de que, sem T’Challa, a história do Pantera Negra possa perder seu senso de poder e possibilidade. Eu ouço a dor vibrando sob os chamados para um novo T’Challa. Eu simpatizo com isso.

Fandoms de super-heróis são complicados. Os fãs são apaixonados e também costumam ter opiniões inflexíveis sobre como suas amadas histórias devem ser contadas. (Vi isso em primeira mão quando co-escrevi uma série de quadrinhos ambientada no mundo de Wakanda, com Ta-Nehisi Coates.)

Nos últimos anos, os cineastas têm realizado cada vez mais o que é conhecido como “serviço aos fãs” – fazendo escolhas criativas que reconhecem ou concordam com os desejos dos fãs. Na melhor das hipóteses, o serviço aos fãs é encantador. Permite que os fãs se sintam vistos e ouvidos. Isso permite que eles acreditem que têm uma pequena influência em um enorme esforço criativo. Na pior das hipóteses, o serviço aos fãs pode ser explorador, sexista ou racista. Muitas vezes, ele faz com que um filme ou série pareça não ter um ponto de vista distinto ou visão criativa, que o desespero dos criadores pela aprovação do público superou a boa narrativa ou a ambição criativa.

Não havia escolha que a Marvel e Coogler pudessem fazer que agradasse a todos. Se eles selecionassem um novo ator para o rei T’Challa, muitos pensariam que era cedo demais após a morte de Boseman. Se eles simplesmente fizessem com que ele desaparecesse do filme inventando uma razão para colocá-lo em uma missão em algum lugar, sua ausência teria sido problemática. Matá-lo, como parecem ter feito, irritou alguns.

E, infelizmente, qualquer personagem e ator que assuma o manto do Pantera Negra a seguir sofrerá o peso das dúvidas, decepção e escárnio dos fãs – principalmente se o novo Pantera Negra for, como alguns especularam, uma mulher. O céu proíbe! (Vimos isso várias vezes, mais notavelmente na franquia Star Wars, onde atores negros sofreram um assédio inescrupuloso por contradizer as noções de certos fãs de quem pode ser heróico em nossos futuros interestelares imaginados.)

Por enquanto, os cineastas tomaram a melhor decisão que puderam. Seria profundamente injusto esperar que qualquer ator, por mais talentoso que fosse, assumisse o enorme papel que Boseman deixou para trás. O novo Rei T’Challa competiria para sempre com nossa memória do original. Esperaríamos que o sucessor de alguma forma canalizasse a superioridade e a seriedade de Boseman, para substituir o insubstituível. E quando o ator que interpretar o novo rei inevitavelmente desapontar o público por não ser realmente Boseman, ele se tornaria alvo de intensa ira. Não devemos pedir a ninguém que se coloque nessa linha de fogo.

O movimento #RecastTChalla parece bem intencionado. Mas a questão fundamental não é se um papel em um filme deve ou não ser reformulado; é sobre o que a representação exige. Pantera Negra, em 2018, suportou o peso das expectativas desproporcionais dos fãs, como um super-herói negro inovador liderando um grande filme. Esse é um fardo irracional para colocar em um personagem, em um ator, em um filme. Pessoas negras – homens e meninos mencionados na petição, mas também mulheres e meninas – deveriam ter mais de um super-herói para se divertir e se mirar. Assim como pessoas de outras raças e etnias, culturas e identidades. Não deveríamos pedir à Marvel para colocar um novo ator para viver T’Challa; deveríamos estar pedindo que a lista de heróis fosse expandida. Temos que pensar maior e exigir mais.

Aconteça o que acontecer no próximo filme do Pantera Negra, os defensores do #RecastTChalla podem finalmente realizar seu desejo. Nos últimos anos, a Marvel nos apresentou o multiverso, que permite a coexistência de múltiplas realidades (e extensões infinitas de sua propriedade intelectual). No multiverso, pode haver realidades em que T’Challa esteja vivo, bem e salvando o mundo como Pantera Negra. Ainda podemos ver algumas dessas histórias.

Enquanto isso, nós também podemos ser mais expansivos em nossas imaginações. T’Challa não precisa ser o único herói que admiramos. Por mais gradual que seja, vimos progressos nos últimos anos. O Homem-Aranha através do Aranhaverso da Marvel inclui o adolescente negro e porto-riquenho do Brooklyn Miles Morales como Homem-Aranha; a super-heroína muçulmana Kamala Khan está no Disney+ como Ms. Marvel; o Capitão América passou seu escudo para o Falcão, um herói negro interpretado por Anthony Mackie. Agora temos Shang-Chi e America Chavez, e na DC, Núbia e Cyborg. Fora da Marvel e da DC, uma nova safra de criadores – Ava DuVernay, Mindy Kaling, Michaela Coel e Shonda Rhimes entre eles – está explorando novos e ricos universos e fronteiras do heroísmo humano. Também podemos ver, se procurarmos, que existem heróis caminhando entre nós – pessoas em nossas comunidades que estão fazendo coisas incríveis todos os dias.

Em novembro, provavelmente encontraremos um novo Pantera Negra, que mais uma vez arcará com o fardo irracional da representação. Se tivermos sorte, esse ator também nos divertirá, nos inspirará e acenderá nossa imaginação. Não consigo pensar em uma maneira melhor de homenagear o legado na tela de Chadwick Boseman. /TRADUÇÃO LÍVIA BUELONI GONÇALVES