Plataforma oferece livros feministas para ler online e de graça!

A Cita Press, iniciativa independente, edita e disponibiliza trabalhos de escritoras mulheres que estejam em domínio público.
Por Mariana Rudzinski

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Capas dos livros disponíveis para leitura e impressão na Cita até agora. (Cita Press/Divulgação)

Tente se lembrar dos livros mais celebrados da literatura mundial e os primeiros que virão à cabeça provavelmente serão de escritores homens. Ainda que autoras mulheres sempre tenham produzido muitas obras importantes – e que várias estejam em domínio público, ou seja, podem ser encontradas gratuitamente -, elas são menos lidas e divulgadas. Com o objetivo de promover e dar destaque ao trabalho das escritoras mulheres, foi lançada a Cita Press, uma editora independente e digital que cria novas edições de livros escritos por mulheres que estejam em domínio público e os disponibiliza em seu site para leitura online ou impressão sem nenhum custo.

“A Cita tem como propósito principal facilitar o acesso à literatura feminista e celebrar o trabalho dessas mulheres que foram pioneiras em tratar a inequidade de gênero nos livros”, diz à ELLE Juliana Castro, designer gráfica colombiana e criadora da plataforma. Atualmente a Cita conta com seis títulos – todos em inglês -, que além do texto original trazem prefácios inéditos escritos por autores contemporâneos que explicam a relevância da obra nos dias de hoje.

Um dos trabalhos disponíveis é o famoso ensaio On the equality of the sexesescrito em 1790 pela ativista norte-americana Judith Sargent Murray. Ela defende a igualdade de gênero tendo como base a industrialização e o fim da vantagem concedida pela força física. “Escolhemos textos que falem sobre as dificuldades que as mulheres têm enfrentado por séculos e também sobre as oportunidades de mudança”, conta Juliana.

A plataforma, que foi oficialmente lançada em março deste ano, já está em processo de expansão. Em breve a Cita Press terá sua primeira obra em espanhol e há planos de parceria com novas autoras interessadas no acesso livre à literatura. “Dos 50 livros em domínio público mais lidos hoje no Goodreads – o maior site de recomendação de livros do mundo -, apenas cinco são de autoras mulheres. Isso precisa mudar”, defende Juliana. “Mulheres têm escrito há muito tempo e está na hora de lembrar e se orgulhar disso. E não há forma melhor de celebrar o trabalho dessas escritoras do que o lendo.”

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